TRECKING COM CHUVA E NEVE NO PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE

09 de março de 2018

Esse foi o nosso segundo dia inteiro no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena. A previsão do tempo sinalizava um dia lindo, sem chuvas ou nebulosidade, por isso optamos por uma trilha curta, com possibilidades de avistagem de animais nativos da região como vicunhas, guanacos, condores e pumas.

A promessa de um lindo dia.

Saímos do Patagonia Camp e o tempo mudou bruscamente, o que é comum nesse extremo do mundo. Ainda era fim de verão, mas a temperatura caiu bastante, chegando próximo a zero grau. Paramos no meio do Circuito W e começamos a caminhada numa trilha entre as pastagens naturais. O frio aumentou bastante, começou a chover e nós não estávamos com roupas adequadas para isso.

O início do trecking pelo Circuito W

No caminho nos deparamos com alguns rebanhos de vicunhas. As vicunhas são menores que as lhamas e possuem uma pelagem muito fina e de alto valor comercial, é considerada a lã de melhor qualidade que existe, por isso esteve à beira da extinção. Juntamente com o guanaco, são animais selvagens, difíceis de serem domesticados. Os maiores rebanhos do Chile aparecem nessa região da Patagônia.

Vicunhas no meio da trilha.

Os pumas são os grandes predadores das vicunhas. Não vimos nenhum deles, mas os esqueletos espalhados pela pastagem confirmavam a presença constante desse caçador implacável. O puma é o segundo maior felino das Américas e pode ser encontrado em todo o continente, desde o Canadá até o sul do Chile.

Várias carcaças de vicunhas testemunham a ação dos pumas.

Caminhamos 4 quilômetros subindo as encostas do relevo próximo ao Lago Sarmiento, até encontrarmos algumas grutas com pinturas rupestres dos povos antigos de Magalhães.

A trilha em direção às grutas com as pinturas rupestres.

Pinturas rupestres.

Após a visita à gruta com as pinturas rupestres, começamos a retornar. O tempo ficou ainda mais inóspito, começou a nevar intensamente. Com neve e chuva os dedos começam a congelar e não tínhamos nada a fazer. Fizemos o percurso de volta mais rapidamente e fomos nos confortar dentro da van que nos levou adiante no Circuito W.

O tempo piorou muito na volta do trecking.

Seguimos até a Laguna Azul, na parte leste do Parque, de onde se tem as melhores vistas e mirantes voltados para as Torres del Paine. O tempo estava implacável, a chuva se acentuou e não havia visibilidade para nada. Fizemos um lanche na Laguna Azul, dentro do carro, pois a chuva não nos permitiu sair e começamos a fazer o caminho de volta.

O tempo fechou e tirou a paisagem das Torres del Paine.

Na volta o tempo começou a melhorar e tivemos algumas chances com boas vistas do maciço. Sempre que era possível e oportuno, o nosso guia parava em alguns mirantes para que pudéssemos aproveitar um pouco das paisagens arrebatadoras.

Ainda conseguimos algumas boas fotos.

Na Patagônia Chilena, quase sempre é assim, a barreira orográfica da Cordilheira dos Andes faz com que haja chuva em mais de 300 dias por ano nessa região. No final da tarde voltamos para o hotel e após um banho relaxante tivemos um excelente jantar de despedida.

Chuva por todos os lados.

 

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O GLACIAR GREY

08 de março de 2018

Na noite anterior tivemos uma palestra com a equipe de animação do Patagônia Camp, que nos alertou a respeito das condições do tempo para hoje. A previsão era que teríamos um dia com muito frio, chuvas e nebulosidade e por isso eles desaconselhavam os passeio com longas caminhadas. Optamos por fazer o cruzeiro para o Glaciar Grey.

O amanhecer no Patagonia Camp

No Parque Nacional Torres del Paine existem várias opções de passeios que podem ser feitos em longas caminhadas ou de carro com paradas nos principais pontos e mirantes. Como teríamos apenas dois dias inteiros no Parque, decidimos otimizar os passeios e fazer o que havia de mais importante.

Existem vários mirantes nos circuitos do Parque.

Torres del Paine é uma Reserva da Biosfera da UNESCO. Possui paisagens maravilhosas. O principal atrativo do Parque são os 250 km de trilhas muito bem sinalizadas utilizadas pelos aventureiros. No centro das trilhas aparece o grande maciço granítico das Montanhas Cuernos e das Torres del Paine, símbolos da região. Os passeios também podem ser feitos de carro, a cavalo ou a bordo de catamarãs.

O Maciço Granítico del Paine

A principal trilha do Parque é o Circuito “O” ou  Sendero El Circuito, que dá a volta completa no maciço Paine. Para quem faz a trilha caminhando são de seis a oito dias a depender do ritmo do andarilho. Essa é uma trilha difícil.

Circuito “O “

A trilha mais popular é o Circuito W, que a pé pode ser realizado em quatro dias e satisfaz plenamente pois leva os visitantes aos pontos mais procurados do Parque: As Torres del Paine, que é a foto mais importante e ponto principal, o Vale do Francês de onde se tem belas paisagens dos maciços e das Montanhas Los Cuernos e o Glaciar Grey.

