O PARQUE NACIONAL DA TERRA DO FOGO

O Parque Nacional da Terra do Fogo.

O Parque Nacional da Terra do Fogo.

A primeira visita que fizemos na região de Ushuaia foi ao Parque Nacional da Terra do Fogo, com uma área de aproximadamente 63 mil hectares, fica a 12 quilômetros de Ushuaia. Pegamos um trem adaptado para turismo, na Estação do Fim do Mundo e chegamos ao parque que possui uma paisagem encantadora.

A Estação do Fim do Mundo.

A Estação do Fim do Mundo.

O Trem do Fim do Mundo.

O Trem do Fim do Mundo.

Parte do parque fica em áreas que no passado eram campos de trabalho forçado para o presídio de Ushuaia. Existe um cemitério de árvores que foram derrubadas pelos prisioneiros de Ushuaia.

O cemitério de árvores derrubadas pelos prisioneiros de Ushuaia.

O cemitério de árvores derrubadas pelos prisioneiros de Ushuaia.

Do Parque Nacional da Terra do Fogo temos excelentes vistas panorâmicas do Canal de Beagle, que é margeado pelo parque ao longo de 6 km, e das montanhas austrais da Cordilheira dos Andes.

O Canal de Beagle visto do Parque Nacional da Terra do Fogo.

O Canal de Beagle visto do Parque Nacional da Terra do Fogo.

Uma das curiosidades do Parque Nacional da Terra do Fogo é a existência dos castores canadenses na região. Os castores foram introduzidos aí em 1946, quando alguns oficiais da marinha argentina levaram para a região 25 casais com o objetivo de desenvolver uma criação para a indústria de peles. O projeto deu errado, os animais foram soltos e começaram a se reproduzir aleatoriamente sem predadores naturais e se transformaram numa praga para a região.

As barragens construídas pelos castores canadenses.

As barragens construídas pelos castores canadenses.

Os castores canadenses são responsáveis por um grande dano ambiental, pois se multiplicaram excessivamente, adquiriram um tamanho anormal e são responsáveis por devastações nas florestas naturais. Derrubam as árvores para fazer as “barragens de castor”, uma das características da espécie. Os dique criados pelos animais inundam e destroem florestas.

Os immenses disques construídos pelos castores destroem a floresta.

Os immenses disques construídos pelos castores destroem a floresta.

Na tentativa de conter a praga o governo local estimula e remunera pela caça aos castores, pagando aos caçadores por cada rabo de castor vendido. Hoje em dia também incentiva os restaurantes a usarem pratos com carne de castor nos seus cardápios.

As árvores mortas no meio dos diques.

As árvores mortas no meio dos diques.

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USHUAIA – A CIDADE DO FIM DO MUNDO

14 de fevereiro de 2005

Saímos da Península Valdés e pegamos um voo com 2 horas de duração, de Trelew para Ushuaia, a capital da Terra do Fogo e cidade mais Austral do Planeta, localizada a 55º de latitude sul e a 3.000 quilômetros de Buenos Aires. Por ser a cidade mais a sul do planeta, Ushuaia é apelidada como “A Cidade do Fim do Mundo”, fica em frente ao Canal de Beagle, assim batizado em homenagem ao navio de Charles Darwin, que passou por aí.

Ushuaia - A cidade mais austral do planeta.

Ushuaia – A cidade mais austral do planeta.

Ushuaia fica um pouco isolada no extremo sul da América do Sul. Não existe acesso por trem e apenas uma rodovia chega à cidade, que possui pouco mais de 100 anos de existência e já é um dos principais polos de atração turística da Argentina. Está localizada na Ilha da Terra do Fogo. Possui um paisagem espetacular, com bosques, montanhas, rios, lagos e canais.

A paisagem encantadora nos arredores de Ushuaia.

A paisagem encantadora nos arredores de Ushuaia.

A ilha foi batizada como Terra do Fogo por Fernão de Magalhães, o primeiro europeu a passar por aí, pelo estreito que leva o seu nome e que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico. Tem esse nome em função das fogueiras que eram acesas no litoral, pelos indígenas que habitavam a região. A Ilha da Terra do Fogo é dividida entre a Argentina e o Chile e isso já foi motivo de conflitos históricos entre os dois países.

A cidade e a Baía de Ushuaia.

A cidade e a Baía de Ushuaia.

A ocupação europeia só começou a acontecer na Terra do Fogo em meados do século XIX, as condições climáticas adversas e o isolamento territorial dificultaram essa ocupação. Os indígenas foram sendo gradativamente dizimados por epidemias e doenças contra as quais não tinham defesa imunológica.

