A TORRE DA PREFEITURA DE PRAGA

08 de maio de 2017

A prefeitura da Cidade Velha é um dos mais importantes prédios de Praga. A sua construção iniciou no século XII. A Torre, de 1338, possui 69 metros de altura.

A Torre da prefeitura de Praga.

O acesso à parte mais alta pode ser feito por uma rampa interna ou por elevador. Lá de cima temos as melhores vistas da cidade e das praças medievais que cercam a prefeitura.

A vista do alto da Torre.

A vista do alto da torre.

Depois que descemos da Torre, fizemos um lanche ali mesmo na praça e saímos para circular pelas ruelas da Cidade Velha, nos entornos da Praça Central. A arquitetura medieval de Praga é um convite a esse tipo de passeio. Lojas de artesanatos, lembranças da cidade, uma feirinha com frutas e objetos, completam a caminhada.

A feira de artesanatos nas ruas de Praga.

Seguimos mais uma vez até a Ponte Carlos, para fazer as últimas fotos no local. Paramos numa das inúmeras lanchonetes que vendem o trdelnik, palavra difícil de pronunciar em português. Uma iguaria típica da cidade, que se assemelha a uma casquinha de sorvete e que pode ser usada como tal. É o maior sucesso. Algumas dessas casas ficam com filas enormes à espera do trdelnik. Alguns são servidos com frutas, outros com sorvetes ou também podem ser degustados isoladamente, sem recheio. Foi o que fizemos.

O preparo do trdelnik. Um sucesso nas ruas de Praga.

Estava muito frio. O dia mais frio da viagem até aqui. A umidade piorava a sensação térmica. Decidimos voltar para o hotel e arrumar as malas para partir no dia seguinte. Nessa nossa última noite em Praga, fomos jantar no bom Restaurante Portfolio, com uma estrela Michelin. Tínhamos reservado de véspera. O restaurante fica próximo ao hotel. É bom, mas não achamos excepcional a ponto de merecer esse destaque do Michelin.

A despedida da Ponte Carlos.

CHEGANDO A SALZBURGO

09 de maio de 2017

Pela manhã saímos para Salzburgo, num voo da Lufthansa, com conexão em Frankfurt. São pouco mais de uma hora de Praga para Frankfurt, 40 minutos de conexão e mais uma hora de voo até Salzburgo. O tempo de conexão era muito curto e o aeroporto de Frankfurt é muito grande. Quase perdemos o voo pra Salzburgo.

Salzburgo.

Pegamos um táxi do aeroporto até a Rua Goldgasse (Beco Dourado), bem no centro histórico de Salzburgo, onde ficava Hotel Goldgasse. O táxi nos deixa na entrada do beco e precisamos seguir a pé, arrastando as malas até o hotel.

O Hotel Goldgasse, no centro de Salzburgo.

O hotel é maravilhoso. Pequeno, charmoso. Um hotel boutique, numa das casas seculares do beco, que foi totalmente adaptada para o empreendimento. Os quartos são grandes e muito bem decorados.

Detalhe da decoração do Hotel Goldgasse.

A Torre da prefeitura de Praga.

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O BAIRRO JUDEU DE PRAGA

08 de maio de 2017

O Bairro Judeu de Praga fica ao lado da Cidade Velha. É denominado de Josefov, em homenagem ao Imperador José II que realizou grandes transformações no bairro e derrubou as muralhas do Gueto. Hoje, o acesso se dá por uma ampla avenida, bastante movimentada, com algumas das mais importantes lojas de grife da cidade. As principais marcas do Mundo aparecem por aí.

Símbolo do Bairro Judeu de Praga

Os Judeus começaram a ocupar essa região desde a Idade Média, no século X, quando aumentou muito o número de judeus em Praga, em função do êxodo vindo dos países do ocidente e outros vindos do Império Bizantino. Os grupos acabaram vivendo conjuntamente nessa área, onde foram formados Guetos. Ao longo da história, sempre foram perseguidos e sofreram opressões legais.

Detalhe do Bairro Judeu de Praga

A primeira visita que fizemos aí foi à Sinagoga Pinkas, fundada em 1479 pelo Rabino Pinkas, uma das muitas que existem no bairro e a mais visitada. Hoje a Sinagoga foi transformada em uma espécie de Museu. Nas sua paredes foram escritos os nomes dos 77.297 judeus mortos a partir do Campo de Concentração de Terezín, na antiga Tchecoslováquia.

