A RESERVA DO PAIVA EM CABO DE SANTO AGOSTINHO

30 de dezembro de 2016

Seguindo viagem pela costa do Nordeste, deixamos Maceió para trás e seguimos para Recife pela estrada que acompanha o litoral, passando por entre canaviais no norte de Alagoas e sul de Pernambuco. Foram aproximadamente 4 horas de viagem, percorrendo 230 quilômetros transitando pela AL 101 e depois pela PE 060. As estradas estão em bom estado, mas são cheias de curvas por causa das ondulações do relevo de morros dessa área próxima ao litoral de Pernambuco.

Deixamos Maceió para trás e seguimos viagem para Recife.

Deixamos Maceió para trás e seguimos viagem para Recife.

As praias dessa região do Nordeste são maravilhosas e por várias vezes ficamos tentados a parar para algumas fotografias. Fizemos isso na região de Maragogi, no norte de Alagoas. Água verde esmeralda e um mar encantador. A localidade possui uma grande infra-estrutura turística, com hotéis, pousadas, restaurantes, etc. Atrai muita gente dos dois estados, mas é nacionalmente conhecida pela presença das piscinas naturais.

A bela praia de Maragogi, no litoral norte de Alagoas.

A bela praia de Maragogi, no litoral norte de Alagoas.

Na realidade o nosso destino era a cidade de Cabo de Santo Agostinho, um pouco antes de Recife, onde ficamos hospedados e passamos o réveillon. Na chegada ao Cabo, paramos para aproveitar a bela paisagem a partir de um mirante sobre o mar.

O belo mirante em Cabo de Santo Agostinho, com Recife ao fundo.

O belo mirante em Cabo de Santo Agostinho, com Recife ao fundo.

Após quatro horas de viagem, chegamos ao nosso destino e ficamos hospedados no excelente Hotel Sheraton da Reserva do Paiva. À noite fomos jantar no bom Restaurante Pobre Juan do Shopping Rio Mar, em Recife.

Sheraton Reserva do Paiva - foto divulgação.

Sheraton Reserva do Paiva – foto divulgação.

 

31 de dezembro de 2016 e 1º de janeiro de 2017

Cabo de Santo Agostinho é uma cidade conurbada a Recife, fica na região metropolitana da capital de Pernambuco, perto de Porto de Galinhas. O Hotel Sheraton fica na Reserva do Paiva, um bairro novo na cidade. O bairro foi planejado, é moderno e possui uma infra-estrutura fantástica. Pistas para caminhada, ciclovias, escola, área comercial anexa e uma condição de moradia espetacular. Foi um projeto conjunto da Construtora Odebrecht com o grupo Brennand de Pernambuco.

O Cabo de Santo Agostinho está ali bem pertinho de Recife.

O Cabo de Santo Agostinho está ali bem pertinho de Recife.

Ali pertinho do Sheraton, fica o Condomínio Vila dos Corais, onde moram Fernanda e André e os meus netos André e Fernando. Para nós, o hotel era um excelente ponto de apoio, mas passávamos os dias no Vila dos Corais, onde existe uma excelente estrutura de lazer.

Área de lazer do Condomínio Vila dos Corais.

Área de lazer do Condomínio Vila dos Corais.

A praia é formada por um grande recife de corais. Quando a maré está vazia formam-se piscinas naturais com água morna e o banho é excelente.

As piscinas naturais da praia na Reserva do Paiva.

As piscinas naturais da praia na Reserva do Paiva.

Quando a maré está cheia, o banho não é recomendado pois a praia é habitat de tubarões. Os avisos sobre a presença de tubarões no mar estão por toda a extensão da areia.

Aviso de tubarões na Praia da Reserva do Paiva.

Aviso de tubarões na Praia da Reserva do Paiva.

Os recifes são interrompidos para uma larga praia aberta e com muitas ondas. Apesar da presença dos tubarões, os surfistas insistem em aproveitar as boas ondas da praia anexa à Reserva do Paiva.

Os surfistas continuam desafiando os tubarões na Reserva do Paiva.

Os surfistas continuam desafiando os tubarões na Reserva do Paiva.

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UM PASSEIO DE LANCHA PELA LAGOA DE MUNDAÚ EM MACEIÓ

29/12

Estávamos em Maceió e nos reunimos com um grupo de amigos que chegaram de Salvador para passar o Réveillon com Bell Marques. Fizemos uma programação conjunta. Antes de sair para um passeio de lancha, decidi tirar umas fotos na Praia de Pajuçara, que fica em frente ao nosso hotel, o Best Western Premier.

A Praia da Pajuçara

A Praia da Pajuçara

A Pajuçara é uma das mais importantes praias de Maceió. É de lá que saem as jangadas para as piscinas naturais. Um passeio imperdível. Quando a maré está baixa, podemos tomar banho com água na cintura. O mar é uma delícia, a água cristalina, cheia de peixes de corais e o local fica bastante animado.

As jangadas vão sair para o mar.

As jangadas vão sair para o mar.

