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A Reserva Masai Mara e a Grande Migração

No segundo dia de viagem ao Quênia, pegamos um voo de curta duração, em avião pequeno, cedo, pela manhã em direção ao Parque Nacional da Reserva Masai Mara.

A RESERVA MASAI MARA NO QUÊNIA

O avião que nos levou á Reserva Masai Mara

A Reserva fica no Sudoeste do Quênia e faz divisa com a Tanzânia, onde fica o Parque Nacional do Serengeti. Essa área é considerada a maior reserva de vida selvagem do continente africano. Aqui é um dos poucos lugares do mundo, onde a vida animal ainda possui concentrações semelhante às dos séculos passados.

A grande concentração de alimento na Reserva Masai Mara
A divisa entre o Quênia e a Tanzânia

Chegamos na Reserva Masai Mara e pousamos num pequeno campo de aviação, onde tivemos os primeiros contatos de emoção. Pegadas de hienas e outros animais, ainda na pista de pouso.

Chegando ao Masai Mara

Fomos recebidos pelos guias do Hotel Mara Serena Lodge. Um dos poucos lodges existentes por aí. Confortável, com boas instalações, um serviço excelente e aconchegante, o que nos deixou mais tranquilos.

O Mara Serena Lodge

Logo na chegada fomos fazer um lanche no restaurante do hotel e uma gritaria vinda da cozinha nos assustou. O motivo foi um Babuíno que saia correndo de lá e um grupo de cozinheiros e garçons, com panelas nas mãos tangiam o bicho.

O quarto do Mara Serena Lodge

O hotel fica quase na linha do equador, a aproximadamente 1 grau de latitude. Essa localização da Reserva Masai Mara e da vizinha Serengeti, bem como a altitude média de 2.000m, fazem dessa região um ecossistema único e favorável à vida animal.

Placa de localização do Mara Serena Lodge

O Masai Mara está a norte do equador, o Serengeti está a sul, a altitude faz com que o clima seja tropical, com regime pluviométrico alternado. Chuvas de verão e secas de inverno. O verão e o inverno nas duas reservas são invertidos, por estarem em hemisférios diferentes.

Em julho era verão no Quênia e o tempo estava chuvoso.

Resultado. Quando chove na Reserva Masai Mara é a estação seca do Serengeti e vice-versa, portanto as pastagens naturais das savanas, possuem ciclos de crescimento alternado, o que provoca continuamente, todos os anos, a “Grande Migração” em busca de alimentos. Milhões de Zebras e Gnus, migram constantemente, em círculo, entre as Reservas Masai Mara e Serengeti. Os predadores ficam “parados” e fazem a festa, pois têm alimento o ano inteiro.

Zebras, Gnus e Impalas se misturam na “Grande Migração”.

Esse fenômeno é também conhecido como o Grande Círculo da Vida, que inspirou o filme O Rei Leão.

O Círculo da Vida
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