A EPOPÉIA DE AMUNDSEN E O MUSEU DO BARCO FRAM

05.07.2016

Saímos do Parque Vigeland, seguimos até a Prefeitura de Oslo, um belo prédio de tijolos marrom escuro, que se ergue imponente na cidade, que por sua vez, não possui outros edifícios muito altos. No interior da prefeitura é que acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz. Os demais Prêmios Nobel são entregues em Estocolmo, na Suécia, mas o da Paz é entregue em Oslo, na Noruega. Quando o Prêmio Nobel foi criado, a Noruega pertencia à Suécia e por isso, esse prêmio significativo, o da Paz, continuou sendo entregue em Oslo.

O edifício da Prefeitura de Oslo.

O edifício da Prefeitura de Oslo.

O salão principal, da Prefeitura (Radhus), inaugurada em 1950, possui uma decoração extravagante e viva, com pinturas de artistas modernos noruegueses, retratando um pouco a história do país. É um marco arquitetônico para a cidade.

O salão principal da Prefeitura de Oslo possui uma decoração extravagante e viva

O salão principal da Prefeitura de Oslo possui uma decoração extravagante e viva

Alfred Nobel, que inventou a dinamite, criou o prêmio Nobel da Paz como uma compensação para os danos de guerra que a dinamite causava. Além do Prêmio Nobel da Paz, criou também o Prêmio Nobel para a física, a química, a medicina e a literatura. Todos os outros são entregues em Estocolmo. O Nobel da Paz é entregue em Oslo.

O salão principal da prefeitura, onde acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz.

O salão principal da prefeitura, onde acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz.

Após a visita à prefeitura, seguimos para a Península Bygdoy ou Península dos Museus, onde estão localizados vários dos museus de Oslo. O primeiro que visitamos foi o Frammuseet, o Museu do Barco Fram, que retrata as aventuras do navegador norueguês Roald Amundsen (1872-1923), o primeiro homem a chegar ao Polo Sul.

A entrada do Museu do Barco Fram

A entrada do Museu do Barco Fram

Amundsen, no final do século XIX e início do século XX, travou uma disputa intensa com outros navegadores, sobretudo ingleses pela conquista dos polos norte e sul. Tentou chegar ao Polo Norte, através de uma estratégia mal sucedida, colocando o seu barco para ficar preso à calota polar do norte, que conseguia movimenta-lo ao longo do tempo. Por erro de cálculo de Amundsen, ou por inconsistência dos movimento do gelo polar, ele passou perto, mas não conseguiu chegar a polo Norte. Desistiu do barco, tentou chegar a pé, mas não conseguiu. Recuou. Quando se preparava para tentar de novo, o polo foi conquistado por um navegador inglês.

As aventuras de Amundsen

As aventuras de Amundsen

Amundsen partiu então para tentar chegar ao Polo Sul. Quando chegou na Antártida, descobriu que o navegador inglês Robert Falcon Scott já estava no continente tentando chegar por lá. Scott seguiu andando e levou consigo pôneis resistentes a clima frio. Esse foi o seu grande erro. Amundsen levou cachorros adaptados a puxar trenós. Chegou primeiro. Quando Scott chegou ao polo, já encontrou a bandeira da Noruega fincada no gelo.

A excursão de Amundsen

A excursão de Amundsen

Amundsen conseguiu voltar para relatar o seu feito, Scott não. Os pôneis de Scott foram morrendo de frio e de fome. Caminhando sobre o gelo os seus homens foram morrendo e a sua aventura terminou em tragédia. Todos morreram no retorno.

O Barco Fram preso no gelo.

O Barco Fram preso no gelo.

No Museu está exposto o barco Fram, projetado em 1892, com o qual Amundesen chegou à Antártida e de lá partiu para conquistar o Polo sul em 1911. O barco foi construído especialmente para isso, com uma tecnologia própria para suportar o fato de ser aprisionado pelo gelo, sem se quebrar.

O Barco Fram.

O Barco Fram.

Outro terceiro navegador participava dessa corrida para a conquista dos polos, foi o irlandês Ernest Shelcketon, que perdeu a corrida para os rivais e tentou outro feito titânico. Como o polo já havia sido conquistado por Amundesn, Shelcketon tentou ser o primeiro navegador a atravessar a Antártida andando. Não conseguiu, mas foi protagonista de uma aventura e façanha heróica. O seu barco ficou preso no gelo e ele precisou voltar andando para solicitar resgate para a sua tripulação. Schelcketon conseguiu resgatar a todos os companheiros, vivos. Se tornou um herói nacional.

Amundsen e a sua turma.

Amundsen e a sua turma.

Publicado em Noruega | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O MARAVILHOSO PARQUE VIGELAND EM OSLO

05.07.2016

Saímos pela manhã para um passeio panorâmico por Oslo. Oslo é a mais antiga das capitais escandinavas. A cidade foi fundada em 1048, pelo Rei Haroldo III (Harald Hardräde), da Noruega. Possui apenas cerca de 500 mil habitantes. Fica localizada na parte final do Fiorde de Oslo, com 150 quilômetros de extensão.

A cidade e o Fiorde de Oslo.

A cidade e o Fiorde de Oslo.

Fizemos uma primeira parada para conhecer o Trampolim Holmenkollen, o mais antigo trampolim de saltos do Mundo. Foi inaugurado em 1892 e de lá para cá já sofreu várias transformações para melhorar as condições de salto, ampliar a capacidade de público e modernizar a sua estrutura.