O Circuito W

Saímos do hotel em direção ao Hotel Glaciar Lago Grey. No caminho bordejamos o Lago del Toro, onde fica o Patagonia Camp, o maior dessa zona do Parque Nacional, com 202 km2 de superfície e até 320 metros de profundidade. É um lago de origem glacial que oferece aos visitantes uma série de alternativas de passeios e contemplação. Os arredores do Lago possui uma topografia ondulada com belas paisagens.

O Lago del Toro

Fizemos uma primeira parada técnica no Centro de Visitantes, onde o guia paga as taxas necessárias e oficializa a nossa entrada. Do Centro de Visitantes, temos uma vista maravilhosa dos Cuernos del Paine, um dos mais belos cartões postais do Parque. A primeira vista dos blocos de granito emociona.

Los Cuernos del Paine.

Los Cuernos domina a paisagem do Parque Nacional Torres del Paine, é formado por três picos de granito com mais de 120 milhões de anos, que fazem parte do Maciço Paine. Os picos foram esculpidos pela ação da erosão dos glaciares, dos ventos e das chuvas ao longo desse tempo geológico.

Los Cuernos

Seguimos adiante até o Hotel Glaciar Lago Grey, na parte final do Lago e voltado para o glaciar, serve de ponto de apoio a quem segue para visitar o gigante de gelo ou mesmo como uma localização estratégica por ficar numa das pernas do Circuito W. O hotel tem um serviço simples e custos elevados. É de lá que sai o passeio de catamarã até a borda do glaciar.

A vista do Hotel Lago Grey

A partir do Hotel, pegamos um barco secundário até uma faixa estreita, no meio do Lago, que eles chamam de “praia”. O tempo estava muito frio e chovia bastante. Chegamos na “praia” e tivemos que ficar esperando, no frio e na chuva até que o catamarã estivesse liberado para subirmos a bordo.

Fomos até o Catamarã

Frio intenso na beira do lago.

O Lago Grey é emoldurado pelo Maciço Paine. Possui águas cinzentas turvas em função dos sedimentos que recebe do glaciar. Na sua área mais profunda, chega a mais de 500 metros. Nos entornos do Lago fica o Campo de Gelo Patagônico Sul de onde nascem vários glaciares.

O Maciço del Paine emoldura o Lago Grey

O Glaciar Grey fica no final do Lago, está recuando muito rapidamente. Desde o ano 2.000 a taxa de recuo aumentou em 50%. É um dos maiores e de mais fácil acesso da Patagônia Chilena, possui 19 km de extensão, 6 km de largura e mais de 30 metros de altura na sua borda.

O Glaciar Grey

As morenas naturais e o paredão azul do seu frontal são as maiores atrações do glaciar. Frequentemente ele está cheio de icebergs que se desprendem das paredes de gelo e flutuam até o final do lago.

Os icebergs estão por todos os lados.

O tempo estava muito ruim, mas foi melhorando gradativamente ao longo do passeio, possibilitando um belo momento de contemplação ao lado da parede do glaciar.

O Glaciar Grey

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo que vão sendo compactados ao longo do tempo. Possuem uma coloração azulada e formas variadas, transformando a paisagem num momento mágico. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes, a depender do maior ou menor acúmulo de neve no inverno. Pode ter centenas de quilômetros de extensão e centenas de metros de espessura. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida. As geleiras, ao longo dos anos, escorrem lentamente pelas encostas das montanhas, como consequência do seu peso.

O glaciar envolve a rocha

Depois da visita ao Glaciar Grey, voltamos ao Patagônia Camp onde tivemos um jantar espetacular e pudemos contar as histórias desse dia maravilhoso no Parque Nacional Torres del Paine.

Parede de gelo do Glaciar Grey

 

 

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CHEGANDO AO PATAGONIA CAMP, NO PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE

07 de março de 2018

Estávamos em Punta Arenas aguardando um transfer para o Parque Nacional Torres del Paine, como ainda tínhamos um tempinho, decidimos dar um giro pela cidade. Punta Arenas é a capital da região de Magalhães no extremo sul do Chile, na região da Patagônia Chilena. É daí que saem os cruzeiros para a Terra do Fogo e Antártida.

Punta Arenas

O Hotel Cabo de Hornos, onde estávamos hospedados, ficava na Plaza Muñoz Gamero, o centro e local de maior referência da cidade. No meio da praça existe um monumento em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhães, que descobriu a região no século XVI e foi o primeiro a atravessar o Estreito que tem o seu nome e fica em frente a Punta Arenas.

Monumento em homenagem a Fernão de Magalhães

Existe o hábito dos turistas beijarem o dedo do pé da estátua de um índio que enfeita o monumento para ter boa sorte ou para voltar um dia a Punta Arenas.

Beijando o pé do índio para voltar à Patagônia.

O Estreito de Magalhães é uma passagem navegável de aproximadamente 600 km, no extremo sul do Chile. Separa o continente da Ilha da Terra do Fogo. É a maior, mais segura e importante passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Fizemos algumas fotos num antigo píer no Estreito de Magalhães e voltamos para o hotel, onde pegamos um transfer privativo com um bom carro e excelente motorista, para o Parque Nacional Torres Del Paine.

O Estreito de Magalhães

A Estrada do Fim do Mundo liga os 240 km entre Punta Arena a Puerto Natales. No caminho a paisagem possui uma predominância de pastagens onduladas com grandes fazendas de carneiros.

