UM VOO SOBRE O ARQUIPÉLAGO DAS ANAVILHANAS

19 de abril de 2015.

Saímos pela manhã para uma caminhada pelo calçadão da Ponta Negra, próximo ao Hotel Tropical de Manaus. O parque é maravilhoso e estava com uma multidão de pessoas de todas as idades passeando, fazendo atividades físicas e praticando esportes. Era um dia de domingo e portanto essa era um excelente opção de lazer familiar.

O calçadão do Parque da Ponta Negra.

O calçadão do Parque da Ponta Negra.

Na parte baixa do calçadão fica a Praia da Ponta Negra, uma praia de rio com algumas barracas de alimentos e bebidas, muito frequentada, sobretudo nos finais de semana.

A Praia da Ponta Negra

A Praia da Ponta Negra

Na volta da caminhada, decidimos participar de um voo de hidroavião sobre o Rio Negro. O passeio sai do píer do Hotel Tropical de Manaus. Existiam duas alternativas para o voo, uma mais curta, de apenas 30 minutos, que apenas faria um sobrevoo no Encontro das Águas entre os Rios Negro e Solimões e uma mais longa que sobrevoaria o Arquipélago das Anavilhanas e depois complementava o trajeto com o Encontro das Águas.

O hidroavião onde fizemos o voo sobre as Anavilhanas

O hidroavião onde fizemos o voo sobre as Anavilhanas

Decidimos fazer o passeio mais longo. Subimos o Rio Negro até encontrar o Arquipélago das Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do Mundo, com cerca de 400 ilhas.

O Arquipélago das Anavilhanas.

O Arquipélago das Anavilhanas.

No caminho para as Anavilhanas sobrevoamos áreas da Floresta Amazônica e deu para ver a imensidão infinita do seu alcance. A mistura das árvores de várias espécies, que às vezes podem chegar a mais de 50 metros de altura, impressiona.

A Floresta Amazônica.

A Floresta Amazônica.

A Floresta Amazônica é a maior floresta equatorial do Planeta. Hidrófila (perfeitamente adaptada a regiões muito chuvosas), latifoliada (possui folhas largas e perenes) e heteróclita (possui uma grande heterogeneidade de vegetações).

A Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica

A área ocupada pela Floresta Amazônica e pelo ecossistema amazônico, compreende o que no Brasil, chamamos de Amazônia Legal. Ela ultrapassa o território da Região Norte do país, pois invade os estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Esse conceito de Amazônia Legal, serve para definir uma legislação e uma política pública específica para essa região.

A Amazônia Legal

A Amazônia Legal

Boa parte da Amazônia Legal, ainda possui a floresta e o ecossistema muito bem preservados, sobretudo essa área ao norte dos estado do Amazonas e do Pará. A área, porém, mais impactada pela agropecuária é o arco-sul da região, formado pelos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão, para onde se estende hoje a fronteira agrícola nacional.

A imensidão da floresta se perde no horizonte.

A imensidão da floresta se perde no horizonte.

A Amazônia Legal possui uma área territorial maior que todo o território da Europa Ocidental, além disso ela não é somente nossa, pois a Amazônia invade e também pertence a outros países da América do Sul, como: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Envolvendo portanto, uma boa parte dos países ao nosso redor.

A Amazônia Legal ultrapassa o território brasileiro.

A Amazônia Legal ultrapassa o território brasileiro.

O Arquipélago das Anavilhanas formam um impressionante conjunto de ilhas no baixo curso do Rio Negro, onde as águas escuras do rio descem muito lentamente, a uma velocidade de aproximadamente 1 km/h.

O incrível Arquipélago das Anavilhanas.

O incrível Arquipélago das Anavilhanas.

O Rio Negro nasce no Planalto das Guianas a mais antiga formação geológica das Américas, na região da Tríplice Fronteira, entre o Brasil, a Venezuela e a Colômbia. Nesse trecho do Arquipélago das Anavilhanas ele alcança a sua maior largura, possuindo cerca de 21 km de margem a margem. A profundidade média do seu leito é de 20 metros, mas em alguns trechos pode chegar a 100m.

O gigantesco Rio Negro

O gigantesco Rio Negro

As águas do Rio Negro são escuras, pois como ele é muito lento, possui pouca erosão nas margens, evitando a presença de partículas em suspenção. As suas águas são muito ácidas por possuir muita matéria orgânica em decomposição. É um rio com pouca vida, possui poucos peixes. O lado positivo é que isso também favorece a não existência de mosquitos, o que é um alívio para os visitantes e moradores ribeirinhos.