O Trampolim Holmenkollen

O Trampolim Holmenkollen

Já foi reconstruído 14 vezes, sendo que a última grande reforma foi em 1992, para comemorar o centenário da sua construção. Em 1952, Oslo sediou os Jogos Olímpicos de Inverno. A torre do trampolim possui 60 metros de altura e possibilita um salto de até 136 metros, esse foi o recorde, alcançado em 2006, pelo norueguês Tommy Ongebrigtsen .

A posição de salto em um manequim no Trampolim de Oslo.

A posição de salto em um manequim no Trampolim de Oslo.

É utilizado apenas dois finais de semana por ano, no mês de fevereiro, no alto inverno, quando sedia algumas competições internacionais de salto em esqui. Durante o resto do ano a estrutura é aberta a visitação pública. Do alto da sua estrutura existe uma bela vista da cidade.

O Trampolim só funciona dois finais de semana por ano.

O Trampolim só funciona dois finais de semana por ano.

Os noruegueses têm uma ligação estreita com o esqui, é o esporte nacional da Noruega, pois o país permanece coberto de neve por um bom período do ano. Oslo é a única capital do mundo onde é possível esquiar dentro dos limites urbanos. Mesmo no verão, quando eles usam o esqui de fundo, com rodas e no asfalto.

O esqui de fundo é uma solução para o verão.

O esqui de fundo é uma solução para o verão.

Seguimos adiante até o fantástico Parque das Esculturas Vigeland, localizado no meio do Parque Frogner. Gustav Vigeland foi um artista norueguês que viveu de 1869 a 1943. Após a sua morte, a prefeitura de Oslo reuniu quase todas as obras de Vigeland e montou esse espetacular parque de esculturas, projetado pelo próprio escultor, ao longo de vinte anos de carreira. Desenhou o Parque, incluindo a arquitetura do jardim, pontes, fontes e recintos.

O Parque Vigeland

O Parque Vigeland

É um dos lugares mais visitados de Oslo. As esculturas principais formam um magnífico conjunto dedicado ao amor, ao conflito e ao lazer. A história da vida do homem e dos seus relacionamentos, desde o nascimento até a morte. Fica no meio de uma imensa área verde, com uma área de 320 mil metros quadrados. É um local para atividades ao ar livre, como pique-niques e banhos de sol no verão.

Uma das magníficas esculturas de Vigeland

Uma das magníficas esculturas de Vigeland

O ponto principal do Parque Vigeland é o obelisco central de granito, “Monolith, ou Monolito”, com 17 metros de altura, com 121 figuras entrelaçadas, que formam um emaranhado de corpos representando também as diversas fases da vida. Na parte mais baixa aparecem corpos, que vão ganhando vida à medida que a coluna vai ganhando mais altura.

O Monolith, ou Monólito

O Monolith, ou Monólito

A Escultura foi talhada em um único bloco de granito e levou cerca de 14 anos para ser concluída.

Detalhe do Monolito.

Detalhe do Monolito.

O obelisco fica cercado de esculturas que retratam as diversas fases da vida do homem. Desde o nascimento até a sua morte. As esculturas são feitas em granito e possuem expressões muito fortes.

Escultura de Vigeland

Escultura de Vigeland

Representam também aspectos da vida humana e do cotidiano, como o trabalho, a ira, a maternidade, o sexo e a fraternidade.

Escultura de Vigeland

Escultura de Vigeland

O Parque tem entrada gratuita e é a atração turística mais popular da Noruega. Possui 212 esculturas, de granito, de bronze e de ferro fundido.

Detalhe de escultura de Vigeland

Detalhe de escultura de Vigeland

Após visitar o obelisco, passamos por uma bela fonte cercada de esculturas de bronze, num tom de verde escuro.

Fonte com esculturas de bronze no Parque Vigeland

Fonte com esculturas de bronze no Parque Vigeland

Outra atração importante do Parque é a ponte central, com 58 esculturas de homens, mulheres e crianças, sobre as suas muretas laterais.

Carnaval - Uma das esculturas de Vigeland

Carnaval – Uma das esculturas de Vigeland

O principal destaque fica para a escultura do bebê zangado, o “Sinnataggen”, Little Hot-Head ou Pequeno Cabeça Quente. Considerado por muitos visitantes, como a obra-prima de Vigeland. A escultura é tão adorada que as suas mãos e pés brilham, pois todos querem toca-los e tirar uma foto com o “bebê”.

O Sinnataggen, Little Hot-Head, Pequeno cabeça quente

O Sinnataggen, Little Hot-Head, Pequeno cabeça quente

 

Publicado em Noruega | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

CHEGANDO Á NORUEGA

04.07.2016

Deixamos Estocolmo e saímos pela manhã em direção à Noruega. O destino do dia era Oslo, a capital. São 530 quilômetros de distância entre Estocolmo e Oslo por uma excelente estrada, que percorremos em aproximadamente 8 horas. Fizemos uma parada, na pequena cidade de Karlstad, ainda na Suécia, no meio do caminho, para recarregar as baterias e chegamos a Oslo no final da tarde.

A praça central da pequena cidade de Karlstad, na Suécia.

A praça central da pequena cidade de Karlstad, na Suécia.

Estávamos ansiosos para chegar à Noruega. Esse seria um dos pontos altos da viagem. O que mais atrai no país é a sua geografia. A paisagem é de grandes contrastes. A Noruega é um país estreito, de litoral extenso, que fica espremido entre o mar e a cadeia de montanhas dos Alpes Escandinavos, na divisa com a Suécia.

Mapa da Noruega

Mapa da Noruega

Uma boa parte do país fica além do Círculo Polar Ártico, onde no verão existe o fenômeno das noites eternas, com o sol da meia-noite, quando o sol não se põe por vários dias seguidos. No inverno é ao contrário, as noites eternas são terríveis, pois o sol não aparece por meses inteiros. É aí que acontece o fenômeno das auroras boreais, apenas no inverno.