A Estrada do Fim do Mundo

O show da estrada ficou por conta de um bando de condores, as aves símbolo da Cordilheira dos Andes. O condor é uma ave de rapina gigante, a sua envergadura pode chegar a 3 metros de ponta a ponta. Se alimenta de carniças. Quando aparecem em bando é sinal de bicho morto na beira da estrada. Está seriamente ameaçada de extinção, mas é comum nessas áreas inóspitas do sul do Chile.

Encontramos o condor.

De Punta Arenas a Puerto Natales foram 3 horas de viagem. Puerto Natales já fica bem próximo à entrada do Parque Nacional. Possui uma excelente infraestrutura para o turismo, com muitos hotéis e pousadas de diferentes qualidades. Existem muitos passeios que visitam o Parque a partir daí.

Puertos Natales

Paramos para fazer um lanche na praça central e seguimos em direção ao Patagonia Camp, que fica pouco antes da entrada do Parque Nacional Torres del Paine. De Puerto Natales ao Patagonia Camp são 70 km que fizemos em 1,5 horas. No caminho a paisagem do Parque Nacional já nos impressiona bastante, mas o ponto alto dessa tarde é a visão da chegada ao lodge.

Chegando ao Patagônia Camp

O Patagonia Camp fica nas margens do Lago Toro, um dos maiores do Parque Nacional. O acampamento de luxo tem os apartamentos em forma de Yurts, as tendas dos nômades da Mongólia, com muito conforto, banheiro privativo, aquecedor e lindamente decorados com elementos da Patagônia Chilena. A vista a partir dos Yurts do hotel é deslumbrante e a oportunidade de conviver com a natureza da Patagônia faz dessa hospedagem uma experiência única no mundo.

Os Yurts

O conforto dos Yurts

O atendimento desse Camping Boutique é excepcional. Ele foi projetado para gerar o menor impacto possível ao meio ambiente. Até mesmo a água que sai das torneiras é potável e a estação de tratamento aproveita as águas do lago, com um processo de filtragem ecológica e natural.

O salão principal do lodge.

Quando chegamos no hotel e depois de colocar as malas no nosso Yurt, seguimos para um ponto de encontro onde o hotel faz uma apresentação detalhada sobre o Parque Nacional Torres del Paine e todas as opções de excursões que existem. A palestra é agradável e detalhada, com ênfase nas informações sobre o tempo, algo que é fundamental na Patagônia.

O atendimento do lodge é excepcional.

No salão ao lado da exposição, os hóspedes que já estavam aí ou que tinham chegado um pouco antes, já começavam a degustar um saboroso Cordeiro de Magalhães servido por um bom vinho Corralillo, da Vinícola Matetic. Os donos do hotel.

O Cordeiro de Magalhães

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CHEGANDO A PUNTA ARENAS, NO EXTREMO SUL DO CHILE

06 de março de 2018

Tínhamos datas especiais para comemorar e decidimos fazer isso na Patagônia Chilena, no interior do Parque Nacional Torres Del Paine, um daqueles lugares que tinha na memória como sendo necessário para conhecer um dia. Quem nos ajudou nessa viagem foi a Agência Via Alegria (www.viaalegria.com.br). A imagem dos grandes blocos de granito que emolduram essa região do sul do Chile, sempre me acompanhou, desde os tempos que dava aulas de geografia. Tinha que ir um dia e chegou a hora.

Cornos del Paine

Pegamos um voo de duas horas em Salvador às 6:30, até o Rio de Janeiro, em seguida mais um voo com 4 horas até Santiago e um outro com 3,5h horas até Punta Arenas, onde pernoitamos. Chegamos em Punta Arenas às 21h e fomos nos hospedar no bom Hotel Cabo de Hornos, com uma localização excelente, na principal praça da cidade.

Atravessando a Cordilheira dos Andes

A Cordilheira dos Andes espreme o Chile contra a costa do Pacífico. O país é extenso e estreito. Possui 4.190 quilômetros desde Arica no extremo norte, até Punta Arenas no extremo sul do país. De leste a oeste possui em média 175 quilômetros de largura, sendo que no seu ponto mais estreito, possui apenas 90 quilômetros.

Chile

A extensão territorial dá ao Chile uma variedade climática grande. Desde os desertos bastante secos do norte até as regiões subpolares do sul. De leste a oeste a paisagem também varia muito, pois em poucos quilômetros o Chile vai do nível do mar até as altitudes de montanha dos Andes. Essa variação é visível na sua geografia dramática.

A geografia encantadora do Chile

O país é voltado para o mar e com ele possui uma relação muito forte. São mais de 6 mil quilômetros de litoral. Os grandes cardumes da corrente marítima fria de Humboldt, que acompanha toda a costa chilena, faz com que ele seja um dos maiores países pesqueiros do Mundo.

A pesca é uma forte atividade econômica no Chile

Está dividido em diversas regiões: No extremo sul a Patagônia com as suas paisagens de montanhas e fiords. Um pouco ao norte a região dos lagos, onde destaca-se a travessia dos Lagos Andinos de Port Mont até Bariloche na Argentina. Depois aparecem as regiões centrais até chegar ao Deserto do Atacama.

A paisagem dramática do Chile

A Patagônia Chilena fica no extremo sul do país, na fronteira com a Argentina, numa estreita faixa de terra, espremida entre a Cordilheira dos Andes e uma imensa quantidade de fiordes, estreitos e ilhas na costa do Pacífico. É uma região pouco explorada pelo homem, com clima rigoroso, ventos fortes e frio intenso.

