COMEÇANDO A VIAGEM PELA IRLANDA

13 de setembro de 2018

Saímos de Edimburgo, na Escócia, com destino a Kilarney na Irlanda, num voo da British Airways, com escala em Londres. A parada final foi no Aeroporto de Cork, já na Irlanda, onde pegamos um carro e seguimos para Kilarney, que fica na ponta sudoeste da Ilha da Irlanda.

A Catedral de Kilarney

A Ilha da Irlanda é a segunda maior do arquipélago das Ilhas Britânicas, está dividida em Irlanda do Sul e Irlanda do Norte. A Irlanda do Sul, República da Irlanda ou Eire, é um país independente e ocupa a maior parte da Ilha da Irlanda. A ponta nordeste da ilha é formada pela Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido e, portanto, é subordinada ao parlamento britânico.

A Ilha da Irlanda dividida em duas partes.

A República da Irlanda hoje faz parte da União Europeia, é um país moderno e desenvolvido, possui um dos maiores IDH do mundo. A capital e maior cidade do país é Dublin. A população total da República da Irlanda é de 4,8 milhões de habitantes.

Detalhe de Dublin

O nosso programa na Irlanda incluía a ponta sudoeste do país, com um roteiro de carro envolvendo os condados de Kerry e Galway, onde estão algumas das maiores atrações do país. No final chegaremos a Dublin, a capital.

A selvagem costa oeste da Irlanda

Essa iria ser a minha primeira experiência dirigindo um carro na mão inglesa e obviamente estava tenso com o desafio. Seguimos até o balcão da Europcar no aeroporto de Cork e descobrimos que eles não tinham o carro que havíamos locado previamente, nos deram um “up grade” e pegamos um Volvo XC60 automático, um excelente carro, para a nossa sorte e conforto.

Esse foi o carro que a Europcar nos entregou

No planejamento inicial da viagem, iriamos circular com o carro alugado pela costa oeste da Ilha da Irlanda e devolveríamos na cidade de Galway, alguns dias depois. A atendente da Europcar nos deu a possibilidade de devolver o carro em Dublin, que seria o nosso destino final na Irlanda, contanto que fosse no mesmo dia previsto para Galway.

Dirigir na mão inglesa é sempre um desafio.

O primeiro contato com o carro com a mão inglesa é tenso, não ficamos muito à vontade. Sair do aeroporto sozinho, seguindo as orientações do GPS do carro e do Waze, que nem sempre são coincidentes, é outro desafio. Como o GPS era muito bom, preferi seguir o GPS.

Os primeiros contatos com a mão Inglesa.

As estradas dessa região do interior da Irlanda são boas, porém estreitas e isso nos assustou. A primeira dificuldade que tive foi com relação às referências de distâncias do lado esquerdo do carro em relação ao acostamento, e esse, às vezes não existia. Saímos do aeroporto e dirigimos 90 km até Kilarney, no Condado de Kerry. A estratégia foi seguir bem devagar e ir me adaptando cada vez mais à direção na mão inglesa.

Estradas estreitas.

Chegamos em Kilarney no final da tarde e o GPS nos levou direto para o Kilarney Plaza Hotel and Spa. O hotel era excelente, amplo, com uma localização privilegiada, na entrada do centrinho histórico da cidade. Quando chegamos, tivemos um novo momento de stress com a direção na mão inglesa, havia um ônibus estacionado na frente do hotel e tivemos dificuldade para parar. No final tudo deu certo. Paramos o carro no estacionamento do hotel e aí deu para relaxar um pouco.

O saguão do excelente hotel Kilarney Plaza Hotel and Spa

Como estávamos bem no centro da cidade, saímos para caminhar pela Main Street, a principal rua de turismo da cidade, cheia de bares e restaurantes, além de lojinhas de lembranças do lugar.

A Main Street

Kilarney é o principal centro de turismo dessa ponta sudoeste da Ilha da Irlanda. A cidade fica lotada o ano inteiro, mas sobretudo no verão. É o ponto de partida para um dos principais circuitos turísticos do país, o Ring Of Kerry (Anel de Kerry), que iremos conhecer no dia seguinte.

Paisagem do Ring Of Kerry

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CAMINHANDO POR EDIMBURGO, NA ESCÓCIA

12 de setembro de 2018

Nesse nosso terceiro dia em Edimburgo, Saímos do hotel e seguimos direto para o Grassmarket, uma praça charmosa que no passado funcionou como um grande mercado e está localizada na parte antiga da cidade.

A Grassmarket

A ladeira de acesso ao Grassmarket é alegre e colorida, possui um grande conjunto de lojas charmosas e especializadas em produtos de magia, máscaras, etc. Muitas delas com acervo de Harry Potter. A praça se destaca pela arquitetura medieval e pela bela vista que tem do Castelo de Edimburgo.

A ladeira de acesso à Grassmarket

Lojas de máscaras na ladeira da Grassmarket

Voltamos para a Royal Mile que na prática é formada por quatro trechos de ruas antigas, no coração da Old Town. A extensão total liga o Castelo de Edimburgo ao Palácio Holyrood.

