PERDIDOS NA MEDINA DE FEZ

05 de abril de 2018

Saímos pela manhã, a pé, para conhecer a Medina de Fez. As Medinas correspondem aos centros históricos das cidades Marroquinas. Fez é a mais antiga das cidades imperiais do Marrocos, Foi fundada em 808 por Idris II e se tornou um grande centro comercial funcionando como elo entre as caravanas que vinham pelo Deserto do Saara e o litoral. Após a sua fundação, passou a receber uma grande quantidade de muçulmanos e andaluzes e foi se consolidando como a grande cidade dessa região. Fica no centro norte do Marrocos, possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes e é a segunda maior cidade do país.

A Medina de Fez

Fez possui 785 mesquitas, a maioria delas na região da Medina. A Ville Nouvelle é a parte mais moderna da cidade, mas a maiores atrações estão nas Medinas. Existem duas Medinas em Fez, a maior, mais importante e famosa é a de El-Bali, que recebeu o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981. A vista panorâmica da Medina mostra toda a sua grandiosidade.

A Medina de Fez.

Nessa região da Ville Nouvelle fica o Palácio Real de Fez, construído no século XIV e um dos mais antigos do Marrocos. Fizemos uma visita ao pátio externo, pois não é permitido o acesso ao interior do Palácio, onde destacam-se as magníficas portas de bronze, douradas, ricamente decoradas pelos artesãos de Fez.

Detalhe da magnífica porta de bronze do Palácio Real de Fez.

O Rei do Marrocos usa o Palácio quando vai a Fez, mas a capital e residência número 1 é em Rabat. Atualmente a dinastia Alauita é quem reina no país, desde 1666. Em 1912, o Marrocos foi dividido em dois protetorados comandados por franceses e espanhóis, mas os Alauitas voltaram a reinar a partir de 1956. O atual Rei do Marrocos é Mohammed VI, o 18º rei da dinastia Alauita, filho e herdeiro de Hassan II, que reconquistou o Marrocos do Protetorado Francês e faleceu em 1999.

A entrada do Palácio Real de Fez.

Voltamos à Medina de Fez e começamos a circular pelo labirinto de becos e ruelas do local, que possui um cenário único. Estima-se que existam 9.400 becos e ruelas. Em cada beco uma sequência de Riads milenares, com portas trabalhadas e um exotismo que paira no ar. Os Riads são antigos casarões que pertenceram aos nobre e pessoas mais ricas das cidades marroquinas. Fez explodiu para o turismo nos últimos 10 anos, quando muitos desses casarões foram recuperados, restaurados e transformados em pousadas ou hotéis, outros em restaurantes e lojas de antiguidades.

O principal portão de entrada da Medina de Fez.

A primeira visita que fizemos na Medina foi a uma fábrica de cerâmicas especiais. Esse trabalho artesanal maravilhoso é de fama internacional e aparece em vários monumentos do país, ou mesmo em cidades europeias, em especial, na Espanha.

Fábrica de cerâmica na Medina de Fez.

Fábrica de cerâmica na Medina de Fez.

Na Medina existem os souks, ou mercados, dedicados às mais diversas atividades. Mercados de comidas, açougueiros, artesãos de madeira, metal, couro, lojas de chinelos, etc. A Medina de Fez é uma exaltação aos sentidos.

Mercado de comidas na Medina de Fez

Uma das imagens que chamou a atenção e comum nos mercados de comidas, foram as cabeças de cordeiros degolados. Uma tradição nos mercados muçulmanos, para que fique explícito que os animais foram mortos degolados, uma condição necessária para o consumo de carne animal na religião muçulmana, a carne halal.

Cabeças de cordeiro em exposição na Medina de Fez.

Nos becos das Medinas, é comum a passagem de motociclistas em alta velocidade e é preciso estar atento para não ser surpreendido. Como a Medina de Fez é enladeirada, o uso de burros também é frequente. Tudo isso cria uma áurea inusitada e surpreendente.

Burros nos caminhos da Medina.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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Uma resposta para PERDIDOS NA MEDINA DE FEZ

  1. Ilza disse:

    Estive nesse lugar em abril de 2018, adorei a viagem, voltei com a energia renovada.

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