Os nomes dos judeus mortos no Campo de Terezín na Tchecoslováquia.

Nas salas anexas aparecem uma exposição de desenhos infantis, feitos pelas crianças judias presas nos Campos de Concentração. Os desenhos são angustiantes. Passam uma ideia sobre o turbilhão de sentimentos que aquelas crianças guardavam dentro de si.

Desenhos infantis no museu da Sinagoga Pinkas

No lugar onde hoje aparece a Sinagoga Pinkas existem vestígios de ocupação desse o século XI. Banhos rituais eram realizados ali. A estrutura gótica tardia do saguão principal da Sinagoga é muito bonita.

Detalhe do teto da Sinagoga Pinkas.

Na saída da Sinagoga Pinkas, entramos direto no Velho Cemitério Judeu de Praga, uma importante atração turística do bairro. Os judeus, na Praga medieval, por mais de 300 anos, somente podiam ser enterrados aí. O cemitério foi fundado em 1478. O espaço era pequeno para os séculos de restrição aos enterros dos judeus. Estima-se que existam aí, cerca de 12 mil lápides, com 100 mil pessoas sepultadas, amontoadas umas sobre as outras.

O Cemitério Judeu de Praga

O resultado é o conjunto desordenado de milhares de lápides sobrepostas em várias camadas. Às vezes chegam a doze níveis estratificados de sepulturas. O cemitério funcionou como a única opção para o enterro dos judeus.

Lápides concentradas no Cemitério Judeu.

Saímos do Cemitério Judaico e continuamos pelas ruas do Bairro Judeu, que é um verdadeiro museu a céu aberto. Fomos até a Sinagoga Staranová ou Sinagoga Velha–Nova, construída em 1270 e a mais importante e antiga da cidade. É também a Sinagoga mais antiga da Europa. Judeus do Mundo inteiro vão a Praga para conhecer a Sinagoga Velha-Nova.

A Sinagoga Velha-Nova

A arquitetura gótica da sinagoga foi a primeira nesse estilo, na cidade de Praga. Preservada, ela sobreviveu a vários incêndios, demolições, massacres contra judeus e guerras continuadas. É um local de forte devoção religiosa.

A Sinagoga Velha-Nova

Foi aí que pregou o Rabino Löw, o mais famoso Rabino de Praga medieval. O Rabino Löw viveu em Praga no final do século XVI. Estudioso e culto, acreditava-se que o Rabino Löw tinha poderes mágicos.

Local onde pregava o Rabino Löw

Existe uma lenda sobre os judeus de Praga que fala sobre o Golem, um ser de barro criado pelo Rabino Löw. O Golem era agressivo e assustador. Segundo a lenda, o seu cadáver foi colocado nos telhados da Sinagoga Velha-Nova e está lá até hoje.

Imagens do Golem sendo vendidas nas lojas do Bairro Judeu.

 

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O BAIRRO DE MALÁ STRANA E O CASTELO DE PRAGA

07 de maio de 2017

O bairro de Malá Strana em Praga, depois da Cidade Velha, é o que mais se manteve com as características do passado. O bairro possui inúmeros palácios, casas medievais e barrocas. Foi fundado no século XIII, na beira do Rio Moldava e na parte baixa da colina onde fica o Castelo de Praga.

O bairro de Malá Strana

Entramos no Malá Strana a partir da Ponte Carlos e seguimos direto para a Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa, com o objetivo de visitar o Menino Jesus de Praga, uma das atrações imperdíveis e desejadas da cidade. Essa igreja, de 1613, foi o primeiro prédio barroco de Praga.

A Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa

O grande destaque da Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa é a pequena imagem do Menino Jesus de Praga. Guardado numa caixa de vidro, em um altar de mármore à direita do altar principal. Ao Menino Jesus são atribuídos uma série de milagres e por isso possui uma grande devoção entre os católicos.

O Menino Jesus de Praga

A imagem foi trazida da Espanha e doada às Carmelitas em 1628. Na igreja existe um pequeno museu sobre o Menino Jesus de Praga, cujo destaque são as inúmeras roupas que ele usou ao longo do tempo. Quase sempre, doações de países, chefes de estado e celebridades.

O Menino Jesus de Praga

A praça principal do bairro de Malá Strana fica junto à muralha externa do Castelo de Praga. É dominada pela igreja barroca de São Nicolau, do século XVIII.

