SÃO JOÃO EM LENÇÓIS

22 de junho de 2015

Mais uma vez decidimos passar o São João em Lençóis, na Chapada Diamantina. Dessa vez seguimos antes para a fazenda de um casal de amigos, localizada no município de Baixa Grande. Fomos recebidos com muito carinho e passamos um excelente final de semana. Licores e guloseimas juninas fizeram uma prévia do São João.

Fazenda de amigos em Baixa Grande

Fazenda de amigos em Baixa Grande

Dois dias depois seguimos para Lençóis, pela estrada que passa pela cidade de Ruy Barbosa. As estradas estão boas, mas a quantidade de carretas e caminhões na BR 242, do entroncamento de Ruy Barbosa até a entrada de Lençóis exige muita atenção.

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Chegamos a Lençóis e fomos direto para a excelente Pousada de Charme – Canto das Águas. A Pousada fica nas margens do Rio Lençóis e da sacada dos quartos temos a visão do rio e o barulho constante das águas. Almoçamos aí no Restaurante Água, um dos destaques do Canto das Águas.

A vista da varanda da Pousada Canto das Águas

A vista da varanda da Pousada Canto das Águas

A cidade de Lençóis foi um dos centros de mineração da Chapada Diamantina no século XIX. O casario da cidade é bastante preservado e tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O casario colonial de Lençóis

O casario colonial de Lençóis

Hoje é o principal destino turístico da Chapada Diamantina, região que possui inúmeras atrações ligadas ao ecoturismo. Trilhas, cachoeiras, rios e uma geografia privilegiada, com paisagens espetaculares.

Belezas da Chapada

Belezas da Chapada

À noite circulamos pela cidade que já estava enfeitada para o São João. Muitos bares e restaurantes animados. Estava chovendo um pouco, mas não o suficiente para estragar a noite. Após o jantar fomos até a praça do Anfiteatro onde acontecia a festa do São João. Dançamos um pouco de forró e seguimos para o hotel.

A decoração em 2015 foi mais fraca que nos anos anteriores.

A decoração em 2015 foi mais fraca que nos anos anteriores.

Nesse ano, deu para sentir que a decoração estava mais simples que nos anos anteriores que tivemos aí. Acho que a crise chegou também ao São João de Lençóis, mas as atrações da Chapada estavam lá e no dia seguinte iríamos visitar algumas delas.

Preparado para a Quadrilha.

Preparado para a Quadrilha.

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NEVASCA EM BARILOCHE

Junho de 2004

Passamos três dias com muita chuva e frio em Bariloche. Praticamente não conseguíamos sair do hotel. Decidimos antecipar a viagem de volta para Buenos Aires, pois não conseguíamos fazer praticamente nada na cidade. Fomos até uma Agência de Viagens no centro e conseguimos um voo para o dia seguinte. Deixamos a Agência e fomos almoçar no famoso restaurante Família Weiss, um dos mais tradicionais de Bariloche.

Muita chuva e frio em Bariloche.

Muita chuva e frio em Bariloche.

O Restaurante Família Weiss é bem decorado, tem tudo a ver com a cidade. A estrutura de madeira e os grandes janelões de vidro criam um clima especial. No cardápio, a truta, mas sobretudo o Cordeiro à Patagônia, são os carros chefes. Estávamos numa mesa ao lado de um dos janelões de vidro, quando começou a nevar muito forte. Foram mais de duas horas de muita neve. Quando saímos a cidade estava pintada de branco.

Duas horas de nevasca intensa.

Duas horas de nevasca intensa.

Deixamos o Restaurante da Família Weiss e seguimos caminhando por uma Bariloche encantadora, totalmente coberta de neve e cheia de vida.

A cidade ficou totalmente coberta de neve.

A cidade ficou totalmente coberta de neve.

