MACHU PICCHU – “A CIDADE PERDIDA DOS INCAS”

31 de julho de 2013

Acordamos bem cedo, antes do sol nascer e seguimos para Machu Picchu, A Cidade Perdida dos Incas. Teríamos um dia de fortes emoções. O objetivo era ver o sol nascer no interior das ruínas e ver a luz lentamente iluminar a face das montanhas que cercam o “santuário”.

O sol nascendo em Machu Picchu

O sol nascendo em Machu Picchu

Subimos direto para a “Cabana do Guardião”, uma espécie de sentinela avançada da antiga cidade. É de lá que se tem as melhores vistas do conjunto completo de Machu Picchu. O dia estava maravilhoso e a luz ajudava nas fotos. A melhor época para conhecer Machu Picchu é de abril a novembro, quando o tempo seco favorece a visita. De dezembro a março chove bastante e pode haver problemas de acesso às ruínas.

A Cabana do Guardião.

A Cabana do Guardião.

Machu Picchu, que significa “Velha Montanha” no idioma antigo dos Incas (quéchua), é uma construção espetacular. Um conjunto de ruínas de uma cidade pré-colombiana, escolhida pela UNESCO, como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade e hoje, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

A Cidade Perdida de Machu Picchu.

A Cidade Perdida de Machu Picchu.

Quem visita Machu Picchu pode ter a opção de subir a trilha da montanha que compõe o complexo (Huayna Picchu). Precisa comprar um ticket especial e reservar com antecedência, pois são apenas 400 pessoas por dia e costuma estar esgotado com alguns meses de antecedência. 200 pessoas sobem entre 7 e 8 horas da manhã e outras 200 entre 10 e 11 horas. Se tiver chance vá no horário mais cedo pois o sol pode castigar.  A trilha é difícil, mas não impossível. Não tínhamos comprado os tickets e ficamos de fora desse programa.

A montanha Huayna Picchu

A montanha Huayna Picchu

A cidade fica localizada no topo de uma montanhas a 2.400 metros de altitude, no Vale do Rio Urubamba. Foi mandada construir por Pachacútec, o nono  e o mais importante dos Incas, que reinou de 1438 a 1471, para ser uma morada real escondida e protegida e/ou um santuário de orações.

As ruínas de Machu Picchu

As ruínas de Machu Picchu

Os conquistadores espanhóis não conheceram Machu Picchu e por isso as ruínas da cidade sobreviveram ao tempo e aos saques. A “Cidade Perdida dos Incas” só foi revelada ao mundo em 1911 depois que foi “descoberta” pela expedição do historiador americano Hiram Bingham, patrocinada pela Universidade de Yale.

Machu Picchu

Machu Picchu

Hiram Bingham veio à América do Sul para realizar estudos sobre Simon Bolívar e sobre o General San Martin que comandaram as batalhas pela independência da América Espanhola. Bingham foi a Cusco e lá teve notícias sobre a existência de uma capital dos Incas (Vilcabamba), escondida no meio da floresta e que foi o centro de resistência dos Incas na luta contra os espanhóis.

O Templo do Sol em Machu Picchu

O Templo do Sol em Machu Picchu

Na tentativa de encontrar Vilcabamba, Hiram Bingham seguiu mata a dentro, passando por desfiladeiros entre as montanhas e guiado por camponeses que conheciam os caminhos de Machu Picchu, chegando lá em 24 de julho de 1911. Quando chegou a Machu Picchu, a cidade estava invadida pela floresta e infestada de cobras. As ruínas impressionaram e Hiram Bingham se dedicou a estudar Machu Picchu nos anos seguintes, realizando expedições em 1912, 1914 e 1915. Escreveu um livro sobre a “descoberta”, denominado A Cidade Perdida dos Incas.

Ruínas de Machu Picchu

Ruínas de Machu Picchu

Hiram Bingham retirou de Machu Picchu centenas de caixas com objetos de cerâmica, bronze, cobre, prata e pedra. Esse objetos traduzem a essência da cultura Inca e possuem um valor inestimável. Foram encaminhados à Universidade de Yale nos EUA, que havia patrocinado as expedições.

Placa comemorativa em homenagem a Hiram Bingham

Placa comemorativa em homenagem a Hiram Bingham

Os peruanos têm um caso de amor e ódio de Hiram Bingham, pois reconhecem a importância das suas expedições, no sentido de ter revelado ao mundo e ao próprio Peru as riquezas de Machu Picchu, mas acham que os objetos foram saqueados. Hoje reivindicam da Universidade de Yale e do governo americano que devolvam o acervo. No governo de Barak Obama alguns objetos começaram a ser devolvidos e hoje encontram-se em Cusco, enquanto aguardam a construção de um museu em Machu Picchu.

Ruínas de Machu Picchu

Ruínas de Machu Picchu

Machu Picchu foi abandonada pelos Incas no início do século XVI e ainda não estava totalmente concluída. A grande maior parte do que existe hoje foi reconstruído, estima-se que apenas cerca de 30% é original.

Ruínas de Machu Picchu

Ruínas de Machu Picchu

A cidade tem duas grandes áreas. Uma agrícola representada pelos terraços que aparecem como escadarias construídas na declividade do terreno e lugares de armazenamento de alimentos e outra urbana, representada por casas, templos, praças, etc.

Os terraços agrícolas de Machu Picchu

Os terraços agrícolas de Machu Picchu

Tudo em Machu Picchu impressiona, mas chama a atenção a perfeição com que os blocos de pedra eram encaixados uns nos outros, sem o uso de argamassa. Algumas estruturas evidenciam os conhecimentos de astronomia dos Incas, como a determinação das posições de solstícios de verão e de inverno.

A perfeição no encaixe das pedras.

A perfeição no encaixe das pedras.

A cidade foi construída com uma técnica que lhe protegia dos terremotos  comuns na região e um sistema de drenagem que evitava desmoronamentos por causa da chuva. Várias camadas de pedras com tamanhos diferentes eram sobrepostas permitindo a infiltração e escoamento natural da água da chuva em canais de drenagem.

As construções em trapézio eram à prova de terremotos.

As construções em trapézio eram à prova de terremotos.

Finalizamos a visita a Machu Picchu no final da manhã. Pegamos o ônibus para Água Calientes onde tomamos o trem Vistadome para Cusco. São quatro horas de paisagens dramáticas e estonteantes.

O trem Vistadome

O trem Vistadome

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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3 respostas para MACHU PICCHU – “A CIDADE PERDIDA DOS INCAS”

  1. Anônimo disse:

    realmente excelente seu artigo. Obrigado. Ivone

  2. Jonas Cavalcante Ferreira disse:

    Em breve estaremos ai.

  3. simpresmente maravilhoso .eu gostaria e muito em faser uma visita a esse lugar lindo .mas eu acho isso muito impocivel eu um dia vou la nem que for no sonho mas eu vou.

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