O CENTRO DE CONSERVAÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Alugamos dois carros e seguimos pela manhã para a Seward Highway, a rodovia que acompanha o Turnagain Arm, o golfo que banha Anchorage e segue cerca de 70 km para o oeste. Na realidade o Turnagain Arm é um fiorde, que possui uma das maiores marés do mundo, pode chegar a mais de 12 metros de amplitude, a diferença entre a baixamar e a preamar. Quando a maré enche, a água penetra no fiorde com grande velocidade e acontece o inverso quando ela vaza, a correnteza da maré pode chegar a uma velocidade de até 9,7km/h.

O Beluga Point no Turnagain Arm

O fenômeno das marés do Turnagain Arm, propicia algumas situações especiais. Uma delas é a chegada diária das belugas, numa área conhecida como Beluga Point. Quando a maré começa a encher, as belugas invadem o fiorde, em busca de alimentos e se aproximam da costa, de onde podem ser observadas. Demos azar, nesse dia as belugas não apareceram, mas vimos as fotos que testemunham o fenômeno. As belugas são chamadas de baleias brancas, numa alusão ao seu porte. Estão perfeitamente adaptadas à vida nas águas geladas do Ártico.

O ponto de observação das belugas.

Seguimos adiante pela Seward Highway, até o Alascan Wildlife Conservation Center. Um centro de estudos e esforços para a preservação da vida selvagem do Alasca. O objetivo do centro é a reabilitação para posterior reintegração de animais, na natureza. O principal programa do centro está focado na preservação e reintrodução do Bisão, mas além disso, possui ursos, alces, renas, águias, linces, caribus, lobos etc.

O Alascan Wildlife Conservation Center

O Alascan Wildlife Conservation Center é uma organização sem fins lucrativos que resgata animais machucados ou em perigo iminente para tentar a sua reabilitação.

O Alascan Wildlife Conservation Center

Dentre os animais que vimos no Alascan Wildlife Conservation Center, os ursos pardos ficam em grandes áreas protegidas por cercas elétricas. São animais enormes e muito comuns no Alasca. Podem chegar a 3 metros de altura e pesar até 300 kg.

Urso Pardo

O alce é um animal comum nessa região. Existem vários no Alascan Wildlife Conservation Center. É um herbívoro de grande porte, que pode chegar a 2 metros de altura e pesar até 450 kg.

Caribu

O caribu é a denominação norte-americana para a rena europeia. Perfeitamente adaptado à região do Ártico, vive em grandes manadas e se alimenta da tundra. É comum no Alasca.

O Boi-almiscarado

Um dos animais mais exóticos que encontramos no Alascan Wildlife Conservation Center foi o Boi-almiscarado, que na realidade é da família do carneiro e do bode, mas se parece muito com um pequeno bisão. É um animal de grande porte que pasta nos campos de tundra do Ártico onde é perfeitamente adaptado.

Lobo

Vimos também lobos, águias, corujas e linces.

Bisão

Após a visita ao Alascan Wildlife Conservation Center, voltamos para a cidade, devolvemos os carros no aeroporto e fomos para o shopping aproveitar os bons preços do Alasca. Esse estado americano é livre de impostos e por isso os produtos aí são mais baratos que em outros lugares do país.

O belo bar do Simon & Seafort’s

À noite fomos jantar no excelente restaurante Simon & Seafort’s. O melhor da viagem até aqui. O restaurante é animado, possui um bar excelente, um bom atendimento e um cardápio encantador. As especialidades estão ligadas à culinária local: Caranguejo do Alasca, Halibute, etc.

O Urso Pardo é um símbolo da vida selvagem no Alasca.