Bacalhau seco na Noruega.

Bacalhau seco na Noruega.

Um dos maiores encantamentos da Noruega é o litoral totalmente recortado pelos fiordes. Os fiordes foram formados pelo degelo da última era glacial, há cerca de 12 mil anos atrás. À medida que o gelo derretia, o seu peso e o movimento, escavava enormes vales de erosão que eram preenchidos pela água do mar. Esses vales profundos e que penetram muito no continente, são os fiordes.

Os fiordes são estreitos e profundos.

Os fiordes são estreitos e profundos.

Essa geografia ímpar teve influência decisiva na cultura e na formação da sociedade da Noruega. A escassez de terras cultiváveis e a forte presença do mar e de portos abrigados, deu ao povo norueguês, uma forte dependência dos seus recursos. Hoje a Noruega é um grande gerador de energia hidrelétrica e possui grandes reservas de petróleo, na sua plataforma continental.

Os fiordes favorecem a navegação.

Os fiordes favorecem a navegação.

Os Vikings ocuparam as terras da Noruega, do ano 800 a 1050 d.C. e de lá, saíram em busca de novas áreas, velejando pelo mundo, conquistando e ocupando territórios na Grã-Bretanha, Islândia, Groelândia e até no Canadá. Penetraram nos rios da Rússia e chegaram ao Mar Negro. Através do Estreito de Gibraltar, chegaram ao Mar Mediterrâneo.

Os barcos Vikings eram leves e de fácil navegação

Os barcos Vikings eram leves e de fácil navegação

Em Oslo, ficamos hospedados no Hotel Scandic Holberg, com uma excelente localização, a dois passos do centro da cidade. Dava para fazer tudo a pé. O hotel era também ruim, com os mesmos problemas de Estocolmo. Quartos pequenos e sem ar condicionado. Começamos a aprender que essa é uma característica de toda a Escandinávia.

Centro de Oslo ao entardecer.

Centro de Oslo ao entardecer.

Chegamos no final da tarde a depois de um dia intenso de viagem, faltava energia para seguir em frente. Saímos para passear no centro histórico, que estava ali ao lado, mas paramos no início. Jantamos por aí, no Hard Rock Café de Oslo.

Um país de montanhas e mar.

Um país de montanhas e mar.

Publicado em Noruega | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

ESTOCOLMO, A RAINHA DO BÁLTICO

03.07.2016

Saímos do Parque Skansen e pegamos um passeio de barco, do sistema “hop on hop off”, integrado ao sistema de ônibus de turismo. O turista pode subir e descer onde quiser. Como normalmente faz muito frio em Estocolmo, esses barcos não têm área externa e isso dificulta fazer uma boa fotografia.

O passeio de barco "hop on hop off".

O passeio de barco “hop on hop off”.

O passeio passa pelos principais canais de Estocolmo, atravessa as dezenas de pontes da cidade e a eclusa que liga o Mar Báltico ao Lago Mälaren e nos dá uma visão geral de Estocolmo a partir da água.

O passeio de barco dá uma outra visão de Estocolmo.

O passeio de barco dá uma outra visão de Estocolmo.

Como existe um pequeno desnível entre o Lago Mälaren, de origem glacial, e o Mar Báltico, a eclusa de Estocolmo é necessária, para permitir que os barcos passem de um lado par o outro.

A eclusa de Estocolmo, liga o Mar Báltico ao Lago Mälaren

A eclusa de Estocolmo, liga o Mar Báltico ao Lago Mälaren

Após o passeio de barco seguimos andando de volta para a Cidade Velha, na Ilha de Gamla Stan e passamos ao lado do Palácio Real (Kungliga Slottet). O Palácio Real da Suécia é um dos maiores da Europa, possui mais de 600 salas e ainda hoje permanece com as suas funções originais, apesar de não ser mais a residência oficial da família real. Foi construído a partir do final do século XVII, com um projeto do arquiteto Nicodemus Tessim, o Jovem. Não visitamos o interior do Palácio, mas ele possui cômodos e objetos suntuosos, funcionando como um verdadeiro museu vivo.

O Palácio Real de Estocolmo.

O Palácio Real de Estocolmo.

Atualmente a família real é formada pelo Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha é Silvia. Silvia é brasileira. O Brasil tem uma rainha no trono da Suécia.

A entrada da Rua da Rainha.

A entrada da Rua da Rainha.

Seguimos até a Rua da Rainha. Hoje um grande calçadão, só para pedestres, no coração comercial de Estocolmo.

Escultura na Rua da Rainha em Estocolmo.

Escultura na Rua da Rainha em Estocolmo.

Entramos mais uma vez na Cidade Velha, para finalizar essa que era a nossa última noite em Estocolmo. As ruas tortuosas são cheias de galerias de arte e lojas de artesanato. A Suécia é famosa pela excelência no design. Destacam-se os produtos de vidro e artigos para decoração. Escolhemos um cavalinho sueco de lembrança para levarmos de volta para o Brasil. Os camponeses faziam esses cavalinhos para os seus filhos e costumavam decora-los com características das suas comunidades. Virou um dos símbolos do país.

Os "cavalinhos" suecos.

Os “cavalinhos” suecos.

Paramos no excelente Restaurante Paganini, um italiano espetacular no meio da Cidade Velha.

Estocolmo, a Rainha do Báltico.

Estocolmo, a Rainha do Báltico.

