13 de maio de 2016
Curitiba é considerada a capital brasileira de maior área verde por habitante e a cidade mais, ambientalmente sustentável, da América Latina. São muitos os parques. Seguimos para o Bosque João Paulo II ou Memorial Polonês. Curitiba foi fundada em 1693. Se tornou um importante ponto de parada dos tropeiros que ligavam o Rio Grande do Sul a São Paulo. Recebeu muitos imigrantes a partir do século XIX. Dentre eles destacaram-se os poloneses, alemães e ucranianos.
O Bosque Polonês foi inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II à cidade. Hoje possui uma área de 48 mil metros quadrados com uma reserva de Mata Atlântica e araucárias. Uma ciclovia completa o visual do parque.
No bosque existe um Memorial à Imigração Polonesa reconstituindo o ambiente em que viveram os primeiros imigrantes que chegaram a Curitiba em 1871. É um museu ao ar livre, com utensílios e equipamentos usados pelos imigrantes. Sete casas de madeira, construídas com troncos de pinheiros encaixados compõem o conjunto. As casas foram transportadas dos entornos de Curitiba e remontadas no bosque.
Voltamos a circular pelo centro da cidade, passando pelo Calçadão da Rua das Flores. Curitiba se orgulha de ser a primeira cidade do Brasil a implantar uma rua calçada e só para pedestres, em 1972. Alguns dos prédios históricos mais importantes de Curitiba aparecem por aí.
É no final do Calçadão da Rua das Flores que fica o largo da “Boca Maldita”, conhecido por ser um ponto de irreverência e de discursos livres das pessoas que passam por aí. A Boca Maldita sempre foi ponto de encontro de jornalistas, advogados, esportistas e políticos. Aí eles se reúnem para discutir, criticar e comentar assuntos polêmicos. O lema da Boca Maldita é: “Nada vejo, nada ouço e nada falo”.
Passamos ao lado do Museu Oscar Niemeyer. É um complexo formado por dois prédios, ambos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O primeiro foi construído em 1967 para sediar o Instituto de Educação. Hoje foi adaptado para as funções do Museu. O segundo é um anexo com o formato de um olho, projetado por Niemeyer e inaugurado em 2002, complementando o projeto do Novo Museu. O acervo principal é focado em artes visuais, arquitetura e design.
Seguimos adiante em direção à Ópera de Arame, um teatro peculiar, localizado na zona metropolitana da cidade, na região da Pedreira Paulo Leminski. O teatro foi construído numa estrutura de tubos de aço, com teto transparente e é um dos símbolos da cidade. Foi montada em apenas 75 dias e inaugurada em março de 1992. Possui uma capacidade para 1.700 espectadores.
A Ópera de Arame fica numa área de vegetação nativa, cercada por lagos, com cascatas artificiais. O acesso se dá por uma passarela de metal. O projeto é do arquiteto Domingos Bongestabs. Está integrado ao Parque das Pedreiras e ao Espaço Cultural Paulo Leminski, com capacidade para eventos de até 20.000 pessoas.
O último parque que visitamos em Curitiba foi o Parque Tanguá localizado nos bairros de Taboão e Pilarzinho. O Parque inaugurado em 1996, possui 235 mil metros quadrados, é um dos maiores da cidade. Foi implantado num antigo complexo de pedreiras desativadas.
Da parte alta do Parque temos uma vista maravilhosa do conjunto, formado por um grande lago e cascatas artificiais.
Voltamos para o hotel e à noite fomos jantar no excelente restaurante Barolo, com uma cozinha italiana especial. Um dos melhores da cidade.

