A TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS

A Travessia dos Lagos Andinos começa em Puerto Montt, a capital oficial da região, no centro sul do Chile. A cidade não tem grandes atrações turísticas. É apenas um ponto de passagem. O Mercado de Peixes é um dos seus destaques. Um local agitado, cheio de cores, aromas e sabores. No próprio mercado existem restaurantes que servem os produtos frescos encontrados aí.

Mercado de peixes de Puerto Montt

Puerto Varas fica a 22 quilômetros dali, na margem sul do Lago Llanquihue. Foi fundada por imigrantes alemães e a arquitetura colonial ainda está presente em algumas das suas casas. O Lago Llanquihue fica emoldurado pelos belíssimos vulcões Osorno e Calbuco, é o terceiro maior lago da América do Sul.

A cidade de Puerto Varas.

A Região dos Lagos Andinos possui uma série de lagos azuis, cercados por florestas, vulcões e montanhas. Rios e corredeiras para todos os lados. A paisagem é encantadora.

Paisagens encantadoras nos Lagos Andinos

O primeiro barco da travessia parte do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, na localidade de Petrohué, nas margens do Lago Todos Los Santos, a 65 quilômetros de Puerto Varas. O Parque Nacional é belíssimo. Florestas, rios, corredeiras e lagos cristalinos compõem a sua paisagem. O maior destaque fica para o “cone” perfeito do Vulcão Osorno, ainda ativo. Além do Osorno, o Parque conta com dois outros vulcões: o Tronador e o Puntiagudo. Existem trilhas e excursões que levam até a base do Osorno.

Os vulcões aparecem nos entornos dos lagos.

O Rio Petrohué surge do transbordamento do Lago Todos Los Santos e desce bravio no conjunto de corredeiras conhecido como Saltos de Petrohué.

Os Saltos do Rio Petrohué.

O Cruzeiro passa por quatro lagos, no meio da Cordilheira dos Andes, dois Parques Nacionais, quatro vulcões, florestas, muitas cachoeiras e contato com vida selvagem. Pode ser feito em um ou dois dias. Depois de algumas horas de navegação o navio chega ao pequeno povoado de Peulla, onde existe um único hotel, que atende, sobretudo aos participantes do Cruzeiro. O hotel proporciona trilhas e outras programações. No inverno, os viajantes praticamente são obrigados a ficar uma noite em Peulla. No verão, é possível almoçar em Peulla e seguir viagem à tarde.

A localidade de Peulla

Saindo de Peulla a viagem continua em um ônibus que sobe as encostas dos Andes até a localidade de Puerto Frias, onde fica a divisa entre o Chile e a Argentina. Após o protocolo de imigração, embarca-se novamente, para atravessar o Lago Frias, o segundo lago do Cruzeiro entre o Chile e a Argentina.

Lagos Andinos

O Lago Frias possui uma cor esverdeada em função dos sedimentos minerais que descem das montanhas. As escarpas da Cordilheira dos Andes ao redor do lago delimita a sua área, que já fica no Parque Nacional de Nahuel Huapi, na Argentina.

Lagos Andinos

Depois de atravessar o Lago Frias, os viajantes pegam um outro ônibus até a localidade de Puerto Blest, um pequeno porto nas margens do Lago  Nahuel Huapi, na Argentina, que leva direto a Bariloche. O Lago Nahuel Huapi tem 550 km2 de área e uma profundidade de até 454 metros.  Toda a região ao redor do lago é formada pelo Parque Nacional de Nahuel Huapi.

Lago Nahuel Huapi.

A travessia termina na localidade de Puerto Pañuelo, em frente ao icônico Hotel Llao  Llao, a 25 quilômetros da cidade de Bariloche. Depois segue-se de ônibus até Bariloche, onde termina a jornada. O cruzeiro também pode ser feito em sentido contrário, de Bariloche para Puerto Varas.

Hotel Llao  Llao

Dicas:

Como chegar:

O ponto de partida para a travessia dos Lagos Andinos é a pequena cidade de Puerto Montt ou Puerto Varas no centro sul do Chile. Para chegar até Puerto Montt, parte-se de Santiago, que é muito bem servida por voos diretos saindo de São Paulo e Rio de Janeiro. De Santiago para Puerto Montt são 1.060 km que podem ser percorridos em 1:40h de voo ou 8:30h de ônibus.

Lagos Andinos

Os brasileiro não precisam de visto nem de certificado de vacinas para entrar no Chile. Não é necessário o passaporte, você pode usar a RG do Brasil. A CNH não é aceita. Caso use o passaporte, ele deve estar válido até a data do retorno.

Lagos Andinos

Quando ir:

A travessia dos Lagos Andinos pode ser feita em qualquer época do ano. As paisagens são diferentes a cada estação, porém sempre encantadoras. No inverno o frio é intenso e pode haver precipitação de neve nos pequenos trechos rodoviários que passam sobre a Cordilheira dos Andes, dificultando a travessia.

Lagos Andinos

Como circular:

A travessia pode ser feita por via terrestre, mas o sucesso maior é o cruzeiro pelos lagos andinos que liga Puerto Varas a Bariloche. A paisagem é encantadora e vale muito a pena.