Publicado em Suécia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O PARQUE SKANSEN EM ESTOCOLMO

03.07.2016

Pela manhã, seguimos andando até o Parque Skansen. Foi uma grande e prazerosa caminhada até lá. Percorrendo as avenidas que bordejam os canais da cidade, dá para entender um pouco mais sobre Estocolmo, a Rainha do Báltico.

Detalhes da orla de Estocolmo.

Detalhes da orla de Estocolmo.

Era um dia de domingo de verão e a cidade estava cheia de vida. Uma prova de triathlon dava um colorido especial ao centro histórico de Estocolmo.

Prova de Triathlon pelo centro histórico de Estocolmo.

Prova de Triathlon pelo centro histórico de Estocolmo.

No caminho passamos pelo bairro de Östermalm, percorrendo as avenidas que delimitam esse bairro residencial com palácios elegantes do final do século XIX e do início do século XX. Passamos pela Strandvägen, que delimita o canal que leva até o Djurgärden, onde ficam a maioria dos museus de Estocolmo, inclusive o do Barco Vasa.

Mansões e Palácios bordejam os canais de Estocolmo.

Mansões e Palácios bordejam os canais de Estocolmo.

A Strandvägen é uma bela avenida, emoldurada pelos barcos que ficam ancorados no canal, equipamento de esportes náuticos, bares e restaurantes e do outro lado da rua, pelos belos palácios que foram erguidos pelas famílias mais nobres da cidade naquela época. Alguns deles, hoje em dia foram transformados em hotéis.

Belos edifícios de Estocolmo.

Belos edifícios de Estocolmo.

Atravessamos a ponte Djugärdsbron e chegamos a Djurgärden, uma ilha alongada que no passado foi reserva de caça real. Duzentos anos depois se transformou num bairro com imensos parques abertos aos moradores de Estocolmo, um verdadeiro pulmão para a cidade É aí que ficam a maioria dos museus. Seguimos direto para o Parque Skansen.

O Skansen fica numa imensa área em Estocolmo.

O Skansen fica numa imensa área em Estocolmo.

O Skansen é o museu ao ar livre mais antigo do Mundo, foi inaugurado em 1891. Para o museu foram trazidas casas, quintas e aldeias de todos os cantos da Suécia. O objetivo era mostrar à população da capital, como viviam os camponeses nas áreas mais remotas do país. Com isso, o Skansen acaba contando um pouco sobre a história da Suécia e os seus principais aspectos culturais.

Casas históricas no Parque Skansen.

Casas históricas no Parque Skansen.

As pessoas que trabalham no Parque, usam roupas típicas e isso cria um ambiente bem peculiar. O Parque é frequentado por turistas e por cidadãos de Estocolmo. É uma excelente opção de diversão para as famílias locais.

Jovem sueca que trabalha do parque Skansen.

Jovem sueca que trabalha do parque Skansen.

Dentro do Parque Skansen existe também um zoológico, com destaque para os animais que representam a fauna da Escandinávia. Lobos, bisões, ursos, renas e caribus aparecem por aí. A criançada adora. No Parque, costumam acontecer festivais musicais e outras atrações ao ar livre.

O jardim zoológico do Skansen é uma atração.

O jardim zoológico do Skansen é uma atração.

Dentre os museus e atrações do bairro, destaca-se o Museu Nórdico, o Museu do Abba, a famosa banda de pop rock sueca, e o Parque Gröna Lund Tivoli, o Luna-Parque de Estocolmo, um dos mais antigos parques de diversões do mundo, inaugurado em 1893.

O Parque Gröna Lund Tivoli, ao lado do Skansen

O Parque Gröna Lund Tivoli, ao lado do Skansen

 

Publicado em Suécia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

O INCRÍVEL MUSEU DO BARCO VASA, EM ESTOCOLMO

02.07.2016

Na segunda metade da tarde seguimos para a visita mais esperada desse nosso primeiro dia em Estocolmo. O Museu do Barco Vasa (Vasamuseet). O museu fica na ilha de Djurgärden, uma das ilhas que formam a cidade de Estocolmo, com imensas áreas verdes e muitas opções de diversão e interação com a cidade. São muitos os museus da ilha. O mais procurado é o do Barco Vasa. Pela sua peculiaridade e característica única.

O Barco Vasa

O Barco Vasa

O Barco Vasa foi construído a partir de 1625 e levou três anos para a sua conclusão. Um espetáculo para a época. O mais importante barco, jamais construído pela indústria naval sueca até então. Foram centenas de operários e artesãos envolvidos na construção do navio que utilizou toneladas de madeira de carvalho na sua estrutura.

Maquete sobre o Barco Vasa.

Maquete sobre o Barco Vasa.

A construção do Barco Vasa foi um capricho para a realização de um sonho do Rei Gustavo II Adolfo. Ter o maior veleiro do Mundo para a época, o Vasa possuía 69 metros de comprimento e mastro com mais de 50 metros de altura, 64 canhões e uma decoração incrível com várias estátuas coloridas e outras, pintadas de dourado.

Um dos canhões resgatados do Barco Vasa.

Um dos canhões resgatados do Barco Vasa.

O barco virou lenda ainda durante a construção. A Europa inteira comentava a respeito e acompanhava à distância o progresso do Vasa, com medo, respeito e expectativa. O Vasa era uma máquina de guerra e para Gustavo II Adolfo , uma peça fundamental de defesa do seu território e de novas conquistas territoriais.

Uma máquina de guerra.

Uma máquina de guerra.

