KETCHIKAN, A CAPITAL DO SALMÃO NO ALASCA

26 de agosto de 2017

No quinto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos no centrinho de Ketchikan. A pequena cidade da costa do Alasca fica ainda menor, com os navios gigantes ancorados no seu porto, bem no centro da cidadezinha. Quem sai dos navios já pisa no calçadão do centro, cheio de lojas de artesanato, joalherias, galerias de arte, bares e restaurantes.

Os navios ancoram bem no centro da cidade.

Ketchikan é a última parada da Inside Passage, para os cruzeiros que vêm de Seward no sentido sul, com destino ao Canadá. Nos arredores do porto, uma grande quantidade de barcos de pesca, ferryboats e hidroaviões circulam freneticamente para todos os lados. A cidade que possui pouco mais de 8 mil habitantes, recebe cerca de 12 mil turistas por dia, na temporada dos cruzeiros do Alasca.

Movimento frenético próximo ao porto de Ketchikan

Uma das suas principais atrações é o charmoso distrito de Creek Street, uma antiga área de prostituição cheia de palafitas de madeira, com fachadas coloridas com tons fortes, ligadas por uma passarela de madeira.

Creek Street

Ao lado do portal de entrada da Creek Street ficam vários pescadores amadores ou não, aproveitando a fartura de salmões que existem por aí, sobretudo nessa época do ano. Ketchikan é conhecida como a “Capital do Salmão”, do Alasca.

Creek Street

Creek Street

Ketchikan é famosa também pela grande quantidade de totens que possui, muitos deles no centro da cidade.

Totem em Ketchikan

O navio vende vários tipos de passeios em Ketchikan. Optamos por um que prometia ficar cara a cara com os ursos-negros. Só não sabíamos que seria tão verdadeiro. A aventura começa com um voo de 20 minutos em hidroavião pilotado por um veterano do Alasca.

Pegamos um hidroavião para ver os ursos-negros

O voo é panorâmico e possui uma vista estonteante, o pequeno avião quase toca a copa das árvores, nas encostas das montanhas. Só ele já valeria a pena. Sobrevoamos fiordes e lagos até chegar a uma pequena enseada onde um guia de floresta nos esperava, armado apenas com um spray de pimenta anti-urso. O nosso grupo era pequeno e começamos a seguir a trilha na borda da enseada.

O sobre-voo até o reduto dos ursos-negros.

O primeiro fenômeno que presenciamos foi a enorme quantidade de salmões que sobem os rios para fazer a desova nessa época do ano.

A quantidade de salmões é imensa.

Quando estávamos observando os salmões, o guia chamou a atenção para o primeiro urso que vimos. Estava no alto de uma árvore, a 20 metros da nossa posição, observando salmões e turistas curiosos.

O urso estava nos espiando.

Depois seguimos pela trilha até um descampado onde existe um pequeno observatório para uma das cenas mais desejadas para quem visita o Alasca. Um pequeno rio com corredeiras, cheio de salmões e dezenas de ursos negros pescando nas corredeiras.

Os ursos pescando nas margens do rio.

Gaivotas e águias-carecas ficam nos arredores para aproveitar as carcaças deixadas pelos ursos.

As gaivotas fazem a festa com as carcaças dos salmões.

O urso-negro é um animal grande e feroz. Nessa época do ano, fim do verão, se alimenta sobretudo dos salmões que são abundantes na região. Isso permite um grande acúmulo de gordura que possibilita a hibernação durante o inverno, numa toca, feita em tocos de árvores, ou no chão. Quando acorda, no início da primavera, a fome é intensa e ele come tudo que encontra pela frente, desde pequenos animais, raízes, gramíneas, peixes, etc. Apesar do peso, possui grande habilidade para subir em árvores.

Dezenas de ursos por todos os lados.

Ketchikan

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SKAGWAY, A “CAPITAL” DO OURO DO ALASCA

25 de agosto de 2017

No quarto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos em Skagway, uma cidadezinha na costa do Alasca, na extremidade norte da Inside Passage, que foi o centro da “Corrida do Ouro” nesse estado americano, no século XIX.

Chegando a Skagway

Milhares de aventureiros de todas as partes do mundo chegaram a Skagway a partir de 1896, atraídos pela notícia da descoberta de ouro em grande quantidade nas águas do Rio Yukon, um afluente do Rio Klondike, próximo à fronteira do Alasca com o Canadá. O acesso era difícil. Temperatura extrema, terreno montanhoso com declives íngremes criavam o ambiente de desafios para se chegar à nascente do Rio Yukon.

O alto curso do Rio Yukon

Skagway se transformou numa legitima cidade sem lei do Velho Oeste americano. No centro histórico, as fachadas das casas parecem cenários e ainda lembram essa época da Klondike Gold Rush.

