12 de agosto 2024
Quinze dias na Islândia
Estávamos em Reykjavik, finalizando um programa turístico de quinze dias, onde realizamos um tour completo pela Islândia. Foram onze dias de um Cruzeiro maravilhoso contornando a Ilha da Islândia e o arquipélago das Ilhas Faroe e depois finalizamos a viagem com mais quatro dias sediados em Reykjavik, a partir de onde fizemos alguns programas pelo interior selvagem do país.
O Hotel Canoby by Hilton
Saímos do Central Hotel, onde estávamos hospedados, como um complemento do Cruzeiro do Silver Wind e mudamos de hotel pela manhã. Passamos a ficar hospedados no excelente Hotel Canoby by Hilton. Numa localização bem central, também próximo à Rua Laugavegur. É um hotel boutique, com uma decoração moderna e minimalista, super agradável.
Um programa de dia inteiro a partir de Reykjavik
A Agência Via Alegria, que estava nos assessorando com a viagem, contratou previamente um guia privativo, para nos acompanhar nesses próximos dois dias, onde queríamos fazer o que havia de mais importante no interior da Islândia e que pudesse ser acessado a partir de Reykjavik, em programas de dia inteiro. O nosso guia foi o excelente Joost. Bem-humorado e muito profissional, além de excelente motorista. Seguimos com o Joost para o programa do Círculo Dourado. Um dos mais disputados dessa região do sudeste da Islândia.
As atrações do Círculo Dourado na Islândia
O roteiro do Círculo Dourado na Islândia é um dos passeios mais populares do país, oferecendo um mergulho nas paisagens naturais icônicas. Ele inclui três principais atrações: o Parque Nacional Pingvellir, Patrimônio Mundial da UNESCO, onde as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia se encontram; a área geotérmica de Geysir, onde fica o gêiser Strokkur, que jorra água quente com regularidade; e a poderosa cachoeira Gullfoss, conhecida como “Cachoeira Dourada”, com suas quedas impressionantes em dois níveis. A nossa excursão também incluiu uma parada na espetacular cratera vulcânica Kerið e numa fazenda de tomates que aproveita a força da água geotermal para produzir energia e alimentar as estufas o ano inteiro.
O Parque Nacional Pingvellir
A primeira parada que fizemos foi no Parque Nacional Pingvellir, conhecido por sua paisagem espetacular e pela importância histórica. Localizado em um vale formado pela separação das placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, o parque exibe falhas geológicas impressionantes, com penhascos, fissuras e desfiladeiros. Dá para ver perfeitamente o local da divisão das placas. A sensação de estarmos na América do Norte e há alguns metros da Europa é indescritível. A fissura tectônica continua em atividade e se abre um pouco mais a cada ano.
Um país sobre uma imensa fissura tectônica
O local é cercado por campos de lava cobertos de musgo, lagos cristalinos, como o Pingvallavatn, o maior lago natural da Islândia, e rios que serpenteiam entre as formações rochosas. A Islândia é uma ilha vulcânica com um relevo acidentado, marcado por montanhas, vulcões ativos, geleiras, e planícies costeiras. O país tem muitos campos de lava e fissuras devido à sua localização na dorsal mesoatlântica. Existem cerca de 30 sistemas vulcânicos ativos.
O primeiro parlamento da Islândia
Atravessamos pelo interior da fissura do Parque Nacional Pingvellir. A paisagem é única e complementada por sua importância histórica, já que Pingvellir foi o local do primeiro parlamento da Islândia, o Alping, fundado em 930. Os vikings chegaram à Islândia, migrando a partir da Noruega, fugindo de conturbações políticas e sociais, que causou uma enorme emigração a partir do continente. Muitos noruegueses acabaram chegando à Islândia. No final do século IX d.C., os primeiros colonos começaram a chegar à costa islandesa quase por acaso, já que a Islândia não constava em suas rotas de navegação.
A origem da Islândia
Embora inicialmente a ilha tivesse sido batizada por como Snaeland, Terra da Neve, foi o viking Flóki Vilgerdarson quem deu ao país seu nome atual: Ísland, Terra do Gelo. Foi com a chegada de Ingólfur Arnarson, em 871, que os primeiros assentamentos na Islândia começaram a ser construídos. A história da Islândia começou aí. Ingólfur Arnarson é considerado o primeiro morador permanente de Reykjavik. A Assembleia Nacional, conhecida como Alpingi, foi estabelecida em 930 d.C. nessa região, onde hoje fica o Parque Nacional Pingvellir e é uma das instituições parlamentares mais antigas do mundo.
Execuções das bruxas europeias
Pingvellir também se tornou um lugar importante pois foi um dos locais escolhidos para julgamentos e execuções das bruxas europeias durante a inquisição. Era um lugar de sacrifícios.
A Cachoeira Öxarárfoss
Passamos ao lado da Öxarárfoss, uma bela cachoeira situada no Parque Nacional Pingvellir. Formada pelo rio Öxará. Suas águas despencam de um penhasco vulcânico em uma queda de aproximadamente de 20 metros, criando uma visão especial em meio às formações rochosas e fendas tectônicas que cercam o local. A cachoeira é acessível por trilhas bem-sinalizadas e faz parte do roteiro do Círculo Dourado.
Um mergulho entre placas tectônicas
É nessa região do Parque Pingvellir que fica uma das atrações mais pitorescas da Islândia e cuja fama percorre o mundo. O mergulho entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. Milhares de pessoas vão até aí com esse objetivo. É possível mergulhar com snorkell ou com cilindro, em águas absolutamente cristalinas e rasas e tocar nas paredes dos dois grandes blocos continentais. É uma foto rara e icônica.
A Fenda de Silfra
O local chama-se Lago da fenda de Silfra. As filas de turistas com roupas de Neoprene chama a atenção. Estão ali para mergulhar entre as placas tectônicas da América do Norte e Eurásia. Com as águas mais cristalinas do mundo, o local é um dos melhores do planeta para mergulho, com tons intensos de verde e azul e visibilidade que excede 100 metros abaixo da superfície.
O pão de gêiser
Ainda no Parque Pingvellir, passamos por áreas geotermais na beira do lago, onde existe uma tradição única que envolve assar pães enterrando-os no solo próximo às fontes geotermais, aproveitando o calor natural da terra. Conhecido como “pão de gêiser”, esse pão de centeio é colocado em recipientes vedados e enterrado no solo quente por cerca de 24 horas, resultando em uma textura densa e um sabor levemente adocicado. Essa prática é um reflexo da relação íntima dos islandeses com os recursos naturais do país e encanta visitantes que podem experimentar o pão em experiências culinárias locais.
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