CHEGANDO A PUNTA ARENAS, NO EXTREMO SUL DO CHILE

06 de março de 2018

Tínhamos datas especiais para comemorar e decidimos fazer isso na Patagônia Chilena, no interior do Parque Nacional Torres Del Paine, um daqueles lugares que tinha na memória como sendo necessário para conhecer um dia. Quem nos ajudou nessa viagem foi a Agência Via Alegria (www.viaalegria.com.br). A imagem dos grandes blocos de granito que emolduram essa região do sul do Chile, sempre me acompanhou, desde os tempos que dava aulas de geografia. Tinha que ir um dia e chegou a hora.

Cornos del Paine

Pegamos um voo de duas horas em Salvador às 6:30, até o Rio de Janeiro, em seguida mais um voo com 4 horas até Santiago e um outro com 3,5h horas até Punta Arenas, onde pernoitamos. Chegamos em Punta Arenas às 21h e fomos nos hospedar no bom Hotel Cabo de Hornos, com uma localização excelente, na principal praça da cidade.

Atravessando a Cordilheira dos Andes

A Cordilheira dos Andes espreme o Chile contra a costa do Pacífico. O país é extenso e estreito. Possui 4.190 quilômetros desde Arica no estremo norte, até Punta Arenas no estremo sul do país. De leste a oeste possui em média 175 quilômetros de largura, sendo que no seu ponto mais estreito, possui apenas 90 quilômetros.

Chile

A extensão territorial dá ao Chile uma variedade climática grande. Desde os desertos bastante secos do norte até as regiões subpolares do sul. De leste a oeste a paisagem também varia muito, pois em poucos quilômetros o Chile vai do nível do mar até as altitudes de montanha dos Andes. Essa variação é visível na sua geografia dramática.

A geografia encantadora do Chile

O país é voltado para o mar e com ele possui uma relação muito forte. São mais de 6 mil quilômetros de litoral. Os grandes cardumes da corrente marítima fria de Humboldt, que acompanha toda a costa chilena, faz com que ele seja um dos maiores países pesqueiros do Mundo.

A pesca é uma forte atividade econômica no Chile

Está dividido em diversas regiões: No extremo sul a Patagônia com as suas paisagens de montanhas e fiords. Um pouco ao norte a região dos lagos, onde destaca-se a travessia dos Lagos Andinos de Port Mont até Bariloche na Argentina. Depois aparecem as regiões centrais até chegar ao Deserto do Atacama.

A paisagem dramática do Chile

A Patagônia Chilena fica no extremo sul do país, na fronteira com a Argentina, numa estreita faixa de terra, espremida entre a Cordilheira dos Andes e uma imensa quantidade de fiordes, estreitos e ilhas na costa do Pacífico. É uma região pouco explorada pelo homem, com clima rigoroso, ventos fortes e frio intenso.

A paisagem da Patagônia Chilena

A paisagem é magnífica. Montanhas, um mar azul turquesa, glaciares, florestas, pradarias e vida selvagem compõem a paisagem da Patagônia Chilena.

A paisagem da Patagônia Chilena

Apesar da região ter sido descoberta no início do século XVI, pelo navegador português Fernão de Magalhães, os primeiros assentamentos só foram implantados no século XIX, quando chegaram imigrantes ingleses, croatas e espanhóis para trabalhar nas fazendas de criação de carneiros que começaram a ser implantadas no extremo sul do Chile.

O estreito de Magalhães

A navegabilidade do Estreito de Magalhães ajudou a viabilizar a região, pois até o início do século XX, antes do Canal do Panamá, era a única passagem marítima entre o Atlântico e o Pacífico.

O Estreito de Magalhães

Punta Arenas é a capital da região de Magalhães. Hoje, a criação de carneiros, a exploração do petróleo e o turismo formam a base da economia da região.

Punta Arenas

Depois de colocar as malas no hotel, decidimos sair andando em busca de um restaurante para jantar. Estava muito frio e começou a chover. O frio intenso tirou a nossa coragem. Voltamos para o hotel e decidimos jantar aí. Amanhã vai começar a nossa aventura pela Patagônia Chilena.

Visitando a Patagônia Chilena

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ALGUNS LUGARES ESPECIAIS DE VANCOUVER

31 de agosto de 2017

Começamos o dia com uma visita ao Aquário de Vancouver na entrada do Stanley Park. O Aquário é grande e reúne espécies marinhas de vários lugares do mundo, mas em especial do Canadá. Destaque para águas-vivas, pinguins, golfinhos, tubarões, etc.

Águas-vivas no Aquário de Vancouver.

Existem atividades educativas em vários horários durante o dia. Quando comparado aos grandes aquários do Mundo, o de Vancouver deixa um pouco a desejar. Precisa e uma reforma e modernização, mas foi um bom programa.

Alimentação dos peixes no Aquário de Vancouver.

Na sequência fomos até os “totem poles” do Stanley Park, o monumento das gigantes e coloridas esculturas de madeira que identificam os povos nativos do Canadá.

Os Totens do Stanley Park

Alguns dos totens do Stanley Park foram esculpidos a mais de 100 anos e trazem informações sobre a história dos diversos grupos indígenas representando a espiritualidade e crença de cada um deles.

