O ESPETACULAR CANAL DO PANAMÁ

10 de março de 2017

O nosso principal objetivo em visitar o Panamá era conhecer o Canal, que liga o Pacífico ao Atlântico. Quando planejamos a viagem para Cancun, a melhor opção aérea foi com a Copa Airlines, companhia panamenha, vimos nisso uma oportunidade para realizar esse sonho. Definimos ficar dois dias na Cidade do Panamá e cumprir essa etapa obrigatória na vida de um viajante pelo mundo.

Panamá

Contratamos um tour no hotel, para uma visita guiada ao Canal do Panamá, além disso terminaríamos a manhã em um passeio panorâmico pela Cidade do Panamá e finalizaríamos na parte antiga da cidade, conhecida como “Casco Viejo”.

O centro histórico da Cidade do Panamá

Seguimos direto para a Eclusa de Miraflores, na região do Canal. São 12 quilômetros desde o nosso hotel, na zona hoteleira da Cidade do Panamá. Chegamos no Canal e fomos para o Centro de Visitantes, onde pudemos presenciar alguns navios atravessando a Eclusa de Miraflores e as manobras de abertura e fechamento das comportas, bem como a variação do volume de água dentro dessas eclusas.

A eclusa de Miraflores no Canal do Panamá

O Panamá é um pequeno país localizado na América Central. Apelidado de “Ponte das Américas”, pois possui a formação geográfica de um istmo. Uma estreita faixa de terra interligando dois blocos continentais. É no Panamá, que o istmo fica mais estreito. No local onde foi construído o Canal a faixa de terra possui apenas 77 quilômetros separando o Oceano Atlântico do Pacífico.

A estreita faixa de terra que forma o Panamá.

Antes da existência do Canal do Panamá, qualquer navio que precisasse fazer a viagem da costa leste para a costa oeste dos Estados Unidos, obrigatoriamente dava a volta no extremo sul da América do Sul, no perigoso Cabo Horn, através da Passagem de Drake e do Estreito de Magalhães. O canal diminuiu imensamente o tempo dessa travessia e a distância, em aproximadamente 13 mil milhas. Esse foi o motivo que justificou o esforço gigantesco para a construção do Canal. Um navio que levava meses para ir de Nova York a São Francisco, passou a fazer a mesma viagem em aproximadamente 9 horas. Entre o tempo de espera e o cruzamento do Canal, pode levar de 20 a 30 horas.

A distância para atravessar do Atlântico para o Pacífico diminuiu significativamente.

O Canal do Panamá é artificial, possui aproximadamente 80 quilômetros de extensão. É fundamental para o comércio internacional. A ideia para a sua construção ganhou força após a inauguração do Canal de Suez, em 1869, ligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e possibilitando a integração do Oceano Atlântico ao Oceano Índico.

Canal de Suez

A França, através da Companhia Suez, de Ferdinad de Lesseps, que construiu o Canal de Suez, decidiu tentar construir o Canal do Panamá a partir de 1880. Após 20 anos de trabalho e de investimentos vultuosos, abandonou o projeto por falta de recurso, problemas de engenharia e assustada pela grande quantidade de mortos vitimados por doenças tropicais, em especial a malária e a febre amarela, que vitimou cerca de 20 mil pessoas.

Foto histórica da construção do Canal do Panamá

Em função dos entraves colocados pelo governo colombiano para a construção do canal, os Estados Unidos começou a financiar grupos separatistas, interferindo na geopolítica do Panamá, que se separou da Colômbia em 1903 e possibilitou o início das obras no ano seguinte. O projeto foi retomado pelos Estados Unidos, em 1904, após a independência do Panamá, que levou dez anos para a conclusão da obra. Foi inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1914.

Mapa do Canal do Panamá

O canal passou a pertencer aos Estados Unidos, que detinha também, o controle sobre as suas margens. Adquiriram a posse da faixa ao redor do Canal, incluindo uma distância de 5 milhas para cada lado. Toda a área era uma base militar norte americana. Após conflitos envolvendo militares americanos e estudantes panamenhos, foi assinado um acordo em 1977, o Tratado Torrijos-Carter, onde a zona do Canal passaria por uma administração conjunta entre os dois países, até 1999 e a partir daí, finalmente seria gerenciado e operado pelo governo do Panamá, através da Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo. Com a passagem do Canal para os panamenhos eles herdaram também uma completa infra-estrutura de ferrovia, rodovias, duas hidrelétricas, uma base aérea, e vilas militares.

Navio atravessando a Eclusa de Miraflores

O Canal do Panamá foi uma das maiores e mais difíceis obras de engenharia já realizadas no mundo até então. Como o território do Panamá é montanhoso, foi necessário escolher cuidadosamente o seu trajeto. Mesmo assim, ele somente se tornou possível através de um engenhoso sistema de eclusas e construção de lagos artificiais.

Gráfico do sistema de eclusas

Os navios saem do Oceano Atlântico, sobem eclusas, onde são elevados a 26 metros de altura, até chegar ao nível do Lago Gatun. Um lago artificial criado para diminuir o esforço na construção do Canal e nas escavações. Depois de atravessar o Lago Gatun, os navios descem uma eclusa até o Lago Miraflores, também artificial, localizado a 16 metros de altura, e seguem viagem por mais canais e eclusas até chegar ao Oceano Pacífico.

Eclusa de Miraflores

A eclusa mais estreita do Canal original possui uma largura de 33,5 metros, o que condicionou, durante muito tempo, a indústria naval a construir navios com largura máxima de 33 metros, para que eles pudessem passar pelo Canal do Panamá. Esse padrão é denominado Panamax. Largura de 32,3 metros, comprimento de 294 metros e calado de 39,5 metros.