As fachadas das casas no estilo do Velho Oeste.

O Red Onion Saloon é um dos pontos mais pitorescos da cidade. Uma reprodução bem fiel de um antigo saloon da época da “Corrida do Ouro”, que foi inaugurado em 1897 e funcionava também como bordel. Hoje é bar e lanchonete. Os visitantes adoram.

O Red Onion Saloon

Existe um museu do bordel no interior do Red Onion. Os clientes interagem com as garçonetes, que se vestem a caráter, como na época do bordel.

As garçonetes do Red Onion Saloon

Durante a corrida do ouro de Skagway, a cidade chegou a receber cerca de 100 mil aventureiros. Possui hoje, pouco mais de 900 habitantes. Esse número sobe para 2000 no verão e no inverno a fica praticamente abandonada.

A cidade fica abandonada no inverno.

O esforço para viabilizar a exploração do ouro chegou até o White Pass, uma passagem no alto da Cordilheira das Montanhas Rochosas, que viabilizou a construção de uma ferrovia épica por onde os produtos e serviços chegariam e o minério seria escoado. A White Pass Rail Road foi construída entre 1898 e 1900.

Viaduto na White Pass Rail Road

Um dos principais passeios turísticos de Skagway, é seguir de trem até a fronteira com o Canadá, pela White Pass Rail Road, retornando pela Klondike Highway. A ferrovia é estreita e foi considerada um marco da engenharia civil internacional. Dez mil homens e 50 mil toneladas de explosivos foram utilizados na construção, que a princípio era considerada impossível, em função do terreno montanhoso, sinuoso e íngreme, mas que foi construída em tempo recorde de apenas 26 meses.

A difícil ferrovia do White Pass

À medida que a ferrovia vai subindo as montanhas, a paisagem vai se modificando. As florestas são substituídas pela vegetações típicas das regiões sub-polares: tundras, líquens e taigas.

A vegetação na parte mais alta da estrada

Caminhando por Skagway, nos deparamos com um dos fenômenos mais interessantes do Alasca nessa época do ano. Milhões de salmões sobem os rios para dar início ao ciclo de reprodução. O salmão do Pacífico se reproduz apenas uma vez na vida. O esforço que ele faz para subir os rios é tão grande que após a desova, morre de exaustão.

Milhares de salmões agonizando no leito do rio.

O rio que corta a cidade de Skagway estava abarrotado de salmões agonizantes e muitos outros já mortos nas margens, em estado de putrefação. O cheiro de peixe podre atingia as áreas nas proximidades do rio.

Os salmões são tantos que podem ser capturados de mão.

Skagway

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JUNEAU, A CAPITAL DO ALASCA

24 de agosto de 2017

No terceiro dia de cruzeiro ancoramos em Juneau, a capital do Alasca. Com uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, Juneau é a menor capital dentre todas as dos estados americanos e a terceira maior cidade do Alasca. A população aumenta no verão e a cidade fica quase deserta no inverno.

Juneau

Cercada por montanhas e glaciares, não existe acesso por via terrestre para Juneau. As únicas formas de se chegar à cidade é por mar ou por via aérea. Como no inverno o mar permanece congelado, Juneau fica isolada. Permanecem apenas os funcionários públicos, mantidos aí pelo governo. A cidade é charmosa e muito pequena, cercada por montanhas e glaciares. Pode-se percorrer toda a pé.

A cidade é cercada por montanhas.

A partir de Juneau existem muitas opções de trilhas e outros passeios que encantam os turistas. Escolhemos fazer o Sleding Dogs, um dos passeios mais desejados pelos turistas de cruzeiro. Uma experiência de corrida em trenós com cães huskies siberianos. O passeio começa com um sobrevoo de helicóptero que leva os turistas até o centro do Glaciar Medenhall, e é lá que acontece a aventura. Chove bastante em Juneau e nesse dia o tempo estava muito fechado, o resultado foi que os helicópteros não conseguiram decolar e não pudemos fazer a corrida de trenó com os cachorros. Ficamos sem o opcional e a solução foi aproveitar a cidade.

A Gôndola

Ao lado do porto fica a entrada da gôndola que leva ao mirante no alto do Monte Roberts. Lá de cima, uma bela vista da cidade e do porto, além de lojas de artesanato e alguns animais que foram resgatados em condição de ameaça e estão em exposição.

O Mt Roberts

A principal rua da cidade possui uma série de casas antigas, do início do século com uma arquitetura típica da região. Muitas dessas casas foram transformadas em restaurantes, lojas de artesanato, joalherias, etc.

