Junho de 2004
Passamos três dias com muita chuva e frio em Bariloche. Praticamente não conseguíamos sair do hotel. Decidimos antecipar a viagem de volta para Buenos Aires, pois não conseguíamos fazer praticamente nada na cidade. Fomos até uma Agência de Viagens no centro e conseguimos um voo para o dia seguinte. Deixamos a Agência e fomos almoçar no famoso restaurante Família Weiss, um dos mais tradicionais de Bariloche.
O Restaurante Família Weiss é bem decorado, tem tudo a ver com a cidade. A estrutura de madeira e os grandes janelões de vidro criam um clima especial. No cardápio, a truta, mas sobretudo o Cordeiro à Patagônia, são os carros chefes. Estávamos numa mesa ao lado de um dos janelões de vidro, quando começou a nevar muito forte. Foram mais de duas horas de muita neve. Quando saímos a cidade estava pintada de branco.
Deixamos o Restaurante da Família Weiss e seguimos caminhando por uma Bariloche encantadora, totalmente coberta de neve e cheia de vida.
No dia seguinte, decidimos acordar cedo e aproveitar para fazer todas a atrações dos arredores de Bariloche em apenas uma manhã. Saímos do hotel já com as malas, pegamos um carro com motorista e seguimos para o “Circuito Chico”, um passeio básico para quem visita Bariloche e passa pelas principais atrações dos arredores.
O Circuito Chico percorre cerca de 65 quilômetros por estradas e caminhos nos arredores do Lago Nehuel Huapi, com paisagens estonteantes. O lago, que banha a cidade de Bariloche, tem uma origem glacial e está no meio das montanhas.
Seguimos direto para o Cerro Campanário, de onde se tem vistas espetaculares do Lago e arredores. No Cerro Campanário pegamos o teleférico e fomos até o alto do mirante de 360 graus. O dia estava amanhecendo, o sol estava nascendo, vimos uma das paisagens mais fantásticas das nossas vidas.
Depois de algum tempo no Cerro Campanário, seguimos para o Cerro Catedral, a principal atração dos arredores de Bariloche. Na estrada já dava para ver o que teríamos pela frente. As florestas e campos estavam totalmente cobertas de branco. A neve tinha sido intensa durante toda a madrugada.
O Cerro Catedral é a maior atração turística de Bariloche. Fica 19 km a leste da cidade. A montanha possui o maior centro de esqui da América do Sul. Como tínhamos muito pouco tempo, chegamos e subimos o teleférico para o alto da montanha. Estava um frio congelante, mas o que vimos por lá, valeu muito a pena.
O teleférico sobe por vários estágios. Em cada um deles existe uma pequena infraestrutura, com lanchonetes, lojas e outros serviços.
Na descida, dava para ver as centenas de esquiadores, amadores ou não, que se preparavam para um dia inteiro de fortes diversões. São 38 meios de acesso, que transportam cerca de 35 mil esquiadores por hora, por 120 quilômetros de pistas, para crianças, amadores ou profissionais.
Fizemos uma rápida visita ao Cerro Catedral, congelamos os dedos, mas abrimos a alma. Seguimos para o aeroporto pois tínhamos um voo para Buenos Aires a seguir.