Cerro Catedral, em Bariloche

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A ROTA ROMÂNTICA DA ALEMANHA

Em alguns circuitos turísticos, os caminhos acabam sendo mais importantes que os destinos. É o que acontece com a “Rota Romântica da Alemanha”, que liga as cidades de Würzburg a Füssen. São 380 km, na região da Baviera, passando por 27 cidades de contos de fadas, com paisagens e vilarejos que justificam o nome do roteiro. São vales, rios, lagos, montanhas, florestas, castelos, palácios, mosteiros e igrejas que testemunham a importância histórica da região.

Nos caminhos da Rota Romântica da Alemanha

Após ter sido intensamente bombardeada e destruída na Segunda Guerra Mundial, no final da década de 40, As cidades da Baviera se uniram e criaram um conteúdo turístico próprio que foi denominado de Rota Romântica. Isso ajudou na reconstrução das cidades e hoje é um dos principais destinos turísticos do país, recebendo cerca de 2 milhões de visitantes por ano.

Cidades charmosas na Rota Romântica

Para quem faz a rota no sentido norte sul, o início é em Würzburg. Tudo que se vê por lá veio da reconstrução do pós-guerra. O resultado é surpreendente pois conseguiu repor a sua áurea romântica. Cercada por grandes parreirais, Würzburg é conhecida pelos excelentes vinhos brancos que produz.

Rotemburgo Ob Der Tauber, a mais romântica de todas.

Rotemburgo Ob Der Tauber fica 65 km a sul de Würzburg. Uma grande muralha cerca toda a estrutura da cidade medieval. O acesso se dá a partir dos grandes portões que levam à parte interna. Cortada pelo Rio Tauber, é uma das mais lindas cidades medievais do mundo. Por suas ruelas existem dezenas de lojinhas com venda de artesanatos, brinquedos, objetos e lembranças diversas, além de produtos de decoração para o natal, uma característica da Baviera.

As lojinhas de Rotemburgo Ob Der Tauber são um charme.

Augsburg fica 180 km a sul e é a maior cidade da Rota Romântica, com 250 mil habitantes. Entre as duas aparecem outras igualmente charmosas, como: Donauworth que foi totalmente restaurada, Nordlingen que ainda preserva as muralhas dos séculos XIV e XV, Weikersheim com as suas ruas aconchegantes, Landsberg Am Lech, Cidade medieval, cuja origem data de 1.160, quando foi erguido o castelo ao lado do rio Lech.

Vaca leiteira na Rota Romântica

Na pequena cidadezinha de Schongau, os campos da Baviera e seu relevo ondulado fica ainda mais romântico com as fazendas de gado leiteiro da região. Ettal com a sua abadia beneditina gigante é impressionante e Garmisch-Partenkirchen é o balneário mais conhecido dos Alpes Bávaros. Conta com uma excelente infraestrutura para a prática de esportes de montanha.

A abadia beneditina de Ettal

A chegada a Füssen é a consagração de um roteiro maravilhoso por uma estrada panorâmica inesquecível. É a última cidade a sul da rota, a parada final da Rota Romântica.

Rota Romântica da Alemanha

Em Füssen, na aldeia de Schwangau, ficam dois dos mais importantes cartões postais da Alemanha: Os castelos de Hohenschwangau e o de Neuschwastein.

O Castelo de Hohenschwangau

Hohenschwangau foi construído na primeira metade do século XIX. Hoje é um museu que preserva o acervo da família.

Paisagem bucólica de Füssen

O Castelo de Neuschwastein fica na colina ao lado. É o mais importante cartão postal da Alemanha, recebe 1,3 milhões de visitantes por ano e inspirou Walt Disney na construção do Castelo da Cinderela um dos símbolos maiores da Disney World.

O Castelo de Neuschwastein

Dicas:

Como chegar:

Para quem quer fazer todo o percurso da Rota Romântica, o ideal é sair de Würzburg e fazer a rota no sentido norte-sul, ou de Füssen e seguir no sentido sul-norte. O principal aeroporto mais próximo de  Würzburg é o de Frankfurt, de Füssen, a opção deve ser pelo aeroporto de Munique. Existem vários voos do Brasil, de diferentes companhias que seguem direto para Frankfurt, além de opções com escala para Munique.

Munique

Não precisa de visto nem de certificado de vacinas para quem vai a Alemanha, mas o passaporte precisa ter validade mínima de seis meses da data de retorno da viagem. Na checagem da imigração, às vezes é necessário apresentar passagem de volta, comprovante de recursos financeiros e seguro de saúde.

Oktober Fest em Munique

Quando ir:

A Alemanha possui clima temperado continental, com verões quentes e invernos bastante frios, pode ser visitada em qualquer época do ano, mas é preciso estar preparado para o rigor do inverno se esta for a escolha. Dirigir no inverno pode ser mais complicado se ocorrerem grandes nevascas. Um atrativo desse período são os Mercados de Natal, que na Rota Romântica têm um charme especial.

Paisagem da Rota Romântica no outono.

