A CATEDRAL DE GLASGOW E O RIVERSIDE MUSEUM

07 de setembro de 2018

Era o nosso segundo dia em Glasgow. Como não havíamos programado nada antes, decidimos pegar um Sigthsieng Tour, Hop on Hop Off, aqueles ônibus de turismo que circulam pela cidade e nos quais nós podemos parar em qualquer ponto e retomar o circuito depois. É uma forma interessante de ter uma visão panorâmica da cidade e depois escolher os locais que queremos ver mais detalhadamente.

O tour panorâmico no hop on hop off é uma boa opção para o reconhecimento da cidade.

Fizemos uma primeira parada na Catedral de Glasgow, na região do East End. A igreja mais importante da cidade é um excelente exemplo do século XII e uma das poucas a escapar da destruição durante a Reforma Escocesa, pois aderiu ao credo protestante e passou ilesa.

A bela Catedral de Glasgow

A igreja foi erguida a partir de uma capela construída por São Mungo, o santo patrono da cidade, que viveu no século VI. Diz a lenda que Mungo colocou o corpo de um homem santo chamado Fergus, em uma carroça puxada por dois touros selvagens e os orientou a levar o corpo até um local sagrado, escolhido por Deus, onde uma capela deveria ser construída. No “adorável local verde” onde a carroça parou, a igreja foi erguida.

O interior da Catedral de Glasgow.

A Catedral possui dois níveis, em função do terreno desigual onde ela foi construída. Na parte baixa existe a cripta, com o túmulo de São Mungo.

O túmulo de São Mungo

Na parte de trás da Catedral fica a Glasgow Necropolis, um cemitério no alto de uma colina com mais de 60 metros de altura. A Necrópole possui milhares de túmulos e monumentos erguidos pelas famílias ricas da cidade. A vista lá de cima é uma das melhores de Glasgow.

A Glasgow Necropolis

Depois de visitar a Catedral e a Necrópolis, voltamos ao Hop on Hop off e seguimos adiante. A segunda parada que fizemos foi no Riverside Museum, um dos mais visitados da cidade. O Museu foi projetado pela arquiteta iraniana Zaha Hadid, um dos ícones mundiais na arquitetura moderna. A fachada do museu e sua distribuição arquitetônica interna com um incrível aproveitamento do espaço são marcos de Zaha Hadid.

A bela fachada do Riverside Museum

O Museu Riverside é dedicado sobretudo à evolução dos sistemas de transportes no Reino Unido e no mundo. Carros, bicicletas, vagões de trens dos séculos XIX e XX, transporte ferroviário e uma incrível coleção de réplicas de navios famosos que foram construídos nos estaleiros de Glasgow, estão em exposição no museu.

Bicicleta de madeira

Detalhe de um carro antigo do museu.

Depois de visitar o Museu Riverside, voltamos ao passeio panorâmico pela cidade, retornamos à George Square e seguimos caminhando pelo centro da cidade. Voltamos à Buchanan Street e paramos para jantar num restaurante da cadeia americana Fridays.

Shopping comercial na Buchanan Street

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GLASGOW, A MAIOR CIDADE DA ESCÓCIA

06 de setembro de 2018

Glasgow é a maior cidade da Escócia e terceira maior do Reino Unido, com aproximadamente 2,3 milhões de habitantes na sua região metropolitana, perdendo apenas para Londres e Birmingham. Fica na região das Terras Baixas (Lowlands), nas margens do Rio Clyde, um dos principais responsáveis pelo crescimento da cidade e por seu destaque industrial do passado.

A área moderna da cidade de Glasgow

As excelentes condições portuárias dos arredores da cidade, fizeram dela um dos principais centros de comercio entre o Reino Unido e a América. A Revolução Industrial impulsionou a engenharia e indústria naval de Glasgow.

O centro da cidade de Glasgow

O clima da Escócia é temperado oceânico, frio e úmido o ano inteiro, tem um verão curto, mas a umidade está sempre presente, o que significa que pode chover a qualquer momento sempre. Já sabíamos disso. No meio da nossa primeira caminhada pelas ruas de Glasgow, começou a chover forte e o jeito foi procurar abrigo no interior das lojas do centro da cidade.

Pode chover a qualquer hora em Glasgow

Circulamos pela região do East End, na Merchant City, área mais central da cidade que no passado recente era conhecida pela violência e tinha um aspecto decadente, hoje foi recuperada, possui uma grande quantidade de restaurantes e bares, além de um comércio frenético. Se transformou num dos principais polos de compras do Reino Unido.

Merchant City

Nessa região, ao lado do Museu de Arte Contemporânea de Glasgow, fica a estátua equestre do Duque de Wellington, famosa por um caráter inusitado que traduz um pouco o espírito rebelde e bem-humorado dos escoceses. A estátua vive permanentemente com um cone de trânsito enfiado na cabeça. O cone foi colocado ali por jovens fazendo farra. No dia seguinte a polícia retirava o cone e na madrugada eles colocavam novamente. Foram tantas as vezes que isso aconteceu que a polícia desistiu e o cone já faz parte do conjunto de atrações turísticas da cidade.