Em 10 de agosto de 1628, finalmente chegou o grande dia do Barco Vasa começar a navegar. Toda a população de Estocolmo foi para as margens dos canais, nas praias das ilhas, por onde ele deveria passar. O orgulho da marinha sueca e do Rei Gustavo II. O colosso de guerra começou a navegar, mas percorreu apenas 1.300 metros. Nas imediações do Kastellhomen, o vento começou a soprar e bater nas velas. O barco inclinou e rapidamente naufragou, afundando, carregado de canhões e com mais de cem homens na tripulação.

O barco tinha erros de projeto.

O barco tinha erros de projeto.

O Rei estava em campos de batalhas, na Prússia, para onde o barco deveria seguir. A notícia chegou a ele, 15 dias depois. O barco afundou por erro de projeto e por uma ambição excessiva do Rei.

A decoração rebuscada no fundo do barco.

A decoração rebuscada no fundo do barco.

O Barco Vasa afundou na lama do canal. Sabia-se exatamente onde estava, mas o resgate do barco ou mesmo dos seus canhões e tesouros era difícil. Muitas tentativas foram feitas e frustradas, apenas em 24 de abril de 1961, o seu resgate se tornou realidade. O casco estava em bom estado, apesar dos mais de 300 anos de submersão, graças à baixa salinidade do Mar Báltico.

O casco do barco encontrava-se incrivelmente conservado.

O casco do barco encontrava-se incrivelmente conservado.

Após o estudo de várias tecnologias, o Barco Vasa foi finalmente içado e transportado para a margem do canal. A partir daí ele começou a ser restaurado e protegido. Foram mais de vinte anos de trabalho de restauração e recuperação das suas estruturas. Ao seu redor foi construído um edifício, que hoje deu vida ao extraordinário Museu do Barco Vasa, que foi inaugurado em 1990. Os mastros do barco extrapolam o teto do edifício.

Foi construído um edifício ao redor do Barco Vasa.

Foi construído um edifício ao redor do Barco Vasa.

O Museu possui 7 andares, que são percorridos diariamente por centenas de pessoas que vão conhecer o Barco Vasa. Essa é uma das principais atrações de Estocolmo. É possível entender bastante sobre a história da Suécia do século XVII, apenas observando o Vasa, as diversas maquetes associadas ao barco, as projeções e as reconstituições feitas pelo Museu.

Reconstituições fidedignas foram feitas no Museu.

Reconstituições fidedignas foram feitas no Museu.

Saímos maravilhados do Museu do Barco Vasa e fomos finalmente para o Hotel Scandic, com uma excelente localização, porém a qualidade deixa a desejar. O Hotel não tem ar condicionado nos quartos. Aliás, essa é uma prática comum nos hotéis da Escandinávia, onde a temperatura é baixa na maior parte do ano. No verão, porém, faz calor. Os quartos são muito pequenos e o serviço muito ruim.

O Hotel Scandic está a 500 metros da Cidade Velha

O Hotel Scandic está a 500 metros da Cidade Velha

Deixamos as malas no hotel e voltamos à Cidade Velha, onde circulamos mais uma vez pelas ruas tortuosas e paramos para jantar no excelente restaurante italiano, Michelangelo. Valeu muito a pena.

As ruelas estreitas da Cidade Velha.

As ruelas estreitas da Cidade Velha.

A decoração do Barco Vasa era exuberante.

A decoração do Barco Vasa era exuberante.

Publicado em Suécia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

ESTOCOLMO, A CIDADE DO PRÊMIO NOBEL

02.07.2016

Fizemos a travessia do Mar Báltico, de Helsinque para Estocolmo, num cruzeiro de ferry boat, no Silia Symphony. Acordamos cedo e após o café da manhã, nos posicionamos no deck mais alto do navio para observar a passagem pelos canais estreitos, entre as centenas de ilhas que aparecem na entrada de Estocolmo. São mais de duas horas de navegação por entre ilhas e canais. A navegação passa por estreitos improváveis.

Os navios passam por entre os estreitos.

Os navios passam por entre os estreitos.

Chegamos em Estocolmo às 9:30. Saímos do navio e antes mesmo de entrar no Hotel Scandic, seguimos para um tour panorâmico, guiado, pela cidade. Estocolmo é a capital da Suécia, o maior de todos os países escandinavos. A Escandinávia é formada por Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia. Os quatro primeiros compõem a Península da Escandinávia, e a Islândia é um país insular a noroeste da Península.

Estocolmo

Estocolmo

A Suécia, assim como os seus vizinhos, possui incríveis paisagens naturais, com montanhas cobertas de neve, florestas, lagos (cerca de 100 mil) e milhares de ilhas no litoral do Mar Báltico, criam um mosaico de belezas naturais. Aproximadamente 15% do seu território fica acima do Círculo Polar Ártico. A população está concentrada na porção sul do país, onde o clima é mais ameno e as possibilidades agrícolas são maiores. Apenas 7% das suas terras são cultiváveis.

A maior parte da população vive no sul do país.

A maior parte da população vive no sul do país.

Estocolmo foi fundada no século XIII e fica sobre um conjunto de 14 ilhas, na porção sul do Mar Báltico, ao lado do Lago Mälaren. A cidade hoje possui cerca de 800 mil habitantes, é cortada por canais de mar e parte dela fica na borda do lago. Os 750 anos de história deixaram um legado arquitetônico com belíssimos edifícios para a cidade.

O Lago Mälaren

O Lago Mälaren

Seguimos até um mirante de onde se tem uma bela vista da cidade e dos seus canais.

Bela vista de Estocolmo a partir do mirante.

Bela vista de Estocolmo a partir do mirante.

Em seguida fomos até a Gamla Stam (Cidade Velha), a maior das ilhas de Estocolmo e o coração histórico da cidade. Foi aí que a cidade nasceu. Seguimos andando pelas ruelas estreitas e tortuosas dessa parte medieval da cidade, com casas coloridas, que fica em volta do majestoso Palácio Real.

