O MARAVILHOSO OÁSIS DE ZIZ

06 de abril de 2018

Estávamos na estrada em direção ao Deserto do Saara, o destino era a cidade de Erfoud. Cruzamos a Cordilheira do Médio Atlas através da magnífica Garganta do Rio Ziz. Logo adiante o rio se deita numa grande barragem. A Barragem de Addakhill, do Rio Ziz, uma obra faraônica para regularizar parte do curso do rio e viabilizar projetos de irrigação nessa borda do deserto.

O vale do Rio Ziz

Logo depois da barragem chegamos a Er-Rachidia, a última grande cidade na direção do deserto. A cidade foi fundada nas margens do Rio Ziz, durante o período da ocupação francesa, quando serviu de base militar para a Legião Estrangeira, que controlava a partir daí as revoluções dos berberes e tuaregues contra os franceses. Ainda hoje possui uma forte presença militar.

A Barragem de Addakhill

Na beira da estrada no Médio Atlas passamos por uma floresta de cedros onde existem macacos residentes e cães selvagens que são alimentados por turistas e viajantes. De repente chegamos na borda do maravilhoso Oásis de Ziz, onde aparece um dos maiores parreirais do Marrocos. A imagem é impressionante e consegue emocionar.

O espetacular Oásis de Ziz

O Rio Ziz passa pequenino no meio do parreiral e nos faz imaginar a importância histórica que teve ao alimentar as caravanas de mercadores que vinham do interior da África até a costa do Marrocos. Os destaques ficam para as tâmaras grandes e saborosas. Apesar do fluxo intermitente, a água está sempre presente no subsolo.

As tamareiras são comuns no Oásis de Ziz

O Rio Ziz nasce no Médio Atlas, segue em direção ao Saara, no sul do Marrocos, se encontra com o Rio Rheris, perto de Merzouga e formam o Rio Daoura que se perde pelas areias do Deserto no Saara Argelino, nas dunas douradas de Merzouga. A sua trajetória incluindo o Daoura, chega a 450 km de extensão.

Detalhe do Oásis de Ziz

Nesse trecho, o Oásis de Ziz recebe o nome de Tafilalt e é considerado como um dos maiores do mundo. É o mais importante dos oásis do Saara Marroquino. Sempre foi um local de comércio da “Rota do Sal” entre o norte e o extremo sul do Marrocos. Por aí passavam o ouro, especiarias, sal, armas, tecidos, escravos e marfim que faziam o comércio entre a África Negra do Sudão, Mali, Niger e Golfo da Guiné até o Mediderrâneo.

As caravanas seguiam pela “Rota do Sal”

As caravanas saiam de Tafilalt e Tombuctu carregadas de tecidos, armas e especiarias e voltavam com sal, ouro e marfim. As caravanas levavam 60 dias de viagem através das dunas do deserto até o destino final.

Os berberes comandavam as caravanas pelo Deserto do Saara.

No final da tarde chegamos a Erfoud e seguimos para o excelente Hotel Xaluca, uma espécie de resort no meio do Deserto, que pertence a um grupo espanhol.

O excelente Hotel Xaluca na entrada do deserto.

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IFRANE, A SUÍÇA MARROQUINA

06 de abril de 2018

Saímos de Fez pela manhã bem cedo no sentido sul, em direção ao Deserto do Saara, próximo à fronteira com a Argélia. Foram 420 km de uma boa estrada, que percorremos ao longo de um dia inteiro. Nesse dia as atrações estavam na viagem e não no destino final.

Pegamos a estrada em direção ao Deserto do Saara.

Fizemos uma primeira parada na cidade de Ifrane, 70 km a sul de Fez, conhecida como a Suíça marroquina, pelo inusitado de ser uma estação de esqui no centro do Marrocos. A cidade fica no coração da cordilheira do Médio Atlas.

Detalhes de Ifrane

A cidade é organizada e moderna, foi construída pelos franceses nos anos 30, durante o período de domínio sobre o Marrocos, numa tentativa de criar uma cidade que lembrasse as estações de esqui dos Alpes franceses. Recebe milhares de turistas todos os anos, europeus e marroquinos, sobretudo na alta temporada do inverno e da estação de esqui.

A charmosa cidade de Ifrane

Ifrane possui casas com telhado vermelho em estilo suíço, muitos jardins, restaurantes, hotéis e sedia uma das mais importantes universidades do Marrocos, a Al-Akhawayn o que lhe dá um áurea sempre jovem.

Ifrane, a Suíça marroquina

Próximo ao Hotel Chamonix fica o Leão de Pedra, uma das atrações da cidade. O Leão foi esculpido por um soldado alemão durante a Segunda Guerra Mundial, quando Ifrane foi usada como campo de prisioneiros. A escultura homenageia o último leão selvagem do Atlas, que foi abatido a tiros nos arredores da cidade, no início dos anos 1920.