Estátua equestre do Duque de Wellington com o cone na cabeça.

Aí perto fica a George Square, a principal praça da cidade e onde fica a Câmara Municipal, com uma arquitetura vitoriana nos seus entornos e uma série de esculturas homenageando reis, rainhas e personagens da história de Glasgow e da Escócia. A que mais atrai os curiosos é a de James Watt, o inventor da Máquina a Vapor, que mudou o mundo através da Revolução Industrial.

A George Square

Estátua de James Watt.

Começou a chover mais uma vez e o jeito foi buscar abrigo num pub, na esquina da George Square, especializado em whisky. No cardápio do pub havia centenas de rótulos diferentes dos whiskies puro malte escoceses. Não sabia o que escolher. A solução foi pedir ajuda ao garçom. Limitei o preço, ele escolheu e me deu as primeiras dicas sobre como beber o puro malte escocês. Gelo jamais, no máximo algumas gotas de água colocadas com uma pipeta que vem junto com um copo d’água acompanhando o excelente whisky.

Centenas de rótulos diferentes na whiskeria.

Seguimos pela movimentada Buchanan Street, a principal avenida comercial da cidade, uma rua exclusiva para pedestres, com lojas de grifes e shoppings centers. Glasgow tem a fama de ser um dos principais centros para compras do Reino Unido. Depois seguimos a indicação do Sidnei, um guia brasileiro que iríamos encontrar a partir do dia 08 de setembro e com quem iríamos conhecer uma boa parte da Escócia. Fomos jantar no excelente e premiado restaurante Gamba, de frutos do mar, escondido num porão de um dos edifícios de Glasgow e que ficou marcado como o melhor restaurante dessa nossa viagem ao Reino Unido e Irlanda.

A Buchanan Street

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ENTRANDO NA ESCÓCIA POR GLASGOW

06 de setembro de 2018

Saímos de Liverpool com a alma lavada e ainda mais encantados com a história dos Beatles. Pegamos um trem na estação Lime, com destino a Glasgow, na Escócia. O trem fez uma conexão na cidade de Preston, onde tivemos apenas 13 minutos para pular de um trem para o outro que nos levou direto para Glasgow.

A estação ferroviária de Lime, em Liverpool

Claro que isso gera uma tensão para nós que não estamos tão familiarizados com viagens de trem. Quando chegamos em Preston descobrimos que tudo é muito fácil. É só identificar a plataforma de saída do próximo trem e seguir direto para lá. A viagem é tranquila e passa por paisagens maravilhosas do norte da Inglaterra e sul da Escócia. Foram 3 horas e 20 minutos de viagem até Glasgow. Vale a pena.

Viajando pelo interior da Inglaterra.

Chegamos na Estação Central de Glasgow e verificamos pelo Google Maps que o nosso hotel ficava a 500 metros da estação. Marcamos no Waze e decidimos seguir andando, arrastando as malas. Era muito perto, mas existia uma ladeira e o aplicativo não mostra isso. O Waze fez uma pegadinha conosco e nos levou por um caminho errado. Começou a chover e passamos um pequeno sufoco. Tudo recompensado quando reencontramos o caminho e finalmente chegamos no bom Hotel Indigo. Um excelente 4 estrelas, com uma localização e atendimento espetacular.

O centro de Glasgow

Deixamos as malas no hotel e saímos para circular a pé pelo centro da cidade. Glasgow é a maior cidade da Escócia, um país semi-autônomo que faz parte do Reino Unido, juntamente com Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A história da Escócia é marcada por longos períodos de disputas com a Inglaterra, contra quem viveu longas e sangrentas guerras na busca por uma independência que nunca aconteceu, isso lhe deu uma história e tradição bastante diversa da inglesa.

Mural em Glasgow.

Hoje vivem numa situação política integrada onde a Escócia possui fronteiras, instituições políticas e leis próprias, porém mantem uma subordinação ao Parlamento inglês. Poderia ter se separado da Inglaterra em 2014, mas o referendo sobre essa questão optou pela continuação da unidade política. Essa história ainda não acabou. Quando houve a discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia em 2016, a maioria da população do Reino Unido optou pela saída, mas a o povo escocês votou para continuar na União Europeia, ao contrário da população da Inglaterra e do País de Gales.

A bandeira da Escócia.

A Escócia fica ao norte da Ilha da Grã-Bretanha, dividindo essa região insular com Inglaterra e País de Gales. O país mantém a sua identidade, com leis, sistema educacional e uma administração própria, além de um Parlamento independente.

A tradição escocesa é muito forte.

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A HISTÓRIA DOS BEATLES – Parte II

05 de setembro de 2018

Na história dos Beatles, a chegada de Brian Epstein e George Martin para o grupo a partir de 1962, foi fundamental. Interferiram no estilo de vestir, no visual dos cabelos, no posicionamento do palco dos quatro garotos e ajudaram a construir um “produto” raro e especial.

