A GEOGRAFIA DAS ANTILHAS

22 de fevereiro de 2015

Esse grande conjunto de ilhas, na realidade, são picos elevados de uma cordilheira de montanhas submarinas, que em alguns momento ficam fora d’água, por isso muitas delas são montanhosas. Essa cordilheira de montanhas surgiu como consequência do movimento das placas tectônicas, por isso são susceptíveis a fenômenos geológicos como terremotos e vulcanismos.

O vulcão Mont Peleé na Ilha da Martinica.

O vulcão Mont Peleé na Ilha da Martinica.

As montanhas atravessam a maioria das ilhas no sentido longitudinal, criando uma barreira de relevo que influencia diretamente no clima, na vida das pessoas e no turismo da região.

As ilhas possuem relevo montanhoso.

As ilhas possuem relevo montanhoso.

As ilhas são atingidas o ano inteiro pelos ventos alísios de nordeste, que são regulares, intensos e seguem no sentido nordeste-sudoeste. Como consequência, a parte nordeste das ilhas sofre mais impacto dos ventos, criando um ambiente propício para a pratica do surf e de esportes náuticos que se beneficiam do vento: kite surf, wind surf, barcos a vela, etc.

Os esportes à vela são comuns no Caribe.

Os esportes à vela são comuns no Caribe.

A parte sudoeste das ilhas ficam protegidas dos ventos que batem nas montanhas, por isso têm praias com águas mais calmas e são mais propícias à pratica de snorkeling e mergulho com garrafa.

Águas claras e calmas são ideais para a prática do snorkeling

Águas claras e calmas são ideais para a prática do snorkeling

As montanhas e os ventos também influenciam nos climas, pois o vento trás umidade do oceano, que despeja em forma de chuva, sobre as montanhas, na parte nordeste das ilhas. Já na parte sudoeste o clima é mais seco, pois a umidade ficou retida, não chegando até aí.

Algumas áreas litorâneas são áridas e possuem vegetações xerófitas.

Algumas áreas litorâneas são áridas e possuem vegetações xerófitas.

O clima é quente o ano inteiro com características tropicais.

A vegetação tropical domina as paisagens.

A vegetação tropical domina as paisagens.

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UM CRUZEIRO COM A VIA ALEGRIA PELO ARQUIPÉLAGO DAS ANTILHAS

22/02/2015

Fizemos um Cruzeiro pelas Antilhas organizado pela Via Alegria Viagens e Turismo, a bordo do navio MSC Musica. Éramos eu, Mônica e os companheiros de viagem, Dr. Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira.

O nosso grupo nas águas do Caribe

O nosso grupo nas águas do Caribe

A facilidade do roteiro era um diferencial, pois o Cruzeiro já incluía a viagem aérea de São Paulo para La Romana, na República Dominicana, de onde o navio partiu. São 6 horas e meia de voo a partir de São Paulo.

O MSC Música

O MSC Música

As bagagens eram despachadas no Aeroporto de Guarulhos e seguiam direto para as cabines de cada viajante, não havia necessidade de um novo check-in de bagagens no porto de La Romana, o que significa um conforto a mais. Na volta seria a mesma coisa, vamos deixar as malas na porta da cabine no navio e só nos encontramos com elas, na esteira do Aeroporto de La Romana, para fzer o check in de volta.

O MSC Música ancorado no porto de Antígua.

O MSC Música ancorado no porto de Antígua.

O Cruzeiro começa no porto de La Romana, na parte sul de Santo Domingos ou Ilha Hispaniola, na República Dominicana. Foi por aí, na Ilha de Santo Domingos que Cristóvão Colombo chegou quando descobriu as Américas em 1492.

A ilha de Santo Domingos ou Hispaniola, onde a América foi descoberta.

A ilha de Santo Domingos ou Hispaniola, onde a América foi descoberta.

A ilha de Hispaniola, hoje está dividida em dois países: O Haiti, que fica na parte oeste e é um dos países mais pobres do Mundo e o mais pobre das Américas e a República Dominicana, que hoje vive um bom momento, sobretudo em função do turismo em busca de sol e mar, cujo maior destaque é a localidade de Punta Cana.

