A CRATERA DO NGORONGORO NA TANZÂNIA

11 de agosto de 2015

Chegamos à Cratera do Ngorongoro, na Tanzânia, no final da tarde. A região é uma Área de Conservação Nacional. É um conceito um pouco diferente de um Parque Nacional, pois nas Áreas de Conservação é possível a convivência e exploração econômica por parte dos grupos que vivem na região, obviamente respeitando as regras de preservação ambiental.

Maquete da Cratera do Ngorongoro.

Maquete da Cratera do Ngorongoro.

A Cratera do Ngorongoro é uma das maiores atrações turísticas da Tanzânia. O Ngorongoro é um vulcão extinto, de bordas altas e profundas. No interior da cratera a topografia plana cheia de vegetação gramínea é um paraíso para os animais herbívoros que não precisam sair daí e que por sua vez, são uma forte atração para os predadores. No Ngorongoro a cadeia alimentar e a “farra” da vida, estão completas. Isso faz da cratera um dos lugares mais fascinantes da África.

A vista do Ngorongoro é impressionante e aumenta a expectativa.

A vista do Ngorongoro é impressionante e aumenta a expectativa.

O Ngorongoro é um lugar de pastagens e caça dos guerreiros Masai. É apelidado de “A Arca de Noé”, devido à grande variedade e quantidade de animais que vivem dentro do vulcão extinto. Acredita-se que quase todas as espécies de animais da África aparecem aí representadas, num ecossistema pouco afetado pelo homem.

Os Masai costumam levar os seus rebanhos para pastar no interior da cratera.

Os Masai costumam levar os seus rebanhos para pastar no interior da cratera.

O vulcão está a 2.236m acima do nível do mar e é considerado a maior caldeira vulcânica desmoronada do planeta. Possui cerca de 20 km de diâmetro e uma superfície de 300 quilômetros quadrados. Os paredões que descem ao fundo da cratera têm 600 metros de altura. Esse paredões retêm a umidade e tornam a região muito chuvosa.

Os paredões na borda da cratera são íngremes.

Os paredões na borda da cratera são íngremes.

A altura dos paredões dificulta a entrada e saída de alguns animais, como a girafa, que por possuir pernas longas e desengonçadas, raramente são vistas no Ngorongoro. Como o ecossistema é equilibrado e a vegetação é exuberante o ano inteiro, muitos animais não precisam sair da cratera. Os leões, por exemplo, chegam a apresentar problemas de consanguinidade por causa de múltiplos cruzamentos dentro do mesmo grupo, o que diminui a resistência genética e torna o grupo mais vulnerável.

Um belo búfalo no Ngorongoro.

Um belo búfalo no Ngorongoro.

No fundo da Cratera existem apenas elefantes machos e solteiros, pois as fêmeas andam em grandes grupos e no Ngorongoro não haveria comida suficiente para grupos assim. As rotas migratórias das manadas de elefantes evitam a Cratera.

Um velho elefante macho e solteiro.

Um velho elefante macho e solteiro.

Na borda da Cratera, existe uma estrada que circunda toda a área, e 4 hotéis em posições diametralmente opostas. Dos hotéis é possível ter uma bela vista da região. A região pode ser visitada o ano inteiro, porém os meses de abril e maio são mais chuvosos, danificam estradas e pode haver interrupção do acesso ao interior do Ngorongoro.

A estrada que circunda a borda da cratera.

A estrada que circunda a borda da cratera.

Dos hotéis partem as Land Rover e Jeeps, para os safaris. Ficamos hospedados no excelente Hotel Serena Lodge Cratera do Ngorongoro, que possui uma vista espetacular para a cratera.

Os carros de safari no Ngorongoro.

Os carros de safari no Ngorongoro.

À noite, antes do jantar, assistimos a uma apresentação folclórica dos Masai que vivem próximos ao hotel. No dia seguinte iríamos descer ao fundo da cratera para fazer um safari fotográfico de dia inteiro.

Os guerreiros Masai foram se apresentar para os hóspedes do hotel, antes do jantar.

Os guerreiros Masai foram se apresentar para os hóspedes do hotel, antes do jantar.

Avestruz no Ngorongoro.

Avestruz no Ngorongoro.

 

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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