A BASÍLICA DA SANTA CROCE, O PANTEÃO DAS GLÓRIAS ITALIANAS

18 de maio de 2017

Começamos o dia em Florença visitando a Piazzale Michelangelo, onde fica o mirante da cidade. Lá de cima dá para ter uma vista espetacular de Florença, o belo Rio Arno e todo o seu centro histórico. É a melhor vista da cidade, com um panorama magnífico.

A Piazzale Michelangelo

No centro da Praça, mais uma réplica do David de Michelangelo e algumas barracas com venda de suvenires. A bela vista da cidade atrai um grande número de turistas.

As melhores vistas de Florença aparecem do mirante da Praça Michelangelo.

Descemos a colina andando até o Rio Arno, atravessamos a Ponte alle Grazie, de onde se tem uma bela vista da Ponte Vecchio e seguimos até a Basílica da Santa Croce.

A Ponte Vecchio

 

A Basílica da Santa Croce é apelidada de O Panteão das Glórias Italianas. Uma igreja que impressiona e traduz toda a energia da cidade. Começou a ser construída em 1294. A grande atração é a presença dos túmulos de alguns dos moradores mais importantes de Florença. São ao todo, 276 tumbas. Algumas especiais. Lá dentro, lado a lado, estão enterrados Michelangelo, Galileu Galilei, Maquiavel, Rossini, dentre outros.

A impressionante Basílica da Santa Croce

O interior da Santa Croce é cheio de túmulos e mausoléus. Existem 16 capelas muito bem decoradas e algumas delas homenageiam os florentinos famosos. Michelangelo morreu em Roma, em 1564, mas o seu corpo foi trazido para Florença e enterrado na Santa Croce.

O túmulo de Michelangelo na Basílica da Santa Croce

Galileu Galilei nasceu em Florença, no ano em que Michelangelo morreu, 1564. Astrônomo fenomenal, defendeu a teoria de que a Terra girava em torno do Sol e não ao contrário. Por isso foi julgado e condenado pela Santa Inquisição. O seu corpo ficou abandonado por muitos anos, apenas em 1737 foi levado para a Basílica da Santa Croce e ganhou um lugar de destaque em frente a Michelangelo.

Mausoléu dedicado a Galileu Galilei

Nicolau Maquiavel viveu em Florença entre os séculos XIV e XV. Foi político, filósofo e escritor. O autor de “O Príncipe” foi conselheiro e influenciou a família dos Medici por muitos anos.

Túmulo de Nicolau Maquiavel

Dante Alighieri é outro florentino imortal. Autor de “A Divina Comédia”, também tem um espaço na Basílica, mas curiosamente o monumento está vazio, pois Dante está enterrado em Ravena, onde morreu em 1321.

Mausoléu de Dante Alighieri

A Basílica é famosa também pelos afrescos de Giotto que estão em algumas das capelas da igreja. Giotto foi o mais importante dos artistas medievais. Foi ele quem deu os primeiros passos em direção ao Renascimento Cultural.

O altar mor da Basílica da Santa Croce

Uma das obras de arte mais importante da Basílica é o Crucifixo de Cimabue, na sacristia. Muitas das obras de arte da Basílica de Santa Croce ficaram bastante danificadas com a grande enchente do Rio Arno de 1966. O Crucifixo de 1280 foi engolido pelas águas e depois restaurado.

O Crucifixo de Cimabue

Saímos da Santa Croce, circulamos um pouco pela cidade e voltamos para o hotel, pois tínhamos que nos preparar para o casamento dos amigos Paula Duarte e Ewerton Visco, realizado num típico palacete secular, nas colinas da Toscana, nos arredores de Florença. Uma noite maravilhosa compartilhada com amigos.

Um Belo casamento em Florença

A Basílica da Santa Croce em Florença

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A PIAZZA DELLA SIGNORIA E O DUOMO DE FLORENÇA

17 de maio de 2017

A Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio formam o coração político e social de Florença. A Praça é intensamente procurada pelos turistas, por ser uma verdadeira galeria de arte ao ar livre. Faz uma síntese da história da cidade. Sempre foi um local de reuniões e reivindicações e hoje é um lugar de comemorações cívicas.

A Piazza della Signoria

Na Praça ficam três grandes e maravilhosas estátuas: A de Netuno é obra de Bartolomeo Ammannati e celebra as vitórias navais da Toscana. Estava em reforma e cercada por tapumes. A do David é uma réplica do original da obra prima de Michelangelo, que esteve na Praça até 1873, quando foi transferida para a Galeria dell’Accademia. Comemora o triunfo sobre a tirania, através do personagem bíblico. O David é uma das obras mais famosas e consagradas de Michelangelo.

A réplica do David de Michelangelo

O destaque da escultura, que é uma das mais importantes obras do Renascimento, é a perfeição anatômica e o predomínio das formas curvas, uma das características de Michelangelo. A estátua foi executada entre 1501 e 1504 e mede 5,17 metros. É o símbolo maior de Florença.