Navio de padrão Panamax

Com o surgimento dos superpetroleiros e supernavios de carga, o Canal do Panamá passou a viver um novo desafio. Aumentar a largura e profundidade para possibilitar navios maiores. A partir de 2007, começou a construção de um novo canal, inaugurado em 2016, com a passagem do supercargueiro Cosco Shiping Panamá, de bandeira chinesa. Esse novo canal possibilita a passagem de navios com até 49 metros de largura e 366 metros de comprimento, abrindo novas e gigantescas possibilidades para o Canal do Panamá. Os atuais navios que podem passar por esse novo e mais largo canal, são chamados de Post-Panamax.

 

Os supercargueiros passam pelo novo canal paralelo

O pedágio cobrado para os navios que atravessam o Canal do Panamá é a principal riqueza do país. Hoje, passam aproximadamente 15 mil navios por ano. O pedágio é calculado em função do peso e das dimensões do navio.

A riqueza do Panamá sai principalmente do pedágio do canal.

Além de visitar o Canal, quem vai ao Centro de Visitantes de Miraflores, pode assistir a um filme que mostra e conta as histórias da construção do Canal do Panamá, além de visitar exposições sobre biodiversidade do local, fotos da época da obra, etc.

Simulador na Eclusa de Miraflores

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A CIDADE DO PANAMÁ E O HOTEL HARD ROCK

09 de março de 2017

Deixamos o Hotel Riu Palace Península e partimos para o Aeroporto Internacional de Cancun, onde pegamos um voo da Copa Airlines, com duas horas de duração, para a Cidade do Panamá, que seria o nosso próximos destino. O Aeroporto de Tocumen é o maior da América Central. Um grande “hub”, onde se conectam voos originários das Américas do Sul e do Norte.

O Aeroporto de Tocumen, no Panamá

O Panamá é um pequeno país localizado na América Central e apelidado de “Ponte das Américas”, pois possui a formação geográfica de um istmo. Uma estreita faixa de terra interligando dois blocos continentais. Nesse caso o Panamá é o elo principal entre a América do Norte e a América do Sul.

O Panamá

A principal atividade econômica do país é o setor de serviços impulsionado pela implantação de grandes bancos, que foram estimulados pelo governo, transformando-se numa espécie de “Paraíso Fiscal”. A presença de uma “Zona de Livre Comércio”, na cidade de Colón, numa das entradas do Canal do Panamá, também reforça essa vocação para o turismo. A receita maior do país, porém, vem dos pedágios que os navios pagam para atravessar o Canal do Panamá.

Navio atravessando o Canal do Panamá.

O país que foi colônia espanhola no passado, após a independência das colônias espanholas, ficou unido à Colômbia, de quem se separou em 1903, motivado pelas disputas econômicas que envolveram a construção do famoso canal, no início do século XX e estimulado pelos Estados Unidos.

O Canal do Panamá

O Panamá é hoje um país moderno e a segunda maior economia da América Central. Já foi um paraíso para compras, mas a situação mudou um pouco desde 2010 em função da criação de um imposto único de 7% sobre o valor das mercadorias adquiridas, o que onerou os preços do país, apesar de ainda serem convidativos. Fique atento, pois o preço das etiquetas não incluem os 7%. Esse valor será agregado à sua conta, na hora de pagar.

O centro frenético da Cidade do Panamá.

A Cidade do Panamá é a capital do país. Surpreende desde a chegada. Avenidas largas, uma cidade vertical, com um centro financeiro repleto de arranha-céus. Possui hoje, pouco mais de um milhão de habitantes.

A Cidade do Panamá

Seguimos do Aeroporto, direto para o Hotel Hard Rock Megapolis. Era um sonho antigo que tinha. A rede de hotéis Hard Rock surgiu a partir do sucesso da marca e da cadeia de restaurantes Hard Rock Café. O primeiro Hard Rock Café foi implantado em1971, por dois jovens empreendedores americanos, Isaac Tigrett e Peter Morton, na área do Hyde Park, próximo à frenética zona de Piccadilly, em Londres. A ideia era decorar o ambiente com objetos do Rock’n Roll. Som alto, muita música e vídeo clips das principais bandas de rock do Mundo. Cresceu e se tornou símbolo de sucesso no mundo inteiro. Hoje está presente nos principais destinos turísticos do planeta.

A marca do Hotel Hard Rock

A empresa estimulou os astros do rock a fazerem doações de peças de roupa utilizadas em turnês, instrumentos musicais e fotografias autografadas, discos e outros acessórios relacionados ao seu dia a dia. Hoje eles possuem a maior coleção de objetos relacionados ao rock’n roll, no mundo. Cada restaurante é uma espécie de museu do rock’n roll. Essa história começou por um acaso, quando Erick Clapton, que era frequentador do Hard Rock Café de Londres, doou uma guitarra autografada para ficar em exposição na parede do restaurante. Alguns dias depois, o guitarrista do The Who, Pete Townshend, fez o mesmo e mandou um bilhete dizendo: “Mine’s better! Love, Pete (A minha é melhor! Com amor, Pete). Os restaurantes hoje são conhecidos pela “atmosfera” de rock’n roll que proporciona.

Guitarras no Hard Rock Café

Os hotéis e cassinos surgiram mais recentemente e estão se expandindo numa velocidade grande. Muitos amantes do rock’n roll criticam essa capitalização do negócio, que mistura luxo, glamour e muuuuiiitaaa música. Adorei a experiência. Vou tentar mais vezes.

A vista do alto do Hotel Hard Rock

A música está presente em todos os cantos do hotel, desde a recepção até ao banheiro dos apartamentos. Na recepção, o som é alto, mas não incomoda. O objetivo é entrar no clima. Cada andar do Hard Rock do Panamá é dedicado a um astro do rock internacional. Ficamos no 26º andar. Dedicado a Bruce Springsteen. Tinha fotos dele para todos os lados. Os diversos bares e restaurante do hotel, também entram no clima do Rock’n Roll e os shows acontecem em vários ambientes.

