Ícone do site Um Pouquinho de Cada Lugar

A DEUSA VIVA E O TEMPLO DOS MACACOS

Acordamos muito cedo, às 4h30min, pois iríamos fazer um sobrevôo no Himalaia. O aeroporto do Nepal é o mais caótico que já conheci. Confuso, imundo e se transforma numa aventura à parte.  Os vôos que partem para costear o Himalaia e sobrevoar o Everest saem a todo momento, mas naquele dia não houve condições de vôo, a neblina era intensa nas montanhas e o passeio foi cancelado. Para nós, uma decepção e o Everest fica para uma próxima oportunidade e nos obriga a voltar. Retornamos ao hotel para o café-da-manhã e depois seguimos para conhecer o que faltava.

Praça Central de Katmandu

Seguimos para o centro histórico de Katmandu e vimos que também se parece bastante com os centros de Bhaktapur e de Patan. Templos, Palácios e lojas de artesanato, em estilos muito parecidos.

Vendedoras de flores no centro de Katmandu
Os Sadhus “Homens Santos”, no centro de Katmandu
Oferendas ao poderoso Hanuman o Deus Macaco
O jeito nepalense de carregar cargas no centro de Katmandu
Provando as frutas do Vale de Katmandu

A DEUSA KUMARI

No centro de Katmandu tivemos a oportunidade de ver a única Deusa viva do mundo, a Deusa Kumari. Uma tradição hinduísta do Nepal elege entre as crianças da família Shakya, a mesma família de onde veio o Buda, pertencente a uma casta especial, uma menina com aproximadamente 3 anos para se tornar uma Deusa Viva e segue assim vivendo e sendo adorada como Deusa até acontecer a primeira menstruação, quando ela é substituída por uma outra.

A Deusa Kumari. A única Deusa viva do mundo.

A Deusa Kumari vive isolada num templo na Praça Durbar em Katmandu e aparece de vez em quando nas janelas para que os visitantes possam vê-la por alguns minutos. A Deusa Kumari é reverenciada por hinduístas e budistas.

O Templo onde vive a Deusa Kumari
Centro histórico de Katmandu.

O TEMPLO DOS MACACOS

Saímos para conhecer a Stupa de Swayambhunath, um templo budista, também apelidado de Templo dos Macacos, pelo fato de que na área do Templo existem muitos deles soltos por ali, como são sagrados, ficam intocáveis.

Swayambhunath – O Templo dos Macacos
Tomando fôlego para subir as escadarias do Templo.

O Templo Swayambhunath fica numa colina, a mais alta nos arredores de Katmandu e é um dos principais centros de peregrinação budista do mundo. Na parte mais baixa existem uma série de templos menores em forma de stupa.

Pequenos Templos em forma de Stupa
Os Olhos de Buda que Tudo Vêem no Templo Swayambhunath

Ao subirmos uma escadaria imensa chegamos ao coração de Swoyambhunath, com um conjunto de 3 templos: o maior em forma de stupa e outros dois em forma de pagode.

Escadaria de acesso ao Templo Swayambhunath
Vista de Katmandu do alto da colina onde fica o Templo
O conjunto dos Templos
A Grande Stupa
O Templo em forma de Pagode

No conjunto existem áreas de meditação hospedagens para monges que vêm do mundo inteiro, uma grande roda de oração e outro templo com uma bela estátua de Buda.

A Grande Roda de Orações
Casas de hospedagens para budistas do mundo inteiro
Imagem de Buda no interior do Templo

Foi aí em Swayambhunath que vimos as maiores manifestações religiosas budistas. As religiões, budista e hinduísta se confundem e se misturam, o budismo surgiu do hinduísmo e têm aspectos comuns, sobretudo na formação dos templos e na religiosidade do povo.

Manifestações religiosas em Swayambhunath
Monge budista em oração
As bandeiras coloridas de oração espalham as suas mensagens pelo ar.

Voltamos para o hotel onde almoçamos e ficamos “ilhados”, esperando o tempo passar para seguirmos viagem amanhã.

16.03.2010

Hoje tivemos um dia inteiro de viagem. Em Katmandu preferimos ficar descansando no hotel pela manhã, acordamos um pouco mais tarde. Saímos do hotel às 12h30min, fomos para o aeroporto (caótico) e pegamos um vôo para Dheli às 16h30min. Chegamos a Dheli e pegamos outro vôo para Dubai que só saia às 21h 40min.

Sair da versão mobile