Deixamos Madri e seguimos de TGV para a região da Andaluzia, no sul da Espanha, uma das área mais encantadoras do país. Possui uma forte influência moura, visível na arquitetura e costumes próprios. A presença árabe também deixou marcas na culinária. Arroz, limão, laranja, azeitona e parreiras foram trazidos pelos mouros.
Três cidades formam o coração da Andaluzia: Sevilha, Córdoba e Granada. Sevilha é a capital, fica nas margens do rio Guadaquivir. É aí que está El Arenal, um dos bairros mais típicos de Sevilha.
Destacam-se em El Arenal, a Torre del Oro e a Plaza de Toros La Maestranza. A Torre Del Oro formava parte da muralha de Sevilha, foi construída como mirante de defesa e hoje é um museu marítimo. Existia uma outra torre igual, do outro lado do rio. Ligando as duas, uma grande corrente impedia a passagem de barcos inimigos.
A Plaza de Toros La Maestranza foi construída no século XVIII. A arena abriga até 14.000 espectadores. Possui visitas guiadas ao museu sobre touradas e ao interior da arena. A temporada de touradas começa no domingo de páscoa e vai até outubro.
Em Sevilha o calor do verão é insuportável, pegamos 49 graus Centígrados. Impossível de caminhar pelas ruas por muito tempo. A paella é especial.
O bairro judeu da Santa Cruz é um amontoado de becos, pequenas praças escondidas e ruelas que levam a algumas das principais atrações da cidade. A Catedral Gótica com uma torre maravilhosa é a principal atração.
A Catedral fica no lugar de uma antiga mesquita. No alto da Torre com características da arquitetura mourisca, fica La Giralda: O campanário, coroado por um cata-vento.
No interior da Catedral fica o Pátio de Los Naranjos, também uma tradição e característica herdada dos árabes.
A região da Andaluzia foi a que mais sofreu influência árabe. Foi a última região de ocupação moura da Península Ibérica. Um dos grandes exemplos de construção mourisca de Sevilha é o Real Alcázar.
O palácio foi construído no século XIV, por iniciativa de Pedro I no mesmo local onde existiam os palácios dos governantes árabes de Sevilha. Em dois anos, artesãos de Granada e Toledo construíram uma jóia de pátios e salões mudéjares.
Foi daí que Isabel I despachou os navegantes que vieram explorar o Novo Mundo. Até hoje pertence e é utilizado pelos reis espanhóis.

