CASCATA VÉU DE NOIVA E MORRO DO CAMPESTRE, EM URUBICI

27 de julho de 2018

Estávamos em Urubici, em Santa Catarina. Saímos da Serra do Corvo Branco e voltamos pela rodovia SC-370 até o desvio que dá acesso ao Morro da Igreja, a maior atração da região. O Morro da Igreja, a 1822 metros de altitude, é o ponto mais alto da Região Sul do Brasil e se tornou famoso por apresentar as temperaturas mais baixas do país. Em 1996, chegou a registrar -17,8 graus centígrados, com sensação térmica de -46 graus, em função dos fortes ventos frios que acontecem lá em cima.

Vista do alto do Morro da Igreja

A estação meteorológica do Morro da Igreja é uma das mais importantes do país. Aí foi implantado o primeiro radar meteorológico do país e uma estação de monitoramento do espaço aéreo brasileiro, controlado pela Aeronáutica, o Cindacta II.

Morro da Igreja

Lá em cima existe uma vista incrível da Serra Catarinense e dá para ver a Pedra Furada, uma das maiores atrações da região. O acesso ao Morro da Igreja é controlado pelo Exército Brasileiro e é necessário uma autorização prévia para a visita. Essa autorização é retirada em Urubici, na sede do ICMBio. Não conseguimos chegar até o Morro, pois o acesso estava fechado para manutenção na rodovia.

Acesso ao Morro da Igreja

Paramos para tomar um chocolate em uma loja na beira da estrada.

Paramos para tomar um chocolate.

Na estrada de acesso ao Morro da Igreja, paramos para mais uma atração da região, a Cascata Véu de Noiva, com 62 metros de queda d’água escorrendo por um paredão de pedra basáltica. Na fazenda onde fica a Cascata Véu de Noiva existe uma infraestrutura particular para receber os visitantes. Almoçamos por aí, num restaurante, muito ruim.

Cascata Véu de Noiva

Voltamos até Urubici e seguimos para o outro lado da cidade, até o Morro do Campestre, ou Morro da Cruz, que fica numa fazenda da região, com uma formação rochosa especial, a 1.380 metros de altitude e a apenas 8 km de Urubici.

O Morro do Campestre

Existe uma estrada estreita, de barro, que leva os visitantes até a base da rocha, onde temos que deixar os carros, num pequeno estacionamento e daí seguir a pé. A vista lá do alto é incrível e vale muito a pena a visita. Dá para ver uma parte do Vale do Rio Canoas.

O Morro do Campestre

O Vale do Rio Canoas

Quando voltamos do Morro do Campestre, seguimos até o Mirante do Belvedere Urubici ou Mirante do Avencal, na estrada que segue em direção a São Joaquim, localizado a 1.175 metros de altitude e a 3 km da cidade. Lá do alto do mirante, dá para ver toda a cidade de Urubici.

A cidade de Urubici a partir do Mirante do Avencal

A cidade é estreita e alongada, fica no Vale do Rio Canoas, é pequena, possui pouco mais de 10 mil habitantes. A sua economia está voltada para a produção de hortifrutigranjeiros e para o turismo, que é cada dia mais forte na região. É nos arredores de Urubici que estão as maiores atrações da Serra Catarinense.

Igreja Matriz de Urubici

À noite fomos para o Restaurante Tempero da Montanha, localizado na zona rural de Urubici, na estrada que segue em direção a São Joaquim. No caminho para o restaurante, fiquei um pouco tenso, pois estávamos dirigindo à noite, numa estrada que não conhecíamos e a orientação para chegar ao restaurante era precária. Quando chegamos ao destino, porém, conseguimos relaxar e tivemos uma experiência incrível. As proprietárias do restaurante são Liria e Caciana, que adaptaram a sua casa, num sítio, para o salão e cozinha do restaurante. O lugar é super charmoso, aconchegante, com uma bela trilha sonora acompanhando um jantar inesquecível.

Restaurante Tempero da Montanha

Morro do Campestre

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A SERRA DO CORVO BRANCO

27 de julho de 2018

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural, onde estávamos hospedados em Urubici, fica na estrada que leva à Serra do Corvo Branco, uma das atrações principais que planejamos visitar nessa viagem a Santa Catarina. Saímos do hotel e pegamos a direção da Serra. No caminho, paramos para visitar a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, uma atração importante da região da Serra Catarinense.

A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

A gruta é um local de peregrinação religiosa, fica a 10 km do centro de Urubici, na localidade de Santa Terezinha, numa área de vegetação natural cercada de paredões rochosos e com uma pequena cascata com mais de 10 metros de altura, que cria um ambiente mágico para o sítio.

