Saímos de Victória Falls num voo da SAA em direção a Windhoek, a capital da Namíbia, com escala em Johanesburgo. Duas horas de Victória Falls para Johanesburgo, mais duas de conexão e mais duas de Johanesburgo para Windhoek.
O nosso voo de Johanesburgo para Windhoek tinha sido cancelado e embarcamos num outro, uma hora e meia mais tarde, o que fez com que chegássemos ao hotel em Windhoek às 22h. Não houve tempo para mais nada. Ficamos hospedados no charmoso Vertigo Boutique Hotel, mas não tivemos como aproveitar. O hotel fica no alto de uma colina, num bairro residencial de Windhoek, numa mansão moderna que foi transformada em hotel boutique.
A Namíbia é um país de aproximadamente 2,3 milhões de habitantes, com uma área territorial grande para os padrões africanos o que lhe dá uma densidade demográfica muito pequena. Foi colonizado por ingleses e posteriormente pelos alemães que deixaram grandes influências. Após a Primeira Guerra Mundial passou à condição de colônia da África do Sul.
Na década de 60, a SWAPO, um grupo de tendência marxista iniciou uma guerrilha pela independência da Namíbia, que somente foi conquistada em 1988. Hoje a Namíbia é um país democrático e um exemplo de desenvolvimento e qualidade de vida na África.
Windhoek é a capital, possui aproximadamente 250 mil habitantes. Uma cidade organizada, extremamente limpa e sem nenhum sinal de pobreza dentro ou nos arredores da cidade. Foi aqui que o presidente Lula cometeu uma das suas mais impressionantes “gafes” diplomáticas. Em visita a Windhoek, numa excursão à África, no discurso oficial, como sempre de improviso, Lula disse que a cidade era tão limpa que “… nem parecia que estávamos na África”. Foi um constrangimento generalizado.