Depois das fotos, seguimos até a marina da Lagoa de Mundaú para pegar uma lancha e fazer o passeio por entre os encantos da lagoa. A lagoa que possui uma área de aproximadamente 25 quilômetros quadrados, na realidade é uma laguna, pois possui contato com o mar através de muitos canais que acabam intercalando a formação de ilhas na beira mar.

A Marina da Lagoa de Mundaú

A Marina da Lagoa de Mundaú

Esse tipo de formação acontece próximo à foz de rios com grande quantidade de sedimentos. Os sedimentos depositados pelo Rio Mundaú, formaram as ilhas, ao longo do tempo geológico e as ilhas formaram a laguna.

A laguna tem canais de saída para o mar.

A laguna tem canais de saída para o mar.

Ao redor das ilhas, um grande manguezal acompanha toda a borda da laguna e faz a festa dos pescadores, pois a biodiversidade é imensa e as possibilidades de peixes, moluscos, crustáceos, etc., são muito grandes.

Os pescadores e o manguezal.

Os pescadores e o manguezal.

Ao todo, são nove ilhas que “fecham” a saída da laguna. A região é uma das grandes atrações turísticas de Maceió. Nas margens próximas à marina, aparece o bairro de Pontal da Barra, onde moram os pescadores e as famosas rendeiras de Maceió.

O bairro de Pontal da Barra

O bairro de Pontal da Barra

Seguimos bordejando a Lagoa de Mundaú, passamos por um dos canais de ligação com o mar e fomos até a Praia do Saco. Quando a maré está baixa é uma praia calma, pois está cercada de recifes, uma das características dessas praias no litoral a sul de Maceió.

A Praia do Saco

A Praia do Saco

Ficamos ali na Praia do Saco, tomando um banho de água morna, por mais de duas horas. Depois seguimos para um outro canal de ligação entre a laguna e o mar, onde aparece mais uma das praias desejadas por aqueles que passeiam pela Lagoa de Mundaú, a Prainha, com barracas que atende ao cliente até dentro d’água.

A Prainha

A Prainha

Passamos a tarde tomando banho de mar e provando as delícias da Prainha. Depois voltamos para Maceió, a tempo de descansar um pouco antes de sair para jantar no bom restaurante Alagoas by Anchaco, localizado no tradicional e reformado Hotel Jatiúca, o mais famoso de Maceió. Um ícone da cidade.

A Lagoa de Mundau

A Lagoa de Mundau

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ATRAVESSANDO O RIO SÃO FRANCISCO EM DIREÇÃO À FOZ

28 de dezembro de 2016

Decidimos seguir de Aracaju para Maceió, pela estrada que bordeja o litoral sul de Alagoas. O objetivo era conhecer a foz do Rio São Francisco, na divisa entre Sergipe e Alagoas. Seguimos 80 quilômetros pela BR 101, em Sergipe, até a SE 335, em direção a Santana de São Francisco, são mais 40 quilômetros até o rio. No caminho, chama a atenção as grandes plantações de coco de Sergipe.

Chegamos a Santana de São Francisco para atravessar o rio.

Chegamos a Santana de São Francisco para atravessar o rio.

A cidadezinha de Santana de São Francisco fica em frente a Penedo. Pegamos uma balsa e atravessamos o rio. Em Penedo chegamos a Alagoas. A cidade de Penedo foi fundada no século XVII. Possui um casario colonial charmoso, com igrejas e casarões dos século 17, 18 e 19. É um dos destinos turísticos do baixo São Francisco.

Atravessando o Rio São Francisco e chegando a Penedo.

Atravessando o Rio São Francisco e chegando a Penedo.

Seguimos de Penedo para Piaçabuçu, que é a cidade mais próxima da foz do Rio São Francisco. É de Piaçabuçu que saem os passeios de barco que levam à foz do rio. Chegamos tarde. Não conseguimos fazer o passeio, tivemos que nos contentar com a paisagem e a vista da foz, a 13 quilômetros de distância.

Piaçabuçu, a cidade mais próxima da Foz do Rio São Francisco.

Piaçabuçu, a cidade mais próxima da Foz do Rio São Francisco.

Passeamos um pouco pelo calçadão nas margens do cais de Piaçabuçu. É daí que saem os grupos para visitar a foz do Rio São Francisco. Vêm muitos turistas para fazer o passeio, sobretudo os passantes da estrada e outros vindos de Maceió. Dezenas de barcos coloridos, ancorados nas margens do rio, formam um belo visual.

Artesanato no calçadão em Piaçabuçu.

Artesanato no calçadão em Piaçabuçu.

A cidade de Piaçabuçu sofre hoje com a regularização da vazão das águas do Rio São Francisco, que surgiram com a construção da Barragem de Sobradinho. Nos períodos de seca mais prolongada, como a de 2016, a Barragem de Sobradinho diminui a vazão e portanto o rio perde a força de expulsão da água do mar. Quando a maré enche, o mar consegue entrar no rio e vai além de Piaçabuçu, deixando a água salobra e trazendo problemas de abastecimento para a cidade.

A Foz do São Francisco vista de longe.