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ANCHORAGE, A MAIOR CIDADE DO ALASCA

19 de agosto de 2017

A cidade de Anchorage se tornou importante pela localização estratégica, como entroncamento de rodovias e ferrovias. Foi o grande centro de logística para a construção das ferrovias do Alasca. A cidade não tinha outras riquezas além da localização. Não é uma área pesqueira estratégica, nem possui minérios metálicos. Mais tarde se tornou estratégica como base aérea, tanto para o transporte comercial como militar. Isso fez crescer muito a importância de Anchorage. A sua localização próxima do Polo Norte, faz com que seja equidistante das principais capitais europeias e asiáticas. Observe o mapa mundi a partir de uma projeção cartográfica azimutal do polo norte e veja como a localização de Anchorage e do Alasca é estratégica. Acabou se tornando um “hub” aéreo estratégico. O Aeroporto Internacional de Anchorage é um centro de logística de chegada e saída de voos de carga para os mais diversos destinos.

O Alasca fica perto das grande metrópoles.

O clima de Anchorage é subártico com forte influência de correntes marítimas quentes, que vêm do Mar do Japão. Isso ameniza e estabiliza as temperaturas da cidade e torna possível a sua ocupação. Não existem grandes variações entre o verão e o inverno. Máxima de 18º no verão e mínima de – 13º no inverno.

A moderna cidade de Anchorage.

A cidade foi totalmente reconstruída após o grande terremoto de 1964, que destruiu completamente as suas casas e edifícios. O “Grande Terremoto do Alasca” teve magnitude 9,2 na escala Richter. Foi o segundo maior da história da humanidade. O tremor durou cerca de 5 minutos e toda a cidade foi abaixo. Hoje Anchorage é uma cidade planejada, com avenidas largas, em estilo próprio “americano”. Ruas e avenidas se cruzam num planejamento ortogonal.

Anchorage

Depois que deixamos as malas no hotel, fomos até o centro de atendimento aos turistas no centro de Anchorage para tentar adquirir passeios para o dia seguinte. Tivemos dificuldade. O nosso grupo era grande. Fomos nove no Canadá, na semana anterior. Agora éramos onze, pois os amigos Dr. Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira foram nos encontrar em Anchorage. Como não havíamos nos programado com antecedência, a solução foi alugar dois carros para seguirmos sozinhos no dia seguinte. Fomos até a Hertz do Aeroporto e resolvemos a nossa vida para o outro dia.

Destaque de Anchorage.

Seguimos as dicas de uma senhora que nos orientou no centro de turismo e fomos jantar num restaurante de frutos do mar, na beira de um canal de mar, onde acontece um fenômeno interessante. A maré na região de Anchorage sofre uma variação gigantesca. É a segunda maior maré do Mundo. Na beira desse canal, quando a maré começa a descer, milhares de salmões e outros peixes se tornam presas fáceis para os pescadores.

A pescaria do salmão na beira do canal.

Dezenas de pessoas se posicionam na beira do braço de mar para pescar. É possível alugar uma licença e participar da pescaria. Muitos pescam e soltam os peixes, outros porém levam para o “jantar”.

Pescador de salmão.

Fomos até o Restaurante Bridge Seafood, localizado numa ponte sobre o braço de mar onde acontece a pescaria na maré vazante. O restaurante é bem turístico. Era isso que estávamos procurando. Todos queriam provar o Caranguejo do Alasca ou o Halibute. Encontramos o lugar certo, mas não gostamos tanto assim. O Alasca ainda estava nos devendo um bom restaurante.

O Bridge Seafood em Anchorage

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ALASCA, A ÚLTIMA FRONTEIRA

19 de agosto de 2017

Saímos de Calgary, no Canadá, com destino a Anchorage, no Alasca. Deixamos o hotel bem cedo, pois precisávamos estar às 5h no aeroporto para pegar um voo da Air Canadá, com 1,5 horas de duração para Vancouver, onde tivemos uma conexão de 4 horas. Em seguida mais um voo da Air Canadá, para Anchorage, no Alasca, com 3,5 horas.

Alasca, a última fronteira.

Chegamos em Anchorage e seguimos para o Hotel Guest House Anchorage Inn onde nos hospedamos por duas noites. O hotel tem uma localização central e é um padrão típico da cidade.