Casa típica dos primeiros moradores de Ushuaia.

Casa típica dos primeiros moradores de Ushuaia.

A cidade e Ushuaia cresceu na primeira metade do século XX, em torno de um grande presídio, que foi instalado aí a partir de 1902 e para o qual eram transferidos presos de toda a Argentina. A chegada de novos colonos e funcionários administrativos para o presídio ajudaram a desenvolver a cidade.

Assado de cordeiro, uma tradição da Patagônia.

Assado de cordeiro, uma tradição da Patagônia.

O presídio foi extinto na metade do século XX e o turismo, além dos incentivos governamentais para a ocupação do território da Terra do Fogo, passaram a ser fundamentais para a continuidade do crescimento da cidade, que hoje conta com uma boa infraestrutura turística.

A ilha da Terra do Fogo.

A ilha da Terra do Fogo.

A época ideal para visitar Ushuaia é o verão, quando o clima é mais ameno e os lugares podem ser mais facilmente acessados. Hoje em dia porém, o governo da Argentina e da Província tem feito esforços no sentido de diminuir a sazonalidade do turismo, criando opções para o inverno, com por exemplo, o desenvolvimento de uma boa estação de esqui.

No verão aproveita-se melhor a paisagem de Ushuaia.

No verão aproveita-se melhor a paisagem de Ushuaia.

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PENÍNSULA VALDÉS – A DRAMÁTICA VIDA SELVAGEM NA COSTA ARGENTINA

11 de fevereiro de 2005

Em fevereiro de 2005 fizemos uma viagem inesquecível para a Patagônia Argentina. Um dos lugares mais fantásticos do mundo para a observação da vida animal em regiões frias e paisagens encantadoras.

O Perito Moreno é um dos símbolos da Patagônia Argentina

O Perito Moreno é um dos símbolos da Patagônia Argentina

A primeira parada da nossa viagem foi na região da Península Valdés, na costa Argentina, aproximadamente onde inicia o território da Patagônia, o grande planalto semidesértico do sul do país.

Paisagem típica da Península Valdés.

Paisagem típica da Península Valdés.

Para chegar à Península Valdés, voamos de Buenos Aires até a cidade de Trelew, aproximadamente 1h50min, onde fica o Aeroporto mais próximo de Puerto Madryn (cerca de 50 km), a porta de entrada da Península Valdés. Em Trelew paramos para visitar o Museu Paleantológico da cidade, um dos mais importantes da América do Sul. A Patagônia é uma das regiões mais ricas do mundo em fósseis pré-históricos.

Fósseis de dinossauros em Trelew

Fósseis de dinossauros em Trelew

As praias de Puerto Madryn possibilitam uma experiência única de ficarmos muito próximos à vida animal. O encontro de duas correntes marinhas, uma quente, a do Brasil e outra fria a das Malvinas, forma a condição ideal para o desenvolvimento do plâncton marinho e consequentemente da vida selvagem. Baleias, leões-marinhos e pinguins provocam um encantamento para quem visita Puerto Madryn.

A cidade de Puerto Madryn

A cidade de Puerto Madryn

De Puerto Madryn seguimos para a Península Valdés (77 km) e fizemos uma primeira parada na praia de Puerto Pirâmide, o principal local para observação das baleias-franca-austral e um dos melhores lugares do mundo para a observação desses animais. A temporada vai de junho a dezembro, quando elas se reproduzem e alimentam os seus filhotes por aí. Como fomos em fevereiro, não tivemos a oportunidade de vê-las, mas a região tem muitos outros encantos.

A Praia de Porto Pirâmide, o paraíso das baleia-franca-austral.

A Praia de Porto Pirâmide, o paraíso das baleia-franca-austral.

A Península é cercada por enormes falésias e praias remotas como a de Punta Cantor, que servem de berço para leões-marinhos, lobos-marinhos e elefantes marinhos. É área protegida, preservada, onde os animais se reproduzem e cuidam dos seus filhotes com relativa segurança.

A Praia de Porto Cantor, o paraíso dos elefantes-marinhos.

A Praia de Porto Cantor, o paraíso dos elefantes-marinhos.

Local de reprodução de elefantes-marinhos.

Local de reprodução de elefantes-marinhos.

Elefantes-marinhos.

Elefantes-marinhos.