A Igreja de São Nicolau na praça principal de Malá Strana

O interior da igreja é muito rico. Dentre os destaques, se sobressaem o púlpito intensamente enfeitado com querubins dourados, de 1765, o afresco da cúpula de 70 metros de altura, de 1754 e as estátuas dos grandes mestres da igreja, como a de São Cirilo matando um pagão.

A estátua de São Cirilo matando um pagão.

Deixamos a praça de Malá Strana para trás e subimos a escadaria para o Palácio Real. São 212 degraus de uma subida intensa, mas que vale a pena, pois a vista lá de cima é maravilhosa. A cada parada da escadaria, existe um mirante especial.

A escadaria para o Palácio Real.

A história de Praga começou com o Castelo de Praga, a partir de uma cidadela fundada no século IX. O Castelo que surgiu dentro de muralhas protegidas, foi reformado por inúmeras vezes, sobretudo no reinado de Carlos IV. Desde 1918, é a sede do governo da República da Tchecoslováquia e depois da República Tcheca.

As vistas lá do alto são maravilhosas.

Dentro do Castelo estão preservadas igrejas, capelas, salões e torres. O maior destaque fica para a catedral gótica de São Vito, de 1344, um dos mais fantásticos edifícios de Praga.

A catedral gótica de São Vito

Lá dentro do Castelo aparece uma linda ruazinha estreita e curta onde moravam os ourives da cidade no século XVII. A Viela Dourada possui casas pequena e coloridas. Hoje são lojas de lembranças da cidade, galerias de arte e artesanatos.

Detalhes da Viela Dourada.

Na parte baixa do Castelo aparece a Torre Dalibor, uma torre medieval, com telhado piramidal, que servia de prisão na Idade Média. Deixou de ter essa função em 1781.

A Torre Dalibor

Quando saímos dos muros do Castelo de Praga, paramos nos Jardins Sul, na estreita faixa do terreno abaixo do Castelo. Um local especial para passear e concluir a visita ao Castelo, com belíssimas vistas da cidade de Praga.

Belas vistas a partir dos Jardins Sul.

Saímos do Castelo de Praga e descemos as escadarias para fazer o caminho de volta à Cidade Velha. Na descida procuramos uma pontes mais afastadas para fazer uma bela foto da Ponte Carlos.

A Ponte Carlos

Antes de voltar à Ponte Carlos, tivemos a grata surpresa com algumas lojas de marionetes na base da ponte, no bairro de Malá Strana. Os bonecos de marionetes são característicos de Praga e aparecem em muitos locais, mas aí vimos os melhores.

Os bonecos de marionetes

Atravessamos mais uma vez a Ponte Carlos, que continuava bastante movimentada. A cidade estava lotada por conta da Maratona de Praga e do feriadão para os Tchecos. Tivemos dificuldades em encontrar restaurantes, por isso tínhamos feito uma reserva previa para o bom restaurante. O Pasta Fresca, um italiano legítimo no coração da Cidade Velha. Os restaurantes italianos são sempre uma boa opção para viagens longas, quando não temos mais paciência para arriscar pratos desconhecidos. O Pasta Fresca é excelente.

Praga

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A MAGNÍFICA PONTE CARLOS EM PRAGA

07 de maio de 2017

Passear pela Ponte Carlos é como admirar um museu a céu aberto. Muitas das estátuas que estão aí, são réplicas, cujas originais foram transferidas a partir da década de 60, para o Museu Nacional, a fim de que fossem melhor conservadas.

As estátuas da Ponte Carlos

A primeira estátua implantada na ponte foi a de São João Nepomuceno, em 1683, e até hoje uma das mais procuradas e fotografadas pelos turistas. O culto a São João Nepomuceno, na Boêmia, foi estimulado pelos Jesuítas, para fazer frente à adoração ao pensador religioso Jan Hus, o herói e difusor do protestantismo na região. Nepomuceno era vigário geral da arquidiocese de Praga e se desentendeu com o Rei Venceslau IV, que mandou jogá-lo da Ponte Carlos, no Rio Moldava, onde se afogou. Virou herói e Santo.

São João Nepomuceno.

Hoje existem imagens de São João Nepomuceno em várias pontes da Europa. Dizem que o motivo do Rei ter se desentendido com Nepomuceno, foi por ele ter se recusado a revelar as confissões da Rainha. Os fieis acreditam que quem toca a imagem de São João Nepomuceno, voltará a Praga em breve. Quase todos que atravessam a ponte fazem isso. A figura do santo fica desgastada de tanto as pessoas passarem a mão nele.