Loja da Royal Mile com venda do kilt

O Castelo de Edimburgo fica na Castle Hill, na sequência vem a Lawnmarket, a High Street e por fim, a Canongate chega ao Palácio de Holyrood. Seguimos pela High Street e paramos no Museu da Infância (Museum of Childhood), com uma grande coleção de brinquedos que nos leva de volta à infância. Criado em 1955 foi o primeiro museu do mundo com esse tema.

Bonecas no Museum of Childhood

Seguimos pela Canongate até o Palácio Holyrood, a residência oficial da Rainha da Escócia. O Palácio foi construído em 1529 para o Rei Jaime V e a sua esposa Maria de Guise. Não entramos no Palácio, preferimos continuar a caminhar pela cidade.

O Palácio Holyrood

Voltamos andando até a Princess Street, a Rua mais movimentada de Edimburgo. No meio da avenida aparece o Scott Monument, um monumento a Sir Walter Scott, o mais famoso escritor e poeta escocês. O monumento é uma grande torre gótica com aproximadamente 60 metros de altura. No alto do monumento existe um mirante com belas vistas de Edimburgo.

O Scott Monument

Descemos para os maravilhosos jardins da Princess Street que se estende por um vale entre a Royal Mile e a Princess Street. Os jardins formam um refúgio no centro de Edimburgo. É um bom local para caminhadas e de lá temos belas vistas do Castelo de Edimburgo.

Os jardins da Princess Street

Seguimos até o Museu Nacional da Escócia, um dos mais importantes do Reino Unido. O local possui um acervo enorme, mas fomos até lá para ver uma exposição temporária de Rembrant. No dia seguinte seguimos para a Irlanda.

Despedida da Escócia

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EDIMBURGO, A “ATENAS DO NORTE”

11 de setembro de 2018

O Castelo de Edimburgo fica num dos extremos da Cidade Velha, Old Town, no final da Royal Mile, num trecho denominado de Castle Hill. O castelo fica sobre um grande bloco rochoso, o que lhe dá uma proteção geográfica natural. Sempre foi uma fortaleza difícil de ser conquistada.

O Castelo de Edimburgo

No interior do Castelo existem uma série de construções que foram sendo acrescentadas ao longo do tempo, desde o século XII até o século XX. Algumas de caráter militar e outras civis e políticas, o que lhe confere a característica de ser fortaleza, palácio real, guarnição militar e prisão.

O interior do Castelo de Edimburgo.

A fortaleza original foi construída no século VI, pelo Rei Eduíno, que serviu de inspiração para o nome da cidade. Logo na entrada do Castelo chegamos a um mirante de onde se tem belas vistas da cidade de Edimburgo.

Belas vistas a partir do Castelo.

Num desses mirantes, aparece uma bateria de canhões e um deles se destaca, o Mons Meg construído na Bélgica em 1449. É um símbolo para a Escócia. Depois de ter atuado em várias ações militares, ficou na Torre de Londres até ser devolvido à Escócia em 1829 e colocado no Castelo de Edimburgo.

O gigante Mons Meg

A Capela de Santa Margarida, St Margaret’s Chapel, data do século XII e é a construção mais antiga do Castelo de Edimburgo.

A Capela de Santa Margarida

Num dos salões do castelo ficam expostas as joias da Coroa Escocesa, a coroa, a espada e o cetro. O Great Hall é um dos salões principais do castelo. O teto de madeira foi restaurado. Era aqui que aconteciam as reuniões do parlamento escocês até o século XVII.

O Great Hall

Saímos do Castelo e seguimos andando pela Royal Mile, onde muitos turistas circulam a todo momento. Artistas de rua e tocadores da gaita-de-fole escocesa aparecem em vários pontos da avenida. Os gaiteiros geralmente estão vestidos em trajes típicos da Escócia, onde destaca-se o kilt, as saias escocesas que os homens usam, com tecido xadrez que identifica os tartãs dos clãs das Terras Altas.

Gaita de fole

O uso do kilt é muito comum em ocasiões formais, jogos e eventos esportivos, serve como identidade nacional escocesa, mas pode ser encontrado também de forma casual, no dia a dia.

O uso do kilt em Edimburgo.

Decidimos pegar um ônibus de turismo do tipo Hop on Hop Off, aqueles que circulam pela cidade e nos quais podemos parar em qualquer ponto e retomar o circuito depois. É uma forma interessante de ter uma visão panorâmica do lugar e depois escolher os locais que queremos ver mais detalhadamente.

Tour panorâmico por Edimburgo

Fazemos uma parada na Calton Hill, uma colina localizada em uma das extremidades da Princes Street, na região da New Town e de onde se tem excelentes vistas da cidade.

A Calton Hill

No alto da Calton Hill existem vários edifícios históricos imponentes. Dentre eles destaca-se a acrópole inacabada que ajuda a denominar Edimburgo como a “Atenas do Norte”. O local é procurado por jovens que costumam ir até ali para observar o pôr do sol.