A paisagem da Patagônia Chilena

A paisagem é magnífica. Montanhas, um mar azul turquesa, glaciares, florestas, pradarias e vida selvagem compõem a paisagem da Patagônia Chilena.

A paisagem da Patagônia Chilena

Apesar da região ter sido descoberta no início do século XVI, pelo navegador português Fernão de Magalhães, os primeiros assentamentos só foram implantados no século XIX, quando chegaram imigrantes ingleses, croatas e espanhóis para trabalhar nas fazendas de criação de carneiros que começaram a ser implantadas no extremo sul do Chile.

O estreito de Magalhães

A navegabilidade do Estreito de Magalhães ajudou a viabilizar a região, pois até o início do século XX, antes do Canal do Panamá, era a única passagem marítima entre o Atlântico e o Pacífico.

O Estreito de Magalhães

Punta Arenas é a capital da região de Magalhães. Hoje, a criação de carneiros, a exploração do petróleo e o turismo formam a base da economia da região.

Punta Arenas

Depois de colocar as malas no hotel, decidimos sair andando em busca de um restaurante para jantar. Estava muito frio e começou a chover. O frio intenso tirou a nossa coragem. Voltamos para o hotel e decidimos jantar aí. Amanhã vai começar a nossa aventura pela Patagônia Chilena.

Visitando a Patagônia Chilena

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ALGUNS LUGARES ESPECIAIS DE VANCOUVER

31 de agosto de 2017

Começamos o dia com uma visita ao Aquário de Vancouver na entrada do Stanley Park. O Aquário é grande e reúne espécies marinhas de vários lugares do mundo, mas em especial do Canadá. Destaque para águas-vivas, pinguins, golfinhos, tubarões, etc.

Águas-vivas no Aquário de Vancouver.

Existem atividades educativas em vários horários durante o dia. Quando comparado aos grandes aquários do Mundo, o de Vancouver deixa um pouco a desejar. Precisa e uma reforma e modernização, mas foi um bom programa.

Alimentação dos peixes no Aquário de Vancouver.

Na sequência fomos até os “totem poles” do Stanley Park, o monumento das gigantes e coloridas esculturas de madeira que identificam os povos nativos do Canadá.

Os Totens do Stanley Park

Alguns dos totens do Stanley Park foram esculpidos a mais de 100 anos e trazem informações sobre a história dos diversos grupos indígenas representando a espiritualidade e crença de cada um deles.

Totem Pole

Em seguida pegamos uns táxis e partimos para o Granville Public Market, um dos mercados públicos de Vancouver, localizado em Granville Island, um antigo bairro industrial, que hoje possui muitas lojas, galerias e estúdios de artistas.

O Granville Public Market

O mercado é colorido e frenético, com flores, frutas, peixes, queijos, artesanatos e lembranças de viagem, mas sobretudo com muitas opções de alimentação. Comemos aí. Um dos destaques fica para as sopas chinesas. Saímos do Mercado, pegamos um táxi aquático, um dos charmes dessa área de Vancouver e voltamos para o hotel.

Vancouver vista do Granville Public Market

No final da tarde fomos ao bairro de English Bay para conhece o famoso por-do-sol do lugar. Os canadenses dizem que é um dos mais bonitos do Mundo.

Fomos ver o por-do-sol na English Bay Beach

English Bay é uma enseada de águas calmas, localizada numa área residencial, com bares, restaurantes e comércio de bairro. A praia costuma ficar lotada no verão, apesar de poucos serem aqueles que se aventuram a tomar um banho de água gelada.

A English Bay Beach

Um dos destaques do bairro fica numa pequena praça antes de chegar na praia. A A-maze-ing Laughter, algo como “Um sorriso maravilhoso” corresponde às simpáticas estátuas dos homens sorridentes do artista chinês Yue Minjun, que chegou a Vancouver em 2009, como parte da Vancouver International Sculpture Biennale e não saiu mais daí.

A A-maze-ing Laughter

Os visitantes não resistem a uma foto neste monumento, que acaba representando as diversas poses feitas pelas selfies que contagiam o mundo na era dos smartphones. As 14 esculturas de bronze, com aproximadamente 3 metros de altura, são carregadas de expressões felizes e sorridentes.

Detalhe da A-maze-ing Laughter

Na praia existe um monumento Inuit gigante. É um Inukshuk. São esculturas de pedra erguidas pelos povos do Ártico e muito comum no Alasca e na Groelândia. Esses monumentos costuma ser utilizados como referências de localização para os povos nômades. Os Inuites são os povos das nações indígenas esquimós., comuns nessa região.

O Inukshuk

Jantamos no excelente restaurante Cactos, na beira da praia e em frente ao por-do-sol.

O por-do-sol na English Bay Beach

Voltamos a pé, à noite e isso faz uma diferença grande, pois nos dá uma ideia de segurança e civilidade de Vancouver. Encontramos um gambá no meio do caminho. Eles são muitos, andando pela cidade à noite. É uma influência do Stanley Park.

Um gambá pelo caminho.

A DESPEDIDA DE VANCOUVER

1º de setembro de 2017

Pela manhã fomos à excelente loja MCE, especializada em material esportivo, sobretudo aqueles relacionados com atividades externas como acampamentos, trilhas, montanhismo, bicicleta, canoagem, etc. A loja é enorme e é a “cara” do Canadá. Saímos de lá e fomos até ao Shopping The Pacific Centre para fazer algumas compras. Foi o único dia nessa viagem que destinamos a isso. A turma já estava impaciente.