Hércules e Caco

A escultura do Hércules e Caco, que fica ao lado do David e na mesma praça foi esculpida por Baccio Bandinelli e retrata a vitória de Hércules sobre a maldade de Caco, um dos episódios dos “Doze Trabalhos de Hércules”.

A Loggia dei Lanzi

Ao lado dessas três esculturas fenomenais fica a Loggia dei Lanzi, um edifício aberto que reúne mais uma série de esculturas magníficas de Florença. Ao fundo da Loggia ficam estátuas de imperadores romanos e na parte da frente destacam-se:

A Loggia dei Lanzi por um outro ângulo.

O Perseu segurando a cabeça da Medusa, de Cellini, uma espetacular escultura de bronze de 1554.

O Perseu segurando a cabeça da Medusa

O Rapto das Sabinas, uma estátua de Giambologna de 1583, com três figuras entrelaçadas esculpidas em um único bloco de mármore.

O Rapto das Sabinas.

Ao lado da Loggia dei Lanzi fica o Palazzo Vecchio, onde ainda funciona a prefeitura de Florença. O Palácio foi construído em 1322 e no alto da sua torre foi instalado um sino usado para convocar a cidade para reuniões. A Galeria Uffizi fica ao lado do Palazzo Vecchio e é o maior museu de arte da Itália.

O Palazzo Vecchio

Seguimos andando pelas ruas de Florença, até a Piazza del Duomo de Santa Maria del Fiori. A Catedral é o edifício mais alto da cidade e a quarta maior da Europa. A cúpula de telhas alaranjadas é um dos símbolos de Florença.

O Duomo de Santa Maria del Fiori

O campanário da Catedral é obra de Giotto, possui 85 metros de altura e é completamente revestido por um mármore branco, verde e rosa da Toscana.

O Campanário do Duomo.

Na frente da Catedral fica o Batistério, um dos tesouros de Florença. O Batistério é um prédio menor, ricamente decorado, com portões de bronze maravilhosos. O Portão Leste é a obra prima de Lorenzo Ghiberti. Foi denominado por Michelangelo de Portão do Paraíso e é considerado como uma das primeiras obras do Renascimento.

O Batistério de Florença

O portão que está hoje no Batistério é uma réplica. O original está exposto no Museu dell’Opera del Duomo. O portão de Ghiberti é esculpido em baixo relevo, com uma grande ilusão de profundidade.

O Portão do Paraíso de Lorenzo Ghiberti

Várias visitas podem ser feitas no Duomo. Uma delas dá acesso ao campanário, de onde se tem uma bela vista da cidade. A fila para o acesso ao campanário estava enorme. Desistimos. Preferimos conhecer o interior da igreja. A visita é gratuita.

Pintura no teto da cúpula do Duomo.

Saímos do Duomo e fomos até o Mercado Central de Florença onde tínhamos um compromisso. Fomos a Florença para o casamento de um casal de amigos: Paula Duarte e Ewerton Visco. Nesta noite houve um encontro de confraternização numa pizzaria no Mercado Central.

Confraternizando com amigos no Mercado Central de  Florença

O Mercado Central de Florença fica num edifício antigo com dois andares, construído em 1874, em ferro fundido. Nas barracas vende-se de tudo. Carnes, frangos, peixes, presuntos, queijos, salames, frutas, verduras etc. Existem também áreas destinadas a restaurantes. É uma excelente opção para turistas e locais. Saímos da confraternização e voltamos andando para o hotel. Antes porém, passamos mais uma vez na Piazza della Signoria, para um brinde final numa noite especial em Florença.

A Piazza del Duomo à noite.

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CHEGANDO A FLORENÇA, NO CORAÇÃO DA TOSCANA

17 de maio de 2017

Saímos de Parma na região da Emília-Romana e seguimos para Florença, no coração da Toscana, a mais icônica das regiões da Itália. Foram 190 km de uma excelente e panorâmica autoestrada, que fizemos em pouco mais de duas horas. Na parte inicial, a estrada passa pelo Vale do Rio Pó, com os seus intermináveis campos de arroz. Cem quilômetros depois, começa a serpentear pelas colinas e montanhas da Toscana.

Toscana

A Itália possui uma geografia típica, a começar pelo seu formato inusitado de “bota”. Na parte norte o país é protegido pela magnífica Cordilheira dos Alpes, no centro, “fechando o zíper da bota”, aparece a Cordilheira dos Apeninos. Um conjunto de montanhas mais baixas, que corta a Itália de norte a sul. Separando os Alpes dos Apeninos, está a Planície do Rio Pó. A Toscana é uma das regiões mais visitadas da Itália. O charme está nas pequena cidades muradas, no alto das colinas, cercadas de vinhedos e oliveiras.

As montanhas dos Apeninos ao fundo.