No dia seguinte, decidimos acordar cedo e aproveitar para fazer todas a atrações dos arredores de Bariloche em apenas uma manhã. Saímos do hotel já com as malas, pegamos um carro com motorista e seguimos para o “Circuito Chico”, um passeio básico para quem visita Bariloche e passa pelas principais atrações dos arredores.

A incrível paisagem do Circuito Chico.

A incrível paisagem do Circuito Chico.

O Circuito Chico percorre cerca de 65 quilômetros por estradas e caminhos nos arredores do Lago Nehuel Huapi, com paisagens estonteantes. O lago, que banha a cidade de Bariloche, tem uma origem glacial e está no meio das montanhas.

A paisagem é encantadora.

A paisagem é encantadora.

Seguimos direto para o Cerro Campanário, de onde se tem vistas espetaculares do Lago e arredores. No Cerro Campanário pegamos o teleférico e fomos até o alto do mirante de 360 graus. O dia estava amanhecendo, o sol estava nascendo, vimos uma das paisagens mais fantásticas das nossas vidas.

O nascer do sol deixava a paisagem ainda mais bonita.

O nascer do sol deixava a paisagem ainda mais bonita.

Depois de algum tempo no Cerro Campanário, seguimos para o Cerro Catedral, a principal atração dos arredores de Bariloche. Na estrada já dava para ver o que teríamos pela frente. As florestas e campos estavam totalmente cobertas de branco. A neve tinha sido intensa durante toda a madrugada.

As florestas totalmente cobertas de neve.

As florestas totalmente cobertas de neve.

O Cerro Catedral é a maior atração turística de Bariloche. Fica 19 km a leste da cidade. A montanha possui o maior centro de esqui da América do Sul. Como tínhamos muito pouco tempo, chegamos e subimos o teleférico para o alto da montanha. Estava um frio congelante, mas o que vimos por lá, valeu muito a pena.

A paisagem estava assim do alto do Cerro Catedral.

A paisagem estava assim, do alto do Cerro Catedral.

O teleférico sobe por vários estágios. Em cada um deles existe uma pequena infraestrutura, com lanchonetes, lojas e outros serviços.

O teleférico que dá acesso ao Cerro Catedral.

O teleférico que dá acesso ao Cerro Catedral.

Na descida, dava para ver as centenas de esquiadores, amadores ou não, que se preparavam para um dia inteiro de fortes diversões. São 38 meios de acesso, que transportam cerca de 35 mil esquiadores por hora, por 120 quilômetros de pistas, para crianças, amadores ou profissionais.

O Cerro Catedral é a maior estação de esqui da América do Sul.

O Cerro Catedral é a maior estação de esqui da América do Sul.

Fizemos uma rápida visita ao Cerro Catedral, congelamos os dedos, mas abrimos a alma. Seguimos para o aeroporto pois tínhamos um voo para Buenos Aires a seguir.

Vista do Cerro Catedral.

Vista do Cerro Catedral.

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O HORTO FLORESTAL DE CAMPOS DO JORDÃO

30 de maio de 2015

Depois de visitar o Auditório e o Parque de Esculturas Felícia Leirner, descemos para o Parque do Tarundu, um grande parque de diversões para todas as idades. Implantado numa propriedade com mais de 500 mil metros quadrados de área, e que possui mais de 30 atividades diferentes. É um bom programa para família.

O Parque do Tarundu

O Parque do Tarundu

No Tarundu existem restaurantes, bares, lanchonetes, pista de patinação no gelo, uma grande tirolesa, paint ball, passeios a cavalo, arco e flecha, orbit ball e muitas outras atrações. A criançada se diverte a valer.

A criançada se diverte no Tarundu.

A criançada se diverte no Tarundu.

Não estávamos com crianças. Apenas almoçamos aí e seguimos adiante para conhecer o Horto Florestal de Campos do Jordão, que fica do lado oposto ao que estávamos, e fora da cidade.

Atrações do Parque Tarundu.

Atrações do Parque Tarundu.