O nosso andar homenageava Bruce Springsteen

Deixamos as malas no hotel e saímos para o Shopping Multiplaza Pacific Mall. É o mais moderno e sofisticado da cidade, com lojas das principais grifes mundiais. Rodamos um pouco por lá e seguimos para o shopping que ficava ao lado do nosso hotel, o Multicentro. Um shopping menor e mais simples que o anterior. As melhores lojas estão no Multiplaza, as mais baratas estão no Multicentro. Muitos brasileiros vão ao Panamá para compras. Não era o nosso caso. Fomos pelo Canal. A cidade possui vários shoppings e os preços são bons. O dólar circula livremente, como uma moeda local. Os produtos no Panamá são mais baratos que no Brasil, mas não mais baratos que em Miami. O maior dos shoppings é o Albrook Mall, mas deixamos ele para um outro dia.

Panamá

Decidimos jantar no restaurante Hard Rock Café e aí descobrimos que ele não fica no hotel e sim no Shopping Multicentro. O Hotel Hard Rock fica ao lado. Foi ótimo.

Cidade do Panamá

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PLAYA DEL CARMEN, A CIDADE ESCONDE A PRAIA E O MAR

08 de março de 2017

Uma das dúvidas que tivemos antes de fechar a viagem para Cancun com a Via Alegria, era sobre onde ficarmos hospedados. Se em Cancun, que já conhecíamos e tínhamos ido por duas vezes ou em Playa del Carmen que sabíamos ser um destino mais novo e recomendado por alguns visitantes. Decidimos por Cancun, mas precisávamos conhecer Playa del Carmen para entender o porque alguns preferem ficar por aí.

Playa del Carmen

Pegamos o carro que tínhamos alugado no dia anterior e saímos para Playa del Carmen. São cerca de 70 quilômetros por uma excelente estrada, com pista dupla, que percorremos por aproximadamente uma hora. Depois da explosão de Cancun com destino turístico, Playa del Carmen surgiu com mais espontaneidade, com opções de hospedagens mais baratas e alternativas.

Playa del Carmen

Chegamos a Playa del Carmen e procuramos um local para estacionar o carro próximo da Quinta Avenida, que já tínhamos como referencia de local onde tudo acontece. Não foi difícil encontrar. Deixamos o carro num estacionamento pago e seguimos a pé, uma quadra a mais até a Quinta Avenida, uma rua de pedestres com um comércio ativo, algumas pousadas, lanchonetes, restaurantes, lojas de artesanato, etc.

A Quinta Avenida em Playa del Carmen

A praia fica a duas quadras da Quinta Avenida. Não foi difícil encontrar. A decepção com Playa del Carmen foi grande. A estreita faixa de praia, com um lindo mar de um azul intenso, quase transparente, fica literalmente escondida por trás de um paredão de construções desorganizadas e feias, que insistem em obstruir o que a região tem de mais bonito. A cidade esconde as praias.

A praia de Playa del Carmen.

Na praia, uma grande quantidade de colchões com sombreiros, espalhados pela areia privatizam o lazer e deixam poucos espaços para os banhistas. Não precisava ser assim. Mais uma vez me decepciono com destinos de sol e mar. Acho que na realidade as praias da Bahia e do Nordeste brasileiro são imbatíveis. Uma “covardia”, quando comparadas a outros destinos mundo afora.

Centenas de sombreiros e colchões escondem a praia.

A sensação que tive é de que Playa del Carmen é bom para os americanos que estão ali ao lado. Passagens aéreas baratas e o fácil acesso, fazem dessa região do México, um “quintal” para os Estados Unidos. Para nós brasileiro, escolher Playa del Carmen, é uma opção apenas para encontrar alternativas de hospedagem mais baratas e ficar mais perto dos parques da região da Riviera Maia, Xcaret, Xplor e Xel-ha, além do sítio arqueológico de Tulum. Tirando essas vantagens, o melhor mesmo é ficar em Cancun.

A praia está aí atrás.

Voltamos à Quinta Avenida, mas achamos o lugar sem charme nenhum. Pegamos o carro e partimos para Cancun.

Deixamos Playa del Carmen para trás.

Cancun também possui o mesmo problema de dificuldade de acesso à praia e/ou mesmo à visão do mar. O planejamento urbano foi um absurdo. A estreita faixa de restinga foi totalmente obstruída pelo paredão de hotéis gigantescos. Quem vai a Cancun, raramente ver o mar, a não ser o do seu próprio hotel. Paramos num raro mirante que existe, em mais de 20 quilômetros da Avenida Kukulcan, para fazer umas fotos.

É uma pena que a praia em Cancun, somente seja contemplada em poucos trechos.

O mar é de um azul maravilhoso, improvável. A praia de areia branca forma um contraste espetacular. Pena que não exista uma avenida larga, na beira do mar, com um belo calçadão, ciclovias e parques para contemplação. Temos que nos contentar com esse raro mirante ou com a praia de cada hotel.

O concorrido mirante de Cancun.

Seguimos até o excelente Restaurante Lorenzillo’s, onde paramos para almoçar. Um dos mais tradicionais e famosos de Cancun. Especialista em comidas do mar, sobretudo em lagostas, que podem ser escolhidas vivas e preparadas na hora. O restaurante é abastecido a partir de uma fazenda de lagostas, própria.

A localização estratégica do Restaurante Lorenzillo’s

Voltamos para o Hotel Riu Palace Península onde começamos a nos despedir de Cancun. À noite repetimos o bom Restaurante Krystal, do próprio hotel.

A incrível cor do mar de Cancun.