O MSC Música no porto de La Romana

O MSC Música no porto de La Romana

As Antilhas compõem um grande conjunto de ilhas em formato de arco, que separa o Mar do Caribe (ou Mar das Antilhas) do restante do Oceano Atlântico. As ilhas maiores são as quatro Grandes Antilhas, localizadas mais a norte (Jamaica, Cuba, Santo Domingos ou Hispaniola e Porto Rico). Mais a sul, fechando o arco em direção à América do Sul aparecem centenas de ilhas que compõem as Pequenas Antilhas, por onde o nosso Cruzeiro vai passar.

O arquipélago das Antilhas dividido em Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas.

O arquipélago das Antilhas dividido em Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas.

Todas essas ilhas, pelo Tratado de Tordesilhas, deveriam ter pertencido à Espanha, que de fato as ocupou a partir do final do século XV e durante o século XVI. As Grandes Antilhas davam suporte aos conquistadores espanhóis que seguiam em busca do ouro, da prata e das pedras preciosas no continente, sobretudo no México, onde conquistaram os Astecas, na Colômbia e nos Andes, onde conquistaram os Incas.

As Grandes Antilhas: Cuba, Jamaica, Hispaniola e Porto Rico.

As Grandes Antilhas: Cuba, Jamaica, Hispaniola e Porto Rico.

As Pequenas Antilhas começaram a ser ocupadas com maior efetividade a partir do século XVI, quando foram pilhadas e conquistadas por corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses, atraídos pelas riquezas exploradas pelos espanhóis, todos eles sob a proteção dos seus países, faziam uma “guerra bandida” no Caribe, contra os colonizadores espanhóis.

Esse foi o roteiro que a Via Alegria preparou para nós no Caribe

Pequenas Antilhas – Esse foi o roteiro que a Via Alegria preparou para nós no Caribe

A Espanha acabou cedendo a posse da maioria das Pequenas Antilhas para os seus inimigos europeus, formando aí um mosaico de países com culturas e idiomas diferentes. Muitas das ilhas foram colônias francesas, inglesas, holandesas e espanholas.

Os mercados coloridos e a forte influência africana está por toda parte no Caribe.

Os mercados coloridos e a forte influência africana está por toda parte no Caribe.

Das Grandes Antilhas, Cuba e Porto Rico ficaram como colônias espanholas, a Jamaica como colônia inglesa e a ilha Hispaniola dividida ao meio entre a França e a Espanha.

A arquitetura européia tem forte influência no Caribe.

A arquitetura européia tem forte influência no Caribe.

No século XIX, os Estados Unidos interveio nos conflitos do Caribe e também fez uma guerra com a Espanha, abocanhando algumas das ilhas, dentre elas Porto Rico, que até hoje é território americano.

Os americanos têm no Caribe. o seu principal destino de "sol e mar".

Os americanos têm no Caribe. o seu principal destino de “sol e mar”.

A partir do século XVII, a agricultura passou a ser a grande riqueza dessas ilhas, com destaque para a cana-de-açúcar e para o tabaco. Muitas delas perderam toda a vegetação nativa para os canaviais. Para trabalhar na lavoura da cana, foram trazidos os escravos africanos, que chegaram em número tão grande, que passaram a predominar demograficamente na maioria delas.

O mar e a cana-de-açúcar, duas marcas das Antilhas.

O mar e a cana-de-açúcar, duas marcas das Antilhas.

Os levantes e revoltas dos escravos começaram a ser mais frequentes a partir do século XIX, quando um revolução em 1804, na possessão francesa de Saint-Domingue, acabou com a independência da primeira república negra do Mundo, o Haiti. A partir daí o processo de abolição da escravatura foi avançando ilha por ilha e muitas delas foram se tornando independentes.

A população é predominantemente negra.

A população é predominantemente negra.

Hoje ainda existem algumas que continuam como possessões de nações europeias, porém a maioria forma nações livre, onde a cultura europeia está representada por diversas origens, que convivem com a forte influência da cultura crioula, resultando num mosaico cultural espetacular.

Saint Martin e Sint Maarten. Uma ilha dividida ao meio, com forte influência cosmopolita.

Saint Martin e Sint Maarten. Uma ilha dividida ao meio, com forte influência cosmopolita.

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OH! LINDA SITUAÇÃO PARA UMA CIDADELA…

A cidade de Olinda em Pernambuco fica conurbada a Recife. O centro histórico fica no alto de uma colina, de onde se tem uma bela vista do litoral e de toda a capital pernambucana. É uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil.

O casario colonial de Olinda com Recife ao fundo.

O casario colonial de Olinda com Recife ao fundo.