O centro de Juneau

Uma das principais atrações da cidade é o Red Dog Saloon, um típico bar do final do século XIX, que atrai multidões. O Saloon é decorado de forma cenográfica, até as garçonetes se vestem como no “Velho Oeste”. Os turistas adoram, pagam caro por uma cerveja, dão uma boa gorjeta e voltam felizes para as suas casas.

O Red Dog Saloon

O interior do Red Dog Saloon

Saímos cedo de Juneau e começamos a navegar pelo Inside Passage, um dos momentos mais bonitos do cruzeiro. O Inside Passage é um fiorde, cercado por altas montanhas, de uma beleza incomum. O silêncio, a leveza e contemplação da navegação são inesquecíveis.

O Inside Passage

É um percurso que se estende do sudeste do Alasca ao noroeste dos Estados Unidos, passando pela costa oeste do Canadá. Este trajeto é uma rota costeira para grandes navios oceânicos, que ali encontram panoramas naturais de uma belíssima rede de passagens pelas ilhas da costa do Pacífico com segurança para evitar as intempéries do mar aberto.

Inside Passage

Durante a navegação pelo Inside Passage, encontramos inúmeros pequenos icebergs que vão sendo desgarrados dos glaciares existentes na região. Em muitos deles dava para observar pássaros e focas descansando sobre os blocos de gelo.

Pequenos Icebergs vão aparecendo pelo caminho.

Nessa noite tivemos um jantar especial no Restaurante Moderno, a bordo do navio Norwegian Sun. Uma churrascaria que tenta imitar a moda dos rodízios brasileiros., ambientada por música brasileira, mas claro que não se compara com as que temos por aqui.

Inside Passage

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ICY STRAIT POINT, O PARAÍSO DAS BALEIAS JUBARTE E DAS ÁGUIAS CARECAS, NO ALASCA

23 de agosto de 2017

Nesse Segundo dia de cruzeiro pelo Alasca, fizemos uma parada na localidade de Icy Strait Point. Aí foi construído uma grande estrutura de lazer que serve de apoio aos cruzeiros que passam pela região. No porto que foi construído com esse propósito, existe um centro de apoio aos turistas, de onde saem uma série de excursões opcionais para os arredores.

O Norwegian Sun ancorado em Icy Strait Point

Passeio de avião sobre o glaciar, trilhas na floresta, pesca de salmão, passeio de caiaque, bicicleta, safaris em busca dos ursos pardos e decida por uma tirolesa radical, são algumas das atrações que podem ser feitas no Icy Strait Point.

O complexo turístico de Icy Strait Point

O passeio mais demandado, e foi o que escolhemos, é a avistagem das baleias jubarte. O lugar é um paraíso da vida marinha. Baleias jubarte, orcas, focas, lontras do mar e salmão do Pacífico são abundantes na região.

O encontro com as baleias jubarte.

Desembarcamos do navio e pegamos um barco menor para ver as baleias. Chegamos muito perto delas, e elas deram um show. Várias aves marinhas ficavam sobre as águas e de repente levantavam voo. Quando isso acontecia as baleias emergiam em grupo. Eram cerca de 15 jubartes que subiam com a boca aberta capturando o crio, uma espécie de pequenos camarões que são o seu alimento favorito. Dava para ver as aves pescando dentro da boca das baleias.

As baleias ficam muito próximas dos barcos.

Ficamos mais de uma hora observando esse espetáculo da natureza. Muitos barcos de pesca chegavam próximo às jubarte para observar a dança das baleias. Quando mergulham levantam a cauda e fazem uma bela coreografia.

Baleias jubarte.

Quando começamos a voltar para o cais em Icy Strait Point, avistamos um grupo de orcas, as “baleias assassinas”. Era um grupo de cinco animais, três adultos e dois filhotes. As orcas não são baleias, elas são da família dos golfinhos, mas o grande porte justificou a fama equivocada de serem chamadas de “baleias”.

O encontro com as orcas.

Como são exímios e ferozes predadores, pois se alimentam de peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e até de baleias de maior porte, receberam a fama de “assassinas”. O grupo que estávamos observando ficou muito perto do barco, fazia acrobacias e nos deliciamos com isso por muito tempo.

As orcas chegaram muito perto dos barcos.

Voltamos ao cais e pegamos um shuttle bus para a pequena vila de Hoonah, a maior comunidade Tlingit do Alasca, uma comunidade descendente de índios desta região. A pequena vila de pescadores possui apenas 760 habitantes, que no verão pode chegar a 1300 pessoas a depender das melhores condições de pesca que a temporada possa apresentar.

A pequena vila de Hoonah

Hoonah é um santuário da Águia Careca ou Águia Americana, o animal símbolo dos Estados Unidos da América, nativa da América do Norte e com habitat espalhado por todo o território, mas sobretudo na costa oeste, e em especial no Alasca.

Encontramos a Águia Careca.

