A CIVILIZAÇÃO MAIA

06 de março de 2017

Adquirimos uma excursão para Chichen Itzá no próprio lobby do hotel, onde várias agências oferecem programas para os hóspedes. A infraestrutura do turismo receptivo de Cancun é excelente. São muitos hotéis, muitos turistas e muitas opções de passeios. Pegamos um ônibus na porta do hotel às 7:30h e seguimos direto para uma estação de transbordo dessas empresas de receptivo. Os ônibus chegam dos mais diversos hotéis trazendo centenas de turistas, que vão sendo transferidos para outros ônibus onde são divididos de acordo com o passeio adquirido, idioma, etc. Entramos num dos ônibus que iria para Chichen Itzá e escolhemos o idioma espanhol. Seria mais fácil de entender. Não existiam opções exclusivas em português.

A pirâmide Maia de Chichen Itzá

São cerca de 200 quilômetros de Cancun a Chichen Itzá. Quando se segue direto, a viagem é feita em aproximadamente 2 horas e meia. Não foi o nosso caso. Fizemos duas paradas que já constavam do nosso programa. A primeira foi numa comunidade Maia.

Mulher Maia

Os Maias viveram na América Central. Os seus principais vestígios culturais aparecem no sul do México, Honduras, Guatemala e El Salvador. Onde foram encontradas várias cidades e construções dessa civilização, que dominou a região desde 1800 a.C., até o século XIII d.C.

Detalhes de decoração em Chichen Itzá

A Civilização Maia desenvolveu um conhecimento espetacular na escrita, na matemática, na medicina, na arquitetura, nas artes e em especial nos sistemas astronômicos, o que possibilitou o domínio de informações essenciais para o domínio da agricultura, como: o calendário anual, a sequência das estações do ano e consequentemente as informações sobre o clima.

Observatório astronômico Maia.

A escrita Maia era quase tão avançada quanto a europeia e permitia uma transcrição completa da fala. O sistema numeral também tem semelhanças e permitia aos Maias as quatro operações da matemática: Somar, subtrair, multiplicar e dividir. Isso foi fundamental nos estudos astronômicos, na arquitetura e na engenharia Maia.

O Templo das Mil Colunas.

Quando os espanhóis chegaram às Américas no século XVI, a Civilização Maia já não mais existia. As cidades Maias tinham sido abandonadas e o conhecimento civilizatório tinha desaparecido. As informações sobre esses conhecimentos, porém, estavam vivas nos monumentos e na arquitetura das cidades Maias abandonadas.

O gigantismo e a complexidade das Cidades Maias.

O povo Maia, porém nunca desapareceu, continuou vivendo na América Central, de forma tribal e não mais dominando os conhecimentos dos seus antepassados. A comunidade que visitamos, era de origem Maia. Faziam algumas apresentações sobre hábitos culturais dos antigos povos da região. Algo voltado para turistas e com um cunho comercial. No final, uma grande loja de artesanatos, com produtos locais, e outros, que seguramente devem ter vindo da “China”.

Loja de artesanato na comunidade Maia.

As atuais populações Maias preservam tradições, crenças, algumas delas ainda falam o idioma Maia original. Muito dessa cultura atual já está fundida com culturas europeias, em especial nas questões religiosas, fundamentalmente católica.

Sincretismo religioso na comunidade Maia.

Existem muitas teorias que tentam explicar o fim da Civilização Maia. As cidades foram abandonadas e não se sabe ao certo o porque. Superpopulação e incapacidade de alimentar a todos, invasões de povos estrangeiros, revoltas camponesas, desastres ambientais, secas prolongadas, doenças epidêmicas e mudanças climáticas são algumas das hipóteses já levantadas.

Líder religioso Maia, saudando os visitantes.

Existem evidências de esgotamento do solo que corroboram com algumas dessas hipóteses. O certo é que a população Maia excedeu a capacidade de sustentação do meio ambiente ao seu redor.

Cidade Maia de Tulum

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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