Vista do Rio Negro

Vista do Rio Negro

No passeio de hidroavião, pudemos ver muitas casas de ribeirinhos e pequenas tribos indígenas que já foram aculturadas e estão implantadas nas margens do rio.

Hotel de Selva na Amazônia Brasileira.

Hotel de Selva na Amazônia Brasileira.

Outro destaque que temos no sobrevoo são os hotéis de selva, que aparecem em alguns trechos ao longo do Rio Negro. Os destaques maiores ficam para o Hotel Anavilhanas, que hoje é considerado o melhor da região e o Hotel Ariaú Towers, o mais famoso.

Vista aérea do Hotel Ariaú Towers.

Vista aérea do Hotel Ariaú Towers.

O Hotel Ariaú foi construídos em torres suspensas de madeira e possui uma grande integração com a floresta.

Hotel Ariaú Towers

Hotel Ariaú Towers

Na volta passamos sobre a Ponte Rio Negro, com 3,6 km de extensão que sai de Manaus através de uma estrada do outro lado do rio, mas que não consegue ir muito longe. A ponte sempre foi muito questionada como uma obra “faraônica”, pois a estrada vai apenas até o município de Novo Airão, que fica a 195 km de Manaus.

A Ponte Rio Negro

A Ponte Rio Negro

Em muitos trechos ao longo do Rio Negro podemos ver estreitas faixas de areia branca, onde aparecem as praias do rio, que são utilizadas como opções de lazer pelos moradores de Manaus.

Praias lindas nas margens do Rio Negro

Praias lindas nas margens do Rio Negro

Na volta do passeio de hidroavião, sobrevoamos o fenômeno dos “Encontro das Águas”, entre os rios Negro e Solimões. A coloração barrenta do Rio Solimões contrasta com a coloração escura do Rio Negro e os dois rios, a princípio não se misturam, por causa da diferença de densidade entre as duas águas. O contraste é evidente e gera um fenômeno natural interessante.

O encontro das águas

O encontro das águas

Os rios permanecem juntos e separados por muitos quilômetros. Somente mais abaixo é que as águas dos dois rios vão se misturando. O Rio Solimões é o próprio Rio Amazonas. Ele nasce no Peru, no alto da Cordilheira dos Andes, nas nascentes do Rio Ucayali. Na prática são dois rios peruanos, o Ucayali e o Marañon, que se encontram para formar o Solimões. O rio entra no Brasil com o nome de Solimões e somente passa a se chamar Amazonas a partir do encontro com o Rio Negro.

O encontro das águas entre o Rio Negro e o Rio Solimões.

O encontro das águas entre o Rio Negro e o Rio Solimões.

Voltamos do sobrevoo de hidroavião e ficamos um pouco no Hotel. Na parte interna do Tropical de Manaus existe um pequeno zoológico, cujo destaque é a presença de uma onça-pintada.

A preguiça solta no zoológico do Hotel Tropical de Manaus.

A preguiça solta no zoológico do Hotel Tropical de Manaus.

Decidimos ir ao centro histórico. Paramos no Shopping de Manaus para almoçar e seguimos até o Teatro de Manaus que estava fechado. As ruas desertas e degradadas do centro histórico de repente pareceram ameaçadoras. Bêbados e prostitutas pelas ruas. Fomos aconselhados a sair dali e voltamos para o hotel.

O Teatro de Manaus

O Teatro de Manaus

À noite fomos para o restaurante Picanha Mania, especializado nesse tipo de corte de carne. Parece uma boa churrascaria de uma cidade do interior.

Casarão colonial no centro de Manaus.

Casarão colonial no centro de Manaus.

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AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE MANAUS

18 de abril de 2015

Preparamos essa viagem com a Agência Via Alegria. O foco principal foi realizar um Cruzeiro de quatro noites pelo Rio Negro, na Amazônia, no navio Grand Amazon da Companhia espanhola Iberostar. Decidimos passar dois dias em Manaus, logo na chegada, para conhecer a cidade.

O Grand Amazon da Iberostar.

O Grand Amazon da Iberostar.

