TRECKING COM CHUVA E NEVE NO PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE

09 de março de 2018

Esse foi o nosso segundo dia inteiro no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena. A previsão do tempo sinalizava um dia lindo, sem chuvas ou nebulosidade, por isso optamos por uma trilha curta, com possibilidades de avistagem de animais nativos da região como vicunhas, guanacos, condores e pumas.

A promessa de um lindo dia.

Saímos do Patagonia Camp e o tempo mudou bruscamente, o que é comum nesse extremo do mundo. Ainda era fim de verão, mas a temperatura caiu bastante, chegando próximo a zero grau. Paramos no meio do Circuito W e começamos a caminhada numa trilha entre as pastagens naturais. O frio aumentou bastante, começou a chover e nós não estávamos com roupas adequadas para isso.

O início do trecking pelo Circuito W

No caminho nos deparamos com alguns rebanhos de vicunhas. As vicunhas são menores que as lhamas e possuem uma pelagem muito fina e de alto valor comercial, é considerada a lã de melhor qualidade que existe, por isso esteve à beira da extinção. Juntamente com o guanaco, são animais selvagens, difíceis de serem domesticados. Os maiores rebanhos do Chile aparecem nessa região da Patagônia.

Vicunhas no meio da trilha.

Os pumas são os grandes predadores das vicunhas. Não vimos nenhum deles, mas os esqueletos espalhados pela pastagem confirmavam a presença constante desse caçador implacável. O puma é o segundo maior felino das Américas e pode ser encontrado em todo o continente, desde o Canadá até o sul do Chile.

Várias carcaças de vicunhas testemunham a ação dos pumas.

Caminhamos 4 quilômetros subindo as encostas do relevo próximo ao Lago Sarmiento, até encontrarmos algumas grutas com pinturas rupestres dos povos antigos de Magalhães.

A trilha em direção às grutas com as pinturas rupestres.

Pinturas rupestres.

Após a visita à gruta com as pinturas rupestres, começamos a retornar. O tempo ficou ainda mais inóspito, começou a nevar intensamente. Com neve e chuva os dedos começam a congelar e não tínhamos nada a fazer. Fizemos o percurso de volta mais rapidamente e fomos nos confortar dentro da van que nos levou adiante no Circuito W.

O tempo piorou muito na volta do trecking.

Seguimos até a Laguna Azul, na parte leste do Parque, de onde se tem as melhores vistas e mirantes voltados para as Torres del Paine. O tempo estava implacável, a chuva se acentuou e não havia visibilidade para nada. Fizemos um lanche na Laguna Azul, dentro do carro, pois a chuva não nos permitiu sair e começamos a fazer o caminho de volta.

O tempo fechou e tirou a paisagem das Torres del Paine.

Na volta o tempo começou a melhorar e tivemos algumas chances com boas vistas do maciço. Sempre que era possível e oportuno, o nosso guia parava em alguns mirantes para que pudéssemos aproveitar um pouco das paisagens arrebatadoras.

Ainda conseguimos algumas boas fotos.

Na Patagônia Chilena, quase sempre é assim, a barreira orográfica da Cordilheira dos Andes faz com que haja chuva em mais de 300 dias por ano nessa região. No final da tarde voltamos para o hotel e após um banho relaxante tivemos um excelente jantar de despedida.

Chuva por todos os lados.

 

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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