O Parque é enorme, possui 8,3 mil hectares, isso significa cerca de 30% da área do município de Campos do Jordão. É o parque estadual mais antigo de São Paulo, foi criado em 1941 e se tornou uma área importante de preservação da vegetação nativa, com predomínio da floresta de araucárias.

O Horto Florestal de Campos do Jordão.

O Horto Florestal de Campos do Jordão.

É uma boa opção para passear nos arredores da cidade. Possui muitas trilhas e bosques bonitos. As trilhas em geral, são fáceis. Quatro delas são abertas ao público: a das Quatro Pontes (2 km) é fácil, boa para levar crianças. A do Rio Sapucaí (2,6 km) e a dos Campos (3 km) têm nível médio; e a da Cachoeira (4,7 km), pode até ser feita de bicicleta, que podem ser alugadas aí mesmo no parque e terminar com um banho.

Arvorismo e trilhas no Horto Florestal de Campos do Jordão.

Arvorismo e trilhas no Horto Florestal de Campos do Jordão.

No centro de visitantes existem placas que explicam sobre a flora e a fauna do parque. Fizemos uma das trilhas, com um ônibus do parque. O passeio é guiado e o motorista/monitor vai passando um monte de informações sobre o parque, sobretudo em relação à flora da região.

Esse é o ônibus que faz o passeio pelo Horto Florestal.

Esse é o ônibus que faz o passeio pelo Horto Florestal.

Um dos destaques do Horto Florestal de Campos do Jordão é a grande quantidade de árvores importadas de outras florestas localizadas nos diversos continentes do globo.

Árvores importadas se misturam no Horto Florestal de Campos do Jordão.

Árvores importadas se misturam no Horto Florestal de Campos do Jordão.

Saímos do Horto Florestal e voltamos para Campos do Jordão. Ficamos circulando pela região do “Centrinho” e à noite fomos jantar no maravilhoso restaurante Le Foyeur, localizado na pousada de charme La Villete.

"Centrinho" de Campos do Jordão.

“Centrinho” de Campos do Jordão.

Na volta para o hotel estava muito frio. Fomos nos despedir da noite em Campos do Jordão num bar da Veuve Clicquot com uma boa música e um bom serviço. No dia seguinte voltamos para Salvador.

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PALÁCIO DA BOA VISTA, UMA BELA SURPRESA EM CAMPOS DO JORDÃO

30 de maio de 2015

Saímos pela manhã para visitar algumas das atrações nos arredores de Campos do Jordão. Não tínhamos feito uma programação prévia, pois a viagem foi um pouco improvisada. Por recomendação do “concierge” do hotel, começamos pelo Alto da Boa Vista. O objetivo era encontrar um bom mirante de observação da Pedra do Baú.

A vista do Alto da Boa Vista

A vista do Alto da Boa Vista

No Alto da Boa Vista, paramos para conhecer o Palácio da Boa Vista, é a residência oficial de inverno do Governo de São Paulo. Na frente do Palácio existe a capela de São Pedro Apóstolo, erguida em concreto armado, sobre um único pilar, com paredes de vidro e cercada por espelhos d’água, com arquitetura supermoderna. O trabalho é do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

O interior da Capela de São Pedro Apóstolo

O interior da Capela de São Pedro Apóstolo

Chegamos lá às 10h. Não pretendíamos entrar no Palácio, mas as portas estavam sendo abertas naquele momento. Decidimos entrar. Tivemos uma excelente surpresa.

O Palácio da Boa Vista.

O Palácio da Boa Vista.

O Palácio foi construído entre 1938 a 1964. Foi sendo transformado em um importante centro de arte, com coleções adquiridas pelo Governo de São Paulo. A partir de 1970 passou a ser utilizado, também, para visitação pública, mas sem perder totalmente a função de residência de inverno.

Fotografia da época em que o Palácio da Boa Vista começou a ser aberto a visitação pública.