Despedida de Vancouver.

À noite, jantamos mais uma vez no excelente restaurante italiano, Italian Kitchen, que tínhamos ido no segundo dia de Vancouver. Tivemos uma noite agradável, com uma excelente comida, um bom vinho canadense, da Columbia Britânica. No dia seguinte voltamos para Salvador, numa viagem longa. Vancouver – Cidade do México – São Paulo – Salvador

Alguém tem que fazer a foto

A turma que nos acompanhou nessa aventura pelo Alasca e Canadá.

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VICTORIA, A CAPITAL DA COLUMBIA BRITÂNICA

30 de agosto de 2017

Saímos andando pela manhã, até o porto da Bayshore Drive, para pegar um passeio de catamarã, da companhia Prince of Whale, que fica dentro do Hotel Westin. O passeio que escolhemos foi The Ultimate Day Tour to Victoria, que prometia fazer um tour completo para Victoria e Butchart Gardens, com a possibilidade de avistar baleias e orcas durante a navegação. Essa é uma boa alternativa para quem quer conhecer Victoria e não tem muito tempo. O passeio é de dia inteiro.

O catamarã do Prince of Whale

A travessia é pelo Estreito de Georgia que separa a Victoria Island do continente e dura aproximadamente 4 horas de navegação. Durante a navegação, precisamos ficar de olhos bem abertos na expectativa de encontrar orcas pelo caminho. São dezenas delas por todos os cantos.

O mapa da navegação.

Encontramos as orcas no caminho.

As orcas não são baleias, são da família dos golfinhos, como possuem um grande porte e são exímios e ferozes predadores, pois se alimentam de peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e até de baleias de maior porte, receberam a fama de “baleias assassinas”.

Alguns barcos menores se aproximam bastante dos animais.

Além das orcas, a navegação nos permite observar outros animais. Vimos focas e cormorões e é sempre uma grande emoção quando encontramos as águias carecas, e isso aconteceu mais uma vez.

Focas

Cormorões

Aportamos em Victoria às 12:30h e já na chegada a cidade se mostra encantadora. O colorido da comunidade Fisherman’s Wharf dá as boas vindas a essa cidadezinha charmosa da costa do Canadá.

O Fisherman’s Wharf de Victoria

Victoria fica na Ilha de Vancouver, é a capital da Província da Columbia Britânica desde 1871, foi fundada na primeira metade do século XIX e cresceu bastante naquele período, como um importante entreposto comercial e ponto de passagem para a corrida do ouro do Alasca. Depois foi superada por Vancouver, mas continuou com o status de capital da Província.

Chegando a Victoria.

O passeio previa 2 horas e meia em terra. É muito pouco tempo para as atrações que têm por lá. A logística do transfer para os Butchart Gardens implicava em que tínhamos que optar por 2 horas em Victoria e meia hora nos jardins ou ao contrário, optamos por ficar mais tempo em Victoria. Foi muito bom, mas quando chegamos aos jardins não houve tempo suficiente para desfrutar da beleza do lugar.

Victoria.

A cidade é tão linda, calma e agradável, que na volta a gente fica com a sensação de que deveríamos ter dormido pelo menos uma noite por lá. O correto é passar pelo menos um dia inteiro em Victoria. Você pode aproveitar os jardins pela manhã e a tarde e noite na cidade.

Victoria.

Paramos para comer um hot dog especial e seguimos passeando pelas ruas de Victoria. Fomos até o bairro de ChinaTown. Os chineses chegaram aí desde o século XIX, e ajudaram a construir a cidade. Victoria, como toda a costa leste do Canadá teve uma forte influência da cultura chinesa.

ChinaTown de Victoria.

Um dos ícones de Victoria é o Hotel Fairmont Empress Plaza, na frente do porto onde chegam os barcos que vêm de Vancouver. O Empress Plaza foi construído em 1908 e é uma das grandes atrações da cidade. Fica em frente ao Inner Harbour, o porto onde atracamos, possui uma decoração exuberante, com belos jardins nos seus entornos.

O Hotel Fairmont Empress Plaza

Pegamos o Shuttle Bus em frente ao Empress Plaza e seguimos para os Butchart Gardens, um belo conjunto de jardins que começaram a ser cultivados em 1904, por Jennie Butchart, esposa de um industrial que se instalou na região para produzir cimento.

Os Butchart Gardens

A Sra. Butchart expandiu os jardins nas áreas degradadas pela mina de calcário que fornecia matéria prima para a fábrica de cimentos. Conseguiu construir uma verdadeira obra de arte viva, que atrai milhares de visitantes todos os anos. A atração é imperdível.

Os Butchart Gardens

Faltou tempo para os jardins. Vimos tudo muito rapidamente e mesmo assim não conseguimos passar por todas as áreas de visitação.

Pegamos o catamarã de volta para Vancouver.

Ao final da visita aos Butchart Gardens, embarcamos de volta para Vancouver. A chegada à cidade é maravilhosa. O Sky Line de Vancouver fechou o passeio com chave de ouro.

O Sky Line de Vancouver

Pertinho do porto encontramos um tesouro. Tivemos um fim-de tarde excelente no Restaurante Cardero’s, na beira da Marina de Vancouver, onde jantamos e voltamos a pé para o hotel.

O Cardero’s de Vancouver

Victoria.