A localidade de Santa Terezinha onde fica o acesso para a Gruta

Na gruta existe um altar e uma pequena estrutura para missas e orações. Dezenas de imagens, fotos e agradecimentos foram sendo colocadas ali pelos fiéis que visitam a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. A primeira imagem a ocupar esse espaço foi a da Santa, colocada ali em 1944.

A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

A imagem de Nossa Senhora de Lourdes

Saímos da Gruta e fomos adiante para a Serra do Corvo Branco. São 27 km pela rodovia SC-370, a partir de Urubici até a tomada da Serra pela parte de cima. O fluxo de veículos é pequeno, porque a estrada está parcialmente destruída e é utilizada basicamente por turistas. Essa foi a primeira estrada a ligar a região serrana ao litoral, porém hoje não é mais utilizada pelo fluxo normal de veículos.

Chegamos no alto da serra e decidimos descer.

O nome Serra do Corvo Branco se deve à presença na região dos urubus-rei, uma ave de plumagem branca com alguns detalhes coloridos, hoje, muito difícil de se ver e que, foi confundida no passado, com corvos. Já na chegada da parte mais alta da tomada da serra, os carros costumam parar para admirar a grande fenda que existe na rocha, por onde passa a estrada. Muitos visitantes param o carro na parte de cima e descem a pé os 300 metros que passam por dentro da “garganta”.

A fenda que leva à Serra do Corvo Branco.

A “garganta” é uma imensa fenda, com 90 metros de altura, por onde a estrada passa. É considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil. Na parte de baixo da fenda existe um pequeno mirante, onde alguns carros param para fotografar a serra e muitos retornam daí, não se aventurando com a descida, pelas condições ruins da estrada.

O pequeno mirante no alto da serra.

Não foi o nosso caso. Descemos a serra, com uma pista estreita, com curvas muito acentuadas e parcialmente destruída. É necessário seguir bem devagar e com a máxima atenção. O fato de não estar chovendo naqueles dias ajudou bastante, pois é comum haver queda de barreiras na estrada da serra.

A estrada da Serra do Corvo Branco

A estrada da Serra do Corvo Branco já foi considerada a mais perigosa do Brasil, mas hoje o movimento de veículos é muito pequeno. Quando chegamos na parte de baixo da descida, descemos do carro e pudemos admirar a paisagem e a imensidão da serra majestosa.

A estrada é perigosa e precisa ser percorrida bem devagar.

Fizemos a volta e subimos novamente a serra. Quando passamos pela fenda pudemos observar um dos fenômenos do Aquífero Guarani, o maior reservatório de água subterrânea do planeta, pois passamos por dentro dele. Do lado direito de quem sobe pela fenda, o paredão da rocha está sempre úmido, pois a água do aquífero fica permanentemente minando. O aquífero está sobre uma base rochosa com inclinação geral no sentido leste-oeste e por isso mina apenas de um lado.

O corte do Aquífero Guarani

Compramos queijos e salames numa barraquinha que fica ao lado do mirante da serra e nos despedimos dessa maravilha da natureza.

A Serra do Corvo Branco

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CHEGANDO A URUBICI EM SANTA CATARINA

26 julho de 2018

A Serra Catarinense era um dos destinos que tínhamos planejado conhecer há algum tempo. A imagem da estrada espetacular da Serra do Rio do Rastro, nunca deixou de me acompanhar, por isso tomamos a decisão de fazer essa viagem para comemorar uma data especial, o aniversário de casamento.

Conhecer a Serra do Rio do Rastro era um sonho antigo.

Escolhemos a cidade de Urubici, na Serra de Santa Catarina, como ponto de pousada. Pegamos um voo de Salvador para Florianópolis com escala em São Paulo. Ainda no aeroporto, retiramos um carro na Movida. Um excelente e novo Renaut Kicks e rapidamente saímos da cidade, pois o objetivo era começar a subir a serra para evitar viajar à noite.

O nosso destino estava lá em cima.

Foram 173 km de Florianópolis até Urubici, pela rodovia BR 282, que fizemos em aproximadamente 3 horas. A estrada é excelente, mas bastante sinuosa. A maior parte da estrada não é duplicada, mas é muito bem sinalizada. Após a cidade de Bom Retiro, entramos na rodovia SC 430 e seguimos até Urubici.

Monumento na chegada da cidade de Urubici.