Totem Pole

Em seguida pegamos uns táxis e partimos para o Granville Public Market, um dos mercados públicos de Vancouver, localizado em Granville Island, um antigo bairro industrial, que hoje possui muitas lojas, galerias e estúdios de artistas.

O Granville Public Market

O mercado é colorido e frenético, com flores, frutas, peixes, queijos, artesanatos e lembranças de viagem, mas sobretudo com muitas opções de alimentação. Comemos aí. Um dos destaques fica para as sopas chinesas. Saímos do Mercado, pegamos um táxi aquático, um dos charmes dessa área de Vancouver e voltamos para o hotel.

Vancouver vista do Granville Public Market

No final da tarde fomos ao bairro de English Bay para conhece o famoso por-do-sol do lugar. Os canadenses dizem que é um dos mais bonitos do Mundo.

Fomos ver o por-do-sol na English Bay Beach

English Bay é uma enseada de águas calmas, localizada numa área residencial, com bares, restaurantes e comércio de bairro. A praia costuma ficar lotada no verão, apesar de poucos serem aqueles que se aventuram a tomar um banho de água gelada.

A English Bay Beach

Um dos destaques do bairro fica numa pequena praça antes de chegar na praia. A A-maze-ing Laughter, algo como “Um sorriso maravilhoso” corresponde às simpáticas estátuas dos homens sorridentes do artista chinês Yue Minjun, que chegou a Vancouver em 2009, como parte da Vancouver International Sculpture Biennale e não saiu mais daí.

A A-maze-ing Laughter

Os visitantes não resistem a uma foto neste monumento, que acaba representando as diversas poses feitas pelas selfies que contagiam o mundo na era dos smartphones. As 14 esculturas de bronze, com aproximadamente 3 metros de altura, são carregadas de expressões felizes e sorridentes.

Detalhe da A-maze-ing Laughter

Na praia existe um monumento Inuit gigante. É um Inukshuk. São esculturas de pedra erguidas pelos povos do Ártico e muito comum no Alasca e na Groelândia. Esses monumentos costuma ser utilizados como referências de localização para os povos nômades. Os Inuites são os povos das nações indígenas esquimós., comuns nessa região.

O Inukshuk

Jantamos no excelente restaurante Cactos, na beira da praia e em frente ao por-do-sol.

O por-do-sol na English Bay Beach

Voltamos a pé, à noite e isso faz uma diferença grande, pois nos dá uma ideia de segurança e civilidade de Vancouver. Encontramos um gambá no meio do caminho. Eles são muitos, andando pela cidade à noite. É uma influência do Stanley Park.

Um gambá pelo caminho.

A DESPEDIDA DE VANCOUVER

1º de setembro de 2017

Pela manhã fomos à excelente loja MCE, especializada em material esportivo, sobretudo aqueles relacionados com atividades externas como acampamentos, trilhas, montanhismo, bicicleta, canoagem, etc. A loja é enorme e é a “cara” do Canadá. Saímos de lá e fomos até ao Shopping The Pacific Centre para fazer algumas compras. Foi o único dia nessa viagem que destinamos a isso. A turma já estava impaciente.

Despedida de Vancouver.

À noite, jantamos mais uma vez no excelente restaurante italiano, Italian Kitchen, que tínhamos ido no segundo dia de Vancouver. Tivemos uma noite agradável, com uma excelente comida, um bom vinho canadense, da Columbia Britânica. No dia seguinte voltamos para Salvador, numa viagem longa. Vancouver – Cidade do México – São Paulo – Salvador

Alguém tem que fazer a foto

A turma que nos acompanhou nessa aventura pelo Alasca e Canadá.

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VICTORIA, A CAPITAL DA COLUMBIA BRITÂNICA

30 de agosto de 2017

Saímos andando pela manhã, até o porto da Bayshore Drive, para pegar um passeio de catamarã, da companhia Prince of Whale, que fica dentro do Hotel Westin. O passeio que escolhemos foi The Ultimate Day Tour to Victoria, que prometia fazer um tour completo para Victoria e Butchart Gardens, com a possibilidade de avistar baleias e orcas durante a navegação. Essa é uma boa alternativa para quem quer conhecer Victoria e não tem muito tempo. O passeio é de dia inteiro.

O catamarã do Prince of Whale

A travessia é pelo Estreito de Georgia que separa a Victoria Island do continente e dura aproximadamente 4 horas de navegação. Durante a navegação, precisamos ficar de olhos bem abertos na expectativa de encontrar orcas pelo caminho. São dezenas delas por todos os cantos.

O mapa da navegação.

Encontramos as orcas no caminho.

As orcas não são baleias, são da família dos golfinhos, como possuem um grande porte e são exímios e ferozes predadores, pois se alimentam de peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e até de baleias de maior porte, receberam a fama de “baleias assassinas”.

Alguns barcos menores se aproximam bastante dos animais.

Além das orcas, a navegação nos permite observar outros animais. Vimos focas e cormorões e é sempre uma grande emoção quando encontramos as águias carecas, e isso aconteceu mais uma vez.

