A PONTE DA CAPELA E O LEÃO DE LUCERNA

13 de maio de 2017

Estávamos na Suíça. Saímos de St. Moritz para Interlaken, pegamos uma estrada maravilhosa, por cima da Cordilheira dos Alpes. A estrada é sinuosa e estreita em alguns trechos. Passamos pelo difícil Passo Giulia, que no inverno chega a ser interditado pelo volume de neve.

A difícil passagem do Passo Giulia

O Passo Giulia segue um caminho, das antigas estradas romanas, sobre a Cordilheira dos Alpes. Dirigimos com bastante cuidado. As estradas Suíças são excelentes e a cordilheira está por todos os lados. Os Alpes aparecem na Áustria, na França e na Itália, mas sobretudo são suíços. O elo entre todos eles.

O Passo Giulia

Três horas depois que saímos de St. Moritz, chegamos a Lucerna (230 km), a maior cidade da região central da Suíça, localizada nas margens do Lago Lucerna.

Uma das belas paisagens das estradas suíças

Como muitas das cidades suíças, Lucerna se tornou importante como ponto de parada para as estradas da Idade Média. Hoje, o turismo é quem sustenta a economia local.

Centro histórico de Lucerna

Como estávamos de passagem, seguimos direto para a Ponte da Capela, a principal atração da cidade. Lucerna é compacta e fácil de explorar a pé. Não foi difícil encontrar um estacionamento do centro histórico, localizado nas margens do Rio Reuss, no ponto em que ele sai do Lago Lucerna. Seguimos andando até a Ponte da Capela.

A Ponte da Capela por um outro ângulo.

A medieval Ponte da Capela de Lucerna é do século XIV. A ponte é de madeira e a mais antiga em seu estilo, que existe na Europa. Fazia parte das fortificações da cidade. É uma ponte para pedestres, coberta, e que atravessa o Rio Reuss.

A Ponte da Capela

No meio do rio, a ponte, que é o símbolo da cidade, está ligada a uma torre octogonal, a Wasserturn, que no passado possuía um tesouro, uma prisão e sustentava um farol.

A torre da Ponte da Capela

A parte baixa do telhado da ponte, na Idade Média, foi pintada com cenas da história de Lucerna e com passagens da vida de São Leodegar e São Maurício, os padroeiros da cidade. A ponte foi parcialmente destruída por um incêndio em 1993, mas foi reconstruída e os painéis restaurados.

As pinturas no interior da Ponte da Capela

Depois de provar uma boa massa italina, no centro histórico, seguimos em direção a mais uma atração da cidade, o Löwendenkmal, ou Monumento ao Leão. Uma escultura icônica da cidade, localizada num parque, que mostra a figura de um leão ferido por uma lança.

O Leão de Lucerna

O monumento é uma homenagem à Guarda Suíça de Luiz XVI, da França, que protegeram o Rei francês, defendendo o Palais de Tuileries em 1792 do ataque de revolucionários. Os suíços ficaram sem munição e foram massacrados durante o combate. O Monumento ao Leão foi entalhado por Bertel Thorvaldsen, em um bloco de arenito e inaugurado em 1821.

O parque onde fica o Leão de Lucerna

Os Mercenários Suíços foram soldados excepcionais. A sua eficiência fez desses grupos, os mercenários mais cobiçados do Mundo. Muito bem treinados, combatiam por países estrangeiros em busca de uma remuneração. Essa sempre foi uma tradição oriunda da Suíça, desde a Idade Média

Detalhe do Leão de Lucerna

Deixamos Lucerna para trás e seguimos viagem por mais 70 quilômetros, até Interlaken. Chegamos no final da tarde e fomos para o Hotel du Nord, localizado no coração da cidade. Um hotel bastante razoável com uma localização excepcional.

O Hotel du Nord de Lucerna

Interlaken fica numa estreita faixa de terra entre os lagos Thunersee e Brienzersee. Literalmente entre os lagos. Hoje á cidade é um grande centro de entretenimento e lazer, sobretudo para o inverno da Suíça. São muitas as estações de esqui que existem na região.

Flores de Interlaken

Deixamos as malas no hotel e circulamos pela praça que existe ao redor. A cidade estava cheia de visitantes. Muitos orientais: chineses, japoneses, coreanos, mas sobretudo indianos, lotavam as ruas de Interlaken. No centro da praça havia um “ponto de pouso” de paragliders. Dezenas deles desciam das montanhas sem parar. Jantamos um desejado fondue de queijo, típico da Suíça.

A praça central de Interlaken com o ponto de pouso de paraglider

Anúncios

Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
Esse post foi publicado em Suíça e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s