CAMPO BASE DO MONTE RORAIMA – por Maíra Nery

1º dia – No café da manhã, nos encontramos com nossos guias, Luizito e Chel, que foram nossos anjos da guarda durante a expedição. Após algumas orientações, subimos nos carros 4×4 em direção à Paratepuy, a cerca de 87km de Santa Helena, Comunidade Indígena e ponto de partida para a trilha. É em Paratepuy que está localizada a cooperativa indígena onde são contratadas as equipes de apoio e logística para o acampamento e carregadores.

Chegando em Paratepuy com o Monte Roraima no horizonte

Os carregadores são contratados para quem optar por não carregar a mochila cargueira e levar somente a mochila de ataque. É recomendado para quem não tem muita experiência com trilhas, como foi o meu caso, uma vez que a trilha é bem pesada, com muitas pedras  e fendas no caminho. Cada carregador pode levar até 15kg. Como eu e a Giana (minha amiga parceira para aventuras)  fomos bem econômicas nas nossas mochilas, contratamos um carregador para nós duas. As mochilas e mantimentos são carregados em cestos de palha típicos.

A Caminho do Monte Roraima – Carregador

Apesar de ser recomendada a contração de carregador, até como forma de  aumentar a renda da comunidade, é possível levar a própria mochila. Na nossa equipe tivemos 2 bravos que tiraram a tarefa de letra!

1º dia de trilha e a Dani dando show de resistência com a mochila

Uma vez que a equipe foi selecionada, partimos para o início da caminhada. O primeiro dia é o único dia que iniciamos a trilha, tarde, em torno do meio dia. Os dias seguintes começarão bem mais cedo, em torno das 5 da manhã.

A caminho do 1º acampamento: Kukenan.

 

Foram 5 horas de trilha e cerca de 15 km até o primeiro acampamento, à margem do rio Kukenán. Caminhada tranquila, mas com muitas subidas.

Acampamento Kukenán

Chegando no acampamento, banho no Rio Kukenán e um leve ataque dos Puri-Puri, mosquitinhos diabólicos que ficam à espreita dos trilheiros na beira do rio. A recomendação era esperar o anoitecer até que se dissipassem, mas como água gelada não é meu forte, optei por enfrentar os Puri-Puri e a água gelada em quanto o corpo ainda estava quente.

Rio Kukeán

2º dia – Levantamos às 05:30 para desmontar acampamento e partimos às 07:45 até o acampamento base, onde passaríamos a segunda noite. O 2º dia a trilha é um pouco mais pesada, pois não há uma sombra sequer. Foram 8 km de caminhada até a base do Monte Roraima. Durante todo o percurso a visão é do Monte Roraima e do Kukenán cada vez mais próximos. Agora o Monte Roraima está bem pertinho e já dá para ver a trilha que nos levará ao topo.

Chegamos ao acampamento por volta das 13:00 e fomos direto para o banho mais gelado da trilha! Dois dias de trilha, dois banhos tomados! 100% de aproveitamento! Depois do almoço, descansar para o dia seguinte, que seria o mais puxado.

Por do Sol na Base do Monte Roraima

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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