O PALÁCIO BAHIA EM MARRAKECH

13 de abril de 2018

Começamos o dia fazendo a última visita ao interior da Medina de Marrakech. Fomos até o Palácio Bahia, uma atração que não tínhamos visto no dia anterior e que todos os relatos sobre a cidade colocavam como imperdível.

A entrada do Palácio Bahia em Marrakech

O Palácio Bahia, ou La Bahia, que significa “O Belo”, é um dos mais impressionantes de Marrakech, começou a ser construído pelo grão-vizir Si Moussa, em 1860, passou por grandes reformas e ampliações no final do século XIX. A decoração rebuscada e majestosa em estilo árabe-andaluz ou marroquino, acabou sendo usada pelo paxá Glaoui para impressionar os franceses no início do século XX.

A decoração rebuscada em estilo árabe-andaluz

Os franceses transformaram o Palácio Bahia na Residência Oficial do protetorado em Marrakech, durante a ocupação do país, na primeira metade do século XX. A área total dos jardins do Palácio é de 8 mil metros quadrados, possui 150 quartos que se abrem para diversos pátios e muitos deles podem ser visitados.

O pátio central do Palácio Bahia

No Palácio funcionou o harém de Ahmed Bem Musa, também conhecido como Bu Ahmed, que foi camareiro do grão-vizir Mulai Hassan e assumiu o controle do Palácio após a sua morte. Bu Ahmed tinha 4 esposas e 24 concubinas. O grande pátio central do Palácio era cercado pelos quartos das esposas e concubinas. Os trabalhos artesanais de madeira e azulejaria estão por todos os lados.

Detalhe do trabalho de madeira de um dos quartos.

O Palácio era ricamente decorado, mas quando Ahmed Bem Musa morreu em 1900, foi trancado, saqueado e pilhado por todos que viviam por aí. Houve uma verdadeira guerra entre os escravos e as mulheres do harém, pela disputa das obras de arte e móveis do La Bahia.

Detalhe da decoração do Palácio.

Saímos do Palácio Bahia e pegamos a estrada para Casablanca, foram 250 km que fizemos em aproximadamente três horas de viagem. À medida que viajávamos para o norte, em direção ao Mar Mediterrâneo, os campos se tornavam mais verdes e a fertilidade do solo era evidente, as áreas agrícolas estavam intensamente cultivadas por lavouras variadas. Chegamos em Casablanca e fomos almoçar no excelente restaurante El Cenador, na orla da cidade.

Detalhe do teto rebuscado no teto do Palácio Bahia.

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Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
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