O AZUL DE ZANZIBAR

26 de junho de 2005

Deixamos Nairobi com um aperto no peito, após doze dias de emoções e imagens espetaculares nas savanas do Quênia e da Tanzânia, mas a viagem continuava, pois decidimos aproveitar a oportunidade de já estarmos tão longe de casa, para conhecer Zanzibar. Era um roteiro de extensão que casava perfeitamente com o que estávamos fazendo.

O mar de Zanzibar.

O mar de Zanzibar.

Pegamos um voo para Stone Town, a parte antiga da capital do Zanzibar, com uma conexão rápida em Dar El Salam, capital da Tanzânia. Chegamos em Stone Town no final da tarde e o aeroporto simples, primitivo e pequeno já impressionava pelas condições típicas do lugar. Pegamos um “transfer” para o hotel no centro antigo, onde chegamos à noite.

O centro antigo de Zanzibar.

O centro antigo de Zanzibar.

O hotel era interessante. Ficava numa posição bem central e na beira do mar. O nosso guia marcou um city tour para o dia seguinte.

O minarete da mesquita de Zanzibar.

O minarete da mesquita de Zanzibar.

Estávamos encantados com a perspectiva de estarmos em Zanzibar, sabíamos pouco sobre o lugar, mas a força da música “Zanzibar, As Cores”, cantada pelo grupo A Cor do Som mexia com a nossa imaginação e nos deixava ansiosos para conhecer o Azul de Zanzibar. Soubemos lá que Zanzibar é a terra natal de Freddie Mercury e isso aumentou o conteúdo poético da viagem.

O Azul de Zanzibar.

O Azul de Zanzibar.

O arquipélago tem uma história antiga, é formado por duas ilhas maiores: Zanzibar e Pemba. Foi um porto estratégico nas rotas comerciais entre a Europa e a Ásia e funcionou também como porto de exportação de escravos. A princípio para os países do Oriente Médio e para a Europa e posteriormente para a América. Hoje Zanzibar é um território semiautônomo que pertence à Tanzânia.

Jovem Masai tomando banho de mar em Zanzibar.

Jovem Masai tomando banho de mar em Zanzibar.

Pela manhã saímos a pé para o city tour, pois a localização central do hotel tornava isso possível. Zanzibar é um território muçulmano e as roupas ocidentais de um verão tropical de Mônica, minha mulher e Tess, minha filha despertavam a curiosidade dos homens por onde passávamos.

City Tour simples em Zanzibar.

City Tour simples em Zanzibar.

O tour era simples. Fomos ao mercado local, que para nós não trazia muitas novidades, pois o que se vende na feira é semelhante ao que temos por aqui. É um turismo para europeus, pois para nós não é inusitado ver banana, manga, bichos vivos, etc., expostos numa feira livre.

O mercado de Stone Town.

O mercado de Stone Town.

Vimos alguns prédios coloniais onde a influência da arquitetura árabe é bastante forte e fomos a uma antiga prisão onde ficavam os escravos antes de embarcarem para os países do Novo Mundo. A prisão foi transformada hoje em mercado de artesanatos. Esse foi o local mais típico e mais interessante do passeio.

A tragédia do tráfico de escravos presente em Zanzibar.

A tragédia do tráfico de escravos presente em Zanzibar.

O nosso olhar, porém não saia do mar, onde o famoso “Azul de Zanzibar”, nos encantava. A chegada e saída de barcos primitivos cheios de pessoas e mercadorias fazia com que a imaginação nos levasse ao antigo porto frenético da época áurea do comércio por rotas marítimas entre a Europa e a Ásia.

O sobe e desce dos barcos no porto de Zanzibar.

O sobe e desce dos barcos no porto de Zanzibar.

Depois do tour pegamos um carro e seguimos para o destino final no arquipélago, que foi o Resort Breezes Beach Club & Spa, uma cadeia Jamaicana presente em vários lugares charmosos do mundo. A viagem até o Breezes levou cerca de uma hora e no caminho paramos em algumas barreiras do exército, o que nos mostrava que a situação política em Zanzibar andava tensa.

O Super Clubs Breezes de Zanzibar.

O Super Clubs Breezes de Zanzibar.

Chegamos no hotel e corremos para o mar. O azul espetacular tinha a areia da praia como uma moldura branca perfeita. As fotos eram maravilhosas, mas foi uma decepção quando tocamos o pé na areia, pois na verdade, para a nossa surpresa era um manguezal, só que de cor absolutamente branca. Bonito, mas não podíamos caminhar como gostaríamos. Ao andar a pegada penetrava na areia e os corais feriam os pés.

A praia de Zanzibar.

A praia de Zanzibar.

Caminhamos um pouco, apenas o que foi possível, mas voltamos para a frente do hotel, onde a quantidade de corais também dificultava o banho de mar. O jeito foi ficar na piscina, e aí outra decepção. Como o país é muçulmano, não havia música nem bebidas por aí. O jeito foi apelar para o entretenimento que estava na mochila. Pegamos um baralho e passamos dois dias jogando cartas na beira da piscina.

O mar de Zanzibar

O mar de Zanzibar

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para O AZUL DE ZANZIBAR

  1. Ana Beatriz disse:

    Olá, estou fazendo um trabalho de geografia, do terceiro ano do EM.
    Gostaria de saber mais sobre a desigualdade social em Zanzibar.
    Obrigada

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