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Chegando à Reserva Masai Mara no Quênia

07 de agosto de 2015

Saímos às 7:30h de Nairobi, com destino à Reserva Masai Mara, que fica 300 quilômetros a sul da capital do Quênia. Passamos pela região mais pobre de Nairobi, uma grande quantidade de favelas, na periferia da cidade. Pegamos uma estrada razoável até a entrada do Parque Nacional Masai Mara.

O caminho para a Reserva Masai Mara no Quênia.

No caminho fizemos uma parada, num mirante sobre o Great Rift Valley, uma imensa fenda geológica que vai desde Israel, no Oriente Médio, até Moçambique, no sul da África. O Great Rift Valley possui 9.600 quilômetros, quase toda a extensão do continente africano.

O Great Rift Valley

A placa tectônica formada pela África, está sendo dividida ao meio e a prova geológica disso é a Great Rift Valley. Uma área sísmica de atividade moderada, mas cujos estudos geológicos comprovam essa teoria. No futuro, surgirá um oceano separando a porção oriental, do restante do continente africano.

O continente africano rasgado ao meio.

Seguimos adiante e apenas fizemos mais uma parada, num grande centro de artesanato, na cidade Masai de Narok. As cidades Masai são raras. A maioria desse povo vive em pequenas tribos ou vilas, no campo, criando gado, ovelhas e cabras.

Narok, a cidade Masai.

A cidade Masai de Narok, surgiu, provendo de mão-de-obra, uma grande área agrícola que existe ao redor, com cultivo intensivo de trigo, milho e outros produtos. Hoje, impressiona pela circulação frenética de pessoas e uma intensa atividade comercial. Vivem aí, na cidade Masai, cerca de 40 mil pessoas.

Cultivo do trigo nos arredores de Narok

Após três horas de viagem, chegamos à entrada da Reserva Masai Mara. Na entrada do Parque, o nosso carro foi “atacado”, por mulheres Masai, pobres, pedindo esmolas e que insistiam em vender produtos artesanais, através de um assédio desagradável.

As mulheres Masai na entrada do Parque Nacional Masai Mara.

O acampamento onde iríamos ficar nessa primeira noite na Reserva Masai Mara, fica próximo à entrada do Parque. Chegamos ao Tipilikwani Mara Camp, aproximadamente às 14h. O acampamento possui 20 barracas/quartos.

Chegando ao Tipilikwani Mara Camp

As barracas parecem quartos de hotel. São amplas, com água quente e corrente, mas as paredes são de lona tensionada. Esse estilo é uma das condições para as concessões dos acampamentos. O objetivo é a preservação do Parque, que deve ter o menor número de edificações fixas possíveis. Num acampamento como esse, há qualquer momento, pode-se retirar as barracas e a área é devolvida à natureza.

O salão do restaurante do Tipilikwani Mara Camp

A tenda é ampla, com duas camas de casal e um amplo banheiro, hospeda até quatro pessoas confortavelmente.

O interior da tenda do Tipilikwani Mara Camp

Após o almoço, descansamos um pouco e saímos para o primeiro safari, às 16h. Normalmente, nesses acampamentos, são feitos dois safaris fotográficos por dia. Um, que sai pela manhã bem cedo e o outro no final da tarde. O objetivo é encontrar os animais nas horas menos quentes do dia, quando os predadores saem para caçar e as chances de presenciarmos boas “cenas”, são maiores.

Encontramos os javalis logo no início do primeiro safari.

Toda a região é formada por uma imensa área plana, com vegetação de savana. As pastagens são abundantes e os arbustos e árvores menores espalhadas pela paisagem. Esse tipo de vegetação atrai uma grande quantidade de animais herbívoros e consequentemente uma grande quantidade de predadores. É a farra da vida.

A pastagem abundante das savanas atrai grandes manadas.

A Grande Migração dos animais é um fenômeno contínuo que acontece entre o Quênia e a Tanzânia, nessa área do planalto africano. A Linha do Equador, quase que coincide com a fronteira entre os dois países. O Quênia está no Hemisfério Norte e a Tanzânia no Hemisfério Sul. Ao redor das fronteiras entre os dois países, os climas são tropicais, que se caracterizam por chuvas de verão e secas de inverno. Como Quênia e Tanzânia estão em hemisférios opostos, o verão e o inverno, acontecem, também em períodos opostos. Portanto, quando chove no Quênia é a estação seca da Tanzânia e vice-versa. Os animais migram em busca das pastagens verdes dos períodos chuvosos, por isso estão o ano inteiro passando do Quênia para a Tanzânia e da Tanzânia para o Quênia.

A Grande Migração.

Chegamos em agosto, portanto era verão ao norte do Equador. Estação chuvosa no Quênia e seca na Tanzânia. Nessa época do ano, cerca de dois milhões de animais, entre gnus, zebras e topis migram da Tanzânia para o Quênia.

Os Topis migram juntos com os gnus e as zebras.

A Reserva Masai Mara estava em festa. A pastagem verde das savanas atrai as grandes manadas de zebras e gnus, nessa época do ano. É o período em que a Grande Migração chega por aí. Os gnus e as zebras pastam juntos, a excelente visão da zebra e o olfato do gnu se completam na defesa em relação aos predadores.

Zebras e gnus pastam juntos.
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