NEMS, a loja de discos de Brian Epstein

Foi George Martin o responsável pela chegada de Ringo Starr à banda em agosto de 1962. A banda original, que chegou à gravadora tinha um outro baterista, o amigo Pete Best que foi com o grupo para a excursão de Hamburgo em 1960. George Martin não gostava do estilo e da técnica de Pete, e sugeriu trocá-lo por um baterista profissional mais experiente. John e Paul sugeriram o nome de Ringo, George Martin a princípio não aceitou, mas a insistência foi tanta que Ringo foi convidado a tocar chocalho no primeiro disco. A partir daí a persistência de Ringo, acabou por colocá-lo definitivamente na banda, já em 1962.

John, Paul e George

Ringo teve problemas de saúde na infância, o que lhe afastou da escola precocemente. Contraiu tuberculose com 13 anos e durante o tratamento, começou a aprender bateria e se tornou baterista da banda do hospital. Tocou em várias bandas e com isso chegou ao Cavern Club, como baterista da Rory Storm and The Hurricanes. Essa mesma banda seguiu com Ringo para Hamburgo, no verão de 1960, quando ele começou a fazer amizade com John, Paul e George. Ringo Starr foi o único integrante dos Beatles a usar nome artístico. O seu nome era Richard Starkey.

Ringo Starr

Brian Epstein e George Martin foram os grandes responsáveis pela explosão inicial dos Beatles e Brian ficou conhecido como “O Quinto Beatle”, mas a persistência e talento de John e Paul fizeram o trabalho artístico que encantou o mundo. George Harrison foi sempre o mais tímido do grupo, mas extremamente talentoso. A alcunha de Quinto Beatle, também foi atribuída a George Martin.

Brian Epstein e George Martin

Com o sucesso explosivo dos Beatles foi necessário a saída deles de Liverpool, já no verão de 1963. Passaram a morar em Londres.

Com o sucesso explosivo, os Beatles saíram de Liverpool em 1963.

Em 1964 os Beatles lançaram o filme A Hard Days Night, traduzido no Brasil com o nome de Os Reis do Iê Iê Iê. Foi o primeiro filme da banda que veio junto com o lançamento de um disco com o mesmo nome. O filme mostrava o espírito de histeria que acompanhava a banda, no auge da Beatlemania, ajudou a divulgar a banda ainda mais e acabou sendo indicado para dois prêmios Oscar.

A excursão dos Beatles para os EUA em 1964.

Ainda em 1964 os Beatles fizeram a primeira turnê explosiva aos Estados Unidos, conquistaram a América e mudaram para sempre a indústria do entretenimento.

Os Beatles conquistaram a América em 1964.

Em agosto de 1967, os Beatles estavam em Bangor, no norte do país de Gales, numa espécie de retiro espiritual com o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, quando receberam a notícia que Brian Epstein tinha morrido precocemente com uma overdose de drogas e com apenas 32 anos de idade. A morte Brian tirou o tapete dos Beatles e alguns problemas de relacionamento entre eles começaram a se agravar.

O guru Maharishi Mahesh Yogi com os Beatles

Em 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou publicamente o fim da banda e uma semana depois lançou o seu primeiro disco solo. O fim da banda teve provavelmente vários motivos, dentre eles, a morte de Brian Epstein, que sempre foi um pilar para o quarteto e o responsável maior pela promoção e popularidade da banda. A morte de Epstein deixou um vazio de liderança no grupo.

Paul anuncia o fim dos Beatles

Com a ausência de Epstein, McCartney tentou assumir a liderança nas decisões administrativa e gerenciais da banda, mas bateu de frente com o resto do grupo.

Paul McCartney

Outro motivo importante foi a ascensão de George Harrison como compositor e um certo boicote que ele passou a sofrer da dupla Lennon e McCartney, que começou a se desentender. Cada um dos artistas passou a tocar projetos individuais e isso dificultava a criação conjunta.

Escultura dos Beatles na Mathew Street

A presença cada vez mais constante de Yoko Ono, a namorada de Lennon, nos estúdios de gravação dos Beatles e uma tentativa de influenciar no trabalho da banda, talvez tenha sido a gota d’água.

A influência de Yoko Ono na separação dos Beatles.

De 1963 a 1970, os Beatles produziram os seguintes álbuns:

Please Please Me – 1963

Please Please Me – 1963

With The Beatles – 1963

A Hard Days Night – 1964

Beatles For Sale – 1964

Help – 1965

Rubber Soul – 1965

Revolver – 1966

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – 1967

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Magical Mystery Tour – 1967

The Beatles – 1968

Yellow Submarine – 1969

Abbey Road – 1969

Let It Be – 1970

Saímos do Museu dos Beatles com a alma lavada e ainda mais encantados com a história dos quatro meninos de Liverpool. Caminhamos até a parte moderna da cidade e paramos para jantar no Restaurante Browns, uma cadeia especializada em steak. Na volta para o hotel, não resistimos e descemos mais uma vez no Cavern Club, para ver a energia da “Caverna” à noite, e mais uma vez nos emocionamos.

John Lennon

 

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A HISTÓRIA DOS BEATLES – Parte I

05 de setembro de 2018

Na Mathew Street em Liverpool, próximo ao atual Cavern Club, fica o Wall of Fame, uma parede que tem os nomes das mais de 1800 bandas e artistas que tocaram na “Caverna” desde a sua abertura em 1957. A parede foi inaugurada em 1997, ao lado dos nomes existem réplicas dos vários singles gravados pelas bandas de Liverpool desde 1952.

