13 de agosto 2024
Desertos de lava, montanhas e geleiras
O interior da Islândia é dominado por um planalto central, caracterizado por desertos de lava, montanhas e geleiras. Esse planalto é pontuado por vulcões ativos e inativos, bem como por campos de lava, que são resultado de erupções passadas. As rochas basálticas estão presentes em toda a região, como testemunhos de uma história geológica intensa de vulcanismos, que marcou a criação do seu território. As colunas basálticas se erguem num formato geométrico hexagonal, que se tornou um símbolo para o país.
Os campos de Stangarvegur
Continuamos pelos belos campos de Stangarvegur, uma estrada menos conhecida, mas que oferece uma experiência autêntica para os viajantes que desejam explorar paisagens remotas e intocadas. Localizada nas proximidades das Terras Altas, essa rota passa por cenários impressionantes, como planícies vulcânicas, rios glaciais e montanhas cobertas de musgo, criando um contraste visual espetacular. Durante o trajeto, é possível encontrar pontos de interesse naturais e históricos, além de ter a chance de avistar a vida selvagem local. Como muitas estradas islandesas, Stangarvegur exige um veículo 4×4 e atenção redobrada às condições climáticas, que podem mudar rapidamente. Para quem busca um percurso menos convencional e repleto de belezas naturais, essa estrada é uma excelente escolha para uma aventura inesquecível.
As ruínas Vikings de Gnúpverjahreppur
Fomos até as ruínas Vikings de Gnúpverjahreppur. Um achado arqueológico que está muito bem preservado, sob uma estrutura construída de madeira, que tem como objetivo proteger o conjunto da ação do tempo. São um testemunho fascinante da presença dos primeiros colonizadores da Islândia, oferecendo um vislumbre da vida desses navegadores destemidos em meio às paisagens isoladas do país. Localizadas em uma região remota, essas ruínas preservam vestígios de assentamentos antigos, incluindo estruturas de pedra e indícios de antigas fazendas utilizadas pelos vikings para a criação de animais e o cultivo em um ambiente desafiador. Visitar Gnúpverjahreppur é como fazer uma viagem no tempo, explorando o legado viking em meio a uma das paisagens mais selvagens da Islândia.
Os Vikings e a Islândia
Os Vikings chegaram à Islândia, no século X, vindos da Noruega. O primeiro registro histórico é do final do século IX d.C., quando o líder Viking Flóki Vilgerdarson desembarcou na costa da ilha. Impressionado pelo frio intenso e pela grande cobertura de neve, a batizou de “Snow Land”, Terra da Neve. Mais tarde a ilha foi rebatizada com Iceland (Islândia), a Terra do Gelo. Com o passar dos anos, várias comunidades Vikings foram sendo instaladas na ilha e se espalharam pelo território, onde desenvolveram algumas atividades de agropecuária e pesca. A independência nacional foi conquistada em 1944, após ser dominada por dinamarqueses e britânicos.
Os Cavalos Islandeses
Do alto das ruínas de Gnúpverjahreppur vimos um grupo de fazendeiros islandeses manejando os seus cavalos num curral. Os cavalos islandeses são famosos. Essa é uma das principais atividades de pecuária que existem hoje em dia. Resistem ao frio intenso. Os islandeses criam cavalos para exportação de animais vivos. Como parte das rígidas regras de preservação da raça, não é permitido o retorno de animais exportados, nem a entrada de outras raças ou cavalos vindos de fora. O objetivo é proteger as suas manadas, com relação a entrada de doenças que poderiam vir de outros continentes e regiões e poriam em risco os seus animais. Essa proteção garantiu que os cavalos islandeses mantivessem sua pureza genética e sua incrível adaptabilidade ao clima severo do país.
A importância cultural dos cavalos islandeses
Ao longo de toda a paisagem, vimos milhares de cavalos soltos nas pastagens naturais. Os islandeses têm orgulho dos seus cavalos, que têm uma passada suave e são também utilizados como montaria e lazer. Os islandeses também comem carne de cavalo e a consideram uma iguaria. Os cavalos islandeses são um dos símbolos mais marcantes do país. Conhecidos por sua resistência, beleza e temperamento dócil. Introduzidos na ilha pelos vikings há mais de mil anos, essa raça permaneceu isolada, mantendo características únicas, como sua baixa estatura, pelagem espessa e a habilidade de marcha.
O vale do Rio Raudá
Seguimos até o vale do Rio Raudá, onde a paisagem parece um mosaico de quebra-cabeças. Rios vindos de todos os lados, caem em cascatas e drenam uma paisagem verde e absolutamente paradisíaca. É um dos tesouros menos explorados da Islândia, oferecendo uma paisagem deslumbrante marcada por montanhas coloridas, campos de lava e o próprio rio de águas avermelhadas, que dá nome ao local – “Raudá” significa “Rio Vermelho” em islandês. A tonalidade da água se deve à presença de minerais ferrosos na região, criando um contraste impressionante com os tons escuros do solo vulcânico e o verde intenso dos musgos que cobrem as rochas. A área também abriga vestígios históricos de antigos assentamentos e pastagens utilizadas por fazendeiros locais.
A Cachoeira Háifoss
Seguimos para a grande Cachoeira Háifoss, localizada no vale do rio Þjórsá, é uma das quedas d’água mais impressionantes da Islândia, com uma altura de aproximadamente 122 metros, sendo uma das mais altas do país. Cercada por penhascos dramáticos e formações rochosas esculpidas pela ação vulcânica e glaciar, a paisagem ao redor da cachoeira transmite uma sensação de grandiosidade e isolamento.
A Cachoeira Granni
O acesso ao mirante principal permite uma vista panorâmica que recompensa qualquer esforço, proporcionando uma visão espetacular da cascata e do seu rio, serpenteando pelo cânion. Próxima a Háifoss, encontra-se a cachoeira Granni, que complementa o cenário com sua beleza imponente. Para os amantes da natureza e da fotografia, Háifoss é um destino imperdível, oferecendo um dos visuais mais belos da Islândia. O conjunto é formado por duas grandes cachoeiras cercadas por rochas basálticas, que testemunham o passado das erupções vulcânicas no interior da ilha.
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