Após uma noite inteira de navegação pelo Mar Egeu chegamos ao Arquipélago das Cíclades. Esse conjunto de ilhas é o mais visitado das Ilhas Gregas. O seu nome deriva de “Kyklos”, que significa círculo, pelo fato de as ilhas formarem um círculo ao redor da Ilha de Delos, a ilha sagrada de Apolo.
As Cíclades são formadas por ilhas com casas brancas, cidadezinhas de ruas estreitas, igrejas com domos azuis e praias maravilhosas. A primeira ilha em que paramos foi Mykonos, porém antes de visita-la, pegamos um outro barco, menor, e seguimos para a Ilha de Delos.
O mar estava agitado e apesar das ilhas ficarem próximas (Mykonos e Delos), a travessia foi difícil, mas valeu muito a pena. Delos foi a nossa primeira visita nas Ilhas Gregas.
A chegada impressiona, pois temos a plena convicção do caldeirão cultural que nos espera na Grécia. Delos é uma ilha desabitada, mas o impressionante parque arqueológico da ilha, deixa claro que no passado a convivência humana por ali era intensa.
Delos é um dos mais impressionantes parques arqueológicos da Grécia. A ilha começou a ser ocupada pelos Jônicos nos anos 1.000 a.c.. Os Jônicos introduziram na ilha o culto a Apolo.
Segundo a mitologia grega, Apolo nasceu em Delos. Na ilha existia no passado o Festival de Delia, com jogos e música em homenagem ao Deus Grego. O teatro era muito apreciado em Delos.
Mais tarde Delos se tornou um grande centro religioso, local de peregrinação e empório comercial. Hoje a ilha não é habitada e se transformou num grande museu a céu aberto. O Parque Arqueológico possui inúmeras ruínas de mármore, ainda bem preservadas.
Dentre os destaque da Ilha de Delos, o Terraço dos Leões chama a atenção. Originalmente eram nove leões que guardavam e protegiam o Lago Sagrado onde nasceu Apolo e que hoje está seco. Restam cinco. Os Leões foram esculpidos em mármore. Os que hoje estão na ilha são réplicas.
Outro destaque fica para o Santuário de Dionísio, o Deus do Teatro, onde aparecem vestígios de monumentos fálicos que datam de 300 a.c.
No Bairro do Teatro existem casas em bom estado de conservação, algumas delas com mosaicos maravilhosos. Na época helenística e romana, os ricos construíam casas por aí para ficarem mais próximos do teatro.
O Teatro de Delos conseguia abrigar 5.000 pessoas, como muitos dos teatros greco-romanos, ficava num anfiteatro natural e tomava partido do formato do terreno.
A água da chuva que escorria pelas pedras do Teatro era acumulada numa grande cisterna onde era armazenada, e abastecia toda a cidade, através de uma rede de circulação hidráulica.
Na saída passamos pela Casa de Dionísio.