A acrópole inacabada

Outro destaque fica para o Nelson Monument e o observatório da cidade. Do alto da Calton Hill é possível avistar a Old Town e a New Town. É de lá que podemos comparar a arquitetura desses dois lados de Edimburgo.

O Nelson Monument

Uma das vistas de destaque do alto da Calton Hill é o Arthur’s Seat, uma montanha de origem vulcânica que fica no centro do Holyrood Park, um grande parque natural numa das extremidades da cidade onde a população local costuma fazer trilhas, caminhadas e piqueniques.

O Arthur’s Seat

Descemos da Calton Hill e seguimos andando pela Princes Street, o “coração” da New Town de Edimburgo. A Princess Street é a principal rua de compras da cidade. À noite jantamos no excelente restaurante Michael Neave’s Kitchen and Whisky Bar, um achado em Edimburgo.

A Princes Street

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CATEDRAL DE SAINT GILES, O “CORAÇÃO” DA REFORMA PROTESTANTE ESCOCESA

11 de setembro de 2018

Edimburgo é a capital da Escócia e sede do Parlamento Escocês, fica na região das Terras Baixas, a sul do estuário do Rio Forth. É a segunda maior cidade do país e possui aproximadamente 500 mil habitantes. É considerada uma das cidades mais bonitas da Europa e possui uma grande importância turística. É a cidade mais visitada da Escócia e a segunda do Reino Unido.

A bela cidade de Edimburgo

A maior parte da cidade está situada sobre duas colinas e um vale. Uma das colinas se estende desde o Castelo de Edimburgo até o Palácio Holyrood, através da avenida Royal Mile. Essa é a parte mais antiga e histórica de Edimburgo. A outra acompanha o desenho da Princes Street, a rua mais movimentada, e centro comercial da cidade.

O Castelo de Edimburgo

Uma das pontas dessa parte da cidade está delimitada pelo Castelo de Edimburgo, que fica sobre uma elevação de granito, a outra ponta é uma antiga montanha de origem vulcânica denominada Arthur’s Seat (Cadeira de Arthur).

O Arthur’s Seat

Como o Hotel Radisson Blu ficava dentro da Cidade Velha, saímos caminhando em direção ao Castelo e fizemos uma primeira parada na Catedral de Saint Giles (Santo Egídio), a maior igreja de Edimburgo, que já foi uma Catedral de fato, mas há muito não tem um bispo. Hoje é uma igreja presbiteriana. É considerada a Igreja Matriz do Presbiterianismo. No seu interior, predomina a riqueza da arquitetura gótica.

A Catedral de Saint Giles

A Catedral foi erguida sobre um antigo santuário existente aí desde o século IX, em homenagem ao padroeiro dos leprosos. Santo Egídio é também o padroeiro da cidade de Edimburgo. No seu interior destacam-se as enormes colunas e texturas do teto.

Interior da Catedral de Saint Giles

Os belos vitrais foram colocados aí no século XIX e servem para iluminar o interior da Catedral durante o dia.

Belos vitrais no Interior da Catedral de Saint Giles

Um dos maiores destaques da Catedral de Saint Giles é a Thistle Chapel, Capela do Cardo, construída no início do século XX. Uma bela capela cujo maior destaque fica para o seu rico teto abobadado com um trabalho bastante rebuscado, em um estilo gótico muito diferenciado e belos dosséis trabalhados em madeira.

Detalhe do teto da Thistle Chapel.

A capela homenageia os Cavaleiros da Ordem do Cardo. No centro existe um trono real esculpido que ainda hoje é usado pela Rainha quando em visita a Edimburgo.

Os belos dosséis esculpidos em madeira.

No centro da Igreja existe uma estátua de John Knox, o líder maior da Reforma Protestante Escocesa e primeiro pastor protestante da Catedral. John Knox nasceu em 1513, nos arredores de Edimburgo. É um “patrimônio” da cidade e da Escócia, esteve envolvido como protagonista da história do país, da Inglaterra e também da Europa, durante a primeira metade do século XVI e até a sua morte em 1572. Comprou briga com reis, rainhas, bispos e papas, até a implantação da Reforma Protestante Escocesa.

Estátua de John Knox no interior da igreja.

John Knox foi um pastor corajoso, ríspido, forte de corpo e de espírito, esteve envolvido em inúmeras intrigas políticas que nortearam a história ao seu redor. Usava o temor a Deus como instrumento de persuasão nos seus sermões fortes e extensos. Se tornou um grande líder político e religioso no seu tempo. Hoje, o túmulo de John Knox encontra-se na Catedral de Saint Giles.

Saiba mais sobre John Knox no video abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=Y1kl1MeIQz8

Interior da Catedral de Saint Giles

 

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DEGUSTANDO UM SINGLE MALTE NAS TERRAS ALTAS DA ESCÓCIA

10 de setembro de 2018

O Highland Folk Museum é um museu ao ar livre que reproduz casas, escolas e outros equipamentos e edifícios das Terras Altas na Escócia. Algumas das casas mostram o estilo de vida dos highlanders ao longo do tempo.

