16 de maio de 2014
Pegamos um carro alugado na Avis de Quebec e saímos da cidade para nosso próximo destino no Canadá. Tivemos problemas com o GPS, o jeito foi abrir um mapa e seguir adiante. Seguimos pela autoestrada 40 em direção a Montreal. No caminho optamos por uma estrada secundária, a 138, conhecida como Chemin du Roy, “O Caminho do Rei”, que bordeja o Rio São Lourenço e onde existe uma paisagem mais interessante, com um monte de cidadezinhas charmosas.
Na altura de Louiseville, saímos para o norte em direção à cidade de Saint-Alexis-des-Monts, onde ficamos hospedados no Sacacomie Lodge, numa região de florestas. O tempo estava chuvoso e a primeira impressão é de que estávamos no meio do nada.
O Sacacomie Lodge é um grande SPA localizado entre a Cidade de Quebec e Montreal no coração da floresta boreal canadense, de frente para o Lago Sacacomie.
Toda a construção do hotel é feita com pilares gigantescos de madeira retirada na região. O visual combina muito com a paisagem ao redor.
O Sacacomie é famoso pela grande variedade de opções de lazer que se adaptam a cada estação do ano. No inverno existem caminhadas com esqui e com raquete, passeios em trenós ou em snowmobile. No verão pesca nos lagos, caminhadas e cavalgadas compõem algumas das opções.
O dia seguinte amanheceu com muito frio e uma chuva fina que não favorecia as atividades externas do Sacacomie, mesmo assim, pela manhã decidimos fazer uma caminhada numa das trilhas que existem nos entornos do hotel.
Durante a caminhada paramos em vários momentos para fotos especiais. Destaque para os inúmeros lagos da região.
Passamos por uma área de extração da seiva do bordo para a fabricação do famoso xarope canadense. O bordo é a árvore nacional e símbolo do Canadá, conhecida como “Maple Tree” ou plátano canadense, essas árvores são muito comuns na região. A folha da Maple Tree é o símbolo nacional e está presente na bandeira do país.
A extração da seiva originalmente era feita com cortes na casca da árvore, como na seringueira da Amazônia. Hoje existem processos mecanizados, onde várias inserções são feitas em árvores próximas e a coleta segue através de mangueiras até o armazenamento final.
A extração da seiva de bordo é feita no final do inverno e no início da primavera. Da seiva se produz o xarope que é utilizado na indústria de produtos alimentícios e na fabricação de doces. As casas especializadas na produção do xarope do bordo são chamadas de Cabanas de Açúcar.
À tarde saímos para um passeio onde deveríamos ver castores e ursos. O nosso guia era um francês que vive no Canadá há muitos anos. A primeira parada foi num dique de castores para tentarmos contato com os animais. Seguimos caminhando até uma cabana que funcionava como ponto de observação.
O passeio foi um fracasso. Ficamos ali por quase uma hora, no meio da floresta, com um frio intenso e muita umidade. Chegamos a ver um castor nadando a uma distância muito grande. O guia (Gaston) era uma “figura”. Simulava uma forma de comunicação com os castores, chamava-os pelo nome, mas não obteve sucesso. A solução foi desistir e seguir adiante.
Pelo menos vimos as barragens e as casas dos castores e aprendemos um pouco sobre a rotina desses animais. Os castores cortam árvores para represar rios e riachos e com isso construir diques onde ficam as suas casas. As casas dos castores são como ilhas nas quais eles se sentem protegidos dos predadores.
Seguimos adiante para tentar encontrar a maior atração do passeio, o grande Urso Negro, comum nessa área do parque. Mais uma vez seguimos até uma cabana de observação onde ficamos aguardando os ursos aparecerem. Numa estrada em frente à cabana eles colocam um prato com mel que serve de atração para os ursos. Definitivamente não era o nosso dia de sorte. Ficamos cerca de uma hora esperando os ursos que não apareceram. O jeito foi voltar para o hotel com uma grande frustação. Ficou na memória o guia caricato e um passeio que não deu certo.
Jantamos no hotel. No dia seguinte seguimos para Montreal.