Como circular:

Existem várias maneiras para percorrer o caminho, a melhor alternativa é alugando um carro, pois as estradas alemãs são excelentes e a paisagem convida a paradas inesperadas.

A Rota Romântica da Alemanha

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A RESERVA MASAI MARA NO QUÊNIA

No século XIX, quando as fronteiras da África foram divididas por interesses coloniais europeu, o Quênia passou à condição de colônia britânica. As duas maiores cidades do país são Nairobi e Mombassa.

Quênia e Tanzânia, no coração da África

Nairobi é uma típica metrópole africana, com mais de 3 milhões de habitantes e grandes  contrastes. No centro financeiro, torres modernas espelhadas, podem lembrar as grandes cidades das Américas. Na periferia a favela de Kibera é uma das maiores do mundo e expõe os problemas sociais do continente.

Edifícios modernos em Nairobi

A Reserva Masai Mara fica 300 quilômetros a sul de Nairobi. São três horas de carro. Nos acampamentos da Reserva, as barracas parecem quartos de hotel. A tenda é ampla, com duas camas de casal e um bom banheiro, hospeda até quatro pessoas confortavelmente, mas as paredes são de lona tensionada.

Os lodges são luxuosos e confortáveis.

Normalmente, nesses acampamentos, são feitos dois safaris fotográficos por dia. Um, que sai pela manhã bem cedo e o outro no final da tarde. O objetivo é encontrar os animais nas horas menos quentes do dia, quando os predadores saem para caçar e as chances de presenciar boas “cenas”, são maiores.

Carros de safari à espera de uma boa cena.

Toda a região é formada por uma imensa área plana, com vegetação de savana, o maior dos ecossistemas africanos. É aí que vivem a maioria dos grandes animais da África. A abundância de alimento atrai manadas de herbívoros, como antílopes, zebras, girafas, elefantes, rinocerontes, dentre outros. Os herbívoros são a base alimentar dos predadores, como leões, guepardos, leopardos, hienas, crocodilos, etc.

As savanas são cheias de vida.

A Grande Migração dos animais é um fenômeno contínuo entre o Quênia e a Tanzânia, que estão em hemisférios opostos. Os animais migram em busca das pastagens verdes dos períodos chuvosos, por isso milhões de gnus e zebras estão o ano inteiro passando do Quênia para a Tanzânia e vice-versa.

Gnus e zebras pastam juntos na savana.

O farto capim das savanas alimenta manadas gigantescas de antílopes de todos os tipos e tamanhos. Esses animais são caçados pelos predadores.

Antílopes

O Rio Mara é a principal artéria fluvial dessa região, é infestado de crocodilos e hipopótamos. As manadas que fazem a “Grande Migração”, precisam cruzar o rio e são prezas fáceis para os crocodilos. Alguns dos que conseguem atravessar são caçados pelos predadores que ficam circulando nos entornos do rio.

A travessia do Rio Mara

Na subida das barrancas do rio, alguns se ferem, quebram pernas e se tornam presas fáceis. Os que conseguem passar ilesos, terão o prazer de comemorar a vitória ao conquistar as excelentes pastagens da Reserva Masai Mara.

O predador aguarda do outro lado do rio.

Muitos conseguem passar ilesos.

Os Masai são altos e magros, formam um grupo nômade de guerreiros destemidos dessa região dos planaltos africanos. Vivem entre o Quênia e a Tanzânia e é o único povo que pode circular livremente entre os dois países, sem restrições.

Os guerreiros Masai.

São criadores de gado e famosos como caçadores de leões. Cuidam dos rebanhos com esmero e aproveitam tudo que o gado pode fornecer, o leite, a carne, o couro e até o sangue.

Os Masai são criadores de gado.

A importância de um Masai na sua comunidade e a sua classe social está relacionada com a quantidade de vacas que possui. Eles acreditam que todas as vacas do Mundo lhes pertencem.

Jovem Masai com bebê.

Dicas:

Como chegar:

Para chegar à Reserva Masai Mara, no Quênia, comece a viagem por Nairobi. A forma mais fácil é fazendo uma conexão em Joanesburgo, na África do Sul. A partir de Nairobi, você chega à Reserva Masai com as opções oferecidas pelas operadoras de turismo. Um transfer de carro por 300 km, percorridos em 4 horas desde Nairobi, por uma estrada razoável, ou com voos de 45 minutos em pequenos aviões.

O acesso à reserva pode ser feito em pequenos aviões.

Os brasileiros precisam de visto para entrar no Quênia, que pode ser obtido no aeroporto, na chegada. Basta preencher um documento de imigração e pagar a taxa de U$50,00 para o visto. O passaporte deve estar válido por mais de 6 meses da data do retorno. É obrigatório o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela.

Café-da-manhã na savana.

Como circular:

Os programas de Safari na Reserva Masai Mara precisam ser feitos nos carros especializados oferecidos pelos hotéis ou pelas operadoras de turismo local.

Safari fotográfico.

Quando ir:

O clima no Quênia é tropical de altitude, a Reserva Masai Mara fica próxima à Linha do Equador. O calor equatorial é amenizado pela altitude do planalto e não existem grandes diferenças entre as estações do ano, portanto pode ser visitada em qualquer época. O fenômeno da travessia dos gnus no Rio Mara acontece na primeira quinzena de agosto.