Durante o planejamento da viagem, optamos por ficar em Urubici, apesar de não ser a cidade mais famosa da Serra, pela sua localização central e pela estratégia que montamos. Queríamos conhecer a Serra do Corvo Branco e a Serra do Rio do Rastro. Urubici fica perto da Serra do Corvo Branco, por onde iríamos começar, além disso, a maior parte das atrações da Serra Catarinense ficam mais próximas de Urubici, que de São Joaquim. No planejamento que fizemos, começamos por Urubici, visitaríamos a Serra do Corvo Branco, depois iríamos a São Joaquim e no final desceríamos para o litoral pela Serra do Rio do Rastro.

A estrada da Serra do Corvo Branco

A Serra Catarinense faz parte da Serra Geral, uma das principais unidades geomorfológicas do Brasil, que domina a Região Sul do país e se estende desde o Paraguai até bem próximo do litoral, chegando até o estado do Paraná e em direção ao sul, até o Rio Grande do Sul, entrando em alguns trechos da Argentina e do Uruguai.

Paisagem da Serra Geral

Em Santa Catarina, a Serra Geral tem trechos acidentados, cortados por vales profundos e cânions que recortam a borda do planalto. Em trechos assim é que ficam a Serra do Corvo Branco e a Serra do Rio do Rastro. O planalto é coberto por florestas de araucária e é considerado como uma Reserva Mundial da Biosfera da Mata Atlântica.

As araucárias estão sempre presentes na paisagem da Serra Catarinense.

Subimos a serra e chegamos ao bom Hotel Serra Bela Hospedaria Rural, que fica na periferia da cidade de Urubici, a 3 km da cidade. A cidade é bem pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes. Fica no vale do Rio Urubici, a 60 km de São Joaquim, que é a cidade mais conhecida e importante da Serra. A área urbana fica num vale cercado de montanhas. Toda a região do entorno de Urubici é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A cidade de Urubici

O Serra Bela Hospedaria Rural é um hotel de campo charmoso, possui vários apartamentos no estilo cabana, com lareira nos quartos, o que aumenta o aconchego das noites frias de inverno, quando as temperaturas caem muito, às vezes chega a nevar. Como tínhamos chegado tarde no hotel, decidimos jantar por aí, apesar das boas opções de restaurantes que existem na cidade.

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural

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PORTOBELLO ROAD, UM LUGAR DESCOLADO E ANIMADO EM LONDRES

21 de setembro de 2018

Pegamos o metrô, na estação Lancaster Gate, pela manhã, para Portobello Road, o charmoso bairro de Londres que ficou muito famoso depois de servir de set de filmagem para o filme Um Lugar Chamado Notting Hill com a Julia Roberts e Hugh Grant. Portobello Road é um bairro animado, cheio de galerias de arte e artistas de rua. Aos sábados as suas ruas costumam estar lotadas, pois se forma uma grande feira livre no local.

Notting Hill

No filme Um Lugar Chamado Notting Hill, o personagem vivido pelo ator Hugh Grant, trabalha numa livraria que leva o nome do bairro. A livraria virou ponto de peregrinação para os amantes do cinema e fãs dos atores. Hoje, ela mudou de local e de atividade, mas reproduziu a fachada que ficou famosa e continua atraindo turistas. Virou uma loja de lembranças de Londres.

A famosa livraria mudou de lugar e hoje vende lembranças de Londres.

Já há algum tempo a imagem de Londres lembra um pouco Notting Hill, e a visita ao bairro se tornou um programa imperdível. Melhor ainda se acontecer aos sábados, quando uma feira popular se instala na Portobello Road, uma das principais ruas do bairro e que foi bastante explorada no filme. Na feira da Portobello Road tem de tudo.

Portobello Road

Quando saímos do buraco do metrô, o bairro já impressiona pelo colorido das casas e dos conjuntos residenciais. No início aparecem barracas de artesanato, depois vêm roupas, camisetas com frases criativas, frutas, verduras, CD’s, etc. Há todo momento aparecem artistas de rua animando os visitantes, turistas ou não.

As casas coloridas dão o tom em Notting Hill

Depois de andar pelas ruas de Portobello Road, pegamos um metrô para a estação Embarkment, com o objetivo de comprar ingressos para assistir à peça Kirk Boots que estava em cartaz, e começar a nos despedir de Londres. Como tínhamos perdido as malas num voo da Aer Lingus, de Dublin para Londres, dois dias antes, não estávamos animados e acabamos desistindo do teatro.

Vendas de ingressos para os teatros do centro de Londres

Voltamos andando para o hotel observando o movimento da Regent Street e fizemos as compras finais de itens básicos.