Anchorage

Anchorage é a maior cidade do Alasca, mas não é a sua capital. A capital é Juneau, no litoral sul. 40% da população desse estado americano vive em Anchorage, que tem cerca de 300 mil habitantes. O Alasca é um dos 50 estados americanos e o maior em extensão territorial. Um dos dois que não estão ligados territorialmente ao corpo do país. O outro é o Hawaii. É também o de menor densidade populacional.

Juneau, a capital do Alasca

Mapa dos estados americanos, destacando Alasca e Hawaii, que estão separados territorialmente dos demais.

Na parte norte e ocidental, o país está separado da Ásia pelo Estreito de Bering. São apenas 82 quilômetros entre a América e a Ásia. O arquipélago das Aleutas, no Alasca, quase forma uma ponte entre os dois continentes (América e Ásia). Existem ilhas no Arquipélago das Aleutas que estão no Hemisfério Oriental, do outro lado do meridiano 180 graus. Por esse motivo o estado é apelidado de “A Última Fronteira”.

O Estreito de Bering separa a América da Ásia

Curiosamente o Alasca é o mais Ocidental e o mais Oriental dos estados americanos. É também o mais setentrional.

Arquipélago das Aleutas

A maior parte da população do Alasca vive na parte sul e ocidental do estado, onde fica Anchorage. O estado é uma grande península. Tem uma fronteira exclusiva com o Canadá através das províncias de Yukon e da Colúmbia Britânica.

A fronteira do Alasca com o Canadá

O Alasca pertencia ao Império Russo até o final do século XIX, quando foi comprado pelos Estados Unidos em 1867, por uma bagatela. A Rússia estava endividada, em funções das sucessivas guerras que travou com outros países da Europa e considerava o Alasca como um grande bloco de gelo improdutivo. A negociação e insistência do secretário americano William Henry Seward acabou concretizando a compra por apenas 7,2 milhões de dólares. Na época Seward foi criticado por muitos políticos e pela opinião pública americana, que era contrária ao negócio com os russos. Consideravam também que o Alasca era apenas um monte de gelo inóspito e imprestável. Terra de ursos e lobos.

Boa parte do território do Alasca é coberto por grandes capas de gelo.

Alguns anos depois do negócio fechado, em 1888, peregrinos americanos encontraram ouro no Alasca, o que atraiu milhares de pessoas para a região. Começou aí a Gold Rush, a “corrida do ouro” para o Alasca. O petróleo foi descoberto no século XX, para completar as suas riquezas.

Alasca, a última fronteira.

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CALGARY, A “DALLAS” CANADENSE

18 de agosto de 2017

Estávamos na região das Montanhas Rochosas do Canadá, em Banff. Pela manhã descobrimos que iríamos ter o dia mais bonito da viagem até aqui. O céu estava claro e com uma luz maravilhosa, o que nos animou a tentar subir na gôndola de Banff. No dia anterior tentamos ir, mas a neblina nos desencorajou, por sugestão dos funcionários da gôndola, que nos disseram não valer a pena, pois não conseguiríamos ver nada lá de cima.

Um belo dia para subir na Sulphur Mountain

Fomos até a Sulphur Mountain e mais uma vez não conseguimos subir no bondinho, pois apesar de o dia estar excepcional, só conseguiríamos subir com uma espera de mais de uma hora. Preferimos seguir direto para Calgary, o nosso próximo destino, e aproveitar melhor o dia por lá.

Deixamos Banff e as Montanhas Rochosas para trás.

Saímos de Banff por uma excelente estrada, com aproximadamente 125 km, que fizemos em pouco mais de duas horas. A estrada de Banff para Calgary, deixa os Parques Nacionais das Rochosas canadenses para trás e segue pelas pradarias da região central do Canadá, repletas de fazendas de gado, com excelentes pastagens por todos os lados.