Tentamos chegar ao Hotel Pitti Palace localizado no centro histórico de Florença, nas margens do Rio Arno, exatamente na entrada da Ponte Vechio. A primeira dificuldade que tivemos foi dirigir pelas ruelas estreitas do centro histórico de Florença. Não conseguimos chegar no hotel de carro. Desistimos. Preferimos seguir direto para a locadora Hertz, que ficava a um quilômetro do hotel. Devolvemos o carro e pegamos um táxi para o Pitti Palace.

O Pitti Palace

O Pitti Palace fica num dos casarões seculares nas margens do rio, que foi adaptado para funcionar como hotel. Já tínhamos nos hospedado por aí antes e decidimos voltar. A localização central é o diferencial do hotel. Vale muito a pena. Circulamos dois dias a pé pela cidade.

O Pitti Palace fica nas margens do Rio Arno

Florença na Idade Média, foi um fortíssimo centro comercial, que ampliou a sua riqueza e poder a partir de um inovador e influente serviço bancário. Foi nesse ambiente que a família Medici, formada por uma dinastia de banqueiros, chegou ao poder econômico na região e em toda a Europa, no final da Idade Média.

Vista panorâmica de Florença

Os Medici dominaram Florença por trezentos anos e a cidade foi o coração cultural e intelectual da Europa. Patrocinaram as artes e os artistas, pintores, escultores e arquitetos vieram viver em Florença, deixando na cidade um legado intelectual sem igual.

Florença é um museu a céu aberto

O seu passado está ligado à explosão artística do Renascimento Cultural na Europa, a partir do século XV, tendo sido transformada numa das principais capitais artísticas do Mundo. Aí viveram ícones como Botticelli, Michelangelo e Donatello.

A réplica do David de Michelangelo

A parte histórica da cidade pode ser visitada a pé. Saímos do hotel e cruzamos a Ponte Vecchio, um dos símbolos de Florença. A ponte sobre o Rio Arno é a mais antiga da cidade, data de 1345. Desde o século XVI, é ocupada por joalheiros e ourives. Uma multidão se reúne aí, todas as horas do dia, para procurar o melhor ângulo para uma foto do Rio Arno.

A Ponte Vecchio

Atravessamos a Ponte Vecchio e seguimos em direção à Piazza della Signoria, localizada a cem metros da ponte.

A Piazza della Signoria

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PARMA, TERRA DE QUEIJOS E PRESUNTOS

16 de maio de 2017

Pegamos uma excelente autoestrada para Parma deixando a Cordilheira dos Alpes e o Monte Bianco para trás. Pelo retrovisor a paisagem é maravilhosa. Fiquei imaginando que a melhor maneira de se chegar aos Alpes, talvez seja, vindo da Itália, pois a barreira de montanhas fica imponente à sua frente e se aproxima cada vez mais. Foi inevitável parar no acostamento para fazer fotos dos Alpes.

A Cordilheira dos Alpes vista pelo retrovisor.

Começamos a viagem para Parma, a partir do Vale d’Aosta, uma extensa planície cercada de montanhas magníficas, que liga a região dos Alpes ao Vale do Rio Pó. O Vale d’Aosta sempre foi um caminho de passagem entre a Itália e o resto da Europa. Antigas estradas romanas passavam por aí e as ruínas continuam por lá, sobretudo na cidade de Aosta.

Bicicletas em Parma

Na passagem pela estrada, dezenas de Castelos vão se sucedendo a cada lado do vale, testemunhando uma era feudal e podem ser avistados do caminho. Os castelos foram construídos para dar poder aos Senhores Feudais. Alguns foram transformados em museus e podem ser visitados.

Um dos castelos do Vale d’Aosta

Saímos do Vale d’Aosta e entramos nas autoestradas do Piemonte, pelo Vale do Rio Pó, a mais rica e industrializada das regiões da Itália. As referências urbanas começam com Turim, a maior cidade da região e capital do Piemonte, e Milão, a capital da Lombardia.

Presunto de Parma, em Parma

No Vale do Pó, as áreas industriais revezam com campos de arroz. A extensa planície é formada por alagadiços naturais, que favorecem a esse tipo de agricultura. Da Lombardia, entramos na região da Emília-Romana onde fica a cidade de Parma, que seria o nosso destino do dia. Foram 340 km de Pré-Saint Didier até Parma.

Praça em Parma

Chegamos à próspera cidade de Parma e fomos direto para o Hotel NH, com uma excelente localização, na entrada da parte antiga da cidade. Um hotel novo, moderno, com ar de executivo. Muito bom.

Detalhe de Parma

Parma é uma típica cidade dessa região central da Itália, recheada de tesouros históricos pela suas ruas e praças. Possui um belo casario medieval. Circulamos a pé pela cidade, onde chamou a atenção o drama dos imigrantes. Em Parma eles já estão por todos os lados.