Pegamos um voo da Gol para Manaus, com conexão em Brasília. O avião de Brasília para Manaus havia sido pintado pelos Gêmeos, uma dupla de “grafiteiros” paulistas de projeção internacional. No voo de Brasília para Manaus, quando olhamos pela janela do avião, chama a atenção as grandes áreas de agricultura e pecuária, que ocupam a calha sul da Floresta Amazônica, sobretudo no sobrevoo pelo estado do Mato Grosso. Dá para perceber as áreas agrícolas desenhando os contornos da floresta.

O avião da Gol pintado pelos "Gêmeos".

O avião da Gol pintado pelos “Gêmeos”.

Quando nos aproximamos de Manaus, e aí já no Estado do Amazonas, a floresta se impõe. Lá de cima o que se vê é um ecossistema em que a água predomina. Os rios estão por todas as partes e ocupam todos os lugares. Se misturam uns com os outros e impressionam pelo tamanho. Um “mar” de águas envolvido por uma vegetação densa e heterogênea.

No voo sobre a Amazônia, em alguns trechos, as águas dos rios predominam sobre a floresta.

No voo sobre a Amazônia, em alguns trechos, as águas dos rios predominam sobre a floresta.

Chegamos a Manaus e fomos recebidos por uma tempestade tropical. Chovia muito. Quase que o avião não consegue pousar. O clima da Amazônia é equatorial, é muito quente e chove muito o ano inteiro, o índice pluviométrico médio é superior a 3.000mm de chuvas por ano. Em Manaus as chuvas são mais intensas de dezembro a junho, quando a temperatura cai um pouco, mas pode chover em qualquer época do ano. De julho a dezembro chove menos e o calor é infernal.

A Floresta Equatorial.

A Floresta Equatorial.

Seguimos do aeroporto para o Hotel Tropical de Manaus, o mais famoso e um dos melhores da cidade. O Hotel Tropical é antigo, ele data de 1959, mas foi totalmente reformado e hoje volta a ser uma das principais opções para quem visita a cidade.

O Hotel Tropical de Manaus. - Joaquim Nery

O Hotel Tropical de Manaus.

O Hotel é muito grande, possui 611 apartamentos. Pertenceu no passado à Companhia Aérea VARIG e hoje é administrado pela Rede Tropical de Hotéis. Quando foi construído o Hotel Tropical de Manaus ficava totalmente fora da cidade, hoje a cidade já chegou por aí.

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O Hotel fica no bairro da Ponta Negra, uma área de expansão urbana recente, com muitos prédios residenciais modernos e uma excelente área de lazer na beira do rio. O Parque da Ponta Negra é uma área de intervenção urbana, com um excelente calçadão de pedras portuguesas que costuma ficar lotado nos finais de semana, tanto durante o dia como à noite.

O calçadão do Parque da Ponta Negra.

O calçadão do Parque da Ponta Negra.

No calçadão da Ponta Negra existem quadras poliesportivas, quadras de vôlei e área para skate. É um excelente programa para a família e para todas as idades.

Parque de skate do Parque da Ponta Negra.

Parque de skate do Parque da Ponta Negra.

Manaus impressiona desde a chegada. É uma cidade moderna, de avenidas largas e muito bem cuidadas. A cidade possui hoje mais de 2 milhões de habitantes. Fica na foz do Rio Negro, espremida entre a floresta e os rios Negro e Solimões.

Vista aérea da cidade de Manaus.

Vista aérea da cidade de Manaus.

Pegamos um taxi no hotel e seguimos para o centro da cidade. O Hotel Tropical de Manaus, apesar do conforto de estar no moderno bairro de Ponta Negra fica muito distante do centro e o deslocamento para qualquer canto da cidade possui um preço tabelado entre os taxistas de R$65,00, não é barato.

O Teatro de Manaus no centro da cidade.

O Teatro de Manaus no centro da cidade.

Chegamos à praça do Teatro de Manaus, que já estava fechado, e deixamos para visita-lo no dia seguinte. Aí na praça, provamos o famoso Tacacá da Gisela. O tacacá é uma iguaria amazônica, feito do tucupi, um caldo de mandioca brava que após ser tratado convenientemente é misturado com o jambu (uma erva da Amazônia), temperos e camarão-seco e servido como uma sopa forte e encorpada. Obrigatório para quem visita Manaus.

O Tacacá da Gisela.

O Tacacá da Gisela.

