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CHEGANDO AO SERENGETI PELA GARGANTA DO OLDUVAI

22 de junho de 2005

Saímos bem cedo do hotel na Cratera do Ngorongoro pois tínhamos uma longa viagem pela frente em direção ao Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia. Seguimos a estrada de barro, escorregadia, que acompanha a borda da cratera. Era uma manhã chuvosa, o tempo bastante fechado por uma densa neblina, que cobre constantemente a região, tornava a viagem mais perigosa.

A CRATERA DO NGORONGORO – A ARCA DE NOÉ

As nuvens cobrem a borda da Cratera do Ngorongoro.

No meio do caminho, ainda no alto da cratera, tivemos que parar, pois dois caminhões estavam caídos em valas nas margens da estrada e não possibilitavam a passagem de outros carros quaisquer. Poucos minutos depois, já era grande a fila de Land Rovers, Jeeps e outros carros de safari que circulam pela região nas primeiras horas da manhã.

Os caminhões tombados na beira da estrada.

Depois de uma intensa negociação entre os motoristas dos caminhões e dos carros de safari, os primeiros cederam e permitiram que os seus carros fossem empurrados para dentro das valas, abrindo o caminho para a passagem dos carros menores. A solução definitiva viria depois, com um trator que rebocaria os caminhões. Ficamos por mais de uma hora nesse imbróglio na beira da estrada.

Os carros de safari parados na estrada.

Contornamos a cratera e descemos para a Planície do Serengeti. Desviamos do caminho para conhecer o sítio arqueológico da Garganta de Olduvai, um dos mais importantes do mundo, no meio de uma área de difícil acesso. Essa região é conhecida como O Berço da Humanidade.

A Garganta do Olduvai

O sítio arqueológico que possui mais de 3 milhões de anos, se encontra numa grande fenda no terreno, com quase 50 quilômetros de extensão. As escavações nas áreas dos vestígios de assentamentos foram iniciadas pelo casal Louis e Mary Leakey, nos anos 1950.

O sítio arqueológico da Garganta do Olduvai

Na Garganta do Olduvai, Louis Leakey encontrou ossadas de dinossauros e restos do Australopithecus, que viveu há 3,6 milhões de anos, considerado o primeiro hominídeo bípede do mundo. Existe no local um pequeno e primitivo museu, que conta a história das escavações.

As condições precárias da região da Garganta do Olduvai

Deixamos para trás o sítio arqueológico da Garganta do Olduvai e seguimos para o Parque Nacional do Serengeti. A estrada era precária, não pavimentada e a viagem bastante desconfortável, mas iria valer muito a pena. No caminho vimos Guerreiros Masai que vivem na região e circulam pela planície conduzindo os seus rebanhos.

Os guerreiros Masai na imensidão da Planície do Serengeti.

O Parque Nacional do Serengeti possui cerca de 40 mil quilômetros quadrados de área, fica no norte da Tanzânia, próximo à fronteira com o Quênia. É famoso pelas grandes migrações anuais dos milhões de gnus e zebras que passam por aí, formando um ciclo permanente de migração.

Milhões de zebras e gnus na Planície do Serengeti.

Leia mais sobre a Grande Migração, aqui: http://umpouquinhodecadalugar.com/2012/02/24/a-reserva-masai-mara/

As zebras e os gnus pastam juntos.

A Planície do Serengeti é um exemplo clássico de savana, com uma grande quantidade de vegetação herbácea que atrai os imensos rebanhos. Os gnus e as zebras pastam juntos, a visão das zebras e o olfato dos gnus se completam como elementos de defesa contra os predadores.

A paisagem clássica da Savana Africana.

No final da tarde chegamos ao nosso lodge onde tínhamos uma bela vista da savana.

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