Finalmente, depois de dois dias de viagem pela Alemanha, chegamos a Istambul, o início do nosso destino principal para essa viagem, cujo objetivo seria Turquia e Grécia. Istambul é a cidade, estrategicamente, mais bem localizada do mundo. Fica exatamente entre a Europa e a Ásia, onde os dois continentes são separados apenas pelo pequeno Estreito de Bósforo.
A cidade é a guardiã do Mar Negro, pois para entrar ou sair desse mar é necessário passar pelo Estreito de Bósforo e, portanto pela porta de Istambul. Essa situação dá à cidade um grande poder de defesa.
Pela localização estratégica, a Turquia sempre foi desejada e protegida pelas potências mundiais. O único acesso da Rússia ao Mar Mediterrâneo é pelo Estreito de Bósforo e portanto precisa pedir permissão à Turquia.
O Estreito de Bósforo liga o Mar de Mármara e Estreito de Dardanelos ao Mar Negro e separa a Europa da Ásia. Possui cerca de 30km de extensão e uma largura mínima de apenas 550m. Em Istambul, a Ponte do Bósforo possui 1.074m de comprimento.
Essa localização fez de Istambul uma cidade estratégica ao longo da história. Sempre foi o principal elo de ligação entre o Ocidente e o Oriente, tendo portanto um papel comercial e militar estratégico. O trânsito de navios e outras embarcações, no Estreito, é imenso.
É a maior cidade da Turquia e a segunda maior da Europa, porém não é a capital. Parte do seu território fica do outro lado do estreito e, portanto, na Ásia. É a única cidade do mundo localizada em dois continentes.
No passado Istambul foi chamada de Bizâncio, a capital do Império Bizantino, até o século IV dc. Mais tarde recebeu a denominação de Constantinopla, quando se tornou a capital do Império Romano do Oriente até 1453.
Com a queda de Constantinopla em 1453, que foi conquistada pelos turcos e passou a se chamar Istambul a capital do Império Otomano. A cidade que foi um bastião do cristianismo, passou a ser um reduto muçulmano, mas nunca perdeu a áurea cosmopolita e plural. A maior parte da sua população é muçulmana, porém a presença histórica de cristãos e judeus deixou em Istambul marcas culturais profundas.
Hoje a cidade é moderna, laica e aberta para o mundo.