A Foz do São Francisco vista de longe.

Deixamos Piaçabuçu para trás e seguimos para Maceió pela excelente estrada AL 101. São 140 quilômetros por entre plantações de coco e pertinho do mar, que de vez em quando aparece para deixar o trajeto ainda mais bonito.

A estrada para Maceió vai bordejando o litoral.

A estrada para Maceió vai bordejando o litoral.

Perto de Maceió paramos num mirante privativo na beira da estrada, é necessário pagar para ter acesso ao mirante. O Mirante do Gunga possui uma vista privilegiada do litoral de Alagoas, que dá as boas vindas ao estado para quem vem do sul.

A vista do Mirante do Gunga.

A vista do Mirante do Gunga.

Na base do mirante existe uma feirinha de artesanatos onde também se pode comprar alguma lembrança de Alagoas.

Artesanato no Mirante do Gunga

Artesanato no Mirante do Gunga

Chegamos a Maceió e fomos direto para o bom Hotel Best Western Premier, localizado na Praia de Pajuçara, em frente ao mar e a um calçadão maravilhoso. É daí da Pajuçara que saem os passeio de jangada para as piscinas naturais. Todo turista que vai a Maceió precisa fazer esse tour. É excelente. É preciso ficar atento ao movimento das marés, pois as jangadas só realizam o passeio nos momentos da maré baixa.

O Hotel Best Western Premier

O Hotel Best Western Premier

À noite fomos jantar no excelente restaurante Maria Antonieta. Possui um salão grande, muito bem decorado e o cardápio italiano é muito bem preparado.

As jangadas da Pajuçara

As jangadas da Pajuçara

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A ORLA DA PRAIA DE ATALAIA EM ARACAJU

28 de dezembro de 2016

Começamos o segundo dia da nossa “road trip” pelo litoral do Nordeste, com uma deliciosa caminhada na orla de Aracaju, que está muito bem cuidada. Dezenas de pessoas na cidade fazem o mesmo todos os dias. Em frente à Praia de Atalaia existem muitos hotéis. O nosso ficava um pouco distante. Pegamos o carro e fomos para lá. Muito fácil para estacionar.

A Orla da Praia de Atalaia

A Orla da Praia de Atalaia

Aracaju é a menos populosa das capitais nordestinas, com aproximadamente 650 mil habitantes em 2016. A orla impressiona pela beleza e pela quantidade de equipamentos que dispõe. São quilômetros de ciclovias e passeios largos, com muitos espaços de lazer para a família. Espaço infantil, restaurantes, praças para atividades físicas e muito mais.

Espaço infantil na Orla de Aracaju

Espaço infantil na Orla de Aracaju

A Orla fica em frente à Praia de Atalaia e é um dos pontos mais frequentados e fotografados pelos turistas que vão para a cidade. É um grande centro de entretenimento e lazer. A parada principal para a fotografia é em frente ao nome da cidade. Aí também ficam os arcos que foram construídos para marcar a fundação da orla de Atalaia. Os maiores possuem 10 metros de altura.

O marco principal da Orla de Atalaia

O marco principal da Orla de Atalaia

Na Orla da Atalaia existe uma infra-estrutura completa de lazer, com quadras poli-esportivas, campos de futebol, quadras de tênis, pista de skate, paredes de escalada, área para piqueniques, lagos para canoagem e pedalinhos, praça de eventos, centro de artesanato, além de uma sede do Projeto Tamar. Os sergipanos consideram a sua orla como a mais completa do Brasil.

Lagos compõem o paisagismo da orla.

Lagos compõem o paisagismo da orla.

Para o acesso à praia existem grandes passarelas de madeira que levam até a areia. A Praia de Atalaia é extensa e a água é quente. O mar é um pouco escuro, em função da grande quantidade de água doce que deságua aí perto, através do Rio Sergipe.

Extensas passarelas de madeira dão acesso à praia.

Extensas passarelas de madeira dão acesso à praia.

Na caminhada passamos em frente ao Monumento aos Formadores da Nacionalidade, construído para homenagear alguns personagens importantes da história do Brasil. Estão representados aí, Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes), Zumbi dos Palmares, Dom Pedro II, José Bonifácio de Andrade e Silva, Joaquim Nabuco, Princesa Isabel, Duque de Caxias, Barão do Rio Branco, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, entre outros.

Esculturas de bronze de personagens da história do Brasil

Esculturas de bronze de personagens da história do Brasil

Existem outras esculturas na orla. No Espaço de Convivência Cultural, perto da praça dos arcos, aparecem estátuas de bronze de alguns cidadãos importantes para a cultura sergipana, como Tobias Barreto, filósofo e escritor e Horácio Hora, importante pintor do Romantismo brasileiro.

Esculturas em homenagem a cidadãos sergipanos importantes.

Esculturas em homenagem a cidadãos sergipanos importantes.

Depois da caminhada, voltamos ao hotel para o café-da-manhã e em seguida, partimos com destino a Maceió.

