Ícone do site Um Pouquinho de Cada Lugar

De volta a Hanói

18 de outubro de 2025

A despedida da Baía de Ha Long

Após o café da manhã, fizemos o check-out no Paradise Legacy e seguimos para a Marina de Tuan Chau, ponto de partida para o retorno a Hanói. Navegando em direção à marina, seguimos junto a uma grande quantidade de embarcações avançando no mesmo sentido. Eram minicruzeiros que, assim como o nosso, encerravam seus programas naquele sábado e retornavam quase ao mesmo tempo. Os barcos avançavam lentamente entre as ilhotas calcárias, formando uma cena organizada e bastante representativa da dinâmica turística da Baía de Ha Long. A água estava calma e permitia observar o movimento constante das embarcações deixando a baía. Foi uma boa imagem para encerrar a experiência, mostrando a escala do turismo local e marcando o momento de despedida antes do retorno definitivo a Hanói.

Uma procissão de barcos na Baía de Ha Long

Centro de produção de artesanato

Na estrada de volta para Hanói, fizemos uma parada em um posto de serviços que abriga um grande centro de produção e venda de artesanatos feitos por pessoas portadoras de necessidades especiais. O espaço funciona como cooperativa e ponto de capacitação, oferecendo trabalho, renda e inclusão social. Encontramos peças em madeira, bordados, cerâmicas e artigos decorativos, todos produzidos manualmente. A visita ajudou a compreender como iniciativas desse tipo são integradas ao turismo local, ao mesmo tempo em que valorizam o artesanato tradicional vietnamita e promovem autonomia para seus produtores.

Centro de produção de artesanato

Os cemitérios na beira da estrada

Ao longo do trajeto, chamou atenção a presença de cemitérios coloridos à beira da estrada, com túmulos elaborados e pinturas vivas, refletindo a importância do culto aos antepassados na cultura vietnamita. Mais adiante, fizemos uma breve parada na entrada do King Kong Park, atração criada após as filmagens de Kong: Skull Island na região. O parque complementa o circuito turístico próximo à Baía de Ha Long, unindo cinema, paisagem cárstica e curiosidade cultural antes do retorno definitivo à capital.

King Kong Park

De volta a Hanói

De volta à capital vietnamita, seguimos para nos hospedar no Sofitel Legend Metropole Hanoi, onde passamos mais uma noite, aproveitando o conforto e a localização privilegiada do hotel para encerrar essa etapa da viagem. Com o restante do dia livre, aproveitamos para fazer as últimas compras, explorar novas experiências gastronômicas e caminhar sem pressa pelas ruas da cidade. Por ser um sábado, Hanói estava especialmente movimentada, com famílias ocupando praças, calçadas e cafés. Foi uma ótima oportunidade para observar de perto o cotidiano local e sentir, mais uma vez, o ritmo vibrante e acolhedor da vida urbana vietnamita.

De volta a Hanói

Mural de Cerâmica de Hanói

Na chegada a Hanói, chamou atenção a longa sequência do Mural de Cerâmica de Hanói, considerado o maior mural de azulejos do mundo. Ele acompanha a avenida construída sobre o dique do Rio Vermelho e se estende por vários quilômetros, formando um verdadeiro corredor artístico visto ainda do carro. O mural retrata cenas da história do Vietnã, símbolos culturais, paisagens naturais e influências contemporâneas, tudo composto por mosaicos de cerâmica colorida. Além do impacto visual, o projeto tem um forte valor simbólico: foi criado para celebrar os mil anos de Hanói e transformar uma área antes degradada em espaço de identidade cultura. A visão do mural logo na chegada funciona quase como um cartão de visitas da cidade, unindo arte urbana, história e escala monumental.

Mural de Cerâmica de Hanói

A cidade se agita no sábado à tarde

Saímos para passear pelas ruas do centro de Hanói. Era um sábado, a cidade ganhava um ritmo ainda mais intenso. As ruas estavam tomadas por uma multidão de moradores aproveitando o fim de semana, caminhando sem pressa, conversando e ocupando praças e calçadões. Chamavam atenção os muitos casais espalhados pelos pontos mais fotogênicos da cidade, posando para fotos destinadas às redes sociais, especialmente próximos aos lagos e edifícios históricos. É um retrato claro do cotidiano urbano vietnamita, onde lazer, convivência familiar e uso do espaço público se misturavam de forma natural, revelando uma Hanói viva, jovem e conectada, sem perder o vínculo com seus cenários tradicionais.