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TULUN, A CIDADE MAIA A BEIRA MAR

07 de março de 2017

Ainda não estávamos recuperados da maratona que enfrentamos no Carnaval de Salvador e que, praticamente, emendamos com a viagem ao México. Nos dois primeiros dias em Cancun fizemos dois programas prazerosos, porém cansativos. Fomos no primeiro dia a Xcaret e no dia seguinte a Chichen Itzá. Hoje o passeio que havíamos adquirido com a agência de viagens saia às seis da manhã. Desistimos do tour e decidimos dormir até mais tarde. Foi ótimo. Quando acordamos, alugamos um carro com a Alamo, no próprio lobby do hotel e fizemos parte do mesmo programa, que iríamos em excursão. Seguimos para Tulum.

A cidade maia de Tulum.

A viagem para Tulum é de aproximadamente 140 quilômetros. Fizemos em duas horas, por uma excelente estrada que passa pela costa sul da Península de Yucatan, na região da Riviera Maia. No caminho, condomínios maravilhosos e imponentes, impressionam. Alguns deles possuem toda a infraestrutura de uma cidade, com escolas, hospitais, etc. É enorme o investimento que foi realizado em toda essa área da Península de Yucatan no sul do México. Dezenas de hotéis gigantescos e muitos parques temáticos, criando conteúdo para receber milhões de turistas por ano, sobretudo americanos, que estão ali ao lado. Dentre os parques, destacam-se Xcaret, Xel-Ha e Xplor, cada um com temáticas e atrativos diferentes.

Dezenas de condomínios de luxo foram implantados na Riviera Maia.

Chegamos a Tulum por volta do meio dia. A infraestrutura nos arredores de Tulum é melhor que em Chichen Itzá. Um amplo estacionamento, um grande mercado de artesanato e dezenas de lojas, restaurantes e lanchonetes, ficam na entrada do sítio arqueológico.

Na entrada para as ruínas de tulum, existe uma boa infraestrutura de apoio aos turistas.

Contratamos um guia na entrada das ruínas, para termos mais informações sobre o sítio arqueológico. A palavra Tulum significa, “Cidade Murada”, e os vestígios dos muros que envolviam essa fabulosa cidade Maia ainda aparecem em alguns trechos.

Uma grande muralha cerca a cidade de Tulum.

A cidade de Tulum era um antigo porto Maia, que servia de entreposto comercial entre o Mar do Caribe e as terras do interior da Península de Yucatan. Numa região totalmente cercada por corais, a pequena abertura no canal de Tulum fez a diferença para o desenvolvimento desse centro comercial dos Maias.

A cidade de Tulum era um importante entreposto comercial na Península de Yucatan

No alto da colina em frente ao mar, numa localização estratégica, aparece o templo principal da cidade, e isso faz de Tulum, a mais fotogênica das cidades Maias .

Tulum, a mais fotogênica das cidades maias.

Dezenas de casas e templos menores, com entalhes esculpidos em baixo relevo, contam um pouco da história da Civilização Maia e nos permite compreender aspectos relacionados à cultura desse povo. Numa dessas casas, dedicada à Deusa da Fertilidade, aparecem alguns entalhes descrevendo partos e nascimentos de crianças. Os Maias já faziam partos cesarianos, muito antes dos europeus. Usavam drogas anestésicas e espinhas de peixe para o corte e costura da pele das mulheres submetidas a esse tipo de cirurgia.

Templo em Tulum

Seguimos até um mirante no alto da colina de Tulum. É de lá que se tem uma das vistas mais famosas do Caribe. O azul impressionante do mar, servindo de moldura para as ruínas Maias.

Principal cartão postal de Tulum.

Finalizamos a visita à cidade Maia de Tulum e fizemos um lanche por ali mesmo, em seguida voltamos para Cancum. Valeu muito a pena a viagem para Tulum.

Entrada do parque de Tulum.

À noite saímos para jantar no excelente Restaurante Benazuza, indicado pelo Trip Advisor, como o melhor de Cancun, localizado no Hotel Grand Oasis Sens. O Benazuza foi uma opção rara e apresenta uma noite inusitada e inesquecível. Possui uma culinária “fusion”, moderna, com fortes experimentos. A noite começa com uma degustação e apresentação de drinks sólidos. É realmente curioso provar uma margherita em forma de geleia sobre uma banda de limão, ou whisky com mel esfumaçando numa infusão de hidrogênio. Depois dos drinks especiais, o menu degustação segue com as mesmas características. O jantar degustação vai ficar para o rol dos inesquecíveis.

Drinks sólidos no Benazuza – foto divulgação Tripadvisor

Tulum

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A CIDADE PERDIDA DE CHICHEN ITZÁ

06 de março de 2017

Passamos pela Pirâmide da praça central e seguimos direto para o local do “Jogo de Pelotas”, um dos principais destaque da cidade de Chichen Itzá. Nesse campo acontecia uma das mais tradicionais e importantes competições esportivas dos povos maias. O jogo funcionava como uma espécie de ritual.

O campo do “Jogo de Pelotas”.

Dois times ficavam no campo e precisavam fazer passar uma bola de borracha, por um aro muito pequeno instalado no alto de uma muralha. A bola somente podia ser arremessada com o antebraço, ombro ou com o quadril. Os jogos eram acompanhados por um ritual de sacrifício humano.

A bola tinha que passar por esse pequeno aro na estrutura da muralha.

Todos os detalhes sobre o “Jogo de Pelotas” aparecem desenhados nos elementos decorativos entalhados nas muralhas que cercam a quadra onde aconteciam os jogos. Os sacrifícios eram feitos com guerreiros inimigos e visavam realimentar a terra para prover a fertilidade agrícola e favorecer o crescimento do milho. Os sacrifícios eram essenciais para manter o funcionamento do Universo.

Cenas do ritual de decapitação aparecem em baixo relevo nas paredes da muralha.

