12/01/1992
Saímos de Zurique às 7:30h da manhã, com destino a Innsbruck na Áustria. Estávamos muito cansados em função das maratonas dos dias anteriores, mas não foi possível dormir na viagem, pois a paisagem da Suíça e da Áustria é encantadora e nos manteve acordados.
Ao sairmos da Suíça passamos pelo minúsculo Principado de Liechtenstein, um dos menores países do mundo. Fica no centro da Europa, encravado entre a Áustria e a Suíça. O país possui pouco mais de 34 mil habitantes e cerca de 160 quilômetros quadrados.
O país é um microestado e considerado um paraíso fiscal no coração da Europa. A capital é Vaduz, uma cidade pequena encravada nas montanhas, onde paramos para comprar algumas lembranças e tomar café.
Compramos uma flor de Edelweiss, seca. A Edelweiss é típica dessa região do Tirol e aparece no alto das montanhas alpinas. É o centro de uma lenda romântica que diz que a flor nasceu das lágrimas de uma jovem virgem. A maior prova de amor que um cidadão tirolez pode dar a sua amada é subir os Alpes e pegar para ela uma flor de Edelweiss.
A Região do Tirol é um enclave na Cordilheira dos Alpes que possui uma identidade cultural própria e até hoje almeja uma independência política. A região está dividida entre os territórios da Áustria, da Suíça e da Itália e se caracteriza por altas montanhas e por uma população perfeitamente adaptadas a elas.
Entramos na Áustria, onde a paisagem fica muito mais bonita, a autopista segue pelo meio de um vale entre as montanhas, cobertas de neve e beirando os lagos alpinos. Passamos por um túnel de 14 quilômetros de extensão, considerado o 2º maior da Europa. Vimos rios parcialmente congelados e planícies cobertas de neve, até chegarmos a Innsbruck, que é a capital do Tirol, estado austríaco, que faz fronteira com a Suiça, Alemanha e Itália.
No caminho tivemos a oportunidade de ver o Monte Paramount, utilizado pela empresa cinematográfica do mesmo nome, na abertura dos seus filmes. Ao vivo é muito mais bonito que no cinema.
A Áustria é um país pequeno encravado na Cordilheira dos Alpes, que tem uma história muito rica e conturbada. Ao chegarmos a Innsbruck ficamos hospedados no Sporthotel Penz, de excelente qualidade. No quarto tinha uma varanda com uma visão completa da cidade de Innsbruck, localizada num vale entre duas cordilheiras. Innsbruck surgiu no entroncamento comercial entre a Alemanha, a Itália e a Suíca.
As ruas estavam cobertas de gelo e as quadras de esporte se transformavam em pistas de patinação.
Saímos para um city-tour que de início nos levou a uma estação de esqui, onde pudemos andar de trenó, descendo pequenas rampas de neve.
Neste país as crianças aprendem a esquiar desde os 2 anos de idade e impressiona a performance e desenvoltura que têm.
Ao sair da estação de esqui fomos visitar o trampolim oficial construído para as Olimpíadas de Inverno de Innsbruck. Uma rampa onde a velocidade dos esquiadores chega a 150 km/h.
Depois fomos à parte mais antiga da cidade onde visitamos o mais importante monumento arquitetônico de Innsbruck, o Goldenes Dachl (Telhado Dourado), formado por 2657 telhas de cobre folheadas a ouro. É a coroa de um balcão de três andares do antigo Palácio do Imperador Maximiliano I.
Visitamos também o Mausoléu do Imperador Maximiliano, com 28 estátuas de bronze ao seu redor, representando membros da sua família, os Habsburgos.
Circulamos pelas ruelas do centro histórico de Innsbruck, que mesmo à noite apresentavam uma imagem encantadora. O céu escuro era ligeiramente iluminado pela lua crescente e os prédios antigos coloridos contrastavam com o branco no pico das montanhas.
Esse foi um dos dias mais encantadores da viagem. Voltamos para o hotel e amanhã seguiremos para Veneza.