Detalhes de Parma

A grande fama de Parma porém, está nos seus queijos e presuntos magníficos, além das receitas e molhos de alcance mundial. Era isso que queríamos encontrar. Pedimos dicas na recepção do hotel.

Queijos e presuntos em Parma

A recepcionista nos indicou uma pequena cantina no centro da cidade, a Osteria Dei Servi. A escolha não poderia ter sido mais correta. A Osteria era maravilhosa. Queijos, presuntos, salames, era tudo o que queríamos. Finalizamos com um bom Filé a Parmegiana (à moda da cidade).

A Osteria Dei Servi

O Queijo Parmesão é o mais famoso da Itália e vital para a cozinha italiana. Existem dois tipos, o Pamigiano –Reggiano e o Grana, de qualidade inferior. Além do queijo, Parma é famosa pelo Presunto de Parma, produzido com técnicas seculares e curados em um clima especial com brisas constantes.

O presunto de Parma

Depois das delícias da Osteria Dei Servi, voltamos para o hotel onde ficamos pelo restante do dia.

Detalhe de Parma

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PRÉ-SAINT-DIDIER, UMA CIDADE FANTASMA NA PRIMAVERA

15 de maio de 2017

Entramos na Itália pelo túnel onde o Mont Blanc vira Monte Bianco. Passamos por Courmayeur e seguimos um pouco adiante para a pequena cidade de Pré-Saint –Didier, onde fomos nos hospedar no Hotel QC Terme Pré-Saint-Didier. O Hotel é um SPA de águas termais, muito bem estruturado, mas não era isso o que estávamos procurando.

O Hotel QC Terme Pres-Saint-Didier

Nessa época do ano, Pré-Saint –Didier parece uma cidade fantasma. Ninguém vai aí. Passaríamos duas noites nesse hotel. Ainda tentamos criar motivação para buscar o que fazer no dia seguinte, mas não encontramos. Até mesmo o teleférico que dá acesso ao alto do Monte Bianco estava fechado para manutenção.

A vista do Monte Bianco a partir do nosso hotel.

Fomos até o centro de Pré-Saint-Didier, mas estava tudo fechado e ninguém nas ruas. Procuramos um restaurante e não encontramos, nem mesmo no hotel. A solução foi voltar a Courmayeur. A realidade aí não era muito diferente. Achamos uma cantina aberta onde jantamos e bateu um desespero.

Paisagens de Courmayeur

Nessas cidades, o turismo só funciona nas temporadas de inverno ou verão. Estávamos no início da primavera. Não vale a pena nessa época.

A cidade fantasma de Pré-Saint-Didier

Decidimos antecipar a viagem de ida para Florença. Escolhemos um pernoite no meio do caminho. Entramos em contato com a Agência Via Alegria, que nos salvou conseguindo um hotel em Parma.

Deixando Pré-Saint-Didier para trás.

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A CHARMOSA CIDADE MEDIEVAL DE GRUYÈRE, NA SUÍÇA

15 de maio de 2017

Saímos de Interlaken, na Suíça, em direção à Itália. O destino era a pequena cidade de Pré-Saint-Didier, nas encostas do Monte Bianco. As estradas começam por imensos vales entre as montanhas dos Alpes e na beira dos lagos glaciais da Suíça. Seguimos pela borda do Lago Thunersee. Um dos lagos de Interlaken, com 18 quilômetros de extensão.

Deixamos Interlaken para trás.

Fizemos uma primeira parada na charmosa cidade medieval de Gruyère, no centro da criação de gado leiteiro da Suíça. O gado leiteiro é criado na base e nas encostas das montanhas em regime de transumância, alternando as pastagens entre os períodos de verão e inverno.

A paisagem alpina nos arredores de Gruyère

Avistada de longe, Gruyère fica no fundo de uma bela paisagem alpina. A cidade atrai um grande número de turistas. Visitantes de passagem como nós, ou aqueles que ficam por pelo menos uma noite.

A charmosa vila de Gruyère

A cidade, de única rua, é quase toda disponível para pedestres. Os carros ficam nos estacionamentos do lado de fora. O casario charmoso preserva construções dos séculos XV a XVII.

A cidade medieval é quase toda disponibilizada para pedestres.

A principal atração da cidade é o Chateau de Gruyère, construído no século XI e que foi habitado pelos Condes de Gruyère até o século XVI, quando a família perdeu o Castelo para os senhores feudais de Berna e Fribourg.

O Chateau de Gruyère

O Castelo encontra-se muito bem conservado. Hoje em dia abriga um museu que preserva salões, mobiliário e obras de arte da história de Gruyère.

Um dos belos salões do Castelo.

Em muitas das salas existem afrescos e lareiras com tapeçarias antigas e outras obras de arte.

Belas tapeçarias compõem a decoração do Castelo.

Hoje em dia o museu/castelo também apresenta exposições de arte moderna. Quando visitamos havia uma incrível exposição de artistas europeus, com destaque para telas representando os signos do zodíaco.