Os edifícios coloridos são um marco para Estocolmo.

Os edifícios coloridos são um marco para Estocolmo.

A Cidade Velha é cheia de bares, restaurantes, ateliês e lojinhas interessantes que vendem lembranças para turistas No centro está a Praça Grande (Stortorget), onde ficava a sede medieval do Município de Estocolmo.

A Praça Grande

A Praça Grande

Saímos da Cidade Velha, deixamos parte do grupo no centro da cidade e seguimos para o prédio da Prefeitura, o Stadshuset (Município), um imponente edifício de tijolos vermelhos, com uma grande torre lateral, com 106 metros de altura. O Prédio da Prefeitura fica na Ilha do Rei (Kungsholmen).

O Stadshuset, o prédio da Prefeitura.

O Stadshuset, o prédio da Prefeitura.

O Stadshuset é um dos pontos mais visitados de Estocolmo, pois é aí que acontece a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, todos os anos, no dia 10 de dezembro. Logo na entrada do prédio, aparece o imenso Salão Azul (Blä Hallen), com piso de mármore e paredes de tijolos vermelhos. O nome Salão Azul deve-se ao projeto original de pintura interna, que nunca foi executado em função da beleza dos tijolos vermelhos.

O Salão Azul

O Salão Azul

Um dos destaques do Salão Azul é a elegante escadaria. No centro do salão acontece o jantar de gala para cerca de 1.300 convidados, que encerra com pompas a cerimônia de entrega dos prêmios Nobel.

A escadaria do Salão Azul.

A escadaria do Salão Azul.

A festa é um acontecimento especial para a cidade. Alfred Nobel nasceu em Estocolmo em 1833. Estudou em São Petersburgo, na Rússia e como químico industrial, se dedicou ao estudo da nitroglicerina e o seu uso como explosivo. O sucesso do uso da dinamite gerou a fortuna de Nobel, que criou um império industrial. Antes da sua morte, em 1896, Alfred Nobel deixou a sua fortuna e patrimônio para uma fundação com o seu nome, que deveria anualmente, entregar cinco prêmios a personalidades que tivessem destaque mundial nos principais campos da arte e da ciência: física, química, medicina, literatura e paz. O Prêmio Nobel da Paz, é o único que não é entregue aqui. A entrega acontece em Oslo, na Noruega, pois quando o prêmio foi criado, a Suécia e a Noruega eram um só país.

É nesse edifício, na Praça Grande, que os vencedores do Prêmio Nobel são anunciados.

É nesse edifício, na Praça Grande, que os vencedores do Prêmio Nobel são anunciados.

Ao lado do Salão Azul, aparece a Gyllene Salen (Sala Dourada), projetada como sala de banquetes. A sala é decorada por grandes mosaicos dourados realizados por Einar Forseth, com inspiração bizantina. O maior deles fica numa das extremidades do salão e representa a Rainha do Lago Mälaren.

A Sala Dourada e os seus belos mosaicos.

A Sala Dourada e os seus belos mosaicos.

Outro salão que merece ser visitado no Município é o Salão do Conselho, uma espécie de câmara de vereadores de Estocolmo, com uma decoração suntuosa. O teto deste salão é magnífico e tenta reproduzir a cobertura de uma antiga casa viking.

O Salão do Conselho

O Salão do Conselho

A Rainha do Lago Mälaren

A Rainha do Lago Mälaren

Publicado em Suécia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

UM CURTO PASSEIO POR HELSINQUE

01.07.2016

Saímos de Talin e pegamos o ferry boat para Helsinque. Tínhamos cumprido o nosso objetivo de passar um dia e uma noite na capital da Estônia. Foram duas horas de travessia através do Golfo da Finlândia, num barco excelente e sem percalços.

Voltando para Helsinque.

Voltando para Helsinque.

Chegamos a Helsinque e pegamos um taxi no porto, até á Praça do Senado, uma obra prima do arquiteto Carl Ludwig Engel, que projetou todo o local e os seus principais edifícios. A Praça foi construída pelos governantes russos no início do século XIX. No centro aparece uma estátua do Czar Alexandre II. Num dos lados da praça fica a Catedral de Helsinque, aí iríamos encontrar com o grupo da Via Alegria/Special Tours.

A Praça do Senado.

A Praça do Senado.

A Catedral de Helsinque é Luterana e dedicada a São Nicolau. Foi projetada por Engel, o mesmo arquiteto responsável por toda a praça, em estilo neoclássico, fica no alto de uma escadaria, numa das laterais da praça. As colunas corinthians brancas e as cúpulas verdes são as marcas principais da fachada da Catedral.

A Catedral de Helsinque

A Catedral de Helsinque

Saímos da Praça e seguimos para “bater pernas” na parte central de Helsinque. A primeira parada foi no Mercado Central, na beira do Golfo da Finlândia.

O Mercado Central

O Mercado Central

O verão atrai muita gente para a Praça do Mercado (Kauppatori), que passeiam por entre as barracas de frutas, verduras e peixes e degustam as delícias do lugar. Desde morangos a peixes preparados na hora trazidos para o Mercado pelos agricultores e pescadores das redondezas.

Frutas frescas.

Frutas frescas.

O Mercado é voltado para turistas e moradores de Helsinque. Aí também as costureiras e os artesãos vendem os seus produtos.

Produtos artesanais.

Produtos artesanais.

Próximo ao Mercado fica o Parque Esplanadi, principal ponto de encontro dos moradores de Helsinque, que passeiam pelos jardins e podem assistir a apresentações de artistas de rua que animam os que estão por aí.