Liverpool Wall of Fame

Outro destaque da rua é uma escultura de uma “madonna” carregando os “Fab Four”, ou Quarteto Fantástico, como se fossem anjos. A estátua do pequeno Paul foi roubada.

A escultura da Madonna com os “Quatro Garotos que Abalaram o Mundo”.

Após a morte de John Lennon em 1980, uma estátua carregando uma guitarra foi colocada ao lado, com a inscrição Lennon Lives em sua memória.

Lennon vive!

Saímos do Cavern Club e decidimos passear pelo centro de Liverpool. Caminhamos devagar curtindo toda a nostalgia dos Beatles e encantados com o moderno centro da cidade, onde uma grande quantidade de ruas para pedestres, convergem para grandes centros comerciais.

Detalhe do moderno centro de Liverpool

Decidimos seguir para o Museu The Beatles Story, que fica no Albert Docks. O Museu é outra “bomba” de emoções. Um áudio-guia em vários idiomas, conta com detalhes a História dos Beatles. Desde os primeiros acordes de John Lenon com a banda The Quarry Men até as carreiras solo de John, Paul, George e Ringo.

O Museu The Beatles Story

O museu foi inaugurado em 1990 e é onde encontramos a maior exibição dedicada ao quarteto de Liverpool. O áudio-guia e a sequência do museu levam os visitantes a uma jornada pela vida e pelos sucessos dos Beatles.

Objetos no Museu The Beatles Story

A história da banda começa em 1956, quando John Lenon, com 16 anos, estudante da escola Quarry Bank High School, formou a banda The Quarry Men que foi o embrião de tudo. Nos três anos seguintes a banda mudou de nome e chegou a ter até 20 músicos diferentes. Foi denominada de Black Jacks, Johnny and the Moondogs e The Silver Beatles. John foi o líder dessa fase original e depois dividiu essa função com a chegada de Paul.

John Lennon no comando do The Quarry Men

Muitos dos músicos e amigos que passaram pela banda foram abandonando esse sonho para seguir outros caminhos. Alguns foram estudar ou trabalhar em outras atividades. A persistência de John e Paul e depois a chegada do menino talentoso George Harisson, começou a formar o núcleo definitivo.

O menino talentoso George Harisson

A formação original do The Quarry Men tinha John Lennon, o amigo Pete Shotton e os colegas Rod Davis, Bill Smith, Eric Griffith, Nigel Whaley e Ivan Griffth. A banda tinha sete integrantes e John era o seu líder. Paul McCartney foi integrado ao grupo em outubro 1957, quando tinha 15 anos e em dezembro chegou George Harrison, com apenas 14 anos, levado por Paul. John achou Harrison um menino, mas como era um guitarrista virtuoso, decidiu aceitá-lo na banda. O grupo foi se desfazendo aos poucos e apenas John, Paul e George continuavam a persistir. O trio se juntou com Ken Brown e começou a se apresentar no Casbah Coffee Club, ainda com o nome de The Quarry Men.

O Casbah Coffee Club, onde tudo começou.

Em agosto de 1960 a banda já se chamava The Silver Beatles e Ken havia sido substituído por Pete Best, filho de Mona, a dona do Casbah Coffee Club. No verão daquele ano, os The Beatles foram contratados para várias apresentações em Hamburgo, na Alemanha. Hamburgo era uma cidade animada e tinha um verão agitado para esse período pós Segunda Guerra Mundial. As apresentações da banda eram exaustivas, chegavam a tocar por 8 horas seguidas, mas esse suor serviu de qualificação para os garotos que voltaram de Hamburgo muito mais experientes e com um disco gravado ao vivo.

Os Beatles em Hamburgo.

A ida para Hamburgo e a gravação desse primeiro disco demo, foi providenciada pelo amigo e empresário local, Alam Willian, que também conseguiu para eles a primeira audição no Blue Angel Club em maio de 1960, o que possibilitou à banda, ir para Hamburgo. Em Hamburgo, a banda se desentendeu com Alan William, que decidiu abandonar o projeto, depois que John se recusou a pagar uma comissão ao empresário.

O primeiro disco, gravado ao vivo em Hamburgo.

Na volta para Liverpool eles foram procurados por Brian Epstein, que possuía uma loja de discos e ouviu o trabalho gravado por eles em Hamburgo. Brian decidiu ir ao Cavern Club ver o que estava acontecendo e ficou impressionado com o que viu. Decidiu empresariar a banda e saiu à luta. Depois de muitas tentativas, conseguiu um contrato de gravação com o produtor George Martin e a Parlaphone Records em 1962. O disco explodiu e um ano depois já era um sucesso inusitado em toda a Europa, a ponto de a banda ter que se mudar para Londres.