Fotografia da época em que o Palácio da Boa Vista começou a ser aberto a visitação pública.

Quando o governador não está no palácio, a visitação é mais ampla. Quando ele aparece, existem restrições, mas mesmo assim é possível visita-lo.

Pátio externo do Palácio da Boa Vista.

Pátio externo do Palácio da Boa Vista.

O Palácio abriga hoje um acervo de arte incrível, com ênfase nas obras dos modernistas brasileiros, com pinturas de Tarcila do Amaral, Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Alfredo Volpi, Ismael Nery e Vicente do Rego Monteiro.

A fantástica tela "Operários", de Tarsila do Amaral

A fantástica tela “Operários”, de Tarsila do Amaral

A visitação é sempre acompanhada por um guia do Palácio, o que enriquece bastante o passeio. Não se pode fotografar no interior do Palácio. É uma pena.

"Tenistas" de Vicente do Rego Monteiro.

“Tenistas” de Vicente do Rego Monteiro.

O AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO E O MUSEU FELÍCIA LEIRNER

Saímos do Palácio e subimos um pouco mais, até o Auditório Claudio Santoro, onde acontece o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

O Auditório Claudio Santoro

O Auditório Claudio Santoro

O Auditório foi inaugurado em 1979, é o palco principal do maior evento de música erudita da América Latina, possui a capacidade de receber até 814 espectadores. Uma arquitetura moderna, com excelente tratamento acústico e um trabalho paisagístico nos entornos que valoriza bastante o teatro.

Área externa do Auditório.

Área externa do Auditório.

O Auditório é utilizado para apresentações musicais, dança, teatro, congressos, convenções, etc. O palco possui um fosso para orquestra e nos bastidores, amplos camarins, salas de ensaio e uma excelente área técnica.

Vista do Auditório.

Vista do Auditório.

Na frente do Auditório, existe uma bela exposição de arte a céu aberto, o Museu Felícia Leirner, uma escultora polonesa, que se mudou para o Brasil em 1927 e aqui viveu até a sua morte em 1996. Felícia Leirner tem uma obra espetacular e esculturas que estão expostas em vários museus do Mundo, mas é aqui em Campos do Jordão, onde viveu, que aparece a maior parte da sua obra.

O Parque de Esculturas Felícia Leirner.

O Parque de Esculturas Felícia Leirner.

O Parque de Esculturas Felícia Leirner possui uma área de 350 mil metros quadrados, foi criado em 1978 para reunir uma boa parte da sua obra. Reúne cerca de 90 peças esculpidas em materiais diversos: bronze, granito e cimento branco.

Escultura de Felícia Leirner.

Escultura de Felícia Leirner.

Lá do alto do Parque das Esculturas, temos uma bela vista da Pedra do Baú, um dos ícones da Serra da Mantiqueira, que pode ser visitada a partir de Campos do Jordão, ou apenas admirada de mais distante.

A Pedra do Baú na Serra da Mantiqueira.

A Pedra do Baú na Serra da Mantiqueira.

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CAMPOS DO JORDÃO, A “SUÍÇA BRASILEIRA”.

29/05/2015

Aproveitamos uma agenda de trabalho em São Paulo e decidimos passar o final de semana em Campos de Jordão. Pegamos um carro no centro da cidade e seguimos pela excelente Rodovia Ayrton Senna que mais adiante tem continuação com a Rodovia Carvalho Pinto e depois com a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que sobe a Serra da Mantiqueira até Campos do Jordão. São 168 km de excelentes estradas, com aproximadamente 3 horas de viagem.

Vista panorâmica da Serra da Mantiqueira.

Vista panorâmica da Serra da Mantiqueira.

Campos do Jordão fica no alto da Serra da Mantiqueira, a 1628 metros de altitude, o que lhe dá o título de município mais alto do Brasil, considerando a altitude da sede. A cidade é apelidada de “Suíça Brasileira”, em função do clima sempre frio, sobretudo no inverno, e pela arquitetura baseada em construções europeias.