A Orla de Aracaju

A Orla de Aracaju

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PARADA NO POVOADO DE BAIXIO, A CAMINHO DE ARACAJU

27 de dezembro de 2016

Escolhemos passar o Reveillon 2016/2017 em Recife. Decidimos fazer uma “Road Trip” pelo litoral do Nordeste saindo de Guarajuba, pela Estrada do Coco, que tem continuação na Linha Verde na Bahia e seguimos para Aracaju. No planejamento inicial, deveríamos passar no caminho, em duas praias “especiais”, antes de chegar a Aracaju.

Uma "Road Trip" no litoral do Nordeste

Uma “Road Trip” no litoral do Nordeste

A partir da Praia do Forte, no quilômetro 54 da BA 099, a estrada deixa de ser conhecida como Estrada do Coco e passa a ser chamada de Linha Verde. A estrada é excelente, bem sinalizada e administrada pelo consórcio CLN.

Estrada do Coco e Linha Verde

Estrada do Coco e Linha Verde

Seguimos pela Linha Verde até o quilômetro 123, onde aparece o acesso para o Povoado de Baixio. Daí são mais 7,5 quilômetros de uma boa estrada asfaltada, até o povoado. Na chegada, uma linha de coqueiros delimita e enfeita o caminho.

A chegada ao Povoado de Baixio.

A chegada ao Povoado de Baixio.

Decidimos entrar no Povoado de Baixio, impactados pelas campanhas publicitárias dos lançamentos imobiliários que estão sendo implantados aí. Belas imagens na propaganda da TV e nas campanhas de out-door. Achávamos que Baixio era um paraíso, com belezas naturais incríveis. A entrada no povoado é a primeira decepção. A sensação que tivemos é de que o povoado é simples e sem charme, sem nenhuma infraestrutura e com uma praia razoável, mas muito inferior a outros destinos da Estrada do Coco, como Guarajuba, Arembepe, Praia do Forte ou Imbassahy.

Igrejinha do Povoado de Baixio

Igrejinha do Povoado de Baixio

As lagoas que existem aí possuem nascentes próprias, são famosas pela cor azul que assumem em determinadas épocas do ano, sobretudo nas épocas chuvosas. Nesse período, porém, estão com um volume menor de água e ficam barrentas e com forte cheiro do manguezal. Não possuem a beleza que vimos nas propagandas da TV.

A praia de Baixio.

A praia de Baixio.

Fomos até a praia, que é agitada, mar aberto, com muitas ondas. A água não é cristalina, pois sofre forte influência do Rio Inhambupe que deságua aí perto. O Baixio é uma área de natureza intocada e bucólica, com um povoado bem simples. Não era isso que estávamos procurando. Desistimos de Baixio e seguimos viagem para Aracaju.

A praia de Baixio.

A praia de Baixio.

A Linha Verde segue até o quilômetro 190, na divisa com Sergipe. A partir daí pegamos a SE 100, que segue bordejando o litoral até Aracaju. Chegamos a Aracaju pela praia do Mosqueiro, onde começam as grandes barracas de praia da cidade. Paramos na Barraca Parati, que havia sido recomendada por um amigo.

A péssima Barraca Parati

A péssima Barraca Parati

A Parati é uma barraca de grande porte, mas o serviço estava péssimo. Atendimento ruim e o almoço intragável. Devolvemos o prato que pedimos e seguimos com fome para Quality Hotel de Aracaju. Um bom hotel com uma boa localização. Fica dentro de estacionamento do Shopping Riomar, na Coroa do Meio.

A Praia Parati em Aracaju

A Praia Parati em Aracaju

Saímos á noite para jantar no excelente Restaurante Muratto. Valeu a pena e apagou parcialmente a péssima impressão da Barraca Parati.

A Praia de Baixio

A Praia de Baixio

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UM GIRO COMPLETO POR BUENOS AIRES

Junho de 2004

Pegamos um voo de Bariloche para Buenos Aires. São aproximadamente duas horas de viagem até o Aeroporto Aeroparque, o segundo em importância da cidade e de onde saem e chegam a maioria dos voos para Bariloche. Ficamos três dias em Buenos Aires e aproveitamos para rever as principais atrações da cidade.

Buenos Aires, a terceira maior metrópole da América Latina

Buenos Aires, a terceira maior metrópole da América Latina

Buenos Aires está localizada no Estuário do Rio da Prata. A grande foz que derrama as águas da Bacia Platina, formada a partir de três rios que nascem no Brasil (Paraná, Paraguai e Uruguai). A navegabilidade do Estuário do Prata possibilitou a implantação de um importante porto no local onde está hoje, a cidade de Buenos Aires. É a terceira maior cidade da América Latina, com mais de 13 milhões de habitantes na sua região metropolitana, só fica atrás da Grande São Paulo e da Grande Cidade do México, a Grande Buenos Aires é o maior polo Cultural e Econômico do país.