Casa típica das Terras Altas no Highland Folk Museum

O espaço é enorme, possui uma vila típica da Escócia antiga. O museu ficou famoso pois também serviu como set de filmagem para a série Outlander. Algumas das casas foram transportadas para o museu com todo o seu conteúdo interno.

Casa típica das Terras Altas no Highland Folk Museum

Seguimos a viagem de Inverness em direção a Edimburgo e paramos para o almoço no grande outlet e mercado House of Bruar. É um excelente local para parada, possui um mercado espetacular onde se encontra de tudo que está relacionado com a Escócia e com as Terras Altas. Além do mercado, um grande shopping, com produtos locais e bons restaurantes. Quase todos os viajantes que passam pela estrada param na House of Bruar.

The House of Bruar

Após o almoço, seguimos para a destilaria Blair Athol, onde participamos de um tour guiado para conhecer os segredos da produção dos Single Malte escoceses. Esse é um programa obrigatório para quem visita a Escócia. A presença de muita água de excelente qualidade e a tradição escocesa na produção, foram fundamentais para que essa atividade fosse a cara do país.

A destilaria Blair Athol

O Whisky é feito com cevada, levedura e água. A cevada produz o malte que passa por processos de fermentação, destilação e maturação até a obtenção do produto final. A maturação pode se dar em um período mínimo de 3 anos, mas existem marcas especiais que maturam em 10, 15, 18 ou 21 anos. Algumas, especiais, podem maturar em até 50 anos, geralmente em barris de madeira como carvalho, cerejeira, etc..

A destilaria Blair Athol

Ao final do tour, fazemos uma degustação de alguns single maltes da Blair Athol. Essa destilaria destina a maior parte da sua produção para fornecer a outros fabricantes para a produção de blends, que são whiskies obtidos da mistura de vários maltes diferentes.

A degustação dos single maltes da Blair Athol

Compramos uma garrafa do Puro Malte Blair Athol, um single malte envelhecido por 12 anos em barril de Cerejeira Espanhola e que só é vendido na própria destilaria, em função da pequena produção.

Degustação de single malte na Escócia.

Antes de chegar a Edimburgo, fizemos uma última parada no Midhope Castle, do século XV, que fica nos arredores da cidade, dentro de uma propriedade particular. O Castelo ficou famoso por ser um dos sets de filmagem da série Outlander. É o castelo de Jamie Fraser, um dos protagonistas da trama. Na série recebe o nome de Lallybroch. A parte interna do castelo está abandonada e não foi utilizada nas filmagens.

O Midhope Castle

Finalmente, no final da tarde chegamos a Edimburgo através do estuário do Rio Forth, que fica a 14 km da cidade. Sobre o estuário aparece uma ponte ferroviária espetacular construída no final do século XIX, em 1890. Foi a maior ponte de aço já feita no mundo até então, com 2,5 km de comprimento.

A ponte sobre o Rio Forth

Chegamos a Edimburgo e fomos direto para o nosso hotel, o Radisson Blu de Edimburgo, localizado no centro histórico da cidade, a 300 metros do Castelo de Edimburgo. A localização e o serviço do hotel são espetaculares. Jantamos num bom restaurante em frente, o Whiski bar and restaurant, tipicamente escocês, onde provamos o haggis, um prato tradicional da Escócia, feito com bucho de cordeiro recheado com vísceras, acompanhado de um bom vinho.

O Hotel Radisson Blu de Edimburgo

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A BATALHA DE CULLODEN NA ESCÓCIA

10 de setembro de 2018

Começamos o último dia nas Terras Altas com algumas visitas aos arredores de Inverness. No final do dia chegaríamos em Edimburgo. A primeira parada que fizemos foi no local onde aconteceu a Batalha de Culloden, um dos eventos mais marcantes da história da Escócia.

O Campo de Culloden

A Batalha de Culloden aconteceu no dia 16 de abril de 1746, foi o momento mais marcante e que destruiu definitivamente o movimento jacobita. Aconteceu numa grande planura pantanosa próxima a Inverness, o Pântano de Colloden, entre as tropas britânicas e os rebeldes jacobitas escoceses. Os jacobitas foram dizimados por 9 mil soldados ingleses.

Casa típica das Terras Altas no Campo de Culloden

O movimento jacobita tem a sua denominação derivada do rei Jaime II da Inglaterra, o Jaime VII da Escócia, católico e descendente dos Stuarts, que em latim é denominado Jacobus Rex, daí a expressão jacobitismo. O Rei foi deposto pela Revolução Gloriosa de 1688, quando Guilherme de Orange subiu ao poder. O símbolo dos jacobitas é a rosa branca, a White Rose of York.

Homenagem aos Clãs dizimados na Batalha de Culloden

O Príncipe Charles Edward Stuart, o Jovem Pretendente, descendente de Jaime VII da Escócia, que viveu na França, almejava ser Rei da Inglaterra e Escócia retomando um poder que acreditava ser seu, foi derrotado com um exército de rebeldes católicos recrutado nos clãs das Highlands.

Vestimenta típica dos escoceses.