Uma reprodução do Cavern Club no Museu The Beatles Story

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THE MAGICAL MISTERY TOUR EM LIVERPOOL

05 de setembro de 2018

Esse era o nosso segundo dia em Liverpool. Saímos do hotel The Hard Days Night pela manhã e fomos andando até o Albert Dock, ponto de encontro, para o The Magical Mistery Tour que já tínhamos agendado desde o Brasil e local onde fica a agência que organiza o passeio. O ônibus que faz o passeio tem uma pintura amarela tematizada com o cartaz do filme famoso dos Beatles. Aqui começavam as emoções.

O ônibus do The Magical Mistery Tour

O The Magical Mistery Tour é um passeio guiado em inglês e o guia não estava preocupado com outros idiomas, nem existe tradução eletrônica, falava muito rápido e isso prejudicou um pouco a compreensão do tour para nós, pois não conseguíamos pegar todos os detalhes. O passeio passa pelos principais pontos relevantes nas vidas dos 4 Beatles em Liverpool.

Fachada do museu que conta a história dos Beatles

Ele vai contando a história dos Beatles desde o nascimento dos 4 garotos de Liverpool, passando pelos principais episódios que marcaram as suas vidas e acabaram influenciando as suas composições e carreira. Passamos pelas casas onde morou Ringo Starr, John Lennon, Paul McCartney e George Harrisson. John Lennon e Ringo Starr nasceram em 1940, Paul McCartney em 1942 e George Harrison em 1943.

Retrato de George Harrison, quando criança.

A primeira parada foi na casa onde viveu Ringo Starr, na Admiral Grove. Em frente à casa de Ringo ficava o Empress Pub, cuja fachada ilustrou a capa do primeiro LP solo do artista após a separação dos Beatles, lançado em 1970. A mãe e o padrasto de Ringo cantavam com frequência nas noites desse pub.

O Empress Pub

Seguimos para a Rua Penny Lane, que ficou marcada pela música título que homenageia essa rua por onde Paul, John e George costumavam passar entre as suas casas e a escola. Várias músicas dos Beatles homenageiam a cidade e relembram detalhes das suas infância e adolescência, mas Penny Lane é uma obra-prima e talvez a mais importante delas. A música foi escrita por Paul, numa parceria com John e cita personagens com os quais eles conviveram.

A placa da Rua Penny Lane

Paramos no portão de Strawberry Fields, uma mansão construída no século XIX por um rico comerciante de Liverpool, que serviu de inspiração para outro sucesso dos Beatles, Strawberry Fields Forever. A casa original foi destruída e no seu lugar foi construído um orfanato para meninas. O marco maior de Strawberry Fields é o grande portão da entrada do terreno.

O portão de Strawberry Fields

Seguimos até a casa de John, na Menlove Avenue, onde viveu com a sua tia Mimi após a separação dos seus pais e a casa onde morou com a sua mãe Julia, que morreu atropelada na rua em frente, em 1958.

A casa de John, na Menlove Avenue

Passamos pela casa de Paul, em Speke, o bairro onde ele conheceu George Harrison.

A casa de Paul

O Tour termina no centro da cidade, perto da Rua Matthew Street, onde fica o Cavern Club, o templo que fez explodir a paixão pelos Beatles. Descemos as escadas do Cavern Club e quando chegamos em frente ao palco fomos tomados por uma forte emoção.

Impossível não se emocionar em frente ao palco do Cavern Club

A Matthew Street, no final da década de 50 e início dos anos 60, era uma rua animada e frequentada por muitos jovens e adolescentes. O Cavern Club era um clube de música que ficava no porão de um dos casarões da rua. Lá dentro, existem alguns pequenos túneis que faziam parte da estrutura do casarão e que foram adaptados para festas de pequenos grupos. No final de um dos túneis havia um pequeno palco onde as bandas se apresentavam. Várias bandas e outros cantores de Liverpool se apresentaram ali. A acústica da “caverna” era maravilhosa e isso incentivava as apresentações.

A acústica nos túneis do Cavern Club é excelente.

Os Beatles começaram a se apresentar ali, ainda com o nome de The Quarry Men e mais tarde como The Silver Beatles. Rapidamente atraiam multidões e as tardes e noites do Cavern foram se tornando memoráveis. Em dois anos de apresentações no Cavern Club, os Beatles fizeram 275 apresentações, com shows que chegavam a ter até 4 horas de duração. Como não serviam bebidas no Cavern, eles costumavam se encontrar num bar da Matthew Street, o Grapes, antes e depois dos shows, onde podiam beber e a paquera estava liberada.

Hoje é possível tomar um chopp quando se visita o Cavern Club

O Cavern Club original foi destruído pela companhia de saneamento de Liverpool, para a implantação de infraestrutura nessa área. Hoje em dia foi reconstruído um novo Cavern Club, com a mesma arquitetura, um pouco menor, mas com dimensões semelhantes e usando os tijolos originais.

A estrutura do antigo The Cavern Club foi reconstruída na mesma rua.

Hoje, quem visita Liverpool atrás das memórias dos Beatles, vai a “esse” Cavern Club e tem a sensação de estar no original. Eles organizam shows, das 11h às 24h, com várias bandas e artistas locais que vão se revezando a cada hora, mas ídolos do rock e pop internacional, como Adele, Rolling Stones, The Who e o próprio Paul McCartney, após a separação dos Beatles, dentre outros, também já se apresentaram ali.

