Em nosso segundo dia de Amsterdam saímos com o objetivo de visitar o Museu Van Gogh, um marco na cidade. O museu apresenta a maior coleção de quadros do artista, que existe no mundo e nos permite acompanhar as diversas fases de Van Gogh.
Vicent van Gogh foi um dos principais artistas holandeses. Sofrendo de doença mental, cometeu suicídio aos 37 anos. A sua arte é pós-impressionista. Viveu em várias cidades europeias que influenciaram o seu trabalho, dentre elas Paris, Arles (onde criou a maior parte da sua obra) e Saint-Rémy na França.
Nessa nossa viagem à Holanda o Museu Van Gogh estava fechado para reforma, mas a maior parte do seu acervo tinha sido transferido para o Hermitage Amsterdam, uma filial do Hermitage de São Petersburgo, localizado num prédio amplo, à beira do Rio Amstel.
A visita à obra de Van Gogh em Amsterdam é um programa imperdível. Lá vamos estar cara a cara com obras clássicas como: Os Girassóis, A Casa Amarela, além de auto-retratos do pintor.
Saímos do Hermitage Amsterdam e seguimos a pé pelas ruas na beira dos canais, onde nos defrontamos com outra característica da cidade. Amsterdam é a cidade das bicicletas. Chega a ser um exagero. A população inteira usa. Na cidade o pedestre não tem vez. As bicicletas passam a toda velocidade, ocupam as calçadas, obrigando as pessoas a descer para as ruas, onde passam bondes e carros. É desagradável e assustador. O risco de sermos atropelados pelas bicicletas é alto.
Caminhando pela cidade passamos pelo Mercado das Flores de Amsterdam, mais uma atração da cidade. A Holanda é famosa pelo cultivo de flores e em Amsterdam existe um mercado na beira dos canais, onde flores e sementes são vendidas. O sucesso maior fica para as tulipas.
Aí também é possível comprar alguns tipos de suvenires, dentre eles os tamancos de madeira (klopen), bastante coloridos e que ainda hoje são usados por alguns holandeses.
A última visita turística que fizemos em Amsterdam foi ao Museu Anne Frank, uma das atrações mais visitadas da cidade. A família de Anne Frank era liderada por um bem sucedido comerciante judeu. Quando a Holanda foi invadida pelos nazistas, a família de Anne Frank, temendo a perseguição e o exílio nos Campos de Concentração, decidiu se refugiar nos fundo da sua própria casa comercial.
O museu fica na casa em que Anne Frank se escondeu com a sua família. É possível caminhar pelos diversos cômodos que foram utilizados no esconderijo. O museu emociona, pois à medida em que vamos percorrendo os seus caminhos, podemos sentir o clima de opressão e medo vivido pelos judeus na Segunda Guerra Mundial.