O Leão do Atlas

Tomamos um café, esticamos as pernas em Ifrane e seguimos adiante em direção ao sul do Marrocos. No caminho do Médio Atlas, passamos pelas cidades de Itzer e Zaïdia, cujo destaque ficou para a grande quantidade de cegonhas que existem na região. As cegonhas fazem ninhos nos telhados de quase todas as casas.

As cegonhas de Zaïdia

Paramos para almoçar num restaurante na beira da estrada e mais uma vez o menu foi a base de cuscuz marroquino, carne e legumes, cozidos na tagine.

As típicas Tagines Marroquinas

No início da tarde passamos pela Garganta do Ziz, um canyon encravado na Cordilheira do Médio Atlas. O Rio Ziz nasce nas montanhas e corre em direção ao deserto. Desaparece pelo caminho, mas antes que isso aconteça ele irriga uma área imensa da periferia do Deserto do Saara. O tempo geológico escavou um vale profundo com paisagens maravilhosas.

A Garganta do Ziz

A Cordilheira do Atlas é uma grande cadeia de montanhas no noroeste da África, que se estende desde o Marrocos até a Tunísia. Possui 2.400 km de extensão e a sua montanha mais alta possui 4.167m e fica no sul do Marrocos. Os Atlas separam o Deserto do litoral do Marrocos e impedem o Saara de alcançar a Europa.

A Cordilheira do Atlas

A cordilheira está dividida em três pedaços: o Anti Atlas que fica mais a sul, o Alto Atlas, na porção mais central do país e o Médio Atlas na porção noroeste. A Garganta do Ziz fica no Médio Atlas.

A Cordilheira do Médio Atlas.

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TESOUROS DA MEDINA DE FEZ

05 de abril de 2018

Em um dos becos da Medina de Fez encontramos uma clepsidra, um inusitado e espetacular relógio de água que funciona por gravidade e de origem secular, na fachada de uma Madrassa, possui o mesmo princípio de uma ampulheta.

A espetacular Clepsidra de Fez.

Chegamos à Madrassa El-Attarine, construída em 1325 e que funciona até os dias atuais. Fica no coração da Medina. As Madrassas são escolas religiosas islâmicas que ensinam o alcorão. No pátio da Madrassa destacam-se os ricos trabalhos com mosaicos de azulejos e em madeira, que foram restaurados no século XX, estão bem preservados e podem ser visitados.

O interior da Madrassa de Fez

Saímos da Madrassa de Fez e fomos almoçar no excelente restaurante La Medina, dentro de um Riad antigo, com excelente decoração. Provamos o cucus marroquino preparado numa Tagine, uma espécie de panela de barro com tampa cônica que aparece em todo o país e é um dos destaques da culinária local. Ali dentro eles cozinham a carne de boi, cordeiro e frango além de verduras variadas.

As típicas Tagines Marroquinas

Após o almoço seguimos pelos becos da Medina até uma fábrica com artesanatos de metais. Os artesãos, batedores de cobre, estão por todos os lados na Medina de Fez.

O artesanato de cobre do Marrocos.

Fomos até um museu dedicado a objetos de madeira recolhidos nos Riads de Fez. No alto do Museu podemos ter uma primeira visão da Grande Mesquita de Fez.

O museu dedicado a objetos de madeira retirados dos Riads

Passamos pela área do antigo hospital psiquiátrico de Fez, considerado o mais antigo do mundo. O Maristan Sidi Frej foi construído em 1286 e funcionou até 1944. O modelo do Maristan foi copiado para o primeiro hospital psiquiátrico da Europa, instalado em Valencia, na Espanha em 1410.

A placa de localização do Maristan.

A Mesquita Al Quaraouiyine é uma das maiores da África, com capacidade para até 20 mil pessoas. Hoje a Mesquita fica escondida pelo emaranhado de casas ao seu redor e é difícil de ser fotografada. Não é permitido o acesso ao seu interior para não muçulmanos. Dá para observar a partir do portão de entrada ou do alto de alguma construção nos arredores.

O pátio interno da Mesquita de Fez.

Ao lado da Mesquita fica a Universidade Quaraouiyine, considerada a primeira Universidade do Mundo pelo livro Guiness dos Recordes. A Universidade foi fundada em 859 como parte de uma mesquita. Possui uma biblioteca impressionante fundada no século XIV e que tem uma grande quantidade de manuscritos e livros raros.

Os edifícios da Mesquita e da Universidade são engolidos pela Medina.

Saímos da porta da mesquita e continuamos pelos becos e ruelas até uma fábrica de tapetes instalada em um dos Riads da cidade. Os tapetes são bastante tradicionais no Marrocos.

A fábrica de tapetes de Fez.

A última visita que fizemos na Medina foi ao curtume da cidade, o mais famoso cartão postal de Fez. Na beira do curtume, muitas lojas de roupas de couro convidam os visitantes a subir e entrar para ter a melhor vista panorâmica dos imensos caldeirões coloridos onde o couro é tingido. O cheiro é forte e para alguns, insuportável.