Detalhe de porta em Notting Hill

Jantamos no excelente restaurante The Montagu Kitchen, do hotel Hyatt Regent, onde ficam hospedadas as delegações da FIFA quando vêm a Londres. O restaurante estava animado, pois e acontecia a premiação do melhor jogador do mundo em 2018, um evento da FIFA. Na madrugada recebemos a notícia que uma das malas havia chegado ao hotel. Diminuiu o nosso prejuízo, mas a outra ainda não tinha sido localizada e continuamos aguardando. No dia seguinte partiríamos para o Brasil sem a mala.

Finalizando em Londres

22 de setembro de 2018

Seguimos para o Aeroporto Heathrow para embarcar num voo da TAP para o Brasil, com escala em Lisboa. 2 horas e quarenta minutos de Londres para Lisboa, duas horas de conexão em Lisboa e mais 8 horas de Lisboa para Salvador. O aeroporto de Heathrow fica distante do centro de Londres. O táxi custa 85 Libras, algo em torno de R$500,00 para o câmbio daquela época.

Portobello Road

 

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CIRCULANDO PELO CENTRO DE LONDRES

20 de setembro de 2018

Estávamos fazendo um tour a pé pelas principais atrações de Londres. Seguimos andando da Ponte de Westminster até a Trafalgar Square e no caminho havia uma grande manifestação política de rua. Não conseguimos entender exatamente o que significava pois,  o clima estava um pouco tenso. A manifestação era de uma grande comunidade muçulmana, que portava bandeiras e cantava hinos religiosos ou políticos.

Manifestação no centro de Londres

Londres é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo e a mais importante da Europa. É uma cidade de imigrantes. Gente do mundo inteiro, mas sobretudo das ex-colônias inglesas da Ásia e da África. Indianos, paquistaneses, malaios, indonésios e outros povos, hoje, encontram o seu espaço em Londres.

Artista de rua em Londres

A Trafalgar Square é uma área muito agitada, com multidões circulando dia e noite pelos bares, restaurantes e teatros que existem por aí. O centro da praça é um grande ponto de encontro e de manifestações públicas. É o principal ponto de comícios e manifestações públicas da cidade. No meio da praça existe a Coluna de Nelson, com 50m de altura, em homenagem ao Almirante Nelson, o herói inglês da batalha de Trafalgar, contra as tropas de Napoleão.

Detalhe da Trafalgar Square

Na base da coluna de Nelson aparecem os quatro leões de Edwin Landseer, instalados aí no final do século XVIII e que são uma delícia para as fotografias dos turistas na região.

Um dos leões da Trafalgar Square

Nesse dia em especial, havia uma exposição na praça, de obras de arte modernas, que buscavam interagir com o ambiente urbano. Um leão “pink” fazia o maior sucesso.

A exposição interage com o público na Trafalgar Square

Aí na Praça está a National Gallery, um dos mais importantes museus de artes de Londres, com obras de Renoir, Leonardo da Vinci, Velazquez, dentre outros artistas europeus.

Suvenires em Londres

Seguimos na direção da Piccadilly Street uma das mais famosas e a principal rua do West End, o bairro dos teatros londrinos. Piccadilly Circus é o cruzamento entre a Piccaddily Street e a Regent Street. No centro da praça aparece a imagem de Eros, o deus grego do amor e na sua base, uma multidão se reúne diariamente. Uma enorme quantidade de luzes e neons fazem da Piccaddily Circus o centro do West End.

O Eros na Piccadilly Circus

Transversal à Piccadilly Street fica a St Jame’s Street, que ainda conserva traços do século XVIII. A norte da Piccadilly fica o bairro de Mayfair, ainda hoje um dos mais chiques de Londres, com muitas das principais lojas e restaurantes da cidade.

Vendas de ingressos para os teatros do centro de Londres

A Oxford Street, a Regent Street e a New Bond Street são também pontos importantes e onde estão algumas das melhores lojas de Londres. Ficam próximas umas das outras e no mesmo miolo onde aparecem a Piccadilly e a St Jame’s. Seguimos pela Regent Street e na sequência pegamos a Oxford Street e voltamos para o nosso hotel.

Lembranças de Londres

Fomos jantar no Restaurante Locanda, do chef Locatelli. Essa foi a segunda vez que optamos por esse maravilhoso restaurante italiano na cidade. Além da qualidade, ele ficava a 200 metros do nosso hotel.

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UMA CAMINHADA PELAS MARGENS DO RIO TÂMISA, EM LONDRES

20 de setembro de 2018

Estávamos em Londres e decidimos fazer uma caminhada extensa pela cidade. Começamos pela Tower Bridge, o mais importante marco da cidade e um dos seus maiores símbolos. Foi inaugurada em 1894 e é uma das pontes mais famosas do mundo. As partes centrais se elevam para permitir a passagem de grandes navios, formando um vão de até 42m de altura.