Tocar na história de São João Nepomuceno faz voltar a Praga.

Logo na entrada da ponte, do lado direito de quem vem da Rua Carlos, aparece a estátua de Nossa Senhora e São Bernardo, de 1709. Ricamente decorada, ela apresenta elementos do barroco, como querubins.

Nossa Senhora e São Bernardo

Em frente a ela fica a estátua de São Ivo, protetor dos advogados que dedicou toda a sua vida aos pobres, de 1711.

São Ivo

Na sequência, do lado esquerdo de quem segue nesse caminho vem a estátua de Santa Bárbara, Santa Margarida e Santa Isabel, de 1707.

Santa Bárbara, Santa Margarida e Santa Isabel

Em frente aparece a estátua de Nossa Senhora, São Domingos e São Tomás, de 1708. Os santos estão ao lado da Virgem e seu símbolo, um cachorro.

Nossa Senhora, São Domingos e São Tomás

A estátua de São Cirilo e São Metódio é uma das mais novas, de 1938.

São Cirilo e São Metódio

Já no meio da ponte aparece São João Batista, um trabalho de 1855.

São João Batista

Ao seu lado vem São Norberto, São Venceslau e São Sigismundo, de 1853.

São Norberto, São Venceslau e São Sigismundo

A de Santo Agostinho, filósofo e teólogo, é de 1708.

Santo Agostinho

A estátua de São Caetano é de 1709.

São Caetano

A estátua de São Vito, o padroeiro dos dançarinos, mostra o Santo com os leões que deveriam devorá-lo, mas ao invés disso, lhe lamberam.

São Vito e os leões.

A de Jesus entre São Cosme e São Damião é de 1709.

Uma das mais notáveis estátuas da Ponte é a de Santa Lutgarda, de 1710, esculpida por Matthias Braun, quando tinha apenas 26 anos. A estátua conta a história da freira cega que voltou a enxergar quando Jesus apareceu e ela beijou as suas feridas.

A estátua de Santa Lutgarda com Jesus é uma das obra-primas da ponte.

No final da Ponte aparece a Torre da Ponte de Malá Strana, que dá acesso a esse bairro de Praga. A torre era também utilizada como fortificação para a proteção da Cidade Velha.

Torre da Ponte, de Malá Strana

Veja mais sobre a Ponte Carlos em https://.com/2017/06/17/chegando-a-ponte-carlos-em-praga/

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CHEGANDO À PONTE CARLOS EM PRAGA

07 de maio de 2017

Uma das maiores atrações da cidade de Praga, é a Ponte Carlos. Saindo da praça central da Cidade Velha, seguimos andando pela estreita e sinuosa Rua Carlos, que segue sempre lotada de turistas, mas naquele dia em especial o número era excepcionalmente maior, por conta da Maratona de Praga que aconteceu pela manhã.

Detalhe do traçado e arquitetura da Rua Carlos.

A Rua Carlos é medieval, data de um período anterior ao século XII e faz parte do Caminho Real, por onde reis e rainhas desfilavam nos dias de coroação em direção ao Castelo de Praga. Muitas das casas da Rua Carlos sobreviveram ao tempo e às Grandes Guerras Mundiais. Hoje foram transformadas em casas comerciais a serviço do turismo da cidade. Pousadas, hotéis, museus, restaurantes, lanchonetes, bares, galerias de arte e lojas estão por todos os lados.

Detalhes da Rua Carlos

Ao final da Rua Carlos chegamos na Praça dos Cavaleiros da Cruz, em frente a uma das entradas da ponte, a Torre da Ponte da Cidade Velha. No centro da praça aparece a colossal estátua de Carlos IV. O Imperador do Sacro Império. Culto e inteligente, que governou a região da Boêmia e fez Praga prosperar, de 1346 a 1378. Calos IV fundou a primeira Universidade da Europa Central.

A estátua de Carlos IV, na Praça dos Cavaleiros da Cruz

A Ponte Carlos, que atravessa o Rio Moldava, conectando a Cidade Velha ao bairro de Malá Strana. A ponte, que possui 520 metros de extensão e 10 metros de largura, foi fundada por Carlos IV, em 1357, substituindo a medieval Ponte Judite que na época era a única existente entre os dois lados da cidade. Permaneceu assim até 1741.

