23/06/2016
São muitas as atrações que ficam no interior e nos entornos da Praça Vermelha. Na entrada da Praça, um enorme prédio de tijolos vermelhos construído no século XIX, abriga o Museu Histórico, com mais de 4 milhões de peças sobre a ascensão e expansão do Estado Russo.
Na frente da fachada do Museu Histórico, fora da praça, aparece uma estátua de um herói russo da Segunda Guerra Mundial, o General Gueórgui Jukov, a estátua foi inaugurada em 1995, para marcar o 50º aniversário do fim da Segunda Guerra.
O pórtico da entrada é a Porta da Ressurreição, possui duas torres vermelhas cobertas por cúpulas verdes. Originalmente foi construída em 1680. Durante o regime comunista estas torres foram destruídas em 1931, a mando de Stálin. Somente após o fim do regime comunista, elas foram reerguidas em 1995, a mando de Boris Yeltsin, o primeiro Presidente da nova Rússia após o fim da URSS.
Na base desse pórtico de entrada da Praça Vermelha aparece a pequena Capela da Virgem Mingrélia, erguida no final do século XVIII para abrigar o ícone de São Jorge matando o dragão, o Padroeiro de Moscou. Na Capela, uma fonte de água benta no seu interior atrai os fiéis. Também foi destruída por Stálin que queria transformar a Rússia num país completamente ateu. A capela também foi reconstruída por Yeltsin.
No meio da praça, em frente aos muros do Kremlin, aparece um grande shopping de luxo, num prédio histórico. O GUM, construído no final do século XIX, cujo nome é a abreviatura da loja Gassudárstveny Universálny Magazin, e que já sediou um antigo mercado local.
O prédio já abrigou mais de mil lojas, que vendiam de tudo. Nos tempos da URSS, no governo de Stálin, foi transformado em prédio de escritórios. Hoje o GUM possui três galerias separadas, com uma decoração encantadora, e as principais lojas de grifes mundiais estão aí representadas. É uma boa opção também para almoço ou jantar, pois possui uma grande variedade de cafés e restaurantes.
Em frente ao GUM e ao lado da muralha do Kremlin aparece o Mausoléu de Lênin, onde fica o seu corpo embalsamado. Lênin foi o grande líder da Revolução Bolchevique, que implantou o regime comunista no país. O reconhecimento da importância histórica de Lênin é visível nas várias imagens dele que aparecem em diversos pontos do país e sobretudo de Moscou.
Nos tempos da União Soviética a visita ao Mausoléu de Lênin era quase um ato religioso. Milhares de pessoas serpenteavam numa fila sem fim para visitar o túmulo do herói da Revolução Bolchevique. Com o fim do comunismo na Rússia, o Mausoléu de Lênin perdeu prestígio e hoje atrai sobretudo turistas. Atrás do Mausoléu ficam os túmulos de outros comunistas famosos como: Josef Stálin e Leonid Brejnev, além do jornalista/escritor John Reed, comunista americano e autor do clássico Os Dez Dias que Abalaram o Mundo.
Ao lado do GUM aparece a pequena Catedral de Kazan de 1637. Uma réplica da original que foi demolida por Stalin em 1936. A Catedral que abrigava o ícone da Virgem de Kazan foi reconstruída em 1990 a mando e Boris Yeltsin.
Ainda na Praça Vermelha aparece uma das entradas do Kremlin com suas torres altas e posicionadas nas extremidades. A Torre do Salvador se ergue majestosa a 70 metros de altura.
A Catedral de São Basílio é o maior destaque da Praça. Fica do lado oposto ao pórtico de entrada. Foi encomendada por Ivan, o Terrível para celebrar a conquista da fortaleza mongol de Kazan em 1552.
A Catedral é o símbolo maior de Moscou. As suas cúpulas coloridas e espiraladas, em forma de cebolas descascadas, dão à Praça Vermelha um toque de conto de fadas. Ivan ficou tão maravilhado com a beleza da Catedral de São Basílio, que mandou cegar o seu arquiteto, para que ele não mais fizesse nada parecido.
A Catedral é formada por várias capelas. Cada cúpula é uma delas, isso diminui a sua grandiosidade interna. O sucesso da Catedral de São Basílio está no seu exterior magnífico. Os restos mortais de São Basílio Abençoado estão enterrados na Catedral.