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GROUSE MOUNTAIN, TRILHA E ESQUI DENTRO DE VANCOUVER

29 de agosto de 2017

No segundo dia em Vancouver, seguimos a pé até o Canada Place, um edifício criado para sediar a Feira Mundial de 1986 e que se tornou um marco para a cidade, um grande complexo formado por Centro de Convenções, hotel e lojas. Fica ao lado do porto e é daí que saem muitos dos ferry-boats para as ilhas próximas à costa do Canadá.

Canadá Place

É de lá que saem também, os shuttle bus até a Grouse Mountain, localizada em North Vancouver, a 15 minutos de carro do centro de Vancouver, e que é uma das principais atrações de lazer para visitantes e locais. No verão a Grouse Mountain é um grande parque para trilhas e contemplação da natureza ao ar livre.

A Grouse Mountain

Quem quer trilhas leves, sobe a montanha numa gôndola que leva ao topo e lá de cima, faz as pequenas trilhas. A gôndola vai até um primeiro estágio no alto da montanhas, de onde se tem belas vistas de Vancouver, mas existe a opção de seguir adiante em lifts de esqui, que levam até o topo da montanha.

A Grouse Mountain

No inverno, toda a montanha se transforma numa estação de esqui urbana e os cidadãos de Vancouver se divertem.

A Grouse Mountain

Lá no alto da Grouse Mountain existem várias atrações, shows e espetáculos pitorescos com lenhadores e aves. O local é ambientado por grandes esculturas feitas em restos de troncos de árvores que foram derrubadas no passado.

Esculturas feitas em troncos de árvores

Existem também um mini-zoológico com animais canadenses. A grande atração fica para os enormes ursos-pardo, que ficam confinados em pequenos espaços. Não tem a mesma emoção de vê-los soltos na natureza, como fizemos no Alasca.

O enorme urso-pardo da Grouse Mountain

Uma outra opção é subir ao Eye of The Wind, um cata-vento gigantesco que tem um mirante no topo, com uma excelente vista do complexo.

O mirante do Eye of The Wind

Descemos da Grouse Mountain e voltamos até o Canadá Place, onde fomos a uma atração espetacular do lugar. O Fly Over Canadá, um simulador de voo que passa pelas principais paisagens, atrativos turísticos, parques nacionais e encantos do país. O brinquedo é de excelente qualidade e vale muito a pena.

O Fly Over Canadá

Seguimos andando até o pitoresco bairro de Gastown, onde fica a Robson Street. É o melhor lugar para conhecer um pouco da recente história de Vancouver. Foi aí que a cidade começou a se erguer, no final do século XIX, com um pequeno assentamento de apoio aos poucos barcos que passavam pela costa e faziam a ligação entre a Califórnia e o Alasca. A rua possui hoje, muitas lojas e restaurantes interessantes.

A Robson Street

No meio da Robson Street, na esquina entre as ruas Water e Cambie aparece o Steam Clock, um relógio a vapor construído em 1977, que faz performances com apitos, sons e movimentos a cada 15 minutos É uma das atrações do bairro de Gastown.

A Steam Clock

No final da Robson Street chegamos ao monumento em homenagem a Gassy Jack, o responsável pelo primeiro núcleo urbano de Vancouver, pois montou uma taverna que entretinha os marinheiros e trabalhadores das serrarias, em 1867. Ao redor da taverna surgiu a Gastown, que deu origem a Vancouver.

O monumento em homenagem a Gassy Jack

À noite fomos jantar no excelente restaurante italiano, Italian Kitchen, muito próximo do nosso hotel.

O Steam Clock

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CHEGANDO A VANCOUVER PELO INSIDE PASSAGE

27 de agosto de 2017

No sexto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun tivemos um dia inteiro de navegação pelo Inside Passge, formado por estreitos e canais na costa oeste do Alasca e do Canadá, cercados por montanhas e florestas. São centenas de ilhas pelo caminho da navegação.

Inside Passage

Passamos o dia aproveitando o navio e participando das atividades de lazer. Caminhamos pelo deck aberto, jogamos e ganhamos no bingo, e nos preparamos para o desembarque que seria no dia seguinte em Vancouver. Com alguma frequência íamos até o deck superior para contemplar a paisagem maravilhosa ao redor.

Dra. Marise e Dr. Eduardo Nery

28 de agosto de 2017

Depois de sete dias de cruzeiro, desde Seward, no Alasca, o navio Norwegian Sun aportou em Vancouver. Já na saída, dava para comemorar os belos dias de verão dessa adorável cidade da costa oeste do Canadá. Vancouver é a maior cidade da Província da Columbia Britânica, possui um clima temperado oceânico, com verão quente e úmido e no inverno as temperaturas estão entre as mais agradáveis do país. O frio nunca é excessivo, quando comparado com as cidades centrais e da costa leste.

O Sky Line de Vancouver

Vancouver é uma metrópole cosmopolita, moderna, com excelente qualidade de vida. O Canadá facilita muito a entrada de imigrantes e isso é visível pelas ruas, onde jovens do mundo inteiro circulam com intimidade e desenvoltura.

Vancouver, uma cidade cosmopolita e moderna.

Seguimos direto para o Hotel Carmana Plaza, uma agradável surpresa. Localizado no coração de Vancouver, o Carmana Plaza é um apart-hotel moderno, com suítes amplas e funcionais. A partir daí, dá para conhecer boa parte da cidade, a pé.