A moderna cidade de Calgary

Situada entre as Montanhas Rochosas e as pradarias da região central do Canadá, Calgary é uma cidade com espirito country. Conhecida como a cidade dos grandes rodeios do Canadá, o Stampede, rivaliza com Dallas, nos Estados Unidos. O rodeio acontece no mês de julho. Foi criado em 1886, como uma feira agrícola. Hoje, a festa dura 10 dias. Corridas de diligências, rodeios e desfiles de cavaleiros são algumas das atrações da Stampede.

Calgary

Fundada em 1875, Calgary é a maior cidade da Província de Alberta, com quase dois milhões de habitantes. A cidade é bastante organizada, com avenidas largas e bem ordenadas. Possui um centro financeiro e comercial com grandes arranha-céus e na parte periférica é uma cidade esparramada e extensa.

O centro financeiro de Calgary

Começamos a conhecer a cidade pela Calgary Tower, uma das suas construções mais altas, com 191 metros de altura. No alto da torre existe um restaurante giratório e uma plataforma de observação com piso de vidro e belas vistas do entorno da cidade. Nos dias claros é possível ver até as Montanhas Rochosas.

A Calgary Tower

Saímos da Calgary Tower e fomos até o Fort Calgary, onde existe um museu que conta a história da cidade, do país e da criação da Polícia Montada do Canadá. Não nos sentimos atraídos pelo museu e desistimos.

Pintura no museu do Fort Calgary

Seguimos para o Eau Claire Market, tínhamos informação que seria um grande mercado colorido com lojas sofisticadas, restaurantes de comida gourmet, arte contemporânea e artesanato. A visita foi uma decepção, Na realidade é um shopping decadente, com muitas lojas fechadas e sem charme algum.

Imagem do alto da Calgary Tower

Desistimos de continuar a visita pela cidade e fomos para o hotel, que ficava nas proximidades do Aeroporto, pois no outro dia precisávamos estar muito cedo para o embarque com destino ao Alasca. Calgary não era o foco da nossa viagem. Ficamos hospedados no bom Hotel Best Werstern, ao lado do aeroporto.

Shopping em Calgary

Ainda voltamos à cidade para circular um pouco pelo Core Shopping. Esse sim, de excelente qualidade, mas os shoppings fecham cedo, às 18h. A solução foi voltar para o hotel. Decidimos devolver o carro para a Hertz, de forma antecipada, pois no dia seguinte pegaríamos um Shuttle Bus do hotel para o aeroporto. Ficamos no hotel, onde jantamos e finalizamos o dia.

Detalhe de Calgary

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A TAKAKKAW FALLS E O EMERALD LAKE, NO PARQUE NACIONAL YOHO

17 de agosto de 2017

Dentro do Parque Nacional Yoho, na região das Montanhas Rochosas, no Canadá, pegamos uma estrada secundária que acompanha o espetacular Vale do Rio Yoho. A estrada panorâmica é estreita, acidentada, cheia de curvas e perigosa. Precisamos dirigir com mais atenção, mas a paisagem compensa tudo.

Detalhe do Parque Nacional Yoho.

No alto da estrada chegamos a uma das principais atrações do Yoho Valley, a Takakkaw Falls. Uma das cachoeiras mais impressionantes do Canadá, com 380 metros de queda d’água. Na área próxima à cachoeira existe uma estrutura de apoio, com mirantes e trilhas que nos põe muito próximos dos respingos da água.

A Takakkaw Falls

Foi aí na Takakkaw Falls que encontramos mais uma vez as Red Chairs (cadeiras vermelhas), um interessante ícone criado pelo departamento de turismo do Canadá para identificar os pontos mais importantes de cada roteiro turístico dos parques nacionais do país.

As Red Chairs na Takakkaw Falls

O Red Chairs Experience Program foi criado como uma excelente campanha de marketing para ajudar a divulgar os parques nacionais do Canadá. Os turistas costumam “caçar” as Red Chairs, pois sabem que estão nos lugares certos e mais destacados. Tiramos fotos nas Red Chairs com a Takakkaw Falls ao fundo.

