SISSI, A IMPETRATRIZ DA ÁUSTRIA

01 de maio de 2017

A Michaelerplatz é o centro da cultura imperial dos Habsburgo. A praça fica no final da Kohlmarkt, a famosa rua das grifes de Viena. O movimento de visitantes no local é grande. Muitas carruagens oferecem serviços guiados para os turistas, e partem daí.

As carruagens na Michaelerplatz, para passear com os turistas.

Na lateral da praça, a Igreja de São Miguel, Michaelerkirche, do século XVIII, em estilo românico, se destaca. Possui um altar maravilhoso e visualmente moderno para a época que foi concebido.

A Igreja de São Miguel, Michaelerkirche

Detalhe do maravilhoso altar da Igreja de São Miguel

Aí também na Michaelerplatz fica o grande Palácio Imperial Hofburg, distribuído em vários prédios, construídos em épocas diferentes e em diferentes estilos. Foi o centro de poder dos Habsburgos, por setecentos anos. Desde o século XIII, até 1918, quando houve a proclamação da república.

O Palácio Hofburg na Michaelerplatz

O complexo Hofburg contempla os aposentos reais, os tesouros dos Habsburgos, vários museus, uma capela, uma igreja, a Biblioteca Nacional da Áustria, a Escola Espanhola de Equitação e os gabinetes do Presidente da Áustria.

O interior da Escola Espanhola de Equitação.

Dentre os moradores especiais do Palácio Imperial Hofburg, destacam-se a Imperatriz Isabel ou Elizabeth, mundialmente conhecida como Sissi, e o seu marido, o Imperador Francisco José. Sissi era uma jovem da região da Bavária, atual área sul da Alemanha, que se casou com o Imperador Francisco José, quando tinha 16 anos. Jamais aceitou as regras e os rigores da corte. Vivia angustiada e criou um estilo próprio de governar.

O Imperador Francisco José e a Imperatriz Isabel

Tinha uma personalidade moderna para a época em que vivia. Sissi cultuava a beleza. Fazia atividades físicas regulares, possuía salas de ginástica no seu palácio. Fazia uma dieta alimentar regrada, o que lhe dava um corpo esbelto e magro demais para os padrões de beleza da época.

A beleza de Sissi retratada ao longo da sua vida

A Imperatriz Isabel jamais aceitou os rigores da vida na corte. Se rebelou às regras e isso prejudicou muito o seu relacionamento com o Imperador Francisco José. Sofria de depressão. Não tinha um bom relacionamento com a sogra, a aquiduquesa Sofia. A vida de Sissi foi retratada de forma romantizada no filme que levava o seu nome e estrelado pela atriz austríaca Romy Schneider.

Romy Schneider como Sissi

Devido ao desgaste no relacionamento com a sogra e com o marido, a Imperatriz Sissi costumava viajar muito pelos países do Império Austro-Húngaro. Viveu muito tempo em Budapeste, na Hungria, em detrimento de Viena na Áustria.

Sissi, a Imperatriz da Hungria

A angústia de Sissi aumentou ainda mais a partir do suicídio do seu único filho homem, o príncipe herdeiro Rodolfo, que foi encontrado morto ao lado da amante Maria Vetsera. Sissi nunca superou a morte de Rudolfo. A Imperatriz acabou sendo assassinada por um anarquista italiano na cidade suíça de Genebra, em 1898.

Representação do assassinato de Sissi.

É aí no Palácio Imperial Hofburg que fica o Museu de Sissi. No museu destacam-se as suntuosas pratarias usadas nos grandes banquetes imperiais.

Serviço de jantar do Museu de Sissi.

Visitamos também os aposentos imperiais, que foram usados por Francisco José, de 1857 a 1916 e por Sissi, de 1854 a 1898. Dentre os cômodos, destacam-se a pequena academia de ginástica e o banheiro da Imperatriz Isabel.

Equipamentos de ginástica de Sissi, a Imperatriz

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COMEÇANDO A VISITAR VIENA PELA CATEDRAL DE SANTO ESTEVÃO

01 de maio de 2017

Viena é hoje, uma cidade com aproximadamente 1,6 milhões de habitantes, é a maior da Áustria. Fica localizada nas margens do Rio Danúbio. Historicamente foi, durante séculos, a capital do Império Áustro-húgaro. A cidade e o país possuem excelente qualidade de vida. Hoje atrai mais de 12 milhões de turistas por ano.

A bela cidade de Viena.

Viena é compacta e o centro histórico pode ser conhecido a pé. Tudo gira ao redor do Palácio Hofburg, que foi sede imperial dos Habsburgo.

O Palácio Hofburg

A grande reforma urbana de Viena foi realizada pelo Imperador Francisco José, em meados do século XIX, quando foram destruídas as muralhas que cercavam a cidade e no local foi implantada uma larga avenida , a Ringstrasse, que circunda todo o centro histórico.

As avenidas largas de Viena

Como o nosso hotel, o K+K Palais, ficava numa posição muito central, seguimos andando para a Stephansdom, que é o coração da cidade. Ponto mais central e onde fica a magnífica Catedral de Santo Estevão, o edifício mais alto do centro histórico de Viena.

A magnífica Catedral de Santo Estevão.

No caminho para a Catedral de Santo Estevão, paramos na mais antiga praça de Viena, a Hoher Market, onde aparecem vestígios arqueológicos da antiga cidade romana de Vindobona, que deu origem a Viena. Aí fica o relógio Ankeruhr, uma das atrações da praça.

O magnífico relógio Ankeruhr

No centro da mesma praça aparece a Fonte de Betrothed, que representa o casamento da Virgem Maria e São José. O monumento é do século XVIII.

A famosa Fonte de Betrothed

Chegamos à Stephansdom, A Catedral de Santo Estevão e entramos na igreja que é o coração de Viena. A primeira igreja foi implantada aí no século XII. Esse projeto atual é dos séculos XIV a XVI. Possui predominância de etilo gótico, com torres altas e um telhado colorido de azulejos vitrificados. A torre sul, a mais alta, chega a 136 metros de altura.

