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EXPLORANDO O MONTE RORAIMA – por Maíra Nery

4º dia de trilha

Deixamos o Hotel Sucre e partimos em direção a face brasileira do Monte Roraima, para o Hotel Coati. O dia amanheceu lindo, céu azul! Como o tempo na montanha é muito instável, aproveitamos o bom tempo, fizemos um pequeno desvio na rota e paramos em um mirante.

Monte Roraima

Muito difícil descrever e as fotos não conseguem captar a imensidão da vista: estávamos literalmente a cima das nuvens! Uma das vistas mais bonitas do Monte Roraima.

Um pouquinho do que estava por vir

A medida que o sol esquenta, as nuvens sobem e “adentram” o  Roraima, em um ballet impressionante.

Mirante Kukenán

Depois dessa parada estratégica, partimos em direção ao ponto tríplice. O Monte Roraima está situado na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, sendo 85% de sua extensão pertencente a Venezuela, 10% à Guiana e 5% ao Brasil.

Ponto Tríplice

Do Ponto tríplice, fomos em direção ao destino final do dia: Hotel Coati. Essa trilha é um pouco mais puxada. Não existe uma trilha em si, mas um caminho saltitando sobre as pedras, que parecem terem sido colocadas meticulosamente no caminho, como em um vídeo game do Mario Bros.

Trilha no Monte Roraima

A caminho da face brasileira, passamos ainda pelo vale dos cristais. Os cristais começam a aparecer aos poucos, de forma bem tímida, até que passamos a caminhar sobre uma trilha repleta deles. O Monte Roraima havia sido área de mineração intensa, onde vários indígenas trabalhavam como mineradores. Hoje é proibida a retirada dos cristais e as mochilas podem ser inspecionadas na descida.

Vale dos Cristais

Chegamos ao Hotel Coati por volta das 14:00. O Acampamento é montado dentro de uma gruta. Como de costume, banho, comida e descanso, nessa ordem.

Hotel Coati

Ao fim do dia, fomos a um mirante que, caso a tempo ajudasse, iríamos ver o nascer do sol no dia seguinte. São Pedro definitivamente estava do nosso lado e o nascer do sol foi uma das coisas mais espetaculares que vi na vida.

Fim de tarde no Coati

5º dia de trilha

Acordamos mais cedo do que de costume, às 4:00h da manhã, para tentar ver o nascer do sol. Café preto para aquecer e partimos em direção ao mirante, há cerca de 15 min de caminhada.

Nascer do sol

Essa viagem me tocou de diversas formas, por motivos que não sei explicar, me emocionou algumas vezes e a aurora no alto do Roraima foi uma dessas vezes.

Nascer do sol

Chegamos ao mirante ainda noite, e aos poucos o sol foi surgindo no horizonte. De início de maneira bem sutil, clareando o mar de nuvens e aos poucos deixando o seu furta-cor, até que o sol surgiu. Descrição e fotos não fazem jus ao espetáculo. A natureza mais uma vez nos mostrando todo seu esplendor.

Nascer do sol

Depois de retornar ao acampamento e tomar café, partimos em direção ao Lago Gladys, no outro estremo do Roraima. No caminho passamos pelo jardim dos bonsais, arbustos típicos do Monte Roraima, e pelo rio que divide a fronteira em o Brasil e a Guiana.

Floresta de Bonsai

Apesar de ter amanhecido com o céu limpo para apreciarmos o amanhecer, o tempo fechou. É impressionante ver o vai e vem das nuvens e a velocidade de como elas “entram” e “saem” do Roraima.

O lago Gladys fica dentro de um fosso. Não há fonte de água no Monte Roraima. Toda água do Tepuy, que forma os lagos, os rios, é proveniente da chuva. Como pegamos uma semana seca, as caminhadas ficaram um pouco mais tranquilas com os pés secos.

Fronteira entre o Brasil e a Guiana

Retornando para nossa última noite no Coati, paramos em um rio para tomar banho e almoçar. No fim do dia fomos presentados com pipoca no lanche da tarde e à noite se deu literalmente em um hotel mil estrelas.

Fim de tarde no Coati

 

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