CHEGANDO À ITÁLIA PELA REGIÃO DO ALTO ÁDIGE

11 de maio de 2017

Saímos de Innsbruck e seguimos viagem pelas excelentes estradas da Áustria. Entramos na Itália pelo Passo di Brennero, na região do Tirol, através da rodovia A22, numa área conhecida como Trentino-Alto Ádige. A denominação de refere á capital regional, que é a cidade de Trento, e ao alto curso do Rio Ádige, localizado no extremo norte da Itália, ou na região sul do Tirol, área que envolve partes dos territórios da Itália, Áustria e Suíça. Essa região foi anexada à Itália, após a Primeira Guerra Mundial. Antes pertencia ao Império Austro-húngaro.

Estrada do Alto Ádige

A principal atração paisagística da região, são os coloridos Alpes Dolomíticos, um conjunto de montanhas calcárias, formadas por vales profundos que foram escavados por degelo glacial. Esses vales foram utilizados, ao longo dos séculos, como caminhos e passagens de comerciantes, que ligavam o norte da Europa ao sul da Itália, desde a época dos romanos, quando foram transformados em estradas.

As vinícolas no vale do Rio Ádige

Nas encostas dos vales aparecem castelos milenares, construídos pelos condes do Tirol, de onde eles faziam a cobrança de pedágios para os comerciantes que passavam por ali, levando mercadorias do centro da Europa para a Itália ou vice-versa.

Os castelos aparecem nas encostas dos vales dos Alpes Dolomíticos.

Nessa região, a influência alemã, que se estende desde a Áustria e a Suíça, é muito forte. Fala-se tanto alemão quanto italiano. As placas de sinalização nos estabelecimentos, nas estradas e nas ruas seguem a mesma lógica e a culinária tem também um forte “sotaque” germânico.

Letreiro em italiano e alemão na região do Südtirol

O nosso destino era a cidade de Bolzano, mas por recomendação de amigos, fizemos uma parada na medieval comuna de Bressanone, uma das mais antigas do Sul do Tirol, com as suas vielas estreitas ao redor da praça central.

Vielas de Bressanone

Até mesmo as cidade dessa região têm nomes duplos (italiano e alemão). Bressanone, ou Brixen, possui pouco mais de 20 mil habitantes. A cidade é famosa pelas suas estações de esqui e pelo consequente turismo de inverno. Seguimos para a Piazza del Duomo, dominada pela grande Catedral de Bressanone, do século XII, dedicada a Santa Maria Assunta.

A Catedral de Bressanone.

Saímos de Bressanone e continuamos pela estrada secundária, onde teríamos paisagens mais bonitas, até a cidade de Bolzano que seria o nosso destino final naquele dia. Bolzano é a capital do Alto Ádige e o elo entre a região italiana de Trentino e a região “alemã” de Südtirol.

A praça de Bressanone

Ficamos hospedados bem no coração do centro histórico da cidade, no bom Hotel Greif, de onde conseguiríamos fazer tudo a pé. Deixamos as malas no hotel e saímos caminhando pelo centro histórico até o Excelente Restaurante Laurin, recomendado pelo concierge do nosso hotel.

O Hotel Greif em Bolzano

Paisagem típica da região do Alto Ádige

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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