A travessia do Rio Mara no Quênia.

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O ESPERADO ENCONTRO COM A SERRA DO RIO DO RASTRO

29 de julho de 2018

Nessa viagem que planejamos para Santa Catarina, hoje, seria o dia de maior expectativa. Deixamos para o fim, a descida da Serra do Rio do Rastro, o motivo principal do roteiro. Começamos a viagem por Urubici, onde visitamos a Serra do Corvo Branco e finalizamos com a Serra do Rio do Rastro, próximo á cidade de Bom Jardim da Serra.

A Serra do Corvo Branco

De Urubici para Bom Jardim da Serra são aproximadamente 75 km, que percorremos em duas horas de uma estrada linda e sinuosa, cercada por fazendas charmosas, hotéis de campo e florestas de araucária. Começamos a viagem pela SC-110 e depois pegamos a SC-390 em direção ao litoral. Demos muita sorte no início da viagem, pois o dia estava magnífico, com uma luz excelente para fotografias e era o que queríamos encontrar quando chegássemos ao mirante da Serra do Rio do Rastro.

A floresta de araucária

Fizemos uma única parada na estrada para observar e fotografar uma bela cascata que emoldurava a viagem e era parada obrigatória para os viajantes que seguiam em direção à Serra do Rio do Rastro.

A estrada revela belas surpresas.

Fazer essa estrada estava no meu calendário de viajante. As imagens que já tinha visto em revistas de turismo, eram impressionantes. A Serra é cortada pela rodovia SC-390, que nesse trecho, desce sinuosa, serpenteando pelo paredão rochoso que liga a Serra Geral às planícies do litoral, realizando um desnível de 1.421 metros de altura.

A estrada da Serra do Rio do Rastro

Na parte alta da estrada existe um mirante, com uma boa infraestrutura de restaurantes, banheiros, lojas de lembranças do lugar, etc. Centenas de carros, caminhões, bicicletas e motos ficam estacionadas aí, para que todos possam observar as curvas sinuosas da descida.

Muitas bikes no mirante do alto da Serra.

Como o dia estava lindo, estávamos esperançosos de ter uma vista privilegiada. A grande surpresa aconteceu, quando chegamos na borda do mirante. As nuvens estavam abaixo do mirante e escondiam toda a visão da estrada.

Do alto do mirante não conseguimos ver a estrada.

A descida da Serra do Rio do Rastro possui dezenas de curvas fechadas e é preciso dirigir bem devagar. Nas margens da estrada, a floresta imponente mistura resíduos de Mata Atlântica com Mata de Araucária. Quando começamos a descida, o tempo foi melhorando e tivemos algumas chances para belas fotos.

Conseguimos fotografar pequenos trechos da estrada.

Na parte baixa da estrada, seguimos por um longo caminho passando por Lauro Muller e Tubarão, a região do carvão de Santa Catarina, até chegar ao litoral. Foram 305 km que fizemos em sete horas de viagem até o aeroporto de Florianópolis. Voltamos para Salvador via São Paulo. Chegou ao fim, mais uma aventura planejada pela Via Alegria. http://www.viaalegria.com.br.

Boas estradas em Santa Catarina.

A Serra do Rio do Rastro

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A CASCATA DO AVENCAL E A CIDADE DE SÃO JOAQUIM, EM SANTA CATARINA

28 de julho de 2018

Estávamos em Uribici, em Santa Catarina e o nosso destino principal do dia era a cidade de São Joaquim. Antes de pegar a estrada, a SC-110, que liga as duas cidades, passamos na bela Igreja Matriz de Urubici para fazer algumas fotos. A igreja foi inaugurada em 1973 e é uma das maiores do estado de Santa Catarina. Possui alguns traços de arquitetura gótica.

Igreja Matriz de Urubici

A SC-110 é uma estrada linda, no alto da serra, possui alguns trechos sinuosos e liga as duas cidades por uma distância de 61 km. Fizemos uma parada numa das principais atrações dos arredores de Urubici, o Parque da Cascata do Avencal, que fica a 10 km de Urubici, pela mesma estrada.

Cascata do Avencal

A Cascata do Avencal é uma queda d’água com mais de 100 metros de altura. Para visitá-la, entramos numa propriedade particular que explora a atração. A cascata pode ser vista de duas “fazendas” diferentes, uma de cada lado da atração.

O Parque Cascata do Avencal possui uma boa infraestrutura.

No Parque Cascata do Avencal existem dois mirantes de onde se pode observar a queda d’água. Existe também uma tirolesa e várias outras atrações que animam os visitantes.

Mirantes e tirolesas animam o parque.

Seguimos adiante para a Cidade de São Joaquim. A estrada é cheia de florestas de araucária. No passado, as araucárias dominavam toda a paisagem, porém a madeira excelente para a construção civil e para a indústria moveleira incentivaram os imigrantes a derrubar a floresta. Hoje, ameaçada de extinção, as araucárias sobrevivem arduamente.