Arquitetura arrojada em Vancouver.

Deixamos as malas no hotel e seguimos em frente. Optamos por pegar o sistema de ônibus de turismo Hop on Hop off. É sempre uma excelente opção para ter uma visão panorâmica e receber as primeiras informações locais.

Um passeio panorâmico pela cidade.

Passamos pelo Stanley Park, um dos maiores parques urbanos do mundo e o maior do Canadá, o playground de Vancouver. No verão fica ainda mais bonito, com imensos jardins muito bem cuidados e uma bela vista para a Baía de Vancouver.

Jardins do Stanley Park

A sensação que temos é que todos os cidadãos de Vancouver vão ao parque, para caminhar, pedalar, andar de patins e namorar. O Stanley Park está totalmente integrado ao restante da cidade e torna Vancouver ainda mais bonita.

O Play Ground de Vancouver.

Fizemos uma primeira parada no Capilano Suspension Bridge Park, um grande parque florestal e área de lazer localizado em Noth Vanvouver, um pouco fora da cidade. A Grande fama do lugar está associado à gigantesca ponte suspensa que dá nome ao lugar. Os turistas e visitantes se divertem.

A Capilano Suspension Bridge

Na entrada do Parque existe toda uma infraestrutura de apoio, com bares, lanchonetes e lojas de artesanatos e lembranças locais e um conjunto de totens que completam os seus atrativos. Os totens são símbolos religiosos dos povos indígenas norte-americanos e em especial dessa área do Canadá.

Um dos totens do Parque Capilano.

A ponte suspensa fica sustentada por cabos de aço e balança bastante com a passagem dos visitantes e isso faz parte da diversão. É um dos sus atrativos. Possui 70 metros de altura e se estende por 137 metros. É uma das maiores pontes suspensas do mundo.

A ponte balança bastante

A Cliffwalk é uma ponde de madeira, ferro e vidro que margeia um dos precipícios do Parque e completa os seus atrativos.

A Cliffwalk

Além da ponte, o parque oferece outras atrações, como a prática de arvorismo, no Treetops Adventure, formado por sete pontes suspensas sobre as árvores gigantescas do Parque.

O Treetops Adventure

No meio do Parque uma treinadora exibia os seus falcões e águias e tirava dúvidas dos visitantes sobre os animais.

A treinadora de falcões.

O Capilano fica no meio de uma floresta de árvores centenárias gigantescas.

As árvores gigantes do Capilano Park

Voltamos para Vancouver e seguimos a pé, desde o Canada Place, o centro de visitantes, onde fica o ponto final do Shuttle Bus que vem da Capilano Bridge, até o nosso hotel. A arquitetura arrojada dos edifícios modernos do centro da cidade cria efeitos especiais nos edifícios espelhados.

O porto de cruzeiros de Vancouver

À noite saímos para jantar no Joe Fortes, que fica ao lado do nosso hotel. É um restaurante icônico de Vancouver, cujo cardápio é especializado em frutos do mar. O restaurante homenageia um personagem famoso que viveu em Vancouver no final do século XIX e que teve a sua história sempre ligada ao mar. Joe Fortes foi o primeiro salva-vidas da cidade e instrutor de natação. Já havíamos reservado o restaurante com antecedência. Era um jantar para rever a Mariana Nascimento, uma amiga querida que estava morando em Vancouver. O papo foi uma delícia.

O Restaurante Joe Fortes

Vancouver

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KETCHIKAN, A CAPITAL DO SALMÃO NO ALASCA

26 de agosto de 2017

No quinto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos no centrinho de Ketchikan. A pequena cidade da costa do Alasca fica ainda menor, com os navios gigantes ancorados no seu porto, bem no centro da cidadezinha. Quem sai dos navios já pisa no calçadão do centro, cheio de lojas de artesanato, joalherias, galerias de arte, bares e restaurantes.

Os navios ancoram bem no centro da cidade.

Ketchikan é a última parada da Inside Passage, para os cruzeiros que vêm de Seward no sentido sul, com destino ao Canadá. Nos arredores do porto, uma grande quantidade de barcos de pesca, ferryboats e hidroaviões circulam freneticamente para todos os lados. A cidade que possui pouco mais de 8 mil habitantes, recebe cerca de 12 mil turistas por dia, na temporada dos cruzeiros do Alasca.

Movimento frenético próximo ao porto de Ketchikan

Uma das suas principais atrações é o charmoso distrito de Creek Street, uma antiga área de prostituição cheia de palafitas de madeira, com fachadas coloridas com tons fortes, ligadas por uma passarela de madeira.

Creek Street

Ao lado do portal de entrada da Creek Street ficam vários pescadores amadores ou não, aproveitando a fartura de salmões que existem por aí, sobretudo nessa época do ano. Ketchikan é conhecida como a “Capital do Salmão”, do Alasca.

Creek Street

Creek Street

Ketchikan é famosa também pela grande quantidade de totens que possui, muitos deles no centro da cidade.

Totem em Ketchikan

O navio vende vários tipos de passeios em Ketchikan. Optamos por um que prometia ficar cara a cara com os ursos-negros. Só não sabíamos que seria tão verdadeiro. A aventura começa com um voo de 20 minutos em hidroavião pilotado por um veterano do Alasca.

