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A Costa de Ouro e os vinhos da Borgonha

Pela manhã saímos de Beaune para Dijon por uma estrada secundária, não pedagiada, a  N74. São 35 km de um percurso que passa pelas principais áreas de produção de vinhos da Borgonha.. Essa região é conhecida como a Cote D’Or (Costa do Ouro), devido à cor amarelada da terra exposta ao sol nas encostas onde ficam os vinhedos.

Vinhedos da Borgonha.

Na Cote D’Or, destacam-se a Cote du Beaune e a Cote Nuits, regiões que produzem alguns dos melhores vinhos do mundo, numa encosta espremida entre as planícies do Rio Saône e as encostas planáltica a norte. Por cerca de 50 km de encostas, as uvas da Borgonha crescem nesse solo dourado.

A Costa do Ouro na Borgonha.

O clima temperado continental, com verões quentes e invernos frios favorece a produção da uva, além das condições do solo (“terroir”) adequado. Dentre as vinícolas famosas da região, destacam-se a Vougeot, a Vosne-Romanée e a Nuits-St-Georges.

A Rota dos Grandes Vinhos

Na Borgonha o vinho mais comum é o Pinot Noir, mas outras variedades de uva também são cultivadas na região, como a Boujolais e a Chardonnay (para os vinhos brancos). A fama dos seus vinhos se espalhou pelo mundo e estão entre os melhores existentes.

Pinot Noir a uva da Borgonha

Ao final dessa estrada, chegamos a Dijon, a capital e maior cidade da Borgonha. Dijon é uma cidade grande para os padrões franceses, possui uma vida cultural intensa e por ser universitária, concentra uma grande quantidade de jovens.

Centro histórico de Dijon.

A história de Dijon está melhor representada no Museu de Belas Artes, no prédio imponente do antigo Palácio dos Duques da Borgonha, construído para abrigar o parlamento, onde hoje funciona a prefeitura, repartições públicas e o Museu de Belas Artes.

O Palácio dos Duques de Dijon.

No Museu, o acervo conta com esculturas e pinturas da Idade Média e dos séculos XIV a XVII. O maior destaque do Museu é o gigantesco Mausoléu dos Duques, com túmulos maravilhosamente decorados com esculturas do artista flamengo Claus Sluter, representando monges em oração. Durante a nossa visita, os mausoléus estavam sendo restaurados, não pudemos visitá-los, vimos apenas as esculturas que tinham sido deslocadas para outra área do Museu.

Os monges de Claus Sluter

No centro histórico chama a atenção a imponente fachada da Igreja de Saint Michel e a Catedral de Notre Dame, com inúmeras gárgulas decorando a fachada principal.

Detalhe da fachada da Catedral de Notre Dame de Dijon.

A cidade de Dijon é mundialmente famosa pela mostarda picante produzida aí e que leva o nome da cidade. Na zona rural ao redor de Dijon, os campos de mostarda se confundem com os vinhedos, as duas maiores riquezas da região.

Os campos da Borgonha.

Voltamos a Beaune e à noite fomos jantar no Bom restaurante La Ciboulette.

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