Relaxando nas Red Chairs

Descemos do Yoho Valley e seguimos pela estrada que corta o parque, através do Kicking Horse River. A estrada segue margeando a estrada de ferro no vale, construída em 1880.

Várias emoções ao longo da estrada.

Seguimos adiante, até o Emerald Lake. Mais uma atração imperdível do Parque Nacional Yoho. O Lago Emerald recebe esse nome em função da cor das suas águas. Na borda do lago existem atrações como caminhadas, cavalgadas e passeio de barco. É o maior lago e o mais importante do Yoho National Park.

O Emerald Lake

O Emerald tem origem glaciar como muitos outros da região. Se formou a partir das morainas frontais que represam as águas do degelo dos glaciares. Na área do lago foi implantado o Emerald Lake Lodge, em 1902, que possibilita hospedagens nessa área do Parque.

Detalhe do Emerald Lake Lodge

Depois do Emerald Lake decidimos voltar para Banff e aproveitar a tarde passeando pela cidade. A cidade é um charme. Cheia de lojinhas, bares, restaurantes, sorveterias, galerias de arte, etc. Passear por Banff relaxa a alma.

Produção de chocolate em Banff

À noite fomos até o centro da cidade e jantamos no bom restaurante The Bison, comida canadense e internacional. No The Bison é possível ter uma experiência da culinária local. Um excelente atendimento. Carne de bisão, alce, etc.

Banff

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O YOHO NATIONAL PARK NAS MONTANHAS ROCHOSAS DO CANADÁ

17 de agosto de 2017

Estávamos em Banff, na região das Montanhas Rochosas do Canadá. Começamos o dia com a visita ao Lake Minnewanka, localizado a 6 km da cidade. o Lago Minnewanka é o maior da região do Parque Nacional de Banff, com quase 28 quilômetros de extensão.

O Lago Minnewanka

O Lago Minnewanka é um dos pontos mais visitados dos arredores de Banff. Quando chegamos por lá e caminhávamos pela borda do lago, fomos surpreendidos pela presença de um cervo maravilhoso. Um macho adulto de aproximadamente 5 anos. Fazia pose para nós e outros turistas na borda da floresta.

O belo cervo na beira do lago.

Os cervos ou veados aparecem em quase todos os continentes. Os do Canadá são enormes e esse que vimos era um animal especial. Ficou um tempo parado sobre uma rocha, observando o movimento dos que estavam na beira do lago.

O cervo

Depois de visitar o lago, voltamos para Banff e seguimos direto para a Sulphur Mountain. A ideia era subir no bondinho que leva os visitantes para o alto da montanha, onde se tem uma bela vista da cidade e dos seus arredores. O tempo não estava bom para o bondinho. O dia nublado não iria permitir uma boa visibilidade.

A Sulphur Mountain.

Desistimos e fomos em busca de outras atrações. Parte do grupo ficou em Banff. Seguimos eu, Monica, Dr. Eduardo Nery e Dra. Marise para o Parque Nacional Yoho, que fica a 84 km de Banff. Voltamos pela estrada até Lake Louise e seguimos para o Yoho.

O Yoho National Park

O Yoho National Park fica do outro lado das Montanhas Rochosas, na parte oeste da cordilheira. Saímos da Província de Alberta e entramos na Província da Columbia Britânica. O nome desse parque, na língua dos índios Cree, significa “deslumbrante, maravilhoso” e é isso que o Parque é.

Destaque do Parque Nacional Yoho

O Parque Nacional de Yoho possui um grande número de cachoeiras, lagos e grandes formações rochosas. Na área do parque é possível fazer caminhadas, escaladas, esqui de montanhas e passeios de barco.

O Parque Nacional Yoho

Fizemos uma primeira parada no “encontro das águas” dos rios Yoho e Kicking Horse. Quando os rios se encontram, as suas águas não se misturam, devido a diferença de coloração e densidade entre elas.