Em frente ao Teatro, entramos numa loja de artesanatos indígenas com produtos de origem certificada, depois fomos jantar no restaurante Banzeiro, que serve comidas típicas da Amazônia, com destaque para os peixes. Provamos a Costela de Tambaqui, uma das iguarias mais desejadas da Amazônia e o Risoto de Pirarucu defumado.

Máscara indígena.

Máscara indígena.

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SINT MAARTEN E SAINT MARTIN, UM DESTINO SOFISTICADO NO CARIBE

28 de fevereiro de 2015

A ilha de Saint Martin (São Martinho) é um dos lugares mais exclusivos do Caribe. As suas baías e marinas estão repletas de veleiros e iates luxuosos de milionários do mundo inteiro.

Barcos maravilhosos no porto de Sint Maarten .

Barcos maravilhosos no porto de Sint Maarten .

A ilha é pequena, mas mesmo assim está dividida em duas possessões, É o menor território contínuo do Mundo governado por dois países diferentes. Uma parte pertencente à Holanda, a Sint Maarten e a outra pertencente à França a Saint Martin. Essa divisão já foi motivo de conflitos e guerras entre as duas nações europeias. Hoje, os moradores das ilhas convivem com essa realidade.

Marina em Sint Maarten

Marina em Sint Maarten

Não existe fronteira formal nem controle de documentos entre as duas partes. Numa metade, o idioma oficial é o francês e a moeda o Euro, na outra o idioma oficial é o holandês e a moeda o dólar americano. Em ambas, porém falam-se vários idiomas, característica de todo o Caribe, uma das áreas mais cosmopolitas do Planeta.

Carro antigo no charmoso comércio de Marina em Sint Maarten

Carro antigo no charmoso comércio de Marina em Sint Maarten

Philipsburg é a capital de Sint Maarten (o lado holandês), é maior, mais charmosa e mais rica que Marigot, a capital de Saint Martin (o lado francês). É em Sint Maarten que fica o principal porto de Cruzeiros e o Aeroporto Internacional, que aliás é uma das atrações da ilha.

A interessante praia de Maho Beach

A interessante praia de Maho Beach

O Aeroporto Internacional de Sint Maarten fica ao lado da Maho Beach e a cabeceira da pista de pouso e decolagem fica bem ao lado da praia. Todos os turistas que vão à ilha passam por aí para ver a “adrenalina” que acontece quando os aviões se aproximam da pista e passam a poucos metros dos banhistas.

O avião passa sobre as cabeças dos banhistas.

O avião passa sobre as cabeças dos banhistas.

Fomos até Maho Beach e seguimos para o charmoso centro comercial de Philipsburg. A principal rua de comércio é a Front Street, cheia de cafés, cassinos e lojas duty-free. Gostoso de passear, com centenas de lojas de grifes internacionais, perfumes, eletrônicos, joias (uma das características do lugar), relógios, etc. Philipsburg é porto livre e portanto possui bons preços, boas lojas e é um bom lugar para compras, um dos melhores do Caribe.

Visão panorâmica da Front Street.

Visão panorâmica da Front Street.

Do centro comercial com lojas e casas coloridas seguimos andando de volta para o navio. Existe a opção de pegar um táxi aquático, mas são apenas dez minutos de caminhada com belas praias, um azul turquesa no mar e muita vida ao redor.

Comércio chique em Sint Maarten

Comércio chique em Sint Maarten

Voltamos caminhando para o navio, que nesse dia partiu cedo (14:30H), pois haveria uma longa viagem de volta para La Romana na República Dominicana, onde aconteceria o desembarque no dia seguinte.

Janelas coloridas em Sint Maarten

Janelas coloridas em Sint Maarten

Chegamos em La Romana e tivemos um “transfer” para o aeroporto onde embarcamos num voo da Gol para São Paulo. O cruzeiro da MSC com o aéreo incluso foi uma comodidade bem interessante.

Última foto do MSC Música.

Última foto do MSC Música.

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FAZENDO SNORKELING EM GUADALUPE

27 de fevereiro de 2015

Guadalupe é um território ultramarino francês no Caribe. É um arquipélago das Pequenas Antilhas formado por dezenas de ilhas, onde duas se destacam como as maiores. A Grande-Terre, mais a leste, é plana e formada por grandes campos de cana-de-açúcar. A Basse-Terre, mais a oeste, é montanhosa, menos povoada, formada por uma densa floresta tropical cortada por rios e cachoeiras.

A baía de Pointe-à-Pitre em Guadalupe.

A baía de Pointe-à-Pitre em Guadalupe.