A floresta de araucária

A Araucária, ou Pinheiro do Paraná, pode chegar a 50m de altura e o seu tronco pode ter um diâmetro de até 2,5m. Existem araucárias macho e fêmea e a sua reprodução é complexa o que dificulta o reflorestamento na região com árvores nativas. A sua reprodução é ajudada por animais nativos, como os esquilos e a gralha azul, uma ave típica do sul do Brasil, que enterra os pinhões permitindo que a árvore se desenvolva.

O Pinheiro do Paraná

São Joaquim possui a fama de ser a cidade mais fria do Brasil, está a 1.360 metros de altitude, possui uma população de aproximadamente 25 mil habitantes. Durante o inverno, é comum a ocorrência de geadas e neve, nos arredores.

O pórtico de entrada da cidade de São Joaquim

Quando chegamos na cidade, descobrimos por uma rádio local, que estava acontecendo uma cavalgada. A Cavalgada da Nevasca é um evento marcante para São Joaquim e reúne milhares de cavaleiros e amazonas. A de 2018 foi a 11ª edição do evento e fomos presenteados pela coincidência.

A Cavalgada da Nevasca

São Joaquim, com o seu clima temperado de altitude, é famosa também pela presença das vinícolas e foi por isso que fomos até lá. Planejamos conhecer a Vinícola Villa Francioni, a maior da região.

A bela Vinícola Villa Francioni

A Vila Francioni foi também a primeira vinícola implantada na região de São Joaquim. O projeto arquitetônico das instalações, toma partido do terreno inclinado e uma boa parte do processo de produção, se beneficia desse desnível do terreno.

Detalhe das instalações da Vinícola Villa Francioni

Fizemos um tour guiado, com degustação de alguns dos principais vinhos da vinícola. O mais conhecido é o Joaquim, o primeiro que foi produzido e até hoje um dos mais conhecidos de Santa Catarina.

O Joaquim é um dos vinhos mais conhecidos da região.

O “carro chefe” da Villa Francioni é o Dilor, que leva o nome do fundador da vinícola. No final do tour, somos convidados para uma degustação e a passar na loja para levar alguns vinhos para casa. Claro que fizemos isso.

Degustação na Villa Francioni.

Depois do tour e degustação, voltamos para o hotel e à noite fomos jantar no bom Restaurante Sêmola, cujo “chef” é um italiano, que possui um restaurante no verão do Morro de São Paulo, na Bahia, o Restaurante Basílico e no inverno em Urubici.

A degustação no final do tour é um ponto alto do programa.

 

 

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CASCATA VÉU DE NOIVA E MORRO DO CAMPESTRE, EM URUBICI

27 de julho de 2018

Estávamos em Urubici, em Santa Catarina. Saímos da Serra do Corvo Branco e voltamos pela rodovia SC-370 até o desvio que dá acesso ao Morro da Igreja, a maior atração da região. O Morro da Igreja, a 1822 metros de altitude, é o ponto mais alto da Região Sul do Brasil e se tornou famoso por apresentar as temperaturas mais baixas do país. Em 1996, chegou a registrar -17,8 graus centígrados, com sensação térmica de -46 graus, em função dos fortes ventos frios que acontecem lá em cima.

Vista do alto do Morro da Igreja

A estação meteorológica do Morro da Igreja é uma das mais importantes do país. Aí foi implantado o primeiro radar meteorológico do país e uma estação de monitoramento do espaço aéreo brasileiro, controlado pela Aeronáutica, o Cindacta II.

Morro da Igreja

Lá em cima existe uma vista incrível da Serra Catarinense e dá para ver a Pedra Furada, uma das maiores atrações da região. O acesso ao Morro da Igreja é controlado pelo Exército Brasileiro e é necessário uma autorização prévia para a visita. Essa autorização é retirada em Urubici, na sede do ICMBio. Não conseguimos chegar até o Morro, pois o acesso estava fechado para manutenção na rodovia.

Acesso ao Morro da Igreja

Paramos para tomar um chocolate em uma loja na beira da estrada.

Paramos para tomar um chocolate.

Na estrada de acesso ao Morro da Igreja, paramos para mais uma atração da região, a Cascata Véu de Noiva, com 62 metros de queda d’água escorrendo por um paredão de pedra basáltica. Na fazenda onde fica a Cascata Véu de Noiva existe uma infraestrutura particular para receber os visitantes. Almoçamos por aí, num restaurante, muito ruim.

Cascata Véu de Noiva

Voltamos até Urubici e seguimos para o outro lado da cidade, até o Morro do Campestre, ou Morro da Cruz, que fica numa fazenda da região, com uma formação rochosa especial, a 1.380 metros de altitude e a apenas 8 km de Urubici.

O Morro do Campestre

Existe uma estrada estreita, de barro, que leva os visitantes até a base da rocha, onde temos que deixar os carros, num pequeno estacionamento e daí seguir a pé. A vista lá do alto é incrível e vale muito a pena a visita. Dá para ver uma parte do Vale do Rio Canoas.

O Morro do Campestre

O Vale do Rio Canoas

Quando voltamos do Morro do Campestre, seguimos até o Mirante do Belvedere Urubici ou Mirante do Avencal, na estrada que segue em direção a São Joaquim, localizado a 1.175 metros de altitude e a 3 km da cidade. Lá do alto do mirante, dá para ver toda a cidade de Urubici.