A Catedral de Santo Estevão e a grande torre gótica de 136 metros de altura.

O interior da igreja é espetacular. Possui uma série de imagens de santos adornando as colunas. O destaque maior fica para o púlpito gótico, bastante trabalhado e para o altar-mor.

O púlpito gótico da Catedral de Santo Estevão.

A Stephenplatz foi bastante castigada durante a Segunda Guerra Mundial. Na sua reconstrução do pós-guerra surgiu espaço para estilos arquitetônicos diversos. Um dos mais polêmicos é a Haas House, o edifício de vidro da praça, da década de 90 e que contrasta com os prédios históricos dos arredores. A fachada de vidro reflete o perfil da Catedral.

A polêmica Haas House

Seguimos andando pela Rua Graben, a principal e mais elegante rua de pedestres da cidade. Cercada de cafés, lojas de grifes, restaurantes, galerias de arte, etc.

A movimentada Rua Graben

No centro da Graben destaca-se a imensa Coluna da Praga, do século XVIII, mandada erguer pela Imperatriz Maria Teresa para marcar e agradecer o fim da epidemia de praga que a cidade viveu no século XVII. O monumento é uma representação da Santíssima Trindade.

A coluna da praga, no centro da Graben

Também perto da Graben aparece a Igreja de São Pedro, do século XVIII, construída em estilo barroco. Logo na sequência vai aparecer a Kohlmarkt, a rua de compras mais luxuosa da cidade, quase como uma continuação da Graben.

Igreja barroca de de São Pedro

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UMA “ROAD TRIP” PELA CORDILHEIRA DOS ALPES

29 e 30 de abril de 2017

Viajamos entre abril e maio de 2017. O objetivo era chegar a Florença onde iríamos ao casamento de um casal de amigos queridos da Bahia, Paula e Ewerton Visco, que escolheram a Toscana para realizar a sua festa matrimonial. Decidimos fazer uma viagem prévia. Escolhemos uma “road trip” pela Áustria e Suíça, mas como tínhamos mais tempo, incluímos as Cidades Imperiais.

Uma boa parte da viagem foi sobre as montanhas da Suíça, Áustria e Itália.

A Agência Via Alegria nos ajudou com o roteiro e com as reservas de hotéis e logística de transporte. Começamos pelas Cidades Imperiais: Viena, Praga e Budapeste. Na sequência fomos a Salzburgo, na Áustria, onde pegamos um carro e começamos a “road trip”.

Via Alegria

Seguimos pelo interior da Áustria, no coração do Tirol e daí começamos a costurar os Alpes. Entramos na Itália, pela região do Alto Ádige, no coração dos Alpes Italianos. Cruzamos o Passo Giulia e seguimos para a Suíça, em busca dos destinos de neve: St. Moritz e Interlaken.

A difícil e encantadora travessia do Passo Giulia

De Interlaken, voltamos para a Itália através do Mont Blanc, onde escolhemos ficar no Vale da Aosta, na pequena cidade de Prés-Saint-Didier. Daí seguimos para Florença, pois tínhamos um casamento à nossa espera.

A vista do Mont Blanc, a partir de Prés-Saint-Didier

Esse é o primeiro post de uma série, onde vamos contar, aqui no blog, os detalhes dessa viagem. Voamos pela Air Europa de Salvador até Madri. São oito horas e meia de voo. Em Madri, tivemos uma conexão de duas horas até pegar um voo, também da Air Europa, até Munique. Em Munique tivemos uma outra conexão, dessa vez, mais longa, quatro horas até pegar um voo da Austrian Airways, com uma hora de duração até Viena. Em Munique, ficamos encantados com o moderno aeroporto da cidade.

O moderno Aeroporto de Munique

Voando de Madri para Munique, passamos sobre a Cordilheira dos Alpes, um imenso complexo de montanhas, que se formou como consequência do choque entre as placas tectônicas da Europa e da África. Os Alpes se erguem majestosos no sul da Europa, criando uma barreira física entre o norte da Europa e as penínsulas da Itália e dos Balcãs.

A compacta Cordilheira dos Alpes.

Sobrevoamos os Alpes numa tarde especial. Dia claro, com pouca nebulosidade e uma bela luz sobre as montanhas.

Sobrevoando a Cordilheira dos Alpes.

Quando chegamos perto de Munique, os campos férteis da Bavária apareciam como destaque, formando imensos mosaicos agrícolas.

Mosáicos agrícolas nos campos da Bavária

A localização estratégica fez da Cordilheira dos Alpes, uma área de disputas históricas. A Cordilheira está dividida entre seis países: França, Alemanha, Itália, Suíça, Liechtenstein e Áustria. A Suíça sempre assumiu um papel de neutralidade geopolítica nesse mosaico de países. Hoje a Áustria tenta seguir esses passos.

As encantadoras paisagens da Áustria.

O povo mais identificado porém, com a Cordilheira dos Alpes, são os tiroleses, povos das montanhas que se dividem entre Áustria, Suíça e Itália, pastores transumantes, que movimentam as suas vacas, para cima e para baixo da montanha, seguindo a sequência das estações. Na complicada geopolítica europeia, os tiroleses se acham os donos dos Alpes e reivindicam a criação do Estado do Tirol, com partes dos territórios da Áustria, Suíça e Itália.

As montanhas do Tirol.

 

Seguimos para Viena, na Áustria. Apesar da história da Áustria está totalmente relacionada com impérios milenares, a República da Áustria é um país relativamente jovem. Surgiu após a Primeira Guerra Mundial, com a redefinição das fronteiras europeias no pós-guerra. O passado da Áustria está ligado ao núcleo central do Império Austro-Húngaro. Os palácios e monumentos arquitetônicos do país são testemunhos da força e poder do Império dos Habsburgo.