Essas duas ilhas maiores têm o formato de uma borboleta ou de uma ostra aberta e estão separadas por um estreito canal de água salgada, o Riviére-Salée (Rio Salgado).

O Rivière Salée entre as duas grandes ilhas de Guadalupe.

O Rivière Salée entre as duas grandes ilhas de Guadalupe.

O MSC Música ancorou em Pointe-à-Pitre, a maior cidade e capital de Guadalupe, localizada na Grande-Terre, na porção sul do Rivière-Salée.

As amarrações do MSC Música

As amarrações do MSC Música

Pegamos um barco menor no cais do porto (Quai de La Darse) e seguimos através do canal que separa as duas ilhas. O nosso objetivo era um mergulho de snorkel numa área rica em vida marinha. No barco havia instrutores que nos explicavam os procedimentos básicos da atividade e de segurança.

Instruções para a prática de snorkling.

Instruções para a prática de snorkling.

Quando chegamos ao mar aberto seguimos algumas milhas até a grande barreira de corais que cerca uma parte de Guadalupe. Ficamos mergulhando aí ao redor da barreira de corais por aproximadamente 2 horas. O mergulho é excelente, vimos barracudas gigantes, arraias, lulas, belos corais e muitos outros peixes.

Os corais nos arredores de Guadalupe.

Os corais nos arredores de Guadalupe.

Após o mergulho seguimos para uma ilhota paradisíaca próxima daí, onde paramos para um banho de mar.

A ilhota paradisíaca nos arredores de Guadalupe.

A ilhota paradisíaca nos arredores de Guadalupe.

Voltamos para o navio no início da tarde e depois de um descanso, saí no final da tarde para uma caminhada de reconhecimento por Pointe-à-Pitre. A cidade possui muitos locais históricos. Perto do porto aparece a bela Place de la Victoire, cercada de edifícios coloniais, que no passado abrigou a guilhotina usada para decapitar os aristocratas que se opunham ao governo revolucionário na França.

A Place de la Victoire

A Place de la Victoire

Aí perto, entre a praça e o porto aparece o museu Victor Schoelcher em homenagem a esse cidadão francês de Guadalupe que liderou o movimento pela abolição da escravatura em todas as Antilhas Francesas.

Casarões coloniais coloridos nas ruas de Pointe-à-Pitre

Casarões coloniais coloridos nas ruas de Pointe-à-Pitre

Um mercado de especiarias, produtos frescos, roupas coloridas, licores e runs completa as atrações da área próxima ao porto.

O mercado de especiarias, licores e runs de Pointe-à-Pitre

O mercado de especiarias, licores e runs de Pointe-à-Pitre

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SANTA LÚCIA, A ILHA DOS MONTES PITON

26 de fevereiro de 2015

Chegamos ao porto de Castries, a capital da Ilha de Santa Lúcia pela manhã. A ilha fica a sul da Martinica, na parte leste do Caribe. Pela sua localização estratégica foi intensamente disputada pelas potências europeias. Mudou de mão entre ingleses e franceses por 14 vezes.

O belo porto de Castries na ilha de Santa Lúcia.

O belo porto de Castries na ilha de Santa Lúcia.

A ilha é montanhosa, possui praias paradisíacas e intocadas, pois as montanhas caem no mar, e formam pequenas enseadas protegidas. A água azul turquesa, bons ventos e um mar rico em peixes, atrai muitos esportes aquáticos.

Enseadas e praias paradisíacas aparecem por todos os lados.

Enseadas e praias paradisíacas aparecem por todos os lados.

Em terra, o terreno montanhoso, a paisagem vulcânica e as densas florestas possibilitam belas paisagens tropicais.

A paisagem montanhosa e as florestas tropicais dominam o interior da ilha.

A paisagem montanhosa e as florestas tropicais dominam o interior da ilha.

O porto de Castries é muito bem estruturado, possui uma bom shopping logo na entrada, onde as várias lojas vendem artesanatos e produtos duty free.

Lojinhas no porto de Castries.

Lojinhas no porto de Castries.

Pegamos um passeio opcional do navio para o outro lado da ilha. Logo na saída seguimos para a parte alta da cidade e paramos num belo mirante onde existe uma excelente vista de Castries.

O mirante tem uma boa vista de Castries.

O mirante tem uma boa vista de Castries.