Paramos no “Encontro das Águas”

Fizemos uma segunda parada na Natural Bridge, no meio do Parque. Nesse trecho, o Kicking Horse River bate de frente com rochas calcárias. Durante milhares de anos, a força das águas romperam a rocha e abriram uma passagem estreita, resultando numa formação geológica interessante. A passagem da água pela rocha cria a aparência de uma “ponte natural”.

The Natural Bridge

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Mikonos, onde Zeus enfrentou os gigantes – por Lucas Sanches

Segundo a mitologia grega, Mikonos foi onde Zeus enfrentou os Gigantes e é o filho de Apolo, deus da luz e do sol. A ilha faz parte do arquipélago das Cíclades, um grupo de ilhas do Mar Egeu.

Com aeroporto internacional, 2 portos, hotéis de luxo e festas para todos os gostos. Uma mistura de férias familiares com liberdade total para todos os tipos e estilos.


Belos pontos turísticos (moinhos de vento, little venice, farol, igrejas), visuais inesquecíveis como um belo pôr-do-sol no mar ou a paz de uma praia deserta.


O centro da ilha é sempre cheio de turistas e tem lojas que vão dos souvenieres locais às marcas globais. Culinária pra nenhum paladar botar defeito!


#umpouquinhodecadalugar @umpouquinhodecadalugar #Mykonos #Greece

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BANFF, A “CAPITAL” DOS PARQUES NACIONAIS DAS MONTANHAS ROCHOSAS, NO CANADÁ

16 de agosto de 2017

Saímos de Lake Louise, no Canadá, pela Icefield Parkway, a estrada que liga Jasper a Banff. Mais uma vez o destino era o caminho. Depois de visitar o Moraine Lake, seguimos mais 36 quilômetros para o sul, em busca do Johnston Canyon, que leva a duas belas cachoeiras: Lower Falls e Upper Falls.

A trilha para o Johnston Canyon

A trilha até Lower Falls é mais leve. Cerca de 1,5 quilômetros e menos acidentada. Muitos visitantes só chegam até aí.

A Lower Falls

A trilha até a Upper Falls é puxada. São 6 quilômetros de ida e volta, de um terreno acidentado, apesar da excelente infraestrutura que possibilita o uso da trilha por crianças e idosos com mais resistência.

A Upper Falls

Em alguns trechos, a trilha é suspensa, em estruturas de ferro e madeira anexadas ao paredão rochoso. As passarelas levam os visitantes à borda do cânion, que foi construído pela ação de erosão das água ao longo do tempo geológico.

A trilha para Upper Falls.

O Jonhston Canyon possui em alguns trechos, cerca de 30 metros de profundidade. A trilha passa por dentro de um grande bosque de coníferas. Flores, musgos e líquens também são comuns nessa região.

A trilha para o Johnston Canyon pelo meio da floresta.

Seguindo para o sul, a 20 km, fica a Bow Valley Parkway, a antiga estrada que ligava Lake Louise a Banff e acompanha o Vale do Rio Bow. A estrada é mais isolada e por isso é comum a presença de animais selvagens, como ursos, alces, etc. Temos que dirigir com cautela, pois os animais podem aparecer há qualquer momento no meio da estrada.

A Bow Valley Parkway passa por uma área de florestas.

Chegamos a Banff no final da tarde. Ficamos hospedados no Banff Inn. Mais uma vez o grupo ficou dividido devido à dificuldade de hospedagem que existe na região dos parques nacionais canadenses. Dr. Eduardo e Dra. Marise ficaram no Banff Ptarmigan Inn.

Chegamos a Banff

Banff é uma cidadezinha charmosa. O centro do turismo dos parque canadenses. Muitos visitantes fazem da cidade o ponto de apoio e estadia para fazer as excursões diárias em direção às atrações dos parques nacionais. Banff tem uma infraestrutura turística maior que as outras: Jasper e Lake Louise. Vários hotéis, bons e variados restaurantes, muitas lojinhas de artesanato, suvenires e galerias de arte.

