JAIPUR, A CAPITAL DO RAJASTÃO

Mônica passou mal à noite e decidimos não fazer a programação que estava prevista para hoje, para que ela se recuperasse e pudéssemos seguir a viagem a partir de amanhã. Perdemos a visita a Delhi, mas acho que Delhi não é o nosso destino principal. Amanhã a gente continua.

07.03.2010

Saímos do hotel às 8h com destino a Jaipur. Conhecemos o nosso novo colega de viagem, um mexicano chamado Alejandro. A viagem seguiu num Toyota confortável, com 5 pessoas (Nery, Mônica, Alejandro, o guia Nique e o motorista indiano (Manee). Mônica ganhou um bolo de aniversário na saída do hotel e guardamos para a sobremesa do almoço.

A viagem foi longa, passamos por várias aldeias onde pudemos observar o modo de viver dos indianos. Domingo é dia de feira e por isso, nas cidades as ruas estavam lotadas de pessoas e mercados. Nos chamou atenção a presença de camelos domesticados, puxando carroças, como se fossem mulas.

Paramos para almoçar no Castelo Samode, a sede de um antigo feudo no meio da pobreza absoluta, surge como um oásis de riqueza e de poder. Daqui, os antigos Marajás comandavam os seus territórios, arrecadavam impostos e tomavam as decisões. Na década de 60, o governo Indira Ghandi passou a tributar essas riquezas e os palácios dos Marajás e Rajas se transformaram em hotéis, restaurantes, museus, etc.

Nenhum outro estado indiano é tão rico em palácios e fortificações quanto o Rajastão. Após o almoço, (não muito bom) visitamos o palácio e a parte mais importante é a sala dos espelhos, incrustadas de pequenos cristais. São bonitos, também os pátios externos e jardins.

Chegamos a Jaipur e seguimos passeando pela cidade. Logo na chegada nos surpreendemos com os elefantes circulando nas ruas entre carros, camelos, motos, pessoas e muito mais. Paramos numa cooperativa de tapetes, onde assistimos os processos de produção e Mônica comprou um belíssimo tapete com lã da Caxemira por uma pechincha.

Em seguida fomos visitar o Templo de Beerna, um templo moderno, situado numa área mais alta da cidade e que tinha muitos fiéis. A imagem de Ganesha ilustra a entrada do templo.

JAIPUR

Seguimos em direção à cidade murada de Jaipur, a capital do Rajastão. Nenhum outro estado da Índia é tão rico em palácios, fortes, festivais e bazares coloridos, quanto o Rajastão. Jaipur é a capital desse que é o maior estado indiano.

Chamada de cidade cor de rosa, em razão da pintura dos seus prédios na parte antiga da cidade, que é cercada por muralhas. No centro da cidade murada paramos numa esquina e subimos para visitar o Templo Govinda Dev, em homenagem ao Deus Krishna, um templo absolutamente primitivo que fica numa das esquinas da cidade murada de Jaipur. De cima do templo pudemos ter uma idéia do trânsito de Jaipur. Algo indescritível e sem nenhuma organização. Imagens que eu já tinha visto na internet e custava a creditar que fossem verdadeiras. É um caos cultural. Buzinas sem parar e eles acham que se entendem. Na Índia, diferente de outros lugares do mundo eles estimulam a buzina. Todos buzinam o tempo todo.

Não vimos nenhum acidente. Se fosse em qualquer outro lugar do mundo existiram dezenas em pouco tempo.

De repente, o guia Nique nos colocou em uma bicicleta taxi e fomos surpreendidos por um tour louco entre as ruelas do mercado de Jaipur, à noite, no meio do caos e da miséria absoluta da cidade, eu e Mônica numa bicicleta comandada por um indiano que não sabemos de onde apareceu, nem para onde iria. O nosso companheiro mexicano (Alejandro) ia na bicicleta ao lado, também com um olhar assustado. Entregamos o destino a Krishna e sabíamos que iríamos sair dessa. A imagem que tivemos foi de um primitivismo absoluto. A princípio assusta, mas a sensação que fica é de que tudo isso é a Índia. O contraste cultural deixa saudade e uma vontade incrível de voltar. Seguimos depois para um Jantar típico muito ruim, com dancinhas indianas muito ruins.

Seguimos para o hotel de Alejandro e quando estávamos chegando, já não esperando mais nada de civilizado, presenciamos uma cena inusitada. um casamento típico (bodas), de uma família rica indiana, com muita música, danças, banda e pompas, nos jardins do hotel. O noivo morava na Inglaterra, por isso muitos dos convidados eram europeus. Impossível não lembrar da novela – Caminho das Índias.

Seguimos para o nosso hotel, Jai Mahal Palace e fomos surpreendidos mais uma vez. O hotel é cercado por belíssimos jardins, fica num antigo palácio e muito bem decorado. Uma bela hospedagem.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para JAIPUR, A CAPITAL DO RAJASTÃO

  1. Quinho,

    Esse foi o melhor post disparado!
    Amei as fotos e as descrições dos locais, e imaginei tudo, principalmente na parte da bicicleta, já rir…rsrs
    Não pára não!!!

    beijão

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