O Palácio Schönbrunn, uma das joias do Império Áustro-Húngaro

Chegamos a Viena no início da noite e fomos para o excelente Hotel K+K Palais, localizado num antigo palácio, que foi totalmente adaptado e reformado para a implantação do hotel. O K+K fica na Rudolfsplatz, numa localização bem central, o que nos permitiu fazer caminhando, quase todas as atrações de Viena.

A fachada do Hotel K+K Palais

Deixamos as malas no hotel e seguimos andando em busca de um local para jantar. Ainda estávamos reconhecendo o território e decidimos não procurar muito. Paramos na lanchonete Koo, uma casa de bilhar próxima ao hotel, onde as pessoas fumavam sem parar, coisa à qual não estamos mais acostumados no Brasil. Cigarro e fumaça para todos os lados. Pedimos uma pizza e seguimos ao hotel para descansar dessa maratona de voos.

Jungfrau, o Topo da Europa.

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O CASCO VIEJO DA CIDADE DO PANAMÁ

10 de março de 2017

Quando finalizamos a visita ao Canal do Panamá, seguimos direto para a área mais moderna da Cidade do Panamá. Uma grande infraestrutura vem sendo montada ao lado da Marina Flamenco, de onde se tem uma bela vista do sky line da cidade. A sensação que tivemos foi de que, fomos levados até ali por conta da loja Duty Free. Às vezes os guias fazem isso pelas comissões que recebem. Valeu pela bela vista da cidade.

A vista da Cidade do Panamá a partir da Marina Flamenco.

Quando voltamos, passamos ao lado do Museu da Biodiversidade, com uma arquitetura moderna e bastante colorida. Um trabalho do famoso arquiteto Frank Ghery, autor de obras importantes mundo afora. Esse foi o primeiro projeto de Frank Gehry na América Latina. O destaque fica para os telhados coloridos feitos em alumínio e aço inoxidável.

O Museu da Biodiversidade de Frank Ghery

Houve tempo para umas fotos no mirante com a marca do Panamá.

Panamá

É dessa posição que temos as melhores vistas dos arranha-céus da Cidade do Panamá. A construção dos edifícios enormes foi desordenada. Não existem recuos suficientes entre os prédios, obstruindo a visão da cidade e gerando consequências desagradáveis, engarrafamentos excessivos para todos os lados.

O Sky Line da Cidade do Panamá

Seguimos para a Cidade Antiga ou “Casco Viejo”, como os panamenhos costumam chamar. Essa parte da cidade passou por uma restauração recente do belo casario colonial que possui. Hoje é uma área cheia de hotéis, bares, restaurantes, museus, galerias de arte e lojinhas transadas, além das que vendem artesanatos e lembranças do Panamá.

O Casco Viejo

O Casco Viejo é uma das áreas mais charmosas da Cidade do Panamá. A predominância da arquitetura colonial tem forte influência espanhola e francesa. Toda essa parte da cidade vem sofrendo um intenso e lento processo de recuperação, com participação do poder público e da iniciativa privada.

Detalhes da arquitetura colonial da Cidade Antiga.

Prédios degradados dividem a área com outros charmosos, já restaurados.

Alguns prédios foram bem restaurados.

Fizemos um lanche no colorido e moderno Restaurante Talanto e seguimos batendo pernas pelo Casco Viejo.

O Restaurante Talanto

As igrejas barrocas em estilo espanhol aparecem em vários locais da Cidade Antiga. Um dos destaques fica para a Igreja de São José, com os seu altar folheado a ouro.

O altar da Igreja de São José

Do Casco Viejo aparecem belos mirantes com excelentes vistas da Cidade do Panamá.

Belas vistas da Cidade do Panamá a partir do Casco Viejo.

Voltamos para o Hotel Hard Rock onde subimos ao 64º andar ver a Cidade do Panamá do alto. À noite jantamos no excelente Restaurante Tauros, do próprio Hotel Hard Rock. O melhor que tivemos na cidade.

A bela vista do alto do Hotel Hard Rock

O ALBROOK MALL NA CIDADE DO PANAMÁ

11 de março de 2017

Tiramos o dia para um “day off” da viagem, ou seja, não tínhamos nenhum programa pré-agendado. Resultado, acabamos indo ao Shopping. Não era o nosso objetivo. Não tínhamos uma lista de compras para fazer. O Panamá é famoso como destino de compras, pois possui preços, às vezes semelhantes aos encontrados nos Estados Unidos, sobretudo em Miami. Já tínhamos visitado alguns Shoppings na Cidade do Panamá nos dias anteriores.

Depois de sofrer por dois dias, em serviços ruins e caros dos taxistas, que insistem em não usar o taxímetro e cobrar preços abusivos dos clientes, perdemos o medo e resolvemos ir de Uber. Adoramos. Os carros são muito melhores e os motoristas mais educados e amistosos. Na saída do hotel, o recepcionista nos avisou: “não pague mais que U$15,00 para o taxista. Esse deve ser o preço máximo”. Pegamos um Uber e a conta foi U$4,70. Se tivéssemos ido de táxi, teríamos pago U$30,00 de ida e volta. De Uber, nos custou U$9,80, num serviço muito melhor.

Dessa vez, decidimos conhecer o Albrook Mall, o maior Shopping do Panamá. Um gigante, que fica numa área um pouco mais afastada da zona hoteleira, mas que é bastante frequentado pelos panamenhos. Está localizado numa área de 100 mil metros quadrados. É o maior Shopping do Panamá e possui mais de 400 estabelecimentos, entre lojas, restaurantes, cinemas etc. O Shopping é bastante horizontal, possui uma arquitetura simples. De ponta a ponta percorre-se, cerca de 2,5 quilômetros, em cada piso. São dois. Não é no Albrook que ficam as grifes mais famosas, em compensação, os preços são melhores por aqui.

O Restaurante Madrigal.

Voltamos para o hotel e à noite fomos jantar no excelente Restaurante Madrigal, no Casco Viejo, na parte antiga da Cidade do Panamá. Fomos de Uber mais uma vez. Amanhã começaremos a volta para casa. Panamá, Brasília e Salvador.

