WASHINGTON, A CIDADE DOS MUSEUS

24 de março de 2016

Destinamos esse dia para visitar alguns dos museus do complexo Smithsonian, que ficam nos arredores da região conhecida como The Mall, um grande “boulevard” cercado por elegantes residências diplomáticas, com um “que” de arquitetura parisiense, delimitado por largas avenidas e que ligam o Capitólio ao Monumento a Washington.

O The Mall.

O The Mall.

O britânico James Smithson nunca visitou os EUA, apesar disso, em 1836, doou toda a sua fortuna e acervos que colecionava para o Fundo de Washington, em nome do Instituto Smithsonian, com o compromisso de que seria utilizada para a construção de museus e que esses deveriam ser gratuitos para a visitação pública e administrados pelo governo Norte Americano.

Um grande complexo de museus no The Mall.

Um grande complexo de museus no The Mall.

O resultado de tudo isso foi o surgimento da fundação Smithsonian e a criação de um complexo gigantescos de museus, que acabou se transformando na “cara” da cidade de Washington. O Castelo Smithsonian fica no centro do The Mall e no meio do complexo de museus. O edifício laranja, de arquitetura vitoriana é a sede do Instituto Smithsonian.

O Castelo Smithsonian.

O Castelo Smithsonian.

São dezenas de museus e galerias, com os mais variados temas. Desde o Museu da História Americana até galerias de arte contemporânea, como o Hirshhorn Museum. A maioria desses museus e galerias aparecem ao longo do The Mall.

O Museu Nacional da História Americana.

O Museu Nacional da História Americana.

O primeiro que visitamos foi o Museu Nacional da História Americana, que possui um acervo relacionado ao passado do país. Escolhemos o Museu Nacional da História Americana pelo caráter exclusivo. Somente aqui encontraríamos um Museu com esse tipo de acervo. Apresenta uma série de alas destinadas à história dos Estados Unidos. Começamos a visita pelo último nível, onde aparecem as salas dedicadas às guerras enfrentadas pelo país. Essa ala é denominada “O Preço da Paz”, a maior exibição desse andar.

Uma ala dedicada às guerras nas quais os EUA se envolveu.

Uma ala dedicada às guerras nas quais os EUA se envolveu.

As guerras aparecem numa sequência cronológica, a começar pela Guerra da Independência dos Estados Unidos, depois as guerras contra os franceses e contra os índios, a Guerra da Secessão (A Guerra Civil Americana). Existem ilustrações, mapas, documentos, cartazes e muito mais elementos dedicados à preservação da memória desses momentos da história do país.

Fotografias e mapas ilustram a ala “O Preço da Paz”

Fotografias e mapas ilustram a ala “O Preço da Paz”

Na sequência vem as alas destinadas à Primeira e à Segunda Guerra Mundial, com destaque para a participação dos Estados Unidos nessas duas guerras: a guerra no Pacífico e na Europa. A destruição de Hiroshima está presente numa grande foto do Museu. Merecem destaque também a Guerra do Vietnam e a Guerra da Coréia.

Soldado americano na Guerra do Vietnam.

Soldado americano na Guerra do Vietnam.

Existe no Museu da história americana, uma seção dedicada aos presidentes dos Estados Unidos e outra para as Primeira Damas. Destaque para o Presidentes que morreram durante o mandato, sendo que quatro deles foram assassinados: Abraão Lincoln, e John Kennedy os mais famosos.

Uma ala inteira dedicada aos presidentes americanos e às primeira-damas.

Uma ala inteira dedicada aos presidentes americanos e às primeira-damas.

Um andar inteiro é destinado à evolução industrial americana, com destaque para a energia elétrica e para o desenvolvimento do sistema de transportes (trens, ônibus e automóveis).

A história da evolução da sociedade americana.

A história da evolução da sociedade americana.

Saímos daí e continuamos andando para o segundo museu que iríamos visitar. Caminhar pelo The Mall já é uma delícia. Uma enorme avenida, com parques, jardins, uma vista privilegiada. De um lado o Capitólio, do outro o Obelisco (Memorial a Washington).

Caminhar pelo The Mall é uma delícia.

Caminhar pelo The Mall é uma delícia.

No caminho, o Hirshhorn Museum, uma grande galeria de arte moderna e contemporânea. A arquitetura moderna do prédio desse museu já chama a atenção. Lembra um “disco voador”. Na área externa, o Museu continua com os Jardins das Esculturas, com obras espetaculares de Alexander Calder, Auguste Rodin, Henri Matisse e muitos outros.

O Parque das Esculturas do Hirshhorn Museum

O Parque das Esculturas do Hirshhorn Museum

O segundo que visitamos foi o. Um dos mais concorridos do complexo Smithsonian. Na Semana Santa, quando estávamos em Washington, acontece um longo feriado nacional para as escolas americanas, o “Spring Break”. A cidade estava lotada de estudantes e famílias que foram aproveitar o feriado prolongado. O Museu Aero Espacial era o preferido da meninada.

O Museu Nacional Aero Espacial estava lotado.

O Museu Nacional Aero Espacial estava lotado.

O Museu é formado por imensos salões, amplos, que se adequam à exposição de aviões, balões, foguetes, etc. É o maior museu sobre esse tema que existe no Mundo. Possui áreas destinadas às conquistas espaciais americanas, onde aparecem reproduções e peças originais dos módulos espaciais que foram até a lua, marte e outras aventuras capitaneadas pela NASA. Dentre eles o módulo da Apolo 11, que trouxe de volta os astronautas que pisaram na lua pela primeira vez: Aldrin, Collins e Armstrong.

O módulo de comando da Apolo 11

O módulo de comando da Apolo 11

Outro destaque do Museu Nacional Aero Espacial fica para os aviões que participaram da Segunda Guerra Mundial, como o que foi utilizado pelos Kamikazes japoneses no ataque a Pearl Harbour. Existem exemplares dos destaque americanos, ingleses e alemães na Segunda Guerra também.

Aviões que fizeram a história das guerras pelo Mundo.

Aviões que fizeram a história das guerras pelo Mundo.

Num dos salões do museu aparece uma mostra fotos e pedaços de rochas tiradas do solo lunar. O Museu é interativo e bem ilustrado. Chama a atenção as representações dos planetas do Sistema Solar.

Representação do Sistema Solar

Representação do Sistema Solar

O último que visitamos foi o Museu Nacional dos Índios Americanos dedicado a história dos povos nativos das Américas e das principais tribos americanas, os conflitos com os descendentes de europeus ao longo da ocupação do território, sobretudo relacionado com a conquista do Oeste. Personagens antológicos da história indígena dos Estados Unidos, como o Apache Gerônimo e o Sioux Cavalo Louco, estão aí representados.

Fotos históricas no Museu Nacional dos Índios Americanos

Fotos históricas no Museu Nacional dos Índios Americanos

No Museu do Índio Americano, é possível comprar artesanato das principais tribos indígenas, como os Najavos e os Sioux. Existe uma ala também destinada aos povos pré-colombianos das Américas.

Artesanatos e reproduções no Museu Nacional do Índio Americano.

Artesanatos e reproduções no Museu Nacional do Índio Americano.

À noite fomos jantar no 701, um bom restaurante, com cozinha internacional e música ao vivo, na área mais agitada de Washington. Avenida Pennsilvania, 701.

Detalhe no Museu Nacional da História Americana.

Detalhe no Museu Nacional da História Americana.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para WASHINGTON, A CIDADE DOS MUSEUS

  1. mariel disse:

    Gente, que viagem, que post, que cidade legal

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