A cidade é cheia de lojinhas de suvenires

A cidade surgiu como consequência da implantação da ferrovia transcontinental do Canadá. A Canadian Pacific Railroad. Os investidores da ferrovia implantaram nesse local o maravilhoso Banff Springs Hotel, em 1888, que fazia parte do plano de ação para o desenvolvimento do turismo na região.

Banff – A cidade, as montanhas e o gelo

Banff foi o local escolhido para a implantação do hotel, pois possuía as fontes de águas termais, que naquela época eram uma forte atração para o local. A cidade é o centro do Banff National Park, na Província de Alberta. O parque nacional foi fundado em 1885. É o mais antigo do Canadá.

O Basin Natiional Historic Site em Banff

Na base da Sulphur Mountain existe o Cave and Basin National Historic Site. Uma espécie de museu que conta a história da cidade e marca o local onde a primeira fonte foi encontrada, em 1883. Fomos jantar no bom restaurante italiano Pacini.

O restaurante Pacini

A charmosa cidade de Banff.

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O MORAINE LAKE NO PARQUE NACIONAL DE BANFF

16 de agosto de 2017

É a partir de Lake Louise que temos o acesso ao Moraine Lake, uma das maiores atrações do Parque Nacional de Banff, nas Montanhas Rochosas, no Canadá. Nas proximidades do Moraine Lake não existem estacionamentos suficientes para a grande quantidade de visitantes que procuram o lugar. A estrada de acesso é estreita e quando decidimos ir, já estava interditada em função da grande quantidade de carros que já estavam por lá.

Chegamos ao Moraine Lake

Estávamos no centrinho de serviços da localidade de Lake Louise. Pegamos um Shuttle Bus privativo para o Moraine Lake. Pagamos U$30,00 por pessoa e mesmo assim ficamos esperando por mais de uma hora. Não havia outro jeito. Existem opções gratuitas, mas elas saem do hotel Fairmont Chateau Lake Louise. Iríamos perder muito tempo e não tínhamos tanto assim.

Moraine Lake

O Moraine Lake fica apenas 15 km a sul de Lake Louise. Apesar de menos famoso, é um dos mais belos lagos da região, e muitos visitantes preferem o Moraine Lake. O lago é de origem glaciar e possui uma formação geológica interessante. A cor da água é verde esmeralda, como o vizinho mais famoso.

A cor do lago é de um verde esmeralda intenso.

O que mais caracteriza o lago é a presença de uma grande quantidade de morainas ao seu redor. As morainas são formações geológicas que surgem como consequência do degelo dos glaciares. O gelo arrasta rochas e sedimentos e deposita na frente do glaciar, às vezes formando uma espécie de dique que represa as águas do degelo e forma lagos. Essas são chamadas de morainas frontais.

A grande moraina frontal do Moraine Lake

No caso do Moraine Lake, além de uma grande e bela moraina frontal, existem também, grandes morainas laterais, que compõem a moldura do belo lago. Oito de cada dez fotos das Montanhas Rochosas canadenses, estampam o Moraine Lake em destaque.

As morainas laterais do Moraine Lake

Na região do Moraine Lake existe uma pequena infraestrutura de hospedagem e opções de alimentação. No Moraine Lake Lodge é possível também alugar uma canoa e passear no lago. Os canadenses são apaixonados por passeios de caiaques. Esse é outro motivo para visitar o lago.

Os passeios de caiaque são comuns no lago.

Existem muitas trilhas que partem do Moraine Lake para caminhadas pela floresta. A presença de animais selvagens é comum. Frequentemente aparecem avisos sobre cuidados que devemos ter com ursos e quais os procedimentos que precisamos tomar na hipótese de encontrarmos um pelo caminho. Falar alto nas trilhas, nunca correr, nunca dar as costas para o animal, encarar o urso de frente e portar sempre um spray anti-urso.

Os avisos de cuidado com os ursos estão por toda parte.

Ao redor do lago aparece um belo conjunto de montanhas denominadas de Wenkchemna, o Vale dos Dez Picos.