O Casco Viejo na Cidade do Panamá.

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O ESPETACULAR CANAL DO PANAMÁ

10 de março de 2017

O nosso principal objetivo em visitar o Panamá era conhecer o Canal, que liga o Pacífico ao Atlântico. Quando planejamos a viagem para Cancun, a melhor opção aérea foi com a Copa Airlines, companhia panamenha, vimos nisso uma oportunidade para realizar esse sonho. Definimos ficar dois dias na Cidade do Panamá e cumprir essa etapa obrigatória na vida de um viajante pelo mundo.

Panamá

Contratamos um tour no hotel, para uma visita guiada ao Canal do Panamá, além disso terminaríamos a manhã em um passeio panorâmico pela Cidade do Panamá e finalizaríamos na parte antiga da cidade, conhecida como “Casco Viejo”.

O centro histórico da Cidade do Panamá

Seguimos direto para a Eclusa de Miraflores, na região do Canal. São 12 quilômetros desde o nosso hotel, na zona hoteleira da Cidade do Panamá. Chegamos no Canal e fomos para o Centro de Visitantes, onde pudemos presenciar alguns navios atravessando a Eclusa de Miraflores e as manobras de abertura e fechamento das comportas, bem como a variação do volume de água dentro dessas eclusas.

A eclusa de Miraflores no Canal do Panamá

O Panamá é um pequeno país localizado na América Central. Apelidado de “Ponte das Américas”, pois possui a formação geográfica de um istmo. Uma estreita faixa de terra interligando dois blocos continentais. É no Panamá, que o istmo fica mais estreito. No local onde foi construído o Canal a faixa de terra possui apenas 77 quilômetros separando o Oceano Atlântico do Pacífico.

A estreita faixa de terra que forma o Panamá.

Antes da existência do Canal do Panamá, qualquer navio que precisasse fazer a viagem da costa leste para a costa oeste dos Estados Unidos, obrigatoriamente dava a volta no extremo sul da América do Sul, no perigoso Cabo Horn, através da Passagem de Drake e do Estreito de Magalhães. O canal diminuiu imensamente o tempo dessa travessia e a distância, em aproximadamente 13 mil milhas. Esse foi o motivo que justificou o esforço gigantesco para a construção do Canal. Um navio que levava meses para ir de Nova York a São Francisco, passou a fazer a mesma viagem em aproximadamente 9 horas. Entre o tempo de espera e o cruzamento do Canal, pode levar de 20 a 30 horas.

A distância para atravessar do Atlântico para o Pacífico diminuiu significativamente.

O Canal do Panamá é artificial, possui aproximadamente 80 quilômetros de extensão. É fundamental para o comércio internacional. A ideia para a sua construção ganhou força após a inauguração do Canal de Suez, em 1869, ligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e possibilitando a integração do Oceano Atlântico ao Oceano Índico.

Canal de Suez

A França, através da Companhia Suez, de Ferdinad de Lesseps, que construiu o Canal de Suez, decidiu tentar construir o Canal do Panamá a partir de 1880. Após 20 anos de trabalho e de investimentos vultuosos, abandonou o projeto por falta de recurso, problemas de engenharia e assustada pela grande quantidade de mortos vitimados por doenças tropicais, em especial a malária e a febre amarela, que vitimou cerca de 20 mil pessoas.

Foto histórica da construção do Canal do Panamá

Em função dos entraves colocados pelo governo colombiano para a construção do canal, os Estados Unidos começou a financiar grupos separatistas, interferindo na geopolítica do Panamá, que se separou da Colômbia em 1903 e possibilitou o início das obras no ano seguinte. O projeto foi retomado pelos Estados Unidos, em 1904, após a independência do Panamá, que levou dez anos para a conclusão da obra. Foi inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1914.

Mapa do Canal do Panamá

O canal passou a pertencer aos Estados Unidos, que detinha também, o controle sobre as suas margens. Adquiriram a posse da faixa ao redor do Canal, incluindo uma distância de 5 milhas para cada lado. Toda a área era uma base militar norte americana. Após conflitos envolvendo militares americanos e estudantes panamenhos, foi assinado um acordo em 1977, o Tratado Torrijos-Carter, onde a zona do Canal passaria por uma administração conjunta entre os dois países, até 1999 e a partir daí, finalmente seria gerenciado e operado pelo governo do Panamá, através da Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo. Com a passagem do Canal para os panamenhos eles herdaram também uma completa infra-estrutura de ferrovia, rodovias, duas hidrelétricas, uma base aérea, e vilas militares.

Navio atravessando a Eclusa de Miraflores

O Canal do Panamá foi uma das maiores e mais difíceis obras de engenharia já realizadas no mundo até então. Como o território do Panamá é montanhoso, foi necessário escolher cuidadosamente o seu trajeto. Mesmo assim, ele somente se tornou possível através de um engenhoso sistema de eclusas e construção de lagos artificiais.

Gráfico do sistema de eclusas

Os navios saem do Oceano Atlântico, sobem eclusas, onde são elevados a 26 metros de altura, até chegar ao nível do Lago Gatun. Um lago artificial criado para diminuir o esforço na construção do Canal e nas escavações. Depois de atravessar o Lago Gatun, os navios descem uma eclusa até o Lago Miraflores, também artificial, localizado a 16 metros de altura, e seguem viagem por mais canais e eclusas até chegar ao Oceano Pacífico.

Eclusa de Miraflores

A eclusa mais estreita do Canal original possui uma largura de 33,5 metros, o que condicionou, durante muito tempo, a indústria naval a construir navios com largura máxima de 33 metros, para que eles pudessem passar pelo Canal do Panamá. Esse padrão é denominado Panamax. Largura de 32,3 metros, comprimento de 294 metros e calado de 39,5 metros.