A Ponte Carlos

Na entrada da ponte, para quem vem da Rua Carlos, aparece a Torre da Ponte da Cidade Velha, erguida em 1380, em estilo gótico, por ordem de Carlos IV, mas concluída por Venceslau IV, seu filho e sucessor. Fazia parte das fortificações da cidade.

A Torre da Ponte da Cidade Velha

Muitos consideram a Torre da Ponte da Cidade Velha, como uma obra-prima mundial do estilo gótico. A torre foi obra de Peter Parler, apresenta decoração rebuscada, e no alto, as esculturas de São Vito, padroeiro da ponte, Carlos IV e Venceslau IV.

As esculturas de São Vito, Carlos IV e Venceslau IV

A ponte é ricamente decorada, por trinta estátuas de santos em ambos os lados. A decoração original era apenas um crucifixo de madeira, que reinou sozinho por duzentos anos. A imagem do cristo foi colocada em 1629.

Uma multidão circula sobre a ponte a todo instante.

Hoje a ponte está aberta apenas para pedestres. Ela foi construída com blocos de arenito, fortalecidos por ovos misturados à argamassa. Está apoiada sobre 16 grandes pilares.

A estrutura da Ponte Carlos.

Dezenas de artistas de rua, pintores, cantores e músicos, populares e clássicos, ficam aí o dia inteiro vendendo os seus produtos ou as suas artes. Esse post continua em “A Magnífica Ponte Carlos em Praga”.

Artistas de rua na Ponte Carlos

Veja mais sobre a Ponte Carlos em: https://umpouquinhodecadalugar.com/2017/06/17/a-magnifica-ponte-carlos-em-praga/

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A IGREJA DE NOSSA SENHORA DIANTE DE TŸN EM PRAGA

07 de maio de 2017

Voltamos ao centro histórico de Praga, nesse segundo dia na cidade. A primeira visita que fizemos foi à Igreja de São Tiago, na periferia do centro histórico. A igreja atual em estilo barroco data de 1689. Possui algumas histórias associadas a ela. O magnífico túmulo do conde Vratislav de Mitrovice é o mais bonito da Boêmia. Dizem que o conde foi enterrado vivo, pois mais tarde o seu cadáver foi encontrado sentado.

Detalhe do magnífico túmulo do conde Vratislav de Mitrovice

Na entrada da igreja existe um antebraço mumificado e pendurado na parede, que dizem ter sido de um ladrão que tentou roubar as joias de Nossa Senhora, que estavam no altar. Ela segurou o braço do ladrão com tanta força que tiveram que amputá-lo. Um dos destaques da igreja é o maravilhoso órgão de 1702.

O maravilhoso órgão da Igreja de São Tiago.

Seguimos adiante em direção à praça central da Cidade Velha de Praga. As ruas estavam interditadas pois acontecia a Maratona de Praga, considerada uma da melhores do Mundo, pelo clima ameno dessa época do ano e pelo inusitado de o ponto de largada e chegada ser no centro histórico da cidade.

Os atletas chegando na Maratona de Praga.

Praga estava absolutamente impactada pelos maratonistas, suas famílias e acompanhantes. Uma festa. Na reta de chegada, na praça central da Cidade Velha, a animação ficava por conta de uma charanga brasileira e tcheca tocando samba reggae.

A banda de samba reggae animando a chegada da Maratona de Praga.

No centro da praça, destaca-se o enorme Monumento a Jan Hus, , o líder da Reforma Protestante e herói Tcheco. Hus foi queimado na fogueira, condenado à morte, como herege, pelo Concílio de Constança, em 1415. Com a sua morte surgiu o movimento dos Hussitas, que com uma enorme força bélica, mesmo utilizando armas simples, se opôs às cruzadas católicas do imperador e obteve muitas vitórias.

O monumento a Jan Hus, na praça central da Cidade Velha de Praga

Um dos destaques da Cidade Velha é a enigmática igreja de Nossa Senhora Diante de Tÿn. As suas magníficas torres dominam a praça, mas visitá-la não é fácil. A fachada fica por detrás de algumas casas da praça medieval. Encontrar a entrada da igreja já é difícil, fica por dentro de uma arcada em uma das casas que estão a sua frente.

As magníficas torres da Igreja de Nossa Senhora Diante de Tÿn

A igreja hoje é em estilo gótico. Começou a ser construída no século XIV. Depois da Reforma Protestante da Boêmia, ela se tornou o principal templo Hussita da região.