Na parede, o registro das bandas que se apresentaram no Cavern Club

Quando chegamos lá embaixo, depois de três lances de escada, havia a apresentação de um músico solitário, e depois, mais um. Obviamente cantando músicas dos Beatles. Se fecharmos os olhos, dá para sentir as emoções do início do Cavern e as lágrimas insistem em cair. Tomamos uma cerveja, ficamos por aproximadamente uma hora pensando em tudo que deve ter acontecido por ali.

A emoção no olhar das fãs, dentro do Cavern Club.

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AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE LIVERPOOL

04 de setembro de 2018

Escolhemos Liverpool para começar a viagem em direção ao norte da Ilha da Grã-Bretanha. Seguimos de táxi para a Estação de Euston, em Londres, onde pegamos um trem para Liverpool. O excelente sistema de transporte ferroviário do Reino Unido facilita os deslocamentos entre as principais cidades do país. O trem sai rigorosamente no horário marcado. São 2 horas até Liverpool.

A estação ferroviária de Liverpool

Chegamos a Liverpool e fomos nos hospedar no Hard Days Night, um hotel temático, com ares de hotel boutique que transpira Beatles por todos os lados. Fica ao lado da Mathew Street, a rua do Cavern Club, o templo dos Beatles. Toda a decoração e atmosfera do hotel homenageia a famosa banda de Liverpool, na decoração das áreas comuns, nos quartos e até na fachada. Para quem quer ter uma experiência de Beatles em Liverpool, o Hard Days Night é um excelente começo, até porque é um bom hotel.

O The Hard Days Night em Liverpool

Mas Liverpool não é só Beatles. A cidade cresceu e se desenvolveu em função do seu porto e de ter se tornado uma área estratégica na logística comercial e mercantil do Reino Unido. As docas de Liverpool, nas margens do Rio Mersey, foram áreas de saída dos produtos ingleses e dos cidadãos irlandeses que migraram para a América a partir do século XIX.

As docas de Liverpool

Muitos dos irlandeses que tentavam migrar para a América através do porto de Liverpool, acabaram ficando na cidade, que por conta disso tem uma forte ligação com a Irlanda.

O antigo porto de Liverpool

Deixamos as malas no hotel e seguimos para a Rua Mathew Street que fica ao lado, onde fizemos um lanche no bom restaurante Festival, que pertence ao Bem Brasil. O restaurante possui um bom atendimento e fica em frente à Cavern Club, o que já nos coloca no clima dos Beatles.

A entrada do The Cavern Club em Liverpool.

Saímos em seguida em direção ao Albert Dock, uma área recuperada do antigo porto de Liverpool e que hoje é cheia de museus, lojas, restaurantes, hotéis. O Albert Dock é a atual sala de visitas de Liverpool e deu uma nova cara à cidade.

Os grandes galpões do Albert Dock

No caminho entre o hotel e o Albert Dock, passamos pelo Liverpool One Shopping Centre, um grande shopping center perfeitamente integrado com as ruas ao seu redor. Parte do shopping fica ao ar livre e às vezes é difícil distinguir onde está o mall e onde estão as ruas.

O shopping e as ruas se misturam.

O Albert Dock ocupa o lugar das antigas docas da cidade que foram desativadas em 1972. É formado por cinco grandes galpões que foram reformados e revitalizados a partir dos anos 90 e hoje compõem um enorme complexo com museus, galerias de arte, lojas, restaurantes, hotéis e prédios de escritórios.

A região das docas foi revitalizada.

Dentre os museus do Albert Dock, destacam-se o Merseyside Maritime Museum que é dedicado à história do Porto de Liverpool, à construção naval da cidade, às batalhas navais da Segunda Guerra Mundial e à emigração dos irlandeses para a América. O Tate Liverpool é uma filial do famoso museu de Londres e possui um grande acervo de arte contemporânea. O Museum of Liverpool fica num edifício moderno e conta a história da cidade.

O Museum of Liverpool

Circulamos bastante pelo Albert Dock e na volta para o hotel, paramos para jantar no excelente restaurante Jamie’s Italian, do Chef Jamie Oliver, nas imediações do complexo do Shopping.

os “Liver Birds”, são esses pássaros com algas no bico. Um dos símbolos de Liverpool

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A CIDADE DE BATH E O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE STONEHENGE

03 de setembro de 2018

Após a visita ao Castelo de Windsor, pegamos o ônibus e seguimos para cidade de Bath, no sudoeste da Ilha da Grã-Bretanha. Bath é famosa por ter sido a mais importante cidade romana da Ilha da Grã-Bretanha durante o período de ocupação do Império Romano sobre as ilhas britânicas. As termas romanas foram implantadas aí, no século I e é o maior testemunho da ocupação romana na Ilha.

Os banhos romanos de Bath

A cidade possui um imenso e belo casario em estilo georgiano, típico dessa região do sul da Inglaterra.

O belo casario da cidade de Bath

O maior destaque de Bath fica para o Museu dos Banhos Romanos, o Great Bath. O local possui uma fonte de água termal e os romanos usaram essa fonte para erguer um grande complexo de casas de banho, piscinas, saunas, etc.

A fonte de água termal ainda jorra com força

Hoje em dia existe um museu nessa antiga construção romana, que ensina um pouco sobre o estilo de vida que havia naqueles tempos. O museu mostra a riqueza da cidade no passado.

O museu dos banhos romanos.

Ao redor do museu, aparecem ruelas charmosas, com muitas lojinhas de suvenires, artesanatos, galerias de arte, além de restaurantes, bares e cafés. A cidade é viva, com muitos artistas de rua alegrando os visitantes e à espera de uns trocados. Os romanos transformaram Bath no primeiro spa da Inglaterra.

Artistas animam as ruas de Bath

Bem pertinho do museu fica o Parade Garden, um magnífico jardim, na beira do Rio Avon que corta a cidade. A bela ponte Pulteney Bridge é um dos marcos da cidade.

O Parade Garden com o Rio Avon

Ao lado dar termas romanas, no centro histórico da cidade aparece a bela Bath Abbey, de 1499, numa praça animada com músicos de rua, bares, restaurantes, galerias de arte e comércio para turistas.

A Bath Abbey na praça central da cidade.

Depois de visitar Bath, seguimos para Stonehenge, que fica a há 2 horas de viagem, no sentido de volta para Londres. É um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Um grande círculo formado por pedras gigantescas e que datam de aproximadamente do ano 3000 a.C. As pedras foram trazidas para esse sítio, de locais muito distantes, algumas de 40 milhas e outras de 150 milhas. Provavelmente foram transportadas por pequenos barcos de madeira, mas não se sabe ao certo como isso aconteceu.

O maravilhoso conjunto de Stonehenge

Stonehenge é o monumento pré-histórico mais importante e famoso da Europa. A composição do círculo, provavelmente está associada a estudos astronômicos desses povos antigos, cujo objetivo era dominar o conhecimento sobre as estações do ano e sobre o calendário anual, condição vital para o domínio das atividades agrícolas e para a sobrevivência.

Stonehenge

Muito provavelmente Stonehenge foi também utilizado como um templo religioso para as religiões pagãs. As evidências estão nos inúmeros corpos que foram encontrados nos arredores do círculo.

Stonehenge

É incrível a emoção que senti quando me aproximei do Grande Círculo. Stonehenge sempre foi um local que desejei conhecer, por uma série de motivos, um deles, a bela imagem que aparece no épico filme Tess. No local do sítio arqueológico existe uma grande infraestrutura para receber os visitantes, com banheiros, lanchonetes e lojas de souvenires.

Milhões de pessoas visitam Stonehenge todos os anos

Após a visita a Stonehenge voltamos a Londres. Foi um passeio de dia inteiro, chegamos na Estação Victoria às 19:30h e seguimos de táxi até a Oxford Street, onde passamos na loja da Uniclo para comprar casacos. Seguimos andando de volta para o hotel e procuramos um restaurante para jantar. Encontramos, por sorte um excelente “italiano”, o Restaurante Locanda, do chef Locatelli, localizado no Hotel Hyatt Regent, ao lado do nosso hotel. O Locanda Locatelli é um dos melhores restaurantes italianos de Londres, com várias premiações.

Stonehenge

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COMEÇANDO A VIAGEM PELO REINO UNIDO

02 de setembro de 2018

Chegamos a Londres às 15h do dia 2 de setembro, pegamos o Trem Express do Aeroporto de Heathrow para a estação de Paddington, num sistema integrado que envolve trem e táxi. Você paga um ticket único no aeroporto que faz integração com um táxi pré-pago, quando chega na estação ferroviária já existe um táxi lhe esperando, num serviço personalizado. Foram 55 Libras para duas pessoas, mais barato e mais rápido que se tivéssemos ido de táxi.

Pegamos o trem no Aeroporto de Heathrow para a estação de Paddington

Seguimos direto para o bom hotel Radisson Blu Portman, com uma localização excelente, bem central, a 200 metros da Oxford Street e bem pertinho do Marble Arch e Hyde Park. Depois de dar entrada no hotel, seguimos a pé até o Restaurante Sexy Fish, seguindo a recomendação de um amigo de Salvador.

O belo restaurante Sexy Fish

O restaurante é excelente, muito bem decorado, charmoso, alegre, com uma cozinha criativa, comandada por um chef brasileiro, de Minas Gerais, o Márcio. A cozinha mistura um pouco de culinária asiática (japonesa, tailandesa, com toques de culinária mediterrânea). Na volta para o hotel, ainda caminhamos pela Oxford Street, que estava pouco movimentada, era um domingo à noite.

O brasileiro Márcio é o chef do Sexy Fish

O CASTELO DE WINDSOR

03 de setembro de 2018

Saímos cedo do hotel onde estávamos hospedados em Londres e seguimos a pé até a estação de ônibus, Victoria Coach Station, foram 4 km de caminhada para pegar um tour que tínhamos contratado anteriormente. O passeio incluía uma visita ao Castelo de Windsor, na sequência seguiríamos até a cidade de Bath, no sudoeste da ilha da Grã-Bretanha, para conhecer os “Banhos Romanos” e ao final a visita mais esperada ao sítio arqueológico de Stonehenge.

O Castelo de Windsor

A cidade de Windsor fica a 30 km de Londres e é famosa pelo seu castelo monumental, que serve como uma das residências oficiais da família real britânica. Na realidade a cidade surgiu como consequência do grande castelo que fica no alto de uma colina estratégica.

Windsor

O Castelo de Windsor é a mais antiga residência oficial da família real britânica. Foi construído em 1080 por Guilherme, o Conquistador, para proteger a entrada oeste de Londres. Sempre foi o preferido da família real, a tal ponto que o Rei Jorge V elegeu Windsor como sobrenome da Família Real a partir de 1917. A Rainha passa muitos finais de semana em Windsor.

O Castelo de Windsor

A visita ao castelo tem como pontos fortes os aposentos reais, preservados e arrumados como museu e onde estão concentrados grandes tesouros históricos em mobiliário da Família Real, além da Capela de São Jorge. Infelizmente é proibido fotografar nesses ambientes e nós precisamos nos contentar com as fotos externas.

A Capela de São Jorge

A Capela de São Jorge é pequena, mas muito charmosa, foi onde aconteceu recentemente, o casamento real entre o Príncipe Harry e Meghan Markle. Construída em estilo gótico, possui uma pompa digna de uma capela real. No módulo principal, próximo ao altar-mor, existem brasões dos “cavaleiros” britânicos.

A Rainha Victoria na frente do Castelo de Windsor.

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UM ROTEIRO COM A VIA ALEGRIA PELO REINO UNIDO E IRLANDA

01 de setembro de 2018

Dessa vez a viagem que fizemos foi para conhecer uma boa parte do conjunto das Ilhas Britânicas. Fizemos o roteiro com a Agência Via Alegria e o foco principal foi Escócia e Irlanda. Aproveitamos para incluir no roteiro alguns destinos necessários e que ainda não conhecíamos na Inglaterra, como o complexo arqueológico de Stonehenge e a cidade de Liverpool. Saímos de Salvador para Londres pela TAP, num voo com escala em Lisboa.

A Escócia foi um dos destaques da nossa viagem.

O roteiro completo ficou assim:

  • 2 noites em Londres, onde fizemos um tour para Stonehenge e ainda tivemos uma visita ao Castelo e cidade de Windsor, e na sequência à cidade de Bath, no sudoeste da Ilha da Grã-Bretanha.
  • 2 noites em Liverpool
  • 2 noites em Glasgow, na Escócia
  • 2 noites em Inverness, no coração das Highlands, na Escócia
  • 3 noites em Edimburgo, a capital da Escócia
  • 2 noites em Killarney, no sudoeste da Irlanda
  • 2 noites em Galway, na Irlanda
  • 2 noites em Dublin, a capital da Irlanda
  • 3 noites em Londres

Stonehenge, um dos destaques que visitamos na Inglaterra.

Antes de começar os posts sobre essa viagem é importante relembrar alguns conceitos da geopolítica local. O Reino Unido é formado por quatro regiões semi-autônomas, que em alguns organismos internacionais têm status de países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A história dessas quatro regiões é marcada por longos períodos de disputas e desuniões.

Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

A Escócia viveu longas e sangrentas guerras contra a Inglaterra, na busca por uma independência que nunca aconteceu, isso lhe deu uma história e tradição bastante diversa da inglesa. Hoje vivem numa situação política integrada onde a Escócia possui fronteiras próprias, instituições políticas próprias, leis próprias, porém existe uma subordinação ao Parlamento inglês.

Paisagem típica da Escócia.

A Escócia poderia ter se separado da Inglaterra em 2014, mas o referendo sobre essa questão optou pela continuação da unidade política. Essa história ainda não acabou. Quando houve a discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia em 2016, a maioria da população optou pela saída, mas a o povo escocês votou para continuar na União Europeia, ao contrário da população da Inglaterra e do País de Gales.

A forte tradição escocesa.

Três dessas regiões compõem a Ilha da Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Na Escócia e no País de Gales, falam-se outros idiomas além do inglês. Os idiomas locais são incentivados nas placas de sinalização, programas de TV e nas escolas.

A tradição escocesa é muito forte.

A Irlanda do Norte, divide com a Irlanda do Sul, ou Eire, a Ilha da Irlanda. A Irlanda foi uma colônia inglesa em boa parte da sua história. Viveu fortes lutas pela sua independência que só aconteceu após a Primeira Guerra Mundial. A ponta nordeste da Ilha da Irlanda tinha uma maioria de população inglesa e praticantes da religião anglicana. Fez parte do acordo que essa porção permanecesse ligada a Inglaterra como território da Irlanda do Norte.

Irlanda e Irlanda do Norte.

As duas grandes ilhas, além de centenas de outras menores, formam o conjunto chamado de Ilhas Britânicas. É complicado para nós e para eles muito mais. O caráter insular das ilhas britânicas sempre foi uma situação estratégica de defesa. Desde o século XI, as ilhas não são invadidas por nenhum povo externo. Todas as disputas políticas e territoriais São internas.

Ilhas Britânicas

Paisagem do litoral da Irlanda.

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