Um passeio panorâmico por Tóquio
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- joaquimnery
- 29 de abril de 2026
- Ásia Japão Super Destaque
26 de março de 2026
Metrô de Tóquio, O principal meio de deslocamento pela cidade
Saímos do hotel Grand Hyatt Tokyo, caminhando por Roppongi, para um programa de dia inteiro com uma guia brasileira, Nilva, para entender melhor a dinâmica de um dos bairros mais internacionais de Tóquio. A região possui uma combinação de centros comerciais, museus e uma oferta variada de restaurantes, tudo em um espaço relativamente compacto. Partindo do complexo de Roppongi Hills, percorremos ruas preparadas para pedestres, passando por galerias, cafés e áreas residenciais. Utilizamos o metrô de Toquio e rapidamente percebemos sua eficiência. O principal meio de deslocamento pela cidade, mesmo para um programa turístico. O sistema é amplo, integrado com outras linhas interligadas a trens urbanos, cobrindo praticamente toda a área metropolitana.

O Palácio Imperial do Japão
Fizemos uma primeira parada, nas proximidades do Palácio Imperial do Japão. Visitamos a área externa do Palácio, localizada no coração da cidade, onde antes funcionava o antigo Castelo da Dinastia Edo. Cercado por fossos e áreas verdes, o complexo mantém uma presença discreta, mesmo estando em uma das regiões mais centrais de Tóquio. O acesso ao interior do Palácio é restrito, mas os arredores e os jardins ficam abertos ao público e permitem compreender a importância histórica e simbólica do local, especialmente nessa época do ano, quando acontece a floração das cerejeiras. O dia estava chuvoso, mas tivemos que encarar. Caminhando pelos jardins do Palácio, podemos observar um espaço que integra a instituição imperial com a modernidade da capital japonesa.

Os Jardins do Palácio Imperial e a família Imperial Japonesa
A Família Imperial Japonesa é liderada atualmente pelo imperador Naruhito. Na linha de sucessão, o principal herdeiro é seu irmão, o príncipe herdeiro Fumihito. A sucessão no Japão segue regras específicas, que atualmente permitem apenas herdeiros homens na linha direta, o que torna o número de sucessores relativamente limitado. A instituição mantém um papel mais simbólico e cultural do que político na estrutura do país. Caminhamos pelos jardins abertos ao público ao redor do Palácio Imperial. Era o período da floração das cerejeiras, as “sakuras”, que transformam a paisagem por alguns dias, criando um cenário que encanta moradores e visitantes. O contraste entre os muros históricos, os edifícios ao fundo e as árvores em flor colocam tradição e cotidiano lado a lado.

A floração das cerejeiras, um momento especial no calendário japonês
A primeira boa surpresa da caminhada pelos jardins do Palácio foi a oportunidade de acompanhar a floração das cerejeiras, ou sakuras. Esse fenômeno ocorre por um período curto, normalmente entre o final de março e o início de abril, e mobiliza moradores e visitantes em diferentes partes do país. Nos arredores do Palácio Imperial de Tóquio, vimos grupos reunidos sob as árvores, em uma prática tradicional chamada hanami, que consiste em observar as flores e aproveitar o espaço ao ar livre. É muito importante a relação dos japoneses com a floração das cerejeiras, que vai além do aspecto visual. O período marca a transição entre o inverno e a primavera e é associada à ideia de ciclo e renovação. Como dura poucos dias, há também uma valorização do caráter passageiro da paisagem.

A região de Ginza: eletrônicos e consumo no cotidiano urbano
Seguimos caminhando desde os Jardins do Palácio, até a região de Ginza, observando uma das áreas comerciais mais famosas de Tóquio. Embora o bairro seja mais associado ao varejo de luxo, também encontramos lojas especializadas em eletrônicos, com vários andares dedicados a câmeras, acessórios, áudio e tecnologia em geral. A disposição dos produtos, a clareza das informações e o atendimento direto facilitam a experiência, mesmo para quem está apenas explorando. Em comparação com outras áreas mais populares da cidade, o ritmo em Ginza é mais controlado, com espaços amplos e circulação fluida. Além das compras, Ginza chama atenção pela arquitetura contemporânea de seus edifícios e pelos painéis e letreiros extravagantes.