Navio de padrão Panamax

Com o surgimento dos superpetroleiros e supernavios de carga, o Canal do Panamá passou a viver um novo desafio. Aumentar a largura e profundidade para possibilitar navios maiores. A partir de 2007, começou a construção de um novo canal, inaugurado em 2016, com a passagem do supercargueiro Cosco Shiping Panamá, de bandeira chinesa. Esse novo canal possibilita a passagem de navios com até 49 metros de largura e 366 metros de comprimento, abrindo novas e gigantescas possibilidades para o Canal do Panamá. Os atuais navios que podem passar por esse novo e mais largo canal, são chamados de Post-Panamax.

 

Os supercargueiros passam pelo novo canal paralelo

O pedágio cobrado para os navios que atravessam o Canal do Panamá é a principal riqueza do país. Hoje, passam aproximadamente 15 mil navios por ano. O pedágio é calculado em função do peso e das dimensões do navio.

A riqueza do Panamá sai principalmente do pedágio do canal.

Além de visitar o Canal, quem vai ao Centro de Visitantes de Miraflores, pode assistir a um filme que mostra e conta as histórias da construção do Canal do Panamá, além de visitar exposições sobre biodiversidade do local, fotos da época da obra, etc.

Simulador na Eclusa de Miraflores

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A CIDADE DO PANAMÁ E O HOTEL HARD ROCK

09 de março de 2017

Deixamos o Hotel Riu Palace Península e partimos para o Aeroporto Internacional de Cancun, onde pegamos um voo da Copa Airlines, com duas horas de duração, para a Cidade do Panamá, que seria o nosso próximos destino. O Aeroporto de Tocumen é o maior da América Central. Um grande “hub”, onde se conectam voos originários das Américas do Sul e do Norte.

O Aeroporto de Tocumen, no Panamá

O Panamá é um pequeno país localizado na América Central e apelidado de “Ponte das Américas”, pois possui a formação geográfica de um istmo. Uma estreita faixa de terra interligando dois blocos continentais. Nesse caso o Panamá é o elo principal entre a América do Norte e a América do Sul.

O Panamá

A principal atividade econômica do país é o setor de serviços impulsionado pela implantação de grandes bancos, que foram estimulados pelo governo, transformando-se numa espécie de “Paraíso Fiscal”. A presença de uma “Zona de Livre Comércio”, na cidade de Colón, numa das entradas do Canal do Panamá, também reforça essa vocação para o turismo. A receita maior do país, porém, vem dos pedágios que os navios pagam para atravessar o Canal do Panamá.

Navio atravessando o Canal do Panamá.

O país que foi colônia espanhola no passado, após a independência das colônias espanholas, ficou unido à Colômbia, de quem se separou em 1903, motivado pelas disputas econômicas que envolveram a construção do famoso canal, no início do século XX e estimulado pelos Estados Unidos.

O Canal do Panamá

O Panamá é hoje um país moderno e a segunda maior economia da América Central. Já foi um paraíso para compras, mas a situação mudou um pouco desde 2010 em função da criação de um imposto único de 7% sobre o valor das mercadorias adquiridas, o que onerou os preços do país, apesar de ainda serem convidativos. Fique atento, pois o preço das etiquetas não incluem os 7%. Esse valor será agregado à sua conta, na hora de pagar.

O centro frenético da Cidade do Panamá.

A Cidade do Panamá é a capital do país. Surpreende desde a chegada. Avenidas largas, uma cidade vertical, com um centro financeiro repleto de arranha-céus. Possui hoje, pouco mais de um milhão de habitantes.

A Cidade do Panamá

Seguimos do Aeroporto, direto para o Hotel Hard Rock Megapolis. Era um sonho antigo que tinha. A rede de hotéis Hard Rock surgiu a partir do sucesso da marca e da cadeia de restaurantes Hard Rock Café. O primeiro Hard Rock Café foi implantado em1971, por dois jovens empreendedores americanos, Isaac Tigrett e Peter Morton, na área do Hyde Park, próximo à frenética zona de Piccadilly, em Londres. A ideia era decorar o ambiente com objetos do Rock’n Roll. Som alto, muita música e vídeo clips das principais bandas de rock do Mundo. Cresceu e se tornou símbolo de sucesso no mundo inteiro. Hoje está presente nos principais destinos turísticos do planeta.

A marca do Hotel Hard Rock

A empresa estimulou os astros do rock a fazerem doações de peças de roupa utilizadas em turnês, instrumentos musicais e fotografias autografadas, discos e outros acessórios relacionados ao seu dia a dia. Hoje eles possuem a maior coleção de objetos relacionados ao rock’n roll, no mundo. Cada restaurante é uma espécie de museu do rock’n roll. Essa história começou por um acaso, quando Erick Clapton, que era frequentador do Hard Rock Café de Londres, doou uma guitarra autografada para ficar em exposição na parede do restaurante. Alguns dias depois, o guitarrista do The Who, Pete Townshend, fez o mesmo e mandou um bilhete dizendo: “Mine’s better! Love, Pete (A minha é melhor! Com amor, Pete). Os restaurantes hoje são conhecidos pela “atmosfera” de rock’n roll que proporciona.

Guitarras no Hard Rock Café

Os hotéis e cassinos surgiram mais recentemente e estão se expandindo numa velocidade grande. Muitos amantes do rock’n roll criticam essa capitalização do negócio, que mistura luxo, glamour e muuuuiiitaaa música. Adorei a experiência. Vou tentar mais vezes.

A vista do alto do Hotel Hard Rock

A música está presente em todos os cantos do hotel, desde a recepção até ao banheiro dos apartamentos. Na recepção, o som é alto, mas não incomoda. O objetivo é entrar no clima. Cada andar do Hard Rock do Panamá é dedicado a um astro do rock internacional. Ficamos no 26º andar. Dedicado a Bruce Springsteen. Tinha fotos dele para todos os lados. Os diversos bares e restaurante do hotel, também entram no clima do Rock’n Roll e os shows acontecem em vários ambientes.