Avenidas largas em Buenos Aires

Avenidas largas em Buenos Aires

Buenos Aires é uma cidade de avenidas largas e bem planejadas. A maior e mais importante delas é a Avenida Nove de Julho, talvez, a mais larga avenida do mundo. O ponto central é o Obelisco que também serve de referência na cidade, possui 67m de altura. Fica da Praça da República, no cruzamento da Avenida Nove de Julho com a Corrientes, no principal centro financeiro e comercial de Buenos Aires. Nos dias de jogo a seleção argentina, é aqui que os torcedores vêm comemorar.

O Obelisco da Avenida Nove de Julho

O Obelisco da Avenida Nove de Julho

Ainda na Nove de Julho, perto do Obelisco, fica o Teatro Colón (Colombo). Fizemos uma visita guiada pelos bastidores do Teatro Colón, que é considerado um dos mais perfeitos teatros do mundo. É imperdível. Possui uma acústica maravilhosa.

O Teatro Colon.

O Teatro Colón.

A algumas quadras da Nove de Julho fica a Rua Florida. É uma grande rua de pedestres e centro comercial de Buenos Aires. O principal centro de compras de rua da cidade. Existem muitas lojas de couro, calçados etc. No cruzamento da Florida com a Avenida Córdoba está a Galeria Pacífico, o mais charmoso Shopping de Buenos Aires. É uma magnífica construção de três andares construído no final do século XIX, que foi adaptado para Shopping Center. Possui mais de 100 lojas, painéis maravilhosos e se torna uma visita imperdível em Buenos Aires.

Galeria Pacífico.

Galeria Pacífico.

A Praça de Maio é o ponto mais central de Buenos Aires. É aí que acontecem as principais manifestações políticas da cidade, cuja mais famosa é a concentração das “Mães da Praça de Maio”, que reúne as mães de desaparecidos do período da ditadura na Argentina. É comum acontecerem por aí também, as manifestações das famílias de soldados mortos na Guerra das Malvinas.

A Praça de Maio, onde tudo acontece.

A Praça de Maio, onde tudo acontece.

É na Praça de Maio que fica a Casa Rosada, o belo prédio que é sede do governo argentino. É aí que o Presidente trabalha.

A Casa Rosada

A Casa Rosada

Um dos pontos mais pitorescos de Buenos Aires é o bairro de La Boca. Ao lado do antigo porto, o bairro foi ocupado por imigrantes que chegaram à Argentina a partir do final do século XIX.

Fachada colorida em La Boca

Fachada colorida em La Boca

Aí em La Boca fica o Caminito, uma rua antiga, restaurada, formada por casas bastante coloridas e que é um dos catões postais de Buenos Aires. Passear por Caminito é uma obrigação para quem visita Buenos Aires. É comum encontrar casais dançando tango pelo meio de Caminito, em busca de gorjetas. Vale a pena participar.

Caminito

Caminito

É também em La Boca que fica o estádio La Bombonera , do Boca Juniors. Existe uma visita guiada pelo estádio. Brasileiros, apaixonados por futebol e que entendem a força da torcida do Boca, costumam visitar o La Bombonera.

A paixão pelo Boca Juniors está em toda parte.

A paixão pelo Boca Juniors está em toda parte.

A Recoleta é um bairro nobre de Buenos Aires onde estão localizados muitos dos bares e restaurantes transados da cidade. A Praça da Recoleta é um lugar charmoso e excelente para passear. É na Praça que está o Cemitério da Recoleta, uma das principais atrações do bairro.

Detalhe do Cemitério da Recoleta.

Detalhe do Cemitério da Recoleta.

Não se surpreenda, mas o Cemitério da Recoleta é uma visita imperdível. Os mausoléus são impressionantes e testemunham uma época de fartura na Argentina. É no cemitério da Recoleta que fica o túmulo de Evita Peron, um dos mais bonitos do lugar.

Túmulo de Evita Peron

Túmulo de Evita Peron

Ao lado da Recoleta fica o bairro de Palermo, com seus jardins e praças imponentes. Palermo é um bairro lindo, com inúmeros, cafés, restaurantes e discotecas. Um dos destaques do bairro é o Jardim Zoológico de Buenos Aires, uma das atrações da cidade.

O zoológico é uma atração importante de Buenos Aires

O zoológico é uma atração importante de Buenos Aires

O antigo porto de Buenos Aires ficou obsoleto e abandonado a partir da década de 30, em função das suas águas rasas e da construção de um outro porto mais eficiente. Na década de 90 a Argentina e a província de Buenos Aires fizeram um esforço enorme para a recuperação da área, onde antigos armazéns do porto foram transformados em modernos prédios de escritórios, residenciais, restaurantes, etc.

A área recuperada do Puerto Madero.

A área recuperada do Puerto Madero.

Passear pelo Porto Madero e escolher um lugar para sentar, tomar um drink ou jantar por aí é um dos passeios imperdíveis de Buenos Aires.

Puerto Madero.

Puerto Madero.

Domingo pela manhã ou à tarde é dia de passear na Feira de San Telmo. A praça principal do bairro monta um grande feira de antiguidades e se torna uma das atrações de Buenos Aires. Não precisa comprar, mas vale a pena observar. Artistas de rua, dançarinos de tango, estátuas vivas, músicos, estão todos lá em San Telmo, no domingo pela manhã. É o lugar ideal para levar uma lembrança deda cidade.

