15 de maio de 2014
A Cidade de Quebec pode ser visitada a pé na maior parte das suas atrações. Subimos a ladeira que liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Quando chegamos à Cidade Alta (Aute-Ville), surgiu bem em nossa frente o monumental Hotel Chateau Frontenac, na parte norte da Place D’Armés.
O Chateau Frontenac jamais foi um castelo, sempre foi um hotel de luxo com vista para o Rio São Lourenço, que começou a ser construído no século XIX, teve a sua primeira etapa inaugurada em 1893, mas a sua obra só foi totalmente concluída em 1983, quase 100 anos depois de inaugurada a primeira etapa.
O hotel possui mais de 600 quartos distribuídos por dezenas de torres. O que mais chama a atenção é o magnífico telhado de cobre verde. É considerado como um dos hotéis mais fotografados do mundo e se tornou o símbolo maior de Quebec.
A Place D’Armés possui muitas carruagens abertas puxadas por cavalos que levam os turistas para conhecer a Cidade Alta. Ao redor da praça muitos bares, restaurantes e lanchonetes animam o lugar.
Seguimos andando pelas ruelas da Aute-Ville (Cidade Alta) e algumas delas nos faz lembrar de Paris. A Rue du Tresor é cheia de artistas de rua e retratistas que ficam fazendo trabalhos na hora e tentando vender aos visitantes, como na Praça de Mont’Martre em Paris.
Chegamos à Basílica de Notre Dame de Quebec, uma magnífica catedral que é a sede do arcebispado da Igreja Católica de Quebec, a paróquia mais antiga da América do Norte, cuja diocese no passado se estendia até o México.
A Catedral foi destruída várias vezes por motivos diversos, a última vez foi num incêndio em 1922. A reconstrução seguiu os detalhes da original de 1647.
O parlamento da Província de Quebec funciona aí na cidade. O prédio da Assemblée Nationale fica logo depois dos muros da Cidade Alta. O prédio é imponente, com um grande gramado na entrada. Todos os acalorados discursos e pronunciamentos no Parlamento são feitos em francês.
Logo após o edifício da Assemblée Nationale aparece o Parc des Champs-de-Bataille, onde o futuro do Canadá foi decidido no passado nos confrontos entre ingleses e franceses. Em 1759, os ingleses venceram os franceses confirmando o controle da Grã Bretanha sobre o Canadá.
Esse local era conhecido como Planície de Abraão, hoje é um grande parque urbano, com uma área de lazer para a população local. Caminhadas, corridas e piqueniques acontecem aí com frequência.
Da Planície de Abraão se chega à Citadelle de Quebec, uma grande fortificação construída pelos franceses a partir de 1750 e mais tarde pelos ingleses que concluíram a obra em 1831.
O objetivo era proteger Quebec de um possível ataque norte-americano. A Citadelle é hoje a sede do lendário e heroico regimento franco-canadense Royal 22, apelidado de Van Doos, que teve uma participação decisiva na luta pela retomada dos campos franceses na Primeira Guerra Mundial.
Hoje a Citadelle ainda é um quartel militar ativo. Podemos visitá-lo, sempre acompanhado de um guia local e respeitando a rotina diária dos soldados. No verão acontece todos os dias, a troca da guarda.
Descemos a pé pela Escalier Casse-Cou, “Escadaria do Quebra Pescoço” que liga a Aute-Ville à Basse-Ville passando por várias lojas de artesanato e suvenires até chegar à Rue du Petit Champlain, com uma arquitetura histórica e as casas transformadas em lojas de arte e restaurantes.
À noite fomos jantar no excelente restaurante Le Toast na Basse-Ville.