O Deus maior dos maias é a Kukulcán, a Serpente Emplumada. O Deus tem o corpo de uma serpente e asas próximas à cabeça. A arquitetura e engenharia da praça central de Chichen Itzá, permite ouvir um eco que imita o chocalho de uma serpente e o canto de um pássaro, em pontos opostos. Muitos atribuem esse fenômeno a uma tentativa dos maias em chamar pelo seu Deus maior.

A cabeça da Kukulcán

Outra construção imponente da cidade de Chichen Itzá, é o Templo das Mil Colunas, ou Templo dos Guerreiros. Um enorme palácio ricamente decorado com cabeças de serpentes e com cerca de mil colunas de sustentação que dava a volta em todo o prédio. Esse templo era utilizado como um grande mercado popular e também nas cerimônias de sacrifício humano.

Detalhes do Templo das Mil Colunas.

O ponto negativo que vimos na visita a Chichen Itzá foi a grande quantidade de ambulantes espalhados pelo sítio arqueológico. Esse é um fenômeno relativamente recente e começou a acontecer após a estatização do sítio. Os vendedores oferecem diversos tipos de artesanatos, nem sempre de boa qualidade ou bom gosto.

Ambulantes espalhados em toda a área do sítio arqueológico.

Os ambulantes se distribuem de forma desorganizada, sujam e degradam o ambiente e constrangem o visual magnífico das ruínas. Na sua maioria são descendentes dos maias e isso torna o controle dessa “feira livre”, mais difícil para o governo.

Artesanatos mexicanos.

A última visita que fizemos no sítio arqueológico de Chichen Itzá, foi ao magnífico observatório astronômico dos maias. Uma prova arqueológica da engenhosidade dos maias na perseguição à compreensão do Universo. Utilizando apenas a observação visual, os maias tinham conhecimentos astronômicos muito maiores que os seus contemporâneos europeus.

O Observatório Astronômico dos Maias

Conseguiram calcular com precisão impressionante o ciclo lunar e solar, setecentos anos antes dos europeus. Sabiam que a Terra era redonda e que o Sol não era o centro do Universo, coisa que os europeus só vieram a admitir no século XVII.

Detalhe do Observatório Astronômico.

Saímos da cidade maia de Chichen Itzá com a “alma lavada” e pegamos mais 200 quilômetros de estrada na volta para Cancun. Como tínhamos ido de excursão deu para dormir um pouco no retorno. Chegamos no hotel à noite e jantamos por aí mesmo, no bom restaurante Venezia do Hotel Riu Península Cancun.

Artesanato mexicano.

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A PIRÂMIDE MAIA DE CHICHEN ITZÁ

06 de março de 2017

Chegamos à cidade perdida de Chichen Itzá no início da tarde. Estava chovendo bastante, compramos uma capa de chuva nas mãos dos vendedores ambulantes que enchem a entrada do complexo e com isso aliviamos um pouco os efeitos da tempestade, que passou rapidamente.

A Cidade Maia de Chichen Itzá.

O Centro de Visitantes na entrada do complexo possui uma boa infraestrutura, mas estava impraticável, pois vários ônibus chegava na mesma hora, e com a chuva, a entrada estava caótica. Depois de algumas dificuldades iniciais provocadas pela chuva, conseguimos entrar e nos encontramos com o nosso guia para o início da visita tão esperada.

Ambulante vendendo artesanato na entrada da Cidade perdida de Chichen Itzá.

Chichen Itzá foi uma das maiores cidades erguidas pela civilização maia, no final do período clássico, entre o ano 600 e o ano 1.200. Hoje, o sítio arqueológico do que foi a antiga cidade maia, encontra-se ainda muito bem preservado, sobretudo nas suas atrações principais. Fica a 200 km de Cancun, na Península de Yucatan.

As ruínas de Chichen Itzá ainda muito bem preservadas.

Chichen Itzá é um dos sítios arqueológicos mais visitados do México. Recebe cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano. Patrimônio Cultural da Humanidade, declarado pela UNESCO desde 1988. A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, escolhida recentemente como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.

A Pirâmide de Chichén Itzá.

A Pirâmide é formada por várias plataformas quadradas, superpostas. Em cada lado da sua estrutura existe uma escadaria com 91 degraus, totalizando 364. Somando-se a esses, o degrau único que existe na entrada do templo, temos 365 degraus, que é exatamente o número de dias do calendário maia e do movimento de translação da Terra ao redor do Sol. Os maias eram craques em astronomia.

A Pirâmide de 4 faces possui 365 degraus.

A Pirâmide Maia de Chichen Itzá é uma prova arquitetônica dos conhecimentos avançados que os maias tinham no campo da astronomia. Esses conhecimentos eram necessários na estratégia de sobrevivência dos maias, pois orientavam os fluxos de plantio e colheita agrícola.

Detalhes da Pirâmide de Chichén Itzá.

O conhecimento do calendário anual, dos movimentos de rotação e translação, e das estações do ano eram vitais para a sobrevivência do povo maia. O maior fenômeno da Pirâmide acontece nos dias dos equinócios, 21 de março e 21 de setembro, quando começam as estações de primavera e outono respectivamente e milhares de turistas vão a Chichen Itzá para presenciar a aparição da serpente emplumada, Kukulcán, o Deus maior dos maias, na lateral da pirâmide.

Os degraus favorecem o aparecimento da Kukulcán

Os degraus da pirâmide possuem detalhes triangulares, que quando refletidos pela luz do sol, nos dias dos equinócios, possibilitam a formação do desenho de uma serpente na lateral do “El Castillo”. Muitos pesquisadores entendem que esse fenômeno simboliza o início da nova estação do ano e uma sinalização para que os maias iniciassem um novo ciclo de cultivo agrícola.