Os rebeldes escoceses, católicos, tentavam recolocar um Stuart no trono da Escócia e da Inglaterra, fizeram um movimento que conquistou grandes áreas, chegou muito perto de Londres, mas terminou com a derrota massacrante na Batalha de Culloden. A partir daí a repressão aos costumes escoceses se tornou mais implacável. A existência dos Clãs, uma espécie de estrutura feudal típica da Escócia e o uso do tartã, tecidos coloridos com um padrão xadrez que identificavam os clãs, foi proibido por mais de 100 anos.

Memorial aos mortos na Batalha de Culloden

Hoje em dia, no campo de Culloden existem pedras identificando os vários clãs da Escócia. Os visitantes procuram pelos marcos dos clãs dos MacKenzie e dos Frasers, por conta da série Outlander onde essas famílias são protagonistas. No centro do campo de Culloden, um memorial homenageia os mortos na batalha. Na área do campo de Culloden existe um grande centro de visitantes com apresentação audiovisual sobre os fatos históricos que marcaram essa região.

Marco em homenagem ao Clã Fraser

Saímos do Campo de Culloden e seguimos até o sítio arqueológico de Clava Cairns, que serviu de inspiração para a história da série Outlander. O sítio arqueológico possui um grande conjunto de pedras que serviam para rituais religiosos dos povos primitivos da região das Terras Altas. Na série, a autora imaginou um círculo de pedras semelhante denominado de Craigh na Dun, que na realidade não existe. Foi inventado pela autora. Foi numa dessas pedras que Claire, personagem da série, viajou no tempo e seguiu para o passado.

O sítio arqueológico de Clava Cairns

As pedras de Clava Cairns estavam associadas ao conhecimento sobre as estações do ano e o calendário anual, sobretudo relacionado com os dias dos solstícios e equinócios. Entender esses momentos do calendário anual e a sequência das estações era fundamental para a sobrevivência dos povos pois marcava os momentos necessários para o plantio e colheitas agrícolas.

O sítio arqueológico de Clava Cairns

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O CASTELO URQUHART E O MONSTRO DO LAGO NESS

09 de setembro de 2018

Inverness é a capital das Terras Altas, possui aproximadamente 60 mil habitantes e é o principal ponto de partida para conhecer essa região do norte da Escócia. Fica na ponta norte do Lago Ness, ao qual está ligado pelo Canal Caledonian, que escoa a água do lago.

Inverness

A cidade é dominada por um grande castelo vitoriano no alto de uma colina, onde funcionam alguns organismos públicos como o Tribunal de Justiça.

O Castelo de Inverness

A rua principal, é a Church Street, com muitas lojas, lanchonetes, hotéis e outros serviços. Dentre as lojas da Church Street, destacam-se as que vendem produtos próprios da Escócia como os tartãs, aqueles tecidos com padrão xadrez que identifica os Clãs das Highlands, cada Clã tem uma padronagem própria. Nessas lojas também são vendidos os kilts, aquelas “saias” que os homens escoceses usam.

Inverness

Saímos de Inverness com o guia Sidnei da Via Escócia Tour para um giro nas Highlands. Pelo planejamento original iríamos até a Ilha Skye, mas desistimos porque estava chovendo muito. Optamos por um outro trajeto sugerido pelo Sidnei. A primeira parada foi no maravilhoso Castelo Eilean Donan que ainda hoje pertence ao Clã dos MacRae.

Castelo Eilean Donan

O castelo foi construído numa pequena ilha próximo à borda do Lago Duich e no caminho que leva à Ilha Skye. Foi construído no século XIII como uma fortaleza para o Clã MacKenzie e posteriormente foi herdado pelo Clã MacRae, a partir do século XVI, que até hoje ocupa o castelo.

O Castelo Eilean Donan do Clã MacRae

O castelo foi restaurado no século XX por um dos herdeiros dos MacRae e hoje funciona como museu. Na parte interna é possível ver parte do mobiliário e utensílios originais que a família mantém preservado. Os MacRae usam o castelo para festas familiares como casamentos e outras comemorações.

O Castelo Eilean Donan

Após visitar o castelo seguimos adiante, passando pelas áreas verdes das Terras Altas, até chegar de volta ao Lago Ness. Paramos para visitar as ruínas do Castelo Urquhart, cuja história remonta do século XIII e é uma das atrações mais visitadas da Escócia, ficando atrás apenas dos castelos de Edimburgo e de Stirling.

O Castelo Urquhart, na beira do Lago Ness.

O maravilhoso castelo possui uma localização privilegiada, fica num promontório, na margem oeste do Lago Ness (Loch Ness), de onde conseguia controlar toda a navegação através do lago. Já foi o maior castelo da Escócia, foi destruído em 1692 pelos próprios ingleses, que ocupavam o castelo, para evitar que ele fosse conquistado pelos jacobitas que vinham do norte. Os jacobitas lutavam pela volta dos Stuart ao domínio da coroa britânica.

A localização privilegiada do Castelo Urquhart, na beira do Lago Ness.