Focas

Cormorões

Aportamos em Victoria às 12:30h e já na chegada a cidade se mostra encantadora. O colorido da comunidade Fisherman’s Wharf dá as boas vindas a essa cidadezinha charmosa da costa do Canadá.

O Fisherman’s Wharf de Victoria

Victoria fica na Ilha de Vancouver, é a capital da Província da Columbia Britânica desde 1871, foi fundada na primeira metade do século XIX e cresceu bastante naquele período, como um importante entreposto comercial e ponto de passagem para a corrida do ouro do Alasca. Depois foi superada por Vancouver, mas continuou com o status de capital da Província.

Chegando a Victoria.

O passeio previa 2 horas e meia em terra. É muito pouco tempo para as atrações que têm por lá. A logística do transfer para os Butchart Gardens implicava em que tínhamos que optar por 2 horas em Victoria e meia hora nos jardins ou ao contrário, optamos por ficar mais tempo em Victoria. Foi muito bom, mas quando chegamos aos jardins não houve tempo suficiente para desfrutar da beleza do lugar.

Victoria.

A cidade é tão linda, calma e agradável, que na volta a gente fica com a sensação de que deveríamos ter dormido pelo menos uma noite por lá. O correto é passar pelo menos um dia inteiro em Victoria. Você pode aproveitar os jardins pela manhã e a tarde e noite na cidade.

Victoria.

Paramos para comer um hot dog especial e seguimos passeando pelas ruas de Victoria. Fomos até o bairro de ChinaTown. Os chineses chegaram aí desde o século XIX, e ajudaram a construir a cidade. Victoria, como toda a costa leste do Canadá teve uma forte influência da cultura chinesa.

ChinaTown de Victoria.

Um dos ícones de Victoria é o Hotel Fairmont Empress Plaza, na frente do porto onde chegam os barcos que vêm de Vancouver. O Empress Plaza foi construído em 1908 e é uma das grandes atrações da cidade. Fica em frente ao Inner Harbour, o porto onde atracamos, possui uma decoração exuberante, com belos jardins nos seus entornos.

O Hotel Fairmont Empress Plaza

Pegamos o Shuttle Bus em frente ao Empress Plaza e seguimos para os Butchart Gardens, um belo conjunto de jardins que começaram a ser cultivados em 1904, por Jennie Butchart, esposa de um industrial que se instalou na região para produzir cimento.

Os Butchart Gardens

A Sra. Butchart expandiu os jardins nas áreas degradadas pela mina de calcário que fornecia matéria prima para a fábrica de cimentos. Conseguiu construir uma verdadeira obra de arte viva, que atrai milhares de visitantes todos os anos. A atração é imperdível.

Os Butchart Gardens

Faltou tempo para os jardins. Vimos tudo muito rapidamente e mesmo assim não conseguimos passar por todas as áreas de visitação.

Pegamos o catamarã de volta para Vancouver.

Ao final da visita aos Butchart Gardens, embarcamos de volta para Vancouver. A chegada à cidade é maravilhosa. O Sky Line de Vancouver fechou o passeio com chave de ouro.

O Sky Line de Vancouver

Pertinho do porto encontramos um tesouro. Tivemos um fim-de tarde excelente no Restaurante Cardero’s, na beira da Marina de Vancouver, onde jantamos e voltamos a pé para o hotel.

O Cardero’s de Vancouver

Victoria.

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GROUSE MOUNTAIN, TRILHA E ESQUI DENTRO DE VANCOUVER

29 de agosto de 2017

No segundo dia em Vancouver, seguimos a pé até o Canada Place, um edifício criado para sediar a Feira Mundial de 1986 e que se tornou um marco para a cidade, um grande complexo formado por Centro de Convenções, hotel e lojas. Fica ao lado do porto e é daí que saem muitos dos ferry-boats para as ilhas próximas à costa do Canadá.

Canadá Place

É de lá que saem também, os shuttle bus até a Grouse Mountain, localizada em North Vancouver, a 15 minutos de carro do centro de Vancouver, e que é uma das principais atrações de lazer para visitantes e locais. No verão a Grouse Mountain é um grande parque para trilhas e contemplação da natureza ao ar livre.

A Grouse Mountain

Quem quer trilhas leves, sobe a montanha numa gôndola que leva ao topo e lá de cima, faz as pequenas trilhas. A gôndola vai até um primeiro estágio no alto da montanhas, de onde se tem belas vistas de Vancouver, mas existe a opção de seguir adiante em lifts de esqui, que levam até o topo da montanha.

A Grouse Mountain

No inverno, toda a montanha se transforma numa estação de esqui urbana e os cidadãos de Vancouver se divertem.

A Grouse Mountain

Lá no alto da Grouse Mountain existem várias atrações, shows e espetáculos pitorescos com lenhadores e aves. O local é ambientado por grandes esculturas feitas em restos de troncos de árvores que foram derrubadas no passado.

Esculturas feitas em troncos de árvores

Existem também um mini-zoológico com animais canadenses. A grande atração fica para os enormes ursos-pardo, que ficam confinados em pequenos espaços. Não tem a mesma emoção de vê-los soltos na natureza, como fizemos no Alasca.

O enorme urso-pardo da Grouse Mountain

Uma outra opção é subir ao Eye of The Wind, um cata-vento gigantesco que tem um mirante no topo, com uma excelente vista do complexo.

