17 de outubro de 2013.
Saímos cedo, pela manhã, para uma das mais esperadas visitas da viagem. Hoje vamos conhecer a Grande Muralha da China. O momento mais esperado na China.
A Muralha da China tem, de fato, proporções chinesas. É a única construção humana na terra, que é visível do espaço. É o mais importante símbolo chinês. Serpenteia por desertos, colinas e planícies por milhares de quilômetros.
Originalmente era uma série de fortificações construídas por estados diferentes e separados. Somente foi concluída com a unificação do país. Vários Imperadores chineses de diferentes dinastias ampliaram as Muralhas da China ao longo da sua história, mas quem mais fez por ela foi o Imperador Qin Shi Huangdi (221 – 10 a.C.), que unificou o país e os pedaços de muralhas já existente, como forma de proteger o seu povo do ataque de nômades que vinham da Mongólia.
Houve época em que a Grande Muralha possuía cerca de 10 mil quilômetros de extensão, hoje são pouco mais de 4 mil, possuem cerca de 8 metros de altura por 7 metros de largura. A Muralha não era intransponível, apesar de ser um eficiente elemento de defesa. Foi invadida e transposta por mongóis, hunos (Gêngis Khan) e mandchúrios.
Alguns trechos selecionados da Grande Muralha foram totalmente restaurados e podem ser visitados, existindo bases de apoio aos turistas. Um desses trechos fica perto de Pequim, chama-se Badaling. Foi para lá que fomos.
A infraestrutura e a proximidade com Pequim fazem de Badaling um dos trechos mais procurados pelos visitantes. De lá temos uma vista magnífica da Grande Muralha, que segue serpenteando a crista das montanhas do lugar e nos dá uma ideia panorâmica da grandiosidade e imponência da obra.
Caminhar por cima da Muralha não é uma tarefa fácil. Os degraus são íngremes e desiguais, mas vale muito a pena. Lá de cima é que temos as melhores imagens. O que atrapalhou um pouco a nossa ida, foi um turista americano, que sofreu um mal súbito e faleceu subindo a muralha. A imagem foi muito ruim e diminuiu um pouco o brilho da visita.
A Grande Muralha da China aproveitou a topografia do terreno e foi construída na crista das montanhas, isso possibilita uma bela imagem da construção, além de excelentes vistas panorâmicas.
As Muralhas, além de função de defesa, eram excelente para a comunicação, possibilitando sinais de fumaça, e deslocamento rápido de tropas e pessoas por longas distâncias.
A distância entre as torres de observação que ficam no caminho da Grande Muralha era equivalente a dois disparos de flechas, para não deixar nenhum trecho desprotegido.
Voltamos para Pequim onde tivemos mais uma vez o almoço chinês coletivo. Por mais que a nossa guia na China (Suzana – esse é o seu nome ocidental) tenha se esforçado para melhorar as condições de alimentação. Esses almoços coletivos, na China, são sempre muito ruins.
Depois do almoço fomos uma fábrica/loja de vasos e outros produtos feitos com a técnica “closonet”. Produtos bonitos, bem feitos, mas sempre é um momento de impasse no grupo, pois nem todos têm interesse nesse tipo de compras, mas sobrevivemos.