Do alto da colina do Castelo existe uma bela vista do Lago Ness. Estávamos com sorte e tivemos um belo dia de sol a partir do momento que nos aproximamos do Castelo Urquhart. Devido à sua localização privilegiada, o castelo foi ocupado por vários proprietários ao longo da sua história. Várias batalhas foram travadas aí.

Os visitantes se deliciam com as fotos do Castelo de Urquhart.

O enigmático Lago Ness com as suas águas de um azul profundo, está logo ali em frente. É um lago de origem glacial, bastante profundo, extenso e estreito. Ficamos parados por um tempo para arriscar a sorte de ver o famoso monstro do Lago Ness, também conhecido simplesmente como Nessie. Existem inúmeros relatos históricos de testemunhos que afirmam já terem visto o famoso monstro, que é sempre descrito como um imenso lagarto ou serpente aquática de aparência pré-histórica.

O belo Lago Ness

A primeira descrição do monstro vem dos relatos de São Columba, um santo irlandês que viveu por essas bandas da Escócia e que afirmou ter salvo um picto, morador primitivo das Highlands, das garras do monstro em 565 d.C. Desde São Columba até os dias atuais já existiram dezenas de relatos de pessoas que afirmaram terem visto o monstro, já existiram inclusive expedições submarinas para tentar encontrar o bicho.

Encontramos o Monstro do Lago Ness

Ali perto do Castelo Urquhart existe um centro de exibição e museu sobre o Monstro do Lago Ness. Do lado de fora do centro de exibição pode-se ver um submarino amarelo que foi utilizado numa dessas explorações em busca de Nessie. O bom mesmo é a lojinha com várias lembranças do Lago Ness e das suas fantasias.

O submarino que tentou encontrar o Monstro do Lago Ness

Voltamos para Inverness no final da tarde, a tempo de circular um pouco pela cidade. Ficamos impactados pela presença de alguns jovens embriagados pelas ruas. Na caminhada escolhemos um restaurante e demos sorte, jantamos no excelente Restaurante White House.

Voltamos a Inverness no final da tarde.

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ATRAVESSANDO AS HIGHLANDS NA ESCÓCIA

08 de setembro de 2018

Estávamos ainda nas Lowlands, mas o nosso destino era as Highlands. Saímos do Stirling Castle e pegamos a estrada até o Doune Castle, que se tornou ainda mais famoso, após o sucesso da série Outlander da Netflix. O Doune Castle é um dos principais sets de filmagem da primeira temporada da série, pois ele representa o Castelo Leoch, do Clã MacKenzie que tem uma importância grande nessa etapa.

O Doune Castel

Hoje em dia existem vários tours na Escócia que têm como objetivo principal acompanhar os sets de filmagem de Outlander e o Doune Castle é um dos pontos mais desejados. O Castelo que também foi set de filmagem para um dos filmes Monty Python, na década de 70, foi construído no século XIV para o Duque de Albany, filho do Rei Robert II da Escócia. Se tornou uma das fortalezas Stuarts até virar ruína a partir do século XVIII.

O Doune Castle como Castelo Leoch em Outlander.

Hoje o Castelo foi restaurado e transformado numa espécie de museu medieval, visitá-lo é fazer uma volta à Idade Média. Grandes salões, lareiras e escadas apertadas que serviam como proteção e rota de fuga fazem parte da visita.

Área interna do castelo.

Deixamos o Doune Castle para trás e seguimos a estrada em direção à cidade de Dunkeld, já no território das Terras Altas. A principal atração da cidade é o conjunto de ruínas da sua magnífica Catedral do século XIV.

A Catedral de Dunkeld

A Catedral de Dunkeld fica num local bucólico, ao lado de um belo gramado, na beira do Rio Tay e próximo a bosques e florestas. Hoje é uma Catedral Anglicana e por isso parte dela ainda está preservada.

A bela paisagem ao redor da Catedral de Dunkeld

A cidade de Dunkeld é pequena e charmosa. Foi quase totalmente destruída numa das derrotas do movimento jacobita no final do século XVII. Muitas das suas casas medievais foram reconstruídas e hoje são ocupadas por lojas de artesanato, lembranças para turistas, lanchonetes, bares e restaurantes.

A cidade de Dunkeld

Estávamos no limite entre as Lowlands e as Highlands. Seguimos até o Queen’s View, um belo mirante na beira do Loch Tummel (Lago Tummel), numa região de florestas e lagos, no meio do Tay Forest Park. É um dos lugares mais fotografados da Highland. Na região existem muitas trilhas e caminhos de aventuras.

O Loch Tummel e o Queen’s View

O nome do mirante provavelmente se deve a uma visita da Rainha Victoria em 1866, quando ela se encantou com o lugar. Os escoceses dizem que o local já tinha esse nome a mais tempo, e que a denominação se deve a uma visita feita pela Rainha Isabela da Escócia, esposa do Rei Robert Bruce, que teria admirado a vista 550 anos antes da Rainha Victoria. A velha rivalidade entre ingleses e escoceses.