O nosso andar homenageava Bruce Springsteen

Deixamos as malas no hotel e saímos para o Shopping Multiplaza Pacific Mall. É o mais moderno e sofisticado da cidade, com lojas das principais grifes mundiais. Rodamos um pouco por lá e seguimos para o shopping que ficava ao lado do nosso hotel, o Multicentro. Um shopping menor e mais simples que o anterior. As melhores lojas estão no Multiplaza, as mais baratas estão no Multicentro. Muitos brasileiros vão ao Panamá para compras. Não era o nosso caso. Fomos pelo Canal. A cidade possui vários shoppings e os preços são bons. O dólar circula livremente, como uma moeda local. Os produtos no Panamá são mais baratos que no Brasil, mas não mais baratos que em Miami. O maior dos shoppings é o Albrook Mall, mas deixamos ele para um outro dia.

Panamá

Decidimos jantar no restaurante Hard Rock Café e aí descobrimos que ele não fica no hotel e sim no Shopping Multicentro. O Hotel Hard Rock fica ao lado. Foi ótimo.

Cidade do Panamá

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PLAYA DEL CARMEN, A CIDADE ESCONDE A PRAIA E O MAR

08 de março de 2017

Uma das dúvidas que tivemos antes de fechar a viagem para Cancun com a Via Alegria, era sobre onde ficarmos hospedados. Se em Cancun, que já conhecíamos e tínhamos ido por duas vezes ou em Playa del Carmen que sabíamos ser um destino mais novo e recomendado por alguns visitantes. Decidimos por Cancun, mas precisávamos conhecer Playa del Carmen para entender o porque alguns preferem ficar por aí.

Playa del Carmen

Pegamos o carro que tínhamos alugado no dia anterior e saímos para Playa del Carmen. São cerca de 70 quilômetros por uma excelente estrada, com pista dupla, que percorremos por aproximadamente uma hora. Depois da explosão de Cancun com destino turístico, Playa del Carmen surgiu com mais espontaneidade, com opções de hospedagens mais baratas e alternativas.

Playa del Carmen

Chegamos a Playa del Carmen e procuramos um local para estacionar o carro próximo da Quinta Avenida, que já tínhamos como referencia de local onde tudo acontece. Não foi difícil encontrar. Deixamos o carro num estacionamento pago e seguimos a pé, uma quadra a mais até a Quinta Avenida, uma rua de pedestres com um comércio ativo, algumas pousadas, lanchonetes, restaurantes, lojas de artesanato, etc.

A Quinta Avenida em Playa del Carmen

A praia fica a duas quadras da Quinta Avenida. Não foi difícil encontrar. A decepção com Playa del Carmen foi grande. A estreita faixa de praia, com um lindo mar de um azul intenso, quase transparente, fica literalmente escondida por trás de um paredão de construções desorganizadas e feias, que insistem em obstruir o que a região tem de mais bonito. A cidade esconde as praias.

A praia de Playa del Carmen.

Na praia, uma grande quantidade de colchões com sombreiros, espalhados pela areia privatizam o lazer e deixam poucos espaços para os banhistas. Não precisava ser assim. Mais uma vez me decepciono com destinos de sol e mar. Acho que na realidade as praias da Bahia e do Nordeste brasileiro são imbatíveis. Uma “covardia”, quando comparadas a outros destinos mundo afora.

Centenas de sombreiros e colchões escondem a praia.

A sensação que tive é de que Playa del Carmen é bom para os americanos que estão ali ao lado. Passagens aéreas baratas e o fácil acesso, fazem dessa região do México, um “quintal” para os Estados Unidos. Para nós brasileiro, escolher Playa del Carmen, é uma opção apenas para encontrar alternativas de hospedagem mais baratas e ficar mais perto dos parques da região da Riviera Maia, Xcaret, Xplor e Xel-ha, além do sítio arqueológico de Tulum. Tirando essas vantagens, o melhor mesmo é ficar em Cancun.

A praia está aí atrás.

Voltamos à Quinta Avenida, mas achamos o lugar sem charme nenhum. Pegamos o carro e partimos para Cancun.

Deixamos Playa del Carmen para trás.

Cancun também possui o mesmo problema de dificuldade de acesso à praia e/ou mesmo à visão do mar. O planejamento urbano foi um absurdo. A estreita faixa de restinga foi totalmente obstruída pelo paredão de hotéis gigantescos. Quem vai a Cancun, raramente ver o mar, a não ser o do seu próprio hotel. Paramos num raro mirante que existe, em mais de 20 quilômetros da Avenida Kukulcan, para fazer umas fotos.

É uma pena que a praia em Cancun, somente seja contemplada em poucos trechos.

O mar é de um azul maravilhoso, improvável. A praia de areia branca forma um contraste espetacular. Pena que não exista uma avenida larga, na beira do mar, com um belo calçadão, ciclovias e parques para contemplação. Temos que nos contentar com esse raro mirante ou com a praia de cada hotel.

O concorrido mirante de Cancun.

Seguimos até o excelente Restaurante Lorenzillo’s, onde paramos para almoçar. Um dos mais tradicionais e famosos de Cancun. Especialista em comidas do mar, sobretudo em lagostas, que podem ser escolhidas vivas e preparadas na hora. O restaurante é abastecido a partir de uma fazenda de lagostas, própria.

A localização estratégica do Restaurante Lorenzillo’s

Voltamos para o Hotel Riu Palace Península onde começamos a nos despedir de Cancun. À noite repetimos o bom Restaurante Krystal, do próprio hotel.

A incrível cor do mar de Cancun.

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TULUN, A CIDADE MAIA A BEIRA MAR

07 de março de 2017

Ainda não estávamos recuperados da maratona que enfrentamos no Carnaval de Salvador e que, praticamente, emendamos com a viagem ao México. Nos dois primeiros dias em Cancun fizemos dois programas prazerosos, porém cansativos. Fomos no primeiro dia a Xcaret e no dia seguinte a Chichen Itzá. Hoje o passeio que havíamos adquirido com a agência de viagens saia às seis da manhã. Desistimos do tour e decidimos dormir até mais tarde. Foi ótimo. Quando acordamos, alugamos um carro com a Alamo, no próprio lobby do hotel e fizemos parte do mesmo programa, que iríamos em excursão. Seguimos para Tulum.