Arte moderna no Castelo.

Do lado de fora do Castelo, um pequeno e belo jardim em estilo francês complementa a beleza do lugar.

Jardins em estilo francês na frente do Castelo de Gruyère

Depois que saímos do Castelo, saímos da cidade e fomos até a Maison du Gruyère. Uma fábrica e loja na parte baixa da cidade, fora dos muros, que vende o famoso Queijo Gruyère. Existem visitas guiadas há cada hora, com demonstração sobre como são feitos os queijos locais.

O famoso Queijo Gruyère

Seguimos viagem pela borda do Lac Léman em direção a Montreaux. Apenas tangenciamos a famosa cidade dos festivais suíços. Seguimos adiante e subimos o maravilhoso Vale do Rhone, ou Ródano, com mirantes espetaculares, onde fica uma das fronteiras entre a Suíça e a França.

O belo vale do Rio Ródano.

Atravessamos a fronteira e entramos na França. Foram poucos quilômetros em território francês até chegar ao Mont Blanc, que faz a fronteira com a Itália. No curto trecho francês, passamos pela charmosa cidade de Chamonix, um dos principais centros de turismo de inverno da França, com inúmeras estações de esqui.

A bela cidade francesa de Chamonix

Logo depois de Chamonix, chegamos ao túnel do Mont Blanc. O túnel liga Chamonix na França a Courmayeur no Vale de Aosta, na Itália. Passa por dentro do Mont Blanc, que é a maior montanha da Europa, na Cordilheira dos Alpes, com 4.810 metros de altitude. Foi construído por baixo da “Agulha do Sul”, possui 11,6 quilômetros de extensão e o tráfego é em mão dupla. O pedágio para cruzar o túnel é caro, 36 Euros somente a ida da França para a Itália. Chegamos à Itália.

O Monte Bianco, a maior montanha da Europa.

 

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CHEGAMOS AO TOPO DA EUROPA

14 de maio de 2017

O principal motivo de irmos a Interlaken era subir ao Topo da Europa. A mais importante atração dos arredores da cidade. O Topo da Europa é o nome que recebe a estação de trem mais alta do continente, a Jungfraujoch, localizada a 3.454 metros de altitude, na borda da montanha Jungfrau.

Jungfrau, o Topo da Europa.

Decidimos comprar os tickets para a Jungfraujoch na recepção do hotel. O ticket é caro, mas ao final do dia chegamos a conclusão que valeu muito a pena todos os francos pagos. A recepcionista do hotel nos deu a dica para poupar aproximadamente 30 Francos Suíços para cada ticket. Deveríamos para isso pegar o trem na localidade de Grund, ao lado da estação de Grindelwald, e não em Interlaken. Seguiríamos para lá com o carro que estávamos usando na viagem. Gostamos muito dessa opção, pois a viagem de Interlaken até Grund, pouco mais de 20 km, possui paisagens maravilhosas e que são melhores apreciadas no carro que no trem.

A paisagem na subida é deslumbrante

O passeio convencional sai da estação Interlaken Ost e segue por dois caminhos diferentes e possíveis. Uma opção é seguir pela estação de Lauterbrunnen e a outra é seguir pela estação de Grindelwald. Como fomos de carro até Grund, optamos pela segunda e não faríamos a estação de Lauterbrunnem. A maioria dos turistas sobe por um caminho e desce pelo outro para aproveitar as paisagens de forma mais completa.

O mapa do trem para Jungfraujoch

De Lauterbrunnem ou de Grindelwald, foi aí que começamos a nossa subida, existe uma troca de trem e segue-se até a estação de Kleine Scheidagg. Nessa estação existe uma última baldeação e pega-se o trem que leva direto a Jungfraujoch. Esse último trecho leva mais de uma hora de subida. No caminho, duas paradas rápidas para a observação de mirantes escavados na rocha. No dia que fomos, o tempo não ajudava e a névoa dificultava a visualização.

A estação de transbordo de Kleine Scheidagg

A ferrovia é uma obra de engenharia extraordinária. Começou a ser construída a mais de 100 anos. Para alcançar o objetivo, a solução foi a implantação de vários túneis por dentro das montanhas. Um deles chega a 7,5 quilômetros. No final do túnel chega-se a Jungfraujoch, de onde podemos admirar os picos Jungfrau, Eiger e Mönsch.

O difícil caminho pela montanha.

Ao longo da subida, pudemos contemplar uma paisagem maravilhosa. Cachoeiras improváveis despencam do alto das montanhas. Vales incríveis de profundidade alpina ficam na beira da ferrovia. Os viajantes ficam embasbacados e perdem o fôlego por diversas vezes.

A paisagem é de tirar o fôlego.

Nos diversos vagões estão espalhados turistas do mundo inteiro. Hoje Jungfraujoch é um Patrimônio Mundial da Unesco. Chama a atenção a quantidade de orientais. Japoneses, chineses, malaios, indonésios e sobretudo indianos.

