ALGUMAS ESCULTURAS DO MUSEU D’ORSAY EM PARIS

19 de abril de 2018

Pegamos o metrô na Praça Charles De Gaulle, onde fica o Arco do Triunfo e seguimos direto para o Museu D’Orsay, um dos mais espetaculares de Paris, localizado na margem do Rio Sena, num edifício que foi construído para a Exposição Universal de 1900 para abrigar a estação ferroviária Gare d’Orsay. O edifício é lindo, somente o prédio onde funciona o museu já justifica uma visita.

O espetacular Museu D’Orsay em Paris.

A transformação da estação ferroviária preservou o edifício original valorizando o grande hall central que funciona como o principal eixo do museu. Quando os visitantes entram no museu, é comum ficarem perdidos de encanto pelo pavilhão central, antes de seguir adiante.

O grande relógio da antiga estação é um dos destaques do edifício.

O Museu D’Orsay foi inaugurado em 1986, depois que a estação de trem foi reformada com esse objetivo. Muitas das peças e obras de arte vieram do Museu do Louvre e a fantástica coleção dos Impressionistas veio do Museu Jeu de Paume que foi fechado em 1986.

Escultura em mármore do Museu.

Se for visitar o D’Orsay fique atento, ele fecha às segunda-feira. Tínhamos cometido esse erro alguns anos atrás e ficamos com essa pendência sobre Paris. O Museu D’Orsay vale uma viagem. Quando for a Paris, fique atento pois muitas atrações, sobretudo museus, fecham na segunda-feira.

Pintura do Museu D’Orsay

É no Museu D’Orsay que está o maior acervo dos pintores impressionistas, do mundo. As principais obras de Monet, Manet, Gauguin, Renoir, Cézanne e Degas, além de esculturas de Rodin e obras de Van Gogh, dentre outros. Todas as grandes obras foram produzidas entre 1848 e 1914. Existem também, com frequência, exposições temporárias no museu.

Museu D’Orsay

O museu está dividido em três andares de visitação. No térreo fica o Pavilhão Central com um grande salão de esculturas onde destacam-se as obras de Rodin, Courbert e Camile Caludel.

O Pavilhão Central e suas esculturas.

Hércules, O Arqueiro, é uma obra-prima de Emile-Antoine Bourdelle, que trabalhou com Rodin e com quem fez alguns projetos juntos. A escultura mostra a vitória do herói mitológico contra os monstros.

Hércules, O Arqueiro de Emile-Antoine Bourdelle

O Ugolino é uma obra-pima de Carpeaux, inspirado numa das passagens de A Divina Comédia de Dante. O relato fala da prisão de Ugolino em uma torre, em Pisa, no século XIII, quando o seu rival, o Arcebispo Ruggieri o condenou a morrer de fome. Segundo a lenda, Ugolino, antes de morrer, comeu os seus filhos que foram presos com ele. Carpeaux esculpiu essa obra entre 1857 e 1861. Cada criança representa uma etapa até a morte. A expressão de dor e angústia do pai é o principal impacto da obra.

O Ugolino de Carpeaux

A história de Ugolino está representada no museu por uma outra escultura. Rodin que usou a Divina Comédia como fonte de inspiração, também esculpiu o “seu” Ugolino e ele está no D’Orsay. A figura monstruosa de Ugolino e os corpos desfalecidos dos seus filhos aumentam a dramaticidade da escultura de Rodin.

O Ugolino de Rodin

Rodin também está representado no museu pela sua obra-prima A Porta do Inferno. A obra foi encomendada a Rodin em 1880, para funcionar como uma porta monumental de entrada do Museu de Artes Decorativas. O projeto envolvia onze painéis em baixo relevo inspirados nas portas que Ghiberti realizou no século XV, no batistério de Florença. Três anos depois, o projeto do Museu foi esquecido e Rodin continuou a produção da sua porta sem um destino específico.

A Porta do Inferno de Rodin

A Porta do Inferno se tornou um grande laboratório para Rodin, que retirou vários dos seus detalhes para finalizar outras obras espetaculares como: O Pensador, O Beijo, Ugolino e Os Burgueses de Calais. A Porta do Inferno de Rodin foi apresentada pela primeira vez na Exposição Universal de 1900, com uma versão incompleta, hoje ela fica na parte final do Pavilhão Central do Museu D’Orsay.

Detalhe de A Porta do Inferno de Rodin

As Quatro Partes do Mundo de Carpaeux fica num local de destaque no Pavilhão Central. Foi uma obra encomendada pelo Barão Haussmann, ex-prefeito de Paris, em 1867 para decorar um dos parques que implantou na cidade. A obra era uma fonte que representava os quatro continentes (Europa, África, Ásia e América), sobre uma esfera celeste.

As Quatro Partes do Mundo de Carpaeux

Outra escultura de destaque do museu é O Urso Branco, de Pompon, um ex-aluno de Rodin e de Camile Caludel, que quando seguiu sozinho, se dedicou a reproduzir animais. A sua obra mais famosa é essa e fica num local de destaque no Museu D’Orsay. O Urso Branco foi finalizado em 1922.

O Urso Branco, de Pompon

Anúncios

Sobre joaquimnery

Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.
Esse post foi publicado em França e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s