A cidade maia de Tulum.

A viagem para Tulum é de aproximadamente 140 quilômetros. Fizemos em duas horas, por uma excelente estrada que passa pela costa sul da Península de Yucatan, na região da Riviera Maia. No caminho, condomínios maravilhosos e imponentes, impressionam. Alguns deles possuem toda a infraestrutura de uma cidade, com escolas, hospitais, etc. É enorme o investimento que foi realizado em toda essa área da Península de Yucatan no sul do México. Dezenas de hotéis gigantescos e muitos parques temáticos, criando conteúdo para receber milhões de turistas por ano, sobretudo americanos, que estão ali ao lado. Dentre os parques, destacam-se Xcaret, Xel-Ha e Xplor, cada um com temáticas e atrativos diferentes.

Dezenas de condomínios de luxo foram implantados na Riviera Maia.

Chegamos a Tulum por volta do meio dia. A infraestrutura nos arredores de Tulum é melhor que em Chichen Itzá. Um amplo estacionamento, um grande mercado de artesanato e dezenas de lojas, restaurantes e lanchonetes, ficam na entrada do sítio arqueológico.

Na entrada para as ruínas de tulum, existe uma boa infraestrutura de apoio aos turistas.

Contratamos um guia na entrada das ruínas, para termos mais informações sobre o sítio arqueológico. A palavra Tulum significa, “Cidade Murada”, e os vestígios dos muros que envolviam essa fabulosa cidade Maia ainda aparecem em alguns trechos.

Uma grande muralha cerca a cidade de Tulum.

A cidade de Tulum era um antigo porto Maia, que servia de entreposto comercial entre o Mar do Caribe e as terras do interior da Península de Yucatan. Numa região totalmente cercada por corais, a pequena abertura no canal de Tulum fez a diferença para o desenvolvimento desse centro comercial dos Maias.

A cidade de Tulum era um importante entreposto comercial na Península de Yucatan

No alto da colina em frente ao mar, numa localização estratégica, aparece o templo principal da cidade, e isso faz de Tulum, a mais fotogênica das cidades Maias .

Tulum, a mais fotogênica das cidades maias.

Dezenas de casas e templos menores, com entalhes esculpidos em baixo relevo, contam um pouco da história da Civilização Maia e nos permite compreender aspectos relacionados à cultura desse povo. Numa dessas casas, dedicada à Deusa da Fertilidade, aparecem alguns entalhes descrevendo partos e nascimentos de crianças. Os Maias já faziam partos cesarianos, muito antes dos europeus. Usavam drogas anestésicas e espinhas de peixe para o corte e costura da pele das mulheres submetidas a esse tipo de cirurgia.

Templo em Tulum

Seguimos até um mirante no alto da colina de Tulum. É de lá que se tem uma das vistas mais famosas do Caribe. O azul impressionante do mar, servindo de moldura para as ruínas Maias.

Principal cartão postal de Tulum.

Finalizamos a visita à cidade Maia de Tulum e fizemos um lanche por ali mesmo, em seguida voltamos para Cancum. Valeu muito a pena a viagem para Tulum.

Entrada do parque de Tulum.

À noite saímos para jantar no excelente Restaurante Benazuza, indicado pelo Trip Advisor, como o melhor de Cancun, localizado no Hotel Grand Oasis Sens. O Benazuza foi uma opção rara e apresenta uma noite inusitada e inesquecível. Possui uma culinária “fusion”, moderna, com fortes experimentos. A noite começa com uma degustação e apresentação de drinks sólidos. É realmente curioso provar uma margherita em forma de geleia sobre uma banda de limão, ou whisky com mel esfumaçando numa infusão de hidrogênio. Depois dos drinks especiais, o menu degustação segue com as mesmas características. O jantar degustação vai ficar para o rol dos inesquecíveis.

Drinks sólidos no Benazuza – foto divulgação Tripadvisor

Tulum

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A CIDADE PERDIDA DE CHICHEN ITZÁ

06 de março de 2017

Passamos pela Pirâmide da praça central e seguimos direto para o local do “Jogo de Pelotas”, um dos principais destaque da cidade de Chichen Itzá. Nesse campo acontecia uma das mais tradicionais e importantes competições esportivas dos povos maias. O jogo funcionava como uma espécie de ritual.

O campo do “Jogo de Pelotas”.

Dois times ficavam no campo e precisavam fazer passar uma bola de borracha, por um aro muito pequeno instalado no alto de uma muralha. A bola somente podia ser arremessada com o antebraço, ombro ou com o quadril. Os jogos eram acompanhados por um ritual de sacrifício humano.

A bola tinha que passar por esse pequeno aro na estrutura da muralha.

Todos os detalhes sobre o “Jogo de Pelotas” aparecem desenhados nos elementos decorativos entalhados nas muralhas que cercam a quadra onde aconteciam os jogos. Os sacrifícios eram feitos com guerreiros inimigos e visavam realimentar a terra para prover a fertilidade agrícola e favorecer o crescimento do milho. Os sacrifícios eram essenciais para manter o funcionamento do Universo.

Cenas do ritual de decapitação aparecem em baixo relevo nas paredes da muralha.

O Deus maior dos maias é a Kukulcán, a Serpente Emplumada. O Deus tem o corpo de uma serpente e asas próximas à cabeça. A arquitetura e engenharia da praça central de Chichen Itzá, permite ouvir um eco que imita o chocalho de uma serpente e o canto de um pássaro, em pontos opostos. Muitos atribuem esse fenômeno a uma tentativa dos maias em chamar pelo seu Deus maior.

