CHEGANDO A DUBLIN PELO CORAÇÃO DO TEMPLE BAR

17 de setembro de 2018

Seguimos para Dublin, a capital da Irlanda do Sul e a chegada na cidade foi um pouco estressante, pois dirigir na mão inglesa é sempre tenso para nós que não estamos acostumados a isso, além disso era preciso ficar atento a GPS, sinaleiras, caminhos exclusivos para ônibus e taxis, etc.

Dublin

Optamos por seguir direto para o The Temple Bar Hotel, e essa foi outra decisão difícil, a ideia era deixar as malas no hotel e seguir com o carro para devolver na Europcar, acontece que o hotel fica numa rua de pedestres, com trânsito restrito e isso dificultou um pouco mais. No final tudo deu certo. Deixamos as malas e seguimos o GPS para a garagem da Europcar, que ficava a 2 km dali. Voltamos a pé e deu para relaxar um pouco, aproveitando as paisagens das margens do Rio Liffey que corta a cidade de Dublin e é um excelente referencial de localização para os visitantes.

O Rio Liffey corta o centro de Dublin.

Foi na marfem do Rio Liffey, que nos batemos com uma das esculturas mais emblemáticas de Dublin. Um presente do Governo Canadense à comunidade da cidade e que homenageia as milhares de famílias de imigrantes irlandeses que migraram para aquele país no século XIX, fugindo da grande fome que atingiu a Irlanda. Esses imigrantes acabaram por ajudar com a implantação e desenvolvimento do Canadá, no outro lado do Atlântico.

Detalhe da escultura em homenagem aos imigrantes irlandeses que foram para o Canadá, fugindo da epidemia de fome do século XIX.

O Hotel The Temple Bar foi uma grande decepção, apesar da localização central, e isso foi uma escolha nossa. O apartamento era muito pequeno, não havia ar-condicionado no quarto, numa noite de final de verão. Tudo bem que a temperatura lá fora estava por volta dos 20 graus, mas tínhamos que abrir as janelas e aí o caos continuava, pois o barulho da farra da região boêmia do Temple Bar entrava no quarto com força. Só aí fomos entender o porque dos protetores auriculares disponíveis no quarto.

A região boêmia de Temple Bar.

Depois de deixar as malas no hotel, saímos caminhando pela região do Temple Bar e descobrimos que Templo Bar é a denominação de toda uma área ao lado do centro portuário de Dublin. O nome veio a partir do momento em que o patriarca de uma família Temple adquiriu um terreno nas margens (barr) do porto e mais tarde implantou uma casa comercial e um bar.

A região boêmia do Temple Bar

Em toda a região de Temple Bar existem dezenas de Pub’s irlandeses com música ao vivo. É o local mais característico da cidade. Todos eles têm características semelhantes. Bares enormes, música ao vivo e comidas à base de burgers e carnes.

Os Pub’s irlandeses são agitados.

O mais famoso e procurado é o autêntico The Temple Bar. Uma multidão do lado de fora fazendo selfies e fotos convencionais e uma multidão dentro do bar que extrapola a sua área original. A música ao vivo com boas baladas é uma obrigação. Entramos no The Temple Bar para viver um pouco dessa experiência, tomamos uns chopps, mas decidimos sair para jantar em outro lugar menos badalado. Jantamos no Hard Rock Café, que fica na mesma rua e a uma quadra do nosso hotel.

O autêntico The Temple Bar

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O CASTELO DE TRIM E O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE BRÚ NA BÓINNE

17 de setembro de 2018

Estávamos na Irlanda há 4 dias, a essa altura da viagem, já tinha acostumado a dirigir com a mão inglesa e decidimos seguir de carro para Dublin. Havia a possibilidade de devolvermos o carro em Galway e seguir de trem, mas optamos por pegar a estrada, aliás, as excelentes estradas da Irlanda, com pista dupla e pedagiadas.

Seguimos de carro para Dublin

São 210 km de Galway para Dublin, deveríamos fazer a viagem em aproximadamente 2,5 horas, mas a oportunidade de seguir de carro nos possibilitou um desvio na estrada para conhecer duas atrações do interior da Irlanda. A primeira foi a pequenina cidade de Trim, capital do Condado de Meath, com aproximadamente 7 mil habitantes e localizada a aproximadamente uma hora de Dublin.

A pequena cidade de Trim

A cidade fica nas margens do Rio Boyne, é lá que estão as ruínas do Trim Castle.