Existe um mito popular na região que diz que o seu nome foi consequência de uma expressão do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco, que quando chegou à região, procurava um local para implantar a primeira vila da capitania. Ao subir a colina onde hoje fica o sitio histórico de Olinda, teria dito: “Oh, linda situação para se construir uma vila!”. Ainda hoje essa lenda serve como marketing positivo para a cidade.

A ampla vista do mar a partir da colina impressionou Duarte Coelho.

A ampla vista do mar a partir da colina impressionou Duarte Coelho.

O povoado original foi fundado por Duarte Coelho em 1535 e recebeu a condição de vila em 1537. A cidade é a mais antiga do Brasil declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Foi a segunda a receber o título, em 1982.

A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Olinda teve uma participação ativa na história de Pernambuco e do Brasil. Foi sede da capitania, foi tomada e incendiada pelos holandeses em 1630, que após conquistarem Pernambuco, transferiram a capital para Recife, pois consideravam Olinda mais vulnerável.

Detalhe de um casarão colonial de Olinda.

Detalhe de um casarão colonial de Olinda.

Apesar de Olinda ser mais conhecida pelo Carnaval, a cidade é muito charmosa, possui um conjunto de igrejas barrocas e um casario colonial muito bem preservado.

Casarões coloniais muito bem preservados.

Casarões coloniais muito bem preservados.

O destaque maior fica para a Catedral da Sé de onde se tem a melhor vista panorâmica da cidade, destacando-se ao fundo, Recife, os rios Capibaribe e Beberibe e o mar. A igreja começou a ser construída em 1537.

A Catedral da Sé de Olinda.

A Catedral da Sé de Olinda.

A melhor vista fica atrás da Catedral da Sé.

A melhor vista fica atrás da Catedral da Sé.

Na nave principal da Sé está o túmulo de Dom Hélder Câmara, que foi indicado 4 vezes ao Prêmio Nobel da Paz e tem uma grande popularidade em Pernambuco.

O túmulo de Dom Hélder Câmara, na nave central da Catedral da Sé de Olinda.

O túmulo de Dom Hélder Câmara, na nave central da Catedral da Sé de Olinda.

A Igreja de Santo Antônio do Carmo fica numa colina mais baixa e suave, na entrada do centro histórico de Olinda, data de 1580.

A bela Igreja de Santo Antônio do Carmo

A bela Igreja de Santo Antônio do Carmo

Pelas praças, ladeiras e ruas de Olinda existem dezenas de pousadas, bares e restaurantes, além de muitas lojas de artesanatos, galerias de artes, lojas de antiguidades, etc..

Artesanato em Olinda.

Artesanato em Olinda.

Na Praça da Sé fica também o prédio da Caixa D’Água, que contrasta com toda a arquitetura do centro histórico, mas os pernambucanos têm também um carinho por ele, pois possui uma arquitetura modernista. Vale a pena subir na Caixa D’Água, existe um elevador que leva os turistas até o alto do prédio, e de lá se tem uma vista privilegiada do casario e dos entornos.

O prédio da Caixa D'Água destoa do restante da cidade.

O prédio da Caixa D’Água destoa do restante da cidade.

Fomos almoçar no bom restaurante Beijupirá, localizados nos jardins de um dos antigos casarões de Olinda, pendurado numa encosta. A arquitetura do restaurante tira partido do relevo. Possui um cardápio variado e bem regionalizado.

O restaurante Beijupirá.

O restaurante Beijupirá.

É muito bom passear pelas ladeiras de Olinda.

Escultura em Olinda.

Escultura em Olinda.

Uma água de côco para repor a energia.

Uma água de côco para repor a energia.

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A VILLA D’ESTE E SEU JARDIM ENCANTADO

16/10/2014

Estávamos em Tivoli e deveríamos seguir para Roma que fica a 30 km dali. Decidimos antes visitar a maravilhosa Villa D’Este, que para nós foi uma das maiores surpresas da viagem. Tínhamos ido a Tivoli para conhecer a Villa Adriana, mas nos encantamos com a Villa D’Este, que é a atração mais maravilhosa da cidade.

Os maravilhosos jardins da Villa D'Este.

Os maravilhosos jardins da Villa D’Este.

A Villa D’Este é uma magnífica mansão construída no século XVI por Pirro Ligorio para o Cardeal Ippolito D’Este, a partir da estrutura preexistente de um antigo mosteiro beneditino.