Muitos orientais visitam Jungfraujoch

A quantidade de indianos é tão grande que um dos restaurantes do complexo Jungfraujoch, chama-se Bolywood, numa lembrança ao famoso complexo de produção cinematográfica de Mumbai, na Índia. Preferimos comer uma autêntica salsicha alemã, com mostardas especiais.

Chegamos ao Topo da Europa

No complexo turístico de Jungfraujoch existem várias atrações, desde lojas de chocolate até uma construção feita dentro da geleira. O Palácio de Gelo. São túneis cavados na geleira que servem de entretenimento para os visitantes. Até o piso é de gelo. Precisa-se caminhar com cuidado. Esculturas de gelo são colocadas aí para completar a visitação.

As esculturas no Palácio de Gelo

A maior atração porém fica por conta do Plateau, de onde se tem uma vista maravilhosa das montanhas e é possível ter contato direto com a neve em qualquer estação do ano. Uma bandeira da Suíça completa a decoração da montanha.

No Plateau, o contato com a neve se dá em qualquer época do ano.

Quando chegamos ao Plateau, o tempo estava completamente nublado. Uma forte névoa escondia completamente a paisagem. Estávamos prestes a desistir, com uma frustração grande, quando de repente soprou um vento salvador. Afastou a névoa e a paisagem deslumbrante finalmente apareceu. Foi bom demais. Passamos mais de uma hora no alto da montanha, encantados com a paisagem do lugar.

O Topo da Europa

Na descida o que chamou a atenção foi a criação de gado leiteiro na beira da estrada, naquela altitude. Esses animais sobem as montanhas na primavera e ficam aí durante o verão aproveitando as pastagens dessa época do ano. No inverno descem para as áreas mais baixas fugindo da neve e do frio. Esse tipo de criação é denominado de transumância e é muito comum nas montanhas da Suíça.

A pecuária leiteira predomina nas encostas das montanhas.

Outro detalhe que vimos no trem, foi um filme institucional da companhia que explora a ferrovia e a estação final do Topo da Europa. Eles mostram no filme institucional, eventos que já foram realizados lá em cima. Jogos de tênis, basquete, corrida, luta de box e até show de rock já aconteceram por lá.

O tempo abriu de repente e a montanha apareceu

De volta a Interlaken, fomos ao Restaurante Husi Bierhaus, um bom lugar, descolado e jovem, especializado em cervejas.

A foto de uma foto do Topo da Europa

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A PONTE DA CAPELA E O LEÃO DE LUCERNA

13 de maio de 2017

Estávamos na Suíça. Saímos de St. Moritz para Interlaken, pegamos uma estrada maravilhosa, por cima da Cordilheira dos Alpes. A estrada é sinuosa e estreita em alguns trechos. Passamos pelo difícil Passo Giulia, que no inverno chega a ser interditado pelo volume de neve.

A difícil passagem do Passo Giulia

O Passo Giulia segue um caminho, das antigas estradas romanas, sobre a Cordilheira dos Alpes. Dirigimos com bastante cuidado. As estradas Suíças são excelentes e a cordilheira está por todos os lados. Os Alpes aparecem na Áustria, na França e na Itália, mas sobretudo são suíços. O elo entre todos eles.

O Passo Giulia

Três horas depois que saímos de St. Moritz, chegamos a Lucerna (230 km), a maior cidade da região central da Suíça, localizada nas margens do Lago Lucerna.

Uma das belas paisagens das estradas suíças

Como muitas das cidades suíças, Lucerna se tornou importante como ponto de parada para as estradas da Idade Média. Hoje, o turismo é quem sustenta a economia local.

Centro histórico de Lucerna

Como estávamos de passagem, seguimos direto para a Ponte da Capela, a principal atração da cidade. Lucerna é compacta e fácil de explorar a pé. Não foi difícil encontrar um estacionamento do centro histórico, localizado nas margens do Rio Reuss, no ponto em que ele sai do Lago Lucerna. Seguimos andando até a Ponte da Capela.

A Ponte da Capela por um outro ângulo.

A medieval Ponte da Capela de Lucerna é do século XIV. A ponte é de madeira e a mais antiga em seu estilo, que existe na Europa. Fazia parte das fortificações da cidade. É uma ponte para pedestres, coberta, e que atravessa o Rio Reuss.

A Ponte da Capela

No meio do rio, a ponte, que é o símbolo da cidade, está ligada a uma torre octogonal, a Wasserturn, que no passado possuía um tesouro, uma prisão e sustentava um farol.

A torre da Ponte da Capela

A parte baixa do telhado da ponte, na Idade Média, foi pintada com cenas da história de Lucerna e com passagens da vida de São Leodegar e São Maurício, os padroeiros da cidade. A ponte foi parcialmente destruída por um incêndio em 1993, mas foi reconstruída e os painéis restaurados.