Pegamos um hidroavião para ver os ursos-negros

O voo é panorâmico e possui uma vista estonteante, o pequeno avião quase toca a copa das árvores, nas encostas das montanhas. Só ele já valeria a pena. Sobrevoamos fiordes e lagos até chegar a uma pequena enseada onde um guia de floresta nos esperava, armado apenas com um spray de pimenta anti-urso. O nosso grupo era pequeno e começamos a seguir a trilha na borda da enseada.

O sobre-voo até o reduto dos ursos-negros.

O primeiro fenômeno que presenciamos foi a enorme quantidade de salmões que sobem os rios para fazer a desova nessa época do ano.

A quantidade de salmões é imensa.

Quando estávamos observando os salmões, o guia chamou a atenção para o primeiro urso que vimos. Estava no alto de uma árvore, a 20 metros da nossa posição, observando salmões e turistas curiosos.

O urso estava nos espiando.

Depois seguimos pela trilha até um descampado onde existe um pequeno observatório para uma das cenas mais desejadas para quem visita o Alasca. Um pequeno rio com corredeiras, cheio de salmões e dezenas de ursos negros pescando nas corredeiras.

Os ursos pescando nas margens do rio.

Gaivotas e águias-carecas ficam nos arredores para aproveitar as carcaças deixadas pelos ursos.

As gaivotas fazem a festa com as carcaças dos salmões.

O urso-negro é um animal grande e feroz. Nessa época do ano, fim do verão, se alimenta sobretudo dos salmões que são abundantes na região. Isso permite um grande acúmulo de gordura que possibilita a hibernação durante o inverno, numa toca, feita em tocos de árvores, ou no chão. Quando acorda, no início da primavera, a fome é intensa e ele come tudo que encontra pela frente, desde pequenos animais, raízes, gramíneas, peixes, etc. Apesar do peso, possui grande habilidade para subir em árvores.

Dezenas de ursos por todos os lados.

Ketchikan

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SKAGWAY, A “CAPITAL” DO OURO DO ALASCA

25 de agosto de 2017

No quarto dia de cruzeiro no navio Norwegian Sun, ancoramos em Skagway, uma cidadezinha na costa do Alasca, na extremidade norte da Inside Passage, que foi o centro da “Corrida do Ouro” nesse estado americano, no século XIX.

Chegando a Skagway

Milhares de aventureiros de todas as partes do mundo chegaram a Skagway a partir de 1896, atraídos pela notícia da descoberta de ouro em grande quantidade nas águas do Rio Yukon, um afluente do Rio Klondike, próximo à fronteira do Alasca com o Canadá. O acesso era difícil. Temperatura extrema, terreno montanhoso com declives íngremes criavam o ambiente de desafios para se chegar à nascente do Rio Yukon.

O alto curso do Rio Yukon

Skagway se transformou numa legitima cidade sem lei do Velho Oeste americano. No centro histórico, as fachadas das casas parecem cenários e ainda lembram essa época da Klondike Gold Rush.

As fachadas das casas no estilo do Velho Oeste.

O Red Onion Saloon é um dos pontos mais pitorescos da cidade. Uma reprodução bem fiel de um antigo saloon da época da “Corrida do Ouro”, que foi inaugurado em 1897 e funcionava também como bordel. Hoje é bar e lanchonete. Os visitantes adoram.

O Red Onion Saloon

Existe um museu do bordel no interior do Red Onion. Os clientes interagem com as garçonetes, que se vestem a caráter, como na época do bordel.

As garçonetes do Red Onion Saloon

Durante a corrida do ouro de Skagway, a cidade chegou a receber cerca de 100 mil aventureiros. Possui hoje, pouco mais de 900 habitantes. Esse número sobe para 2000 no verão e no inverno a fica praticamente abandonada.

A cidade fica abandonada no inverno.

O esforço para viabilizar a exploração do ouro chegou até o White Pass, uma passagem no alto da Cordilheira das Montanhas Rochosas, que viabilizou a construção de uma ferrovia épica por onde os produtos e serviços chegariam e o minério seria escoado. A White Pass Rail Road foi construída entre 1898 e 1900.

Viaduto na White Pass Rail Road

Um dos principais passeios turísticos de Skagway, é seguir de trem até a fronteira com o Canadá, pela White Pass Rail Road, retornando pela Klondike Highway. A ferrovia é estreita e foi considerada um marco da engenharia civil internacional. Dez mil homens e 50 mil toneladas de explosivos foram utilizados na construção, que a princípio era considerada impossível, em função do terreno montanhoso, sinuoso e íngreme, mas que foi construída em tempo recorde de apenas 26 meses.

A difícil ferrovia do White Pass

À medida que a ferrovia vai subindo as montanhas, a paisagem vai se modificando. As florestas são substituídas pela vegetações típicas das regiões sub-polares: tundras, líquens e taigas.

A vegetação na parte mais alta da estrada

Caminhando por Skagway, nos deparamos com um dos fenômenos mais interessantes do Alasca nessa época do ano. Milhões de salmões sobem os rios para dar início ao ciclo de reprodução. O salmão do Pacífico se reproduz apenas uma vez na vida. O esforço que ele faz para subir os rios é tão grande que após a desova, morre de exaustão.

Milhares de salmões agonizando no leito do rio.

O rio que corta a cidade de Skagway estava abarrotado de salmões agonizantes e muitos outros já mortos nas margens, em estado de putrefação. O cheiro de peixe podre atingia as áreas nas proximidades do rio.

Os salmões são tantos que podem ser capturados de mão.

Skagway

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