O Parque Esplanadi

O Parque Esplanadi

Entre o Mercado e o Parque Esplanadi fica a Havis Amanda, uma linda estátua de bronze esculpida por Ville Vallgren, que se tornou um dos símbolos da cidade. As gaivotas completam o visual da estátua.

A Havis Amanda

A Havis Amanda

Quando circulamos pela Esplanadi, havia muita gente fazendo o mesmo. Chamou a atenção um grupo de moradores de Helsinque, famílias inteiras, aguardando o início de um show de rock’n roll de uma banda formada por jovens militares fardados.

O show de rock dos jovens militares finlandeses.

O show de rock dos jovens militares finlandeses.

Voltamos à Praça do Senado, encontramos o grupo da Via Alegria e seguimos para o porto, onde embarcamos às 14h, num Cruzeiro de uma noite, no navio Silia Symphony, com destino a Estocolmo, na Suécia. Esses Cruzeiros de curta duração são muito comuns no Báltico, ligando as principais cidades (Helsinque, Estocolmo, Talin, Oslo, Copenhague, etc).

O Silia Symphony

O Silia Symphony

O barco tem toda a infra-estrutura de um grande navio de Cruzeiro, com muitos restaurantes à bordo, cassino e uma grande avenida com lojas no estilo duty free, vendendo artigos de marcas famosas a preços baratos, por causa da baixa tributação.

Muitas ilhas na saída de Helsinque.

Muitas ilhas na saída de Helsinque.

Na saída, as centenas de ilhas que ficam ao redor de Helsinque fazem o show.

A saída de Helsinque.

A saída de Helsinque.

 

Publicado em Finlândia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

A CIDADE MEDIEVAL DE TALIN, NA ESTÔNIA

30.06.2016

Entramos na cidade histórica pelos Portões de Viru, um dos acessos que atravessa a muralha antiga da cidade medieval. A sensação é que estamos dentro de um grande cenário. Dezenas de restaurantes e lojas de souvenires, possuem vendedores e garçons vestidos com roupas medievais e trajes típicos de época.

Trajes típicos nas ruas de Talin

Trajes típicos nas ruas de Talin

Paramos para almoçar no Restaurante Medieval Old Hansa. Tudo no restaurante, desde o mobiliário até os trajes das garçonetes lembra uma taverna antiga. É uma boa forma de entrarmos no clima da cidade.

O restaurante Old Hansa

O restaurante Old Hansa

O restaurante medieval Old Hansa.

O restaurante medieval Old Hansa.

De beco em beco, seguindo por ruas tortuosas, chegamos à praça principal, a Praça da Câmara Municipal, Raekoja Plats, onde fica a prefeitura e uma feira de artesanato. A praça é totalmente cercada de bares e restaurantes localizados em edifícios históricos. No verão, uma multidão fica sentada nos cafés observando o vai-e-vem dos visitantes na praça.

A Praça da Câmara Municipal, Raekoja Plats

A Praça da Câmara Municipal, Raekoja Plats

O edifício que mais se destaca na praça é o da prefeitura, em estilo gótico, uma construção do século XIV. Outro destaque fica para a farmácia Raepteek, que funciona no local desde 1422.

A centenária farmácia Raepteek

A centenária farmácia Raepteek

Talin é um patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Seguimos andando pelas ruas e vielas tortuosas da cidade, com prédios medievais. Um dos conjuntos que mais chama a atenção é o das Três Irmãs. Estas casas datam de 1362. Um dos símbolos de Talin, hoje foi transformado em um hotel cinco estrelas.

As Três Irmãs

As Três Irmãs

Chegamos a uma das extremidades da cidade medieval, onde fica a grande torre denominada de A Margarida Gorda. Um dos portões da cidade e o mais fortificado. As muralhas da torre que possui um diâmetro de 24 metros, chegam a 5 metros de espessura.

A Margarida Gorda

A Margarida Gorda

Demos a volta e passamos pela Igreja de São Olavo do século XII, cuja torre já foi considerado o mais alto edifício do mundo, com 159 metros de altura. A última reforma é de 1820, após um grande incêndio que destruiu a sua estrutura interna.

A torre da Igreja de São Olavo, já foi a maior construção da Europa.

A torre da Igreja de São Olavo, já foi a maior construção da Europa.

Passamos por um outro ícone de Talin. A Casa da Irmandade dos Cabeças Negras, a principal organização social da Talin antiga. A irmandade foi criada no século XIV, por comerciantes da cidade e tinha uma forte interferências nas decisões políticas locais.

A Casa da Irmandade dos Cabeças Negras

A Casa da Irmandade dos Cabeças Negras

O centro medieval é composto por duas áreas, a Cidade Alta (Toompea) e a Cidade Baixa. Boa parte deste conjunto ainda é cercada pelas antigas muralhas medievais. Apesar de unidas, as duas partes da cidade tinham as suas próprias leis e havia uma rivalidade entre elas. Na Cidade Alta viviam os Cavaleiros e Nobres, na Cidade Baixa viviam os comerciantes. À noite, um grande portão era fechado e isolava as duas partes, para evitar conflitos noturnos.

Uma grande muralha separa a Cidade Alta da Cidade Baixa.

Uma grande muralha separa a Cidade Alta da Cidade Baixa.

Existem dois caminhos de acesso entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa: a Perna Longa (Pikk Jalg) e a Perna Curta (Lühike Jalg), que levam á torre Pikk Herman e ao Castelo Toompea. Era exatamente nesses acessos que existiam os portões de separação entre as duas partes da cidade.

Os enormes portões eram fechados à noite.

Os enormes portões eram fechados à noite.

