Para quem observa do alto do canyon, a imagem do Rio Colorado parece insignificante, em função da grandiosidade do relevo, mas foi ele o responsável pela escavação de toda aquela estrutura. O rio desce das montanhas do Colorado e logo no alto curso, ainda pequenino, começa o trabalho de escavação do canyon. Percorre 2320 km antes de chegar ao Golfo do México onde deita as suas águas.
Na região do Parque Nacional do Grand Canyon observamos toda a sua obra construída com perseverança ao longo de aproximadamente seis milhões de anos. Lentamente o rio foi retirando o terreno sedimentar e expondo as inúmeras camadas de rochas coloridas, estabelecendo um mosaico que parece foi feito a mão.
Seguimos a pé pela “Hermits Rest” um caminho difícil de andar, pois são inúmeras as paradas para fotos. Nesse momento da viagem decidimos fazer um concurso de fotografia, pois as possibilidades eram muitas e inspiradoras. Isso acabou animando o grupo em toda a sua extensão e fomos em busca das melhores cenas. Eu estava com uma Nikon D90, André com uma Canon, Kika também com uma Canon e Kim com uma Sony Cybershot.
À medida que o Rio Colorado vai cavando o seu caminho as rochas vão expondo bilhões de anos de idade geológica. O Canyon é o maior do mundo. Percorre 446 km e em alguns trechos a largura pode chegar a 29 km, em outros, mais estreitos pode chegar a 180m. Os paredões laterais podem alcançar 1,6 km na vertical.
O ENCONTRO COM DEUS
Depois que percorremos o “Hermit’s Rest”, fomos para o “gran finale”. Pegamos um helicóptero e sobrevoamos o canyon, fazendo a travessia da Borda Sul para a Borda Norte. A sensação é que estávamos em contato direto com Deus, tamanha é a grandiosidade daquilo que se vê lá de cima.
Quando ao final da tarde o sol bate nos paredões multicoloridos, o canyon fica ainda mais impressionante e encantador.