Rua Omotesando, a “Champs Elysèes” de Tóquio
Caminhamos pela Rua Omotesando, uma das avenidas mais organizadas e interessantes de Tóquio. Conhecida pela combinação de lojas de grandes marcas com edifícios de arquitetura marcante, a rua funciona como um eixo que conecta comércio e design urbano. Ao longo do percurso, passamos por fachadas assinadas por arquitetos renomados, onde as lojas passam a integrar a paisagem da cidade. A arborização ao longo da avenida também contribui para um ambiente mais equilibrado, suavizando lojas e edifícios. O movimento de pessoas é constante, mas sem excesso, o que torna o passeio agradável. Omotesando acaba sendo uma boa maneira de observar como Tóquio convive com os seus espaços comerciais com identidade própria.

A Rua Takeshita: movimento intenso e cultura jovem em Harajuku
Da Rua Omotesando, seguimos para a Takeshita Street, em Harajuku, uma das ruas mais movimentadas, e conhecida pelo público jovem em Tóquio. O espaço é estreito, com fluxo intenso de pessoas e uma sequência de lojas voltadas para moda, acessórios e produtos voltados ao consumo rápido para um público jovem. Ao longo do percurso, observamos vitrines criativas, pequenas lojas temáticas e um cenário que muda bastante em relação a áreas como Ginza ou Omotesando. Takeshita reflete um lado mais informal da cidade, com forte presença de tendências urbanas e um ambiente mais descontraído.

Interagindo com porcos, lontras, gatos e cães
Durante o passeio encontramos espaços voltados para interação do público com animais. Bastante comuns em Tóquio. Em regiões como Harajuku, há cafés temáticos com gatos, cães, lontras, porcos e até espécies menos usuais, onde o público pode passar um tempo, em contato com os animais. Esses locais seguem regras específicas de convivência e higiene, e funcionam como uma alternativa de lazer dentro da rotina urbana. A proposta atrai tanto moradores quanto visitantes, especialmente em uma cidade onde muitos apartamentos têm restrições para criação de animais domésticos. O cliente paga um ingresso e pode passar um tempo convivendo e tocando nos animais. É estranho para nós, mas é assim que acontece.

Meiji Jingu, o principal santuário xintoísta de Tóquio
Seguimos para o principal Santuário Xintoísta de Tóquio, o Meiji Jingu, o Templo mais sagrado e espetacular da cidade, onde observamos de perto, algumas práticas religiosas que fazem parte do cotidiano japonês. O xintoísmo é a religião nativa do Japão, está ligado às forças da natureza e elementos espirituais, os kami. Todo Santuário Xintoísta, tem na entrada, um torii, o portal que marca a transição para o espaço sagrado.

Os pavilhões principais
O Templo foi destruído pelas bombas da Segunda Guerra Mundial, mas foi reconstruído depois. Continuamos pelos caminhos que conduzem aos pavilhões principais, que são relativamentes novos. Antes de entrar, o visitante pode realizar o ritual de purificação com água, um gesto simples que antecede a aproximação ao templo. No interior, vimos pessoas fazendo orações rápidas, oferecendo moedas e respeitando uma sequência de gestos tradicionais. Mesmo com a presença de visitantes, o ambiente mantém um ritmo tranquilo, permitindo observar como essas práticas continuam integradas à vida urbana.

Jantamos no restaurante italiano Kshiki, no Mandarin Oriental
No final do dia, seguimos para o Hotel Mandarin Oriental de Tóquio, onde encontramos um casal de amigos queridos. Leonel e Lene. Encerramos o dia com um jantar no Kshiki Italian Dining, um excelente restaurante itaaliano localizado no andar mais alto do hotel, com uma vista especial de Tóquio. O ambiente é charmoso, debruçado sobre a cidade, criando um cenário que combina bem com o fim da programação do dia. O Mandarin Oriental fica na região de Nihonbashi, relativamente perto do nosso hotel e sem grandes deslocamentos.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