Antiguidades em San Telmo.

Antiguidades em San Telmo.

Impossível ir a Buenos Aires e resistir à tentação de ir a uma casa de tango. Faz parte das obrigações de qualquer turista. A mais famosa casa de tango de Buenos Aires é o Señor Tango, que apresenta um show meio “hollywoodiano”. É bonito de se ver mas exagera nas performances e fica menos natural. Se quiser algo mais autêntico, opte pelo El Viejo Almacén, no bairro de San Telmo. Apresenta um tango mais autêntico e nostálgico.

Tango nas ruas de La Boca

Tango nas ruas de La Boca

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A CIDADE DE SAN CARLOS DE BARILOCHE

Junho de 2004

Chegamos a Bariloche pelo Cruzeiro dos Lagos Andinos, no Puerto Pañuelo, em frente ao Hotel Llao Llao, no Lago Nehuel Huapi. Não demos sorte com o tempo. Estava muito frio, úmido e chovia com grande frequência. Fomos direto para o bom Hotel Edelweiss, localizado bem no centro da cidade. Uma excelente localização. Ficamos ilhados e isolados dentro do hotel. O tempo estava tão ruim que não conseguimos fazer praticamente nada. Os passeio pelos arredores da cidade estavam inviáveis e alguns haviam sido cancelados.

Bariloche

Bariloche

O nome oficial da cidade de Bariloche é San Carlos de Bariloche. A cidade fica ao lado da Cordilheira dos Andes, na Argentina, pertinho da fronteira com o Chile, de onde viemos. Fica nas margens do Lago Nehuel Huapi e com montanhas e florestas muito próximas. A cidade é um vilarejo “alpino” na beira do lago.

A cidade fica entre o lago e as montanhas.

A cidade fica entre o lago e as montanhas.

Bariloche possui cerca de 130 mil habitantes. Está situada numa região com vegetação de florestas temperadas de um lado da cidade e do outro, porém, o clima se torna mais seco, pois toda a umidade do Oceano Pacífico foi barrada pela Cordilheira. Surge aí um clima semi-árido frio das estepes da Patagônia, com vegetação formada por gramíneas espalhadas.

A cidade também é cercada pelas estepes semi-áridas da Patagônia

A cidade também é cercada pelas estepes semi-áridas da Patagônia

O turismo é a principal atividade econômica de Bariloche. Os brasileiros invadem a cidade, sobretudo no inverno, em busca dos atrativos de montanhas e neve. Esqui e “snowboard” são atrações dos arredores de Bariloche, nos Cerros Catedral e Tronador.

O turismo de neve é uma das principais atrações de Bariloche

O turismo de neve é uma das principais atrações de Bariloche

Existem também dois grandes percursos turísticos, o Circuito Chico e o Circuito Grande, com paradas em vários pontos de onde se têm vistas panorâmicas maravilhosas. Ficamos três dias presos no hotel sem ter a oportunidade de aproveitar as opções de Bariloche.

O Circuito Chico

O Circuito Chico

A tempestade que caiu naquele ano acabou sendo catastrófica para um grupo de turistas brasileiros que estavam por lá. Três turistas brasileiros morreram esmagados por uma árvore gigantesca, que caiu por causa da chuva e dos ventos. Por esse motivo, muitos dos passeio tinham sido cancelados.

Muita neve em Bariloche em 2004

Muita neve em Bariloche em 2004

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ATRAVESSANDO O LAGO NAHUEL HUAPI

Junho de 2004

O Cruzeiro pelos Lagos Andinos, no inverno, praticamente nos obriga a ficar uma noite em Peulla. É o ponto fraco da viagem. Pouca coisa para fazer. Tivemos uma sensação de que estávamos ali apenas para pagar ao hotel e rentabilizar um pouco mais os donos do Cruzeiro. Subimos uma trilha até uma bonita cachoeira e ficamos fazendo fotos do lado de fora do hotel.

Uma pequena trilha em Peulla.

Uma pequena trilha em Peulla.

Depois de uma noite em Peulla, pegamos um ônibus e subimos as encostas dos Andes até a localidade de Puerto Frias, onde fica a divisa entre o Chile e a Argentina. Após o protocolo de imigração, embarcamos novamente, para atravessar o Lago Frias, o segundo lago do Cruzeiro entre o Chile e a Argentina. O tempo estava muito frio e chuvoso, mas não estragava a beleza do lugar. Essa é a região mais chuvosa da Argentina. A Cordilheira dos Andes barra a umidade que vem do Oceano Pacífico e provoca chuva constante por aí. Raros são os dias de céu azul.

Chegando ao Lago Frias

Chegando ao Lago Frias

O Lago Frias é de origem glacial, possui uma cor esverdeada em função dos sedimentos minerais que descem das montanhas. Ao redor do lago as escarpas altas da Cordilheira dos Andes delimita a sua área e dá uma aparência de fiorde. O Lago Frias fica no Parque Nacional de Nahuel Huapi, na Argentina.

