17 de abril de 2018
Após visitar a Catedral de Sevilha, seguimos para o Real Alcázar, que fica ao lado. O Palácio é o melhor exemplo de arquitetura em estilo mudéjar da cidade. A região da Andaluzia foi a que mais sofreu influência árabe. Foi a última região de ocupação moura da Península Ibérica.
O palácio foi construído no século XIV, por iniciativa de Pedro I no mesmo local onde existiam os palácios dos governantes árabes de Sevilha. Em dois anos, artesãos de Granada e Toledo construíram uma joia de pátios e salões mudéjares.
Foi no Real Alcázar que a Rainha Isabel assinou a carta de autorização para a viagem de Cristóvão Colombo que descobriu a América e a partir daí começou a exploração do Novo Mundo. Até hoje o Real Alcázar pertence e é utilizado pelos reis espanhóis.
O Palácio é ricamente decorado, destacam-se os arcos em formato de ferraduras do Salão dos Embaixadores com azulejos raros e trabalhos rebuscados de estuque.
Os jardins do Palácio possuem terraços, fontes e pavilhões que ocupam uma grande área externa, o que ameniza o calor do centro de Sevilha.
A última visita que fizemos no interior do palácio, foi aos banhos reais. Lanchamos aí e saímos para o Bairro da Santa Cruz, que se caracterizou no passado como um local de moradia dos judeus de Sevilha.
O bairro judeu da Santa Cruz é um amontoado de becos, pequenas praças escondidas e ruelas que levam a algumas das principais atrações da cidade. É o ponto mais central de Sevilha, cheio de turistas, lojinhas transadas, restaurantes e bares.
Seguimos em direção aos Jardins de Maria Luísa, um parque público formado por uma imensa área verde no centro de Sevilha, que recebeu esse nome, pois o terreno onde foi implantado fazia parte da área privativa do Palácio de San Telmo e foi doado pela Princesa Maria Luísa, no final do século XIX, para que fosse construído um grande parque. Sevilhanos e turistas costumam usar o parque como uma importante área urbana de lazer.
No coração do Parque Maria Luísa foi construída a Plaza de España, que funcionou como cenário para a Exposição Ibero-americana de 1929. A praça tem um formato de anfiteatro com fontes e canais que amenizam a temperatura no verão.
A cidade estava lotada de turistas em função da Feira de Abril e a Plaza de España era um dos lugares mais visitados. Muitos turistas fazem fotos especiais com os detalhes da praça como moldura.