O mirante do Eye of The Wind

Descemos da Grouse Mountain e voltamos até o Canadá Place, onde fomos a uma atração espetacular do lugar. O Fly Over Canadá, um simulador de voo que passa pelas principais paisagens, atrativos turísticos, parques nacionais e encantos do país. O brinquedo é de excelente qualidade e vale muito a pena.

O Fly Over Canadá

Seguimos andando até o pitoresco bairro de Gastown, onde fica a Robson Street. É o melhor lugar para conhecer um pouco da recente história de Vancouver. Foi aí que a cidade começou a se erguer, no final do século XIX, com um pequeno assentamento de apoio aos poucos barcos que passavam pela costa e faziam a ligação entre a Califórnia e o Alasca. A rua possui hoje, muitas lojas e restaurantes interessantes.

A Robson Street

No meio da Robson Street, na esquina entre as ruas Water e Cambie aparece o Steam Clock, um relógio a vapor construído em 1977, que faz performances com apitos, sons e movimentos a cada 15 minutos É uma das atrações do bairro de Gastown.

A Steam Clock

No final da Robson Street chegamos ao monumento em homenagem a Gassy Jack, o responsável pelo primeiro núcleo urbano de Vancouver, pois montou uma taverna que entretinha os marinheiros e trabalhadores das serrarias, em 1867. Ao redor da taverna surgiu a Gastown, que deu origem a Vancouver.

O monumento em homenagem a Gassy Jack

À noite fomos jantar no excelente restaurante italiano, Italian Kitchen, muito próximo do nosso hotel.

O Steam Clock

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CHEGANDO A VANCOUVER PELO INSIDE PASSAGE

27 de agosto de 2017

No sexto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun tivemos um dia inteiro de navegação pelo Inside Passge, formado por estreitos e canais na costa oeste do Alasca e do Canadá, cercados por montanhas e florestas. São centenas de ilhas pelo caminho da navegação.

Inside Passage

Passamos o dia aproveitando o navio e participando das atividades de lazer. Caminhamos pelo deck aberto, jogamos e ganhamos no bingo, e nos preparamos para o desembarque que seria no dia seguinte em Vancouver. Com alguma frequência íamos até o deck superior para contemplar a paisagem maravilhosa ao redor.

Dra. Marise e Dr. Eduardo Nery

28 de agosto de 2017

Depois de sete dias de cruzeiro, desde Seward, no Alasca, o navio Norwegian Sun aportou em Vancouver. Já na saída, dava para comemorar os belos dias de verão dessa adorável cidade da costa oeste do Canadá. Vancouver é a maior cidade da Província da Columbia Britânica, possui um clima temperado oceânico, com verão quente e úmido e no inverno as temperaturas estão entre as mais agradáveis do país. O frio nunca é excessivo, quando comparado com as cidades centrais e da costa leste.

O Sky Line de Vancouver

Vancouver é uma metrópole cosmopolita, moderna, com excelente qualidade de vida. O Canadá facilita muito a entrada de imigrantes e isso é visível pelas ruas, onde jovens do mundo inteiro circulam com intimidade e desenvoltura.

Vancouver, uma cidade cosmopolita e moderna.

Seguimos direto para o Hotel Carmana Plaza, uma agradável surpresa. Localizado no coração de Vancouver, o Carmana Plaza é um apart-hotel moderno, com suítes amplas e funcionais. A partir daí, dá para conhecer boa parte da cidade, a pé.

Arquitetura arrojada em Vancouver.

Deixamos as malas no hotel e seguimos em frente. Optamos por pegar o sistema de ônibus de turismo Hop on Hop off. É sempre uma excelente opção para ter uma visão panorâmica e receber as primeiras informações locais.

Um passeio panorâmico pela cidade.

Passamos pelo Stanley Park, um dos maiores parques urbanos do mundo e o maior do Canadá, o playground de Vancouver. No verão fica ainda mais bonito, com imensos jardins muito bem cuidados e uma bela vista para a Baía de Vancouver.

Jardins do Stanley Park

A sensação que temos é que todos os cidadãos de Vancouver vão ao parque, para caminhar, pedalar, andar de patins e namorar. O Stanley Park está totalmente integrado ao restante da cidade e torna Vancouver ainda mais bonita.

O Play Ground de Vancouver.

Fizemos uma primeira parada no Capilano Suspension Bridge Park, um grande parque florestal e área de lazer localizado em Noth Vanvouver, um pouco fora da cidade. A Grande fama do lugar está associado à gigantesca ponte suspensa que dá nome ao lugar. Os turistas e visitantes se divertem.

A Capilano Suspension Bridge

Na entrada do Parque existe toda uma infraestrutura de apoio, com bares, lanchonetes e lojas de artesanatos e lembranças locais e um conjunto de totens que completam os seus atrativos. Os totens são símbolos religiosos dos povos indígenas norte-americanos e em especial dessa área do Canadá.

Um dos totens do Parque Capilano.

A ponte suspensa fica sustentada por cabos de aço e balança bastante com a passagem dos visitantes e isso faz parte da diversão. É um dos sus atrativos. Possui 70 metros de altura e se estende por 137 metros. É uma das maiores pontes suspensas do mundo.