Caminhamos pelas ruas de Hoonah quando de repente uma senhora nos chamou para mostrar orgulhosamente um ninho de uma Águia Careca. São os maiores ninhos construídos por aves no alto de árvores dentre todas as espécies animais. Nesse ninho de Hoonah existiam dois filhotes já grandes. Um deles estava no ninho e o outro num galho próximo. Os filhotes nascem escuros e ficam assim até os primeiros quatro anos de vida. Somente a partir daí as penas da cabeça ficam brancas, o que é a sua marca maior.

O filhote da Águia Careca

Depois de caminhar pela vila, voltamos para o centro de visitação das companhias de cruzeiro que existe perto do porto. Restaurantes, lanchonetes, galerias de arte e lojas de artesanato fazem parte do complexo de recepção de Icy Strait Point e possibilitam a degustação de algumas iguarias do Alasca, como o Kings Crab, o Halibute e caranguejos recém tirados do mar.

Detalhe do centro de visitação turística

Voltamos para o navio Norwegian Sun e jantamos no restaurante Seven Seas. A noite fomos continuar a diversão na boate e no cassino.

O Norwegian Sun

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O MAGNÍFICO ENCONTRO COM O GLACIAR HUBBARD

22 de agosto de 2017

Em nosso primeiro dia de cruzeiro, tivemos um dia inteiro de navegação pela costa do Alasca. O navio segue por entre canais e muito próximo da costa, o que permite uma viagem sempre panorâmica. A paisagem ao lado é magnífica. Estava previsto para esse dia uma entrada no Fiorde de Russel onde iríamos ver o Hubbard Glacier.

As montanhas estão sempre ao lado do navio.

Esse foi o roteiro que fizemos com o navio Norwegian Sun.

Dia 1: Saída de Seward no Alasca

Dia 2: Dia inteiro de navegação

Dia 3: Icy Strait Point e vila do Hoonah – Foi daí que fizemos o melhor passeio para avistagem de baleias jubarte e orcas.

Dia 4: Juneau – Visita à capital do Alasca

Dia 5: Skagway – A lendária cidade que deu início à Corrida do Ouro do Alasca

Dia 6: Ketchikan – Foi daí que partimos de hidroavião para o santuário dos ursos negros.

Dia 7: navegação pelo Inside Passage, uma das mais belas navegações de cruzeiros que existe no mundo.

Dia 8: Chegada e desembarque na maravilhosa cidade de Vancouver no Canadá.

Esse foi o roteiro que fizemos na costa do Alasca.

A grande expectativa do dia estava na navegação pelo Fiorde de Russel e no encontro com o gigante Hubbard Glacier, ou Glaciar Azul, o maior que iríamos ver nessa viagem e o maior do Alasca, em contato direto com o mar, esse tipo de glaciar recebe o nome de “tidewater”. Quando entramos no golfo onde iríamos encontrar com o Hubbard, a temperatura diminuiu significativamente. Já era o “gigante” se apresentando para os passageiros do Cruzeiro. Um vento frio e uma chuva fina, insistente, dificultava a permanência nas áreas externas do navio, mas estávamos ali para isso e não dava para desistir, não teríamos outra chance. O jeito foi encarar o frio do Alasca de uma vez e ter essa história para contar.

Estava um frio intenso quando fomos ao convés para ver o glaciar.

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo que vão sendo compactados ao longo do tempo. Possuem uma coloração azulada e formas variadas, transformando a paisagem num momento mágico. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes, a depender do maior ou menor acúmulo de neve no inverno. Pode ter centenas de quilômetros de extensão e centenas de metros de espessura. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida. As geleiras, ao longo dos anos, escorrem lentamente pelas encostas das montanhas, como consequência do seu peso. Quando o glaciar se encontra com o mar, imensos blocos de gelo vão se quebrando. O barulho é espetacular. Os blocos flutuam na água, formando pequenos icebergs e o glaciar faz o show.

O gigantesco Glaciar Hubbard

Com o aquecimento global, o tamanho dos glaciares vem diminuindo consideravelmente e isso acontece com o Hubbard, que se origina 122 km continente a dentro. O gelo leva aproximadamente 400 anos para percorrer todo o trajeto do glaciar, montanha a baixo.

O Glaciar Hubbard

As montanhas ao lado do Glaciar completam a paisagem magnífica e isolada. O navio deu um show quando se aproximou do Hubbard. Chega muito próximo e num golfo muito estreito. Em seguida faz um giro duplo de 360º, muito lentamente, para que todos os passageiros possam contemplar o “gigante” de diversos ângulos.

O navio chega muito perto do glaciar.

Ficamos muito tempo no convés gelado, observando o glaciar e resistindo ao frio. Depois descemos para a cabine onde ficamos nos deliciando com aquela paisagem divina, degustando um bom vinho.