A entrada da Igreja é difícil de achar.

Na Praça da Cidade Velha existem inúmeros casarões em variados estilos, cheios de cores e elementos decorativos. A praça é o principal ponto de encontro e procura para quem visita Praga. Restaurantes, cafés, bares, lojas e galerias completam as atrações.

Fachada de casarão na praça da Cidade Velha.

Seguimos adiante em direção ao Rio Moldava e nos deparamos com um museu inusitado, para Praga. O Apple Museum, em pleno centro histórico da cidade, contrastando a tecnologia de última geração com um centro histórico medieval. O Museu não é oficial. Abriga a maior coleção privada de produtos da Apple.

O Appel Museum de Praga

Num edifício histórico, no centro da cidade, aparecem desde o primeiro Macintosh até todos os modelos de iPod, iPhone e iPad e muito mais. São ao todo 472 artigos com a marca da Apple.

Steve Jobs no Apple Museum de Praga

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O RELÓGIO ASTRONÔMICO DE PRAGA

06 de maio de 2017

Chegamos à Praça da Cidade Velha através da Rua Celetná, uma das mais antigas de Praga. É o principal vetor dessa parte da cidade. A partir do século XIV, ganhou prestígio por fazer parte do Caminho Real, que ligava os dois mais importantes centros de poder da cidade: a Casa Municipal e o Castelo de Praga. Por muito tempo, os reis e rainhas da Boêmia seguiam esse caminho nas cerimônias de coroação.

A Rua Celetná

Hoje a Rua Celetná possui muitos prédios de interesse histórico e arquitetônico. Restaurantes, bares, lojas e cafés completam as atrações da rua. Seguimos até a Praça da Cidade Velha, o ponto mais visitado e fotografado da cidade. Os edifícios que circundam a praça preservam a riqueza e a história de Praga.

A movimentada Rua Celetná

O ponto mais disputado pelos turistas que lotam a praça é a frente do Relógio Astronômico, um dos símbolos de Praga. O relógio fica no prédio da prefeitura da Cidade Velha. Foi construído inicialmente em 1490, pelo relojoeiro-mestre Jan Z Ruze. O relógio ficou tão fantástico, que os conselheiros, temendo que ele pudesse ser reproduzido em outro lugar, cegaram o relojoeiro-mestre.

O belo Relógio Astronômico na Prefeitura da Cidade Velha.

A principal atração do relógio é a procissão dos 12 apóstolos que acontece a cada hora cheia. Nesses momentos, a praça se enche de curiosos encantados com os movimentos que o relógio faz.

A procissão dos 12 apóstolos

Antes de começar a procissão, um esqueleto, a figura da morte, puxa a corda da mão direita e à esquerda, uma ampulheta sobe e vira, para a contagem final do tempo. Nesse momento, duas janelas se abrem acima do relógio e as imagens dos apóstolos se movimentam e são vistas pelas janelas. No final da apresentação, um galo canta e o relógio bate a hora marcada.

O esqueleto na borda do relógio.

O relógio é também uma apresentação astronômica. A Terra está no centro e os astros à sua volta. A intenção era reproduzir as órbitas do “sol” e da lua ao redor da Terra. Aparecem também os 12 signos do zodíaco.

Detalhe do Relógio Astronômico de Praga.

Após essa primeira visita à Cidade Velha, tivemos dificuldade em conseguir um bom restaurante para jantar. A cidade estava lotada por causa da Maratona de Praga e do feriadão que haveria em sequência, pois no dia 08 de maio é feriado na cidade. Normalmente fazíamos uma consulta pelo aplicativo do Trip Advisor. Fizemos três tentativas frustradas e desistimos. Escolhemos o mais próximo para tentar. Demos sorte Restaurante Le Grill, estava lotado, mas eles abriram vagas na varanda interna do hotel. Um bom restaurante, com um menu degustação moderno.

Milhares de pessoas na praça aguardando o relógio tocar.

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A CIDADE VELHA DE PRAGA

06 de maio de 2017

Deixamos Budapeste para trás. Seguimos para o aeroporto para pegar um voo de aproximadamente uma hora até Praga, pela Checz Airlines, a companhia Tcheca de aviação. Chegamos em Praga e fomos direto para o Hotel Grand Majestic Plaza. Um bom e grande hotel, com localização excelente. A 200 metros do centro histórico da cidade.