O curtume de Fez.

Na descida da visita ao terraço de onde se pode obter belas fotos do curtume, paramos numa fábrica de casacos e roupas de couro. À noite fomos jantar no Restaurante Palais Medina, com músicas e danças típicas. Não gostamos do restaurante. Serviço ruim, show e comida também.

Os babouche de couro marroquinos.

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PERDIDOS NA MEDINA DE FEZ

05 de abril de 2018

Saímos pela manhã, a pé, para conhecer a Medina de Fez. As Medinas correspondem aos centros históricos das cidades Marroquinas. Fez é a mais antiga das cidades imperiais do Marrocos, Foi fundada em 808 por Idris II e se tornou um grande centro comercial funcionando como elo entre as caravanas que vinham pelo Deserto do Saara e o litoral. Após a sua fundação, passou a receber uma grande quantidade de muçulmanos e andaluzes e foi se consolidando como a grande cidade dessa região. Fica no centro norte do Marrocos, possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes e é a segunda maior cidade do país.

A Medina de Fez

Fez possui 785 mesquitas, a maioria delas na região da Medina. A Ville Nouvelle é a parte mais moderna da cidade, mas a maiores atrações estão nas Medinas. Existem duas Medinas em Fez, a maior, mais importante e famosa é a de El-Bali, que recebeu o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981. A vista panorâmica da Medina mostra toda a sua grandiosidade.

A Medina de Fez.

Nessa região da Ville Nouvelle fica o Palácio Real de Fez, construído no século XIV e um dos mais antigos do Marrocos. Fizemos uma visita ao pátio externo, pois não é permitido o acesso ao interior do Palácio, onde destacam-se as magníficas portas de bronze, douradas, ricamente decoradas pelos artesãos de Fez.

Detalhe da magnífica porta de bronze do Palácio Real de Fez.

O Rei do Marrocos usa o Palácio quando vai a Fez, mas a capital e residência número 1 é em Rabat. Atualmente a dinastia Alauita é quem reina no país, desde 1666. Em 1912, o Marrocos foi dividido em dois protetorados comandados por franceses e espanhóis, mas os Alauitas voltaram a reinar a partir de 1956. O atual Rei do Marrocos é Mohammed VI, o 18º rei da dinastia Alauita, filho e herdeiro de Hassan II, que reconquistou o Marrocos do Protetorado Francês e faleceu em 1999.

A entrada do Palácio Real de Fez.

Voltamos à Medina de Fez e começamos a circular pelo labirinto de becos e ruelas do local, que possui um cenário único. Estima-se que existam 9.400 becos e ruelas. Em cada beco uma sequência de Riads milenares, com portas trabalhadas e um exotismo que paira no ar. Os Riads são antigos casarões que pertenceram aos nobre e pessoas mais ricas das cidades marroquinas. Fez explodiu para o turismo nos últimos 10 anos, quando muitos desses casarões foram recuperados, restaurados e transformados em pousadas ou hotéis, outros em restaurantes e lojas de antiguidades.

O principal portão de entrada da Medina de Fez.

A primeira visita que fizemos na Medina foi a uma fábrica de cerâmicas especiais. Esse trabalho artesanal maravilhoso é de fama internacional e aparece em vários monumentos do país, ou mesmo em cidades europeias, em especial, na Espanha.

Fábrica de cerâmica na Medina de Fez.

Fábrica de cerâmica na Medina de Fez.

Na Medina existem os souks, ou mercados, dedicados às mais diversas atividades. Mercados de comidas, açougueiros, artesãos de madeira, metal, couro, lojas de chinelos, etc. A Medina de Fez é uma exaltação aos sentidos.

Mercado de comidas na Medina de Fez

Uma das imagens que chamou a atenção e comum nos mercados de comidas, foram as cabeças de cordeiros degolados. Uma tradição nos mercados muçulmanos, para que fique explícito que os animais foram mortos degolados, uma condição necessária para o consumo de carne animal na religião muçulmana, a carne halal.

Cabeças de cordeiro em exposição na Medina de Fez.

Nos becos das Medinas, é comum a passagem de motociclistas em alta velocidade e é preciso estar atento para não ser surpreendido. Como a Medina de Fez é enladeirada, o uso de burros também é frequente. Tudo isso cria uma áurea inusitada e surpreendente.

Burros nos caminhos da Medina.

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UM ROTEIRO ESPECIAL PELO MARROCOS

05 de abril de 2018

O Marrocos fica na ponta noroeste da África, espremido entre o Deserto do Saara e o Oceano, possui um litoral extenso que se divide entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. O Estreito de Gibraltar separa o Marrocos da Europa por apenas 14,4 km na sua menor distância e é um dos seus marcos geográficos mais conhecidos. Possui uma população de aproximadamente 34 milhões de habitantes. A capital é Rabat e a maior cidade é Casablanca.

Localização do Marrocos no noroeste da África.