O Palácio da Villa D'Este

O Palácio da Villa D’Este

O Cardeal Ippolito D’Este era filho de Afonso I D’Este e de Lucrécia Borja e neto do Papa Alexandre VI. A imponência do Palácio demonstra a riqueza e o poder dos Papas e Cardeais daquela época.

Todo o Palácio é ricamente decorado.

Todo o Palácio é ricamente decorado.

Todos os cômodos são ricamente decorados com motivos diversos. Pinturas e esculturas compõem hoje o cenário de um bom museu, com móveis e roupas de época.

Todos os cômodos são ricamente decorados.

Todos os cômodos são ricamente decorados.

De 1550 até a sua morte em 1572, o Cardeal Ippolito criou um fabuloso jardim em terraços, em estilo Maneirista, que tira partido da declividade do terreno e da abundância de água na região. Logo no primeiro patamar um conjunto de leões compõe o primeiro conjunto de fontes.

O primeiro conjunto de fontes já impressiona.

O primeiro conjunto de fontes já impressiona.

O jardim possui cerca de 500 jatos d’água localizados em fontes, lagos e canais.

O Jardim Encantado da Villa D'Este

O Jardim Encantado da Villa D’Este

O terraço superior possui uma balaustrada de onde se tem uma bela vista panorâmica dos jardins, cercado por duas belas escadarias.

O terraço superior e as sua balaustradas.

O terraço superior e as sua balaustradas.

Na parte baixa das escadarias fica a Gruta de Diana, ricamente decorada com afrescos e mosaicos. No centro, a Fonte da Grande Taça feita por Bernini.

A Gruta de Diana com a Fonte da Grande Taça

A Gruta de Diana com a Fonte da Grande Taça

Um dos destaques do jardim é a Fontana dell’Organo e a Fonte de Netuno, que toca música em determinados horários do dia, a partir de um complexo sistema hidráulico.

A Fontana dell'Organo e a Fonte de Netuno.

A Fontana dell’Organo e a Fonte de Netuno.

O que mais impressiona na Villa são os seus maravilhosos jardins e as fontes de água que foram implantadas ali.

O impecável jardim da Villa D'Este influenciou a arquitetura dos Palácios europeus.

O impecável jardim da Villa D’Este influenciou a arquitetura dos Palácios europeus.

Deixamos a Villa D’Este e voltamos para Roma, para a nossa última noite de uma longa viagem organizada pela Via Alegria pelo Sul da Itália. Ficamos mais uma vez hospedados no bom Hotel Barocco, com uma excelente localização. Na madrugada voltamos para o Brasil.

A praça principal de Tivoli.

A praça principal de Tivoli.

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A VILLA ADRIANA EM TIVOLI, UM MONUMENTO AO AMOR

15/10/2014

Saímos de Sorrento às 9h da manhã com destino a Tivoli, cidade localizada nos arredores de Roma, na Região do Lácio. Pegamos mais uma vez as estradas encantadoras da Costa Amalfitana e depois a excelente autoestrada que leva direto para Roma. Tivoli fica há aproximadamente 30 quilômetros da capital italiana.

A cidade de Tivoli no alto da colina.

A cidade de Tivoli no alto da colina.

A cidade que fica nas colinas nos arredores de Roma é uma excelente opção de passeio para quem já está hospedado na capital italiana. Existem excursões de dia inteiro que cumprem esse roteiro. É famosa pelas atrações históricas que possui. Foi aí nos arredores de Tivoli que o Imperador Adriano construiu a sua magnífica Villa Adriana e que hoje pode ser visitada. Apesar de estar em ruínas, muito da Vila permanece preservado e nos faz entender um pouco da vida dos romanos há 2000 anos atrás.

Espelho d'água na Villa Adriana.

Espelho d’água na Villa Adriana.

Ficamos hospedados no Victoria Terme Hotel, localizado em Tivoli Termi, uma vila próxima de Tivoli. É um hotel histórico que foi construído para servir de apoio à visitação da Villa Adriana e de outras atrações que existem em Tivoli, assim como proporcionar aos hóspedes, os prazeres das águas termais da região.

Detalhes de uma rua na Villa Adriana.

Detalhes de uma rua na Villa Adriana.

Na cidade de Tivoli e nas vilas que existem nos entornos, temos algumas outras atrações, como a Villa d’Este construída pelo Cardeal Ippolito D’Este II, governador de Tivoli no início do século XVI,e a Villa Gregoriana, além de templos romanos ainda bem preservados.