A ponte balança bastante

A Cliffwalk é uma ponde de madeira, ferro e vidro que margeia um dos precipícios do Parque e completa os seus atrativos.

A Cliffwalk

Além da ponte, o parque oferece outras atrações, como a prática de arvorismo, no Treetops Adventure, formado por sete pontes suspensas sobre as árvores gigantescas do Parque.

O Treetops Adventure

No meio do Parque uma treinadora exibia os seus falcões e águias e tirava dúvidas dos visitantes sobre os animais.

A treinadora de falcões.

O Capilano fica no meio de uma floresta de árvores centenárias gigantescas.

As árvores gigantes do Capilano Park

Voltamos para Vancouver e seguimos a pé, desde o Canada Place, o centro de visitantes, onde fica o ponto final do Shuttle Bus que vem da Capilano Bridge, até o nosso hotel. A arquitetura arrojada dos edifícios modernos do centro da cidade cria efeitos especiais nos edifícios espelhados.

O porto de cruzeiros de Vancouver

À noite saímos para jantar no Joe Fortes, que fica ao lado do nosso hotel. É um restaurante icônico de Vancouver, cujo cardápio é especializado em frutos do mar. O restaurante homenageia um personagem famoso que viveu em Vancouver no final do século XIX e que teve a sua história sempre ligada ao mar. Joe Fortes foi o primeiro salva-vidas da cidade e instrutor de natação. Já havíamos reservado o restaurante com antecedência. Era um jantar para rever a Mariana Nascimento, uma amiga querida que estava morando em Vancouver. O papo foi uma delícia.

O Restaurante Joe Fortes

Vancouver

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KETCHIKAN, A CAPITAL DO SALMÃO NO ALASCA

26 de agosto de 2017

No quinto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos no centrinho de Ketchikan. A pequena cidade da costa do Alasca fica ainda menor, com os navios gigantes ancorados no seu porto, bem no centro da cidadezinha. Quem sai dos navios já pisa no calçadão do centro, cheio de lojas de artesanato, joalherias, galerias de arte, bares e restaurantes.

Os navios ancoram bem no centro da cidade.

Ketchikan é a última parada da Inside Passage, para os cruzeiros que vêm de Seward no sentido sul, com destino ao Canadá. Nos arredores do porto, uma grande quantidade de barcos de pesca, ferryboats e hidroaviões circulam freneticamente para todos os lados. A cidade que possui pouco mais de 8 mil habitantes, recebe cerca de 12 mil turistas por dia, na temporada dos cruzeiros do Alasca.

Movimento frenético próximo ao porto de Ketchikan

Uma das suas principais atrações é o charmoso distrito de Creek Street, uma antiga área de prostituição cheia de palafitas de madeira, com fachadas coloridas com tons fortes, ligadas por uma passarela de madeira.

Creek Street

Ao lado do portal de entrada da Creek Street ficam vários pescadores amadores ou não, aproveitando a fartura de salmões que existem por aí, sobretudo nessa época do ano. Ketchikan é conhecida como a “Capital do Salmão”, do Alasca.

Creek Street

Creek Street

Ketchikan é famosa também pela grande quantidade de totens que possui, muitos deles no centro da cidade.

Totem em Ketchikan

O navio vende vários tipos de passeios em Ketchikan. Optamos por um que prometia ficar cara a cara com os ursos-negros. Só não sabíamos que seria tão verdadeiro. A aventura começa com um voo de 20 minutos em hidroavião pilotado por um veterano do Alasca.

Pegamos um hidroavião para ver os ursos-negros

O voo é panorâmico e possui uma vista estonteante, o pequeno avião quase toca a copa das árvores, nas encostas das montanhas. Só ele já valeria a pena. Sobrevoamos fiordes e lagos até chegar a uma pequena enseada onde um guia de floresta nos esperava, armado apenas com um spray de pimenta anti-urso. O nosso grupo era pequeno e começamos a seguir a trilha na borda da enseada.

O sobre-voo até o reduto dos ursos-negros.

O primeiro fenômeno que presenciamos foi a enorme quantidade de salmões que sobem os rios para fazer a desova nessa época do ano.

A quantidade de salmões é imensa.

Quando estávamos observando os salmões, o guia chamou a atenção para o primeiro urso que vimos. Estava no alto de uma árvore, a 20 metros da nossa posição, observando salmões e turistas curiosos.

O urso estava nos espiando.

Depois seguimos pela trilha até um descampado onde existe um pequeno observatório para uma das cenas mais desejadas para quem visita o Alasca. Um pequeno rio com corredeiras, cheio de salmões e dezenas de ursos negros pescando nas corredeiras.

Os ursos pescando nas margens do rio.

Gaivotas e águias-carecas ficam nos arredores para aproveitar as carcaças deixadas pelos ursos.

As gaivotas fazem a festa com as carcaças dos salmões.

O urso-negro é um animal grande e feroz. Nessa época do ano, fim do verão, se alimenta sobretudo dos salmões que são abundantes na região. Isso permite um grande acúmulo de gordura que possibilita a hibernação durante o inverno, numa toca, feita em tocos de árvores, ou no chão. Quando acorda, no início da primavera, a fome é intensa e ele come tudo que encontra pela frente, desde pequenos animais, raízes, gramíneas, peixes, etc. Apesar do peso, possui grande habilidade para subir em árvores.