A Tower Bridge sobre o Rio Tâmisa.

Seguimos caminhando pelo calçadão nas margens do Rio Tâmisa. Uma área movimentada e revitalizada da cidade, cheia de restaurantes modernos e áreas públicas de lazer. Na beira do Rio Tâmisa aparecem parques, calçadões e boas opções de caminhada. São vários os restaurantes e pontos de visitação.

Parques e calçadões se espalham pelas margens do rio.

O Rio Tâmisa é a principal artéria de Londres, possui uma foz em estuário, o que facilita a navegação e foi o responsável por todo o seu desenvolvimento. O Tâmisa deu água e escoou os dejetos industriais e residenciais da cidade por toda a sua vida, além de ter sido uma importante via de comércio. Hoje o rio já foi tratado e a poluição nas suas águas diminuiu significativamente. Fez de Londres uma das principais cidades do mundo.

Rio Tâmisa

A localização protegida e privilegiada estimulou o desenvolvimento de uma navegação potente e poderosa, ajudando a Inglaterra a dominar o mundo por uma boa parte dos séculos XVIII e XIX.

O Rio Tâmisa continua sendo bastante utilizado para transporte de cargas e pessoas.

Foi nas margens do Tâmisa que aconteceu a Revolução Industrial inglesa. Hoje, as industrias desapareceram das margens do rio, e apareceram os prédios modernos de escritórios e condomínios residenciais.

Prédios modernos modificam a paisagem do Tâmisa.

Um dos destaques do calçadão fica para o The Globe, o teatro dedicado a Shakespeare, com uma reprodução do teatro antigo da Companhia Shakespeariana, do século XVI. Existem apresentações teatrais frequentes no teatro e, é claro, que Shakespeare é o tema central. Quando estávamos passando pelo The Globe, tivemos a oportunidade de entrar para fazer algumas fotos, pois estava finalizando de uma peça e os portões estavam abertos.

O interior do The Globe, o teatro antigo da Companhia Shakespeariana

Passamos ao lado da London Eye que tinha filas enormes para o acesso naquele fim de tarde frio e de muito vento em Londres.

A London Eye

Atravessamos a Westminster Bridge, de onde se tem as melhores vistas da Casa do Parlamento Britânico, o Palácio de Westminster, que começou a adquirir o formato atual em meados do século XIX, após o grande incêndio de 1834 que destruiu boa parte do antigo palácio. A partir daí começou a ser reconstruído. No local já existiam palácios desde o século XI, na Idade Média.

O Palácio possui várias torres, a mais alta é a Victoria Tower, com 98m de altura. Na parte interna ficam as Câmaras do Parlamento Britânico: A Câmara do Lordes e a Câmara dos Comuns. Na parte externa fica a estátua de Ricardo Coração de Leão. O famoso monarca britânico que organizou cruzadas e ficou imortalizado na lenda de Robin Hood.

A Westminster Bridge

No final da ponte, a grande torre do relógio mais famoso do mundo, o Big Ben, estava totalmente coberta por andaimes e isolado para reforma e restauração. A obra está sendo feita para corrigir uma pequena inclinação que começou a aparecer na torre, além de manutenção do relógio mais famoso do mundo e um dos maiores símbolos de Londres, o Big Ben. O famoso relógio foi inaugurado em 1859, no apogeu do Império Britânico. A Tower Clock, a torre onde fica o Big Ben está ao lado do Palácio de Westminster, no prédio do Parlamento Britânico, ás margens do Rio Tâmisa. Em 2012, a Tower Clock foi rebatizada com o nome de Elizbeth Tower em homenagem aos Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II.

A Tower Clock em obra

Big Ben na realidade não é o nome do relógio e sim, do sino de 14 toneladas que fica na Torre e que é acionado a cada hora pelo grande relógio. O apelido é uma homenagem a Sir Benjamin Hall, ministro de obras públicas da Inglaterra no período da inauguração do relógio e que foi o responsável pela obra. A torre onde fica o relógio possui 106m de altura e cada uma das faces têm diâmetros de 7,5m. O ponteiro dos minutos mede 4,26m. As visitas à Torre são proibidas, mas é permitido visitar os salões do Parlamento.