O Lago Frias fica entre montanhas escarpadas.

O Lago Frias fica entre montanhas escarpadas.

Depois de atravessar o Lago Frias, entramos num outro ônibus para um curto trajeto até a localidade de Puerto Blest, um pequeno porto na foz do Rio Frias, numa pequena baía já nas margens do Lago Nahuel Huapi, na Argentina, que nos leva direto a Bariloche.

Chegando ao Parque Nacional Nahuel Huapi

Chegando ao Parque Nacional Nahuel Huapi

O Lago Nahuel Huapi tem origem glacial. Em geral, lagos desse tipo são extensos e profundos. O Nahuel Huapi tem 550 km2 de área e uma profundidade de até 454 metros. Toda a área ao redor do lago é o Parque Nacional de Nahuel Huapi. Esse conjunto forma uma das principais atrações turísticas da Argentina.

Puerto Blest

Puerto Blest

Atravessamos o Lago Nahuel Huapi debaixo de muita chuva, por 18 quilômetros, até a localidade de Puerto Pañuelo, em frente ao icônico Hotel Llao Llao. É daí que saem e chegam os cruzeiros pelo Lago Hahuel Huapi. O porto fica a 25 quilômetros da cidade de Bariloche.

O Hotel Llao Llao

O Hotel Llao Llao

O Llao Llao é o mais tradicional e icônico hotel resort de Bariloche. Foi construído no início do século XX em estilo canadense, numa península do Lago Nahuel Huapi. Cercado por florestas, muita água e montanhas, o Llao Llao possui uma paisagem própria e maravilhosa. O hotel que já foi estatal no passado, chegou a ser fechado e abandonado em 1979. Foi privatizado em 1991 e reinaugurado em 1993. Seguimos de ônibus até Bariloche, onde ficamos hospedados por mais três dias.

O Lago Nahuel Huapi

O Lago Nahuel Huapi

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COMEÇANDO A TRAVESSIA PELOS LAGOS ANDINOS

Junho de 2004

Pegamos um voo de Santiago para Puerto Montt, na Região dos Lagos Andinos, no centro sul do Chile. São aproximadamente uma hora e meia de voo. Puerto Montt é uma cidade portuária, foi fundada em 1853. É o ponto de partida para os Cruzeiros que vão para o sul do Chile através dos fiordes. Daí também saem as excursões para os Lagos Andinos, chegando até Bariloche, na Argentina.

Vista panorâmica de Puerto Montt

Vista panorâmica de Puerto Montt

Circulamos um pouco pela cidade, passamos pela Praça Buenaventura Martinez, a praça principal de Puerto Montt e marco zero da cidade, onde fica a Iglesia Catedral, simples, com colunas dóricas, inspirada no Partenon da Grécia.

A Iglesia Catedral

A Iglesia Catedral

Seguimos para o Mercado de Peixes de Angelmó, um dos destaques da cidade. Um local agitado, cheio de cores, aromas e sabores. Aí estão expostos os produtos que chegam do mar. Corredores estreitos levam clientes e visitantes por entre as barracas de peixes, algas e especiarias. No próprio mercado existem restaurantes que servem os produtos frescos encontrados aí.

O Mercado de Peixes de Angelmó

O Mercado de Peixes de Angelmó

Depois de passar no Mercado, seguimos de Puerto Montt para Puerto Varas, a 22 quilômetros dali. Puerto Varas fica na margem sul do Lago Llanquihue. É a maior cidade desse lago paradisíaco de uma cor azul impressionante. A cidade foi fundada por imigrantes alemães em 1854. A arquitetura colonial alemã ainda está presente em algumas casas da cidade. Em Puerto Varas existem boas opções de restaurantes e de hospedagens.

Vista panorâmica de Puerto Varas

Vista panorâmica de Puerto Varas

O Lago Llanquihue fica emoldurado pelo belíssimo vulcão Osorno e pelo vulcão Calbuco. É de origem glacial, profundo e extenso. O terceiro maior lago da América do Sul e chega a 350 metros de profundidade.

O Vulcão Osorno sob muita neblina.

O Vulcão Osorno sob muita neblina.

Dormimos uma noite em Puerto Varas e seguimos para o Cruzeiro pelos Lagos Andinos, que leva até Bariloche, na Argentina. A Região dos Lagos Andinos possui uma série de lagos azuis, cercados por florestas, vulcões e montanhas. Rios e corredeiras para todos os lados. A paisagem é encantadora, uma das mais bonitas do país e símbolo nacional. Imperdível.

A floresta emoldura a paisagem dos Lagos Andinos.

A floresta emoldura a paisagem dos Lagos Andinos.

Fomos pegar o nosso primeiro barco no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, na localidade de Petrohué, nas margens do Lago Todos Los Santos, a 65 quilômetros de Puerto Varas. O Parque Nacional é belíssimo, um dos mais espetaculares do Chile. Florestas, rios, corredeiras e lagos cristalinos compõem a paisagem do parque Nacional. O maior destaque fica para o “cone” perfeito do Vulcão Osorno, ainda ativo. Além do Osorno, o Parque Nacional conta com dois outros vulcões: o Tronador e o Puntiagudo. Existem trilhas e excursões que levam até a base do Osorno.

