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Chapada Diamantina: Conheça o Projeto Sempre-viva e a Cachoeira do Tiburtino em Mucugê

14 de julho de 2025

A cidade enfeitada

Nos meses de junho e julho, Mucugê se transforma em um cenário festivo com as tradicionais festas juninas. As ruas de pedra recebem bandeirolas coloridas, balões e enfeites que reforçam o espírito de São João. O casario colonial, já encantador, fica ainda mais fotogênico, tornando a cidade uma moldura perfeita para a cultura nordestina. Música, encontros e alegria tomam conta do lugar, convidando moradores e turistas a mergulhar na atmosfera única desse período.

A cidade enfeitada

O Projeto Sempre-viva

Entre os atrativos de Mucugê está o Projeto Sempre-Viva, criado em 1999 dentro do Parque Municipal de Mucugê. A área de 270 hectares abriga ações de pesquisa, conservação ambiental e educação. A flor sempre-viva, símbolo da cidade, floresce em tons delicados de branco e lilás, formando verdadeiros tapetes coloridos nas serras. O espaço também conta com o Museu Vivo do Garimpo, que relembra a vida dos antigos garimpeiros e sua relação com a natureza. O projeto simboliza a transição de Mucugê: de uma cidade marcada pelo garimpo para um destino de turismo e consciência ecológica.

Museu Vivo do Garimpo

A sempre-viva

Delicada e resistente, a sempre-viva é típica dos campos rupestres da Chapada Diamantina. Suas flores mantêm a beleza mesmo depois de colhidas, motivo pelo qual eram usadas em buquês de casamento com a crença de que a união duraria enquanto a flor permanecesse intacta. Adaptada ao clima seco e ao solo pedregoso, representa a força da natureza local e tornou-se parte da identidade cultural da região, inspirando a criação do projeto de preservação.

Sempre-viva

O ciclo do diamante

No século XIX, a descoberta de diamantes transformou Mucugê em um centro próspero, atraindo aventureiros e comerciantes. Igrejas, casarões e uma vida urbana efervescente surgiram no coração da serra. Porém, com o esgotamento das jazidas e a queda no valor das pedras no início do século XX, a cidade mergulhou em decadência. Muitas famílias partiram, e só mais tarde Mucugê encontrou no turismo e na preservação histórica novos caminhos para se reinventar.

Os diamantes eram encontrados nos leitos dos rios.

O ciclo da sempre-viva

Com o fim do garimpo, a cidade buscou alternativas e passou a explorar a sempre-viva como fonte de renda. Colhida em grande escala, era seca e vendida para artesanato e ornamentação. Durante anos, essa atividade substituiu parte da economia do diamante. No entanto, a exploração descontrolada ameaçou a sobrevivência da flor, levando à criação do Projeto Sempre-Viva, que transformou o extrativismo em conservação e turismo sustentável.

Sempre-viva

O Rio Cumbuca

O Rio Cumbuca é um dos principais cursos d’água da região, alimentando poços e cachoeiras da Chapada. Suas águas escuras e frias percorrem pedras e campos rupestres, formando corredeiras e piscinas naturais. Além da beleza, o rio guarda memória histórica, já que suas margens foram palco de atividades de garimpo e coleta da sempre-viva. Hoje, simboliza a integração entre comunidade e natureza.

Rio Cumbuca

A Cachoeira do Tiburtino

A Cachoeira do Tiburtino, localizada dentro do Parque Municipal de Mucugê, é um passeio imperdível. A poucos quilômetros do centro, a trilha de acesso é curta e revela a vegetação típica dos campos rupestres. Suas águas escuras formam um grande poço ideal para banho e contemplação. Os lajeados ao redor oferecem espaço para relaxar ao sol, tornando o local perfeito para quem busca contato direto com a natureza sem grandes deslocamentos.

Cachoeira do Tiburtino

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