Aí na Península Valdés acontece um dos maiores fenômenos da vida animal. A caçada das orcas aos lobos-marinhos, que acontece entre setembro e abril, mas é muito raro de se ver. As orcas “surfam” até a praia e capturam as suas presas, num espetáculo dramático da vida animal conhecido como “encalhe intencional”. Estima-se que existem cerca de 22 orcas na Península Valdés e apenas 12 delas fazem a caçada, que não é um movimento normal para a espécie. Fotógrafos do mundo inteiro passam dias a espera do melhor flagrante. Esse fenômeno é uma exclusividade da Península Valdés.

https://www.youtube.com/watch?v=4s2_qGeLEhQ

A Caleta Valdés onde as orcas caçam os lobos-marinhos.

A Caleta Valdés onde as orcas caçam os lobos-marinhos.

Ao longo dos caminhos da Península Valdés, as estepes são também repletas de vida animal, onde predominam os guanacos, tatus e maras, um tipo de roedor também conhecido como Lebre da Patagônia.

Mara, a lebre da Patagônia.

Mara, a lebre da Patagônia.

Ao sul de Puerto Madryn fica a praia de Punta Tombo, onde aparece uma das maiores colônias de pinguins-de-magalhães das Américas. A colônia pode alcançar em determinadas épocas do ano cerca de 1 milhão de pinguins.

A colônia de pinguins-de-magalhães de Punta Tombo.

A colônia de pinguins-de-magalhães de Punta Tombo.

Os pinguins procuram essa região para a reprodução, troca de pelagem e acasalamento. Existem trilhas onde pode se chegar bem perto, com abundância de ninhos e filhotes. Geralmente vivem em colônias muito populosas e são bastante fiéis às suas colônias, algumas delas possuem mais de cem anos de ocupação.

Pinguins-de-magalhães

Pinguins-de-magalhães

A praia de Punta Loma fica perto daí e os destaques são os lobos-marinhos que aparecem na região durante a maior parte do ano. Existem excelentes mirantes em Punta Loma de onde se pode observar os lobos-marinhos.

Os Lobos-Marinhos da praia de Punta Loma

Os Lobos-Marinhos da praia de Punta Loma

A praia de Punta Loma

As falésias de Punta Loma

A região próxima à Península Valdés ainda tem como atrativo, uma forte influência britânica por ter sido área de colonização galesa. As casa de chá são comuns por aí.

As casas de chá de Trelew.

As casas de chá de Trelew.

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PARIS VISTA DE CIMA

04 de julho de 2008

Estávamos no fim da viagem envolvendo a Itália e Paris. A visita a Paris tinha que ser rápida e panorâmica. A Torre Eiffel era uma das melhores formas de ter uma visão ampla da cidade. É um dos maiores ícones urbanos do planeta. Símbolo de Paris, da Europa e um dos símbolos mundiais. Descrevi antes a Torre Eiffel no post do link abaixo.

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/06/16/a-torre-eiffel-e-o-campo-de-marte/

A Torre Eiffel, símbolo maior de Paris

A Torre Eiffel, símbolo maior de Paris

É do alto da Torre Eiffel que temos algumas das melhores vistas de Paris. A cidade pode ser resumida lá de cima. De um lado o Campo de Marte, que também está descrito no post.

O Campo de Marte.

O Campo de Marte.

Do outro temos a Colina de Chaillot, onde fica o monumental Palais de Chaillot, com as suas enormes alas curvas e de onde se tem uma vista maravilhosa dos Jardins do Trocadero, que conecta-se com o Rio Sena e com a Torre Eiffel.

A Colina de Chailot

A Colina de Chailot

O Palais de Chaillot é um edifício neoclássico que foi construído para a Feira Mundial de 1937 no lugar do antigo Palais du Trocadero que havia sido erguido em 1878. O jardim em frente ao Palais de Chaillot é o Trocadero, com aproximadamente 10 hectares de áreas verdes no centro de Paris.

Os Jardins de Trocadero.

Os Jardins de Trocadero.

Outra paisagem de destaque que vemos do alto da Torre Eiffel é o Rio Sena, a principal artéria hidrográfica de Paris, que foi importantíssima na fundação e no crescimento da cidade. O Sena é o principal ponto de referencia da cidade. As distâncias são medidas a partir dele e Paris está dividida em duas partes. A margem direita e a margem esquerda do Rio Sena.

Trecho do Rio Sena.

Trecho do Rio Sena.

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/06/16/um-passeio-pelo-rio-sena-com-o-bateaux-mouche/

Lá de cima dá para ver o Arco do Triunfo e a Praça Charles de Gaulle, em forma de estrela e que foi o centro das transformações urbanas implementadas pelo Barão de Haussman no final do século XIX. Para a Praça convergem doze avenidas, dentre elas a Champs Élysées, a mais importante da cidade.