Campos do Jordão, o município mais alto do Brasil.

Campos do Jordão, o município mais alto do Brasil.

É no inverno que a cidade explode, sobretudo nos meses de julho e agosto. Turistas do Brasil inteiro, mas sobretudo de São Paulo, invadem Campos.

A cidade lota no inverno.

A cidade lota no inverno.

Na entrada da cidade existe um Portal de boas vindas, onde o turista recebe mapas, revistas e outros materiais de divulgação das principais atrações de Campos. Daí para o centro turístico no Bairro de Capivari, são mais 7 quilômetros.

O portal na entrada da cidade de Campos do Jordão.

O portal na entrada da cidade de Campos do Jordão.

Ficamos hospedados no Hotel Itália Eleganza. Campos do Jordão possui uma excelente rede hoteleira, com muitas pousadas de charme e hotéis qualificados. O Itália Eleganza é excelente, aconchegante, com bom serviço e uma localização espetacular, fica a 100 metros do “Centrinho”, onde tudo acontece. Dá para passear a pé a partir do hotel, o que é uma boa opção.

O Hotel Itália Eleganza fica bem pertinho do "Centrinho".

O Hotel Itália Eleganza fica bem pertinho do “Centrinho”.

Seguimos até o “Centrinho” que já estava bastante movimentado, apesar de não ter começado a alta estação de turismo. Paramos para degustar uma cerveja especial na loja da Baden Baden, a famosa cervejaria de Campos do Jordão. Uma das atrações da cidade. A Baden Baden fica sempre lotada, parte dos clientes fica na varanda, protegidos do frio por grandes aquecedores a gás. Aí eles servem comidas típicas da Alemanha: salsichas, chucrute, etc, para serem degustadas com as cervejas artesanais da companhia.

A fachada da Baden Baden.

A fachada da Baden Baden.

Nas ruas do centrinho aparecem vários Shoppings de roupas elegantes, artesanatos típicos da cidade, e lojas de lembranças, que ficam lotadas, desde o final da tarde. O “Centrinho” é uma festa.

O "Centrinho" é uma festa.

O “Centrinho” é uma festa.

A cidade é famosa pela gastronomia de qualidade e com uma variedade de estilos, muito grande. Existem muitas opções de restaurantes, para os mais variados gostos e preços. Optamos pelo excelente Restaurante Confraria do Sabor. Recomendado, localizado ao lado do nosso hotel e que tem pratos premiados em concursos gastronômicos nacionais. Escolhemos trutas, que é uma tradição em Campos do Jordão. Após o jantar voltamos ao “Centrinho” para finalizar o dia.

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A ZONA FRANCA E O PORTO DE MANAUS

24 de abril de 2015.

Na chegada a Manaus, a visão do porto impressiona. No porto principal, vários navios cargueiros de tamanhos diferentes aguardam a vez para embarque de mercadorias produzidas pela Zona Franca de Manaus.

O importante Porto de Manaus

O importante Porto de Manaus

A Zona Franca de Manaus foi implantada nos arredores de Manaus. Foi idealizada na década de 50, mas somente implantada em 1967. Na época o Brasil vivia uma situação de forte protecionismo comercial, quando era proibido a importação de inúmeros produtos industrializados. O projeto implantou na Amazônia, um polo industrial com fortes incentivos fiscais e isenção de impostos para empresas que quisessem se instalar na Amazônia.

Navios cargueiros aguardam a vez para atracar no porto.

Navios cargueiros aguardam a vez para atracar no porto.

Surgiu um grande centro de industrias de “maquiagem”, que montam produtos a partir de peças importadas e uma zona de livre comércio para esses produtos. Até o final da década de 80, muitos brasileiros viajavam para Manaus para comprar produtos industrializados de alta tecnologia, pois os preços por lá eram muito menores do que em qualquer outro lugar do país, em função das isenções fiscais. Chegava a existir cotas de importação para os brasileiros que visitavam Manaus.