Blogueiros de Hanói
Noivos de Hanói

Café com ovo

Os cafés especiais fazem parte do cotidiano de Hanói e revelam uma forma própria de consumir a bebida. Mais do que pegar um café para viagem, os vietnamitas costumam sentar, conversar e observar o movimento da rua, muitas vezes em pequenos bancos baixos ou cafés discretos escondidos em prédios antigos. O grande destaque é o café com ovo (egg coffee), uma especialidade local criada nos anos 1940, preparada com café forte coberto por um creme quente e espesso de gema batida com açúcar e leite condensado. O resultado lembra uma sobremesa, com textura aveludada e sabor intenso, e se tornou um símbolo da cidade, procurado tanto por moradores quanto por visitantes curiosos em experimentar uma das tradições mais singulares da cena urbana vietnamita.

Uma mania nacional

O Lago Hoan Kiem

Hanói possui vários lagos em sua área urbana, que ajudam a amenizar o clima tropical e a humanizar a paisagem da capital do Vietnã. O Lago Hoan Kiem é o mais simbólico deles e funciona como um ponto de encontro entre a Hanói histórica e o cotidiano contemporâneo. Localizado no centro da cidade, o lago está ligado à lenda da espada devolvida ao imperador Lê Lợi, um dos grandes símbolos da independência vietnamita. Segundo a tradição, o imperador recebeu uma espada mágica para libertar o país do domínio chinês e, após a vitória, devolveu a arma a uma tartaruga sagrada nas águas do lago. Cercado por árvores, calçadões e edifícios coloniais, o Hoan Kiem é um refúgio urbano muito frequentado pelos moradores. No centro do lago destacam-se a Torre da Tartaruga e o Templo Ngoc Son, conectando paisagem, história e espiritualidade no dia a dia de Hanói.

O Lago Hoan Kiem

Os lagos de Hanói

Os lagos de Hanói têm origem ligada aos antigos cursos e meandros do Rio Vermelho, que ao longo dos séculos foram isolados por processos naturais de sedimentação e controle hidráulico. Além de ajudarem a regular o microclima e a drenagem urbana, esses lagos sempre tiveram papel estratégico na história da cidade, seja para defesa, abastecimento de água ou ocupação do território. Hoje, eles continuam essenciais para a qualidade ambiental de Hanói e ajudam a explicar por que a capital vietnamita mantém uma relação tão próxima entre paisagem, história e vida urbana.

Lagos de Hanói

A Catedral de São José

A Catedral de São José em Hanói é um dos símbolos mais evidentes do passado colonial francês e da ligação cultural do Vietnã com a Europa. Inaugurada em 1886, durante o período da Indochina Francesa, sua arquitetura neogótica foi inspirada diretamente na Catedral de Notre-Dame de Paris, com torres altas, vitrais coloridos e fachada imponente. Localizada no centro histórico da cidade, a catedral marcou a introdução do cristianismo ocidental em uma sociedade majoritariamente influenciada pelo budismo e pelo confucionismo. Hoje, além de espaço religioso ativo, o entorno da catedral tornou-se um ponto de encontro urbano, com cafés, livrarias e restaurantes, onde o legado europeu convive de forma natural com a vida contemporânea de Hanói.

Catedral de São José

O Restaurante Angelina

Jantamos pela segunda vez no Restaurante Angelina do Sofitel Legend Metropole Hanoi, reforçando a boa impressão da primeira visita. O restaurante combina cozinha internacional bem executada com um ambiente elegante e tranquilo, ideal para encerrar o dia após longas caminhadas pela cidade. A repetição não foi por acaso: o serviço consistente, a carta variada e a localização privilegiada fazem do Angelina uma escolha segura e confortável em Hanói.

Leia mais:

Baía de Ha Long, um espetáculo esculpido pelo tempo

Baía de Ha Long: um cruzeiro entre as ilhas de calcário do Vietnã

Sair da versão mobile