A cabeça da Kukulcán

Os mistérios da Pirâmide de Chichen Itzá colaboram para a confirmação dos conhecimentos astronômicos dos maias. Várias pirâmides foram construídas de forma superpostas. Uma envolvendo a outra. Antigamente era permitido subir nas escadarias das pirâmides, inclusive de uma das que ficavam no interior da principal. Hoje é proibido e isso ajuda na preservação do monumento.

Algumas faces da pirâmides estão mais destruídas.

A região de Chichen Itzá é muito quente. No dia que visitamos, demos sorte, pois quando chegamos estava chovendo e o dia nublado deu um alívio na temperatura.

O dia chuvoso diminuiu o calor

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O CENOTE DE IK KIL, NA PENÍNSULA DE YUCATAN

06 de março de 2017

Estávamos a caminho das ruínas de Chichen Itzá. Fizemos a primeira parada numa comunidade Maia, e a segunda na região do cenote de Ik Kil. Os cenotes são fenômenos naturais típicos da Península de Yucatan no México. Se originam a partir de uma grande concentração de águas subterrâneas, que em alguns trechos aparecem na superfície, formando verdadeiras piscinas naturais de água puras e cristalinas, pois são filtradas pelo solo, resultando em poucas partículas em suspensão.

O Cenote de Ik Kil

Alguns cenotes são verdadeiros rios subterrâneos, que em alguns trechos aparecem na superfície, sobretudo em áreas onde o teto de cavernas subterrâneas, desabou. Os mais conhecidos formam grandes piscinas naturais, algumas com mais de dez metros de diâmetro. A grande quantidade de cenotes na Península de Yucatan, provocaram uma forte ligação entre essas formações e a civilização Maia.

Cenote em Xcaret

Na Península de Yucatan, os cenotes foram associados pelos Maias a rituais religiosos de de sacrifício humano. Alguns sistemas de cavernas são interligados por debaixo da terra e podem percorrer centenas de quilômetros. Eram considerados pelos Maias como portais de comunicação com os Deuses.

O Cenote de Ik Kil

Hoje em dia os cenotes foram transformados em mais uma atração turística da Península de Yucatan. Existem cerca de 7 mil cenotes na região, acrescentando um toque de aventura aos passeios próximos a Cancun. Algumas cavernas são utilizadas para mergulho em profundidade, outras apenas para um banho relaxante com prática de snorkeling.

Um banho relaxante no Cenote de Ik Kil.

O Cenote de Ik Kil é o mais famoso da Península de Yucatan. Fica bem perto do sítio arqueológico de Chichen Itzá, a apenas três quilômetros da famosa cidade Maia. É um enorme buraco com cerca de 60 metros de diâmetro e 40 metros de profundidade. Impressiona pelo tamanho. No fundo do buraco, com 26 metros abaixo do nível do solo, a água cristalina pode ser utilizada para banho.

O buraco possui cerca de 26 metros de profundidade.

Na borda do cenote de Ik Kil existe uma vegetação nativa que acrescenta uma áurea de aventura ao local. Os visitantes descem as escadas laterais e podem nadar no cenote. Recomenda-se o uso de coletes salva-vidas para evitar surpresas desagradáveis.

A vegetação pende do alto do cenote.

Lá embaixo, no fundo do poço, existe uma plataforma natural, que os visitantes mais corajosos, saltam num mergulho delicioso dentro do cenote. Na área de Ik Kil, existe toda uma infraestrutura de apoio, que conta com restaurante, hotel, vestuários, etc.

A infraestrutura do Cenote de Ik Kil

Almoçamos por aí, no Cenote de Ik Kil, e depois seguimos para a principal atração do dia. As fantásticas ruínas de Chichen Itzá.

A plataforma de acesso ao cenote.

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A CIVILIZAÇÃO MAIA

06 de março de 2017

Adquirimos uma excursão para Chichen Itzá no próprio lobby do hotel, onde várias agências oferecem programas para os hóspedes. A infraestrutura do turismo receptivo de Cancun é excelente. São muitos hotéis, muitos turistas e muitas opções de passeios. Pegamos um ônibus na porta do hotel às 7:30h e seguimos direto para uma estação de transbordo dessas empresas de receptivo. Os ônibus chegam dos mais diversos hotéis trazendo centenas de turistas, que vão sendo transferidos para outros ônibus onde são divididos de acordo com o passeio adquirido, idioma, etc. Entramos num dos ônibus que iria para Chichen Itzá e escolhemos o idioma espanhol. Seria mais fácil de entender. Não existiam opções exclusivas em português.

A pirâmide Maia de Chichen Itzá

São cerca de 200 quilômetros de Cancun a Chichen Itzá. Quando se segue direto, a viagem é feita em aproximadamente 2 horas e meia. Não foi o nosso caso. Fizemos duas paradas que já constavam do nosso programa. A primeira foi numa comunidade Maia.

Mulher Maia

Os Maias viveram na América Central. Os seus principais vestígios culturais aparecem no sul do México, Honduras, Guatemala e El Salvador. Onde foram encontradas várias cidades e construções dessa civilização, que dominou a região desde 1800 a.C., até o século XIII d.C.

Detalhes de decoração em Chichen Itzá

A Civilização Maia desenvolveu um conhecimento espetacular na escrita, na matemática, na medicina, na arquitetura, nas artes e em especial nos sistemas astronômicos, o que possibilitou o domínio de informações essenciais para o domínio da agricultura, como: o calendário anual, a sequência das estações do ano e consequentemente as informações sobre o clima.

Observatório astronômico Maia.

A escrita Maia era quase tão avançada quanto a europeia e permitia uma transcrição completa da fala. O sistema numeral também tem semelhanças e permitia aos Maias as quatro operações da matemática: Somar, subtrair, multiplicar e dividir. Isso foi fundamental nos estudos astronômicos, na arquitetura e na engenharia Maia.

O Templo das Mil Colunas.

