O EMOCIONANTE ENCONTRO COM O RIO SOLIMÕES

24 de abril de 2015.

Esse foi o nosso último dia no Cruzeiro do Iberostar Grand Amazon, pelo Rio Negro. Acordamos cedo mais uma vez, para ver o fenômeno do Encontro da Águas entre os rios Negro e Solimões. O Grand Amazon passou pela área em que os rios se encontram ente 6 e 6:15h e precisávamos estar lá para ver.

As águas negras e paradas do Rio Negro contrastam com as águas barrentas do Amazonas

As águas negras e paradas do Rio Negro contrastam com as águas barrentas do Solimões

A coloração barrenta do Rio Solimões contrasta com a coloração escura do Rio Negro e os dois rios, a princípio não se misturam, por causa da diferença de densidade entre as duas águas. O contraste é evidente e gera um fenômeno natural interessante. Os rios permanecem juntos e separados por muitos quilômetros. Somente mais abaixo é que as suas águas vão se misturando.

O "Encontro das Águas".

O “Encontro das Águas”.

O navio ancorou em Manaus às 8h da manhã. Antes de seguir para o aeroporto, saímos para um passeio em direção ao Rio Solimões, organizado pelos guias do navio. Esse programa foi opcional, não estava no pacote do navio.

Chegando ao Porto de Manaus.

Chegando ao Porto de Manaus.

O encontro com o Rio Solimões, num barco pequeno, evidencia ainda mais o gigantismo do rio. O Solimões é o próprio Rio Amazonas. Ele nasce no Peru, no alto da Cordilheira dos Andes, nas nascentes do Rio Ucayali. Entra no Brasil com o nome de Solimões e somente passa a se chamar Amazonas a partir do encontro com o Rio Negro.

O emocionante encontro com o Rio Solimões.

O emocionante encontro com o Rio Solimões.

Fizemos uma primeira parada numa casa de caboclo, na beira de um igarapé, no Rio Solimões, onde vimos uma pequena criação de pirarucus. O caboclo cria os pirarucus em cativeiro e com isso tem a autorização do IBAMA para realizar o abate, quando os peixes alcançam mais de 1,5 metros de comprimento.

A casa do caboclo na beira do rio.

A casa do caboclo na beira do rio.

Participamos de uma simulação de pesca ao pirarucu. O caboclo coloca um pedaço de peixe numa pequena corda amarrada numa vara, simulando uma pescaria. O pirarucu é um gigante, agarra a isca com força, até conseguir retirá-la da amarração.

A simulação da pesca do pirarucu.

A simulação da pesca do pirarucu.

A família do caboclo na beira do rio é numerosa. As crianças circulam livremente, com desenvoltura, sobre as tábuas, perfeitamente adaptadas a essa condição.

As crianças circulam tranquilamente sobre as palafitas.

As crianças circulam tranquilamente sobre as palafitas.

Uma das moradoras carregava um bicho-preguiça de estimação e pedia um trocado para que ele fosse fotografado.

O bicho-preguiça de estimação.

O bicho-preguiça de estimação.

Na cabana a família vendia também um artesanato simples, mas que ajudava na sustentação daquela pequena comunidade.

Artesanato simples dos caboclos.

Artesanato simples dos caboclos.

Seguimos adiante, atravessamos vários “furos” entre os rios Negro e Solimões. Os “furos” são passagens de água interligando dois ou mais rios. Como a Amazônia é muito plana, essa formação geológica favorece a formação dos “furos”.

Atravessando os "furos" do Rio Solimões.

Atravessando os “furos” do Rio Solimões.

Nos caminhos entre igarapés, igapós e furos, vimos garças brancas, jaçanãs, garça maguari ou garça cinzenta, gaviões e árvores seculares

Árvores gigantescas nos igapós.

Árvores gigantescas nos igapós.

Encontramos as maravilhosas vitórias-régia, que podem chegar até 1,8 metros de diâmetro. A vitória-régia é um dos símbolos da Amazônia. A sua folha gigantesca, que pode chegar até a 2,5 metros de diâmetro, pode suportar até 40 quilos se forem bem distribuídos sobre a planta.

A maravilhosa vitória-régia.

A maravilhosa vitória-régia.

Ela produz uma bela flor que pode aparecer em colorações diferentes: branca, lilás, roxa, rosa e amarela. São muito mais comuns nas águas barrentas do Solimões e Amazonas.

A flor da vitória-régia

A flor da vitória-régia

O Solimões é um rio mais cheio de vida, pois a água menos ácida possibilita muito mais peixes que o Rio Negro. Mais peixes, mais aves e mais população ribeirinha, que vive desses recursos do rio.

Palafitas aparecem em quantidade ao longo dos rios.

Palafitas aparecem em quantidade ao longo dos rios.

Circulando pelo Rio Solimões, vimos muitas comunidades ribeirinhas nas margens do rio. Paramos num restaurante flutuante para almoçar. Na realidade um centro integrado para turismo. Restaurante, observação da floresta, macacos e vitória-régia. A comida era excelente. Almoçamos por aí.

O bom restaurante Rainha da Selva, na beira do rio.

O bom restaurante Rainha da Selva, na beira do rio.

Após o almoço, voltamos para Manaus. No caminho fomos parados por uma canoa com uma família de caboclos que expunham alguns animais para que pudéssemos fotografar em troca de gorjetas: jacarés, preguiça e uma jibóia com cerca de 3 metros de comprimento. É a maneira que têm de obter alguma renda.

Família de caboclo ganha a vida expondo animais no meio do rio.

Família de caboclo ganha a vida expondo animais no meio do rio.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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