Atualmente a Zona Franca de Manaus possui cerca de 720 indústrias de alta tecnologia, concentradas nos setores de televisão, informática, motocicletas, telefonia celular, áudio e vídeo, etc.

As balsas funcionam como posto de combustível.

As balsas funcionam como posto de combustível.

No caminho para o porto, também chama a atenção as balsas que funcionam como postos de combustível, mostrando a importância do transporte fluvial para a região. Algumas balsas são utilizadas para transporte de óleo diesel com o objetivo de abastecer as termoelétricas das cidades do interior e de outras capitais da Amazônia. A maior parte da energia produzida na região se dá através das termoelétricas, criando uma forte dependência da energia pelas fontes térmicas, e portanto, pelo óleo diesel.

Pier de atracação em Manaus.

Pier de atracação em Manaus.

A Zona Franca de Manaus serviu para justificar a construção da hidrelétrica de Balbina, que passou para a história como uma grande catástrofe ambiental, é criticada por gerar pouca energia para o investimento que foi feito e para o custo ambiental. A hidrelétrica foi construída num rio de pouca declividade, resultando num lago gigantesco e desproporcional à quantidade de energia produzida.

Passamos pelo porto secundário, onde centenas de barcos de transporte de carga e de passageiros ficam ancorados e circulam por ali, num movimento frenético de pessoas e produtos.

Barcos atracados no porto secundário de Manaus.

Barcos atracados no porto secundário de Manaus.

Os barcos sobem e descem os rios. As pessoas se amontoam nas embarcações, dormem em redes penduradas no convés das embarcações. Alguns possuem camarotes, que facilitam as viagens mais longas. De Manaus até Belém, alguns barcos levam 5 dias descendo o rio e até 7 dias em sentido contrário.

Barcos de transporte no Rio Amazonas.

Barcos de transporte no Rio Amazonas.

Voltamos para o porto onde estava ancorado o Grand Amazon e seguimos para o aeroporto. O Cruzeiro pelo Rio Negro estava chegando ao fim.

O Iberostar Grand Amazon.

O Iberostar Grand Amazon.

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O EMOCIONANTE ENCONTRO COM O RIO SOLIMÕES

24 de abril de 2015.

Esse foi o nosso último dia no Cruzeiro do Iberostar Grand Amazon, pelo Rio Negro. Acordamos cedo mais uma vez, para ver o fenômeno do Encontro da Águas entre os rios Negro e Solimões. O Grand Amazon passou pela área em que os rios se encontram ente 6 e 6:15h e precisávamos estar lá para ver.

As águas negras e paradas do Rio Negro contrastam com as águas barrentas do Amazonas

As águas negras e paradas do Rio Negro contrastam com as águas barrentas do Solimões

A coloração barrenta do Rio Solimões contrasta com a coloração escura do Rio Negro e os dois rios, a princípio não se misturam, por causa da diferença de densidade entre as duas águas. O contraste é evidente e gera um fenômeno natural interessante. Os rios permanecem juntos e separados por muitos quilômetros. Somente mais abaixo é que as suas águas vão se misturando.

O "Encontro das Águas".

O “Encontro das Águas”.

O navio ancorou em Manaus às 8h da manhã. Antes de seguir para o aeroporto, saímos para um passeio em direção ao Rio Solimões, organizado pelos guias do navio. Esse programa foi opcional, não estava no pacote do navio.

Chegando ao Porto de Manaus.

Chegando ao Porto de Manaus.

O encontro com o Rio Solimões, num barco pequeno, evidencia ainda mais o gigantismo do rio. O Solimões é o próprio Rio Amazonas. Ele nasce no Peru, no alto da Cordilheira dos Andes, nas nascentes do Rio Ucayali. Entra no Brasil com o nome de Solimões e somente passa a se chamar Amazonas a partir do encontro com o Rio Negro.