Quando os espanhóis chegaram às Américas no século XVI, a Civilização Maia já não mais existia. As cidades Maias tinham sido abandonadas e o conhecimento civilizatório tinha desaparecido. As informações sobre esses conhecimentos, porém, estavam vivas nos monumentos e na arquitetura das cidades Maias abandonadas.

O gigantismo e a complexidade das Cidades Maias.

O povo Maia, porém nunca desapareceu, continuou vivendo na América Central, de forma tribal e não mais dominando os conhecimentos dos seus antepassados. A comunidade que visitamos, era de origem Maia. Faziam algumas apresentações sobre hábitos culturais dos antigos povos da região. Algo voltado para turistas e com um cunho comercial. No final, uma grande loja de artesanatos, com produtos locais, e outros, que seguramente devem ter vindo da “China”.

Loja de artesanato na comunidade Maia.

As atuais populações Maias preservam tradições, crenças, algumas delas ainda falam o idioma Maia original. Muito dessa cultura atual já está fundida com culturas europeias, em especial nas questões religiosas, fundamentalmente católica.

Sincretismo religioso na comunidade Maia.

Existem muitas teorias que tentam explicar o fim da Civilização Maia. As cidades foram abandonadas e não se sabe ao certo o porque. Superpopulação e incapacidade de alimentar a todos, invasões de povos estrangeiros, revoltas camponesas, desastres ambientais, secas prolongadas, doenças epidêmicas e mudanças climáticas são algumas das hipóteses já levantadas.

Líder religioso Maia, saudando os visitantes.

Existem evidências de esgotamento do solo que corroboram com algumas dessas hipóteses. O certo é que a população Maia excedeu a capacidade de sustentação do meio ambiente ao seu redor.

Cidade Maia de Tulum

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XCARET, O MAIS FAMOSO PARQUE DE CANCUN

05 de março de 2017

Acordamos muito cedo, pois o passeio para Xcaret que adquirimos de uma agência local, estava marcado para as 7:30h. O bom de sair cedo é que podemos aproveitar mais o Parque, que possui muitas atrações. Xcaret fica 80 quilômetros a sul de Cancun. Fizemos a viagem em duas horas. A estrada com pista dupla é excelente. Essa região é conhecida como Riviera Maya. É ao longo da estrada que ficam a maioria dos parques próximos a Cancun.

Quase todos os parques da Riviera Maya ficam à beira-mar.

São muitos os parques, que possibilitam diversão para muitos dias e para todas as idades. Os mais famosos são o Xcaret, o Xel-Ha e o Xplor. Esse último é o mais novo e se caracteriza pelas atividades de aventura. Famoso pelas múltiplas tirolesas que tem. São 14 ao todo, com os mais diversos níveis de dificuldade e emoções. No Xplor, como nos demais, existem grutas, cenotes e rios subterrâneos.

Uma das tirolezas do Parque Xplor.

Os grandes parques da Riviera Maya são muito parecidos e têm atrações semelhantes. A principal atração de Xel-Ha é ser um grande aquário natural. Excelente para a prática de snorkel, nos corais rasos do parque. Já tínhamos ido a Xel-Ha das outras vezes que estivemos em Cancun. Como iríamos ter menos tempo desta vez, optamos por Xcaret.

O Parque Xcaret

O parque foi criado em 1990, num antigo sítio arqueológico Maia. Ainda hoje existem por lá, vestígios e ruínas dessa civilização.

Vestígios de ruínas Mayas em Xcaret

Xcaret valoriza os aspectos naturais. O Parque é bastante integrado à fauna e flora local. Logo na entrada, a presença de araras e flamingos atraem as lentes dos turistas e visitantes. As aves também são exploradas por fotógrafos oficiais do parque.

Araras a serviço do Parque.

A infraestrutura do parque é grande. Lojas restaurantes, bares, lanchonetes estão por todos os lugares. Trocamos de roupa nos vestuários e seguimos direto para o banho no cenote de Xcaret. Os cenostes são fontes de água subterrânea, geralmente cristalinas, muito comuns na Península de Yucatan. Alguns em forma de piscinas naturais e outros em forma de rios. O de Xcaret é um rio subterrâneo, que em alguns momentos aparece na superfície.

O rio subterrâneo de Xcaret

Depois de nadar no cenote de Xcaret, passeamos um pouco à beira-mar e seguimos para as piscinas naturais onde acontecem o nado com golfinhos. O espetáculo atrai muita gente. Não está incluso no ingresso do parque. Paga-se à parte. Não nadamos com os golfinhos, até porque não concordamos com isso.

O nado com os golfinhos atrai muita gente.

É um show polêmico. Hoje em dia existe uma forte resistência a esse tipo de atividade. Denúncias sobre maus tratos e acidentes envolvendo esses animais são comuns.

Acrobacias com os golfinhos.

Os adestradores orientam acrobacias para os golfinhos, e grupos de turistas caem na piscina para ter a chance de interagir e tocar nos animais.

Turistas interagem com os golfinhos.

Saímos daí e fomos até a praia na enseada de Xcaret. Paramos numa das barracas da praia e ficamos aproveitando um pouco do mar do Caribe. Essa é uma das principais atrações do Parque.

As barracas na praia apresentam um bom serviço.

Muitos dos visitantes que visitam Xcaret fazem passeios opcionais que vão desde a prática de snorkel a um passeio em lancha rápida com fortes emoções.

Infraestrutura para passeios opcionais em Xcaret.

Depois da praia fomos almoçar em um dos restaurantes disponíveis. O almoço em estilo buffet, é de boa qualidade e está incluso no valor do ticket.

Os restaurantes estão em vários lugares do Parque.

Existem programas de proteção e estudo de animais marinhos em Xcaret. Tartarugas, manatis, golfinhos etc., são pesquisados e tratados por aí. Fomos até um grande tanque de tartarugas marinhas de várias espécies.