Da cabine, a temperatura era mais amena.

O maravilhoso Glaciar Hubbard

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EMBARCAMOS NO NORWEGIAN SUN PARA UM CRUZEIRO PELO ALASCA

21 de agosto de 2017

 Pela manhã seguimos até o centro de atendimento da companhia de cruzeiros Norwegian Cruise Line para fazer o check in do transfer que nos levaria até o porto de Seward onde aconteceria o embarque no Cruzeiro do Norwegian Sun. Conseguimos agendar o segundo ônibus que estava com saída marcada para as 12:30h. Fomos até o Shopping em frente e aguardamos o horário do nosso translado.

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O Norwegian Sun

São 200 km de Anchorage até Seward, que fizemos em aproximadamente 2,5 horas. A entrada no navio foi bastante organizada e sem percalços. Quando chegamos nas nossas cabines, as malas já estavam lá. Chegaram antes de nós.

Joaquim Nery - O porto de Seward

O porto de Seward

Chegamos a Seward, uma pequena cidade na costa oeste do Alasca, que leva o nome do secretário americano responsável pela negociação que culminou com a compra desse território nas mãos dos russos no século XIX. A cidade de Seward é um charmoso porto pesqueiro, que hoje completa a sua atividade principal com um terminal de carga, e porto para os navios de cruzeiro, que fazem o roteiro pelo litoral do Alasca.

Joaquim Nery - O porto de Seward

O porto de Seward

A Norwegian Cruise Line foi fundada em 1966 e possui sede em Miami. Foi pioneira em cruzeiros pelo Caribe e o seu diferencial é a informalidade dos cruzeiros, visível sobretudo no serviço de bares e restaurantes. Ao contrário dos cruzeiros tradicionais, nos navios da Norwegian, não existem horários pré-fixados nem turnos específicos para os restaurantes. Esse sistema eles chamam de “free style”.

Joaquim Nery - O Norwegian Sun

O Norwegian Sun

Existem sim alguns restaurantes específicos e temáticos que precisam ser reservados previamente pois têm vagas limitadas. São ao todo 14 opções de restaurantes e mais 10 opções de bares e lounges.

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A academia do navio

Embarcamos no Norwegian Sun, um navio de 2001, que passou por uma ampla reforma em 2011, tem capacidade para 1936 passageiros e 968 tripulantes. As cabines são amplas e confortáveis. Ficamos numa cabine com varanda, o que faz uma diferença significativa para aproveitar melhor a viagem.

Joaquim Nery - A paisagem da varanda do navio.

A paisagem da varanda do navio.

Uma boa dica para quem faz cruzeiros pelo Alasca é escolher cabines do lado esquerdo do navio, para quem navega no sentido do sul, de Seward para Vancouver. Se a navegação for no sentido do norte, de Vancouver para Seward, escolha as cabines do lado direito. Dessa forma você terá sempre uma paisagem estonteante ao lado da sua varanda.

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A vista da cabine é sempre espetacular.

Fizemos um Cruzeiro de 7 noites, que saiu de Seward no dia 21 e chegou em Vancouver no dia 28 de agosto. No caminho estavam previstas 4 paradas, nas cidades de Icy Strait Point, Juneau, Skagway e Ketchikan. Em cada uma delas teríamos um dia inteiro de passeios opcionais que poderiam ser programados a bordo ou com antecedência.

Juneau, uma das paradas do cruzeiro. - Joaquim Nery

Juneau, uma das paradas do cruzeiro.

Agendamos alguns passeios opcionais com antecedência, mas outros deixamos para fazer a bordo. É muito importante estudar previamente o que fazer em cada porto, pois alguns desses passeios são mais concorridos e não possuem muitas vagas. Caso o viajante deixe para escolher os opcionais a bordo, corre o risco de não conseguir o passeio desejado, sobretudo aqueles que dependem de aviões pequenos, helicópteros, etc.

Em cada porto uma grogramação - Joaquim Nery

Em cada porto uma programação

Nos bares e lounges do navio existem sempre grupos musicais que se apresentam em vários momentos do dia e da noite. A programação do navio envolve também bingos, gincanas, teatro, dança e outras opções de entretenimento.

O Norwegian Sun - Joaquim Nery

O Norwegian Sun

Nessa nossa primeira noite a bordo do Norwegian Sun, escolhemos jantar no bom restaurante Seven Seas. Decidimos jantar por volta da 21 horas. Como os americanos jantam cedo e são a maioria dos passageiros a bordo, sempre pegamos os restaurantes relativamente vazios.