O Marrocos faz parte de uma região denominada de Magreb, cortada ao meio pela Cordilheira dos Atlas. Os Atlas viabilizam o Marrocos, possuem nascentes pujantes que formam grandes rios, criam uma imensa área fértil próxima ao litoral e protegem o país do avanço do Deserto do Saara.

A Cordilheira dos Atlas

Cordilheira dos Atlas

O Marrocos possui uma história milenar, o seu território foi ocupado pelos berberes, povos nômades do deserto, romanos, vândalos e bizantinos, mas a sua história como estado único começou a se consolidar com a chegada dos árabes a partir do século VIII. O primeiro grupo árabe chegou na região com o Xerife Mulay Idris, bisneto de Ali, genro de Maomé. Foi o seu filho, Idris II, quem fundou o reino do Marrocos.

Os berberes foram os primeiros a ocupar o Marrocos

O Marrocos possui quatro cidade imperiais: Marrakech, Meknez, Rabat e Fez, que é a mais antiga dentre todas elas. Foi fundada em 808 por Idris II, apesar do seu pai já ter se posicionado antes na região e se tornou um grande centro comercial funcionando como elo entre as caravanas que vinham pelo Deserto do Saara e o litoral. Após a sua fundação, Fez passou a receber uma grande quantidade de muçulmanos e andaluzes e foi se consolidando como a grande cidade dessa região.

Detalhe da cidade de Fez

Fez fica no centro norte do Marrocos, possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes e é a segunda maior cidade do país. Fundada em 789 d.C. pelo árabe Mulay Idris, foi a capital do país em várias ocasiões. É lá que está a mais antiga universidade do Mundo, a Quaraouiyine, fundada em 859.

Portão do Palácio de Fez

Escolhemos começar o roteiro por Fez, por uma estratégia que envolvia excursões ao Deserto do Saara e a finalização do roteiro por Tanger, onde atravessaríamos do Estreito de Gibraltar. Esse foi o roteiro preparado pela Via Alegria:

Dias 04 e 05 de abril – Dois dias inteiros para desbravar a cidade de Fez

A Medina de Fez

06 de abril – Seguimos para Irfane, a Suíça marroquina, atravessamos a Cordilheira dos Atlas pela Garganta do Ziz, depois passamos ao lado do magnífico Oásis de Ziz até chegar a Erfoud.

Irfane, a Suíça marroquina

07 de abril – Continuamos a viagem para o sul em direção ao Deserto do Saara, passando pela cidade histórica de Sijilmassa e chegando a Merzuga onde nos hospedamos em cabanas berberes no meio do Deserto do Saara, nas dunas de Erg Shebbi. No final da tarde fizemos uma excursão pelas dunas do Deserto para apreciar o por-do-sol.

As dunas de Erg Shebbi

08 de abril – Pela manhã acordamos de madrugada para mais uma vez entrar no deserto, dessa vez para ver o espetáculo do nascer do sol. Em seguida continuamos viagem através da região das mil Khasbahs, até Ouarzazate, a “Hollywood” marroquina.

Pé-na-estrada pelos caminhos do Marrocos

09 de abril – Mais uma vez tomamos o rumo do sul em direção ao Deserto do Saara, chegando muito próximo da perigosa fronteira com a Argélia, na cidade de Zagora onde entramos no deserto de quadricíclo..

O Deserto do Saara em Zagora

10 de abril – Voltamos para Ouarzazate com direito à visita a uma magnífica Khasbah do século VIII.

A magnífica Khasbah de Ouarzazate

11 de abril – Chegamos a Marrakech, a cidade vermelha e o ponto mais esperado da viagem.

A mesquita La Kotobia de Marrakech

12 de abril – Tivemos um dia inteiro para desbravar Marrakech e a sua Medina espetacular.

As serpentes da Medina de Marrakech

13 de abril – Seguimos para Casablanca, a maior cidade do Marrocos.

A Mesquita de Casablanca

14 de abril – Saímos para a cidade azul e branca de Assilah e em seguida para Tanger a nossa última parada no Marrocos.

A maravilhosa orla de Tanger

15 de abril – O grupo se dividiu, Dr, Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira voltaram para o Brasil e o restante do grupo seguiu para Sevilha através do Estreito que separa a África da Europa e com direito a passar uma tarde inteira na localidade de Gibraltar.

O Rochedo de Gibraltar

16 e 17 de abril – ficamos em Sevilha onde estava acontecendo a Feira de Sevilha, o mais importante evento da Andaluzia.

A Feira de Sevilha

18 de abril – Seguimos para Paris

Paris

19 e 20 de abril – ficamos em Paris matando a saudade da cidade.

21 de abril – voltamos para Salvador.

A viagem continua no próximo post.