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UM “FURACÃO” EM DUBLIN

19 de setembro de 2018

Tivemos um dia de cão no Aeroporto de Dublin. O nosso voo estava previsto para as 12h, chegamos no aeroporto às 9h, acontece que, chegou em Dublin, uma tempestade de vento, que o serviço de meteorologia classificou como um “little hurricane”, pequeno furacão. O resultado foi que, todos os voos estavam atrasados e muitos deles foram cancelados, inclusive o nosso, da Aer Lingus, a companhia aérea irlandesa.

Fomos reposicionados para um outro voo da Aer Lingus, que só decolou às 19h. Sete horas de atraso e um clima de caos no aeroporto. Chegamos em Londres às 20h, mas as nossas malas, assim como as de outros passageiros não chegaram e aí o pesadelo continuou. Fizemos a notificação de perda de bagagem no balcão da Aer Lingus, onde fomos informados que assim que as malas fossem localizadas eles nos entregariam no hotel de Londres. Iríamos ficar apenas três noites a mais e havia o risco das malas não chegarem antes da viagem de volta para o Brasil.

Seguimos para o Hotel Radisson Blu Portman, o mesmo que havíamos ficado no início dessa viagem. Chegamos no hotel e faltavam apenas 10 minutos para a cozinha do restaurante fechar. Foi tempo suficiente apenas para sentar e relaxar um pouco após esse dia de caos no final da viagem. Felizmente o restaurante do hotel era excelente.

Voltando para Londres

CANDEM TOWN, A FACE MAIS COSMOPOLITA DE LONDRES

20 de setembro de 2018

Acordamos com a ressaca da notícia sobre as nossas malas. Tínhamos temporariamente perdido tudo e precisávamos de itens básicos para passar esses dois últimos dias de viagem em Londres. Saímos para comprar algumas roupas e produtos de higiene pessoal.

Começamos o dia comprando itens pessoais em Londres

A seguradora Vital Card já havia sido acionada pela Agência Via Alegria, que nos orientou sobre uma disponibilidade imediata de 500 Euros por pessoa para a compra desses itens pessoais. Deveríamos guardar as notas fiscais e pedir reembolso posterior. Esse valor já é disponibilizado para atrasos superiores a seis horas, uma espécie de seguro por atraso no recebimento das malas.

Metrô de Londres

Pegamos um metrô para Candem Town, um famoso e movimentado bairro londrino. Quando saímos do metrô, já sentimos a força do bairro. As suas ruas são lotadas por um comércio frenético, onde destacam-se sobretudo produtos falsificados e cópias de produtos de grife. Levamos um susto pois não sabíamos da existência desse tipo de comércio em Londres.

Candem Town

O destaque do bairro fica para o Candem Market, um grande mercado que vende de tudo. Lembra um pouco os mercados marroquinos e turcos. A área de comidas atende a multidões, com sabores do mundo inteiro: comida indiana, vietnamita, chinesa, tailandesa, etc.

Candem Market

A área do mercado dedicada a produtos, também oferece de tudo: produtos criativos e outros nem tanto.

Candem Market

Saímos de Candem Town e pegamos um metrô para London Bridge. Foi o local que escolhemos para começar a nossa grande jornada do dia em Londres. Seguimos andando e passando pelos principais pontos turísticos da cidade.

A London Bridge.

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DUBLIN, A GRANDE FOME E O TRINITY COLLEGE

18 de setembro de 2018

Numa das esquinas da Stephen Plaza, em Dublin, existe um memorial, que lembra os mais de um milhão de irlandeses que morreram na epidemia de fome que o país viveu entre 1845 e 1852. O Famine Memorial, de 1967, esculpido por Edward Delaney é um ponto de reflexão no Parque.

O Famine Memorial da Stephen Plaza

A fome na Irlanda no século XIX foi um dos marcos mais importantes da história do país, pois acirrou ainda mais a rivalidade com os ingleses. Na época, a Irlanda era uma colônia inglesa, ao lado da ilha da Grã-Bretanha. Os ingleses fecharam as portas da sua ilha maior e não permitiram a entrada dos irlandeses, nem saíram em socorro dos vizinhos. O saldo disso tudo foi um milhão de mortos de fome e um milhão de migrantes que fugiram da fome da Irlanda para os Estados Unidos e Canadá. A população da Irlanda sofreu uma redução de aproximadamente 25% da que existia antes da epidemia.

O Famine Memorial da Stephen Plaza

Existe um outro Memorial à Fome em Dublin. Fica na Custom House Quay, em Docklands. Esse Famine Memorial é um conjunto de estátuas esculpidas pelo artista irlandês Rowan Gillespie e foi doado à cidade em 1997 pelo governo canadense.