A Villa D'Este

A Villa D’Este

Tivoli fica no alto de uma colina, de onde se tem uma ampla vista para a planície romana. O clima agradável sempre atraiu os romanos, desde a Antiguidade. Imperadores e Papas construíram por aí belas mansões para as férias de verão, fugindo do calor excessivo de Roma e atraídos pelas águas sulfurosas e belas paisagens rurais.

Do alto da colina de Tivoli, a vista da planície nos leva a Roma.

Do alto da colina de Tivoli, a vista da planície nos leva a Roma.

A Villa Adriana foi construída pelo Imperador Adriano entre 117 e 138 d.C.. Adriano que também construiu o Panteão de Roma, deixou na Villa a sua marca na arquitetura, nas artes e a paixão pela cultura grega. É uma das maiores e mais belas “Villas” construídas no Império Romano.

A encantadora Villa Adriana.

A encantadora Villa Adriana.

Adriano viajou bastante pelo território do Império Romano da época e trouxe para a sua Villa, uma série de ideias e homenagens a monumentos vistos em outros lugares, como a Grécia e o Egito.

Detalhes arquitetônicos da Villa Adriana.

Detalhes arquitetônicos da Villa Adriana.

No atual sítio da Villa Adriana existem ruínas de vários prédios magníficos da época, como a Pequena Terma e a Grande Terma, o teatro, ginásio, biblioteca, arenas de gladiadores e um luxuoso palácio imperial.

A Grande Terma da Villa Adriana.

A Grande Terma da Villa Adriana.

Os destaques maiores ficam para as termas, piscinas e fontes, onde Adriano se esmerou. Adriano é considerado pela história como um Imperador culto, que gostava de ler e escrever poesias. Usava os jardins da Villa como fonte de inspiração.

Os belos jardins da Villa Adriana inspiravam o Imperador arquiteto.

Os belos jardins da Villa Adriana inspiravam o Imperador arquiteto.

Um dos principais sítios da Villa Adriana é o Canopo, um espelho d’água com 120m de comprimento e 18m de largura, emoldurado por cariátides e colunatas, que foram inspiradas em monumentos egípcios. Adriano dedicava o Canopo a Antínoo, um guerreiro romano que era o favorito do Imperador e que morreu afogado no Rio Nilo.

O Canopo.

O Canopo.

A estátua de Antínoo aparece ao lado do Canopo, juntamente com outras de divindades egípcias como Ísis e Serápis, confirmando a admiração de Adriano pelo seu guerreiro favorito. Canopo é um monumento ao amor.

A estátua de Antínoo junto com divindades egípcias.

A estátua de Antínoo junto com divindades egípcias.

Após a morte de Adriano a Villa começou a cair em decadência, foi abandonada e caiu no esquecimento. Em 1999 recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO.

O Grande Palácio da Villa Adriana.

O Grande Palácio da Villa Adriana.

À noite fomos a Tivoli em busca de um bom restaurante. Por sorte escolhemos o maravilhoso Restaurante Sibilla, localizado nos jardins do Templo de Sibilla, um dos mais bem preservados de Tivoli.

Jantamos no Templo de Sibilla.

Jantamos no Templo de Sibilla.

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A COSTA AMALFITANA

14/10/2014

Fizemos uma viagem improvisada para a Costa Amalfitana. Estávamos percorrendo o sul da Itália, saímos da Puglia e deveríamos seguir para Manfredonia, quando mudamos o roteiro para visitar as ruínas de Pompéia e a Costa Amalfitana.

Paisagem da Costa Amalfitana

Paisagem da Costa Amalfitana

A Costa Amalfitana é uma estreita faixa de terra localizada na região de Campanha, cerca de 70 km a sul de Nápoles. A área fica entre as cidades de Sorrento e Salerno, na Península de Sorrento, percorre uma extensão de aproximadamente 60 km. É a mais bela e romântica paisagem da Campanha e se caracteriza pelas encostas íngremes, estradas sinuosas e estreitas e uma maravilhosa vista para o mar.

Estradas estreitas e sinuosas na Costa Amalfitana

Estradas estreitas e sinuosas na Costa Amalfitana

A Costa Amalfitana já serviu de cenário para diversos filmes de Hollywood. São quase 20 vilas a uma pequena distância uma da outra, onde destacam-se as cidades de Sorrento, Positano, Amalfi, (que dá nome à Costa) e Ravello.