A cidade de Urubici a partir do Mirante do Avencal

A cidade é estreita e alongada, fica no Vale do Rio Canoas, é pequena, possui pouco mais de 10 mil habitantes. A sua economia está voltada para a produção de hortifrutigranjeiros e para o turismo, que é cada dia mais forte na região. É nos arredores de Urubici que estão as maiores atrações da Serra Catarinense.

Igreja Matriz de Urubici

À noite fomos para o Restaurante Tempero da Montanha, localizado na zona rural de Urubici, na estrada que segue em direção a São Joaquim. No caminho para o restaurante, fiquei um pouco tenso, pois estávamos dirigindo à noite, numa estrada que não conhecíamos e a orientação para chegar ao restaurante era precária. Quando chegamos ao destino, porém, conseguimos relaxar e tivemos uma experiência incrível. As proprietárias do restaurante são Liria e Caciana, que adaptaram a sua casa, num sítio, para o salão e cozinha do restaurante. O lugar é super charmoso, aconchegante, com uma bela trilha sonora acompanhando um jantar inesquecível.

Restaurante Tempero da Montanha

Morro do Campestre

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A SERRA DO CORVO BRANCO

27 de julho de 2018

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural, onde estávamos hospedados em Urubici, fica na estrada que leva à Serra do Corvo Branco, uma das atrações principais que planejamos visitar nessa viagem a Santa Catarina. Saímos do hotel e pegamos a direção da Serra. No caminho, paramos para visitar a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, uma atração importante da região da Serra Catarinense.

A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

A gruta é um local de peregrinação religiosa, fica a 10 km do centro de Urubici, na localidade de Santa Terezinha, numa área de vegetação natural cercada de paredões rochosos e com uma pequena cascata com mais de 10 metros de altura, que cria um ambiente mágico para o sítio.

A localidade de Santa Terezinha onde fica o acesso para a Gruta

Na gruta existe um altar e uma pequena estrutura para missas e orações. Dezenas de imagens, fotos e agradecimentos foram sendo colocadas ali pelos fiéis que visitam a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. A primeira imagem a ocupar esse espaço foi a da Santa, colocada ali em 1944.

A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

A imagem de Nossa Senhora de Lourdes

Saímos da Gruta e fomos adiante para a Serra do Corvo Branco. São 27 km pela rodovia SC-370, a partir de Urubici até a tomada da Serra pela parte de cima. O fluxo de veículos é pequeno, porque a estrada está parcialmente destruída e é utilizada basicamente por turistas. Essa foi a primeira estrada a ligar a região serrana ao litoral, porém hoje não é mais utilizada pelo fluxo normal de veículos.

Chegamos no alto da serra e decidimos descer.

O nome Serra do Corvo Branco se deve à presença na região dos urubus-rei, uma ave de plumagem branca com alguns detalhes coloridos, hoje, muito difícil de se ver e que, foi confundida no passado, com corvos. Já na chegada da parte mais alta da tomada da serra, os carros costumam parar para admirar a grande fenda que existe na rocha, por onde passa a estrada. Muitos visitantes param o carro na parte de cima e descem a pé os 300 metros que passam por dentro da “garganta”.

A fenda que leva à Serra do Corvo Branco.

A “garganta” é uma imensa fenda, com 90 metros de altura, por onde a estrada passa. É considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil. Na parte de baixo da fenda existe um pequeno mirante, onde alguns carros param para fotografar a serra e muitos retornam daí, não se aventurando com a descida, pelas condições ruins da estrada.

O pequeno mirante no alto da serra.

Não foi o nosso caso. Descemos a serra, com uma pista estreita, com curvas muito acentuadas e parcialmente destruída. É necessário seguir bem devagar e com a máxima atenção. O fato de não estar chovendo naqueles dias ajudou bastante, pois é comum haver queda de barreiras na estrada da serra.

A estrada da Serra do Corvo Branco

A estrada da Serra do Corvo Branco já foi considerada a mais perigosa do Brasil, mas hoje o movimento de veículos é muito pequeno. Quando chegamos na parte de baixo da descida, descemos do carro e pudemos admirar a paisagem e a imensidão da serra majestosa.

A estrada é perigosa e precisa ser percorrida bem devagar.

Fizemos a volta e subimos novamente a serra. Quando passamos pela fenda pudemos observar um dos fenômenos do Aquífero Guarani, o maior reservatório de água subterrânea do planeta, pois passamos por dentro dele. Do lado direito de quem sobe pela fenda, o paredão da rocha está sempre úmido, pois a água do aquífero fica permanentemente minando. O aquífero está sobre uma base rochosa com inclinação geral no sentido leste-oeste e por isso mina apenas de um lado.

O corte do Aquífero Guarani

Compramos queijos e salames numa barraquinha que fica ao lado do mirante da serra e nos despedimos dessa maravilha da natureza.