Loch Tummel e o Queen’s View

Seguimos a estrada em direção ao Parque Nacional Trossachs, que é o ponto de encontro entre as Terras Baixas e as Terras Altas. A região possui um relevo ondulado cheio de lagos com águas cristalinas, o mais famoso deles é o Lago Lomond, o maior da Grã-Bretanha. O Parque Nacional possui uma grande variedade de fauna e flora. É cortado por uma estrada estreita, onde às vezes um dos carros precisa parar para dar passagem ao que vem em sentido contrário.

O Lago Lomond no Parque Nacional Trossachs.

Fizemos uma parada para descanso da viagem, tomar um café e admirar as belas Corredeiras de Dochart em Kilin.

As corredeiras de Dochart em Kilin

Continuamos a viagem em direção ao Vale do Glencoe, no Parque Nacional Glencoe. Essa é a paisagem que mais se identifica com as Highlands. O Vale é ladeado pela cadeia de montanhas Aonach Eagach e pelos rochedos Buachaille Etive Mor, com mais de 900 metros de altitude. É uma região cheia de trilhas, desde as mais fáceis aos grandes passeios de aventura.

O Vale Glencoe

O vale foi testemunho de um massacre ao Clã MacDonalds da região. O líder dos MacDonalds se atrasou por 5 dias para prestar obediência ao Rei Guilherme III, o que deu ao governo o pretexto para destruir esse núcleo de apoio ao movimento jacobita. Durante 10 dias, 130 soldados foram recebidos como visitas pelos MacDonalds, porém no amanhecer do dia 13 de fevereiro de 1692, atacaram os seus anfitriões e mataram 38 MacDonalds.

O Vale Glencoe

Passamos por Fort Williams, seguimos pela estrada que bordeja o Lago Ness e finalmente chegamos a Inverness no início da noite. Ficamos hospedados num bom apart-hotel, com uma localização bem central. A chave do apartamento e as instruções sobre como acessar e usar o imóvel estavam numa pizzaria que ficava ao lado da portaria. Como estávamos com o guia Sidnei, não passamos sufoco, mas imagino que em outra situação poderíamos ter algumas dificuldades.

Inverness

Saímos para jantar num restaurante próximo ao apart-hotel, o Prime Steak & Seafood, na beira do rio. O restaurante era animado e com um bom serviço. Tivemos uma noite fria, chuvosa, mas bastante agradável.

Highlands

 

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O “CORAÇÃO VALENTE” E O CASTELO DE STIRLING

08 de setembro de 2018

Hoje começamos a nossa jornada pelo coração da Escócia. A Via Alegria havia contratado uma empresa de Edimburgo, a Via Escócia Tour, para nos acompanhar nos próximos três dias pelos caminhos das Highland’s. O proprietário da Via Escócia Tour é o Sidnei Santos (+447769252349), um paranaense muito simpático, cortês e que sabe tudo sobre a Escócia. Foi quem nos acompanhou nessa jornada.

Paisagem da Escócia.

O Sidnei nos pegou no hotel e seguimos viagem em direção às Highlands. A península da Escócia está dividida em duas partes bem marcantes, Highlands e Lowlands. As Highlands ficam no extremo norte da península e corresponde à área mais típica do país, onde predominam os clãs feudais, gaitas de fole e o uso do kilt, aquela saia que se tornou o símbolo maior dos escoceses. A paisagem montanhosa é encantadora e é o principal atrativo turístico da região.

A paisagem montanhosa das Highland’s.

Essa região foi ocupada pelos celtas, que chegaram da Irlanda e trouxeram o idioma gaélico, que ainda hoje é falado por aí e preservado na comunicação, pelas placas de sinalização das ruas e estradas. A sociedade celta era baseada nos clãs familiares liderados por um “Senhor Feudal”. Os inúmeros castelos feudais marcam as paisagens das Terras Altas.

Os castelos medievais estão por todos os lados nas Highland’s

As Terras Baixas (Lowlands) é a região mais povoada e rica do país, onde estão as duas maiores cidades, Glasgow e Edimburgo, que é a capital. Nessa região está concentrada a economia, o comércio e as indústrias. É a região das Lowlands que faz fronteira com a Inglaterra e foi palco de inúmeros conflitos ente ingleses e escoceses.

A animada cidade de Edimburgo, a capital da Escócia.

A primeira parada que fizemos foi ainda na região das Terras Baixas, no Castelo Stirling, um dos mais importantes do país. O castelo fica no alto de um rochedo e é um marco na história do país. Na frente da construção aparece uma estátua de Robert Bruce, o verdadeiro “Coração Valente”, que derrotou os ingleses na Batalha de Bannockburn e se tornou o símbolo da independência da Escócia.

Estátua de Robert Bruce, o Coração Valente

A Escócia era considera um território inglês. A guerra pela sua independência começou com Willian Wallace no final do século XIII, quando construiu uma aliança com os franceses com esse objetivo. Durou quase duzentos anos e o seu grande herói foi O Robert Bruce que derrotou os ingleses em 1314, mas o final desses conflitos somente iria acontecer no século XVIII, com o tratado de união entre os dois países.