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O HOTEL RIAD LA PERLE DE LA MEDINA, EM FEZ, NO MARROCOS

03 e 04 de abril de 2018

Saímos de Salvador para Fez, no Marrocos, numa viagem programada pela Via Alegria (www.viaalegria.com.br). Voamos pela Air Europa de Salvador para Madri, num voo com 7 horas de duração. Chegamos no aeroporto de Barajas e fizemos uma longa conexão. Foram 8 horas de espera no aeroporto para embarcar num voo com 1h50min de duração, da Royal Air Marrocos com destino a Casablanca, onde tivemos mais uma conexão de 2 horas e embarcamos para Fez, com mais uma hora de voo para o nosso destino no final do dia. Com fusos viagens e conexões, somente chegamos a Fez às 23:30h do dia seguinte.

A Medina de Fez

Éramos seis pessoas. Amigos irmãos de muitas viagens e aventuras. Fomos eu e Monica, Dr. Eduardo e Dra. Marise Nery, Dr. Alberto Vasconcelos e Dr.a Kika Teixeira.

O grupo iniciando a viagem pelo interior do Marrocos.

A Via Alegria havia providenciado um translado, que nos levou direto para o Hotel Riad La Perle de la Medina. Fomos recebidos no aeroporto de Fez pela agência de receptivos Monarch representada pelo excelente guia Othman, e o motorista Abdu, que nos acompanhariam pelos próximos 10 dias nessa aventura pelo Marrocos.

O Excelente guia Othman, fotografando o grupo.

Othman falava vários idiomas, dentre eles o português, pois havia estudado por alguns meses em Coimbra e isso ajudou muito na comunicação com o grupo. Seguimos para o hotel. A van, não entra na Medina, onde os becos são muito estreitos. Paramos numa praça próxima e seguimos arrastando as malas pelos caminhos que levaram ao Hotel Riad La Perle de la Medina.

Os becos estreitos da Medina de Fez

Os Riads são antigos casarões que pertenceram aos nobre e pessoas mais ricas das cidades marroquinas. Localizam-se sobretudo nos centros históricos, ou Medinas. Muitos desses casarões foram recuperados, restaurados e transformados em pousadas ou hotéis, outros em restaurantes e lojas de antiguidades. Ficar hospedado em um Riad, no coração de uma Medina é uma das boas alternativas para quem vai ao Marrocos.

Esse Riad foi transformado em antiquário

O Hotel Riad La Perle de la Medina é uma boa pousada, com uma localização espetacular, dentro da Medina de Fez. Não é fácil de achar, mas com algumas referencias ou um bom guia tudo fica mais fácil. Quando chegamos no hotel já era madrugada do dia seguinte, fomos recebido por um recepcionista descalço, o que a princípio nos assustou, mas rapidamente noa acostumamos com esse estilo marroquino de receber.

O Hotel Riad La Perle de la Medina

O hotel possui 10 suites amplas e bem equipadas, com excelentes banheiros. Todos os quartos estão voltados para um pátio central, o que é uma das características dos riads. O café-da-manhã é simples, mas aconchegante e o garçom era uma “figura”. Possui um bom custo-benefício. A aventura começaria no dia seguinte.

Iniciando uma aventura pelo Marrocos

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O MERCADO CENTRAL DE SANTIAGO

11 de março de 2018

O Mercado Central de Santiago fica perto da Plaza de Armas, foi erguido em 1872, para a Exposição Nacional do Chile, com o objetivo de instalar um Museu de Belas Artes. Toda a estrutura de metal que sustenta o Mercado foi encomendada a uma empresa de Glasgow, na Escócia. Depois de construída, a estrutura foi desmontada e transportada para o Chile, onde foi remontada como peças de um grande lego.

O Mercado Central de Santiago

Após a exposição, o edifício foi transformado no Mercado Central, com presença de grandes atacadistas de peixes e verduras. O mercado é uma joia da arquitetura de Santiago e possui uma enorme oferta de peixes e frutos do mar. No pátio central fica uma grande variedade de restaurantes oferecendo as iguarias que estão a venda no Mercado.

O Chile é muito rico em pescados.

As manchas a la parmegiana, os ceviches feitos com salmão ou peixe branco e a “Centolla” uma espécie de caranguejo gigante que é cultivado bem no sul do Chile, são alguns dos destaques do Mercado. Chamam a atenção os enormes anéis de lula gigante.

Os restaurantes usam os peixes frescos do Mercado.

O Mercado é uma grande feira-livre, os vendedores fazem barulho anunciando os seus produtos. A variedade de peixes e mariscos frescos é imensa, consequência das águas ricas em peixes da corrente marítima fria de Humboldt que banha o litoral do Chile.

Mercado Central do Chile

Saímos do Mercado Central e passamos pelas ruas do centro de Santiago, seguimos pelo Parque Florestal que se estende pelas margens do Rio Mapocho e está interligado ao Parque Balmaceda. Os dois parques formam uma grande área verde no centro de Santiago.