A Vila de Positano.

A Vila de Positano.

Estávamos hospedados num hotel na beira da estrada e próximo a Sorrento. Decidimos não dirigir nas estreitas e sinuosas estradas da Costa Amalfitana, pois aí, quem dirige não consegue aproveitar a paisagem. Contratamos um carro privativo, com um motorista/guia e seguimos pela estrada encantada.

Para aproveitar as paisagens é melhor não dirigir.

Para aproveitar as paisagens é melhor não dirigir.

Sempre que havia um mirante especial na beira da estrada, parávamos para tirar fotos e apreciar a paisagem.

São muitos os mirantes na beira da estrada.

São muitos os mirantes na beira da estrada.

Um dos principais mirantes fica na chegada a Positano. Lá de cima temos uma vista especial dessa cidade presépio. Algumas barracas vendem frutas e artesanatos. Chama a atenção os imensos e belos limões sicilianos.

Barracas de frutas na chegada a Positano.

Barracas de frutas na chegada a Positano.

Positano é uma vila pendurada nas encostas e na beira do mar, frequentado por ricos e famosos, mas que tem opções de serviços e hospedagens para todos os bolsos. A vila é um charme, formada por ladeiras estreitas e cheias de lojas de grife, galerias de arte, restaurantes, bares e lojas de suvenires.

Comércio charmoso em Positano.

Comércio charmoso em Positano.

Quando descemos as ladeiras de Positano, chegamos à praia que não possui areia e sim pedrinhas escuras, onde os banhistas deitam-se em toalhas e se deliciam com um bom banho de mar.

A praia de Positano.

A praia de Positano.

Seguimos de Positano direto para Ravello, a última das vilas importantes da Costa Amalfitana, deixamos para visitar Amalfi na volta. Ravello é a mais alta das vilas e possui algumas das melhores vistas da costa e destaca-se pela intensa realização de festivais musicais e exposições culturais.

A praça principal de Ravello.

A praça principal de Ravello.

Almoçamos em Scala, uma pequena vila do lado oposto a Ravello, de onde se tem uma boa vista da cidade vizinha.

Ravello vista a partir de Scala.

Ravello vista a partir de Scala.

Após o almoço começamos a voltar. Paramos em Amalfi, a maior cidade da costa e que teve uma importância grande durante o Império Romano. Amalfi foi uma zona portuária de destaque entre os séculos 9 e 12 a.C.. O Duomo de Sant’Ana do século X, em Amalfi, é um destaque. A Catedral possui uma grande escadaria frontal e uma bela fachada colorida do século XIII, com influência árabe, bizantina, barroca e normanda.

O maravilhoso Duomo de Sant'Ana em Amalfi.

O maravilhoso Duomo de Sant’Ana em Amalfi.

Circulamos pelas ruas de Amalfi, que possui a mais bela praça da região. Assim como as outras vilas, as ruas de Amalfi possuem um comércio intenso voltado para turistas. Galerias de Arte, lojas de grife e de artesanato, além de bares e restaurantes.

A praça principal de Amalfi.

A praça principal de Amalfi.

Saímos de Amalfi e voltamos para o hotel. Deixamos Sorrento para a noite. Sorrento é um balneário importante, com uma excelente infraestrutura hoteleira e de outros serviços. Do porto de Sorrento partem os ferry-boats para a Ilha de Capri e para Nápoles.

A praia de Amalfi.

A praia de Amalfi.

Jantamos no Restaurante Museu Caruso, o melhor da cidade. Excelente. Uma carta de vinhos espetacular, a decoração toda focada no famoso cantor italiano de Ópera, Caruso. O restaurante chega a ter características de um museu.

Detalhe da Costa Amalfitana.

Detalhe da Costa Amalfitana.

Na volta para o hotel, passamos a maior enrascada nas estradas de Sorrento, pois o GPS se perdeu e não acertava o endereço e tivemos que encontrar o caminho através de mapas simples, depois de percorrermos longos pedaços de estrada.

Produtos artesanais da Costa Amalfitana.

Produtos artesanais da Costa Amalfitana.

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AS RUÍNAS DE POMPÉIA

13/10/2014

Hoje foi um dia especial nessa nossa viagem pelo sul da Itália. Decidimos mudar radicalmente o roteiro que estava previsto. Saímos de Bari e seguimos para o norte, pela costa leste da Itália, em direção à Manfredonia, que fica na “espora da bota” italiana. Manfredonia deveria ser um caminho até a cidade medieval de Scanno, no centro da “bota”, onde seguiríamos de volta para Roma.