O Arco do Triunfo visto do alto da Torre Eiffel

O Arco do Triunfo visto do alto da Torre Eiffel

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/06/09/nos-sempre-teremos-paris/

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PALÁCIO DE VERSALHES – O CENTRO DO PODER NA FRANÇA

1º de julho de 2008

Saímos de Roma e fomos direto para Paris. Seria uma passagem rápida, mas tínhamos o compromisso de apresentar a cidade para o nosso filho Kim. Fizemos giros rápidos por Paris para aproveitar ao máximo e visitar os principais pontos turísticos.

Paris

Paris

Passamos pela Catedral de Notre Dame, Saint Chapelle, Conciergerie e Museu do Louvre, que já foram descritos nesse blog, nos links a seguir:

A Catedral de Notre Dame

A Catedral de Notre Dame

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/06/25/a-place-des-voges-e-a-catedral-de-notre-dame/

A Conciergerie

A Conciergerie

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/06/26/a-maravilhosa-sainte-chapelle-e-a-conciergerie/

Detalhe externo do Museu do Louvre.

Detalhe externo do Museu do Louvre.

http://umpouquinhodecadalugar.com/2013/07/01/chegando-ao-museu-do-louvre/

Após os dois primeiros dias em Paris, seguimos para a cidade de Versalhes com o objetivo de visitar o Palácio de Versalhes, o mais fantástico de todos os palácios franceses. O atual Palácio de Versalhes foi construído por Luís XIV a partir de 1668, ampliando de forma espetacular os antigos pavilhões de caça de Luís XIII.

Fachada externa do Palácio de Versalhes.

Fachada externa do Palácio de Versalhes.

Versalhes era uma pequena aldeia rural, nos arredores de Paris, quando o Palácio foi construído. Se tornou o centro do poder político da França no auge do absolutismo, da segunda metade do século XVII, com Luís XIV, até 1789, quando a Revolução Francesa derrubou o reinado de Luís XVI.

Escultura de Luís XIV feita por Bernini.

Escultura de Luís XIV feita por Bernini.

A construção do Palácio de Versalhes foi motivada pela intenção de afastar Luís XVI dos problemas de Paris, revoltas e doenças em uma cidade superpovoada. Com as sucessivas reformas e ampliações que sofreu, Versalhes se transformou no maior Palácio do Mundo e símbolo da Monarquia Absolutista de Luís XIV, o “Rei Sol”, que governava a França a partir daí.

Versalhes o centro do poder da França.

Versalhes o centro do poder da França.

Os aposentos de Versalhes foram decorados suntuosamente por Charles Le Brum, com mármores coloridos, entalhes em pedra e madeira, murais, veludos e um mobiliário sofisticado com detalhes prateados e dourados. Possui 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e ocupa uma área de 700 hectares de parques e jardins. Recebe cerca de 8 milhões de turistas por ano.

Os aposentos suntuosos do Palácio de Versalhes.

Os aposentos suntuosos do Palácio de Versalhes.

O início da ampliação do Palácio de Versalhes ficou por conta do arquiteto Louis Le Vau, que implantou os apartamentos reais, as cozinhas e os estábulos que formam o Pátio Real. Após a morte de Le vau, as obras continuaram sobre a responsabilidade do arquiteto Jules Hardouin-Mansart que construiu o Laranjal e o Grande Trianon, as alas Norte e Sul, a Capela e a fantástica Galeria dos Espelhos.

Os Jardins de Versalhes.

Os Jardins de Versalhes.

A Galeria dos Espelhos é um salão espetacular, com 73 metros de comprimento e 12,3 metros de altura, 17 janelas utilizadas para a sua iluminação diurna, com grandes espelhos em frente que refletem os Jardins de Versalhes. Aí na Galeria dos Espelhos foi assinado o Tratado de Versalhes em 1919, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.

A Galeria dos Espelhos

A Galeria dos Espelhos

O Palácio está cercado por um imenso jardim com uma série de plataformas simétricas, com esculturas, vasos, flores e fontes trabalhadas que foram projetados pelo arquiteto paisagista André Le Nôtre.

A Fonte de Netuno nos Jardins de Versalhes.

A Fonte de Netuno nos Jardins de Versalhes.

No complexo do Palácio de Versalhes aparecem algumas construções famosas como o Grand Trianon e o Petit Trianon. O Grand Trianon foi construído por Luís XIV para servir de refúgio à Família Real, quando queria se afastar dos convidados que lotavam Versalhes.

Detalhes dos aposentos de Versalhes.

Detalhes dos aposentos de Versalhes.

O Petit Trianon foi construído por Luís XV na segunda metade do século XVIII para a sua amante Madame de Pompadour. Mais tarde passou a ser ocupado pela Rainha Maria Antonieta, esposa de Luís XVI, que fez do Petit Trianon a sua morada preferida.