O Parque Balmaceda em Santiago

Seguimos até o Centro Gastronômico Patio Bellavista inaugurado em 2006 como parte de um projeto de reforma urbana. O Patio Bellavista é hoje um grande centro gastronômico, com dezenas de restaurantes e bares transados, além de lojas de artesanato, galerias de arte, joalherias e um luxuoso hotel.

Detalhe da decoração do Patio Bellavista

Saímos do Patio Bellavista e seguimos até o Furnicular que leva ao Cerro San Cristóbal, uma montanha de 880 metros que possui uma vista maravilhosa da cidade, com a Cordilheira dos Andes ao fundo.

Vista do Cerro San Cristóbal

Para chegar até lá é possível ir caminhando. Muitos dos moradores de Santiago vão de bicicleta. Os turistas preferem pegar o funicular, o bondinho que sobe os trilhos até o topo do morro. Lá em cima existe um teleférico que leva os visitantes até o outro lado do parque. O Cerro San Cristóbal é um grande playground para os moradores de Santiago.

O teleférico no alto do Cerro San Cristóbal

Descemos do Cerro San Cristóbal e voltamos para o hotel W. À noite fomos para o excelente restaurante Mestizo, com uma bela vista no terraço voltado para o Parque Bicentenário. No dia seguinte pela manhã começamos a viagem de volta para Salvador. Fizemos um voo de 4 horas de duração de Santiago para São Paulo e em seguida São Paulo para Salvador com mais 2 horas.

A varanda do Restaurante Mestizo

 

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O BAIRRO DE LAS CONDES EM SANTIAGO

10 de março de 2018

Começamos a deixar a Patagônia Chilena para trás com um transfer que saiu às 6:30h da manhã em direção ao aeroporto de Punta Arenas. A viagem é demorada, são 4 horas e meia pela Estrada do Fim do Mundo.

Deixamos o Parque Nacional Torres del Paine para trás

Embarcamos para Santiago, num voo de 3 horas. Chegamos lá no início da tarde e fomos para o excelente Hotel W da rede Marriot, no bairro de El Golf ou Las Condes. El Golf é o bairro mais moderno de Santiago, com vários restaurantes, edifícios residenciais e comerciais.

Detalhe do bairro de las Condes

A cadeia de hotéis W é formada por hotéis-boutique, com decoração moderna e arrojada. O de Santiago foi o primeiro implantado na América Latina, tem tudo isso e ainda uma vista privilegiada da Cordilheira dos Andes.

O moderno bairro de Las Condes em Santiago

O W fica na Av. Isidora Goyenechea, uma das mais chiques de Santiago, no coração de El Golf, com muitos arranha-céus modernos. Recebeu o apelido de Sanhattan, numa alusão ao centro de Nova York. Possui muitos restaurantes e hotéis cinco-estrelas.

A paisagem em El Golf

É aí no bairro de El Golf que fica a Gran Torre Santiago, como parte do Complexo Costanera Center, o edifício mais alto do Chile e de toda a América do Sul, com 300 metros de altura, foi projetado pelo arquiteto argentino César Pelli, o mesmo das Petronas Tower, da Malásia.

A Gran Torre de Santiago

Saímos para jantar num dos restaurantes do bairro, o NoLiTa (North Little Italy), que havia sido recomendado pela gerente do Patagonia Camp. O Restaurante tem cozinha italiana experimental, mas não empolgou tanto, tivemos um jantar razoável.

O moderno bairro de Las Condes no centro de Santiago.

11 de março de 2018

Esse foi o único dia que disponibilizamos para Santiago nessa viagem. Já sabíamos que não poderíamos fazer muita coisa, mas Santiago não era o nosso objetivo, por isso mesmo, não planejamos nada. Saímos pela manhã para um passeio no centro históricos.

Centro histórico de Santiago

Santiago é a capital e maior cidade do Chile, fica no centro do país, no Vale do Rio Mapocho, entre a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira Costeira. A Zona Metropolitana possui mais de 5 milhões de habitantes, quase 40% da população total do país.

Santiago

Foi fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia, próximo à Plaza de Armas que é o coração do centro histórico de Santiago. Nos entornos da Plaza de Armas foram erguidos os principais prédios da cidade, como a Catedral, o Palácio do Governador e as casas dos principais moradores. Várias dessas construções foram sendo modificadas ao longo do tempo e o formato atual dos edifícios data do século XVIII.

A Catedral de Santiago

Santiago possui uma arquitetura que lembra um pouco as cidades europeias. Grandes palácios, prédios históricos e igrejas barrocas, da época da colonização espanhola.

Prédio histórico em Santiago

Começamos a visita pelo marco zero, pela parte histórica da cidade, com a Plaza das Armas, um dos principais pontos turísticos locais. A praça é grande e movimentada. Cheia de artistas de rua, com alguns monumentos e prédios históricos em volta. Dentre os principais edifícios da praça destaca-se o Palácio de La Real de La Audencia, onde funcionou a Suprema Corte de Justiça e hoje sedia o Museu Histórico Nacional com um acervo que remonta ao passado colonial do Chile. A Agência Central dos Correios funciona num belo prédio neoclássico onde antes foi a casa de Pedro de Valdivia, o fundador de Santiago.