Tartarugas marinhas.

Outra atração do Parque Xcaret é a possibilidade de interagir e tocar e nos tubarões-lixa.

Tocando no tubarão-lixa

O Parque Xcaret também reproduz aspectos da cultura mexicana, com shows folclóricos e outras apresentações temáticas que podem acontecer em diversos lugares do Parque e em vários momentos diferentes. O show principal é um resumo de todo o folclore mexicano. Acontece às 21:30h. Não esperamos, preferimos voltar para Cancun.

Show folclórico em Xcaret

Presenciamos um show dos “Voadores de Papantla”, onde um grupo de homens se jogam em movimento circular, do alto de um mastro. É um dos shows mais comuns do folclore mexicano.

Os “Voadores de Papantla”

Na volta para Cancun, chegamos à noite e não nos sentimos animados para ir até o centro de entretenimento. Passamos lentamente pelo local e tivemos uma sensação de decadência, quando comparamos com a Cancun de 20 anos atrás. Jantamos no excelente restaurante Kulinarium, do Hotel Riu Palace Peninsula Cancun.

O Parque Xcaret

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VOLTANDO A CANCUN, 20 ANOS DEPOIS

03 e 04 de março de 2017

Programamos essa viagem com a Agência Via Alegria. O foco era descansar um pouco, após um carnaval intenso e de muito trabalho. Escolhemos Cancun e suas praias que emolduram um mar com “água” de piscina. Já tínhamos ido a Cancun antes. Essa seria a nossa terceira vez.

A Via Alegria foi quem nos ajudou com o roteiro.

Na pesquisa da melhor alternativa aérea, ficamos com um voo da Copa Airlines, uma companhia do Panamá, com saída de Belo Horizonte. O voo da Copa, faz conexão na Cidade do Panamá. No planejamento da viagem, vimos nisso uma oportunidade para incluir a Cidade do Panamá no roteiro e conhecer o famoso Canal.

A Cidade do Panamá

A viagem foi cansativa. Saímos de Salvador às 20:30h, pegamos um voo de uma hora e meia até Belo Horizonte. Fizemos uma conexão de três horas na capital de Minas e pegamos outro voo de sete horas até a Cidade de Panamá. Mais uma uma hora de conexão e seguimos para mais um voo de duas horas em direção a Cancun, no México. No total foram dez horas e meia de voo, mais quatro horas e meia de conexões.

A Copa AirLines tem boas opções de voos para Cancun.

Chegamos cansados e o Aeroporto Internacional de Cancun estava um caos. Havia um rigor excessivo na fiscalização das bagagens para os voos procedentes da América Latina, Todas as malas passavam por cães farejadores. Desde o avião, a companhia aérea nos informou que as malas poderiam demorar até uma hora para chegar nas esteiras. Depois que pegamos as malas, passamos por scanners e raio X, numa fiscalização redundante e ainda tivemos que apertar um botão onde alguns passageiros eram indicados para uma fiscalização manual mais rigorosa. Demos azar. Tivemos que abrir as malas para a fiscalização manual.

O Aeroporto Internacional de Cancun estava um caos.

O Aeroporto estava lotado. É o quinto maior da América Latina. Havia uma multidão chegando para o final de semana, um caos na saída do Aeroporto. Optamos por um táxi oficial e compramos o ticket ali mesmo. É a melhor maneira de sair da confusão. A partir daí relaxamos em direção ao hotel.

Pegamos um táxi oficial no Aeroporto.

Seguimos direto para o Hotel Riu Palace Península. Existem vários hotéis da bandeira Riu em Cancun. O nosso era o Riu Palace Península. O maior deles, muito bem localizado, perto do centro de lazer da cidade. Um grande resort All Inclusive, como muitos da orla de Cancun, na beira do mar e em frente a uma bela praia de areia branca.

A praia em frente ao Riu Palace Peninsula.

Cancun é um grande balneário turístico localizado na ponta da Península de Yucatan, no sul do México. Há 40 anos, não havia nenhuma infraestrutura turística no local. O governo do México criou linhas de incentivo para a implantação de uma rede hoteleira no local. Dezenas de grandes hotéis foram implantados aí e o México fez surgir um dos maiores destinos turísticos do Caribe. Quase todas as grandes redes hoteleiras do mundo possuem hotéis em Cancun.

Cancun, na ponta da Península de Yucatan.

A faixa hoteleira fica na Isla Cancun, um estreito istmo, entre a lagoa Nichupté e o Oceano Atlântico, onde a Avenida Kukulcan foi construída. São cerca de 23 km de grandes hotéis implantados em frente a uma praia espetacular de areia fina e branca e águas de um azul incrível, que atraem turistas do mundo inteiro.

Dezenas de hotéis na estreita faixa de terra do istmo de Cancun.

Como estávamos muito cansados da viagem, decidimos almoçar no hotel e descansar um pouco para começar a planejar o que fazer em Cancun. Descobrimos que o Riu Palace Peninsula possui excelentes opções de restaurantes. Sempre desconfiei de hotéis All Inclusive, pois o serviço de comidas e bebidas, deixam a desejar. O Riu Palace Peninsula, porém nos surpreendeu positivamente. Almoçamos ali mesmo, no excelente restaurante italiano Venezia do próprio hotel.

O Hotel Riu Palace Peninsula Cancun

Depois de descansar um pouco, fomos circular pelo hotel, paramos no lobby e passamos no centro de atendimento a turistas, onde programamos alguns passeios. Começaríamos no dia seguinte, com uma visita ao centro de lazer de Xcaret. Á noite, jantamos no excelente Restaurante Krystal, do próprio hotel, com um cardápio de comida gourmet. Aproveitamos o All Inclusive.

O incrível azul do mar de Cancun

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