09 de maio de 2017
Salzburgo significa ao “pé da letra”, Fortaleza de Sal. É mais ou menos isso o que a cidade significava na Idade Média. O pedágio cobrado pelo comércio do sal sempre foi a sua maior riqueza. Hoje, Salzburgo é a quarta maior cidade da Áustria. Localizada nas margens do Rio Salzach, no centro-oeste do país, pertinho da fronteira com a Alemanha, na região da Baviera, com quem teve uma ligação histórica muito forte.
Grande entreposto comercial da Idade Média, hoje Salzburgo é uma cidade tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanidade, da UNESCO e é mais conhecida por ter sido a cidade natal do incrível compositor Wolfgang Amadeus Mozart.
Deixamos as malas no hotel e saímos para a Fortaleza de Hohensalzburg, que fica no alto de uma colina, bem perto do centro histórico. O dia estava muito frio, a temperatura chegou a 1º C. O mais frio da viagem até aqui. A umidade aumentava a sensação térmica do frio e ficava desagradável fazer o passeio na área externa do castelo. Existe a possibilidade de subir a pé, mas preferimos subir pelo furnicular.
O furnicular foi implantado aí, no final do século XIX, pelo Imperador Francisco José, que inaugurou também as linhas férreas para Viena e para Munique, em 1857, abrindo assim a cidade de Salzburgo para o circuito de turismo da Áustria e da Europa. A Fortaleza deixou de ter função militar e passou a ser aberta à visitação pública desde então.
A Fortaleza/Castelo começou a ser construída em 1077, pelo arcebispo Gebhardt von Helffenstein, numa localização privilegiada, no alto de uma colina, com uma forte capacidade de proteção. Era de lá, que os arcebispos e mais tarde os Príncipes Eleitores, comandavam a cobrança do pedágio sobre os barcos que passavam pelo Rio Salzach. Com o passar do tempo, a Fortaleza foi crescendo e novos cômodos foram incorporados aos módulos originais. A maior expansão se deu no final do século XV, com Leonhard von Keutschach.
O Castelo tem uma localização privilegiada, funciona como uma cidadela de observação de toda a cidade. Lá de cima do Castelo de Salzburgo, temos belas vistas da cidade, mirantes e museu. Nos dias claros, podemos ver a Cordilheira dos Alpes no horizonte.
A Fortaleza é gigantesca, um dos maiores castelos que já visitamos. Existem vários museus que podem ser observados. Os aposentos dos Príncipes, o Museu das Guerras de Salzburgo, a história e evolução do castelo e o museu das marionetes são alguns dos destaques que podem ser observados lá de cima.
Na praça que fica embaixo da colina da Fortaleza de Hohensalzburg aparece a gigantesca Catedral de Salzburgo, no centro da Cidade Velha. Apesar de terem existido outras igrejas no local desde o século VIII, essa Catedral data do século XVII.
Como tudo em Salzburgo gira ao redor da história de Mozart, vale lembrar que ele foi batizado aí, e que tocava o órgão real à direita do altar-mor. A pia batismal de estanho, com mais de setecentos anos, continua na entrada da Catedral.
Outro destaque da Catedral de Salzburgo é a cúpula central, com belos afrescos.
Ao lado da Catedral fica a Abadia de São Pedro. Um antigo mosteiro beneditino. Atrás da igreja aparece o famoso Cemitério de São Pedro, denominado como o mais belo “jardim de Deus” do mundo. As tumbas são decoradas e muito bonitas e bem cuidadas.
Uma das lendas sobre o cemitério está relacionada aos Crucifixos das Sete Tumbas. Diz a lenda que lá estão enterradas as sete viúvas de Sebastian Stumpfegger, que teriam morrido por cócegas feitas pelo marido e viúvo. Que torturava as mulheres dessa forma. Na verdade aí estão sepultados o próprio Sebastian, o seu filho e as cinco esposas de ambos.
Ficamos tão encantados com o Hotel Goldgasse, que decidimos Jantar no restaurante Gasthof, do próprio hotel. Aconchegante. Muito bom.
