24 de julho de 2024
O Rio Mosel
No segundo dia da viagem de Bike e Barco pelo Vale do Rio Mosel, Saímos de Cochem, na Alemanha e seguimos até Zell, ainda na Alemanha. O Rio Mosel, em alemão, ou Moselle, em francês e Mosela em português, nasce no nordeste da França, na Alsácia, na região dos Montes Vosges e segue em sentido nordeste até o encontro com o Rio Reno, do qual é afluente, na cidade alemã de Koblenz. A partir daí, as suas águas seguem para o Mar do Norte. Portanto, a bacia do Rio Mosel, faz parte da bacia do Rio Reno. Possui 544 km de extensão divididos entre França e Alemanha.
Ruínas romanas e castelos medievais
O Vale do Rio Mosel, assim como o Vale do Reno é completamente tomado por monumentos, ruínas romanas e castelos medievais, muitos deles reformados e abertos à visitação para turistas. São testemunhos históricos de diversas eras arquitetônicas. É uma paisagem de contos de fadas.
A multiplicação dos castelos
A multiplicação dos castelos se deu, sobretudo, na Idade Média, onde cada fortificação representava um senhor feudal. Alguns deles pertencem às mesmas famílias a séculos. O vale é coberto por vinhedos, onde se produz alguns dos melhores vinhos brancos do mundo, sobretudo das uvas Riesling há mais de dois mil anos.
A navegação fluvial
Uma boa parte do curso do Rio Mosel foi canalizado e adaptado para a navegação. O trecho navegável vai desde a região de Nancy, na França, até Koblenz, na Alemanha. Para isso, foram construídas dezenas de sistemas de eclusas, que permitem às embarcações, passar por níveis diferentes ao longo da canalização do rio. Alguns desses sistemas de eclusas, também foram implantados desde a Idade Média. O desenvolvimento dessa área do interior da Europa, dependeu muito desse sistema de navegação fluvial, que integrou o território.
As bikes do Magnifique I
Após o café-da-manhã a bordo, saímos para nos familiarizarmos com as bikes. Formávamos um grupo de 32 passageiros. Nem todos foram pedalar, porém a maioria sim. Alguns usavam bikes convencionais, porém a maioria optou pelas e-bikes. São bikes que possuem um sistema auxiliar de impulsão que facilita o pedal, tornando menor o esforço, na hipótese de uma ciclovia com ladeiras e mais acidentada. Cada um de nós teria a sua própria bike até o final do programa.
As e-bikes
Os motores das e-bikes possuem opções para várias marchas diferentes, que devemos usar de acordo com a capacidade de cada ciclista e dificuldade de cada trecho. O módulo ECO é o mais recomendado e economiza mais a bateria. O módulo TURBO só deve ser usado, na hipótese de alguma dificuldade maior para pedalar. Facilita mais o pedal, porém gasta mais bateria.
As ciclovias nas margens do Rio Mosel
As ciclovias nas margens do Rio Mosel são excelentes, bem sinalizadas e planas. O nível de dificuldade é muito pequeno. Em quase toda a extensão do programa, pedalamos exclusivamente por ciclovias. Poucos foram os trechos que compartilhamos com carros. Isso dava mais segurança aos “pedais”.
Paradas estratégicas para juntar o grupo
Na beira das ciclovias e das estradas, os vinhedos íngremes emolduravam a paisagem de forma estonteante. As barcaças comerciais acompanhavam o nosso “pedal” e mostravam a intensidade do transporte fluvial até os dias atuais. A guia Maaiken fazia várias paradas estratégicas para juntar o grupo e para nos explicar sobre os vinhedos e a história da região.
A vila de Beilstein
Começamos o programa pedalando dez quilômetros até Beilstein, uma das vilas históricas mais bem preservadas do Mosel. Uma vila que parou no tempo. As casas medievais de madeira, com detalhe arquitetônico enxaimel, dão o charme à vilazinha.
O Castelo Metternich
As ruinas do Castelo Metternich se erguem imponentes acima da vila. Os Castelos funcionavam como territórios independentes e eram usados para cobrança de pedágios para os comerciantes que desciam ou subiam o rio. A localização estratégica de cada Castelo fazia com que as cidades fossem surgindo ao seu redor. Foi assim que surgiu Beilstein. A partir do Castelo Metternich.
Videiras urbanas
Pelas ruelas da cidadezinha, as videiras se misturavam com a fiação e compunham a paisagem urbana.
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