A Serra do Corvo Branco

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CHEGANDO A URUBICI EM SANTA CATARINA

26 julho de 2018

A Serra Catarinense era um dos destinos que tínhamos planejado conhecer há algum tempo. A imagem da estrada espetacular da Serra do Rio do Rastro, nunca deixou de me acompanhar, por isso tomamos a decisão de fazer essa viagem para comemorar uma data especial, o aniversário de casamento.

Conhecer a Serra do Rio do Rastro era um sonho antigo.

Escolhemos a cidade de Urubici, na Serra de Santa Catarina, como ponto de pousada. Pegamos um voo de Salvador para Florianópolis com escala em São Paulo. Ainda no aeroporto, retiramos um carro na Movida. Um excelente e novo Renaut Kicks e rapidamente saímos da cidade, pois o objetivo era começar a subir a serra para evitar viajar à noite.

O nosso destino estava lá em cima.

Foram 173 km de Florianópolis até Urubici, pela rodovia BR 282, que fizemos em aproximadamente 3 horas. A estrada é excelente, mas bastante sinuosa. A maior parte da estrada não é duplicada, mas é muito bem sinalizada. Após a cidade de Bom Retiro, entramos na rodovia SC 430 e seguimos até Urubici.

Monumento na chegada da cidade de Urubici.

Durante o planejamento da viagem, optamos por ficar em Urubici, apesar de não ser a cidade mais famosa da Serra, pela sua localização central e pela estratégia que montamos. Queríamos conhecer a Serra do Corvo Branco e a Serra do Rio do Rastro. Urubici fica perto da Serra do Corvo Branco, por onde iríamos começar, além disso, a maior parte das atrações da Serra Catarinense ficam mais próximas de Urubici, que de São Joaquim. No planejamento que fizemos, começamos por Urubici, visitaríamos a Serra do Corvo Branco, depois iríamos a São Joaquim e no final desceríamos para o litoral pela Serra do Rio do Rastro.

A estrada da Serra do Corvo Branco

A Serra Catarinense faz parte da Serra Geral, uma das principais unidades geomorfológicas do Brasil, que domina a Região Sul do país e se estende desde o Paraguai até bem próximo do litoral, chegando até o estado do Paraná e em direção ao sul, até o Rio Grande do Sul, entrando em alguns trechos da Argentina e do Uruguai.

Paisagem da Serra Geral

Em Santa Catarina, a Serra Geral tem trechos acidentados, cortados por vales profundos e cânions que recortam a borda do planalto. Em trechos assim é que ficam a Serra do Corvo Branco e a Serra do Rio do Rastro. O planalto é coberto por florestas de araucária e é considerado como uma Reserva Mundial da Biosfera da Mata Atlântica.

As araucárias estão sempre presentes na paisagem da Serra Catarinense.

Subimos a serra e chegamos ao bom Hotel Serra Bela Hospedaria Rural, que fica na periferia da cidade de Urubici, a 3 km da cidade. A cidade é bem pequena, com pouco mais de 10 mil habitantes. Fica no vale do Rio Urubici, a 60 km de São Joaquim, que é a cidade mais conhecida e importante da Serra. A área urbana fica num vale cercado de montanhas. Toda a região do entorno de Urubici é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A cidade de Urubici

O Serra Bela Hospedaria Rural é um hotel de campo charmoso, possui vários apartamentos no estilo cabana, com lareira nos quartos, o que aumenta o aconchego das noites frias de inverno, quando as temperaturas caem muito, às vezes chega a nevar. Como tínhamos chegado tarde no hotel, decidimos jantar por aí, apesar das boas opções de restaurantes que existem na cidade.

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural

O Hotel Serra Bela Hospedaria Rural

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PORTOBELLO ROAD, UM LUGAR DESCOLADO E ANIMADO EM LONDRES

21 de setembro de 2018

Pegamos o metrô, na estação Lancaster Gate, pela manhã, para Portobello Road, o charmoso bairro de Londres que ficou muito famoso depois de servir de set de filmagem para o filme Um Lugar Chamado Notting Hill com a Julia Roberts e Hugh Grant. Portobello Road é um bairro animado, cheio de galerias de arte e artistas de rua. Aos sábados as suas ruas costumam estar lotadas, pois se forma uma grande feira livre no local.

Notting Hill

No filme Um Lugar Chamado Notting Hill, o personagem vivido pelo ator Hugh Grant, trabalha numa livraria que leva o nome do bairro. A livraria virou ponto de peregrinação para os amantes do cinema e fãs dos atores. Hoje, ela mudou de local e de atividade, mas reproduziu a fachada que ficou famosa e continua atraindo turistas. Virou uma loja de lembranças de Londres.

A famosa livraria mudou de lugar e hoje vende lembranças de Londres.

Já há algum tempo a imagem de Londres lembra um pouco Notting Hill, e a visita ao bairro se tornou um programa imperdível. Melhor ainda se acontecer aos sábados, quando uma feira popular se instala na Portobello Road, uma das principais ruas do bairro e que foi bastante explorada no filme. Na feira da Portobello Road tem de tudo.

Portobello Road

Quando saímos do buraco do metrô, o bairro já impressiona pelo colorido das casas e dos conjuntos residenciais. No início aparecem barracas de artesanato, depois vêm roupas, camisetas com frases criativas, frutas, verduras, CD’s, etc. Há todo momento aparecem artistas de rua animando os visitantes, turistas ou não.

