O CASTELO DE AMBOISE E O CLOS-LUCÉ, A MORADA DE LEONARDO DA VINCI

Em nossa visita ao Vale do Loire, escolhemos Blois, nas margens do rio, como ponto de partida para as nossas jornadas. O motivo foi a localização estratégica, pois a cidade fica numa posição bem central em relação às atrações que iríamos ver.

Ponte sobre o Rio Loire em Blois

Ponte sobre o Rio Loire em Blois

Deixamos o carro no hotel e descemos andando pelas ladeiras de Blois em busca de um restaurante. A cidade estava surpreendentemente vazia, pouco movimentada. O nosso hotel ficava na parte alta de Blois e as ladeiras são íngremes, o movimento maior de pessoas fica na parte baixa, acho que tudo isso contribuiu para que não tivéssemos uma impressão tão boa da cidade.

A cidade de Blois

A cidade de Blois

Blois fica nas margens do Rio Loire e teve o seu apogeu a partir do século XV, quando passou a ser domínio real e sede da realeza. O Castelo de Blois é o monumento mais importante da cidade e teve a sua origem num passado remoto do século IX, pertenceu a inúmeros senhores feudais até chegar aos Duques de Blois. Em 1498, um deles se torna Rei e Blois passa ser a sede do reinado de Luís XII. Cem anos depois, Henrique IV transferiu a corte para Paris e a importância de Blois diminuiu bruscamente.

O Castelo de Blois no centro da cidade

O Castelo de Blois no centro da cidade

Decidimos começar o dia seguinte pela cidade de Tours, que fica no “coração” do Vale do Loire, de onde partiríamos para ver os primeiros Castelos. Tours é uma das mais importantes cidades do Vale do Loire, possui aproximadamente 150 mil habitantes. Uma população universitária jovem, que anima a cidade.

As cerejeiras na primavera de Tours

As cerejeiras na primavera de Tours

No século XV, Luís XI fez de Tours a capital da França, posição que ela rivalizou com Blois. A cidade sofreu muito durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi recuperada a partir da década de 60.

O centro medieval de Tours

O centro medieval de Tours

A cidade fica nas margens dos rios Cher e Loire. O centro histórico da cidade é medieval e conhecido pelas casas com madeirame, pátios escondidos e torres vergadas.

As casas de madeirame no centro medieval de Tours

As casas de madeirame no centro medieval de Tours

Os destaque ficam por conta da Catedral de Saint Gatien com seus vitrais maravilhosos e do Museu de Belas Artes localizado no antigo palácio do arcebispo, com um belíssimo Cedro do Líbano no jardim.

A Catedral Saint Gatien de Tours

A Catedral Saint Gatien de Tours

Saímos de Tour  e seguimos para Amboise, onde fomos visitar o Castelo que leva o nome da cidade e o Castelo Clos-Lucé que serviu de morada para Leonardo da Vinci.

O Castelo de Amboise

O Castelo de Amboise

O Castelo de Amboise fica numa situação privilegiada e bastante protegida, no alto de uma colina, às margens do Rio Loire, de onde se tinha uma ampla visão do rio. O acesso se dá por uma grande rampa que era utilizada para a subida de homens e cavalos.

A visão do Rio Loire a partir do Castelo de Amboise

A visão do Rio Loire a partir do Castelo de Amboise

Um dos principais moradores do Castelo de Amboise foi Francisco I, que levou Leonardo da Vinci para Amboise em 1515 e teve a sua companhia nos últimos anos de vida do artista. Leonardo da Vinci se tornou conselheiro e era protegido por Francisco I. Está enterrado aí no Castelo de Amboise, na Capela de Saint Hubert, pequena e charmosa é uma obra prima da arquitetura gótica.

A charmosa capela de Saint Hubert

A charmosa capela de Saint Hubert

A imagem de Francisco I o patrono de Leonardo da Vinci

A imagem de Francisco I o patrono de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci

Saímos do castelo de Amboise e seguimos andando para a segunda atração da cidade, o Castelo de Clos-Lucé, que serviu de morada para Leonardo da Vinci e onde está em exposição, várias maquetes de criações feitas pelo artista, como tanques de guerra, paraquedas, bicicletas, etc.

O Castelo Clos-Lucé onde viveu Leonardo da Vinci

O Castelo Clos-Lucé onde viveu Leonardo da Vinci

Leonardo chegou a Amboise com três das sua pinturas mais famosas: Monalisa, Sant’Ana e São João Batista. Aí ficou até o fim da sua vida em 1519. Viveu e trabalhou em Clos-Lucé. Diz-se que o Clos-Lucé está ligado ao Castelo de Amboise por uma passagem subterrânea.

A maquete do Tanque de Guerra de Leonardo da Vinci

A maquete do Tanque de Guerra de Leonardo da Vinci

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para O CASTELO DE AMBOISE E O CLOS-LUCÉ, A MORADA DE LEONARDO DA VINCI

  1. Moysés Fraga disse:

    A vontade é de poder tirar um ano inteiro de férias e aproveitar cada milímetro quadrado e cada segundo de lugares assim! Fantástico!

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