O belo prédio da Agência Central dos Correios

A Catedral Metropolitana de Santiago fica numa das esquinas da Praça. Hoje ela é vizinha a um moderno edifício de espelhos e isso possibilita belos reflexos, sendo mais um dos marcos da praça. Aí no centro fica também o Palácio La Moneda, o palácio presidencial do Chile, onde morreu o presidente socialista Salvador Allende em 1973.

O efeito do reflexo da Catedral no prédio de vidro.

A Plaza de Armas já foi local de desfiles no passado, se tornou uma agitada área comercial, foi reformada e requalificada no início do século XXI e hoje é um ponto de encontro social importante no centro da cidade, com artistas de rua e muitas pessoas circulando pelos quatro cantos.

A Plaza de Armas

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TRECKING COM CHUVA E NEVE NO PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE

09 de março de 2018

Esse foi o nosso segundo dia inteiro no Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena. A previsão do tempo sinalizava um dia lindo, sem chuvas ou nebulosidade, por isso optamos por uma trilha curta, com possibilidades de avistagem de animais nativos da região como vicunhas, guanacos, condores e pumas.

A promessa de um lindo dia.

Saímos do Patagonia Camp e o tempo mudou bruscamente, o que é comum nesse extremo do mundo. Ainda era fim de verão, mas a temperatura caiu bastante, chegando próximo a zero grau. Paramos no meio do Circuito W e começamos a caminhada numa trilha entre as pastagens naturais. O frio aumentou bastante, começou a chover e nós não estávamos com roupas adequadas para isso.

O início do trecking pelo Circuito W

No caminho nos deparamos com alguns rebanhos de vicunhas. As vicunhas são menores que as lhamas e possuem uma pelagem muito fina e de alto valor comercial, é considerada a lã de melhor qualidade que existe, por isso esteve à beira da extinção. Juntamente com o guanaco, são animais selvagens, difíceis de serem domesticados. Os maiores rebanhos do Chile aparecem nessa região da Patagônia.

Vicunhas no meio da trilha.

Os pumas são os grandes predadores das vicunhas. Não vimos nenhum deles, mas os esqueletos espalhados pela pastagem confirmavam a presença constante desse caçador implacável. O puma é o segundo maior felino das Américas e pode ser encontrado em todo o continente, desde o Canadá até o sul do Chile.

Várias carcaças de vicunhas testemunham a ação dos pumas.

Caminhamos 4 quilômetros subindo as encostas do relevo próximo ao Lago Sarmiento, até encontrarmos algumas grutas com pinturas rupestres dos povos antigos de Magalhães.

A trilha em direção às grutas com as pinturas rupestres.

Pinturas rupestres.

Após a visita à gruta com as pinturas rupestres, começamos a retornar. O tempo ficou ainda mais inóspito, começou a nevar intensamente. Com neve e chuva os dedos começam a congelar e não tínhamos nada a fazer. Fizemos o percurso de volta mais rapidamente e fomos nos confortar dentro da van que nos levou adiante no Circuito W.

O tempo piorou muito na volta do trecking.

Seguimos até a Laguna Azul, na parte leste do Parque, de onde se tem as melhores vistas e mirantes voltados para as Torres del Paine. O tempo estava implacável, a chuva se acentuou e não havia visibilidade para nada. Fizemos um lanche na Laguna Azul, dentro do carro, pois a chuva não nos permitiu sair e começamos a fazer o caminho de volta.

O tempo fechou e tirou a paisagem das Torres del Paine.

Na volta o tempo começou a melhorar e tivemos algumas chances com boas vistas do maciço. Sempre que era possível e oportuno, o nosso guia parava em alguns mirantes para que pudéssemos aproveitar um pouco das paisagens arrebatadoras.

Ainda conseguimos algumas boas fotos.

Na Patagônia Chilena, quase sempre é assim, a barreira orográfica da Cordilheira dos Andes faz com que haja chuva em mais de 300 dias por ano nessa região. No final da tarde voltamos para o hotel e após um banho relaxante tivemos um excelente jantar de despedida.

Chuva por todos os lados.

 

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O GLACIAR GREY

08 de março de 2018

Na noite anterior tivemos uma palestra com a equipe de animação do Patagônia Camp, que nos alertou a respeito das condições do tempo para hoje. A previsão era que teríamos um dia com muito frio, chuvas e nebulosidade e por isso eles desaconselhavam os passeio com longas caminhadas. Optamos por fazer o cruzeiro para o Glaciar Grey.

O amanhecer no Patagonia Camp

No Parque Nacional Torres del Paine existem várias opções de passeios que podem ser feitos em longas caminhadas ou de carro com paradas nos principais pontos e mirantes. Como teríamos apenas dois dias inteiros no Parque, decidimos otimizar os passeios e fazer o que havia de mais importante.