Decidimos ir para a Costa Amalfitana.

Decidimos ir para a Costa Amalfitana.

Depois de rodar 140 km em 2 horas de viagem, quando chegamos a Manfredonia, decidimos mudar toda essa parte final do roteiro. Dr. Eduardo e Dra. Marise Nery, que eram os nossos companheiros nessa etapa da viagem, demonstraram desejo em conhecer Pompéia e a Costa Amalfitana, avaliamos que seria mais proveitoso. A decisão final foi tomada quando chegamos ao hotel de Manfredonia, que ficava no meio de uma estrada e distante de tudo. Fizemos a volta antes mesmo do check-in, e rumamos em direção a Pompéia. Foram mais 240 km de estrada em 3 horas de viagem, mas sabíamos que iria valer a pena. Ligamos para a nossa Agência de Viagens, a Via Alegria, e pedimos para providenciar um hotel em Sorrento.

Ruínas de Pompéia com o Vesúvio ao fundo.

Ruínas de Pompéia com o Vesúvio ao fundo.

Chegamos a Pompéia no início da tarde e tivemos tempo suficiente para conhecer as ruínas mais famosas da Itália. Pompéia fica na região de Campanha, um pouco a sul de Nápoles. Recebe anualmente milhões de visitantes que vêm para conhecer um pouco da história do Império Romano, visível nas ruínas da antiga cidade de Pompéia que foi totalmente soterrada pelas cinzas, lavas e pedras vulcânicas na erupção do Vesúvio em 79 d.C..

O vulcão Vesúvio

O vulcão Vesúvio

A cidade antiga de Pompéia ficava próxima ao Vesúvio. Um vulcão inativo, mas que pode entrar em erupção há qualquer momento. Os vulcões podem ser classificados em ativos, inativos e extintos. Os extintos são aqueles cujas últimas erupções aconteceram a milhões de anos atrás, em períodos geológicos anteriores e que não têm mais chances de entrar em erupção, pode confiar. Os inativos estão adormecidos há alguns anos, mas por estarem em áreas geologicamente instáveis, podem entrar em erupção há qualquer momento, esse é o caso do Vesúvio. Os ativos têm erupções frequentes.

Chegando ao Vesúvio

Chegando ao Vesúvio

A mais violenta erupção do Vesúvio aconteceu em 79 d.C. e soterrou várias cidades e vilas, dentre elas Pompéia e Herculano. A última erupção do Vesúvio aconteceu em 1944. Os relatos mais importantes da erupção do Vesúvio foram feitos por um soldado romano, Plínio o Jovem, que estava com o seu tio, Plínio o Velho, também soldado romano, escritor e naturalista, que comandava uma frota em Miseno, a oeste de Nápoles. Os Plínios presenciaram uma das mais espetaculares erupções vulcânicas da era humana.

Corpo mumificado em Pompéia.

Corpo mumificado em Pompéia.

O Vesúvio explodiu, formou um mar de lavas e uma enorme nuvem piroclástica de cinzas e “bombas” vulcânicas , que cobriram as cidades que ficavam na sua base, sob mais de 6 metros de lavas e cinzas. O conhecimento sobre a erupção do Vesúvio se dá a partir de relatos de sobreviventes e da descrição da morte de Plínio, o Velho, em cartas feitas por Plínio, o Jovem para o historiador romano Tácito. Ainda hoje as erupções vulcânicas mais explosivas são chamadas de plinianas, em homenagem aos Plínios.

Uma erupção pliniana.

Uma erupção pliniana.

As Ruínas de Pompéia somente começaram a ser escavadas em 1748. As escavações mostram uma cidade que foi preservada no tempo pelas cinzas e lavas do vulcão. Muitas casas e palácios ainda preservam pinturas, esculturas e mosaicos espetaculares.

O balcão de um bar ame Pompéia, perfeitamente preservado.

O balcão de um bar ame Pompéia, perfeitamente preservado.

Para entrar nas ruínas de Pompéia existem várias opções, o mais correto é procurar a entrada principal. Como estávamos dirigindo e fizemos tudo de improviso nesse dia, paramos o carro no primeiro estacionamento que encontramos (existem dezenas) e entramos pela primeira portaria que vimos pela frente. Não foi uma boa opção, pois essa não tinha mapas nem folhetos que nos orientasse sobre o que iríamos ver. Entramos pelo final.