As pinturas no interior da Ponte da Capela

Depois de provar uma boa massa italina, no centro histórico, seguimos em direção a mais uma atração da cidade, o Löwendenkmal, ou Monumento ao Leão. Uma escultura icônica da cidade, localizada num parque, que mostra a figura de um leão ferido por uma lança.

O Leão de Lucerna

O monumento é uma homenagem à Guarda Suíça de Luiz XVI, da França, que protegeram o Rei francês, defendendo o Palais de Tuileries em 1792 do ataque de revolucionários. Os suíços ficaram sem munição e foram massacrados durante o combate. O Monumento ao Leão foi entalhado por Bertel Thorvaldsen, em um bloco de arenito e inaugurado em 1821.

O parque onde fica o Leão de Lucerna

Os Mercenários Suíços foram soldados excepcionais. A sua eficiência fez desses grupos, os mercenários mais cobiçados do Mundo. Muito bem treinados, combatiam por países estrangeiros em busca de uma remuneração. Essa sempre foi uma tradição oriunda da Suíça, desde a Idade Média

Detalhe do Leão de Lucerna

Deixamos Lucerna para trás e seguimos viagem por mais 70 quilômetros, até Interlaken. Chegamos no final da tarde e fomos para o Hotel du Nord, localizado no coração da cidade. Um hotel bastante razoável com uma localização excepcional.

O Hotel du Nord de Lucerna

Interlaken fica numa estreita faixa de terra entre os lagos Thunersee e Brienzersee. Literalmente entre os lagos. Hoje á cidade é um grande centro de entretenimento e lazer, sobretudo para o inverno da Suíça. São muitas as estações de esqui que existem na região.

Flores de Interlaken

Deixamos as malas no hotel e circulamos pela praça que existe ao redor. A cidade estava cheia de visitantes. Muitos orientais: chineses, japoneses, coreanos, mas sobretudo indianos, lotavam as ruas de Interlaken. No centro da praça havia um “ponto de pouso” de paragliders. Dezenas deles desciam das montanhas sem parar. Jantamos um desejado fondue de queijo, típico da Suíça.

A praça central de Interlaken com o ponto de pouso de paraglider

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BOLZANO, A CIDADE DO HOMEM DE GELO

12 de maio de 2017

Bolzano ou Bozen, é a capital da Província de Bolzano, na região do Alto Ádige, no norte da Itália. É o elo entre a italiana região de Trentino e a “alemã” região de Südtirol, ambas na Itália. Em Bolzano existem dois idiomas oficiais. O alemão e o italiano são falados com a mesma naturalidade e estão nos letreiros, vitrines de lojas e cardápios, revelando essa pluralidade da região.

Detalhe de Bolzano

O Hotel Greif, onde estávamos hospedados, fica na Piazza Walther, o coração do centro histórico de Bolzano. No centro da praça, uma estátua Walther von der Vodelweide, um famoso poeta e trovador do século XIII, que nasceu na região.

A Piazza Walther

Aproveitamos a manhã para circular um pouco pelas ruelas de Bolzano, com casarões seculares de fachadas elaboradas, sacadas e balcões envidraçados. Passamos por um pequeno mercado ao ar livre. Frutas e verduras de alta qualidade, formam um belo panorama para uma fotografia.

Frutas e verduras de alta qualidade em Bolzano

Bolzano á famosa como destino turístico para quem quer esquiar ou fazer trilhas pelas montanhas que estão por todo lado, mas uma das principais atrações da cidade é o Museu Arqueológico, que reúne um acervo com achados da Idade da Pedra, do Bronze e do Ferro. A principal atração do Museu é o “Homem do Gelo” (Ötzi), de 5.300 anos de idade.

O Museu Arqueológico de Bolzano

O “Homem de Gelo” foi encontrado mumificado, nas montanhas, nos arredores de Bolzano, em 1991. A múmia estava maravilhosamente preservada, numa montanha, na fronteira da Áustria com a Itália. As roupas que lhe protegiam do frio, eram feitas de pele de ovelha e cabra armas e utensílios também estão em perfeito estado de conservação.

Ötzi, o Homem de Gelo.

O Museu, praticamente foi desenvolvido e projetado para preservar Ötzi e a sua história. Impossível não se emocionar com a presença da múmia do Homem de Gelo.

Detalhe da mão do Homem do Gelo.

Saímos de Bolzano no final da manhã, em direção à fronteira com a Suíça. As estradas sobre os Alpes são maravilhosas. Panorâmicas, cercada por montanhas e vilas pequeninas charmosas. Todas elas são transformadas em estações de esqui durante o inverno.

Paisagens bucólicas nas encostas dos Alpes.

São 170 quilômetros de Bolzano a St. Moritz, na Suíça, que fizemos em mais de três horas. Estradas sinuosas, uma paisagem deslumbrante. Pequenas vilas, castelos e igrejinhas charmosas compõem a paisagem.