Memorial à Fome em Dublin

O Memorial representa um conjunto de homens mulheres e crianças esquálidas, esfomeadas e caminhando em direção ao porto, onde buscavam uma alternativa de sobrevivência, fugindo do país. São esculturas comoventes, impactantes, que passam uma expressão de sofrimento e dor comuns àquela época.

O Famine Memorial da Custom House Quay

Seguimos andando da Stephen Plaza até o Trinity College, a famosa Universidade da Irlanda. O Trinity College foi implantado pela Rainha Elizabeth, em 1592, com o objetivo de dar uma alternativa de qualidade para o ensino universitário a jovens protestantes irlandeses, que não eram autorizados a estudar em escolas católicas, e como solução, iam para a Inglaterra em busca de um ensino de qualidade. Seguiu assim como uma escola protestante e se transformou ao longo do tempo, numa das melhores universidades da Europa.

O Trinity College

Os católicos não permitiam que os seus filhos estudassem na Trinity College e aqueles que insistiam em se matricular nessa Universidade, eram praticamente excomungados. Os conflitos entre católicos e protestantes começaram com a implantação da Igreja Anglicana na Inglaterra, pois a influência da Igreja Católica continuou muito forte na Ilha da Irlanda, um dos lugares mais católicos do mundo.

O Trinity College

O interior do campus é muito bonito, com prédios históricos imponentes e muitas esculturas espalhadas pelos jardins lotados de jovens sedentos pelo saber. São ao todo, 32 mil alunos e aproximadamente 1500 professores.

O Trinity College

O maior tesouro do Trinity College porém, fica na Old Library, é Livro de Kells, o mais importante manuscrito feito na história da humanidade. O Livro de Kells conta passagens da Bíblia, sobretudo do Velho Testamento, foi todo feito a mão, em couro de bezerros, por monges da Idade Média

Página do Livro de Kells

Além do Livro de Kells, na Old Library fica o Long Hall, uma imensa galeria onde estão mais de 200 mil livros armazenados com todo o cuidado que um tesouro precisa ter. É considerada a biblioteca mais deslumbrante do mundo.

O Long Hall

Saímos da Trinity College e seguimos andando pela Grafton Street, a mais importante rua de pedestres de Dublin, com comércio de luxo, artistas de rua e uma multidão caminhando por aí.

A Grafton Street

Seguimos de volta até a região do Temple Bar, dessa vez procuramos pelo Trip Advisor, um bom restaurante italiano nas proximidades e encontramos o excelente Rosa Madre, era tudo o que precisávamos para fugir um pouco da “muvuca” dos pub’s irlandeses.

A região do Temple Bar

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A CERVEJARIA GUINNESS, O ESPÍRITO DE DUBLIN

18 de setembro de 2018

Dublin é a capital e maior cidade da Irlanda. Possui aproximadamente 600 mil habitantes e mais de 2 milhões na sua área metropolitana. Fica localizada na parte leste da Ilha da Irlanda. É hoje uma cidade moderna e cosmopolita. Recebe uma grande quantidade de visitantes e chama a atenção o número de intercambistas, sobretudo cidadãos de idiomas latinos e de outros idiomas diferentes do inglês, que escolhem a Irlanda para aprender ou aperfeiçoar esse idioma, levando a vantagem de poder pagar valores mais em conta que na Inglaterra. Muitos espanhóis, italianos, portugueses, mas sobretudo brasileiros.

Dublin é uma metrópole cosmopolita e moderna.

Nessa onda migratória que existe hoje no Brasil, a Irlanda é também um país de destino preferencial. Existem brasileiros por todos os lados.

A cidade é jovem e animada.

Saímos do hotel e pegamos um ônibus de turismo, desses do tipo Hop on Hop off, que os usuários podem descer e subir em qualquer ponto, pagando um ticket que tem validade de um dia. Os tickets são caros, mas acho que vale a pena, pois são tours guiados, geralmente em vários idiomas e que nos permite uma compreensão macro e generalizada da cidade.

O Hop on Hop off faz um tour panorâmico pela cidade.

Fizemos uma primeira parada na fábrica de cervejas da Guinness, um dos símbolos de Dublin. É uma parada quase que obrigatória e um dos locais mais visitados da cidade. O centro de visitação da Guinness, parece uma Disneilândia, para os amantes das cervejas e fãs dessa marca.

Chegando na fábrica da Guinness

A Guinness é uma cerveja única, de cor escura e que surgiu quase por um acaso. O Arthur Guinness, quando fabricava a sua cerveja nos métodos tradicionais, deixou queimar acidentalmente um lote de cevada e o resultado foi uma cerveja escura e com um sabor especial. A partir daí teve a ideia de fazer uma cerveja diferente e fugir da concorrência das outras ale, que são as cervejas de cevada maltada e produzidas em temperaturas mais elevadas.