Atravessamos a ilha com algumas paradas no caminho para compra de artesanatos e vistas panorâmicas. Numa delas tivemos contato com produtos típicos da ilha feitos a partir da banana, a grande riqueza local. Ketchup e molho barbecue feitos a partir da banana é uma das iguarias exóticas do lugar.

Ketchup e barbecue de banana em Santa Lúcia.

Ketchup e barbecue de banana em Santa Lúcia.

No outro lado da ilha chegamos a Soufriére, antes de chegar paramos num mirante no alto da montanha, onde existe uma bela vista da cidade encravada num vale estreito. De lá também podemos avistar o vulcão Soufriére, que pode ser visitado de carro.

A cidade de Soufriére espremida entre as montanhas.

A cidade de Soufriére espremida entre as montanhas.

Descemos das montanhas até a antiga capital e primeira cidade que foi colonizada em Santa Lúcia. Hoje é uma cidade pesqueira. Foi aí em Soufriére que viveu na infância e adolescência a jovem Marie-Joseph-Rose, natural da ilha de Santa Lúcia, que passou a se chamar Josefina e que se tornou esposa de Napoleão Bonaparte e Imperatriz da França.

O pequeno porto de Soufriére.

O pequeno porto de Soufriére.

Em Soufriére pegamos um catamarã e voltamos para Castries. É do mar que aparecem as melhores vistas dos Montes Piton. São duas montanhas pontiagudas que mais parecem sentinelas avançadas da ilha.

Os Montes Pitons.

Os Montes Piton.

Os Montes Piton dominam a paisagem e são os pontos mais famosos da Ilha de Santa Lúcia. O Petit Piton tem 743 metros de altura e o Gros Piton possui 771 metros. Existem caminhadas guiada para o alto do Gros Piton.

Os Montes Piton

Os Montes Piton

Navegando para Castries paramos em uma das enseadas paradisíacas da ilha para um bom banho de mar. O ruim é que vários catamarãs fazem o mesmo e o que deveria ser um banho paradisíaco vira uma “farofada”.

O paraíso virou "farofa".

O paraíso virou “farofa”.

Continuamos navegando e entramos na espetacular Baía de Marigot, uma enseada fechada, escondida atrás das montanhas, a 11 quilômetros de Castries, onde existe uma boa estrutura de excelentes resorts e outras opções de lazer.

A espetacular Baía Marigot.

A espetacular Baía Marigot.

A Baía de Marigot é considerado um dos pontos de ancoragem mais bonitos do Caribe. Já foi cenário para alguns filmes de Hollywood, como “Dr Doolittle” e “Poder de Fogo”.

Detalhes da Baía Marigot.

Detalhes da Baía Marigot.

Seguimos adiante, de volta ao porto de Castries, onde Batemos pernas pelas lojinhas do porto e embarcamos no MSC Música para seguir viagem. No dia seguinte chegaremos a Guadalupe.

Voltando ao Porto de Castries.

Voltando ao Porto de Castries.

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O MONT PELÉE NA ILHA DA MARTINICA

25 de fevereiro de 2015

Chegamos à Fort-de-France, a capital da Ilha da Martinica na manhã do dia 25 de fevereiro de 2015. A cidade é movimentada, com forte influência francesa e cores tropicais. Continua sendo um território ultramarino francês, juntamente com outras ilhas das Antilhas.

A cidade de Fort-de-France

A cidade de Fort-de-France

Pegamos uma excursão do navio direto para Saint Pierre, a primeira capital da Martinica. A estrada entre Fort-de-France e Saint Pierre serpenteia por uma região montanhosa e de densa vegetação exuberante e tropical.

O interior montanhoso da Ilha da Martinica.

O interior montanhoso da Ilha da Martinica.

No caminho passamos pela Église de Balata, construída nos moldes da Basílica de Sacré-Coeur em Montmatre, Paris. A igreja é um dos orgulhos da Martinica, mas não chega a impressionar.

A Église de Balata tenta imitar a de Montmartre de Paris.

A Église de Balata tenta imitar a de Montmartre de Paris.

Atravessamos as florestas da Martinica e chegamos a Saint Pierre, ao norte da ilha. Saint Pierre foi a primeira capital do país. Era um centro econômico importante e a principal cidade da Martinica, quando foi totalmente destruída pela violenta erupção do Vulcão Mont Pelée em 1902.

Sentinela avançada em Saint Pierre na Martinica.

Sentinela avançada em Saint Pierre na Martinica.