Paisagens bucólicas nas encostas dos Alpes.

Depois de cruzar a fronteira e chegar à Suíça, começamos a descer para o vale onde fica St. Moritz. A estrada é estreita e perigosa em determinados trechos, mas vale muito a pena, pela beleza do lugar.

Chegamos a St. Moritz

Chegamos a St. Moritz e fomos nos hospedar no Hotel Piz. Um hotel razoável, mas suficiente para a cidade, que possui uma boa infraestrutura de hospedagem.

St. Moritz possui uma boa infraestrutura para o turismo.

St. Moritz fica a 1.800 metros de altitude, foi uma das pioneiras em turismo de inverno na Suíça. Existem relatos históricos da função de turismo em St. Moritz, desde a Idade Média, quando as suas fontes curativas eram usadas por viajantes.

Paisagem de St. Moritz.

A cidade é cercada por montanhas. Fica na borda do Lago Moritzersee onde existem passarelas para caminhadas e ciclovias. As paisagens ao redor do lago são especiais.

Ciclovias na borda do lago

Visitamos St. Moritz em maio, no início da primavera. O frio do inverno ainda não tinha deixado a região, mas a neve sim. O resultado disso é que havia um ar de “cidade fantasma” em St. Moritz.

St Moritz, uma cidade fantasma na primavera

Uma atmosfera de cidade abandonada. Não existiam turistas. Restaurantes e bares fechados e movimento muito pequeno de pessoas nas ruas. Jantamos no restaurante do hotel e tivemos uma boa surpresa. Uma carne caseira de boa qualidade, com uma boa massa italiana.

A Cordilheira dos Alpes nos entornos de St. Moritz

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CHEGANDO À ITÁLIA PELA REGIÃO DO ALTO ÁDIGE

11 de maio de 2017

Saímos de Innsbruck e seguimos viagem pelas excelentes estradas da Áustria. Entramos na Itália pelo Passo di Brennero, na região do Tirol, através da rodovia A22, numa área conhecida como Trentino-Alto Ádige. A denominação de refere á capital regional, que é a cidade de Trento, e ao alto curso do Rio Ádige, localizado no extremo norte da Itália, ou na região sul do Tirol, área que envolve partes dos territórios da Itália, Áustria e Suíça. Essa região foi anexada à Itália, após a Primeira Guerra Mundial. Antes pertencia ao Império Austro-húngaro.

Estrada do Alto Ádige

A principal atração paisagística da região, são os coloridos Alpes Dolomíticos, um conjunto de montanhas calcárias, formadas por vales profundos que foram escavados por degelo glacial. Esses vales foram utilizados, ao longo dos séculos, como caminhos e passagens de comerciantes, que ligavam o norte da Europa ao sul da Itália, desde a época dos romanos, quando foram transformados em estradas.

As vinícolas no vale do Rio Ádige

Nas encostas dos vales aparecem castelos milenares, construídos pelos condes do Tirol, de onde eles faziam a cobrança de pedágios para os comerciantes que passavam por ali, levando mercadorias do centro da Europa para a Itália ou vice-versa.

Os castelos aparecem nas encostas dos vales dos Alpes Dolomíticos.

Nessa região, a influência alemã, que se estende desde a Áustria e a Suíça, é muito forte. Fala-se tanto alemão quanto italiano. As placas de sinalização nos estabelecimentos, nas estradas e nas ruas seguem a mesma lógica e a culinária tem também um forte “sotaque” germânico.

Letreiro em italiano e alemão na região do Südtirol

O nosso destino era a cidade de Bolzano, mas por recomendação de amigos, fizemos uma parada na medieval comuna de Bressanone, uma das mais antigas do Sul do Tirol, com as suas vielas estreitas ao redor da praça central.

Vielas de Bressanone

Até mesmo as cidade dessa região têm nomes duplos (italiano e alemão). Bressanone, ou Brixen, possui pouco mais de 20 mil habitantes. A cidade é famosa pelas suas estações de esqui e pelo consequente turismo de inverno. Seguimos para a Piazza del Duomo, dominada pela grande Catedral de Bressanone, do século XII, dedicada a Santa Maria Assunta.

A Catedral de Bressanone.

Saímos de Bressanone e continuamos pela estrada secundária, onde teríamos paisagens mais bonitas, até a cidade de Bolzano que seria o nosso destino final naquele dia. Bolzano é a capital do Alto Ádige e o elo entre a região italiana de Trentino e a região “alemã” de Südtirol.

A praça de Bressanone

Ficamos hospedados bem no coração do centro histórico da cidade, no bom Hotel Greif, de onde conseguiríamos fazer tudo a pé. Deixamos as malas no hotel e saímos caminhando pelo centro histórico até o Excelente Restaurante Laurin, recomendado pelo concierge do nosso hotel.

O Hotel Greif em Bolzano

Paisagem típica da região do Alto Ádige

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