O Castelo de Stirling

O Castelo Stirling conta a história dos reis escoceses a partir de Jaime IV que casou com Margarida Tudor, filha do Rei inglês Henrique VII. Quando Henrique VIII subiu ao trono no lugar do seu irmão (Henrique VII), Jaime tentou declarar a independência da Escócia, mas foi derrotado e assassinado. A sua neta, Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, filha de Jaime V escapou da invasão de Henrique VIII e foi levada para a França ainda bebê. Casou-se com um nobre francês e quando adulta reivindicou o trono da Inglaterra. Foi perseguida pelos protestantes liderados pelo pastor John Knox. Acusada do assassinato do seu segundo marido acabou perdendo o trono e foi levada para a Inglaterra, onde foi mantida presa por 20 anos e depois condenada à forca, por traição.

O Castelo Stirling

O Rei Jaime VI da Escócia, era filho da rainha Maria Stuart e ocupou o trono inglês, com o nome de Jaime I, com a morte da Rainha Elizabeth I e com isso uniu as duas coroas. O Castelo de Stirling tem uma forte ligação com Jaime VI.

O castelo foi recuperado, mas algumas interferências não são naturais.

A origem do castelo data do século XII, mas a construção atual vem dos séculos XV e XVI. Hoje em dia se transformou num grande museu, que foi restaurado e em alguns espaços foi refeito com toques modernos e de gosto duvidoso.

A cidade de Stirling

Um dos destaques do Castelo é o conjunto de medalhões renascentistas denominados de “Cabeças de Stirling”, que provavelmente retratam membros da corte real. A cidade de Stirling fica numa planície na base do Castelo.

Uma das “Cabeças de Stirling”.

Saímos do castelo e fomos até a base do Walace Monument, uma grande torre,  construção em estilo vitoriano, que fica nas margens do Rio Forth. O monumento foi erguido para lembrar a vitória de William Walace sobre os ingleses, na Stirling Bridge, em 1297. William Walace foi retratado por Mel Gibson como o “Coração Valente”, mas para os escoceses esse título pertence a Robert Bruce, o Primeiro Rei da Escócia.

O Walace Monument

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A CATEDRAL DE GLASGOW E O RIVERSIDE MUSEUM

07 de setembro de 2018

Era o nosso segundo dia em Glasgow. Como não havíamos programado nada antes, decidimos pegar um Sigthsieng Tour, Hop on Hop Off, aqueles ônibus de turismo que circulam pela cidade e nos quais nós podemos parar em qualquer ponto e retomar o circuito depois. É uma forma interessante de ter uma visão panorâmica da cidade e depois escolher os locais que queremos ver mais detalhadamente.

O tour panorâmico no hop on hop off é uma boa opção para o reconhecimento da cidade.

Fizemos uma primeira parada na Catedral de Glasgow, na região do East End. A igreja mais importante da cidade é um excelente exemplo do século XII e uma das poucas a escapar da destruição durante a Reforma Escocesa, pois aderiu ao credo protestante e passou ilesa.

A bela Catedral de Glasgow

A igreja foi erguida a partir de uma capela construída por São Mungo, o santo patrono da cidade, que viveu no século VI. Diz a lenda que Mungo colocou o corpo de um homem santo chamado Fergus, em uma carroça puxada por dois touros selvagens e os orientou a levar o corpo até um local sagrado, escolhido por Deus, onde uma capela deveria ser construída. No “adorável local verde” onde a carroça parou, a igreja foi erguida.

O interior da Catedral de Glasgow.

A Catedral possui dois níveis, em função do terreno desigual onde ela foi construída. Na parte baixa existe a cripta, com o túmulo de São Mungo.

O túmulo de São Mungo

Na parte de trás da Catedral fica a Glasgow Necropolis, um cemitério no alto de uma colina com mais de 60 metros de altura. A Necrópole possui milhares de túmulos e monumentos erguidos pelas famílias ricas da cidade. A vista lá de cima é uma das melhores de Glasgow.

A Glasgow Necropolis

Depois de visitar a Catedral e a Necrópolis, voltamos ao Hop on Hop off e seguimos adiante. A segunda parada que fizemos foi no Riverside Museum, um dos mais visitados da cidade. O Museu foi projetado pela arquiteta iraniana Zaha Hadid, um dos ícones mundiais na arquitetura moderna. A fachada do museu e sua distribuição arquitetônica interna com um incrível aproveitamento do espaço são marcos de Zaha Hadid.

A bela fachada do Riverside Museum

O Museu Riverside é dedicado sobretudo à evolução dos sistemas de transportes no Reino Unido e no mundo. Carros, bicicletas, vagões de trens dos séculos XIX e XX, transporte ferroviário e uma incrível coleção de réplicas de navios famosos que foram construídos nos estaleiros de Glasgow, estão em exposição no museu.

Bicicleta de madeira

Detalhe de um carro antigo do museu.

Depois de visitar o Museu Riverside, voltamos ao passeio panorâmico pela cidade, retornamos à George Square e seguimos caminhando pelo centro da cidade. Voltamos à Buchanan Street e paramos para jantar num restaurante da cadeia americana Fridays.

Shopping comercial na Buchanan Street

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