O nosso guia em Pompéia

O nosso guia em Pompéia

Entramos na área das ruínas pelo anfiteatro romano. Seguimos pelas ruas da antiga Pompéia, quando encontramos com um guia especializado nas ruínas, que ofertou os seus serviços. Topamos, acertamos o preço antes e seguimos com ele pelos caminhos de Pompéia. Foi a melhor coisa que fizemos, pois poupamos tempo e obtivemos informações preciosas que não teríamos se fizéssemos o percurso sozinhos.

O anfiteatro romano de Pompeia

O anfiteatro romano de Pompeia

Tivemos informações sobre a vida e a rotina dos romanos na cidade, como amarravam os seus cavalos nos passeios, como as carruagens passavam pelas ruas, etc.. Seguimos direto para uma das casas onde aparecem os incríveis corpos mumificados. Os habitantes de Pompéia foram surpreendidos pelas lavas do vulcão e tiveram os corpos mumificados pelas lavas. Muitos deles nas mesmas posições em que estavam dormindo.

Corpos mumificados em Pompeia

Corpos mumificados em Pompeia

Em muitas das casas de Pompéia existem afrescos pintados nas paredes com cores vivas e muito bem preservados. As lavas e cinzas contribuíram para isso.

Afrescos muito bem preservados em Pompéia

Afrescos muito bem preservados em Pompéia

Afresco de Pompéia p Príapo o Deus da Fertilidade, medindo o seu falo.

Afresco de Pompéia Príapo o Deus da Fertilidade, medindo o seu falo.

Parte da antiga cidade de Pompéia ainda está soterrada e os trabalhos de escavação continuam. São trabalhos lentos e cuidadosos. Alguns arqueólogos defendem a ideia de que não se deva continuar com as escavações pois a melhor maneira de preservar Pompéia é deixá-la soterrada sobre as cinzas vulcânicas.

As escavações das ruínas continuam ainda hoje.

As escavações das ruínas continuam ainda hoje.

Algumas casas são amplas e demonstram riqueza, apresentando esculturas ainda muito bem preservadas, alguns móveis e diversos cômodos, outras são mais simples. É possível distinguir em Pompéia bairros nobres e pobres.

Algumas casas de Pompéia demonstram riqueza.

Algumas casas de Pompéia demonstram riqueza.

Uma das visitas mais impressionantes é às termas de Pompéia. Muito bem preservada, com um grande conjunto de esculturas e uma decoração arrojada. As termas eram locais de banhos coletivos, que faziam parte da rotina e da cultura dos romanos antigos.

Detalhes da magnífica Termas de Pompéia

Detalhes da magnífica Termas de Pompéia

A visita final que fizemos foi à região dos fóruns de Pompéia. Essa é a área mais bonita e imponente.

Os fóruns de Pompéia.

Os fóruns de Pompéia.

Saímos de Pompéia pela porta principal, por onde deveríamos ter entrado. Esse equívoco nos deixou num sufoco, pois não conseguimos achar o estacionamento onde deixamos o carros. Percorremos dezenas de estacionamentos e tínhamos a sensação de que o nosso carro simplesmente tinha sumido. Começou a anoitecer e bateu um desespero.

Saindo de Pompéia.

Saindo de Pompéia.

Somente por volta das 19h, depois de muito andar é que descobrimos que teríamos que dar a volta por fora de toda a área das ruinas para encontrar o estacionamento onde estava o nosso carro. Depois do alívio de encontrar o carro seguimos viagem para a Costa Amalfitana. Seguimos muito devagar, pois sabíamos que a estrada era sinuosa e perigosa. Já havia anoitecido quando chegamos a Sorrento, a primeira cidade da Costa Amalfitana e onde iríamos dormir.

A vista de Sorrento a partir do nosso hotel.

A vista de Sorrento a partir do nosso hotel.

Já era noite e dirigir nas estradas da Costa Amalfitana é meio complicado. Seguimos direto para o hotel. Não tivemos chance de escolher, pois decidimos alterar o roteiro de última hora. O Grand Hotel Hermitage fica fora da cidade, na beira da estrada. Possui uma boa vista para o mar, mas a localização é ruim. Não é recomendado ficar fora de Sorrento, ficamos isolados e não aproveitamos tanto a cidade.

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