Seguimos direto para o Musée Vulcanologique que conta a história da erupção. Apesar dos claros sinais que o Mont Pelée estava dando sobre a iminente erupção que viria, os moradores da cidade decidiram apostar para ver e não evacuaram a área. Às 8h do dia 8 de maio de 1902 ele explodiu e lançou uma enorme quantidade de cinzas vulcânicas sobre Saint Pierre. Foi uma das maiores catástrofes vulcânicas da história da humanidade. Morreram todos os 30 mil habitantes da cidade. Ouve apenas um sobrevivente. Um preso que se encontrava numa cadeia subterrânea e foi resgatado depois por marinheiros franceses.

O temido vulcão Mont Pelée

O temido vulcão Mont Pelée

Seguimos adiante até uma fazenda na periferia de Saint Pierre onde visitamos a destilaria de rum DePaz, onde pudemos acompanhar os passos do processo produtivo dessa bebida que é a cara do Caribe.

Tonéis de Rum na Martinica.

Tonéis de Rum na Martinica.

Após a visita retornamos para Fort-de France, circulamos pela cidade onde descobrimos até uma Galeries Lafayette. Voltamos ao navio que saiu à noite com destino a Santa Lucia.

Vista panorâmica da baía de Saint Pierre como o Mont Pelée ao fundo.

Vista panorâmica da baía de Saint Pierre como o Mont Pelée ao fundo.

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NADANDO COM AS ARRAIAS EM ANTÍGUA

24 de fevereiro de 2015

Chegamos a Antígua na manhã do dia 24 de fevereiro. Antígua e Barbuda formam um país independente, cujo nome identifica as duas principais ilhas de um arquipélago composto por 37, na região das Pequenas Antilhas.

Chegando a Antígua.

Chegando a Antígua.

As ilhas foram descobertas por Cristóvão Colombo, que deu nome ao arquipélago que foi originalmente colonizado pela Espanha, até passar para o domínio da Grã-Bretanha em 1667, ficando assim até 1981, quando se tornou um país independente. Hoje faz parte da ONU e da Comunidade Britânica das Nações.

O MSC Música ancorado em Antígua.

O MSC Música ancorado em Antígua.

O idioma oficial é o inglês. O país possui aproximadamente 88 mil habitantes, sendo que 26 mil deles vivem na capital, Saint John.

Rua de compras em Saint John

Rua de compras em Saint John

No porto de Saint John pegamos um transporte e seguimos direto para um passeio espetacular e com a cara do Caribe. Fomos para Stingray City (Cidade das Arraias) que fica há algumas dezenas de quilômetros de Saint John.

Chegando a Stingray City em Antígua.

Chegando a Stingray City em Antígua.

Chegando a Stingray City assistimos a uma palestra de quinze minutos sobre o uso de equipamentos de segurança e como deveríamos nos comportar no encontro com as arraias.

Palestra em Stingray City para orientação sobre como se comportar com as arraias.

Palestra em Stingray City para orientação sobre como se comportar com as arraias.

Pegamos um barco pequeno e seguimos até um atol de águas cristalinas no meio do mar. Paramos o barco em uma ponte flutuante e ficamos impressionados com o espetáculo das arraias gigantes. Dezenas delas nadando em águas rasas.

Chegamos ao atol para o mergulho com as arraias.

Chegamos ao atol para o mergulho com as arraias.

Pegamos os equipamentos de snorkeling e ficamos ali por mais de uma hora nadando nas águas mornas do Caribe, com as arraias-lixas, numa profundidade de aproximadamente 1,20 metros.

As arraias passam por entre as pessoas que fazem snorkeling.

As arraias passam por entre as pessoas que fazem snorkeling.

As arraias são amigáveis e podem ser tocadas, filmadas e fotografadas. Precisamos obedecer algumas regras de comportamento para não assustarmos os animais, uma delas é evitar pisar sobre o rabo da arraia, onde está localizado o ferrão do animal, para evitar acidentes.

Nadando com as arraias. - Joaquim Nery

Nadando com as arraias.

Nadando com as arraias.

Voltamos do atol e depois de brindarmos com rum na estação de retorno do mergulho com as arraias, voltamos para Saint John. A cidade é movimentada. Ao lado do porto de atracação dos Cruzeiros, o Heritage Quay, fica um comércio ativo cheio de restaurantes, lojas duty-free, e de artesanatos

O Heritage Quay

O Heritage Quay

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