A FESTA DE NETUNO

Na manhã do segundo dia chegamos a Recife. O visual de Recife vista do mar não rivaliza com Salvador, mas algumas intervenções urbanas próximas à área do porto mostram o crescimento da cidade.

CHEGADA A RECIFE

A entrada do navio no porto é complicada, mas isso é problema do piloto. O porto de Recife consegue ser pior do que o de Salvador, o desembarque é lastimável e nos mostra o quanto precisamos de investimento para melhorias no turismo de navios no Brasil.

Como a viagem foi montada às pressas, esquecemos algumas coisas. Ao invés de fazer turismo em Recife, fomos ao Shopping para comprar aquilo que tínhamos esquecido. À tarde estávamos seguindo para a Travessia do Atlântico.

Foram cinco dias de navegação contínua. Procuramos criar uma rotina para não ficarmos entediados. Pela manhã tentamos ir para a academia do navio, mas era impraticável. Muita gente, fila para todos os equipamentos. Desistimos da academia e a solução foi utilizarmos o deck do navio para corridas e caminhadas. No deck 7 havia uma pista que circundava todo o navio, tinha aproximadamente 400m o que nos permitia correr e caminhar 4 km por dia.

À noite variávamos um pouco e alternávamos os bares. No navio havia um excelente bar de vinhos, com um piano muito bem executado. Outros bares ficavam próximos à pista de dança e de vez em quando arriscávamos a sorte no bom cassino do “Música”. No Teatro tinha shows todos os dias. Era outro programa interessante, além da serenata no deck da piscina.

Quando acordamos, na primeira manhã após a saída de Recife, estávamos passando ao lado do Arquipélago de Fernando de Noronha. As ilhas são lindas vistas do mar. Não houve parada, somente algumas fotos e a sensação de que o Brasil estava ficando para trás.

No terceiro dia de navegação passamos pela Linha do Equador. As mudanças climáticas eram visíveis e a viagem se tornava uma aula viva de geografia. Correntes marinhas, ventos, mudanças de fusos horários, calmarias e chuvas torrenciais eram testemunhas dessa dinâmica.

NÚVENS DENSAS DE CHUVA QUANDO PASSAMOS PELA LINHA DO EQUADOR

Quando passamos pela Linha do Equador, o navio organizou uma grande festa no deck das piscinas: A Festa de Netuno é um momento de grande descontração, em que boa parte dos passageiros a bordo participam, jogando farinha de trigo e outras lambuzeiras, uns nos outros e tudo termina numa grande festa.

A Festa de Netuno

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para A FESTA DE NETUNO

  1. Cati disse:

    Nossa, esse Atlântico estava lotado.
    To ansiosa p/ vc chegar no Chile! rs
    Amei a ft das nuvens densa.
    =)

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