Existem vários mirantes nos circuitos do Parque.

Torres del Paine é uma Reserva da Biosfera da UNESCO. Possui paisagens maravilhosas. O principal atrativo do Parque são os 250 km de trilhas muito bem sinalizadas utilizadas pelos aventureiros. No centro das trilhas aparece o grande maciço granítico das Montanhas Cuernos e das Torres del Paine, símbolos da região. Os passeios também podem ser feitos de carro, a cavalo ou a bordo de catamarãs.

O Maciço Granítico del Paine

A principal trilha do Parque é o Circuito “O” ou  Sendero El Circuito, que dá a volta completa no maciço Paine. Para quem faz a trilha caminhando são de seis a oito dias a depender do ritmo do andarilho. Essa é uma trilha difícil.

Circuito “O “

A trilha mais popular é o Circuito W, que a pé pode ser realizado em quatro dias e satisfaz plenamente pois leva os visitantes aos pontos mais procurados do Parque: As Torres del Paine, que é a foto mais importante e ponto principal, o Vale do Francês de onde se tem belas paisagens dos maciços e das Montanhas Los Cuernos e o Glaciar Grey.

O Circuito W

Saímos do hotel em direção ao Hotel Glaciar Lago Grey. No caminho bordejamos o Lago del Toro, onde fica o Patagonia Camp, o maior dessa zona do Parque Nacional, com 202 km2 de superfície e até 320 metros de profundidade. É um lago de origem glacial que oferece aos visitantes uma série de alternativas de passeios e contemplação. Os arredores do Lago possui uma topografia ondulada com belas paisagens.

O Lago del Toro

Fizemos uma primeira parada técnica no Centro de Visitantes, onde o guia paga as taxas necessárias e oficializa a nossa entrada. Do Centro de Visitantes, temos uma vista maravilhosa dos Cuernos del Paine, um dos mais belos cartões postais do Parque. A primeira vista dos blocos de granito emociona.

Los Cuernos del Paine.

Los Cuernos domina a paisagem do Parque Nacional Torres del Paine, é formado por três picos de granito com mais de 120 milhões de anos, que fazem parte do Maciço Paine. Os picos foram esculpidos pela ação da erosão dos glaciares, dos ventos e das chuvas ao longo desse tempo geológico.

Los Cuernos

Seguimos adiante até o Hotel Glaciar Lago Grey, na parte final do Lago e voltado para o glaciar, serve de ponto de apoio a quem segue para visitar o gigante de gelo ou mesmo como uma localização estratégica por ficar numa das pernas do Circuito W. O hotel tem um serviço simples e custos elevados. É de lá que sai o passeio de catamarã até a borda do glaciar.

A vista do Hotel Lago Grey

A partir do Hotel, pegamos um barco secundário até uma faixa estreita, no meio do Lago, que eles chamam de “praia”. O tempo estava muito frio e chovia bastante. Chegamos na “praia” e tivemos que ficar esperando, no frio e na chuva até que o catamarã estivesse liberado para subirmos a bordo.

Fomos até o Catamarã

Frio intenso na beira do lago.

O Lago Grey é emoldurado pelo Maciço Paine. Possui águas cinzentas turvas em função dos sedimentos que recebe do glaciar. Na sua área mais profunda, chega a mais de 500 metros. Nos entornos do Lago fica o Campo de Gelo Patagônico Sul de onde nascem vários glaciares.

O Maciço del Paine emoldura o Lago Grey

O Glaciar Grey fica no final do Lago, está recuando muito rapidamente. Desde o ano 2.000 a taxa de recuo aumentou em 50%. É um dos maiores e de mais fácil acesso da Patagônia Chilena, possui 19 km de extensão, 6 km de largura e mais de 30 metros de altura na sua borda.

O Glaciar Grey

As morenas naturais e o paredão azul do seu frontal são as maiores atrações do glaciar. Frequentemente ele está cheio de icebergs que se desprendem das paredes de gelo e flutuam até o final do lago.

Os icebergs estão por todos os lados.

O tempo estava muito ruim, mas foi melhorando gradativamente ao longo do passeio, possibilitando um belo momento de contemplação ao lado da parede do glaciar.

O Glaciar Grey

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo que vão sendo compactados ao longo do tempo. Possuem uma coloração azulada e formas variadas, transformando a paisagem num momento mágico. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes, a depender do maior ou menor acúmulo de neve no inverno. Pode ter centenas de quilômetros de extensão e centenas de metros de espessura. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida. As geleiras, ao longo dos anos, escorrem lentamente pelas encostas das montanhas, como consequência do seu peso.

O glaciar envolve a rocha

Depois da visita ao Glaciar Grey, voltamos ao Patagônia Camp onde tivemos um jantar espetacular e pudemos contar as histórias desse dia maravilhoso no Parque Nacional Torres del Paine.

Parede de gelo do Glaciar Grey

 

 

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