Dezenas de ursos por todos os lados.

Ketchikan

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SKAGWAY, A “CAPITAL” DO OURO DO ALASCA

25 de agosto de 2017

No quarto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos em Skagway, uma cidadezinha na costa do Alasca, na extremidade norte da Inside Passage, que foi o centro da “Corrida do Ouro” nesse estado americano, no século XIX.

Chegando a Skagway

Milhares de aventureiros de todas as partes do mundo chegaram a Skagway a partir de 1896, atraídos pela notícia da descoberta de ouro em grande quantidade nas águas do Rio Yukon, um afluente do Rio Klondike, próximo à fronteira do Alasca com o Canadá. O acesso era difícil. Temperatura extrema, terreno montanhoso com declives íngremes criavam o ambiente de desafios para se chegar à nascente do Rio Yukon.

O alto curso do Rio Yukon

Skagway se transformou numa legitima cidade sem lei do Velho Oeste americano. No centro histórico, as fachadas das casas parecem cenários e ainda lembram essa época da Klondike Gold Rush.

As fachadas das casas no estilo do Velho Oeste.

O Red Onion Saloon é um dos pontos mais pitorescos da cidade. Uma reprodução bem fiel de um antigo saloon da época da “Corrida do Ouro”, que foi inaugurado em 1897 e funcionava também como bordel. Hoje é bar e lanchonete. Os visitantes adoram.

O Red Onion Saloon

Existe um museu do bordel no interior do Red Onion. Os clientes interagem com as garçonetes, que se vestem a caráter, como na época do bordel.

As garçonetes do Red Onion Saloon

Durante a corrida do ouro de Skagway, a cidade chegou a receber cerca de 100 mil aventureiros. Possui hoje, pouco mais de 900 habitantes. Esse número sobe para 2000 no verão e no inverno a fica praticamente abandonada.

A cidade fica abandonada no inverno.

O esforço para viabilizar a exploração do ouro chegou até o White Pass, uma passagem no alto da Cordilheira das Montanhas Rochosas, que viabilizou a construção de uma ferrovia épica por onde os produtos e serviços chegariam e o minério seria escoado. A White Pass Rail Road foi construída entre 1898 e 1900.

Viaduto na White Pass Rail Road

Um dos principais passeios turísticos de Skagway, é seguir de trem até a fronteira com o Canadá, pela White Pass Rail Road, retornando pela Klondike Highway. A ferrovia é estreita e foi considerada um marco da engenharia civil internacional. Dez mil homens e 50 mil toneladas de explosivos foram utilizados na construção, que a princípio era considerada impossível, em função do terreno montanhoso, sinuoso e íngreme, mas que foi construída em tempo recorde de apenas 26 meses.

A difícil ferrovia do White Pass

À medida que a ferrovia vai subindo as montanhas, a paisagem vai se modificando. As florestas são substituídas pela vegetações típicas das regiões sub-polares: tundras, líquens e taigas.

A vegetação na parte mais alta da estrada

Caminhando por Skagway, nos deparamos com um dos fenômenos mais interessantes do Alasca nessa época do ano. Milhões de salmões sobem os rios para dar início ao ciclo de reprodução. O salmão do Pacífico se reproduz apenas uma vez na vida. O esforço que ele faz para subir os rios é tão grande que após a desova, morre de exaustão.

Milhares de salmões agonizando no leito do rio.

O rio que corta a cidade de Skagway estava abarrotado de salmões agonizantes e muitos outros já mortos nas margens, em estado de putrefação. O cheiro de peixe podre atingia as áreas nas proximidades do rio.

Os salmões são tantos que podem ser capturados de mão.

Skagway

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JUNEAU, A CAPITAL DO ALASCA

24 de agosto de 2017

No terceiro dia de cruzeiro ancoramos em Juneau, a capital do Alasca. Com uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, Juneau é a menor capital dentre todas as dos estados americanos e a terceira maior cidade do Alasca. A população aumenta no verão e a cidade fica quase deserta no inverno.

Juneau

Cercada por montanhas e glaciares, não existe acesso por via terrestre para Juneau. As únicas formas de se chegar à cidade é por mar ou por via aérea. Como no inverno o mar permanece congelado, Juneau fica isolada. Permanecem apenas os funcionários públicos, mantidos aí pelo governo. A cidade é charmosa e muito pequena, cercada por montanhas e glaciares. Pode-se percorrer toda a pé.

A cidade é cercada por montanhas.

A partir de Juneau existem muitas opções de trilhas e outros passeios que encantam os turistas. Escolhemos fazer o Sleding Dogs, um dos passeios mais desejados pelos turistas de cruzeiro. Uma experiência de corrida em trenós com cães huskies siberianos. O passeio começa com um sobrevoo de helicóptero que leva os turistas até o centro do Glaciar Medenhall, e é lá que acontece a aventura. Chove bastante em Juneau e nesse dia o tempo estava muito fechado, o resultado foi que os helicópteros não conseguiram decolar e não pudemos fazer a corrida de trenó com os cachorros. Ficamos sem o opcional e a solução foi aproveitar a cidade.

A Gôndola

Ao lado do porto fica a entrada da gôndola que leva ao mirante no alto do Monte Roberts. Lá de cima, uma bela vista da cidade e do porto, além de lojas de artesanato e alguns animais que foram resgatados em condição de ameaça e estão em exposição.

O Mt Roberts

A principal rua da cidade possui uma série de casas antigas, do início do século com uma arquitetura típica da região. Muitas dessas casas foram transformadas em restaurantes, lojas de artesanato, joalherias, etc.

O centro de Juneau

Uma das principais atrações da cidade é o Red Dog Saloon, um típico bar do final do século XIX, que atrai multidões. O Saloon é decorado de forma cenográfica, até as garçonetes se vestem como no “Velho Oeste”. Os turistas adoram, pagam caro por uma cerveja, dão uma boa gorjeta e voltam felizes para as suas casas.

O Red Dog Saloon

O interior do Red Dog Saloon

Saímos cedo de Juneau e começamos a navegar pelo Inside Passage, um dos momentos mais bonitos do cruzeiro. O Inside Passage é um fiorde, cercado por altas montanhas, de uma beleza incomum. O silêncio, a leveza e contemplação da navegação são inesquecíveis.

O Inside Passage

É um percurso que se estende do sudeste do Alasca ao noroeste dos Estados Unidos, passando pela costa oeste do Canadá. Este trajeto é uma rota costeira para grandes navios oceânicos, que ali encontram panoramas naturais de uma belíssima rede de passagens pelas ilhas da costa do Pacífico com segurança para evitar as intempéries do mar aberto.

Inside Passage

Durante a navegação pelo Inside Passage, encontramos inúmeros pequenos icebergs que vão sendo desgarrados dos glaciares existentes na região. Em muitos deles dava para observar pássaros e focas descansando sobre os blocos de gelo.

Pequenos Icebergs vão aparecendo pelo caminho.

Nessa noite tivemos um jantar especial no Restaurante Moderno, a bordo do navio Norwegian Sun. Uma churrascaria que tenta imitar a moda dos rodízios brasileiros., ambientada por música brasileira, mas claro que não se compara com as que temos por aqui.

Inside Passage

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ICY STRAIT POINT, O PARAÍSO DAS BALEIAS JUBARTE E DAS ÁGUIAS CARECAS, NO ALASCA

23 de agosto de 2017

Nesse Segundo dia de cruzeiro pelo Alasca, fizemos uma parada na localidade de Icy Strait Point. Aí foi construído uma grande estrutura de lazer que serve de apoio aos cruzeiros que passam pela região. No porto que foi construído com esse propósito, existe um centro de apoio aos turistas, de onde saem uma série de excursões opcionais para os arredores.

O Norwegian Sun ancorado em Icy Strait Point

Passeio de avião sobre o glaciar, trilhas na floresta, pesca de salmão, passeio de caiaque, bicicleta, safaris em busca dos ursos pardos e decida por uma tirolesa radical, são algumas das atrações que podem ser feitas no Icy Strait Point.

O complexo turístico de Icy Strait Point

O passeio mais demandado, e foi o que escolhemos, é a avistagem das baleias jubarte. O lugar é um paraíso da vida marinha. Baleias jubarte, orcas, focas, lontras do mar e salmão do Pacífico são abundantes na região.

O encontro com as baleias jubarte.

Desembarcamos do navio e pegamos um barco menor para ver as baleias. Chegamos muito perto delas, e elas deram um show. Várias aves marinhas ficavam sobre as águas e de repente levantavam voo. Quando isso acontecia as baleias emergiam em grupo. Eram cerca de 15 jubartes que subiam com a boca aberta capturando o crio, uma espécie de pequenos camarões que são o seu alimento favorito. Dava para ver as aves pescando dentro da boca das baleias.

As baleias ficam muito próximas dos barcos.

Ficamos mais de uma hora observando esse espetáculo da natureza. Muitos barcos de pesca chegavam próximo às jubarte para observar a dança das baleias. Quando mergulham levantam a cauda e fazem uma bela coreografia.

Baleias jubarte.

Quando começamos a voltar para o cais em Icy Strait Point, avistamos um grupo de orcas, as “baleias assassinas”. Era um grupo de cinco animais, três adultos e dois filhotes. As orcas não são baleias, elas são da família dos golfinhos, mas o grande porte justificou a fama equivocada de serem chamadas de “baleias”.

O encontro com as orcas.

Como são exímios e ferozes predadores, pois se alimentam de peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e até de baleias de maior porte, receberam a fama de “assassinas”. O grupo que estávamos observando ficou muito perto do barco, fazia acrobacias e nos deliciamos com isso por muito tempo.

As orcas chegaram muito perto dos barcos.

Voltamos ao cais e pegamos um shuttle bus para a pequena vila de Hoonah, a maior comunidade Tlingit do Alasca, uma comunidade descendente de índios desta região. A pequena vila de pescadores possui apenas 760 habitantes, que no verão pode chegar a 1300 pessoas a depender das melhores condições de pesca que a temporada possa apresentar.