As casas coloridas dão o tom em Notting Hill

Depois de andar pelas ruas de Portobello Road, pegamos um metrô para a estação Embarkment, com o objetivo de comprar ingressos para assistir à peça Kirk Boots que estava em cartaz, e começar a nos despedir de Londres. Como tínhamos perdido as malas num voo da Aer Lingus, de Dublin para Londres, dois dias antes, não estávamos animados e acabamos desistindo do teatro.

Vendas de ingressos para os teatros do centro de Londres

Voltamos andando para o hotel observando o movimento da Regent Street e fizemos as compras finais de itens básicos.

Detalhe de porta em Notting Hill

Jantamos no excelente restaurante The Montagu Kitchen, do hotel Hyatt Regent, onde ficam hospedadas as delegações da FIFA quando vêm a Londres. O restaurante estava animado, pois e acontecia a premiação do melhor jogador do mundo em 2018, um evento da FIFA. Na madrugada recebemos a notícia que uma das malas havia chegado ao hotel. Diminuiu o nosso prejuízo, mas a outra ainda não tinha sido localizada e continuamos aguardando. No dia seguinte partiríamos para o Brasil sem a mala.

Finalizando em Londres

22 de setembro de 2018

Seguimos para o Aeroporto Heathrow para embarcar num voo da TAP para o Brasil, com escala em Lisboa. 2 horas e quarenta minutos de Londres para Lisboa, duas horas de conexão em Lisboa e mais 8 horas de Lisboa para Salvador. O aeroporto de Heathrow fica distante do centro de Londres. O táxi custa 85 Libras, algo em torno de R$500,00 para o câmbio daquela época.

Portobello Road

 

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CIRCULANDO PELO CENTRO DE LONDRES

20 de setembro de 2018

Estávamos fazendo um tour a pé pelas principais atrações de Londres. Seguimos andando da Ponte de Westminster até a Trafalgar Square e no caminho havia uma grande manifestação política de rua. Não conseguimos entender exatamente o que significava pois,  o clima estava um pouco tenso. A manifestação era de uma grande comunidade muçulmana, que portava bandeiras e cantava hinos religiosos ou políticos.

Manifestação no centro de Londres

Londres é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo e a mais importante da Europa. É uma cidade de imigrantes. Gente do mundo inteiro, mas sobretudo das ex-colônias inglesas da Ásia e da África. Indianos, paquistaneses, malaios, indonésios e outros povos, hoje, encontram o seu espaço em Londres.

Artista de rua em Londres

A Trafalgar Square é uma área muito agitada, com multidões circulando dia e noite pelos bares, restaurantes e teatros que existem por aí. O centro da praça é um grande ponto de encontro e de manifestações públicas. É o principal ponto de comícios e manifestações públicas da cidade. No meio da praça existe a Coluna de Nelson, com 50m de altura, em homenagem ao Almirante Nelson, o herói inglês da batalha de Trafalgar, contra as tropas de Napoleão.

Detalhe da Trafalgar Square

Na base da coluna de Nelson aparecem os quatro leões de Edwin Landseer, instalados aí no final do século XVIII e que são uma delícia para as fotografias dos turistas na região.

Um dos leões da Trafalgar Square

Nesse dia em especial, havia uma exposição na praça, de obras de arte modernas, que buscavam interagir com o ambiente urbano. Um leão “pink” fazia o maior sucesso.

A exposição interage com o público na Trafalgar Square

Aí na Praça está a National Gallery, um dos mais importantes museus de artes de Londres, com obras de Renoir, Leonardo da Vinci, Velazquez, dentre outros artistas europeus.

Suvenires em Londres

Seguimos na direção da Piccadilly Street uma das mais famosas e a principal rua do West End, o bairro dos teatros londrinos. Piccadilly Circus é o cruzamento entre a Piccaddily Street e a Regent Street. No centro da praça aparece a imagem de Eros, o deus grego do amor e na sua base, uma multidão se reúne diariamente. Uma enorme quantidade de luzes e neons fazem da Piccaddily Circus o centro do West End.

O Eros na Piccadilly Circus

Transversal à Piccadilly Street fica a St Jame’s Street, que ainda conserva traços do século XVIII. A norte da Piccadilly fica o bairro de Mayfair, ainda hoje um dos mais chiques de Londres, com muitas das principais lojas e restaurantes da cidade.

Vendas de ingressos para os teatros do centro de Londres

A Oxford Street, a Regent Street e a New Bond Street são também pontos importantes e onde estão algumas das melhores lojas de Londres. Ficam próximas umas das outras e no mesmo miolo onde aparecem a Piccadilly e a St Jame’s. Seguimos pela Regent Street e na sequência pegamos a Oxford Street e voltamos para o nosso hotel.

Lembranças de Londres

Fomos jantar no Restaurante Locanda, do chef Locatelli. Essa foi a segunda vez que optamos por esse maravilhoso restaurante italiano na cidade. Além da qualidade, ele ficava a 200 metros do nosso hotel.

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