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Lecce, a “Florença” do sul da Itália

09/10/2014

Saímos de Matera, na Basilicata, com destino à Puglia, no “salto” da “bota” italiana. Na saída paramos do outro lado da cidade para uma última olhada nas formações interessantes das casas/cavernas do bairro de Sassi. Como Matera fica na borda de um cânion, do lado oposto à cidade existe um belvedere, de onde se tem uma bela vista do complexo.

A última visão de Matera

Passamos pelas boas estradas do sul da Itália, com campos de oliva e projetos de energia alternativa onde predominam os moinhos de energia eólica e as placas de energia solar.

Campos com moinhos de energia eólica.

A Puglia é uma região plana, ao contrário da Basilicata, e bastante fértil. Apresenta a maior quantidade de azeite de oliva e de vinhos da Itália. A uva mais famosa para a produção dos excelentes vinhos da região é a “neroamaro”.

Plantações de oliveiras.

A região pertenceu à Magna Grécia e sofreu forte influência dos gregos, mas também viveram aí os normandos e germânicos. Frederico II, que foi imperador germânico, na verdade passou os últimos 30 anos da sua vida na Puglia, aproveitando o clima mediterrâneo da região.

Ruínas romanas em Lecce.

Chegamos a Lecce ainda pela manhã. É uma das mais importantes cidades da Puglia. Sofreu forte influência grega e se tornou uma das principais cidades do Império Romano. Grande parte da arquitetura local segue o estilo “Barroco de Lecce”, que atingiu o seu apogeu no século XVII. A cidade recebe o apelido de “A Florença do Sul”, pela sua riqueza arquitetônica.

O “barroco de Lecce” está em muitos palácios da cidade.

Logo na chegada, descobrimos que o nosso hotel, o Risorgimento Resort, ficava bem no centro. O hotel é excelente e possui uma localização privilegiada. Passar de carro pelas ruelas estreitas do centro de Lecce não era tarefa fácil, foi melhor deixarmos o carro parado na porta do hotel e visitar toda a cidade a pé.

As ruas estreitas do centro histórico de Lecce.

Em frente ao Risorgimento Resort ficava a movimentada Piazza Sant’Oronzo, com a estátua do Santo ao centro. Santo Orêncio foi denominado bispo de Lecce por São Paulo em 57 d.C. e depois foi martirizado pelo Imperador Nero. Isso lhe deu o status de Santo. A estátua é de 1739.

A Piazza Sant’Oronzo

Ao lado da Praça de Santo Orêncio ficam as ruínas do Anfiteatro Romano de Lecce, do século 1 a.C., que começou a ser escavado por Mussolini em 1938. Ainda hoje continua em restauração. Apenas parte do anfiteatro foi escavado, o restante está sob a Praça.

As ruínas do Anfiteatro Romano de Lecce

Saímos andando pelas ruelas de Lecce até encontrar a Praça do Duomo, escondida entre os casarões barrocos. Ao lado do Duomo de Lecce aparece o Palazzo Vescovile, o palácio episcopal, uma obra-prima de Zingarello (Giuseppe Zimbalo), um famoso escultor e arquiteto de Lecce que usava a “Pietra de Lecce”, que podia ser esculpida com facilidade, para fazer as suas esculturas e fachadas.

O Palazzo Vescovile

Na Praça do Duomo, decidimos pegar um “trenzinho” de turismo para fazer um tour pelas ruas estreitas do centro histórico. Foi a forma mais otimizada que encontramos para conhecer a cidade. No caminho vimos os palácios e palacetes barrocos de Lecce.

O Duomo de Lecce

Lecce é uma cidade universitária. Os milhares de estudantes circulam freneticamente pelas ruas do centro histórico, e isso cria uma atmosfera especial por lá.

Lambretas, motos e bicicletas estão por todas as partes.

Um dos destaques de Lecce é o artesanato em “papier-mâché”. As oficinas de papel machê estão por todos os lados e as obras expostas nas portas da inúmeras lojas de artesanato da cidade.

Detalhe em Lecce.

Jantamos ali no centro histórico no restaurante Torre Merlino, de qualidade razoável.

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