Um Cruzeiro pelo Alasca - Joaquim Nery

Um Cruzeiro pelo Alasca

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O CENTRO DE CONSERVAÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Alugamos dois carros e seguimos pela manhã para a Seward Highway, a rodovia que acompanha o Turnagain Arm, o golfo que banha Anchorage e segue cerca de 70 km para o oeste. Na realidade o Turnagain Arm é um fiorde, que possui uma das maiores marés do mundo, pode chegar a mais de 12 metros de amplitude, a diferença entre a baixamar e a preamar. Quando a maré enche, a água penetra no fiorde com grande velocidade e acontece o inverso quando ela vaza, a correnteza da maré pode chegar a uma velocidade de até 9,7km/h.

O Beluga Point no Turnagain Arm

O fenômeno das marés do Turnagain Arm, propicia algumas situações especiais. Uma delas é a chegada diária das belugas, numa área conhecida como Beluga Point. Quando a maré começa a encher, as belugas invadem o fiorde, em busca de alimentos e se aproximam da costa, de onde podem ser observadas. Demos azar, nesse dia as belugas não apareceram, mas vimos as fotos que testemunham o fenômeno. As belugas são chamadas de baleias brancas, numa alusão ao seu porte. Estão perfeitamente adaptadas à vida nas águas geladas do Ártico.

O ponto de observação das belugas.

Seguimos adiante pela Seward Highway, até o Alascan Wildlife Conservation Center. Um centro de estudos e esforços para a preservação da vida selvagem do Alasca. O objetivo do centro é a reabilitação para posterior reintegração de animais, na natureza. O principal programa do centro está focado na preservação e reintrodução do Bisão, mas além disso, possui ursos, alces, renas, águias, linces, caribus, lobos etc.

O Alascan Wildlife Conservation Center

O Alascan Wildlife Conservation Center é uma organização sem fins lucrativos que resgata animais machucados ou em perigo iminente para tentar a sua reabilitação.

O Alascan Wildlife Conservation Center

Dentre os animais que vimos no Alascan Wildlife Conservation Center, os ursos pardos ficam em grandes áreas protegidas por cercas elétricas. São animais enormes e muito comuns no Alasca. Podem chegar a 3 metros de altura e pesar até 300 kg.

Urso Pardo

O alce é um animal comum nessa região. Existem vários no Alascan Wildlife Conservation Center. É um herbívoro de grande porte, que pode chegar a 2 metros de altura e pesar até 450 kg.

Caribu

O caribu é a denominação norte-americana para a rena europeia. Perfeitamente adaptado à região do Ártico, vive em grandes manadas e se alimenta da tundra. É comum no Alasca.

O Boi-almiscarado

Um dos animais mais exóticos que encontramos no Alascan Wildlife Conservation Center foi o Boi-almiscarado, que na realidade é da família do carneiro e do bode, mas se parece muito com um pequeno bisão. É um animal de grande porte que pasta nos campos de tundra do Ártico onde é perfeitamente adaptado.

Lobo

Vimos também lobos, águias, corujas e linces.

Bisão

Após a visita ao Alascan Wildlife Conservation Center, voltamos para a cidade, devolvemos os carros no aeroporto e fomos para o shopping aproveitar os bons preços do Alasca. Esse estado americano é livre de impostos e por isso os produtos aí são mais baratos que em outros lugares do país.

O belo bar do Simon & Seafort’s

À noite fomos jantar no excelente restaurante Simon & Seafort’s. O melhor da viagem até aqui. O restaurante é animado, possui um bar excelente, um bom atendimento e um cardápio encantador. As especialidades estão ligadas à culinária local: Caranguejo do Alasca, Halibute, etc.

O Urso Pardo é um símbolo da vida selvagem no Alasca.

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ANCHORAGE, A MAIOR CIDADE DO ALASCA

19 de agosto de 2017

A cidade de Anchorage se tornou importante pela localização estratégica, como entroncamento de rodovias e ferrovias. Foi o grande centro de logística para a construção das ferrovias do Alasca. A cidade não tinha outras riquezas além da localização. Não é uma área pesqueira estratégica, nem possui minérios metálicos. Mais tarde se tornou estratégica como base aérea, tanto para o transporte comercial como militar. Isso fez crescer muito a importância de Anchorage. A sua localização próxima do Polo Norte, faz com que seja equidistante das principais capitais europeias e asiáticas. Observe o mapa mundi a partir de uma projeção cartográfica azimutal do polo norte e veja como a localização de Anchorage e do Alasca é estratégica. Acabou se tornando um “hub” aéreo estratégico. O Aeroporto Internacional de Anchorage é um centro de logística de chegada e saída de voos de carga para os mais diversos destinos.

O Alasca fica perto das grande metrópoles.

O clima de Anchorage é subártico com forte influência de correntes marítimas quentes, que vêm do Mar do Japão. Isso ameniza e estabiliza as temperaturas da cidade e torna possível a sua ocupação. Não existem grandes variações entre o verão e o inverno. Máxima de 18º no verão e mínima de – 13º no inverno.