A cabeça da Kukulcán

Outra construção imponente da cidade de Chichen Itzá, é o Templo das Mil Colunas, ou Templo dos Guerreiros. Um enorme palácio ricamente decorado com cabeças de serpentes e com cerca de mil colunas de sustentação que dava a volta em todo o prédio. Esse templo era utilizado como um grande mercado popular e também nas cerimônias de sacrifício humano.

Detalhes do Templo das Mil Colunas.

O ponto negativo que vimos na visita a Chichen Itzá foi a grande quantidade de ambulantes espalhados pelo sítio arqueológico. Esse é um fenômeno relativamente recente e começou a acontecer após a estatização do sítio. Os vendedores oferecem diversos tipos de artesanatos, nem sempre de boa qualidade ou bom gosto.

Ambulantes espalhados em toda a área do sítio arqueológico.

Os ambulantes se distribuem de forma desorganizada, sujam e degradam o ambiente e constrangem o visual magnífico das ruínas. Na sua maioria são descendentes dos maias e isso torna o controle dessa “feira livre”, mais difícil para o governo.

Artesanatos mexicanos.

A última visita que fizemos no sítio arqueológico de Chichen Itzá, foi ao magnífico observatório astronômico dos maias. Uma prova arqueológica da engenhosidade dos maias na perseguição à compreensão do Universo. Utilizando apenas a observação visual, os maias tinham conhecimentos astronômicos muito maiores que os seus contemporâneos europeus.

O Observatório Astronômico dos Maias

Conseguiram calcular com precisão impressionante o ciclo lunar e solar, setecentos anos antes dos europeus. Sabiam que a Terra era redonda e que o Sol não era o centro do Universo, coisa que os europeus só vieram a admitir no século XVII.

Detalhe do Observatório Astronômico.

Saímos da cidade maia de Chichen Itzá com a “alma lavada” e pegamos mais 200 quilômetros de estrada na volta para Cancun. Como tínhamos ido de excursão deu para dormir um pouco no retorno. Chegamos no hotel à noite e jantamos por aí mesmo, no bom restaurante Venezia do Hotel Riu Península Cancun.

Artesanato mexicano.

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A PIRÂMIDE MAIA DE CHICHEN ITZÁ

06 de março de 2017

Chegamos à cidade perdida de Chichen Itzá no início da tarde. Estava chovendo bastante, compramos uma capa de chuva nas mãos dos vendedores ambulantes que enchem a entrada do complexo e com isso aliviamos um pouco os efeitos da tempestade, que passou rapidamente.

A Cidade Maia de Chichen Itzá.

O Centro de Visitantes na entrada do complexo possui uma boa infraestrutura, mas estava impraticável, pois vários ônibus chegava na mesma hora, e com a chuva, a entrada estava caótica. Depois de algumas dificuldades iniciais provocadas pela chuva, conseguimos entrar e nos encontramos com o nosso guia para o início da visita tão esperada.

Ambulante vendendo artesanato na entrada da Cidade perdida de Chichen Itzá.

Chichen Itzá foi uma das maiores cidades erguidas pela civilização maia, no final do período clássico, entre o ano 600 e o ano 1.200. Hoje, o sítio arqueológico do que foi a antiga cidade maia, encontra-se ainda muito bem preservado, sobretudo nas suas atrações principais. Fica a 200 km de Cancun, na Península de Yucatan.

As ruínas de Chichen Itzá ainda muito bem preservadas.

Chichen Itzá é um dos sítios arqueológicos mais visitados do México. Recebe cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano. Patrimônio Cultural da Humanidade, declarado pela UNESCO desde 1988. A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, escolhida recentemente como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.

A Pirâmide de Chichén Itzá.

A Pirâmide é formada por várias plataformas quadradas, superpostas. Em cada lado da sua estrutura existe uma escadaria com 91 degraus, totalizando 364. Somando-se a esses, o degrau único que existe na entrada do templo, temos 365 degraus, que é exatamente o número de dias do calendário maia e do movimento de translação da Terra ao redor do Sol. Os maias eram craques em astronomia.

A Pirâmide de 4 faces possui 365 degraus.

A Pirâmide Maia de Chichen Itzá é uma prova arquitetônica dos conhecimentos avançados que os maias tinham no campo da astronomia. Esses conhecimentos eram necessários na estratégia de sobrevivência dos maias, pois orientavam os fluxos de plantio e colheita agrícola.

Detalhes da Pirâmide de Chichén Itzá.

O conhecimento do calendário anual, dos movimentos de rotação e translação, e das estações do ano eram vitais para a sobrevivência do povo maia. O maior fenômeno da Pirâmide acontece nos dias dos equinócios, 21 de março e 21 de setembro, quando começam as estações de primavera e outono respectivamente e milhares de turistas vão a Chichen Itzá para presenciar a aparição da serpente emplumada, Kukulcán, o Deus maior dos maias, na lateral da pirâmide.

Os degraus favorecem o aparecimento da Kukulcán

Os degraus da pirâmide possuem detalhes triangulares, que quando refletidos pela luz do sol, nos dias dos equinócios, possibilitam a formação do desenho de uma serpente na lateral do “El Castillo”. Muitos pesquisadores entendem que esse fenômeno simboliza o início da nova estação do ano e uma sinalização para que os maias iniciassem um novo ciclo de cultivo agrícola.

A cabeça da Kukulcán

Os mistérios da Pirâmide de Chichen Itzá colaboram para a confirmação dos conhecimentos astronômicos dos maias. Várias pirâmides foram construídas de forma superpostas. Uma envolvendo a outra. Antigamente era permitido subir nas escadarias das pirâmides, inclusive de uma das que ficavam no interior da principal. Hoje é proibido e isso ajuda na preservação do monumento.

Algumas faces da pirâmides estão mais destruídas.

A região de Chichen Itzá é muito quente. No dia que visitamos, demos sorte, pois quando chegamos estava chovendo e o dia nublado deu um alívio na temperatura.

O dia chuvoso diminuiu o calor

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