A PIRÂMIDE MAIA DE CHICHEN ITZÁ

06 de março de 2017

Chegamos à cidade perdida de Chichen Itzá no início da tarde. Estava chovendo bastante, compramos uma capa de chuva nas mãos dos vendedores ambulantes que enchem a entrada do complexo e com isso aliviamos um pouco os efeitos da tempestade, que passou rapidamente.

A Cidade Maia de Chichen Itzá.

O Centro de Visitantes na entrada do complexo possui uma boa infraestrutura, mas estava impraticável, pois vários ônibus chegava na mesma hora, e com a chuva, a entrada estava caótica. Depois de algumas dificuldades iniciais provocadas pela chuva, conseguimos entrar e nos encontramos com o nosso guia para o início da visita tão esperada.

Ambulante vendendo artesanato na entrada da Cidade perdida de Chichen Itzá.

Chichen Itzá foi uma das maiores cidades erguidas pela civilização maia, no final do período clássico, entre o ano 600 e o ano 1.200. Hoje, o sítio arqueológico do que foi a antiga cidade maia, encontra-se ainda muito bem preservado, sobretudo nas suas atrações principais. Fica a 200 km de Cancun, na Península de Yucatan.

As ruínas de Chichen Itzá ainda muito bem preservadas.

Chichen Itzá é um dos sítios arqueológicos mais visitados do México. Recebe cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano. Patrimônio Cultural da Humanidade, declarado pela UNESCO desde 1988. A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, escolhida recentemente como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.

A Pirâmide de Chichén Itzá.

A Pirâmide é formada por várias plataformas quadradas, superpostas. Em cada lado da sua estrutura existe uma escadaria com 91 degraus, totalizando 364. Somando-se a esses, o degrau único que existe na entrada do templo, temos 365 degraus, que é exatamente o número de dias do calendário maia e do movimento de translação da Terra ao redor do Sol. Os maias eram craques em astronomia.

A Pirâmide de 4 faces possui 365 degraus.

A Pirâmide Maia de Chichen Itzá é uma prova arquitetônica dos conhecimentos avançados que os maias tinham no campo da astronomia. Esses conhecimentos eram necessários na estratégia de sobrevivência dos maias, pois orientavam os fluxos de plantio e colheita agrícola.

Detalhes da Pirâmide de Chichén Itzá.

O conhecimento do calendário anual, dos movimentos de rotação e translação, e das estações do ano eram vitais para a sobrevivência do povo maia. O maior fenômeno da Pirâmide acontece nos dias dos equinócios, 21 de março e 21 de setembro, quando começam as estações de primavera e outono respectivamente e milhares de turistas vão a Chichen Itzá para presenciar a aparição da serpente emplumada, Kukulcán, o Deus maior dos maias, na lateral da pirâmide.

Os degraus favorecem o aparecimento da Kukulcán

Os degraus da pirâmide possuem detalhes triangulares, que quando refletidos pela luz do sol, nos dias dos equinócios, possibilitam a formação do desenho de uma serpente na lateral do “El Castillo”. Muitos pesquisadores entendem que esse fenômeno simboliza o início da nova estação do ano e uma sinalização para que os maias iniciassem um novo ciclo de cultivo agrícola.

A cabeça da Kukulcán

Os mistérios da Pirâmide de Chichen Itzá colaboram para a confirmação dos conhecimentos astronômicos dos maias. Várias pirâmides foram construídas de forma superpostas. Uma envolvendo a outra. Antigamente era permitido subir nas escadarias das pirâmides, inclusive de uma das que ficavam no interior da principal. Hoje é proibido e isso ajuda na preservação do monumento.

Algumas faces da pirâmides estão mais destruídas.

A região de Chichen Itzá é muito quente. No dia que visitamos, demos sorte, pois quando chegamos estava chovendo e o dia nublado deu um alívio na temperatura.

O dia chuvoso diminuiu o calor

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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