O Rio Boyne

O imponente Castelo de Trim é uma magnífica estrutura do século XIII que apesar de estar em ruínas, nos dá a clara sensação das emoções vividas na sua época áurea. É um dos maiores castelos medievais da Europa. A sua construção data de 1220.

O Castelo de Trim

O castelo medieval, foi utilizado nas filmagens de Coração Valente, o clássico de Mel Gibson cuja história se passa na Escócia, mas muitas filmagens foram ambientadas em Trim, na Irlanda.

Detalhe do Castelo de Trim

Na grande área verde ao redor do Trim Castle, existe a ruína de uma torre espetacular, com paredes grossas de pedra, que fica do outro lado do Rio Boyne, como uma sentinela avançada para o castelo.

A magnífica Torre de Trim

Seguimos da cidade de Trim, por mais 44 km até a localidade onde fica o fabuloso sítio arqueológico de Brú na Bóinne, no Vale do Rio Boyne. Um enorme templo, muito bem preservado, que data de 8 mil anos antes de cristo.

Brú na Bóinne

Brú Na Bóinne é um importante complexo de pedras neolíticas, que faz parte de um grande conjunto de relíquias arqueológicas das ilhas britânicas e irlandesas, como Stonehenge e tantos outros. O local era utilizado para enterros e outras cerimônias religiosas.

Uma reprodução sobre Brú na Bóinne no período pré-histórico

Todos esses monumentos foram utilizados para a compreensão do ciclo das estações do ano, interpretando o movimento do sol e a influência que ele possui sobre a alternância das estações. A compreensão desse movimento do sol era vital para orientar os povos primitivos sobre os períodos de plantio e colheita agrícola.

A entrada do templo de Brú na Bóinne

Na chegada ao sítio arqueológico, fomos direto para o centro de visitantes, muito bem estruturado. De lá saem micro-ônibus para visitar as ruínas. Como a visita era demorada e tínhamos horário para devolver o carro em Dublin, optamos por ir até um mirante no interior de uma fazenda dos arredores, de onde se tem a melhor vista panorâmica de Brú na Bóinne.

A vista panorâmica do sítio arqueológico de Brú na Bóinne

https://www.youtube.com/watch?v=IHCNLPTm6kA

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GALWAY, A CAPITAL CULTURAL DA IRLANDA

16 de setembro de 2018

Estávamos em Galway, na costa oeste da Irlanda, e saímos cedo para um circuito pela Rota Costeira Connemara. Já estávamos acostumados a dirigir pela mão inglesa, mas mesmo assim, a estrada estreita exigia estratégia e uma direção cuidadosa.

Trecho da Rota Costeira Connemara

A rota segue pela costa noroeste da Irlanda, por 90 km a partir de Galway. Fizemos uma primeira parada na pequena vila de Spiddal, no Ceardlann Spiddal Craft & Design, um centro de lojinhas de arte e artesanato que atrai os visitantes que passam pela estrada.

A vila de Spiddal

A Costa de Connemara passa por uma rota turística denominada de Wild Atlantic Way, Caminho do Atlântico Selvagem, que atravessa três províncias e na prática acompanha toda a costa oeste da Irlanda, desde o Ring Of Kerry até além da Rota Costeira Connemara. É uma região de grandes belezas naturais, com lagos, pântanos e ladeados de montanhas escarpadas.

Esse é o símbolo que identifica o Wild Atlantic Way.

O cenário fica ainda mais dramático a oeste de Spiddal, onde as fazendas com cercas de pedras na beira do mar, dão o tom da paisagem. Chegamos a Carreroe com as suas belas praias.

As cercas de pedra são um dos símbolos da região.

Seguimos até Carna, numa das extremidades da Rota Connemara e voltamos para Galway. A Península Connemara possui trilhas, praias, vilas pitorescas e cavernas, que atraem turistas o ano inteiro.

A Rota Connemara

Voltamos para Galway, um dos principais destinos turísticos da Irlanda. É uma cidade charmosa e tranquila, mas com uma atmosfera jovem e animada. Muitos intercambistas brasileiros e de outras nacionalidades escolhem Galway para viver, o que dá um ar cosmopolita a essa pequena cidade da Irlanda.

A cidade cosmopolita de Galway

A cidade tem cerca de 70 mil habitantes e é a terceira maior do país. Possui um clima boêmio e animado, sobretudo pela grande quantidade de estudantes circulando pelas suas ruas.

Jovens músicos de rua em Galway

Galway é conhecida como a capital cultural da Irlanda. Chama a atenção a grande quantidade de músicos e artistas de rua que animam aqueles que passam e batalham algum trocado. Isso aumenta ainda mais a atmosfera boêmia de Galway. O calendário anual da cidade contempla uma série de festivais culturais.