O Vale dos Dez Picos

Passamos uma boa parte da tarde no Moraine Lake. Quando voltamos para Lake Louise tivemos um forte momento de emoção. Encontramos o nosso primeiro urso. Era um urso negro, na beira da estrada. Os carros param para fotografar e funcionários do parque monitoram os movimentos do animal.

O encontro com o primeiro urso negro.

O urso negro pode alcançar até 2,20 metros de comprimento e 1,10 metros de altura, pesando até 360 kg. Apesar da fama e jeitão de feroz, 70% da sua dieta consiste de material vegetal: frutos, folhas e raízes. Também se alimenta de pequenos animais e peixes.

O Moraine Lake

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LAKE LOUISE, A “JOIA DA COROA” DAS MONTANHAS ROCHOSAS NO CANADÁ

16 de agosto de 2017

Lake Louise é a “joia da coroa” da Icefield Parkway. Fica 55 km a norte de Banff, na área do Banff National Park. O local mais disputado e o que mais encanta os visitantes. Saímos cedo do hotel, já com as malas no carro e fomos direto para o Centro de Informações da cidade, que fica em um complexo de compras e serviços, ao redor de um grande estacionamento.

O complexo de compras e serviços de Lake Louise

Como a área próxima ao lago, que é a grande atração da localidade, não suporta o volume de carros que ali se destinam, foram criados esses estacionamentos remotos e uma infraestrutura de apoio, com shuttle bus, transportes gratuitos que levam as pessoas até o lago e as trazem de volta. O carro pode ficar estacionado gratuitamente por duas horas. Tempo suficiente para a visita ao lago. Quem precisa de mais tempo, deve colocar o carro em locais permitidos, nas ruas da cidade. Existe outro grande estacionamento, com as mesmas características, na estrada que liga Lake Louise a Banff.

O shuttle bus em Lake Louise é feito em ônibus escolares

O vilarejo de Lake Louise é pequeno, mas possui toda a infraestrutura necessária para os visitantes. O transporte até o lago é feito em um daqueles ônibus escolares americanos. A emoção já começa aí.

Condomínio residencial em Lake Louise

Na entrada do Lago Louise fica um dos icônicos hotéis Fairmont. O Fairmont Chateau Lake Louise foi originalmente construído no final do século XIX (1894), pela Canadian Pacific Railway, que na mesma oportunidade, construiu também, outros hotéis, com a mesma filosofia: servir de apoio para o turismo que viria com a implantação da ferrovia.

O Fairmont Chateau Lake Louise

Todos tinham uma arquitetura que lembrava antigos castelos medievais. São destaques os hotéis de Quebec, Otawa, Banff e Vancouver. Preenchiam o país de leste a oeste. Hoje, o Chateau Lake Louise possui capacidade para hospedar até 1000 pessoas. Vive lotado.

A foto clássica do Lago Louise

O Lago Louise é uma das fotos mais registradas na Icefield Parkway e no Banff National Park. Uma paisagem rara e inesquecível. O lago repousa com as suas águas verde esmeralda, por entre as grandes montanhas das Rochosas, com os picos cobertos de neve. No alto das montanhas ao fundo do lago repousa o Glaciar Vitoria. Na realidade o lago é “filho” do glaciar, que no passado cobria toda a área onde hoje fica o Lake Louise.

O Glaciar Vitoria ao fundo emoldura o Lake Louise

A incrível coloração de um verde profundo do Lago Louise, se deve aos sedimentos minerais que vêm das montanhas e ficam em suspensão. O lago possui 2,4 quilômetros de extensão, 500 metros de largura e a sua profundidade pode chegar a 90 metros. O nome é uma homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, uma das filhas da Rainha Victoria.

Lake Louise

Na borda do lago existe uma passarela que permite uma boa caminhada com belas vistas do Lake Louise. É possível alugar uma canoa ou bote e remar pelas águas do lago.

Opções de lazer no Lago Louise

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