Pegamos o barco em Petrohué.

Pegamos o barco em Petrohué.

No caminho paramos no conjunto de corredeiras conhecido como Saltos de Petrohué. O Rio Petrohué, que surge do transbordamento do Lago Todos Los Santos, desce bravio nesse trecho e forma uma paisagem encantadora.

Os Saltos de Petrohué

Os Saltos de Petrohué

A nossa travessia no Cruzeiro pelos Lagos Andinos começou aí em Petrohué. É um passeio espetacular. Inesquecível. O Cruzeiro passa por quatro lagos, no meio da Cordilheira dos Andes, entre o Chile e a Argentina. Atravessa dois Parques Nacionais, um no Chile e outro na Argentina. A viagem pode ser feita em um ou dois dias, encontra quatro vulcões, florestas, muitas cachoeiras e contato com vida selvagem.

O Parque Nacional Vicente Pérez Rosales

O Parque Nacional Vicente Pérez Rosales

Depois de algumas horas de navegação pelo Lago Todos Los Santos, paramos no pequeno povoado de Peulla, onde existe um único hotel, que atende, sobretudo aos participantes do Cruzeiro pelos Lagos Andinos. A parada é uma “forçação de barra”. O lugar é bonitinho, mas não tem nada para fazer e ficamos com uma sensação de tempo perdido.

Peulla

Peulla

O hotel proporciona trilhas e outras programações, mas não temos como sair muito além dos seus arredores. Sem muita opção do que fazer à noite, participamos de um bingo no restaurante e demos sorte, ganhamos algumas garrafas de vinho. A solução foi convidar alguns companheiros de viagem para degustarmos juntos os prêmios que ganhamos.

O Lago Todos Los Santos

O Lago Todos Los Santos

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VALPARAÍSO E VIÑA DEL MAR

Junho de 2004

No terceiro dia que passamos no Chile, fomos para Valparaíso, na costa do Pacífico. São 120 quilômetros que se faz numa boa estrada, em uma hora e meia de viagem. No caminho paramos numa vinícola para aprender um pouco sobre o cultivo da uva e a preparação dos vinhos. Esse é sempre um passeio obrigatório para quem visita Santiago.

São muitas as vinícolas nos arredores de Santiago.

São muitas as vinícolas nos arredores de Santiago.

São muitas as vinícolas nos arredores da cidade, sobretudo no Vale Central e quase todas oferecem passeios turísticos. No programa, assistimos a explicações sobre o plantio, a colheita e o preparo dos vinhos e depois somos convidados para uma degustação. Claro que no final do tour pela vinícola, se torna obrigatório passar pela loja para que adquirir alguns produtos.

Barricas de vinhos.

Barricas de vinhos.

Seguimos para Valparaíso, uma cidade portuária, fundada em 1543, que teve um passado de glórias. Valparaíso era parada obrigatória para os navios que faziam viagens enormes entre a costa do Atlântico e a costa do Pacífico, antes da existência do Canal do Panamá. Todo navio que saia da costa leste dos Estados Unidos para a costa Oeste, obrigatoriamente precisava dar a volta pelo sul da América do Sul, por isso o porto de Valparaíso era fundamental para a navegação.

O porto de Valparaiso já teve um papel estratégico no passado.

O porto de Valparaiso já teve um papel estratégico no passado.

Depois da construção do Canal do Panamá a cidade perdeu importância estratégica muito rapidamente, mas as marcas da glória do passado estão presentes nas suas ruas e na sua arquitetura.

A cidade está pendurada numa encosta tectônica.

A cidade está pendurada numa encosta tectônica.

A cidade está pendurada numa encosta rochosa. Uma falha tectônica, se assemelha a uma grande arena debruçada sobre o mar. As casas coloridas e coloniais do século XIX, enfeitam as ruas e mirantes. A cidade foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Valparaiso em 2004

Valparaiso em 2004

Ao lado de Valparaíso fica Viña Del Mar, a “Cidade Jardim”, de arquitetura charmosa e muitas praças, existem flores por todos os lados. As duas estão separadas por apenas 15 minutos pela orla e possuem muitas semelhanças. Ambas estão penduradas nas encostas da falha tectônica.

Viña del Mar

Viña del Mar

Viña del Mar é o mais chique balneário turístico do litoral do Chile. Possui uma excelente infra estrutura, com grande rede hoteleira. Em frente ao Museu de Arqueologia e História Francisco Fonck, aparece uma bela escultura de um Moai da Ilha de Pascoa.

Um Moai em Viña del Mar

Um Moai em Viña del Mar

A cidade é considerada a capital turística do Chile. Possui as melhores praias do país, o que atrai muitos visitantes, sobretudo no verão. Uma das atrações são as colônias de focas e leões-marinhos que ficam espreguiçados nas pedras do litoral.

Viña del Mar

Viña del Mar

 

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