O interior da capela do Palácio de Versalhes.

O interior da capela do Palácio de Versalhes.

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PIAZZA NAVONA – A MAIS ESPLENDOROSA PRAÇA DE ROMA

29 de junho de 2008.

De todos os edifícios históricos romanos, o Pantheon (Panteão), ou Pantheon de Agripa,  é o único construído na época greco-romana, no século 27 a.C., por Agripa, no período da República Romana, possuía um projeto retangular convencional.

O Panteão de Agripa

O Panteão de Agripa

O projeto atual é de 118 d.C. e se encontra em perfeito estado de conservação. Foi construído e talvez projetado pelo Imperador Adriano e desde então ele sempre foi usado. Primeiro como templo dedicado a todos os Deuses e a partir do século VII, como templo cristão.

O interior do Panteão.

O interior do Panteão.

No interior do Panteão  um grande domo hemisférico possui o raio equivalente à altura do cilindro, o que garante proporções perfeitas e harmoniosas. No alto do cilindro, o óculo (uma abertura circular), possibilita a entrada de luz.

O espetacular Panteão.

O espetacular Panteão.

Saímos do Pantheon pelas ruas estreitas do bairro e seguimos até a Piazza Navona, a mais charmosa e fantástica Praça de Roma. A praça está instalada sobre um antigo estádio romano, do século 1o d.C., usado para competições de atletismo. Nos arredores da praça existem elegantes cafés.

A Piazza Navona.

A Piazza Navona.

A atual aparência da Praça vem do século XVII, quando foi implantada aí a Fontana dei Quattro Fiume (Fonte dos Quatro Rios), a mais importante obra de Bernini, com figuras sentadas sobre rochas abaixo de um obelisco e que representam os quatro maiores rios do mundo, já conhecidos até então: Nilo, Prata, Ganges e Danúbio.

A Fonte dos Quatro Rios na Praça Navona

A Fonte dos Quatro Rios na Praça Navona

É aí na Praça Navona que fica a Embaixada do Brasil, num belíssimo prédio histórico de Roma.

A Embaixada do Brasil em Roma

A Embaixada do Brasil em Roma

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A PIAZZA DI SPAGNA E A FONTANA DI TREVI

Os arredores da Piazza di Spagna é onde ficam as principais ruas comerciais da cidade de Roma, com lojas de grife, sobretudo na Via Condotti, que atrai romanos e turistas. É uma das áreas mais elegantes da cidade.

A Fonte de Tritão de Bernini.

A Fonte de Tritão de Bernini.

A Praça tem esse nome por causa do Palazzo di Spagna construído no século XVII para sediar a Embaixada da Espanha. Está sempre lotada de jovens que ficam de bate papo na escadaria (Scalinata di Spagna) que liga a praça à Igreja Trinitá dei Monti.

A Scalinata di Spagna

A Scalinata di Spagna

O destaque da praça é a Fontana de La Barcaccia que fica aos pés da escadaria e ameniza o calor dos romanos no verão, criada por Pietro Bernini, pai do famoso escultor italiano, Bernini, que tem obras espalhadas por várias praças de Roma e do Vaticano.

A Fontana de La Barcaccia

A Fontana de La Barcaccia

Seguimos a pé até a Fontana di Trevi, a maior, mais famosa e espetacular fonte barroca da Itália. A localização da fonte não valoriza a perfeição da obra. Com 26 metros de altura e 20 metros de largura, fica numa praça acanhada, pequena, escondida, como se fosse uma pérola no centro de uma concha.

A Fontana di Trevi.

A Fontana di Trevi.

A Fontana de Trevi foi criada por Nicola Salvi em 1762 e representa o Netuno com dois tritões, um tentando domar um cavalo bravio e outro um animal mais tranquilo, fazendo alusão às diferentes condições do mar.

O Netuno da Fontana di Trevi

O Netuno da Fontana di Trevi

A fonte foi construída para marcar a parte final do aqueduto Aqua Virgo construído pelos romanos no século XIX a.C. No alto da fonte aparece uma jovem (Trivia), que teria dado nome à fonte. Foi Trivia que mostrou a soldados sedentos, a nascente a 22 quilômetros de distância onde se origina o aqueduto.

O Tritão com o cavalo rebelde.

O Tritão com o cavalo rebelde.

A Fontana di Trevi foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema. No filme La Dolci Vita de Frederico Fellini, Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni para fazer o mesmo.

O Tritão com o cavalo calmo, representa o mar tranquilo.

O Tritão com o cavalo calmo, representa o mar tranquilo.

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