A fábrica possui um museu para visitação.

Logo no início da visitação, está exposto o inusitado contrato de arrendamento do terreno onde a fábrica original foi construída. O contrato foi um aluguel da fábrica e dos terrenos dos arredores por um prazo excêntrico de 9 mil anos e por apenas 45 Libras por ano.

A visita à fábrica da Guinness

São sete andares de visitações e degustação das cervejas da Guinness. Fizemos tudo muito rapidamente, pois só sobrou um dia para Dublin.

A fábrica da Gunness é enorme

Seguimos adiante no Hop on Hop Off e fizemos a segunda e nossa última parada, já no final do tour, na Stephen Plaza. Dublin é uma cidade que possui muitas áreas verdes no seu miolo central. A mais importante é a Stephen Plaza, um grande jardim de 9 ha, localizado no centro e na parte mais nobre da cidade, onde uma multidão costuma frequentar para tomar um banho de sol no verão, fazer um lanche no intervalo do trabalho ou das aulas.

A Stephen Plaza

 

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CHEGANDO A DUBLIN PELO CORAÇÃO DO TEMPLE BAR

17 de setembro de 2018

Seguimos para Dublin, a capital da Irlanda do Sul e a chegada na cidade foi um pouco estressante, pois dirigir na mão inglesa é sempre tenso para nós que não estamos acostumados a isso, além disso era preciso ficar atento a GPS, sinaleiras, caminhos exclusivos para ônibus e taxis, etc.

Dublin

Optamos por seguir direto para o The Temple Bar Hotel, e essa foi outra decisão difícil, a ideia era deixar as malas no hotel e seguir com o carro para devolver na Europcar, acontece que o hotel fica numa rua de pedestres, com trânsito restrito e isso dificultou um pouco mais. No final tudo deu certo. Deixamos as malas e seguimos o GPS para a garagem da Europcar, que ficava a 2 km dali. Voltamos a pé e deu para relaxar um pouco, aproveitando as paisagens das margens do Rio Liffey que corta a cidade de Dublin e é um excelente referencial de localização para os visitantes.

O Rio Liffey corta o centro de Dublin.

Foi na marfem do Rio Liffey, que nos batemos com uma das esculturas mais emblemáticas de Dublin. Um presente do Governo Canadense à comunidade da cidade e que homenageia as milhares de famílias de imigrantes irlandeses que migraram para aquele país no século XIX, fugindo da grande fome que atingiu a Irlanda. Esses imigrantes acabaram por ajudar com a implantação e desenvolvimento do Canadá, no outro lado do Atlântico.

Detalhe da escultura em homenagem aos imigrantes irlandeses que foram para o Canadá, fugindo da epidemia de fome do século XIX.

O Hotel The Temple Bar foi uma grande decepção, apesar da localização central, e isso foi uma escolha nossa. O apartamento era muito pequeno, não havia ar-condicionado no quarto, numa noite de final de verão. Tudo bem que a temperatura lá fora estava por volta dos 20 graus, mas tínhamos que abrir as janelas e aí o caos continuava, pois o barulho da farra da região boêmia do Temple Bar entrava no quarto com força. Só aí fomos entender o porque dos protetores auriculares disponíveis no quarto.

A região boêmia de Temple Bar.

Depois de deixar as malas no hotel, saímos caminhando pela região do Temple Bar e descobrimos que Templo Bar é a denominação de toda uma área ao lado do centro portuário de Dublin. O nome veio a partir do momento em que o patriarca de uma família Temple adquiriu um terreno nas margens (barr) do porto e mais tarde implantou uma casa comercial e um bar.

A região boêmia do Temple Bar

Em toda a região de Temple Bar existem dezenas de Pub’s irlandeses com música ao vivo. É o local mais característico da cidade. Todos eles têm características semelhantes. Bares enormes, música ao vivo e comidas à base de burgers e carnes.

Os Pub’s irlandeses são agitados.

O mais famoso e procurado é o autêntico The Temple Bar. Uma multidão do lado de fora fazendo selfies e fotos convencionais e uma multidão dentro do bar que extrapola a sua área original. A música ao vivo com boas baladas é uma obrigação. Entramos no The Temple Bar para viver um pouco dessa experiência, tomamos uns chopps, mas decidimos sair para jantar em outro lugar menos badalado. Jantamos no Hard Rock Café, que fica na mesma rua e a uma quadra do nosso hotel.

O autêntico The Temple Bar

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