A moderna cidade de Anchorage.

A cidade foi totalmente reconstruída após o grande terremoto de 1964, que destruiu completamente as suas casas e edifícios. O “Grande Terremoto do Alasca” teve magnitude 9,2 na escala Richter. Foi o segundo maior da história da humanidade. O tremor durou cerca de 5 minutos e toda a cidade foi abaixo. Hoje Anchorage é uma cidade planejada, com avenidas largas, em estilo próprio “americano”. Ruas e avenidas se cruzam num planejamento ortogonal.

Anchorage

Depois que deixamos as malas no hotel, fomos até o centro de atendimento aos turistas no centro de Anchorage para tentar adquirir passeios para o dia seguinte. Tivemos dificuldade. O nosso grupo era grande. Fomos nove no Canadá, na semana anterior. Agora éramos onze, pois os amigos Dr. Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira foram nos encontrar em Anchorage. Como não havíamos nos programado com antecedência, a solução foi alugar dois carros para seguirmos sozinhos no dia seguinte. Fomos até a Hertz do Aeroporto e resolvemos a nossa vida para o outro dia.

Destaque de Anchorage.

Seguimos as dicas de uma senhora que nos orientou no centro de turismo e fomos jantar num restaurante de frutos do mar, na beira de um canal de mar, onde acontece um fenômeno interessante. A maré na região de Anchorage sofre uma variação gigantesca. É a segunda maior maré do Mundo. Na beira desse canal, quando a maré começa a descer, milhares de salmões e outros peixes se tornam presas fáceis para os pescadores.

A pescaria do salmão na beira do canal.

Dezenas de pessoas se posicionam na beira do braço de mar para pescar. É possível alugar uma licença e participar da pescaria. Muitos pescam e soltam os peixes, outros porém levam para o “jantar”.

Pescador de salmão.

Fomos até o Restaurante Bridge Seafood, localizado numa ponte sobre o braço de mar onde acontece a pescaria na maré vazante. O restaurante é bem turístico. Era isso que estávamos procurando. Todos queriam provar o Caranguejo do Alasca ou o Halibute. Encontramos o lugar certo, mas não gostamos tanto assim. O Alasca ainda estava nos devendo um bom restaurante.

O Bridge Seafood em Anchorage

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ALASCA, A ÚLTIMA FRONTEIRA

19 de agosto de 2017

Saímos de Calgary, no Canadá, com destino a Anchorage, no Alasca. Deixamos o hotel bem cedo, pois precisávamos estar às 5h no aeroporto para pegar um voo da Air Canadá, com 1,5 horas de duração para Vancouver, onde tivemos uma conexão de 4 horas. Em seguida mais um voo da Air Canadá, para Anchorage, no Alasca, com 3,5 horas.

Alasca, a última fronteira.

Chegamos em Anchorage e seguimos para o Hotel Guest House Anchorage Inn onde nos hospedamos por duas noites. O hotel tem uma localização central e é um padrão típico da cidade.

Anchorage

Anchorage é a maior cidade do Alasca, mas não é a sua capital. A capital é Juneau, no litoral sul. 40% da população desse estado americano vive em Anchorage, que tem cerca de 300 mil habitantes. O Alasca é um dos 50 estados americanos e o maior em extensão territorial. Um dos dois que não estão ligados territorialmente ao corpo do país. O outro é o Hawaii. É também o de menor densidade populacional.

Juneau, a capital do Alasca

Mapa dos estados americanos, destacando Alasca e Hawaii, que estão separados territorialmente dos demais.

Na parte norte e ocidental, o país está separado da Ásia pelo Estreito de Bering. São apenas 82 quilômetros entre a América e a Ásia. O arquipélago das Aleutas, no Alasca, quase forma uma ponte entre os dois continentes (América e Ásia). Existem ilhas no Arquipélago das Aleutas que estão no Hemisfério Oriental, do outro lado do meridiano 180 graus. Por esse motivo o estado é apelidado de “A Última Fronteira”.

O Estreito de Bering separa a América da Ásia

Curiosamente o Alasca é o mais Ocidental e o mais Oriental dos estados americanos. É também o mais setentrional.

Arquipélago das Aleutas

A maior parte da população do Alasca vive na parte sul e ocidental do estado, onde fica Anchorage. O estado é uma grande península. Tem uma fronteira exclusiva com o Canadá através das províncias de Yukon e da Colúmbia Britânica.