Outra atração de Toompea a bela Catedral Ortodoxa Russa Alexander Nevsky. A Catedral é de 1900, foi construída numa época em que a Rússia dominava a Estônia. Fica na parte mais alta da colina e tem capacidade para receber até 1500 pessoas.

A Catedral Ortodoxa Russa Alexander Nevsky

A Catedral Ortodoxa Russa Alexander Nevsky

De volta ao centro da cidade, atravessamos a Passagem de Santa Catarina, uma das ruas mais simpáticas e pitorescas da cidade, com muitas lojas de artesanato local. Essa passagem é cheia de artistas e artesãos. É possível ver alguns deles trabalhando nas portas das lojas.

A Passagem de Santa Catarina

A Passagem de Santa Catarina

Jantamos na Praça da Prefeitura, num dos inúmeros restaurantes que existem por ali. Vimos uma cena inusitada e que chamou a atenção. A rivalidade da Estônia com os seus vizinhos e ex-conquistadores, (Rússia, Suécia e Dinamarca), é visível até hoje. Estávamos jantando num restaurante estoniano, quando as garçonetes de um restaurante russo ao lado, começaram a cantar e a fazer uma coreografia com a música. Ficou claro para nós a animosidade das garçonetes estonianas com as russa do restaurante ao lado.

O restaurante russo na Praça da Prefeitura.

O restaurante russo na Praça da Prefeitura.

Publicado em Estônia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A TRAVESSIA DE HELSINQUE PARA TALIN

30.06.2016

Quando fizemos o planejamento dessa viagem à Rússia e à Escandinávia, já tínhamos planejado ir a Talin, a capital da Estônia. A oportunidade que teríamos seria, abrir mão de um dia da estadia em Helsinque e seguir para Talin.

A cidade de Talin

A cidade de Talin

Saímos do Hotel Radisson Blu, em Helsinque e pegamos uma carona do ônibus da excursão até o porto, de onde seguimos para Talin. O grupo da Via Alegria que estava conosco, também iria para a Estônia num passeio opcional de um dia, mas nós decidimos dormir por lá e voltar no dia seguinte, pois estávamos em Helsinque, mas de olho em Talin. Foi tudo muito fácil.

Os Ferry-boats são excelentes

Os Ferry-boats são excelentes

Existem várias opções de Ferry Boats, para fazer o trajeto entre Helsinque e Talin, de ida e volta. Talin fica em frente à Helsinque, no Golfo da Finlândia, no Mar Báltico, a 2 horas, de ferry boat. Consultamos os horários previamente pela internet e optamos pela companhia Tallinnk, compramos os tickets diretamente no porto e sem nenhuma dificuldade. Decidimos também adquirir os tickets de volta para evitar transtornos e porque dessa forma teríamos um desconto maior.

A sala de embarque do porto de Helsinque.

A sala de embarque do porto de Helsinque.

É preciso chegar meia hora antes do embarque e levar o passaporte, pois a travessia é uma viagem internacional. A viagem é agradável, o ferry é de excelente qualidade, lembra um pequeno navio de cruzeiro, com cassinos, mercados e entretenimento à bordo.

O ferry parece um navio de cruzeiro.

O ferry parece um navio de cruzeiro.

Vimos uma situação curiosa à bordo. Devido ao alto índice de alcoolismo na Finlândia, o governo, tenta ao máximo, coibir o uso de bebida alcoólica. Proíbe a venda de bebidas destiladas em mercados e cobra altas taxas de impostos para esses produtos. O resultado disso é que muitos cidadãos de Helsinque pegam o ferry-boat apenas para comprar bebidas alcoólicas e levar de volta para casa. No ferry o produto é livre de impostos e também na Estônia, logo na saída do ferry, existem grandes depósitos de bebidas somente para atender aos finlandeses que vêm e voltam no mesmo dia.

Muitos cidadãos de Helsinque, fazem a travessia apenas para comprar bebidas alcoólicas.

Muitos cidadãos de Helsinque, fazem a travessia apenas para comprar bebidas alcoólicas.

Chegamos a Talin e fomos direto para o excelente Hotel Nordic, com uma localização excelente, a 2 km do porto e ao lado de um dos portões da cidade murada de Talin. Deixamos as malas no hotel e seguimos a pé para a cidade antiga.

Um dos portões de entrada da cidade histórica de Talin.

Um dos portões de entrada da cidade histórica de Talin.

Os Países Bálticos foram originados da dissidência separatista de três ex-repúblicas soviéticas, em 1991: Estônia, Letônia e Lituânia. Talin é a capital da Estônia, está localizada no norte do país, 80 km a sul de Helsinque, nas margens do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. A cidade possui aproximadamente 400 mil habitantes e isso representa um terço da população total do país.

Músicos de rua em Talin

Músicos de rua em Talin

A visita a Talin pode ser feita em um dia. Muitos turistas que estão em Helsinque fazem isso. Nós preferimos dormir por lá uma noite, para aproveitar melhor a cidade e pegar o fim de tarde sem a multidão de turistas que já teriam voltado para Helsinque.

Agradável fim de tarde na praça principal de Talin.

Agradável fim de tarde na praça principal de Talin.

A Estônia passou toda a sua história, sem autonomia. Pertenceu à Suécia, à Polônia, à Dinamarca e sobretudo à Rússia e à União Soviética. Cada um desses povos deixou a sua marca na cultura e na arquitetura da cidade. A cidade mistura estilos gótico e barroco, castelos medievais com mosteiros e catedrais ortodoxas, em plena harmonia.

Traje típico medieval em Talin.

Traje típico medieval em Talin.

Publicado em Estônia, Finlândia | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários