KATMANDU – Um sonho hippie dos anos 60

Katmandu é a capital do Nepal. Fica num vale fértil, entre as montanhas do Himalaia. Chegar a Katmandu, também era um sonho antigo. Nós que vivemos a geração dos anos 70 e tivemos um pé meio hippie sempre sonhamos com isso. Seguimos para o hotel Soaltee Crowne Plaza. No trajeto para o hotel a impressão de Katmandu é bastante positiva. Mais tranqüila e menos caótica do que as cidades indianas. Menos buzina, menos trânsito e  mais limpa, porém, muito distante de ser uma cidade civilizada.

Praça central de Katmandu

À noite fomos jantar no bom restaurante italiano do hotel.

14.03.2010

Saímos pela manhã para uma visita a Katmandu. Katmandu foi uma “Meca”, para os hippies nos anos 60 e 70, é o ponto de partida para os milhares de alpinistas que vêm testar os desafios do Himalaia, mas quem vai a Katmandu não está no Himalaia e essa é a primeira grande decepção. Fui a Katmandu pensando em ver o Everest, mas de lá, nem sombra do Himalaia.

Antigo ponto de encontro hippie em Katmandu

A primeira parada foi no templo budista de Bouddhnath, construído em forma de estupa (como se fosse um domo de pedra).

Templo budista em Katmandu

Ao redor do templo existem as grandes rodas de oração budista tibetana. Nessas rodas existem palavras sagradas (mantras). As pessoas giram essas rodas e fazem preces em busca de saúde, paz, equilíbrio, etc.  É nessa localidade que vivem os tibetanos refugiados no Nepal.

Imagem de Buda no Templo Bouddhnath

Imagem de Buda no Templo Bouddhnath

Roda de oração budista

Monges tibetanos orando no templo.

No mesmo local visitamos um centro de oração dos monges budistas, e ao redor da praça muitas lojas de artesanato.

Praça ao redor do Templo, onde vivem os refugiados tibetanos.

Artesanato do Nepal

Seguimos em direção ao Pashupatinath um templo hinduísta dedicado ao Deus Shiva em forma de Pagode. Um centro de peregrinação indiana no Nepal. Aliás, a maior parte da população do Nepal é praticante do hinduísmo e não do budismo.

Templo hinduísta Pashupatinath

Imagem de Shiva na entrada do Templo.

Tipos nepalenses

Garota do Nepal

Ao redor do templo existe um rio onde são feitas as cremações dos mortos hiduístas. Assistimos às cremações, o rio é muito mais caótico do que em Varanasi. O cheiro forte de carne queimada fica impregnado no ar.

Corpo preparado para a cerimônia de cremação.

O cheiro forte de carne queimada fica impregnado no ar.

Mulheres assistem à cerimônia de cremação

Casal se banha nas águas imundas do rio

Passamos pela residência dos Sadhus, “Homens Santos”, existem vários deles nos arredores de Pashupatinath, e seguimos o tour em direção a Bhaktapur.

Os Sadhus - Os Homens Santos do Hinduísmo

BHAKTAPUR

Nos tempos antigos a região do Vale de Katmandu estava dividida em 3 principados que desenvolveram áreas em paralelo. Uma dessas áreas era Bhaktapur.

Praça principal de Baktapur

O núcleo histórico da cidade é formado por um conjunto enorme de templos hinduístas em forma de pagode e palácios ricamente decorados. Chamam a atenção, as janelas de madeira. Impressiona também o fato de uma riqueza histórica tão grande está bastante abandonada, ao contrário da Índia, onde os templos estão muito bem preservados.

Os templos são protegidos por imagens de animais mitológicos que seguem em paralelo numa escada ascendente, onde os animais mais fortes vão ficando nos degraus mais altos.

Figuras mitológicas nas escadarias dos templos.

Em alguns templos existem figuras eróticas, que eram colocadas aí para desmistificar o sexo para as pessoas mais jovens e também para proteger os templos dos raios.

Figuras eróticas esculpidas na madeira.

Caminhamos pelas ruelas de Bhaktapur, cheias de lojas de artesanato e antiguidades.

Artesanato em Bhaktapur

Saímos de Bhaktapur e seguimos para Patan.

PATAN

Patan é a segunda cidade histórica daqueles três principados que citei acima. Possui também uma estrutura semelhante à de Bhaktapur. Os príncipes disputavam para ver quem construía mais palácios.

Praça principal de Patan

Patan possui uma grande praça na entrada da cidade histórica, mas os detalhes são muito parecidos com os de Bhaktapur. Sempre cercadas por muitas lojas de artesanato. Almoçamos num restaurante elevado, na praça principal de Patan, de onde se tem uma vista espetacular.

Figura mitológica em Patan

Hanuman, o Deus Macaco

Leões mitológicos

Mulheres carregam tijolos com a cabeça em Patan

Voltamos para o hotel e jantamos mais uma vez no restaurante italiano.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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5 respostas para KATMANDU – Um sonho hippie dos anos 60

  1. JOAO LICUTAN disse:

    COM A AJUDA DE INSTITUIÇÕES ESTRANGEIRAS,ESSE PATRIMONIO MILENAR VEM SENDO PRESERVADO.CABE AGORA RECONSTRUIR.HÁ POVOS RECENTES,QUE NEM MEMÓRIA TEM E TUDO É DESTRUÍDO .

  2. Sandro disse:

    Os Sadhus – Os Homens Santos do Hinduísmo são homens aproveitadores, cheio de malícias, onde infelizmente mães por falta de intendimento chega a pagar para essas depravados, a estuprarem crianças de 1 até 3 anos de idade. Gente se liga, não falo de religião e sim de aproveitadores fantasiadores de doutrinas que são mentirosos.

  3. Ivan Cavalier Vitral disse:

    privilégio conhecer as maravilhas e diversidades do mundo. Abraços.

  4. Cati disse:

    Achei esse povo bem esquisito.
    VocÊ não teve medo não? rsrs

    Gostei do texto!

  5. Viviane de Santana Vidal disse:

    Lindas fotos, como sempre.
    Muito curioso tudo.
    Vc jantou 2x no restaurante italiano. Rs Mas chegou a comer a comida do Nepal?
    Bjs

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