A fronteira do Alasca com o Canadá

O Alasca pertencia ao Império Russo até o final do século XIX, quando foi comprado pelos Estados Unidos em 1867, por uma bagatela. A Rússia estava endividada, em funções das sucessivas guerras que travou com outros países da Europa e considerava o Alasca como um grande bloco de gelo improdutivo. A negociação e insistência do secretário americano William Henry Seward acabou concretizando a compra por apenas 7,2 milhões de dólares. Na época Seward foi criticado por muitos políticos e pela opinião pública americana, que era contrária ao negócio com os russos. Consideravam também que o Alasca era apenas um monte de gelo inóspito e imprestável. Terra de ursos e lobos.

Boa parte do território do Alasca é coberto por grandes capas de gelo.

Alguns anos depois do negócio fechado, em 1888, peregrinos americanos encontraram ouro no Alasca, o que atraiu milhares de pessoas para a região. Começou aí a Gold Rush, a “corrida do ouro” para o Alasca. O petróleo foi descoberto no século XX, para completar as suas riquezas.

Alasca, a última fronteira.

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CALGARY, A “DALLAS” CANADENSE

18 de agosto de 2017

Estávamos na região das Montanhas Rochosas do Canadá, em Banff. Pela manhã descobrimos que iríamos ter o dia mais bonito da viagem até aqui. O céu estava claro e com uma luz maravilhosa, o que nos animou a tentar subir na gôndola de Banff. No dia anterior tentamos ir, mas a neblina nos desencorajou, por sugestão dos funcionários da gôndola, que nos disseram não valer a pena, pois não conseguiríamos ver nada lá de cima.

Um belo dia para subir na Sulphur Mountain

Fomos até a Sulphur Mountain e mais uma vez não conseguimos subir no bondinho, pois apesar de o dia estar excepcional, só conseguiríamos subir com uma espera de mais de uma hora. Preferimos seguir direto para Calgary, o nosso próximo destino, e aproveitar melhor o dia por lá.

Deixamos Banff e as Montanhas Rochosas para trás.

Saímos de Banff por uma excelente estrada, com aproximadamente 125 km, que fizemos em pouco mais de duas horas. A estrada de Banff para Calgary, deixa os Parques Nacionais das Rochosas canadenses para trás e segue pelas pradarias da região central do Canadá, repletas de fazendas de gado, com excelentes pastagens por todos os lados.

A moderna cidade de Calgary

Situada entre as Montanhas Rochosas e as pradarias da região central do Canadá, Calgary é uma cidade com espirito country. Conhecida como a cidade dos grandes rodeios do Canadá, o Stampede, rivaliza com Dallas, nos Estados Unidos. O rodeio acontece no mês de julho. Foi criado em 1886, como uma feira agrícola. Hoje, a festa dura 10 dias. Corridas de diligências, rodeios e desfiles de cavaleiros são algumas das atrações da Stampede.

Calgary

Fundada em 1875, Calgary é a maior cidade da Província de Alberta, com quase dois milhões de habitantes. A cidade é bastante organizada, com avenidas largas e bem ordenadas. Possui um centro financeiro e comercial com grandes arranha-céus e na parte periférica é uma cidade esparramada e extensa.

O centro financeiro de Calgary

Começamos a conhecer a cidade pela Calgary Tower, uma das suas construções mais altas, com 191 metros de altura. No alto da torre existe um restaurante giratório e uma plataforma de observação com piso de vidro e belas vistas do entorno da cidade. Nos dias claros é possível ver até as Montanhas Rochosas.

A Calgary Tower

Saímos da Calgary Tower e fomos até o Fort Calgary, onde existe um museu que conta a história da cidade, do país e da criação da Polícia Montada do Canadá. Não nos sentimos atraídos pelo museu e desistimos.

Pintura no museu do Fort Calgary

Seguimos para o Eau Claire Market, tínhamos informação que seria um grande mercado colorido com lojas sofisticadas, restaurantes de comida gourmet, arte contemporânea e artesanato. A visita foi uma decepção, Na realidade é um shopping decadente, com muitas lojas fechadas e sem charme algum.

Imagem do alto da Calgary Tower

Desistimos de continuar a visita pela cidade e fomos para o hotel, que ficava nas proximidades do Aeroporto, pois no outro dia precisávamos estar muito cedo para o embarque com destino ao Alasca. Calgary não era o foco da nossa viagem. Ficamos hospedados no bom Hotel Best Werstern, ao lado do aeroporto.

Shopping em Calgary

Ainda voltamos à cidade para circular um pouco pelo Core Shopping. Esse sim, de excelente qualidade, mas os shoppings fecham cedo, às 18h. A solução foi voltar para o hotel. Decidimos devolver o carro para a Hertz, de forma antecipada, pois no dia seguinte pegaríamos um Shuttle Bus do hotel para o aeroporto. Ficamos no hotel, onde jantamos e finalizamos o dia.

Detalhe de Calgary

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