Músicos de rua em Galway

A Qway Street é a rua que concentra a maior quantidade de pubs coloridos, com música ao vivo e restaurantes, da cidade. Ao lado do Qway Street fica o Quartier Latin, que é uma extensão da área boêmia de Galway.

Pub na Qway Street

Dentre as atrações turísticas de Galway destaca-se o Arco Espanhol, uma extensão dos antigos muros do período medieval, que guarda na lembrança a época em que a cidade possuía um estreito comércio com a Espanha. O muro servia de proteção para os navios espanhóis que paravam no porto de Galway.

O Arco Espanhol

Ao lado do porto fica a foz do Rio Corrib, que foi parcialmente “domada” por um sistema de eclusas que permite a entrada de pequenas embarcações.

Pequena eclusa na foz do Rio Corrib

Na beira da foz do Rio Corrib aparece um belo casario colorido que é uma das marcas de Galway. Depois de caminhar bastante pela cidade, fomos jantar no Restaurante Martine’s, o mesmo da noite anterior, sinal de que gostamos muito e não queríamos arriscar uma outra opção.

O casario colorido na beira do Rio Corrib

O link abaixo leva para o clip da música The Galway Girl de Ed Sheeran, que mostra um pouco o espírito dos pubs de Galway.

https://youtu.be/87gWaABqGYs

https://www.youtube.com/watch?time_continue=114&v=87gWaABqGYs

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AS INCRÍVEIS FALÉSIAS DE MOHER, NA COSTA DA IRLANDA

15 de setembro de 2018

Estávamos na costa oeste da Irlanda. Saímos da cidade de Kilarney com o objetivo de chegar no final do dia na cidade de Galway. Passamos antes pela pequena e charmosa cidade histórica de Adare, no Condado de Limerick, com aproximadamente 2.700 habitantes.

A charmosa cidade de Adare

Adare é uma cidadezinha romântica, muito popular entre os irlandeses, fica a apenas 16 quilômetros da cidade de Limerick, que é maior e por isso tem mais infraestrutura de hospedagem. Como Adare é muito perto, muitos visitantes optam por ficar em Limerick. Nós estávamos de passagem. Estacionamos o carro e circulamos um pouco pela cidade.

Adare

As Adare Cottage formam um conjunto de casinhas de palha do século XIX que estão entre as principais atrações da cidade. Hoje abrigam lojas de roupas, artesanatos e galerias de arte.

As Adare Cottage

Quase em frente às Cottage fica o The Trinitarian Priory, um antigo mosteiro do século XIII, que hoje funciona como igreja católica e está bem preservado.

The Trinitarian Priory

Deixamos Adare para trás e seguimos para o nosso principal destino do dia, as Falésias de Moher (Cliffs of Moher), a aproximadamente 100 quilômetros de Adare. Fizemos a viagem em quase duas horas, pois dirigíamos com cautela para nos acostumarmos à mão inglesa.

As Falésias de Moher

Na chegada ao Cliffs of Moher, no Condado de Clare, existe um grande estacionamento, pois essa é uma das mais importantes atrações turísticas da Irlanda, recebendo quase um milhão de visitantes por ano.

O estacionamento que leva ao Cliffs of Moher

Passamos no centro de visitantes, com lanchonetes, banheiros e todo apoio aos turistas, onde é possível assistir a um filme com belas imagens, que demonstram a formação geológica das falésias e enfatiza a vida selvagem do local.

Milhares de turistas visitam os Cliffs of Moher diariamente.

As falésias se estendem por 8 km ao longo de uma costa com mar agitado e selvagem no Oceano Atlântico. Em alguns trechos as falésias chegam a 214 metros de altura. Em dias de céu claro, o que não é tão comum por aí, em função de um clima insistentemente úmido que a Irlanda possui, é possível ver até a Baía de Galway, a muitos quilômetros de distância.

As Falésias de Moher

Existe uma trilha que acompanha as encostas das falésias nos dois sentidos opostos ao centro de visitantes. No caminho para o norte, chega-se à Torre O’Brien, uma torre de pedra, redonda, do século XIX, construída em 1835, já com o objetivo de servir como ponto de observação para visitantes que procuravam essa maravilha da natureza.

A Torre O’Brien

A Irlanda possui um relevo predominantemente planáltico que mergulha abruptamente nas falésias litorâneas e as de Moher são as mais belas e impressionantes. Nas encostas, existem muitos ninhos de aves marinhas e por isso a região é uma Área Especial de Proteção Ambiental.

O mar agitado esculpiu as falésias e rochedos

Os visitantes costumam ir além da passarela protegida e se arriscam na beira do penhasco para ver quem faz a fotografia mais perigosa. Toda a trilha é sinalizada, mas em alguns trechos fica bastante estreita.

Os visitantes se arriscam na beira do penhasco

Ao lado das Falésias de Moher, existem fazendas de agropecuária com criação de bovinos e ovinos. Os animais pastam bem perto do precipício. Acidentes com homens e animais já aconteceram por aí.

As pastagens se estendem até a beira das falésias.

As pastagens se estendem até a beira das falésias.

Deixamos os Cliffs Of Moher para trás, com a alma lavada e seguimos para Galway. Fomos direto para o bom Hotel Park House, com excelente localização, a 200 metros da Quay Street, a principal rua de agito da cidade, onde ficam os pubs e principais restaurantes. Deixamos as malas no hotel e seguimos a pé para a Quay Street, que é uma festa permanente. Jantamos no excelente Restaurante Martine’s, na Quay Street.

O agito da Quay Street

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COMPLETANDO O CIRCUITO DO RING OF KERRY

14 de setembro de 2018

Estávamos numa jornada pelo sudoeste da Irlanda. Seguimos o Anel de Kerry e fizemos uma parada na cidadezinha de Portmagee, que fica literalmente na extremidade do Anel de Kerry, na ponta da Península de Iveragh e é a porta de entrada para a Valentia Island. Existe aí, uma ponte que liga Portmagee à ilha.

Detalhe de Portmagee

Decidimos atravessar a Maurice O’Neill Memorial Bridge, a ponte que liga a ponta da península à Valentia Island, um recanto charmoso na costa da Irlanda.

A Maurice O’Neill Memorial Bridge

Casinhas e barcos de pesca coloridos, além de falésias e um belo mar azul, completam as atrações da Vanentia Island.

Portmagee

O farol de Valentia Island

Voltamos para Portmagee e pegamos uma estradinha montanhosa que atravessa a península até a localidade de Waterville. Portmagee é o ponto de partida para os barcos de turismo que visitam a Skellig Michael, uma ilha distante da costa onde existe um mosteiro do século VI.

A vista do Skellig Michael

Não tínhamos tempo suficiente e nos contentamos com as vistas da ilha dos diversos mirantes que existem ao longo da costa do Skellig Ring, um pequeno desvio do Ring Of Kerry.

Paisagem do Skellig Ring

Passamos pela localidade de Balling Skellig. Como não estávamos ainda tão adaptados à direção com a “mão inglesa”, decidimos seguir atrás de um motor home que circulava bem devagar. Era a nossa proteção.

Ring of Kerry

Chegamos a Waterville, uma pequena cidade litorânea, com casinhas coloridas que se tornou famosa por ter sido escolhida por Charles Chaplin para passar as suas férias durante muitos anos. Hoje existe na cidade uma estátua de Chaplin onde os turistas adoram fazer fotografias.

Charles Chaplin em Waterville

A estrada que liga Waterville a Caherdaniel sobe pela encosta de Beenarourke e lá de cima existem algumas das vistas mais bonitas do Ring Of Kerry. Caherdaniel é o local onde morou Daniel O’Conell, o Libertador, herói as lutas pela independência da Irlanda.

Paisagem do Skellig Ring

Seguimos adiante até Kenmare, a última cidade desse trajeto que fizemos no Ring of Kerry e já fica bem pertinho de Kilarney. Kenmare é uma bela cidadezinha com várias lojas de artesanato, galerias de arte, cafés, lanchonetes, bares e restaurantes.

Kenmare

De Kenmare para Kilarney, cruzamos o Parque Nacional de Kilarney, com muitos mirantes de onde se pode obter boas fotos do Parque Nacional, que é considerada uma Reserva da Biosfera, pela UNESCO.

Paisagem do Parque Nacional de Kilarney

No alto do Parque aparecem os lagos: Lower Lake, Midle Lake e Upper Lake, que podem ser observados de cima e formam uma bela paisagem.

Paisagem do Parque Nacional de Kilarney

Ainda fizemos uma parada para visitar a Cachoeira Torc. Existe uma pequena trilha que leva até a base da cachoeira. Chegamos à noite em Kilarney, fomos circular pela Main Street e começamos a nos despedir da cidade.

A Cachoeira Torc

Leia mais em: https://umpouquinhodecadalugar.com/2018/11/24/13547/

 

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THE RING OF KERRY, A NATUREZA PRESERVADA DA REPÚBLICA DA IRLANDA

14 de setembro de 2018

Na costa sudoeste da Ilha da Irlanda existe uma península com paisagens selvagens e encantadoras, a Península Iveragh tem um circuito turístico especial, que recebe milhões de visitantes todos os anos. O Ring of Kerry, ou Anel de Kerry, possui um trajeto circular, com dezenas de cidadezinhas charmosas pelo caminho.

O Anel de Kerry

O ponto de saída para esse circuito é a cidade de Killarney, onde estávamos, a mais importante do Condado de Kerry, possui uma grande infraestrutura para o turismo, com um bom parque hoteleiro, campos de golfe, restaurantes, pubs, etc. Fica nos entornos de um grande Parque Nacional com cachoeiras, montanhas, lagos, florestas e lugares bucólicos. Fica lotada no verão. As Agências de Viagens organizam passeios diários para os recantos mais atrativos na região do Ring of Kerry. A cidade é pequena e pode ser visitada a pé.

Killarney

O Anel de Kerry pode ser percorrido por uma estrada estreita de aproximadamente 180 km. Muitos turistas que fazem o circuito de forma independente, levam aproximadamente dois dias, mas as agências realizam excursões de um dia apenas. Começamos com a difícil missão de fazer todo o contorno do Anel de Kerry em apenas um dia.

Paisagem do Anel de Kerry

Seguimos em sentido anti-horário. A primeira parada que fizemos foi na pequena cidade de Killorglin, a aproximadamente 20 km de Killarney. Logo na chegada paramos para fotografar a ponte de 1885, construída sobre o Rio Laune.

A ponte sobre o Rio Laune

Em cada uma das cidadezinhas do Anel de Kerry, as igrejas católicas se destacam. A República da Irlanda é um dos países mais católicos do mundo.

A igrejinha de Killorglin

A Irlanda é um dos países mais católicos do mundo.

Seguimos adiante pela estrada estreita que bordeja o litoral da Península Iveragh. A paisagem é selvagem e encantadora. Paramos várias vezes para fotos no caminho e é isso que faz esse roteiro ser tão especial.

Um dos mirantes do belo litoral do Anel de Kerry

Fizemos uma parada na pequena e típica cidade de Carherciveen, com pouco mais de 1200 habitantes, onde existe uma bela Igreja e Memorial a Daniel O’Conell, um dos heróis das lutas pela independência da Irlanda.

Igreja e Memorial a Daniel O’Conell

Carherciveen é também uma das cidadezinhas mais típicas. Uma das suas maiores atrações fica por conta do Cahergall Stone Fort, um antigo forte de pedra, em formato circular, que data do início do século VII.

O Cahergall Stone Fort

Fica numa fazenda que permite a entrada de visitantes. Dá para subir nas pedras que formam o círculo do forte e ver a paisagem bucólica lá de cima.

Paisagem do interior da Irlanda

Além do forte, Carherciveen tem castelos medievais que completam o seu conteúdo turístico.

Um dos castelos de Carherciveen

Leia mais em: https://umpouquinhodecadalugar.com/2018/11/25/completando-o-circuito-do-ring-of-kerry/

 

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COMEÇANDO A VIAGEM PELA IRLANDA

13 de setembro de 2018

Saímos de Edimburgo, na Escócia, com destino a Kilarney na Irlanda, num voo da British Airways, com escala em Londres. A parada final foi no Aeroporto de Cork, já na Irlanda, onde pegamos um carro e seguimos para Kilarney, que fica na ponta sudoeste da Ilha da Irlanda.

A Catedral de Kilarney

A Ilha da Irlanda é a segunda maior do arquipélago das Ilhas Britânicas, está dividida em Irlanda do Sul e Irlanda do Norte. A Irlanda do Sul, República da Irlanda ou Eire, é um país independente e ocupa a maior parte da Ilha da Irlanda. A ponta nordeste da ilha é formada pela Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido e, portanto, é subordinada ao parlamento britânico.

A Ilha da Irlanda dividida em duas partes.

A República da Irlanda hoje faz parte da União Europeia, é um país moderno e desenvolvido, possui um dos maiores IDH do mundo. A capital e maior cidade do país é Dublin. A população total da República da Irlanda é de 4,8 milhões de habitantes.

Detalhe de Dublin

O nosso programa na Irlanda incluía a ponta sudoeste do país, com um roteiro de carro envolvendo os condados de Kerry e Galway, onde estão algumas das maiores atrações do país. No final chegaremos a Dublin, a capital.

A selvagem costa oeste da Irlanda

Essa iria ser a minha primeira experiência dirigindo um carro na mão inglesa e obviamente estava tenso com o desafio. Seguimos até o balcão da Europcar no aeroporto de Cork e descobrimos que eles não tinham o carro que havíamos locado previamente, nos deram um “up grade” e pegamos um Volvo XC60 automático, um excelente carro, para a nossa sorte e conforto.

Esse foi o carro que a Europcar nos entregou

No planejamento inicial da viagem, iriamos circular com o carro alugado pela costa oeste da Ilha da Irlanda e devolveríamos na cidade de Galway, alguns dias depois. A atendente da Europcar nos deu a possibilidade de devolver o carro em Dublin, que seria o nosso destino final na Irlanda, contanto que fosse no mesmo dia previsto para Galway.

Dirigir na mão inglesa é sempre um desafio.

O primeiro contato com o carro com a mão inglesa é tenso, não ficamos muito à vontade. Sair do aeroporto sozinho, seguindo as orientações do GPS do carro e do Waze, que nem sempre são coincidentes, é outro desafio. Como o GPS era muito bom, preferi seguir o GPS.

Os primeiros contatos com a mão Inglesa.

As estradas dessa região do interior da Irlanda são boas, porém estreitas e isso nos assustou. A primeira dificuldade que tive foi com relação às referências de distâncias do lado esquerdo do carro em relação ao acostamento, e esse, às vezes não existia. Saímos do aeroporto e dirigimos 90 km até Kilarney, no Condado de Kerry. A estratégia foi seguir bem devagar e ir me adaptando cada vez mais à direção na mão inglesa.

Estradas estreitas.

Chegamos em Kilarney no final da tarde e o GPS nos levou direto para o Kilarney Plaza Hotel and Spa. O hotel era excelente, amplo, com uma localização privilegiada, na entrada do centrinho histórico da cidade. Quando chegamos, tivemos um novo momento de stress com a direção na mão inglesa, havia um ônibus estacionado na frente do hotel e tivemos dificuldade para parar. No final tudo deu certo. Paramos o carro no estacionamento do hotel e aí deu para relaxar um pouco.

O saguão do excelente hotel Kilarney Plaza Hotel and Spa

Como estávamos bem no centro da cidade, saímos para caminhar pela Main Street, a principal rua de turismo da cidade, cheia de bares e restaurantes, além de lojinhas de lembranças do lugar.

A Main Street

Kilarney é o principal centro de turismo dessa ponta sudoeste da Ilha da Irlanda. A cidade fica lotada o ano inteiro, mas sobretudo no verão. É o ponto de partida para um dos principais circuitos turísticos do país, o Ring Of Kerry (Anel de Kerry), que iremos conhecer no dia seguinte.

Paisagem do Ring Of Kerry

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CAMINHANDO POR EDIMBURGO, NA ESCÓCIA

12 de setembro de 2018

Nesse nosso terceiro dia em Edimburgo, Saímos do hotel e seguimos direto para o Grassmarket, uma praça charmosa que no passado funcionou como um grande mercado e está localizada na parte antiga da cidade.

A Grassmarket

A ladeira de acesso ao Grassmarket é alegre e colorida, possui um grande conjunto de lojas charmosas e especializadas em produtos de magia, máscaras, etc. Muitas delas com acervo de Harry Potter. A praça se destaca pela arquitetura medieval e pela bela vista que tem do Castelo de Edimburgo.

A ladeira de acesso à Grassmarket

Lojas de máscaras na ladeira da Grassmarket

Voltamos para a Royal Mile que na prática é formada por quatro trechos de ruas antigas, no coração da Old Town. A extensão total liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio Holyrood.

Loja da Royal Mile com venda do kilt

O Castelo de Edimburgo fica na Castle Hill, na sequência vem a Lawnmarket, a High Street e por fim, a Canongate chega ao Palácio de Holyrood. Seguimos pela High Street e paramos no Museu da Infância (Museum of Childhood), com uma grande coleção de brinquedos que nos leva de volta à infância. Criado em 1955 foi o primeiro museu do mundo com esse tema.

Bonecas no Museum of Childhood

Seguimos pela Canongate até o Palácio Holyrood, a residência oficial da Rainha da Escócia. O Palácio foi construído em 1529 para o Rei Jaime V e a sua esposa Maria de Guise. Não entramos no Palácio, preferimos continuar a caminhar pela cidade.

O Palácio Holyrood

Voltamos andando até a Princess Street, a Rua mais movimentada de Edimburgo. No meio da avenida aparece o Scott Monument, um monumento a Sir Walter Scott, o mais famoso escritor e poeta escocês. O monumento é uma grande torre gótica com aproximadamente 60 metros de altura. No alto do monumento existe um mirante com belas vistas de Edimburgo.

O Scott Monument

Descemos para os maravilhosos jardins da Princess Street que se estende por um vale entre a Royal Mile e a Princess Street. Os jardins formam um refúgio no centro de Edimburgo. É um bom local para caminhadas e de lá temos belas vistas do Castelo de Edimburgo.

Os jardins da Princess Street

Seguimos até o Museu Nacional da Escócia, um dos mais importantes do Reino Unido. O local possui um acervo enorme, mas fomos até lá para ver uma exposição temporária de Rembrant. No dia seguinte seguimos para a Irlanda.

Despedida da Escócia

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EDIMBURGO, A “ATENAS DO NORTE”

11 de setembro de 2018

O Castelo de Edimburgo fica num dos extremos da Cidade Velha, Old Town, no final da Royal Mile, num trecho denominado de Castle Hill. O castelo fica sobre um grande bloco rochoso, o que lhe dá uma proteção geográfica natural. Sempre foi uma fortaleza difícil de ser conquistada.

O Castelo de Edimburgo

No interior do Castelo existem uma série de construções que foram sendo acrescentadas ao longo do tempo, desde o século XII até o século XX. Algumas de caráter militar e outras civis e políticas, o que lhe confere a característica de ser fortaleza, palácio real, guarnição militar e prisão.

O interior do Castelo de Edimburgo.

A fortaleza original foi construída no século VI, pelo Rei Eduíno, que serviu de inspiração para o nome da cidade. Logo na entrada do Castelo chegamos a um mirante de onde se tem belas vistas da cidade de Edimburgo.

Belas vistas a partir do Castelo.

Num desses mirantes, aparece uma bateria de canhões e um deles se destaca, o Mons Meg construído na Bélgica em 1449. É um símbolo para a Escócia. Depois de ter atuado em várias ações militares, ficou na Torre de Londres até ser devolvido à Escócia em 1829 e colocado no Castelo de Edimburgo.

O gigante Mons Meg

A Capela de Santa Margarida, St Margaret’s Chapel, data do século XII e é a construção mais antiga do Castelo de Edimburgo.

A Capela de Santa Margarida

Num dos salões do castelo ficam expostas as joias da Coroa Escocesa, a coroa, a espada e o cetro. O Great Hall é um dos salões principais do castelo. O teto de madeira foi restaurado. Era aqui que aconteciam as reuniões do parlamento escocês até o século XVII.

O Great Hall

Saímos do Castelo e seguimos andando pela Royal Mile, onde muitos turistas circulam a todo momento. Artistas de rua e tocadores da gaita-de-fole escocesa aparecem em vários pontos da avenida. Os gaiteiros geralmente estão vestidos em trajes típicos da Escócia, onde destaca-se o kilt, as saias escocesas que os homens usam, com tecido xadrez que identifica os tartãs dos clãs das Terras Altas.

Gaita de fole

O uso do kilt é muito comum em ocasiões formais, jogos e eventos esportivos, serve como identidade nacional escocesa, mas pode ser encontrado também de forma casual, no dia a dia.

O uso do kilt em Edimburgo.

Decidimos pegar um ônibus de turismo do tipo Hop on Hop Off, aqueles que circulam pela cidade e nos quais podemos parar em qualquer ponto e retomar o circuito depois. É uma forma interessante de ter uma visão panorâmica do lugar e depois escolher os locais que queremos ver mais detalhadamente.

Tour panorâmico por Edimburgo

Fazemos uma parada na Calton Hill, uma colina localizada em uma das extremidades da Princes Street, na região da New Town e de onde se tem excelentes vistas da cidade.

A Calton Hill

No alto da Calton Hill existem vários edifícios históricos imponentes. Dentre eles destaca-se a acrópole inacabada que ajuda a denominar Edimburgo como a “Atenas do Norte”. O local é procurado por jovens que costumam ir até ali para observar o pôr do sol.

A acrópole inacabada

Outro destaque fica para o Nelson Monument e o observatório da cidade. Do alto da Calton Hill é possível avistar a Old Town e a New Town. É de lá que podemos comparar a arquitetura desses dois lados de Edimburgo.

O Nelson Monument

Uma das vistas de destaque do alto da Calton Hill é o Arthur’s Seat, uma montanha de origem vulcânica que fica no centro do Holyrood Park, um grande parque natural numa das extremidades da cidade onde a população local costuma fazer trilhas, caminhadas e piqueniques.

O Arthur’s Seat

Descemos da Calton Hill e seguimos andando pela Princes Street, o “coração” da New Town de Edimburgo. A Princess Street é a principal rua de compras da cidade. À noite jantamos no excelente restaurante Michael Neave’s Kitchen and Whisky Bar, um achado em Edimburgo.

A Princes Street

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CATEDRAL DE SAINT GILES, O “CORAÇÃO” DA REFORMA PROTESTANTE ESCOCESA

11 de setembro de 2018

Edimburgo é a capital da Escócia e sede do Parlamento Escocês, fica na região das Terras Baixas, a sul do estuário do Rio Forth. É a segunda maior cidade do país e possui aproximadamente 500 mil habitantes. É considerada uma das cidades mais bonitas da Europa e possui uma grande importância turística. É a cidade mais visitada da Escócia e a segunda do Reino Unido.

A bela cidade de Edimburgo

A maior parte da cidade está situada sobre duas colinas e um vale. Uma das colinas se estende desde o Castelo de Edimburgo até o Palácio Holyrood, através da avenida Royal Mile. Essa é a parte mais antiga e histórica de Edimburgo. A outra acompanha o desenho da Princes Street, a rua mais movimentada, e centro comercial da cidade.

O Castelo de Edimburgo

Uma das pontas dessa parte da cidade está delimitada pelo Castelo de Edimburgo, que fica sobre uma elevação de granito, a outra ponta é uma antiga montanha de origem vulcânica denominada Arthur’s Seat (Cadeira de Arthur).

O Arthur’s Seat

Como o Hotel Radisson Blu ficava dentro da Cidade Velha, saímos caminhando em direção ao Castelo e fizemos uma primeira parada na Catedral de Saint Giles (Santo Egídio), a maior igreja de Edimburgo, que já foi uma Catedral de fato, mas há muito não tem um bispo. Hoje é uma igreja presbiteriana. É considerada a Igreja Matriz do Presbiterianismo. No seu interior, predomina a riqueza da arquitetura gótica.

A Catedral de Saint Giles

A Catedral foi erguida sobre um antigo santuário existente aí desde o século IX, em homenagem ao padroeiro dos leprosos. Santo Egídio é também o padroeiro da cidade de Edimburgo. No seu interior destacam-se as enormes colunas e texturas do teto.

Interior da Catedral de Saint Giles

Os belos vitrais foram colocados aí no século XIX e servem para iluminar o interior da Catedral durante o dia.

Belos vitrais no Interior da Catedral de Saint Giles

Um dos maiores destaques da Catedral de Saint Giles é a Thistle Chapel, Capela do Cardo, construída no início do século XX. Uma bela capela cujo maior destaque fica para o seu rico teto abobadado com um trabalho bastante rebuscado, em um estilo gótico muito diferenciado e belos dosséis trabalhados em madeira.

Detalhe do teto da Thistle Chapel.

A capela homenageia os Cavaleiros da Ordem do Cardo. No centro existe um trono real esculpido que ainda hoje é usado pela Rainha quando em visita a Edimburgo.

Os belos dosséis esculpidos em madeira.

No centro da Igreja existe uma estátua de John Knox, o líder maior da Reforma Protestante Escocesa e primeiro pastor protestante da Catedral. John Knox nasceu em 1513, nos arredores de Edimburgo. É um “patrimônio” da cidade e da Escócia, esteve envolvido como protagonista da história do país, da Inglaterra e também da Europa, durante a primeira metade do século XVI e até a sua morte em 1572. Comprou briga com reis, rainhas, bispos e papas, até a implantação da Reforma Protestante Escocesa.

Estátua de John Knox no interior da igreja.

John Knox foi um pastor corajoso, ríspido, forte de corpo e de espírito, esteve envolvido em inúmeras intrigas políticas que nortearam a história ao seu redor. Usava o temor a Deus como instrumento de persuasão nos seus sermões fortes e extensos. Se tornou um grande líder político e religioso no seu tempo. Hoje, o túmulo de John Knox encontra-se na Catedral de Saint Giles.

Saiba mais sobre John Knox no video abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=Y1kl1MeIQz8

Interior da Catedral de Saint Giles

 

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