O Hotel Grand Majestic Plaza

Praga é a capital da República Tcheca, país jovem, que surgiu em 1993, a partir do desmembramento da antiga Tchecoslováquia, que se transformou em dois países: República Tcheca e República da Eslováquia. Essa é a região da antiga Boêmia, no coração da Europa Central. A cidade possui hoje, pouco mais de um milhão de habitantes.

A Cidade de Praga

A localização estratégica, no centro da Europa, sempre fez de Praga uma cidade importante. Mercadores estrangeiros passavam e paravam por aí, desde os tempos da Idade Média. A atual Praça da Cidade Velha, era no passado, um grande mercado livre.

A Praça da Cidade Velha

A cidade prosperou muito na Idade Média, durante o reinado de Carlos IV, que foi Imperador do Sacro Império Romano. Nessa época, Praga se tornou uma cidade magnífica. Maior que Paris e Londres. Carlos foi um Imperador inteligente e culto. Criou a primeira universidade da Europa Central.

Praga

A cidade fez parte do Império Austro-húngaro. Do século XVII até o início do século XX, ficou em poder dos Habsburgos da Áustria. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi invadida pelo exército alemão. Depois de libertada pelos soviéticos, viveu quatro décadas sob o regime comunista e a opressão soviética. Após a Revolução de Veludo de 1989, Praga passou a viver uma realidade democrática, e floresceu para o Mundo.

O centro histórico de Praga

O centro histórico de Praga está dividido em cinco partes: a Cidade Velha, o Bairro Judeu, a Cidade Nova, a Malá Strana e o Castelo de Praga. Esses cinco bairros se estendem em margens opostas do Rio Moldava, um dos mais importantes afluentes do Rio Elba, um dos maiores da Europa Central.

O Rio Moldava divide a cidade.

Começamos a circular por Praga, pela Cidade Velha, o coração do centro histórico. Cheio de ruas estreitas e tortuosas, com edifícios maravilhosos dos períodos medieval, renascentista e barroco.

O centro de Praga.

Antes de entrar na Cidade Velha, passamos pela Casa Municipal, o mais famoso prédio em estilo Art Nouveau de Praga. O edifício foi construído no início do século XX. Na bela fachada, possui um grande mosaico semicircular de Karel Spillar que faz uma Homenagem a Praga.

A Casa Municipal

O interior do prédio possui uma sala de concertos, restaurantes e bares. Possui uma decoração suntuosa com estuques e estátuas alegóricas.

O interior da Casa Municipal

Entramos na Cidade Velha pelo Portão da Pólvora, erguido no século XI quando era uma das 13 entradas da Cidade Velha. A torre atual é do século XV. O nome de Portão da Pólvora deve-se ao fato de ter sido o depósito de pólvora da cidade, no século XVII.

O Portão de Pólvora

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A IGREJA DE MATIAS E O BASTIÃO DOS PESCADORES DE BUDAPESTE

05 de maio de 2017

Seguimos caminhando pelo Bairro do Castelo e fomos até a Igreja de Matias. Na frente da igreja fica a Praça da Santíssima Trindade, a mais animada do Bairro do Castelo e centro da cidade medieval. No centro da praça, o monumento barroco da Santíssima Trindade, erguida em 1714, que dá nome ao local, é um memorial às vítimas da epidemia de peste de 1691.

O monumento à Santíssima Trindade.

A Igreja de Matias é a mais importante do Bairro do Castelo e uma das principais de Budapeste. Na realidade ela é em homenagem à Nossa Senhora, mas conhecida popularmente como Igreja de Matias, numa referência ao Rei Matias, coroado aí em 1458.

A Igreja de Matias

A construção original data do século XIII. Sofreu inúmeras modificações ao longo dos séculos. No século XVI, durante a ocupação turca na Hungria, foi utilizada como mesquita e passou a se chamar de Mesquita Maior. Com a expulsão dos turcos voltou ao seu papel de igreja católica. A última grande reforma se deu no final do século XIX, quando ela assumiu o formato neogótico atual.

O interior da Igreja de Matias.

Em frente à Igreja de Matias fica a Estátua do Rei Estevão I, o primeiro rei dos Húngaros.

A Estátua do Rei Estevão I

O Bastião dos Pescadores ou Halászbástya, em húngaro, fica em frente. É um dos lugares mais lindos de Budapeste. Foi construído de 1895 a 1902, em homenagem às sete tribos magyares que fundaram a Hungria, cada tribo é representada por uma das torres do Bastião.