A pequena vila de Hoonah

Hoonah é um santuário da Águia Careca ou Águia Americana, o animal símbolo dos Estados Unidos da América, nativa da América do Norte e com habitat espalhado por todo o território, mas sobretudo na costa oeste, e em especial no Alasca.

Encontramos a Águia Careca.

Caminhamos pelas ruas de Hoonah quando de repente uma senhora nos chamou para mostrar orgulhosamente um ninho de uma Águia Careca. São os maiores ninhos construídos por aves no alto de árvores dentre todas as espécies animais. Nesse ninho de Hoonah existiam dois filhotes já grandes. Um deles estava no ninho e o outro num galho próximo. Os filhotes nascem escuros e ficam assim até os primeiros quatro anos de vida. Somente a partir daí as penas da cabeça ficam brancas, o que é a sua marca maior.

O filhote da Águia Careca

Depois de caminhar pela vila, voltamos para o centro de visitação das companhias de cruzeiro que existe perto do porto. Restaurantes, lanchonetes, galerias de arte e lojas de artesanato fazem parte do complexo de recepção de Icy Strait Point e possibilitam a degustação de algumas iguarias do Alasca, como o Kings Crab, o Halibute e caranguejos recém tirados do mar.

Detalhe do centro de visitação turística

Voltamos para o navio Norwegian Sun e jantamos no restaurante Seven Seas. A noite fomos continuar a diversão na boate e no cassino.

O Norwegian Sun

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O MAGNÍFICO ENCONTRO COM O GLACIAR HUBBARD

22 de agosto de 2017

Em nosso primeiro dia de cruzeiro, tivemos um dia inteiro de navegação pela costa do Alasca. O navio segue por entre canais e muito próximo da costa, o que permite uma viagem sempre panorâmica. A paisagem ao lado é magnífica. Estava previsto para esse dia uma entrada no Fiorde de Russel onde iríamos ver o Hubbard Glacier.

As montanhas estão sempre ao lado do navio.

Esse foi o roteiro que fizemos com o navio Norwegian Sun.

Dia 1: Saída de Seward no Alasca

Dia 2: Dia inteiro de navegação

Dia 3: Icy Strait Point e vila do Hoonah – Foi daí que fizemos o melhor passeio para avistagem de baleias jubarte e orcas.

Dia 4: Juneau – Visita à capital do Alasca

Dia 5: Skagway – A lendária cidade que deu início à Corrida do Ouro do Alasca

Dia 6: Ketchikan – Foi daí que partimos de hidroavião para o santuário dos ursos negros.

Dia 7: navegação pelo Inside Passage, uma das mais belas navegações de cruzeiros que existe no mundo.

Dia 8: Chegada e desembarque na maravilhosa cidade de Vancouver no Canadá.

Esse foi o roteiro que fizemos na costa do Alasca.

A grande expectativa do dia estava na navegação pelo Fiorde de Russel e no encontro com o gigante Hubbard Glacier, ou Glaciar Azul, o maior que iríamos ver nessa viagem e o maior do Alasca, em contato direto com o mar, esse tipo de glaciar recebe o nome de “tidewater”. Quando entramos no golfo onde iríamos encontrar com o Hubbard, a temperatura diminuiu significativamente. Já era o “gigante” se apresentando para os passageiros do Cruzeiro. Um vento frio e uma chuva fina, insistente, dificultava a permanência nas áreas externas do navio, mas estávamos ali para isso e não dava para desistir, não teríamos outra chance. O jeito foi encarar o frio do Alasca de uma vez e ter essa história para contar.

Estava um frio intenso quando fomos ao convés para ver o glaciar.

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo que vão sendo compactados ao longo do tempo. Possuem uma coloração azulada e formas variadas, transformando a paisagem num momento mágico. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes, a depender do maior ou menor acúmulo de neve no inverno. Pode ter centenas de quilômetros de extensão e centenas de metros de espessura. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida. As geleiras, ao longo dos anos, escorrem lentamente pelas encostas das montanhas, como consequência do seu peso. Quando o glaciar se encontra com o mar, imensos blocos de gelo vão se quebrando. O barulho é espetacular. Os blocos flutuam na água, formando pequenos icebergs e o glaciar faz o show.

O gigantesco Glaciar Hubbard

Com o aquecimento global, o tamanho dos glaciares vem diminuindo consideravelmente e isso acontece com o Hubbard, que se origina 122 km continente a dentro. O gelo leva aproximadamente 400 anos para percorrer todo o trajeto do glaciar, montanha a baixo.

O Glaciar Hubbard

As montanhas ao lado do Glaciar completam a paisagem magnífica e isolada. O navio deu um show quando se aproximou do Hubbard. Chega muito próximo e num golfo muito estreito. Em seguida faz um giro duplo de 360º, muito lentamente, para que todos os passageiros possam contemplar o “gigante” de diversos ângulos.

O navio chega muito perto do glaciar.

Ficamos muito tempo no convés gelado, observando o glaciar e resistindo ao frio. Depois descemos para a cabine onde ficamos nos deliciando com aquela paisagem divina, degustando um bom vinho.

Da cabine, a temperatura era mais amena.

O maravilhoso Glaciar Hubbard

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