O emocionante encontro com o Rio Solimões.

O emocionante encontro com o Rio Solimões.

Fizemos uma primeira parada numa casa de caboclo, na beira de um igarapé, no Rio Solimões, onde vimos uma pequena criação de pirarucus. O caboclo cria os pirarucus em cativeiro e com isso tem a autorização do IBAMA para realizar o abate, quando os peixes alcançam mais de 1,5 metros de comprimento.

A casa do caboclo na beira do rio.

A casa do caboclo na beira do rio.

Participamos de uma simulação de pesca ao pirarucu. O caboclo coloca um pedaço de peixe numa pequena corda amarrada numa vara, simulando uma pescaria. O pirarucu é um gigante, agarra a isca com força, até conseguir retirá-la da amarração.

A simulação da pesca do pirarucu.

A simulação da pesca do pirarucu.

A família do caboclo na beira do rio é numerosa. As crianças circulam livremente, com desenvoltura, sobre as tábuas, perfeitamente adaptadas a essa condição.

As crianças circulam tranquilamente sobre as palafitas.

As crianças circulam tranquilamente sobre as palafitas.

Uma das moradoras carregava um bicho-preguiça de estimação e pedia um trocado para que ele fosse fotografado.

O bicho-preguiça de estimação.

O bicho-preguiça de estimação.

Na cabana a família vendia também um artesanato simples, mas que ajudava na sustentação daquela pequena comunidade.

Artesanato simples dos caboclos.

Artesanato simples dos caboclos.

Seguimos adiante, atravessamos vários “furos” entre os rios Negro e Solimões. Os “furos” são passagens de água interligando dois ou mais rios. Como a Amazônia é muito plana, essa formação geológica favorece a formação dos “furos”.

Atravessando os "furos" do Rio Solimões.

Atravessando os “furos” do Rio Solimões.

Nos caminhos entre igarapés, igapós e furos, vimos garças brancas, jaçanãs, garça maguari ou garça cinzenta, gaviões e árvores seculares

Árvores gigantescas nos igapós.

Árvores gigantescas nos igapós.

Encontramos as maravilhosas vitórias-régia, que podem chegar até 1,8 metros de diâmetro. A vitória-régia é um dos símbolos da Amazônia. A sua folha gigantesca, que pode chegar até a 2,5 metros de diâmetro, pode suportar até 40 quilos se forem bem distribuídos sobre a planta.

A maravilhosa vitória-régia.

A maravilhosa vitória-régia.

Ela produz uma bela flor que pode aparecer em colorações diferentes: branca, lilás, roxa, rosa e amarela. São muito mais comuns nas águas barrentas do Solimões e Amazonas.

A flor da vitória-régia

A flor da vitória-régia

O Solimões é um rio mais cheio de vida, pois a água menos ácida possibilita muito mais peixes que o Rio Negro. Mais peixes, mais aves e mais população ribeirinha, que vive desses recursos do rio.

Palafitas aparecem em quantidade ao longo dos rios.

Palafitas aparecem em quantidade ao longo dos rios.

Circulando pelo Rio Solimões, vimos muitas comunidades ribeirinhas nas margens do rio. Paramos num restaurante flutuante para almoçar. Na realidade um centro integrado para turismo. Restaurante, observação da floresta, macacos e vitória-régia. A comida era excelente. Almoçamos por aí.

O bom restaurante Rainha da Selva, na beira do rio.

O bom restaurante Rainha da Selva, na beira do rio.

Após o almoço, voltamos para Manaus. No caminho fomos parados por uma canoa com uma família de caboclos que expunham alguns animais para que pudéssemos fotografar em troca de gorjetas: jacarés, preguiça e uma jibóia com cerca de 3 metros de comprimento. É a maneira que têm de obter alguma renda.

Família de caboclo ganha a vida expondo animais no meio do rio.

Família de caboclo ganha a vida expondo animais no meio do rio.

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