O Bastião dos Pescadores.

No local do Bastião, funcionou na Idade Média, um mercado de peixes, o que deu nome aos terraços. Foi construído como um elemento de defesa para o Bairro do Castelo, mas nunca funcionou como tal. Foi transformado num grande mirante, com terraços maravilhosos, de onde se tem as melhores vistas de Peste e do Rio Danúbio. À noite, a iluminação dá ao Bastião dos Pescadores uma imagem especial da cidade de Budapeste.

A vista do Bastião dos Pescadores é maravilhosa.

Não descemos a pé, o que teria sido mais agradável, porque estava chovendo em Budapeste. Pegamos o teleférico de volta e seguimos andando pela cidade até encontrar o excelente restaurante Baraka, recomendado pelo App Trip Advisor. O restaurante é comandado hoje por um chef brasileiro, o André, que está concorrendo à sua primeira estrela Michelin.

Restaurante Baraka.

Voltamos andando para o nosso hotel, nas imediações da Avenida Andrassy. Decidimos subir na Budapeste Eye, uma Roda Gigante, de onde temos uma vista maravilhosa de Budapeste à noite. Foi uma excelente maneira de nos despedirmos dessa cidade encantadora.

Budapeste Eye.

Vista noturna da Catedral de Santo Estevão

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A CASA DO TERROR E BAIRRO DO CASTELO DE BUDAPESTE

05 de maio de 2017

A Casa do Terror, Terror Háza em húngaro, não é uma casa mal-assombrada de um parque de diversões. É um museu em Budapeste, localizado na Avenida Andrassy, a mais charmosa e principal das avenidas da cidade. Nesse endereço, Avenida Andrassy, nº 60, funcionou, desde a década de 30, o Quartel General do Partido Nacional Socialista Húngaro, o partido nazista deles, denominado de Arrow Cross, que perseguiu e tentou exterminar judeus, durante a ocupação alemã, entre 1944 e 1945.

A Casa do Terror em Budapeste

Depois da Segunda Guerra Mundial, quando os soviéticos expulsaram os alemães, essa mesma casa foi ocupada pela polícia comunista da União Soviética, que tocou o terror entre 1945 a 1956. Perseguiu os cidadãos húngaros que se posicionavam contra a ocupação soviética. O museu foi criado para homenagear as vítimas do terror desses dois períodos, em especial daquele marcado pela ocupação soviética. A casa virou museu em 2002. Hoje a visita à Casa do Terror é interessante e bastante interativa.

Judeus mortos durante a perseguição nazista na Hungria.

Depois de visitar a Casa do Terror, seguimos a pé até o bairro de Buda. Para chegar ao Bairro do Castelo, no alto das colinas de Buda, pegamos um bondinho funicular ao lado da Ponte das Correntes. É possível ir a pé, mas a subida é puxada.

O teleférico de Budapeste.

Chegamos ao Palácio do Castelo de Buda, no alto da colina. O Palácio original era do século XIII. Sempre teve uma participação ativa na vida da cidade e da Hungria. O formato atual começou a ser definido no reinado dos Habsburgo, no século XVIII, mas mesmo assim foi destruído várias vezes. A última grande reconstrução aconteceu após a Segunda Guerra Mundial, quando foi destruído mais uma vez.

O Palácio Real de Buda.

Na área do Castelo existem excelentes mirantes, de onde se tem vistas maravilhosas do Rio Danúbio e da cidade de Budapeste. Lojas e restaurantes completam os serviços dos arredores do Palácio. Existem, nos arredores e na área do Castelo, ruínas das construções originais do período medieval.

As vistas dos terraços do Palácio do Castelo são maravilhosas.

O Bairro de Peste aparece do outro lado do rio, lá de cima podemos ver as pontes sobre o rio e o imponente edifício do Parlamento se destaca nas margens do Danúbio.

Vista do Danúbio com o Edifício do Parlamento ao fundo.

No palácio existem importantes acervos históricos, como a Galeria Nacional e o Museu de Arte Contemporânea. Do lado de fora, a bela estátua equestre do Príncipe Eugênio de Savoia, domina o mirante. Almoçamos num dos restaurantes na beira do mirante. Não entramos nos museus nem no Palácio, preferimos seguir andando pelo Bairro do Castelo.

A bela estátua equestre em frente ao Palácio Real.

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