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11 de Setembro de 2001, um dia que mudou a História

23 de março de 2026

One World Trade Center, um novo marco na cidade

O One World Trade Center ocupa hoje o espaço onde ficavam as torres originais do complexo das duas torres que foram destruídas no atentado terrorista do 11 de setembro de 2001. Com mais de 500 metros de altura, tornou-se o edifício mais alto do hemisfério ocidental e um dos símbolos da reconstrução dessa área de Manhattan. Mesmo num dia chuvoso e com nebulosidade, a presença do One World Trade Center, chama a atenção. Já tínhamos subido no observatório da última vez que estivemos em Nova York. Não repetimos agora, até porque a neblina estava dificultando bastante a vista lá do alto.

One World Trade Center

Memorial do World Trade Center

Na área onde ficavam as torres do World Trade Center, hoje fica o Memorial Nacional ao 11 de Setembro. Os principais elementos são duas grandes piscinas quadradas, com mármore preto, construídas exatamente sobre a base das torres originais. A água cai continuamente para o centro, criando um efeito visual que remete à ausência. Ao redor, os nomes das vítimas dos ataques de 2001 e de 1993, às Torres Gêmeas, estão gravados em placas de bronze, permitindo uma leitura individualizada da pessoas que perderam a vida nos atentados. O espaço é aberto e integrado à cidade, sem barreiras visuais, o que reforça a relação entre memória e cotidiano. A simplicidade do projeto contrasta com a dimensão do evento que representa, criando um ambiente de reflexão que convida à observação e ao silêncio.

Memorial do World Trade Center

Museu do 11 de Setembro: memória e narrativa

O Museu e Memorial 11 de Setembro, é dedicado à memória dos ataques de 2001. O espaço combina, além das duas grandes piscinas que ocupam a base das torres, um museu subterrâneo que organiza documentos, objetos e relatos daquele dia. Durante a visita, percorremos galerias que apresentam a cronologia dos acontecimentos, com registros audiovisuais, depoimentos de sobreviventes e familiares, além de itens resgatados dos escombros, como partes da estrutura metálica e veículos de resgate. Um dos pontos mais marcantes é a exposição dos restos das torres e de elementos que ajudam a dimensionar a escala do impacto. O percurso exige tempo e atenção, pois a narrativa é construída de forma progressiva e cronológica. A visita ao Memorial é muito impactante.

Museu do 11 de Setembro

O que aconteceu no 11 de setembro

Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Rede Al-Qaeda e foram utilizados em ataques coordenados nos Estados Unidos. O primeiro, o voo 11 da American Airlines, atingiu a Torre Norte do World Trade Center às 8h46. Pouco depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines colidiu com a Torre Sul, confirmando que se tratava de uma ação planejada. Às 9h37, o voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, não chegou ao alvo planejado e caiu em uma área rural na Pensilvânia às 10h03, após uma reação de passageiros e tripulantes a bordo do avião. A sequência dos ataques provocou o colapso das torres do World Trade Center e teve impacto imediato em escala global.

Os atentados do 11 de setembro

Al-Qaeda: a organização por trás dos ataques

A Al-Qaeda é uma organização extremista fundada no fim dos anos 1980 por Osama bin Laden, com origem no contexto da guerra do Afeganistão contra a ocupação soviética. Ao longo dos anos 1990, o grupo passou a estruturar uma rede descentralizada, com células em diferentes países, articulando ações fora de seu território de origem. Sua atuação combinava financiamento, treinamento e coordenação de ataques, com foco em alvos considerados estratégicos no cenário internacional. Antes de 2001, já havia sido responsável por atentados contra embaixadas dos Estados Unidos na África e por outros episódios de violência. Os ataques de 11 de setembro ampliaram significativamente sua visibilidade e impacto global, levando a uma resposta militar liderada pelos Estados Unidos e a mudanças nas políticas de segurança em escala internacional.

O atentado às Torres Gêmeas

A caçada a Bin Laden

Após os atentados de 2001, teve início uma operação internacional para localizar Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda. Nos primeiros anos, as buscas se concentraram no Afeganistão e em regiões de difícil acesso na fronteira com o Paquistão, onde se acreditava que ele estivesse escondido. Ao longo do tempo, a estratégia evoluiu para um trabalho mais focado em inteligência, monitoramento de redes e rastreamento de contatos próximos. A identificação de um mensageiro ligado a Bin Laden foi decisiva para localizar o esconderijo na cidade de Abbottabad, no Paquistão. Em maio de 2011, forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação no local, encerrando uma perseguição que durou quase uma década. O episódio marcou simbolicamente o desfecho de uma fase iniciada em 2001, embora seus efeitos políticos e militares tenham se prolongado.

Museu do 11 de Setembro

Oculus, um ícone de Nova York, com a assinatura de Santiago Calatrava

Ao lado do Memorial fica o complexo do World Trade Center Transportation Hub, no espaço conhecido como Oculus, uma estação de trens e metrô, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. A estrutura se destaca pela forma branca em “asas”, composta por elementos metálicos que se abrem em direção ao topo, permitindo a entrada de luz natural e criando um grande vazio central.

Oculus, a estação de Santiago Calatrava

O interior do Oculus

O interior é amplo, com linhas limpas e forte sensação de verticalidade, organizando o fluxo de passageiros de forma intuitiva. A proposta vai além da função de transporte, transformando a estação em um espaço arquitetônico de impacto. Calatrava é conhecido por projetos que combinam engenharia e expressão escultórica, como a Ciudad de las Artes, em Valência, na Espanha e a Milwaukee Art Museum, em Winsconsin nos EUA, nos quais estruturas móveis e formas orgânicas também definem a experiência do espaço.

O interior do Oculus

One Times Square Viewing Deck, um mirante no coração de Manhattan

Saímos da visita ao complexo do World Trade Center, fizemos um lanche no icônico complexo de alimentação, Eataly e pegamos um metrô, no “Oculus”, em direção à Times Square. O objetivo era subir no o One Times Square Viewing Deck, que mais recentemente, passou a oferecer uma nova forma de observar a região central de Manhattan. O edifício, conhecido pela descida da bola no Ano Novo, ganhou um espaço de observação que amplia a experiência na Times Square. Estava chovendo muito e isso prejudicou a nossa experiência no mirante, mas é sempre muito bom voltar à Times Square e sentir um misto de encanto e espanto com aquela apoteose de painéis de publicidade e de pessoas.

A vista do One Times Square Viewing Deck

Encerrando o dia no La Pecora Bianca

Voltamos andando na chuva até o hotel e finalizamos o dia no La Pecora Bianca, um bom restaurante de inspiração italiana com ambiente descontraído, que fica conjugado ao Park Terrace Hotel, onde estávamos hospedados. O cardápio é italiano básico, com pratos bem executados e serviço ágil. A localização anexa ao nosso hotel facilitou o acesso após um dia de deslocamentos pela região central da cidade, funcionando como uma pausa antes de encerrar a programação.

Carnes do Eataly

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