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Muito “perrengue” numa chegada a Buenos Aires

25 de junho de 2024

Os aeroportos de Buenos Aires

Decidimos tirar uma semana nas férias dos netos para rever Bariloche e Buenos Aires. Pegamos um voo de 2,5 horas da Gol para São Paulo, com conexão de aproximadamente 3 horas, partindo em seguida num voo da Aerolineas Argentinas para Buenos Aires com mais 3,5 horas. Chegamos em Buenos Aires às 22:20h. A partir daí, tivemos uma experiência terrível no desembarque em Buenos Aires. Buenos Aires possui dois grandes aeroportos, como São Paulo e Rio de Janeiro. O aeroporto de Ezeiza é maior, mais moderno e fica mais distante do centro da cidade. Como Guarulhos. O Aeroparque, é menor, mais antigo e fica numa localização bem central. Como Congonhas.

Aeroporto Ezeiza

A falta de táxis no aeroporto Aeroparque

O nosso voo chegou no Aeroparque, às 22:20h. Quando pegamos as malas e passamos pela imigração e alfândega, já estava próximo da meia-noite. Nas grandes metrópoles isso não seria problema maior. Em Buenos Aires, tivemos muita dificuldade em conseguir um taxi. Filas enormes e lentas, pois existiam poucos taxis para o movimento do aeroporto. Na saída dos voos internacionais praticamente não existiam táxis. Ficamos muito tempo esperando, quando finalmente tivemos a informação de que a maioria dos taxis ficam na saída dos voos domésticos. Andamos para lá e encontramos uma fila gigantesca.

Animados para chegar em Buenos Aires

Alerta para os turistas sobre o comportamento dos taxistas

Estranhamos o fato de que havia uma sinalização em QR Code, que ajudava os usuários a simular o valor que pagaria na corrida. Ao mesmo tempo um aviso para que os passageiros confirmassem antes, com os taxistas, os valores que seriam pagos, para evitar que fossem enganados. O perrengue não parou por aí. Quando estávamos no meio da fila, com mais de uma hora de espera, começou uma chuva fina, debaixo do frio de inverno de Buenos Aires. Não havia abrigo e o jeito foi encarar a chuvinha e torcer para que ela não aumentasse.

Aeroparque

A difícil relação com a moeda na Argentina

Quando finalmente chegou a nossa vez. Não tínhamos pesos argentinos, pois quando chegamos não havia mais casa de câmbio funcionando. A maioria dos táxis não aceitava cartões de crédito ou débito e não tinham troco para notas de U$100,00. Esperamos mais e negociamos com alguns. Enquanto isso a fila ia passando em nossa frente.

Bandeira da Argentina

Dificuldade com cartão de crédito e com o dólar

Éramos uma família de cinco pessoas, com muitas malas. Precisávamos de dois taxis. Depois de negociar com vários, encontramos um que aceitava cartão, foi muito simpático e disse que o preço seria aquele identificado pelo QR Code, aproximadamente 9,900 pesos, algo equivalente a R$50,00. Quando pagamos o taxi, ele tinha registrado 99.000 pesos e pagamos sem perceber, algo em torno de R$500,00.

O Hilton Buenos Aires

Péssimo comportamento dos taxistas

O outro táxi que pegamos não aceitava cartão, mas fez um preço excessivo para cobrar em dólares e nos dar o troco em pesos. Pactuei pagar com uma nota de 50 dólares e ele me daria um troco de 15 mil pesos. O preço da corrida sairia por 35 mil pesos, quando o QR Code do aeroporto orientava pagar algo em torno de 10 mil pesos. O taxista era péssimo. Corria exageradamente, tinha uma postura agressiva no trânsito, mas não conseguimos reagir a sua agressividade. Ao final da corrida, ele nos deu um troco de 8 mil pesos, alegando que tinha pago um pedágio eletrônico no caminho. A corrida saiu por aproximadamente 42 mil pesos, quando deveríamos ter pago 10 mil.

A região de Puerto Madero

Finalmente chegamos ao Hilton Buenos Aires

Finalmente chegamos ao Hilton Buenos Aires. Um excelente hotel, localizado na região de Puerto Madero, mas já era madrugada. Tivemos uma péssima recepção em Buenos Aires e começamos a viagem com uma imagem muito ruim da Argentina, que precisa tanto do turismo. Descobrimos depois, que naquela noite houve um jogo da seleção da Argentina de Futebol, pela Copa América. Argentina X Chile. A Argentina ganhou o jogo. Talvez por esse motivo existiam poucos taxis circulando naquela noite. Uma pena. Não deu para comemorar.

O Hilton Buenos Aires

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